Notas iniciais
O primeiro capítulo explica bem a história, podendo se seguir um bom rumo. Sem dúvida, será uma história rápida.

- Harry, tenho um compromisso agora, portanto não te posso levar à casa do teu amigo. — avisou George, o pai de quarenta anos, de cabelo curto preto, alto e sempre de camisa e fato.

- O que é que isso significa? — perguntou o rapaz colocando um cap nos seus cabelos castanhos.

- Significa que não vais a essa festa. — respondeu o pai, com as mãos na cintura.

- Uma cena não tem nada a ver com a outra e eu posso ir a pé. É só a vinte minutos daqui, portanto não há problema. — determinou-se vestindo um casaco.

- Eu sou o teu pai e o único adulto nesta casa, se te digo que não vais a essa festa é porque não vais. Tens de aprender a respeitar-me, ouviste? E estou a fazer isto para o teu bem, tens apenas quinze anos, não é idade para andares aí metido em festas e a embebedares-te. O que tens de fazer é estudar para melhorares as notas, antes que reproves. O teu diretor de turma disse-me que não te andas a esforçar nada, os teus professores estão desiludidos contigos, pois tu tens capacidade para melhores notas. — enervou-se, pondo Harry especado a olhar com a boca aberta para o pai. — Desculpa se me enervei, mas tens de te impor e ter sucesso na escola. Entendido?

- Tu és um chato, já te disse isso?

- Harry, se queres um bom futuro, começa a estudar.

- Tudo bem... Vou mandar uma mensagem ao Jack a dizer que não vou. — respondeu subindo as escadas, aborrecido.

George sentou-se no sofá e ligou a televisão. Olhou para as escadas a ver se o filho desci-as, mas nada. Suspeitou e foi ao quarto dele.

- Merda! — gritou ao ver a janela aberta.

Desceu as escadas a correr e pegou no casaco que estavava no cabide na porta principal, seguindo-se para a rua e ligando o carro. A dois quarteirões, avistou o filho a andar no passeio. Apitou e assustou o filho. O rapaz ao perceber que perdera, parou e esperou que o pai parasse o carro.

- O que pensa que fazes? Eu não sou burro! — resmungou George, pegando no braço de Harry e forçando-o a entrar. — Mentiste-me e fugiste, sabes o que isso significa? Significa que estás de castigo. Não vais a mais festas nem passeios, e ficas a estudar em casa as férias de Natal todas.

Harry bufou e atirou o cap para os bancos de trás, percebendo que aquela discussão não ia acabar.

- Desde que a tua mãe morreu, tens perdido o juízo todo...

- Arranca e cala-te! — resmungou, levando uma bofetada.

Harry pôs a mão na bochecha, vindo-lhe lágrimas aos olhos. Saiu do carro e começou a correr. George ficou parado, como se não se tivesse apercebido de que o filho saira do carro. A mão com que batera ao filho começou a tremer. Virou-se para a frente e poisou as mãos no volante, encostando a cabeça na beira do vidro. Permaneceu uns segundos assim e depois foi para casa, deixando o filho indo.

Estacionou o carro no lugar do costume e entrou em casa, deitando-se no sofá e adormecendo.

Harry chegou a casa perto das seis da manhã e ao ver o pai deitado no sofá, foi buscar um copo com água gelada á cozinha e despejou-o na cabeça dele, fazendo-o saltar.

- Bom dia, pai. Estás bem? — perguntou como se não tivesse passado nada na noite anterior.

George ficou a olhar para ele e esboçando um sorriso, respondeu:

- Bom dia. Que horas são?

- Cinco e quarenta. — respondeu, vendo-o levantando e esfregando as mãos na cara.

- Perdi uma reunião importante e tenho outra daqui a três horas. Porque acordaste a esta hora?

- Eu não acordei a esta hora, eu cheguei a casa a esta hora, ao vir da festa do Jack.

- Desculpa por te ter esbofeteado, filho. — disse, mostrando-se arrependido. — A morte da tua mãe não correu bem para ninguém. Nesta situação toda, tu deves ser o mais magoado, mas eu perdi o amor da minha vida. Espero que me perdoes.

- Já estás perdoado, agora vai tomar banho e prepara-te para a reunião. Não quero que o meu pai seja despedido.

- Nem eu. — respondeu, seguindo para o banho.

Harry tomou uma postura que orgulhou e impressionou o pai. Pegou nos livros escolares e estudou na sala de estar.

George saiu e foi direto para a firma. Voltou ás uma da tarde e quando chegou a casa, viu o filho a cozinhar.

- Cheira bem, o que fazes?

- Philly Cheese Steak. Fui comprar três garrafas de Francis Coppola, duas para guardar e uma para enchertar agora. — respondeu animado.

- Muito bem.

- Como correu a reunião?

- Bem, como todas as outras.

- Senta-te, está pronto.

Ambos sentaram-se e serviram-se de uma receita deliciosa de Filadélfia e de uma bebida de Califórnia.

Conversaram animadamente e depois Harry foi para o seu quarto e George voltou para o trabalho.

- Ben, eu não posso fazer nada contra a sua mulher, ela tem o direito de ter um advogado e de se defender como você. Sim, eu sei que lhe prometi de que você irá ficar com a custódia dos seus filhos, e não lhe minto, meu senhor. O John Bloom é um cretino da primeira, mas eu garanto-lhe que lhe vou vencer. Faça assim, relaxe, pense nos seus filhos e vá á sua vida. Ok, até já.

- Quem era? — perguntou Harry descendo as escadas.

- Um cliente. — respondeu, desligando o telemóvel.

- Eu vou para a biblioteca estudar, ok?

- Tudo bem, até logo.

Logo após o filho sair, George também se preparou para abandonar a casa. Pegou no seu SUV e foi direto para a casa de Ben Smith.

George entrou e Ben serviu-lhe um café. Sentaram-se no sofá e começaram a conversar:

- Então, o que tinha para me dizer?

Ben poisou a sua chávena após um gole e olhou para George com um ar desconfortável.

- Há uns anos, eu violava os meus filhos. — disse esbugalhando os olhos e tremendo os dentes.

George olhou sério para ele, mordeu o lábio e disse:

- Alguém sabe disso?

- Não, nem a minha mulher.

- Como é que você quer ficar com os seus filhos se eles o odeiam? — perguntou, elevando o tom.

- Eu amo-os.

- Não, não ama. Você é um pedófilo. Você devia ir preso.

- Não acha que não sei disso? Mas estou arrependido, e não o voltei a fazer, nem nunca mais o vou voltar a fazer.

- Porra... Você é maluco. — disse George levantando-se. — Eu não lhe posso dar a cutódia dos seus filhos. Você tem que dizer a verdade e se não disser, direi eu.

- Não! — gritou Ben, levantando-se e dando um soco na cara de George. — Eu quero os meus filhos e não vai ser você que me vai proibir de os ter.

George caiu e começou a sangrar. Ben começou a falar sozinho, andando de um lado para o outro.

George levantou-se e atirou-se a Ben, caindo os dois no chão. Deu-lhe um murro e bateu-lhe com uma jarra, fazendo-o perder os sentidos. Ligou para a polícia e sentou-se no sofá á espera.

O corpo de Ben mexeu-se e George levantou-se.

- Eu sou invencível. — disse o homem erguendo a cabeça.

- Como é possível?!

Ben levantou-se e George afastou-se dele.

- Eu vou-te matar, seu filho da mãe.

George não gostou das palavras nem do tom.

- Tenha calma, podemos resolver isto como pessoas civilizadas...

Antes que pudesse acabar, Ben sacou uma pistola do casaco e apontou-a.

- Vais pagar, seu miserável.

Antes que que a arma disparasse, Ben foi atingido com uma seta na cabeça, caindo.

Um homem apareceu ao lado de George e disse-lhe para ter calma. O homem de camisa branca e fato escuro com uma máscara dourada aninhou-se perto de Ben e retirou-lhe a seta da cabeça, esvaiando-se ainda mais sangue.

- Está completamente mortinho. A polícia está quase a chegar, vou pousar esta bala á sua frente, Sr.Wesley e você vai pegar agora nesta arma, e vai-lhes dizer que você disparou em sua defesa. — disse pousando uma bala um metro á frente de George e dando-lhe a arma para a mão. — Como a perfuração desta bala é igual á da seta, vão todos acreditar. Mostre-se transtornado e não lhes fale de mim, ok?

George acenou com a cabeça e o homem desapareceu, deixando-o de boquiaberto com a situação.

A polícia chegou e acreditou em tudo o que George disse. Este foi visto por paramédicos e logo a seguir voltou para casa.

Deitou-se na sua cama e pensou no homem da máscara dourada. Mas com o cansaço todo, acabou por adormecer.

Notas finais
Espero que apreciem e que não se aborreçam facilmente!