— Corre!

"Não posso, tenho que lutar"

— Eles são fortes! Não deixem que o descubram...

Endi deu um salto corajosamente, sem saber, acostumado sempre em fugir...

— Há muito tempo tento o capturar. — diz um estranho.

— Espere! — Uma voz feminina soou;

Via-se um prédio em forma de shopping, parecia estudantes de faculdade, todos corriam aleatoriamente, eram pessoas do mundo inteiro, juntamente a circular com os mortos. Uma Noosfera, muitos pensamentos circulara por ali, mas também circulavam em ronda os arcontes ostensivos que procuravam qualquer espécie de intruso. Eles poderiam aparecer a qualquer momento, quando oficiais maiores apareciam, eles mudavam o tema da Noosfera, geralmente era um jogo de caça como gato e rato.

"Será que consigo vencê-los?" — Endi indagou-se.

Percebeu que eram grupos diferentes, e alguns até se enfrentavam-se. A garota lhe atacam com katanas, vestia-se belamente com forma de um longo tecido cobrir teu rosto, e mostrar-lhe apenas parte da face com seus olhos.

Por mais incrível que pareça, Endi se desviava da bela mona que ressaltava em peitos enormes. Contra-atacava jogando-lhe shurikens como respostas, ao mesmo tempo que percorriam ruas escuras num bairro suburbano simples.

— Vem cá! – ela parecia estar ficando irritada.

Então, num salto ele começou andar por casas, parecia ter enganado na fuga a desconhecida. Mesmo assim costumava aparecer outros logo em frente, era a sensação que parecia predominar.

“Poxa vida, quem vai aparecer, está tumultuado hoje...”

Saltou por cima de um restaurante pequeno, desceu num vão que havia numa casa. Escuro, tinha-se uma sensação estranha.

— Hey.

— Quem ser?

— Pode me chamar de Ana. – Ouvia-se a voz a partir do escuro.

Estranhamente, acostumado aos ataques, ela parecia lhe passar uma sensação serena com sua voz.

— O que faz por aqui?

— Eu não sei.

— Você mora por aqui? – Questionando ela.

— Não. Eu não sei. Que mundo doido, não sei o que faço por aqui, mas tenho uma sensação familiar que sempre estive aqui.

— Diga eu, só me lembro do meu nome, Endi. Prazer em conhecê-la. Posso vê-la?

— Tenho vergonha...

— Vamos lá.

Ela saiu do canto escuro. Era uma figura cheio de graça e formosa, olhos que cintilavam a cor de fogo, trazia paz e alegria. Endi teve a sensação que já se conheciam.

— Isto é um sonho não é?

— Parece que sim. – Ela respondia com um sorriso no rosto, ao mesmo tempo corada.

— Isso não acontece quando se está acordado. – Riram os dois. – Você é linda Ana.

— Obrigada.

— Eu costumo ser perseguido por aqui.

— Eu não costumo lembrar o que acontece em meus sonhos. Quando mais jovem costumava escrever meus sonhos num diário, mas joguei fora há muito tempo.

— Eu tentei escrever meus sonhos já, mas, sabe a preguiça diz mais alto.

— Verdade.

Ele se aproximou dela suavemente:

— Posso beijá-la?

Ela ficou em silêncio, riu decorosamente, como se tivesse graça ao ouvir aquilo:

— Não! Daqui a pouco você me ataca aí, vai saber...

— Hoje não é o meu dia de sorte. Tudo bem, já estou acostumado com isso... – Passou lhe a mão no rosto, e os dedos entre seus cabelos sedosos.

— Ok! – Ela num movimento fortuito, foi um selinho suave;

Ele não esperava por aquela reação, sentiu-se como se estivesse numa praia com uma brisa suave, ao qual tinha o prazer de estar naquele momento, foi uma emoção que lhe fazia acelerar o coração.

Num instante, eles deparavam com um barulho, tinha a sensação que isso sempre acontecia nesses momentos.

— Parece que eles estão vindo?

— O que? – Ela demonstrava ansiosa.

— Os mortos.

— Mortos?

— Não sei, eles sempre aparecem para mim, não faço a mínima ideia porque eles também me perseguem.

— Zumbis?

— Depende, eles costumam aparecer de muitas formas diferentes, e alguns vezes tem aparência normal como o da gente. Às vezes algum chegam comunicar.

Ela se encosta nele, parecia ouvir muita gente correndo, e gritaria.

“Acho que agora que o cenário muda, vou subir para cima”

O portão se abre, parece que vinha gente se aproximando.

— Vamos subir Ana!

— Sim!

Os dois subiram as escadas que dava a área da casa de cima, e foram ver o que acontecia na rua. De cima, via-se pessoas atacando as outras alucinadamente.

— Vamos Ana subir pelo os muros, acho que já estão por aqui.

Com dificuldade ela consegue acompanha Endi, e logo aparece uma figura alucinada por onde eles estavam.

— Vai Ana, salte para outra casa, segue em frente que te acompanho.

Então começou aparecer mais e mais, os alucinados também conseguiam subir, enquanto Endi chutava um ou outro que voltava logo após. Então, cai para o outro lado, observa a Ana indo para outra casa. Tenta despedir dela, então percebe que não haveria escapatória, ele se sublima, o cenário parece se desdobrar. Tornando-se uma névoa em branco ao seu redor ao mesmo tempo em que ele mesmo se observa sendo atacado pelo os alucinados.

Endi se encontra numa imensa floresta, ao qual ele observa dentro de uma capsula gigante que por dentro tem molde todo branco, e observa através do vidro uma torre ao longe em forma de coluna que alcança até as nuvens brancas num dia claro de sol.

“Ana... Algumas pessoas aparecem e vão. Assim parece a vida, em sua memória guarda tanta gente que só aparece uma vez, talvez o futuro seja promissor nestes encontros, mas por que será que isto acontece?”

Parece um mistério que cerca ao redor de Endi, embora, ele se encontra em sonhos, muitas vezes ele não lembra ou não consegue recuperar quando acorda. Será que ele um dia perceberá o que acontece? Foi assim que ele conheceu Ana, pelo que ele lembra, mas como pode saber se já não a conhecia antes. Indaga-se leitor, a vida é um mistério. Por que sonhamos? E será que mesmo acordado continuamos a sonhar? Não sei... Acho que isto cabe um de nós buscarmos. Neste momento muitos eventos acontecem, e Endi consegue lembrar alguns trechos que talvez possa contar em sua maneira.