Notas iniciais
Olá caro seguidor!

Era uma casa pequena, mas bonita.

Tocou á campainha e logo a seguir o portão abriu-se automaticamente. George entrou e Charles encontrava-se em frente da porta. Era um jovem de cabelo claro, alto, musculado e de blazer cinzento.

– Olá, maninho. — cumprimentou sorrindo.

George respondeu-lhe e entraram. Sentaram-se ambos num sofá branco na sala de estar e Charles começou a conversa:

– Deve ser difícil saber com esta idade que se tem um irmão, não é?

– E que ainda por cima é um assassino. — respondeu pesadamente.

Charles suspirou e continuou:

– Tenho exelentes motivos para matar aqueles sacanas. Mataram a única pessoa que me fazia sentido e que amava.

– Como assim? E a nossa mãe? Não sentes nada por ela?

– Ela abandonou-me como te abandonou a ti, porque haveria de sentir algo por uma pessoa assim?

– Lamento, não sabia.

– George, eu gostava que o meu único irmão me apoiasse nesta situação. Eu mato por uma boa razão, não sou má pessoa, ok?

– Charles, eu entrei na tua vida agora mesmo, portanto não tenho prioridade para te dizer não ou sim. Percebo o que fazes e se não fores apanhado, tudo bem. Mas pelo menos, peço-te cuidado. Podes-me dizer o motivo desta vinda?

– Você conheçe o Jonh Bloom, certo?

– Sim, porquê?

– O irmão dele é um outro alvo meu.

George sentiu-se inseguro com a resposta, não queria saber nem fazer nada parte dos problemas de Charles.

– O que tenho a ver com isso?

– Gostava que me ajudasses.

– Somos irmãos e tenho muito gosto em te ajudar, mas não quero me tornar um criminoso por tua causa. Aliás, eu odeio o homem e gostava que ele morresse, mas isso é só garganta. É um colega rival, mais nada. Eu não me vou envolver nos teus assuntos, lamento. — disse levantando-se. — Charles, eu tenho um filho e não quero que ele me perca. Tenho uma vida boa e não vou destruí-la por um irmão problemático.

– Problemático?! George, eu podia já estar morto, mas graças a ti, não estou.

George olhou para ele confuso.

– Como assim?

– Depois do meu pai morrer, eu descobri que te tinha. Foi uma enorme felicidade para mim e gostava muito de me relacionar contigo.

– Relacionar comigo? Desculpa, mas ajudar-te a matar não é relação. O mais correto é entregares-te á polícia pela morte do Ben Smith e acabares com essa estupidez da vingança. E digo-te isso como irmão. Percebes?

Charles levantou-se e pôs-se em frente de George.

– Parar? Nem pensar. Nem que morra a fazê-lo. — disse com ar sério.

– Até parece que a tua vida depende da morte desses homens.

Charles voltou-se a sentar e pôs as mãos na cabeça.

– É verdade que o que esses homens fizeram é completamente injusto, aliás não foram punidos pelo o que fizeram, mas mesmo assim continuam a ser humanos como tu. — disse apontando o dedo a Charles e falando num tom acertado. — Todos cometemos erros. Até pode ser que eles não estejam arrependidos, mas mesmo assim, o perdão continua a ser a fonte desta situação toda, porque a vingança não te leva a lado nenhum.

– Justiça! — gritou Charles. — Não é propriamente vingança, mas sim justiça!

George desistiu da conversa e foi-se embora. Charles seguiu-o e parou em frente de portão, dizendo:

– O que farias se estivesses no meu lugar?

George bufou e virou-se para o irmão:

– O oposto do que fazes.

– O que é isso para ti?

– Perdoá-los.

Charles deu um murro no portão e George continuou:

– Posso te ajudar a fazer com que os tipos sejam presos, mas mortos, nem pensar.

Charles ignorou:

– Se tu fores falar com a polícia, eu mato o teu filho, ouviste?

– És mesmo doentio. — respondeu George indo-se embora.

Charles chamou por ele e George virou-se para ele curioso.

– Eu não acredito em ti.

– O que queres dizer com isso?

– Se tu estivesses no meu lugar, farias o mesmo.

– Mentira. Se eu estivesse no teu lugar, ponha-os presos, não mortos. Logo que eu abandonar esta casa, farei curso até á esquadra. Serás preso pela morte de Ben Smith, de acordo com a justiça. Ouviste bem?

Charles envervou-se e pegou numa tábua de madeira encostada á parede da casa. Deu uns passos e George assustou-se.

– O que pensas que vais fazer?!

– Charles! — gritou Josh ao entrar na casa, pondo-se á frente de George.

– Sai da frente!

– Não, não saio. Não vais matar o teu único familiar.

– Ele quer fazer queixa á polícia de mim!

Josh não soube o que fazer e lembrou-se que tinha uma faca no bolso esquerdo casaco. Tirou-a e apontou-a em direção a Charles.

– Larga a tábua ou atiro-a.

Charles obedeceu e deixou a tábua cair. Josh continuou com a faca apontada.

– Como é que foste capaz de tentar matar o teu único irmão?

– Eu larguei a tábua, agora tu largas a faca.

– George, vá para dentro e arranje um copo de água, um pano e ligaduras.

Mesmo sem entender, George fêz-lo.

– Precisas de ser internado, amigo. — continuou Josh.

– O que é que vais fazer? — perguntou assustado.

– Feito o que já devia ter feito á muito tempo.

Josh atirou a faca em direção a Charles, perfurando-lhe o braço. Este gritou e caiu no chão, esvaiando-se de sangue e gemendo.

– Filho da mãe!

George ouvindo o grito, pegou rapidamente nas coisas e veio para fora.

– O que lhe fez? — perguntou ao ver o irmão no chão com uma pequena poça de sangue.

– Dê-me imediatamente as coisas antes que ele morra!

George atirou as ligaduras e o pano para a mão de Josh.

Este ajoelhou-se em frente de Charles e tentou-lhe tirar a faca cuidadosamente. Conseguiu e depois enfiou o pano no buraco. Passado uns segundos, colocou as ligaduras.

– Dê-me o copo!

George entregou o copo de água a Josh e este despejou-o na cara de Charles que começava a ficar inconsciente.

– Porque fez isto?

– É para ele parar de matar.

Josh virou Charles, pondo-o de barriga para cima.

– Encha o copo. — pediu entregando-o.

George voltou com o copo e Josh voltou a despejá-lo na cara de Charles. Desta vez, acordou mesmo.

– Eu vou matar-te! — foi a primeira coisa que disse ao acordar. — És louco?!

– George, pegue nos pés dele e eu pego nas mãos e vamos leva-lo para dentro da casa.

Fizeram-no e deitaram-no no sofá.

– Os vizinhos assistiram? — perguntou Josh.

– Penso que não. Tem a certeza de que ele vai ficar bem?

– Pode limpar a poça de sangue que está no chão lá fora? — perguntou, ignorando.

– Não vai, pois não?

– Ok, eu limpo. — disse levantando-se, pegando num pano e enchendo um balde de água.

– Dê-me o balde e o pano que eu limpo. Fique com o Charles.

Assim se fez e depois George mandou uma mensagem ao filho a avisar que chegaria tarde a casa. Sentou-se em cima da mesa em frente do sofá e observou Josh a tratar de Charles, que dormia.

– Vai ficar chateado comigo para sempre.

– Não se preocupe. Ele um dia irá perceber.

– Espero bem que sim...

George ficou mais um bocado até Charles acordar e depois voltou para casa.

Foi ver o filho ao quarto, que dormia e depois foi-se deitar.

Notas finais
Está a gostar?! Ótimo!