Notas iniciais
Mais um capítulo!

George no dia seguinte, acordou cedo para dar uma corrida e quando voltou para casa, acordou o filho. Tomaram juntos o pequeno-almoço e Harry saiu. George decideu ir a casa de Charles.

Josh cumprimentou-o e deixou-o entrar. Charles estava deitado no sofá.

– Olá. — disse animado.

– Bom dia. Estás melhor?

– Sim. Queria-te pedir desculpa. Aceitas?

– Claro.

– Porque não se senta? — perguntou Josh.

– Porque não posso demorar. Vim só ver se o Charles está bem, mais nada.

– Estou bem, fica descansado.

– Ótimo. Trouxe dois hambúrgueres para vocês. Espero que gostem. — disse pousando o saco na banca. — Charles.

– Sim?

– Cuida-te.

– Obrigado pelos hambúrgueres. — agradeceu Josh.

– De nada. Passo aqui de tarde. Até logo.

– Adeus.

Depois da visita rápida ao irmão, George foi para a firma.

Aturou uma longa e chata reunião e voltou a casa. Começou a cozinhar rapidamente e Harry voltou do passeio.

– Só estás a cozinhar agora?

– Desculpa, mas os meus patrões são uns chatos. E aos domingos é pior. — respondeu apressando-se na cozinha.

– Ao almoço quero conversar contigo sobre uma coisa. Pode ser?

– Claro. É sobre o quê?

– Depois ficas a saber.

Harry parecia desanimado, o que preocupou George. Quando chamou o filho para almoçarem, deu-lhe tempo para falar.

– É sobre a Jasmine.

– O que ela tem?

– Acabou com o nosso namoro.

– Porquê?!

– Porque a traí.

– Desculpa? Mas podes repetir, é que eu...

– A sério. — interrompeu.

George ficou por uns segundos em silêncio e continuou:

– Harry, tu és um adolescente. Quanto eu tinha a tua idade, não parava de trair as minhas namoradas.

Era uma para uma certa hora e outra para daqui a um bocado.

– Tu não estás a perceber. Eu gosto mesmo da Jasmine.

– Então porque a traíste?

– Não sei...

– Como assim não sabes? Tem que haver uma razão.

– Pronto... Eu pensava que ela andava enrolada com outro tipo, mas enganei-me e...

– Fizeste o mesmo. — terminou a frase.

– Exatamente. E no final das contas, tornei-me numa autêntica bosta.

– Diz-lhe o que me acabaste de dizer.

– Mas já lhe disse e ela não quis saber.

– Volta a falar com ela. Se não resultar, faz uma cena dramática.

– Como assim?

– Começa a gritar com ela sobre o quanto gostas dela e diz-lhe que matarias o governador por ela.

– O quê?! — riu-se.

– A sério! — riu-se também.

Continuaram com a conversa entre pai e filho e depois foram ás suas vidas. George foi a casa de Charles e Harry foi ter com os amigos.

Quando lá chegou, o portão estava aberto e a porta principal também. A casa estava toda destruída por dentro e não havia vestígios de Josh nem de Charles.

Havia um papel em cima da banca da cozinha. George pegou nele e leu. Jonh Bloom. Era o que estava escrito lá.

– Merda!

George foi a correr para a casa do advogado rival e quando lá chegou, entrou sem autorização e foi até á sala de estar.

– Seu filho da mãe! Onde está o meu irmão e o amigo dele?!

Bloom começou-se a rir e respondeu:

– Sr.Wesley, a resposta está no meu nome.

George não entendeu.

– Como assim?

– Leia o meu nome ao contrário. — disse apontando para uma moldura onde estava destacado o seu nome.

George interpretando o nome, respondeu:

– Moonlb Hnoj. O que isso quer dizer?

– É o nome de um belga que salvou a sua própria aldeia de um ataque terrorista.

– O que isso tem a ver?

– O seu irmão e o amigo dele estão prestes a chegar à Bélgica.

Bloom riu-se ás gargalhadas e George pegou num vaso atirando-o contra a parede.

– Porquê?!

– Mataram o meu melhor amigo.

– Está a falar do Ben Smith?

– Exatamente.

– Vocês mataram homens inocentes. O que você esperava?!

– Abandone a minha casa antes que eu chame a polícia.

– O que lhes vai acontecer?

– O mesmo que aconteceu ao meu falecido amigo.

George saiu da casa a correr e meteu-se dentro do seu carro. Foi logo a um aeroporto a perguntar pelos últimos voos. Antuérpia, Bélgica. Foi para aí que foram enviados Josh e Charles. Perguntou se iria haver mais um voo para esse mesmo destino e foi-lhe respondido no dia seguinte ás onze horas. Pagou a viagem e partiu para casa, fez uma mochila e pegou em dinheiro. Levou o filho até á avó materna e voltou á casa de Charles. Procurou o próprio número dele e depois ligou. A chamada foi desligada. Voltou a ligar e depois recebeu uma mensagem para não voltar a chamar nem mandar SMS. Não podia falar com a polícia, não podia contar a ninguém, nem sabia o que fazer quando chegasse á Antuérpia. Antes de sair da casa de Charles, pegou na chave que estava no tapete da porta principal e fechou essa mesma porta e depois trancou o portão. Depois foi ao supermercado comprar comida para a viagem. George estava totalmente em pânico com a situação. Procurou acalmar-se e permaneceu até ás dez da noite num shopping sentado num sofá. Depois voltou para casa. Deitou-se e no dia seguinte acordou ás nove e meia e depois de se preparar, seguiu caminho para o aeroporto.

Quando chegou á Antuérpia, instalou-se num hotel. De repente o seu telemóvel começou a tocar e atendeu:

– Estou?

– George? É você?

– Sim, quem fala?

– É o Josh.

– Josh! Onde está?

– Eu e o Charles fomos raptados e estamos na Bélgica. Mas fugimos e...

– Estais em Antuérpia? — interrompeu.

– Sim, como sabe?

– Eu também estou em Antuérpia.

– A sério?

– Onde é que vocês estão?

– Onde é que você está?

– Estou no Hotel La Française. — disse com pronúncia americana.

– Nós estamos mesmo em frente desse hotel.

– A sério? Olhe, eu vou desligar.

George desligou e guardou o telemóvel no bolso do casaco e desceu as escadas. Saiu do hotel e avistou-os sentados num banco.

– Estão bem? — perguntou ao chegar-se á beira deles.

– Estamos. Não nos fizeram nada.

– Foi o Jonh Bloom que vos raptou. Por terem matado o Ben Smith.

– O quê?! — exclamou Charles com espanto.

– É verdade.

– Vamos embora daqui. Vamos ter com a polícia.

– E dizemos o quê? — perguntou Josh como se fosse uma ação inútil.

– Que fomos raptados por um homem.

– Assim sem mais sem menos?

– O Josh tem razão. Não podemos falar com a polícia. Vamos voltar para Charlestone e vamos resolver isto.

– Como?

Antes que George pudesse responder, um homem deu-lhe com a arma na cabeça de costas e desmaiou. Outros dois homens amarraram Josh e Charles e o que atacou George pegou nele e levaram-nos para dentro de uma carrinha. Todo isso aconteceu em plena cidade, mas ninguém ligou nenhuma como se isso acontecesse a todo o tempo.

Dois dos homens estavam na parte da frente da carrinha e um outro estava atrás com George, Charles e Josh. O homem que estava com eles olhava para eles a sorrir.

– Qual é a piada, seu sacana?! — gritou Charles.

O homem ao ouvir o insulto, deu um valente murro em Charles, desmaiando-o.

Josh era o único de momento que estava acordado e estava completamente assustado.

– Para onde nos levam? — perguntou com a voz a tremer.

– Para um sítio especial. — respondeu o belga em inglês com um sotaque francês.

Josh mesmo não entendendo, ficou calado.

Notas finais
O quinto chegará!