Obsesso
4 03. Quase um lar
Notas iniciais
Sasuke dirigia até a casa de Itachi. Precisava pegar roupas para os sobrinhos para que a mudança pudesse ser feita. Estavam os três silenciosos, porém Aya continuava chorando. Naoto parecia apático, e apenas encarava a janela. O trânsito não estava ajudando, e o silêncio apenas se prolongava. Sasuke não se pronunciou ou tentou quebrá-lo, porém aquela era uma das raras ocasiões em que o silêncio era incômodo ao Uchiha.
Naquele clima um pouco tenso, o trajeto se prolongou por mais quinze minutos. Sasuke estacionou no prédio do irmão e saiu primeiro, retirando Naoto e, em seguida, Aya. Brigou um pouco com as cadeirinhas, mas estava começando a entendê-las. As crianças seguraram nas mãos do tio e o acompanharam até o apartamento. Aya parara de chorar, mas parecia triste como nunca antes. Sasuke tentou ignorar o incômodo que a dor dela causava a ele, e conseguiu passado algum tempo. Entrou com a chave reserva que possuía e acompanhou os sobrinhos até seus respectivos quartos, que ficavam frente a frente.
— Tio Sasuke, quem arruma as coisas primeiro? – Naoto perguntou baixinho.
Sasuke arqueou uma sobrancelha para eles.
— Não podem fazer ao mesmo tempo?
Simultaneamente, ambas as crianças inclinaram as cabeças para o lado, confusas. Sasuke suspirou.
— Esqueçam. Começamos com a Aya, pode ser?
Naoto e a irmã entraram calmamente no quarto dela, sendo seguidos por Sasuke. A menina encarou o quarto e pareceu triste de novo. O adulto foi até o armário e pegou as três malas cor-de-rosa que estavam sobre este. Em seguida, começou a colocar todas as roupas da garota dentro delas. Aya apenas começou a olhar ao redor, e a colocar todas as suas bonecas e ursinhos sobre a cama, para que o tio as levasse para a casa também.
— Aya, hoje vamos levar apenas as roupas e algumas coisas para vocês ficarem de noite, pode ser? Amanhã eu venho e busco o resto.
A menina assentiu com a cabeça e pegou apenas o ursinho com o qual dormia. O pai dera para ela há quase um ano, e a menina simplesmente o adorava. Não se demoraram muito no quarto da garota, e logo uma mala grande e duas pequenas já estavam prontas. Seguiram para o quarto de Naoto, e todas as roupas do menino couberam em duas malas médias.
Depois disso foram para a cozinha, e Sasuke pegou uma mochila que encontrou jogada por ali.
— Peguem os materiais escolares de vocês enquanto que eu pego o que precisamos daqui.
Os pequenos apenas saíram da sala, indo fazer o que o tio ordenara. Sasuke pegou todas as mamadeiras e objetos que pareciam infantis que encontrou, e então foi ao banheiro. A presença de Itachi estava em todos os cantos. Olhou a pia com a escova do irmão ainda um pouco úmida, e balançou negativamente a cabeça, afastando os pensamentos saudosistas. Pegou as duas escovas pequenas e a pasta de dentes de morango. Colocou as toalhas e shampoos que encontrou dentro da mochila.
Quando terminou, viu que os sobrinhos estavam sentados no sofá, cada um com uma mochila de rodinhas à sua frente. O Uchiha colocou a mochila no ombro e voltou aos quartos.
Sasuke suspirou ao ver as cinco malas que teria que carregar e as empurrou até a sala. Naoto também tinha um ursinho entre os braços, como a irmã. Eles eram quase iguais, diferenciando-se apenas pela cor – o de Aya era branco e o de Naoto, marrom. Sasuke foi até interfone e chamou um funcionário do prédio para ajudá-lo com as malas. Ele não demorou mais de dois minutos para chegar – ninguém ousava testar a paciência de um Uchiha – e logo carregava todas as malas no carrinho especial para isso. Sasuke ia calmamente até o andar subterrâneo, com uma criança em cada mão. Os pequenos estavam quietos, e ainda assustados.
Sasuke não agradeceu ao garoto que o ajudou, apenas lhe deu quase cinquenta dólares de gorjeta – entregou a primeira nota que encontrou em sua carteira. O garoto – de, no máximo, dezessete anos – abriu o maior dos sorrisos e agradeceu várias vezes, porém não recebeu mais do que o olhar inexpressivo e frio de Sasuke. Ao ver que não receberia resposta, se retirou constrangido. Sasuke voltou a colocar os sobrinhos no carro, e prometeu a si mesmo que compraria cadeirinhas novas para eles. Aqueles cintos brincavam de irritá-lo. Depois de quase dez minutos, conseguiu prender devidamente os dois.
Entrou na frente e começou a dirigir. Olhou pelo espelho para Aya e Naoto, que choravam baixinho abraçados aos seus respectivos ursinhos. Sasuke não demonstrou nenhuma emoção com a cena, e voltou seus olhos para a estrada. Mesmo depois de morto, Itachi conseguia ferrá-lo como ninguém mais. Como, diabos, ele cuidaria daqueles dois?!
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Naruto saía da delegacia. Seu expediente acabara e o dia fora entediante. Sentia-se cansado de tanta apreensão. Os policiais estavam todos nervosos, sem saber como Sasuke reagiria à morte do detetive. Alguns tinham medo de demissões em massa, outros pensavam que ele podia simplesmente enlouquecer e sair atirando em todos os presos.
Naruto não cria em nenhuma das duas possibilidades. Pelo pouco que vira de Sasuke, ele não parecia ser alguém que se descontrolaria por qualquer motivo, e a morte do irmão certamente não parecia tê-lo abalado tanto quanto os policias pareciam pensar. Caminhou até a garagem e entrou em seu carro comum. Não era rico, e o trabalho como policial lhe rendia apenas o suficiente para que vivesse bem.
Não demorou muito para chegar em casa, e o ambiente lhe era muito bem-vindo. Atirou os sapatos em um canto e caminhou até o banheiro, logo entrando no banho. Suspirou enquanto a água quente escorria por seu corpo; estava exausto e faminto. Quando se sentiu relaxado o suficiente para sair, foi para a cozinha, pegando um pacote de macarrão instantâneo. Era sua comida de todos os dias.
Sentia-se bem quando estava em seu lar, no silêncio confortável de seu refúgio. Espreguiçou-se, esperando que o alimento ficasse pronto. Mesmo morando sozinho, há muito não sentia o vazio que costumava dominá-lo quando criança. Começou a sussurrar uma canção de ninar, com o maior dos sorrisos do mundo. Apesar de tudo, continuava sendo um homem sortudo, pois tinha o emprego de seus sonhos e a melhor refeição de todas.
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As crianças entraram devagar na casa, com Sasuke alguns passos à frente delas. O tio carregava duas malas – uma em cada mão – e, portanto, Aya e Naoto apenas agarravam-se aos seus respectivos ursinhos de pelúcia.
Não haviam feito a mudança para a casa do tio – dormiram com Ino na noite anterior – e, apesar de o ambiente não ser estranho, era desconfortável. Não havia nenhum quadro na parede, como na casa deles, e nenhuma cor vibrante podia ser vista. Apenas preto, branco, azul e vermelho escuros. Cores neutras ou fortes. Sasuke caminhou até o corredor, ainda carregando duas das cinco malas – as restantes estavam na entrada, onde o ajudante disponibilizado pelo hotel as deixara. Aya e Naoto o seguiam calados, e Sasuke não fazia questão de puxar conversa.
— Decidam com qual quarto cada um ficará.
As crianças olharam para as duas portas apontadas pelo tio. Aya foi para a porta mais próxima deles, e Naoto foi para frente da outra. Os quartos eram idênticos em todos os sentidos, inclusive nas cores. Uma cama com cobertores cor creme e uma grande janela com venezianas. Um roupeiro que ocupava toda a parede, e uma porta para um banheiro. Aya apenas olhou ao redor, e observou o tio colocar as duas malas que carregava no chão, perto do armário.
— Amanhã você arruma as coisas.
A garotinha apenas assentiu com a cabeça e voltou a agarrar seu ursinho, um pouco assustada. Sasuke foi até a sala e passou a trazer as malas para os quartos. Ao entrar no de Naoto com as duas malas médias dele, o menino estava sentado na cama, cabisbaixo.
Sasuke não perguntou o que havia, e o menino tampouco lhe disse nada. O Uchiha apenas deixou as coisas em frente ao armário dele, como fizera com Aya, e voltou a carregar as malas. Quando tudo estava no lugar, ele entrou no quarto de Naoto e o chamou com a mão. O menino imediatamente o seguiu, e os dois entraram no quarto de Aya.
— O que querem jantar?
— Não quero nada… – Naoto sussurrou.
Sasuke suspirou, quase irritado.
— Vocês não comem nada desde o almoço.
Aya não respondeu, apenas deitou-se a cama e encarou os dois. Sasuke revirou os olhos, perdendo a paciência.
— Chamarei uma pizza.
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Os três comeram em silêncio. Sasuke realmente não estava incomodado com isso – na verdade, até gostava –, porém sabia que Aya costumava ser bem falante. Não perguntou ou puxou assunto com os sobrinhos, que tampouco o fizeram. Os pratos ficaram na mesa e Sasuke se levantou.
— Chamarei-os amanhã cedo para irem à escola. Durmam agora.
E foi para seu quarto, trancando-se lá. Aya e Naoto ficaram na cozinha por mais alguns segundos, sem saberem exatamente o que fazer. Depois cada um foi para seu próprio quarto, sem nenhuma palavra ser trocada. Aya sentiu as lágrimas voltarem e se deitou em sua cama, querendo chamar o tio para ficar com ela, mas com receio de ser repreendida; Sasuke não costumava ser o tio mais carinhoso de todos.
Ela não fechou os olhos. Tinha medo de não voltar a abri-los, como o pai. Olhou para a porta, e viu que alguém a observava. Sentou-se.
— Nao?
O irmão entrou correndo no quarto dela e subiu na cama da irmã. Aya o ajudou com os cobertores, e logo os dois estavam aconchegados um no outro.
— Eu não quero dormir. – segredou a menina.
— Eu te acordo. – o irmão prometeu, sabendo o motivo.
— Não conseguimos acordar o papai.
Noto sentiu as lágrimas escorrendo e abraçou Aya. A menina se juntou a ele no abraço.
— Mas eu sempre vou conseguir te acordar, e você vai me acordar. É uma promessa, pode ser?
— Pode.
Aliviados, os dois não demoraram nem cinco minutos para adormecerem. O cansaço do longo dia finalmente caindo sobre os dois.
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Suspirou. Não era distraído ou ingênuo a ponto de crer que tudo pelo que passara nos últimos dois dias fosse apenas um sonho – mesmo que por alguns segundos –, e não se prolongou na cama. Sasuke levantou-se no mesmo horário de sempre. Colocou uma roupa preta e seu sobretudo também escuro. Caminhou a passos lentos até o quarto de Aya, e se surpreendeu ao ver Naoto dormindo com ela.
Observou-os por apenas dois segundos e então se aproximou.
— Acordem.
Aya abriu os olhos devagar, sendo seguida pelo irmão. A garotinha esfregou os olhos, cansada.
— Papai? – ela perguntou.
Era a segunda vez que Aya chamava Sasuke assim. O Uchiha suspirou e, como da primeira vez, esperou que ela acordasse de verdade. A menina olhou ao redor, seus olhos negros como breu absorvendo o ambiente como se fosse a primeira vez que o visse. Depois seus olhos pararam em Naoto, que era uma perfeita cópia sua.
Sasuke apenas esperou que os dois irmãos acordassem e caminhou até a porta.
— Se vistam. Sairemos em alguns minutos.
Naoto encarou o tio por alguns segundos, e então correu até ele.
— Ajuda?
Sasuke reprimiu a vontade de suspirar e apenas caminhou até a mala que trouxera da casa do irmão. Abriu-a e pegou o primeiro conjunto que encontrou – uma calça jeans e uma camiseta rosa de mangas compridas – e então caminhou até Aya. Naoto correu até seu próprio quarto, e pegou uma camiseta preta e uma calça jeans. Era a primeira vez que escolhia a própria roupa, mas preferiu manter isso para si e voltou para o quarto da irmã.
Sasuke ajudava – de forma um pouco desajeitada – Aya a vestir a calça. A menina ainda estava um pouco sonolenta, e seus movimentos não auxiliavam na tarefa. Depois de quase um minuto inteiro, ele venceu a luta contra a roupa e a briga com a camiseta começou.
“Vou comprar roupas com botões” – se decidiu ele, quando demorou mais dois minutos até se entenderem o suficiente para que Aya se visse vestida. A garota bocejou, e Sasuke pediu para ela ir escovando os cabelos enquanto ele ajudava Naoto. Com o sobrinho o processo foi um pouco mais simples, porém não menos demorado. Quando os dois estavam prontos, Sasuke os deixou na escolinha e partiu para a delegacia. Era hora de analisar a autopsia de Itachi e descobrir quem fora o filho da puta que o matara.
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Naruto acordou ainda antes do que precisava. Queria chegar cedo ao trabalho para começar antes de todos e, quem sabe, receber um trabalho de verdade – até o momento, nada além de papelada lhe fora passada.
Arrumou-se e saiu de casa com animação, divagando a respeito do delegado que mal vira. Ele estaria no trabalho? Se fosse tão próximo do irmão quanto todos davam a entender, provavelmente não. Tinha direito a uma semana inteira de folga, e o Uzumaki tinha quase certeza de que ele aceitaria. Não demorou a chegar à delegacia, e entrou com o maior dos sorrisos no rosto. Aquele dia, com toda a certeza do mundo, seria melhor do que o anterior.
Seu sorriso desapareceu momentaneamente ao perceber que não era o primeiro a chegar ao local. Uchiha Sasuke já estava atrás de sua mesa, analisando atentamente alguns papéis. Naruto ficou parado por quase um minuto inteiro na porta, tentando conter sua surpresa, e então voltou a sorrir. Seria educado e gentil, assim como seu avô lhe ensinara. Caminhou tranquilamente até o chefe e lhe estendeu a mão.
— Ainda não tivemos a chance de nos conhecer, senhor.
Sasuke levantou seu olhar para o loiro, e este se sentiu aliviado ao não encontrar raiva nos olhos negros – apenas a inexpressividade corriqueira. “Enquanto o delegado não ficar com o rosto vermelho, é porque você está indo bem” o avô lhe ensinara. E Sasuke estava bem longe disso.
— Uzumaki Naruto. – respondeu o outro, e apertou sua mão.
Naruto sentiu seus olhos brilharem. Então o Uchiha realmente sabia quem ele era? Seu sorriso aumentou ainda mais, e o loiro prolongou o aperto por quase dois segundos a mais do que o necessário. O toque de Sasuke era frio, e Naruto gostava da sensação de estar em contato com um ser sobrenatural – afinal, se os boatos fossem levados a sério, confraternizava com o próprio diabo.
— É um enorme prazer trabalhar com o senhor, Uchiha-san!
Sabia que Sasuke era japonês, e talvez deixar claro que compartilhavam da mesma nacionalidade pudesse ajudá-los a fazer amizade mais rapidamente. Naruto prezava o bom relacionamento com seus colegas mais do que quase qualquer outra coisa.
— Hm.
Sasuke parou de prestar atenção a ele e voltou seus olhos para o documento que antes analisava. Naruto ficou parado por quase um minuto inteiro, antes que o Uchiha voltasse seu olhar para ele novamente.
— Deseja mais alguma coisa?
— Eu… hm… – olhou rapidamente para o papel que Sasuke tinha em sua mão, e o nome “Itachi” pareceu voar em sua direção. – Meus pêsames, senhor.
— Já o disse no velório de Itachi. Se isso é tudo, por favor, me dê licença.
Naruto sentiu seu rosto voltar a ficar vermelho e fez uma reverência simples antes de se retirar, quase correndo. Por que tinha o dom de parecer um completo retardado quando na presença de Sasuke?! Por que, diabos, não podia agir como uma pessoa normal? Ele devia estar achando-o um completo imbecil. Olhou para o demônio – para não dizer outra coisa – com o canto dos olhos, querendo ver o quanto ele ria de sua cara. Sentiu-se quase decepcionado ao perceber que Sasuke nem ao menos parecia ter percebido o seu constrangimento. O Uchiha simplesmente voltara a analisar os malditos papéis que tinham o nome de Itachi, com sua típica inexpressividade.
Sentindo seu constrangimento ir embora, suspirou. Talvez o dia não fosse ser melhor do que o anterior.
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Sasuke analisava os papéis com calma. Os ferimentos estavam listados em uma página separada. Segundo as considerações do legista, uma pequena luta ocorrera, pouco antes de Itachi ser atingido por um tiro à queima-roupa.
Paralisou por dois segundos e releu as palavras ali contidas: “Ferimentos ante-mortem causados pelo contato direto com outro corpo. As falanges indicam a tentativa de autodefesa, e o tecido mostra áreas inflamadas”.
As informações continuavam, porém Sasuke não se prendeu a elas. Em segundos, já procurava pelas fotos que acompanhavam o relatório. Como não percebera ao ir falar com ele?! Os dedos quebrados e inchados eram visíveis, e Sasuke percebeu que havia alguma coisa errada. Se Itachi lutara contra seu agressor, então como estava morto? Largou a autópsia e começou a mexer no computador, procurando pelo caso que o irmão investigava. Demorou quase dez minutos para encontrá-lo, e quase suspirou quando conseguiu abri-lo.
Lá havia a foto de um homem de pele extremamente clara e cabelos castanhos e olhos da mesma cor. A esposa suspeitava de adultério e Itachi, que gostava de pegar casos sem importância como aquele para passar o tempo, o investigava há três meses. Estreitou os olhos e voltou a pegar a autópsia. Um homem sem qualquer iniciação às artes marciais – como constava na ficha do tal “David Reew” – jamais conseguiria causar tais danos ao irmão.
Sentiu a ira o invadir, e se controlou para não quebrar nada. O filho duma égua do Itachi estava escondendo um caso dele. Respirou fundo uma única vez, e pegou o telefone. Duvidava que suas conclusões fossem errôneas, porém jamais abriria um caso sem ter certeza. Pegou o telefone e foi atendido no primeiro toque.
— Descubra tudo o que puder sobre David Reew. Vou lhe enviar a ficha criminal dele e uma autópsia. Depois quero que me diga se é possível que esse David tenha causado os ferimentos que você encontrar.
A voz preguiçosa do outro lado fez uma única pergunta.
— De quem é a autópsia?
— Itachi.
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