Obsesso
37 36. Sozinho
Notas iniciais
Naruto sempre fora independente, para não dizer sozinho. Gostava da sua privacidade e da sua vida como ela era, mas uma sensação horrível o atingiu assim que pisou na casa que sempre lhe trouxera tanto conforto.
Era… vazia.
Olhou sua bagunça rotineira e sentiu-se desconfortável com ela, quase sufocado com a solidão que imperou. O silêncio. Ainda tinha as risadas de Naoto e Aya em seus ouvidos.
Colocou um blues bem alto, animado, querendo preencher aquela quietude, mas foi complicado. Começou a arrumar a sala, tão bagunçada, perguntando-se quando fora que se sentira tão solitário pela última vez. Como se sentisse sua solidão, Kiba ligou.
— Fala, cara – comemorou Naruto.
— E aí? Vou pra Boston amanhã, tá? A gente pode sair de tarde, aproveitar o sábado.
— Boa ideia, Kiba. Tô mesmo precisando.
— Combinado. Shino não vai porque ele precisa trabalhar, mas eu tô de folga.
— Feito. A gente almoça junto e de tardezinha a gente busca aquela ruiva e janta aqui em casa.
— Se a gente puder dormir aí, então o Shino vai de noite. Ele tem o turno da tarde.
— Fechou então.
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Aya foi a primeira a acordar. Abriu os olhos devagar, confusa, procurando o conforto dos braços fortes de Naruto e encontrando apenas os braços magrelos de Naoto. Esfregou os olhos, emburrada, pensando que o loiro dormira novamente com Sasuke na sala. Saiu do sofá e encontrou tio Gaara dormindo onde Naruto deveria estar. Sasuke analisava alguma coisa no computador, tão absorto que nem a percebera.
A menina caminhou até o banheiro, entrou no closet e então correu pelos corredores. Foi até perto da porta e olhou no meio banheiro que havia ali, mas Naruto não estava em lugar nenhum. Voltou à sala, e Sasuke ergueu uma sobrancelha.
— O que você tá procurando?
Aya olhou para Gaara, e então ficou realmente assustada. Correu até o tio e apertou a perna dele.
— Tio Sasuke, eu acho que sequestraram o tio Naru – sussurrou.
Sasuke franziu o cenho.
— Como assim? Quem te disse isso?
— Eu não to achando ele, mas ele tava aqui ontem de noite. Disse até que a gente ia dormir junto.
Sasuke acariciou os cabelos negros. Os olhinhos brilhantes transbordavam preocupação.
— Ele está bem. Pedi que fosse pra casa ontem.
— Ah… por quê? Queria que ele ficasse aqui…
Ela remexeu em suas mãos, claramente entristecida. Sasuke percebeu que era hora de ter uma conversa séria com a garota.
— Aya. Você sabe que o Naruto não é seu tio de verdade, né?
— Ele é titio de coração – respondeu a menina.
Sasuke olhou para o teto, analisando a resposta, e concordou lentamente com a cabeça.
— Sim, ele é, mas… sabe, ele não é como eu. Eu sou seu titio e vou estar sempre com você, mas o Naruto é só um amigo. Você entende isso, não entende?
Aya mordeu a bochecha. Mexia seu pé e não encarava Sasuke.
— Mas eu gosto dele… e ele dormiu comigo. Ele me cuida, como você cuida.
Sasuke assentiu novamente.
— Sim, mas isso porque ele é um amigo. O Naruto, quando isso acabar, vai ir morar na casa dele. E vai visitar de vez em quando, mas…
— Mas ele gosta de eu e do Nao. Ele disse que gosta…
— Claro que gosta, Aya.
— E você gosta dele.
— Gosto.
— Então por que ele não mora com a gente? Todo mundo se gosta, por que não moramos juntos?
Sasuke suspirou. Aya realmente tinha a impressão de que Naruto acabaria por morar com eles depois que toda aquela confusão terminasse.
— Porque não é assim que funciona. Também gostamos de Gaara e Neji, mas nem por isso eles vão morar com a gente, né?
— Mas é porque eles têm família, tio…
A menina arregalou os olhos, formou um “ó” perfeito com a boca e depois cobriu os lábios com a mão.
— Ele tem família?! O tio Naru tem uma esposa e um bebezinho?
— Não. Não, ele não tem nada disso.
— Então eu sou a única menininha dele, né?
Sasuke resolveu que era melhor recomeçar.
— Aya, você não é a menininha do Naruto. Ele gosta muito de você, mas não é da família. Você é a minha menininha.
— Eu posso ser a menininha dos dois…
— Não, Aya. Ele não é seu titio de verdade.
A menina suspirou, exasperada.
— Mas eu amo o tio Naru como se fosse meu titio. Então ele é meu titio, assim como você também é meu titio, tio Sasuke. E o tio Naru não vai ir embora. Ele ama a gente, né?
— Não, Aya, você não ama o tio Naruto. O Naruto é só um amigo. Você precisa aprender a diferenciar! Ele é um amigo apenas, como Shikamaru.
A menina negou com a cabeça.
— Ele é meu titio. Ele dormiu comigo, e o papai disse que só se dorme com as pessoas que a gente ama muito.
“Puta que pariu, Itachi, isso é hora de ensinar essas coisas pra ela?! Como eu vou explicar pra essa menina como as coisas funcionam?”
— Aya…
— Não, tio Sasuke. Eu quero que o tio Naru more com a gente!
— Bom, ele não vai morar. Quer ir morar com ele?
A menina negou com a cabeça.
— Eu quero ele morando com nós…
— Não dá, Aya.
— Por que não?
— E se eu arranjar uma namorada, hein? Aí ela vem morar com a gente e…
— Não quero. Não quero você namorando. É nojento, e não quero uma mulher na minha casa. Eu sou a menina.
Ela manteve a expressão mais séria que Sasuke já a vira usando. O Uchiha pegou na mão dela, que ainda apertava sua perna com força.
— Aya, Naruto não vai ficar com a gente pra sempre. Isso só aconteceria se eu e ele namorássemos. Você não quer isso, quer?
— Aí vocês iam dormir na mesma cama e morar juntos?
— Isso.
— Eu quero sim. Não ia mudar nadinha.
Sasuke quis pegar um martelo e bater em sua própria cabeça depois daquilo.
— Aya, ia mudar tudo. Eu e Naruto não estamos namorando.
— Mas ele tava morando com a gente, e vocês dormiram na mesma cama.
— Estávamos trabalhando.
— Você ama trabalhar, vai poder trabalhar todo dia com ele. Olha que coisa boa.
Se Sasuke não estivesse tão desconcertado com a conversa, faria uma nota mental para torná-la advogada mais tarde. As técnicas argumentativas daquela menina…
— Ok, Aya. Ok. Mas ele não vai morar com a gente. Entende isso, tá?
Ela ficou triste. Baixou a cabeça e soltou Sasuke.
— Ele foi embora também, tio? Por isso tá dizendo isso, porque ele não volta mais?
— Volta. Na segunda ele volta, mas não vai ficar, Aya.
A menina deixou um soluço escapar. Depois outro.
— Eu só queria que as pessoas parassem de ir embora.
E então saiu correndo para o quarto, em busca do consolo que apenas Naoto era capaz de lhe oferecer.
Gaara acordara durante a discussão. Sasuke olhou para o Sabaku, que mantinha uma frieza descomunal em sua expressão.
— Realmente, Sasuke, eles não vão sentir a falta de Naruto.
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Naruto estava sem carro – por ainda não ter recuperado seus documentos – e precisou esperar que Kiba chegasse para poderem sair. Seu equipamento de ginástica igual ao de Oliver Queen chegara, mas o Uzumaki ainda não tivera a oportunidade de testá-lo. Estava no meio de sua sala, ocupando um espaço que o loiro não possuía.
— Quer dar uma volta, gatinho? – provocou Kiba, piscando um olho.
Naruto fez charme e debruçou-se sobre o vidro do carro.
— Eu sou caro, meu bem.
Kiba riu e abriu a porta para o loiro, que fez a volta para entrar. Às gargalhadas, os dois foram ao centro.
— O que você queria comprar mesmo? – perguntou Kiba.
— Quero ver se eu acho uns filmes bacanas pra Aya e pro Naoto. Coisa de criança, sabe? Talvez um ou outro brinquedo também…
Kiba quase bateu o carro depois daquilo.
— Pelo amor de Deus, Naruto, não me diz que tu engravidou uma mulher.
— NÃO! – negou o Uzumaki, assustado. – Vira essa boca pra lá, cachorro. Eu não engravidei ninguém não. São pros sobrinhos do Sasuke.
Kiba franziu o cenho.
— O diabo tem sobrinhos?
— Não fala assim, ele não é tão ruim. E sim, tem. Mas não espalha, ele não gosta que as pessoas saibam sobre.
— E você os conhece como, exatamente?
— Eu meio que tava com eles até ontem… aqueles dois são maravilhosos, sério e…
— NARUTO!
O grito foi exasperado, irritado, e o Ynuzuka quase perdeu o controle sobre o carro novamente. O Uzumaki arregalou os olhos e pulou no banco, confuso e surpreso.
— Que merda foi essa?!
— Você não tá a fim do diabo, tá?
Naruto engoliu em seco. Se “estar a fim” significava “querer transar loucamente com”, então talvez estivesse… mas não sabia se queria admitir aquilo ao amigo.
— Hm… não diria estar a fim, sabe, mas…
— Não acredito… pelo amor de Deus, me diz que não tá apaixonado.
Naruto revirou os olhos. Já não bastava Sasuke com aquela paranoia, agora Kiba também?
— Não sou idiota, ok? Eu sei que não tem como a gente ter nada, e não estou apaixonado por ele, o Sasuke é um completo idiota às vezes, mas é que ele consegue ser tão sexy… e ele sabe que eu sinto essa atração por ele e fica me provocando… Se eu atacar aquele homem, a culpa será dele e não minha.
Kiba revirou os olhos e balançou a cabeça negativamente.
— Caaara! Você tem noção de como está ferrado, não tem?
— Não estou apaixonado pelo demônio.
— Você sempre faz isso. Se apaixona pela criança, depois pela mãe/tio da criança e daí quebra a cara. Você sabe que isso ainda vai acabar contigo, né?
— Não vai ser assim, Kiba…
— Ah, é. Então vai me dizer que já não ama esses sobrinhos do Sasuke como amava o James?
Naruto sentiu uma pontada ao ouvir o nome. Ainda doía, doía muito. Mais do que deveria, verdade fosse dita. Fazia cinco anos já; o desconforto deveria ter passado. Conseguia até mesmo falar de sua fase homicida com tranquilidade, porém falar sobre James…
— Eu fui sacaneado e você sabe.
— Não foi, Naruto, porque você não era nada da criança e ela era a mãe. Simples assim, cara. Agora você tá louquinho por essas crianças do Uchiha. Assim que ele conseguir o que quer de ti vai te largar, e depois nunca mais vai ver os pirralhos.
— Para, Kiba. Não vai ser assim.
O outro soltou um som de escárnio.
— Você sabe que vai, Naruto. Vai quebrar a cara de novo e vai ficar que nem um taxo quando o Uchiha te largar.
— A gente não tá tendo nada, não tem como ele me largar sem nunca ter me pegado antes.
Estacionaram no centro. Saíram. Lado a lado na rua, continuaram a conversa. Naruto estava com o dinheiro que recebia de Sasuke bem guardado em seu bolso.
— Só não quero que quebre a cara de novo, só isso.
— Eu sei. Mas eu to te falando, Kiba. Dessa vez é diferente.
Compraram alguns doces e alguns filmes. Naruto não tinha uma conta bancária como a de Sasuke e não poderia simplesmente comprar um videogame para os pequenos, porém tinha um em casa que poderia levar ao hotel na segunda-feira. Depois das ofensas iniciais, Kiba realmente se empolgara com as compras.
— Naruto… eu e Shino estamos pensando em adotar.
A notícia pegou o loiro de surpresa, porém o mais belo e largo sorriso enfeitou seu rosto após processar as palavras do amigo.
— UAU, Kiba! Parabéns, isso é muito demais!
Kiba sorriu encabulado. Antes que pudessem continuar com a conversa, o celular do Uzumaki começou a tocar.
— Ué, o que o Sasuke pode querer?
Naruto atendeu.
— Alô?
— Tio Naru…? – a vozinha chorosa do outro lado perguntou.
Naruto imediatamente esqueceu tudo que o rodeava e deixou as sacolas caírem.
— Aya, my little, o que foi? Tá chorando por quê? O tio Sasuke tá bem?
— Ele tá sim.
— Então por que tá chorando?
Ela fungou e soluçou do outro lado.
— É verdade que você foi embora?
— Não, little, eu to aqui no centro comprando umas coisas deliciosas pra gente comer. Levo tudo na segunda de manhã e fico o dia todinho com você, ok? Não precisa chorar.
— Eu to com saudade.
— Eu também to com saudade, Aya-chan, mas são só uns dias, tá bom? Não se preocupa.
O choro pareceu parar um pouco, mas a voz dela ainda estava embargada.
— Você me ama, tio?
— Claro que eu te amo, my little. Você é minha menininha especial.
Aya riu do outro lado, gostando do apelido.
— Eu sou?
— É sim.
— Tio Sasuke disse que eu não sou sua menininha.
— Tio Sasuke tá com ciúmes porque ele te quer só pra ele.
A garotinha pareceu considerar aquilo e depois chegou a alguma conclusão que apenas ela entendeu.
— Tá bom. Vou passar pro tio Sasuke agora.
— Tá bom, meu bem.
— Desculpa por isso, Naruto, mas…
— Que merda foi essa, Sasuke? Quê que você falou pra ela?
Naruto estava irritado. Sasuke falara alguma coisa que fizera a garotinha duvidar de sua dedicação a ela, e aquilo incomodava o Uzumaki muito mais do que deveria.
— A verdade. Eu disse que você não vai ficar aqui pra sempre, que você não é tio dela e que ela não precisa se apegar tanto. Como você acha que ela vai ficar quando você sair de nossas vidas, hein? É melhor não…
— Sasuke, eu sei que os sobrinhos são seus, mas, querendo ou não, eles são parte da minha vida agora também.
— Naruto, eu continuo sendo o tio deles. Você pode brincar o quanto quiser, mas nunca será a família deles.
— Família não é só de sangue, ok? Eu amo seus sobrinhos. Você já deve ter percebido isso, qualquer um perceberia.
Sasuke revirou os olhos.
— Você os conhece há menos de um mês.
— Isso não significa que eu não possa amá-los.
Naruto não estava pensando direito naquele momento. As palavras de Kiba, a lembrança do pequeno James, que o Uzumaki nunca mais tivera o direito de ver, tudo começou a se misturar em sua mente. As ideias pervertidas que pensara para fazer uso de sua promessa também sumiram.
— Lembra da promessa que me fez? Você me deve. Eu quero que não se meta na minha relação com eles.
— Eu não vou deixar de proteger os meus sobrinhos porque você acha que…
— Eu não vou machucá-los, Sasuke! Por favor, você me conhece melhor do que isso. Você sabe que eu jamais faria qualquer coisa contra eles. Só, por favor, não se mete na nossa relação.
Sasuke resmungou.
— Eles são importantes pra mim.
— Pra mim são mais. Nos falamos segunda, Uzumaki.
Era a primeira vez que ele o chamava assim desde que usara seu primeiro nome. Naruto sentia-se em um déjà vú. Encarou Kiba, que mantinha a expressão entristecida.
— Nem uma palavra – ameaçou.
O moreno levantou as mãos, em sinal de defesa. Mas ele sempre soubera. Naruto quebraria a cara novamente.
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Chouji foi quem chegou ao hotel para fazer o relatório. O gordo estava ofegando, levemente assustado. Quando Sasuke abriu a porta, o policial não esperou para entrar.
— Eles sabem. Eu vi um deles, loiro, estava nos vigiando. Ele tava olhando direto pro Gaara, quase sem piscar. Eles sabem.
Sasuke assentiu com a cabeça.
— Vigias apenas durante o dia, e não cheguem realmente perto da casa, mas finjam que existem pessoas lá dentro.
Chouji franziu o cenho, confuso.
— Eles explodiram minha casa. Não quero mais nenhum policial meu machucado.
O outro assentiu com a cabeça e saiu correndo, pronto para relatar suas ordens a Tenten e Neji, que o esperavam na casa.
Sasuke ligou para Shikamaru. Precisava conversar com alguém sobre aquilo.
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Buscaram Karin assim que a aula dela terminou. A ruiva abraçou Kiba e Naruto também, e os três foram para a casa do loiro. Nem duas horas depois Shino chegou com a tequila, e nenhum dos quatro estava bem. Akamaru, que viera com Shino à noite, dormia sobre o sofá enquanto eles estavam no chão.
— Narutooo! – chamou Karin, rindo. – Eu ainda não falei com o Sui, porque eu não tive coragem.
— Mas cê é gostosa! – reclamou Kiba. – Precisa exibir seu corpo que ele cai babando!
— É…! – concordou Shino. – Ô, Naruto, e aquele negócio ali, serve pra quê?
— Pra me distrair do meu trabalho* – respondeu Karin, rindo.
— Serve pra eu ficar sarado!
O Uzumaki removeu sua camiseta e a jogou sobre os três, que começaram a gritar e a comemorar. Seminu, Naruto cambaleou até os pesos e pendurou-se no primeiro. Conseguiu subir uma vez antes de seus braços amolecerem.
— Eu tenho que fazer esse negócio subir pro outro nível enquanto me alongo.
— DEMAAAIS! QUERO TENTAR! – gritou Kiba.
Bêbados, Kiba e Naruto começaram a disputar para ver quem conseguiria realizar tal façanha. Sóbrios, Kiba talvez conseguisse e Naruto certamente. No estado em que se encontravam, porém, nenhum deles conseguia sequer retirar a barra do lugar.
— EU TENHO UMA IDEIA!
Karin pulou, sem largar a garrafa de tequila, e correu até a cozinha em busca de uma cadeira. Quando voltou, subiu nela e tentou passar a barra para o nível desejado. Ela, porém, sequer moveu a peça.
— Isso é feito de quê?! Chumbo?! – reclamou, caindo para trás e sendo amparada pelos braços de Naruto.
Ruiva e loiro começaram a rir do chão, mesmo sem motivos. Haviam caído quando o Uzumaki tentara aparar a queda dela, e Kiba subiu na cadeira para fazer o que Karin não havia conseguido. Ao passar a barra para o segundo nível, o Inuzuka removeu sua camiseta e começou a gritar e a cantar, comemorando sua vitória.
Shino ria, Karin ria e Naruto ria mais do que todos.
— Ô imbecil, tem que levar a barra até o último nível e depois voltar.
Kiba começou a rir e se jogou da cadeira, caindo no chão ao lado deles.
— Acho que eu prefiro perder…
Naruto riu ainda mais e Shino arrastou-se para perto dos outros. Os quatro ficaram rindo sem motivo e depois acabaram fazendo uma aposta para ver quem vomitava primeiro. Karin vomitou e Naruto arrancou vinte dólares de Shino.
*Resposta que Felicity dá quando uma pergunta semelhante é feita a ela (Felicity é uma das personagens de Arrow).
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