Obstáculos da Vida
4 Capítulo 4
Notas iniciais
George no dia seguinte, acordou cedo para dar uma corrida e quando voltou para casa, acordou o filho. Tomaram juntos o pequeno-almoço e Harry saiu. George decideu ir a casa de Charles.
Josh cumprimentou-o e deixou-o entrar. Charles estava deitado no sofá.
– Olá. — disse animado.
– Bom dia. Estás melhor?
– Sim. Queria-te pedir desculpa. Aceitas?
– Claro.
– Porque não se senta? — perguntou Josh.
– Porque não posso demorar. Vim só ver se o Charles está bem, mais nada.
– Estou bem, fica descansado.
– Ótimo. Trouxe dois hambúrgueres para vocês. Espero que gostem. — disse pousando o saco na banca. — Charles.
– Sim?
– Cuida-te.
– Obrigado pelos hambúrgueres. — agradeceu Josh.
– De nada. Passo aqui de tarde. Até logo.
– Adeus.
Depois da visita rápida ao irmão, George foi para a firma.
Aturou uma longa e chata reunião e voltou a casa. Começou a cozinhar rapidamente e Harry voltou do passeio.
– Só estás a cozinhar agora?
– Desculpa, mas os meus patrões são uns chatos. E aos domingos é pior. — respondeu apressando-se na cozinha.
– Ao almoço quero conversar contigo sobre uma coisa. Pode ser?
– Claro. É sobre o quê?
– Depois ficas a saber.
Harry parecia desanimado, o que preocupou George. Quando chamou o filho para almoçarem, deu-lhe tempo para falar.
– É sobre a Jasmine.
– O que ela tem?
– Acabou com o nosso namoro.
– Porquê?!
– Porque a traí.
– Desculpa? Mas podes repetir, é que eu...
– A sério. — interrompeu.
George ficou por uns segundos em silêncio e continuou:
– Harry, tu és um adolescente. Quanto eu tinha a tua idade, não parava de trair as minhas namoradas.
Era uma para uma certa hora e outra para daqui a um bocado.
– Tu não estás a perceber. Eu gosto mesmo da Jasmine.
– Então porque a traíste?
– Não sei...
– Como assim não sabes? Tem que haver uma razão.
– Pronto... Eu pensava que ela andava enrolada com outro tipo, mas enganei-me e...
– Fizeste o mesmo. — terminou a frase.
– Exatamente. E no final das contas, tornei-me numa autêntica bosta.
– Diz-lhe o que me acabaste de dizer.
– Mas já lhe disse e ela não quis saber.
– Volta a falar com ela. Se não resultar, faz uma cena dramática.
– Como assim?
– Começa a gritar com ela sobre o quanto gostas dela e diz-lhe que matarias o governador por ela.
– O quê?! — riu-se.
– A sério! — riu-se também.
Continuaram com a conversa entre pai e filho e depois foram ás suas vidas. George foi a casa de Charles e Harry foi ter com os amigos.
Quando lá chegou, o portão estava aberto e a porta principal também. A casa estava toda destruída por dentro e não havia vestígios de Josh nem de Charles.
Havia um papel em cima da banca da cozinha. George pegou nele e leu. Jonh Bloom. Era o que estava escrito lá.
– Merda!
George foi a correr para a casa do advogado rival e quando lá chegou, entrou sem autorização e foi até á sala de estar.
– Seu filho da mãe! Onde está o meu irmão e o amigo dele?!
Bloom começou-se a rir e respondeu:
– Sr.Wesley, a resposta está no meu nome.
George não entendeu.
– Como assim?
– Leia o meu nome ao contrário. — disse apontando para uma moldura onde estava destacado o seu nome.
George interpretando o nome, respondeu:
– Moonlb Hnoj. O que isso quer dizer?
– É o nome de um belga que salvou a sua própria aldeia de um ataque terrorista.
– O que isso tem a ver?
– O seu irmão e o amigo dele estão prestes a chegar à Bélgica.
Bloom riu-se ás gargalhadas e George pegou num vaso atirando-o contra a parede.
– Porquê?!
– Mataram o meu melhor amigo.
– Está a falar do Ben Smith?
– Exatamente.
– Vocês mataram homens inocentes. O que você esperava?!
– Abandone a minha casa antes que eu chame a polícia.
– O que lhes vai acontecer?
– O mesmo que aconteceu ao meu falecido amigo.
George saiu da casa a correr e meteu-se dentro do seu carro. Foi logo a um aeroporto a perguntar pelos últimos voos. Antuérpia, Bélgica. Foi para aí que foram enviados Josh e Charles. Perguntou se iria haver mais um voo para esse mesmo destino e foi-lhe respondido no dia seguinte ás onze horas. Pagou a viagem e partiu para casa, fez uma mochila e pegou em dinheiro. Levou o filho até á avó materna e voltou á casa de Charles. Procurou o próprio número dele e depois ligou. A chamada foi desligada. Voltou a ligar e depois recebeu uma mensagem para não voltar a chamar nem mandar SMS. Não podia falar com a polícia, não podia contar a ninguém, nem sabia o que fazer quando chegasse á Antuérpia. Antes de sair da casa de Charles, pegou na chave que estava no tapete da porta principal e fechou essa mesma porta e depois trancou o portão. Depois foi ao supermercado comprar comida para a viagem. George estava totalmente em pânico com a situação. Procurou acalmar-se e permaneceu até ás dez da noite num shopping sentado num sofá. Depois voltou para casa. Deitou-se e no dia seguinte acordou ás nove e meia e depois de se preparar, seguiu caminho para o aeroporto.
Quando chegou á Antuérpia, instalou-se num hotel. De repente o seu telemóvel começou a tocar e atendeu:
– Estou?
– George? É você?
– Sim, quem fala?
– É o Josh.
– Josh! Onde está?
– Eu e o Charles fomos raptados e estamos na Bélgica. Mas fugimos e...
– Estais em Antuérpia? — interrompeu.
– Sim, como sabe?
– Eu também estou em Antuérpia.
– A sério?
– Onde é que vocês estão?
– Onde é que você está?
– Estou no Hotel La Française. — disse com pronúncia americana.
– Nós estamos mesmo em frente desse hotel.
– A sério? Olhe, eu vou desligar.
George desligou e guardou o telemóvel no bolso do casaco e desceu as escadas. Saiu do hotel e avistou-os sentados num banco.
– Estão bem? — perguntou ao chegar-se á beira deles.
– Estamos. Não nos fizeram nada.
– Foi o Jonh Bloom que vos raptou. Por terem matado o Ben Smith.
– O quê?! — exclamou Charles com espanto.
– É verdade.
– Vamos embora daqui. Vamos ter com a polícia.
– E dizemos o quê? — perguntou Josh como se fosse uma ação inútil.
– Que fomos raptados por um homem.
– Assim sem mais sem menos?
– O Josh tem razão. Não podemos falar com a polícia. Vamos voltar para Charlestone e vamos resolver isto.
– Como?
Antes que George pudesse responder, um homem deu-lhe com a arma na cabeça de costas e desmaiou. Outros dois homens amarraram Josh e Charles e o que atacou George pegou nele e levaram-nos para dentro de uma carrinha. Todo isso aconteceu em plena cidade, mas ninguém ligou nenhuma como se isso acontecesse a todo o tempo.
Dois dos homens estavam na parte da frente da carrinha e um outro estava atrás com George, Charles e Josh. O homem que estava com eles olhava para eles a sorrir.
– Qual é a piada, seu sacana?! — gritou Charles.
O homem ao ouvir o insulto, deu um valente murro em Charles, desmaiando-o.
Josh era o único de momento que estava acordado e estava completamente assustado.
– Para onde nos levam? — perguntou com a voz a tremer.
– Para um sítio especial. — respondeu o belga em inglês com um sotaque francês.
Josh mesmo não entendendo, ficou calado.
Fale com o autor