Notas iniciais
Espero que aprecie este capítulo!

Harry chegou a casa e chamou pelo pai. Este acabou por descer as escadas e perguntou-lhe porque o chamava.

– Um amigo meu disse-me que te viu ao lado de paramédicos em frente de uma casa cercada por polícias. É verdade?

– Sim... Um cliente meu tentou-me matar. — respondeu num tom fraco.

– Estás bem?

– Sim, mas um pouco cansado.

– Queres que eu te traga um copo de água?

– Pode ser, obrigado.

George sentou-se no seu sofá e fechou os olhos, vindo-lhe uma imagem do tal homem.

– Pai, toma.

Harry entregou um copo cheio de água ao pai e este bebeu de uma vez.

– Magoaste-te?

– Pouco.

– Porque é que o cliente te queria matar?

– Isso são coisas pessoais.

– Eu sou teu filho.

– Eu sei, mas mesmo assim, não te posso contar nada.

– Pronto, eu vou para o meu quarto.

George para se distrair, começou a cozinhar e ligou o seu rádio.

De repente, o telefone tocou. George atendeu:

– Estou?

– Olá, Sr.Wesley. — disse uma voz num tom animado.

– Quem fala?

– O tipo que o salvou hoje, lembra-se?

George espantou-se e demorou a responder:

– Quem é você e como me conheçe?

– Bom, não posso responder a isso.

– Porque é que me salvou? Como sabia que eu ía estar lá?

– Sr.Wesley, não faça demasiadas perguntas. Estou a ligar, apenas para saber se você está bem. Então, tudo bem?

– Como sabe o meu número?

– Pronto, é normal que esteja a reagir dessa maneira, mas peço-lhe que não fale de mim a ninguém, pode-me fazer esse favor?

– Claro.

– Ótimo. Apareça no café St.Louis, pelas cinco horas da tarde neste mesmo sábado.

– Porquê? Você estará á minha espera?

– Eu não, um empregado meu. Com licença.

Desligou o telemóvel e logo a seguir George anotou num papel o lugar, a hora e o dia do encontro.

Com entusiasmo, o sábado chegou e George até chegou cedo ao café. Logo que o relógio acertou as dezassete horas, a porta do café abriu-se e entrou um homem de cabelo claro e de blazer.

Cumprimentou a empregada do bar e quando avistou George sentou-se em frente dele, sem proferir uma palavra ou um sinal antes disso.

– Boa tarde, chamo-me Josh Sanderson e sou o empregado de Charles Cooper. — apresentou-se com um sorriso, para espantar George.

– Charles Cooper? Esse é o nome do tipo da máscara dourada?

– Exatamente. — respondeu sempre com o mesmo tom animado. — O Charles trabalha para os serviços secretos americanos da segunda geração e...

– Como assim da segunda geração? — interrompeu.

– Há onze anos os serviços secretos americanos, apenas os americanos, desenvolveram-se de uma forma inacreditável, criaram novas funções, regras e agora com a nova tecnologia, os sistemas funcionam melhor. Ele não é famoso pela parte do povo e ninguém o conheçe. Ele é conheçido só pelos serviços. Trabalha para os serviços, mas por vezes age por conta própria. Eu sou o empregado dele e a única pessoa que o conheçe bem.

– Porque é que ele me salvou?

– O Charles tem uma lista onde se encontram nomes de pessoas que fizeram parte do assassinato do pai e o tal Ben Smith, era um deles.

– Bem, isso é difícil de engolir...

– Desde que o pai dele morreu, o Charles não tem sido o mesmo. — disse Josh sentimentalmente.

– Como ele sabe o meu nome?

– Sr.Wesley, você é meio-irmão dele.

George ficou com uma expressão confusa e Josh continuou:

– A sua mãe quando se separou do seu pai, conheçeu o pai do Charles e apaixonaram-se. Tiveram um filho, o Charles.

Antes que Josh pudesse continuar, George interrompeu-o:

– Eu sabia que a minha mãe se tinha separado do meu pai e depois ido viver com outro, mas nunca me falaram num meio-irmão.

– Desculpe, desconheço essa parte da situação.

– Como é que o pai dele morreu?

– Foi morto por um conjunto de pessoas que faziam parte de uma conspiração.

– Que conspiração?

– Já ouviu falar dos "Bloody Flag" (Bandeira Sangrenta)?

– Não...

– Eram onzes homens que se uniram para matarem outros oitos. E esses oitos homens eram pessoas ricas que num acidente, mataram a família desses onze homens. As mulheres e filhos desses homens estavam numa seção de navio, organizada pelos tais ricos, a viajarem pelo mar fora, até que o barco explodiu.

– O pai do Charles era um dos ricos?

– Exatamente. Mataram todos os oitos ricos e agora o Charles prepara-se para matar os onze. E já matou o Ben Smith, agora faltam os restantes setes.

– Isso aconteceu quando?

– Há seis anos e meio.

– Sabe, eu posso estar a levar a situação a bem, mas neste preciso momento, estou a viver um filme. Tenho um irmão de que não sabia da existência, e agora ele mata. É difícil em poucos minutos, engolir isto tudo.

– Eu percebo, Sr.Wesley. Eu peço-lhe que nesta mesma noite, você apareça aqui. — pediu-lhe entregando um papel a referir uma morada. — É a casa do Charles.

George guardou o papel e perguntou:

– Que idade tem ele?

– 28.

– Tem namorada ou é casado?

– Não. O Charles é homossexual. — respondeu sem problemas.

– Ahah... Há quanto tempo você o conheçe?

– Desde a secundária. Somos os melhores amigos desde esse tempo.

– A que horas apareço em casa dele?

– Pelo menos, depois das dezanove.

– Está bem. Foi um prazer conheçê-lo, Josh. — despediu-se apertando-lhe a mão.

– Igualmente.

– Que estranho, neste tempo todo, ninguém veio-nos servir. — disse para si mesmo, George, ao sair do café.

Quando chegou a casa, ouviu uma voz feminina de lá de cima. Subiu e quando espreitou para dentro do quarto do filho, viu uma rapariga loira deitada na cama com a camisa aberta, podendo-se ver um sutiã branco e de cuecas cor de rosas. Harry estava ao lado dela e estavam-se a beijar com a cabeça encostada e a contarem coisas ao ouvido.

George virou logo a cara e desceu as escadas sempre com um sorrisinho.

Começou a cozinhar e o filho desceu com a amiga.

– Olá, pai. Apresento-te a Jasmine.

– Olá, Sr.Wesley. — cumprimentou-o.

– Olá. Que bom ver o meu filho com uma rapariga. Sois namorados?

Esse comentário e essa pergunta fez os jovens corar, mas Harry respondeu:

– Por acaso até somos. Namoramos há três semanas.

– Jasmine, porque não vens um dia jantar aqui a casa?

– Não me importava, que tal para daqui a duas semanas? Depois falamos mais sobre isso. — Harry espantou-se com a resposta.

– Ótimo.

– Combinado. Até amanhã, Sr.Wesly.

– Adeus.

Harry deu-lhe um beijo rápido e depois virou-se para o pai com um ar carrancudo.

– O que te deu?

– Agora não posso conheçer a primeira namorada oficial do meu filho? — perguntou a rir-se.

– Pai, pode ser, mas por favor não me chateies muito com isso, ok?

– Tudo bem. — respondeu anuíndo.

– Eu agora vou para o meu quarto, até já.

– Espera um pouco. Eu tenho que sair ás sete e meia, jantamos ás sete e depois arrumas a cozinha, pode ser?

– Ok, mas aonde vais?

– Falar com um cliente. — mentiu.

– Voltas tarde?

– Não faço a miníma ideia. Tu vais a algum lado?

– Não, vou ficar a estudar.

Harry subiu e George permaneceu a cozinhar.

Um pouquinho antes das sete, sentaram-se a jantar e depois George saiu.

Olhou para a morada antes de entrar no carro e seguiu caminho.

Notas finais
O terceiro capítulo está a caminho!