Notas iniciais
Buenas noches, cabritos! Pros que querem comer meu fígado, só digo que a porra ta solta na minha vida e eu to fazendo milagres por conseguir estar postando hoje, amém. Soque a paçoca! Pois bem, espero que curtam esse cap e se ninguém entender nada, toque aqui que nem eu consegui. Foda-se! Quero dedicar o cap ao meu grupo de retardadas no whatsapp chamado The Mafagafas. Pensa numas porra loca da minha vida! vontade de vender tudo praqueles puteiros da Turquia. Pois bem, quero dedicar o cap também a minha querida namorada Dani, que eu muito amo e me ameaçou fazer greve se eu não postasse logo. Bem delicada saporra! Bora lá... Cuidado pra não rasgar os zói!

–Será que você poderia me soltar?- perguntei com um sorriso amarelo, forçando os pulsos na seda macia da gravata fina provavelmente cara que compunha o traje refinado de Santana. Ela olhou pro alto e então saiu de meu colo, faceira, desajuizou meus pensamentos e sanidade em um caminhar venenoso e sensual até o outro lado da sala, aonde jazia sua fantasia mortal caida no chão- Santana?

–Shii, anjo... Peço que confie em mim.

–Pedido não processado com sucesso, minha cara... Nada em você me inspira, hum...- forcei ainda mais pra me soltar da gravata... sem sucesso- ...Confiança- Ela sorriu de canto e se abaixou, pra pegar algo entre o monte que sua capa fazia no chão, num abaixar mortífero para meu libido indo pras alturas agora- Oh pecado de bunda!

–O que?- ela se virou a mim, com a sobrancelha arqueada.

–Na-Nada... Eu só-só pedi que me... Soltasse.

–OK, então- um sorriso zombeteiro se formou naqueles lábios algodoados e firmes, gostosos de se ter aos meus, e se ergueu, me privando de ver algo que trazia detrás de suas costas.

–O que é isso?

–Uma surpresinha pra você- oh Deus... Mais surpresas?- Relaxe!

–Você diz muito isso- e eu quebraria a poltrona, mas nada da droga da gravata me soltar ou pelo menos dar uma rasgadinha- E eu nunca fico relaxada perto de você.

–Relaxa, você vai... Quando se lembrar como- deu de ombros e eu ri, nervosa.

–Você é louca!

–De louco todo mundo tem um pouco- escondeu uma mecha negra de seu cabelo atrás da orelha e refez o gesto de dar com os ombros. Eu odeio quando alguém faz isso.

–Sabia que é falta de educação fazer isso?

–Isso o que?

–Isso- repeti o gesto, de um jeito bem exagerado e sarcástico- Prefiro quando as pessoas se expressam com palavras, porque...

–Já passamos da era pré-histórica para agirmos como animais ignorantes- ela completou minha frase e eu pasmei bem ali.

–Como completou o que eu ia dizer?

–Convivência!- deu de ombros novamente (percebi que faz muito isso, o que muito me irrita) como se fosse a coisa mais natural do mundo.

–Convivência? Garota, você me conhece há meses... Nos vemos apenas na escola e... -ela estralou o chicote, me fazendo engolir as próximas palavras.

–Você fala demais, sabia?- passou a se aproximar novamente, com uma mão ainda atrás das costas e a outra vinha golpeando levemente sua própria coxa carnuda e chamativa pra pensamentos insanos com o chicote assustador que Deus sabe aonde havia arrumado.

Deus... O olhar de luxúria e despudor que ela me enviava era digno de vários pontos que em breve nos mandaria direto para o inferno- Que tal usar essa boquinha linda pra algo mais gostoso, hum?- passou o cabo do chicote por meus lábios enquanto depositava algo atrás de mim, na poltrona. Não pude discernir do que se tratava, mas não era grande... Algo meio... Borrachudo porém meio firme? Sei lá. Que raios ela havia colocado ali? Será que eu iria querer saber? Realmente, eu estava confusa, assustada e excitada agora... Mais excitada que os demais, não minto. Enquanto ela acariciava meus lábios com o couro rústico do chicote negro, seus olhos me analisavam cima à baixo como um predador estudando a que momento abocanhar sua presa, sentando-se em meu colo, agora de frente pra mim. Que olhos intrigantes, senhor... Queria tanto saber e entender seus significados!

Olhos castanhos parecem tão normais comparados aos outros... Sei lá, há tantos por aí no mundo. Porém os de Santana trazem consigo algo tão profundo nos seus que me acarretam a dormência conflitante sempre que os fito tão de perto. Parecem uma lagoa... Negra, turva, misteriosa, que quando se mergulha nela, se tem a impressão de nunca poder ver ou chegar ao fundo... De sequer sair viva de tais águas. Entretanto, a intriga, o mistério, a sedução que se inunda naquelas orbes, me faz só querer afogar-me muito e profundamente na lagoa negra que forma a seu olhar cheio de vazios e escuridões como uma noite sem estrelas.

E esse sorriso camuflado? Por que o escondia sempre nesse olhar provocante, cheio de significados indecifráveis, ao invés de somente demonstrá-lo a mim? Sei lá, pra que ao menos pudesse achá-la por um instante mais humana e menos um ser obscuro vindo direto das trevas?

Santana... Santana Lopez... Lábios em um efusivo gosto do pecado configurado pra ser macio, doce, gostoso de se ter contra a boca, mas ao mesmo tempo é tão traiçoeiro quanto uma areia movediça, pois quanto mais se luta, mais se afunda a ela. E Santana era assim... Uma perfeita areia movediça. Que me afunda, me sufoca, desespera, porém me faz sentir livre. É possível ter essa mescla de sensações por uma pessoa apenas? Alguém que eu mal conheço e desconheço o olhar maquinável a mim?

Senti suas mãos caminharem pelo meu pescoço, aproveitando para acariciar meu maxilar com os polegares, até prender o restante dos dedos aos outros na minha nuca. Acabei por fechar os olhos, sentindo o efeito calmante que isso me causou, da pele sempre quente contra a minha gélida da noite tão fria e severa que fazia hoje em Nova York.

–Onde você está agora, meu anjo?- ela indagou, numa voz em um misto de doçura e sensualidade digna de uma serpente em pele de gatinha.

–Humm...Eu... Estou aqui!- respondi lerda, mergulhada em seus efeitos aterradores. Ou seriam venenos?

–Não está aqui, não- ela deixou uma mão na minha nuca e a outra retrocedeu, arranhando a carne do meu pescoço até repousar o polegar em meus lábios ora testando a textura deles com o mesmo, ora com a ponta do dedo médio e indicador- Você sempre some... E eu ainda descobrirei pra onde. Te trarei de volta pra mim- virei o rosto brutalmente, fazendo-a parar com as carícias a meus lábios e a encarei questionadoramente.

–Por que? Por que todas as vezes que se refere a mim, utiliza-se de tanta, mas tanta certeza que chega a por a prova as minhas próprias?

–Por que de fato, conheço a ti mais que a você mesma a si própria, meu anjo!

–Me conhece há apenas alguns meses, somente.

–Anjo- soltou um risinho que não pude decifrar o tom- Te conheço vidas!

–Você delira?- ela franziu o cenho- Sério, às vezes penso que você tem sérios tormentos, lapsos de loucura.

–Talvez eu tenha... Por você!

–Santana...

–Teus olhos, anjo... Teus olhos sempre me trazem de volta pra humanidade. Uma lagoa, tenra lagoa clara que me inunda a sanidade- aproximou seu rosto ao meu e mordeu a ponta dos próprios lábios- Você me quer... Seu corpo está exalando um cheiro gostoso de excitação. Ele entrega suas vontades baseadas ao que te proporciono... Não negue.

–Sempre negarei.

–Me mata pedaços quando o faz.

–Por que?

–Porque meu corpo só funciona com o seu.

–Quantas sandices!- tentei afastá-la de mim, usando o ombro como escudo. Ela olhou pra baixo, absorta, então entortou o maxilar e suspirou baixo.

–Chame de sandices...Eu chamo de desejo... Encanto...Ruina...

–Santana...

–Senhorita?- apoiou os cotovelos a meus ombros e me encarou de perto, como que me passasse a vez da palavra agora. Tentei não fitar profundamente aqueles lábios sabor do pecado tão próximos a mim, acabando por me prender a seus olhos na cor de chocolate.

–Me diga com sinceridade- respirei fundo, tentando ignorar o cheiro do prazer que aquele ser em sua pequena composição conseguia exalar- Por favor, concorde comigo... Não acha errado o que estamos fazendo agora?

–Totalmente!- ergueu um ombro, naturalmente.

–Por Deus, então? Por que ainda força isso?- me deu um sentimento de revolta que eu chutaria um poste agora.

–Aonde está escrito que o errado é sempre ruim?- passou a brincar com alguns fios de meu cabelo que jaziam sobre meu ombro- Vai me dizer que não gostou da forma que te fodi naquela cabana?- seu tom de voz agora oscilou do calmo pro forte, pro dominador... Pro predador insaciável- Seus olhinhos claros como o dia me dizem que você quer mais. E o seu corpinho delicioso, que sinto falta de ter sob minha lingua... — caminhou até minha orelha e sussurrou provocativa- Esse me suplica por mais.

–Está invadindo meu espaço, sabia?- aquilo foi mais um murmuro, em verdade... Estava cada vez mais entregue aos encantos latinos daquela adolescente.

–Você não adora que eu invada seu espaço?- cheirou meu pescoço, passando em seguida os dentes de leve por meu ombro branquelo. Mordi o lábio inferior para segurar um gemido daqueles- Você AMA que eu te invada, querida... Principalmente bem no meio de suas pernas deliciosas.

–SANTANA!- gritei de susto pela forma rápida que ela invandiu o pano de minha calcinha e me penetrou sem cerimônia com um dedo. Pra minha sorte, eu estava bem lubrificada até demais, então não doeu estrondosamente. Foi só o susto de inicio. Bem... Eu ainda estava assustada, porém aquela sensação de tê-la novamente dentro de mim, pôs a prova cada gota da minha sanidade, onde parecia querer impedir que eu a afastasse agora- Você... Você... Ai, droga... Você não pode fazer o que quiser de mim quando bem entender.

–Não entendo por que reclama se está fungando e gemendo desse jeito tão gostoso- ela ia até onde podia com o dedo dentro de mim enquanto agora sugava cada cantinho do meu pescoço.

–Você me manipula.

–Porque você deixa.

–Por que fica dizendo isso? Não deixo nada.

–Você é tão cheia de “por quês", loirinha- ela tirou uma mecha do meu cabelo loiro que caia pelo meu rosto e a apoiou na orelha, me olhando de uma forma tão sombriamente sexy que me senti aos poucos sufocando... Juntamente com o orgasmo que me alcançava mais que rapidamente. Onde eu mordia os lábios com força pra evitar gemer como uma louca e dar o que ela tanto queria- Sabe o que dizem sobre pessoas muito curiosas?

–Na-Não- minha voz vacilava enquanto meu ventre comprimia, ameaçando o alcance de meu ápice nervoso- O que dizem?

–Bom... Eles dizem... — ela afundou ainda mais os dedos em minha intimidade, usando o polegar pra estimular forte e grosseiramente meu clitóris. Soltei uma bufada tão forte que senti a alma embaçar- Que elas podem encontrar o que não se quer ser achado. E você pode gostar desse fato- Santana passou agora a rebolar precisamente em meu colo, pra uma movimentação mais perfeita de seus dedos em meu interno. Aquela bunda maravilhosa se comprimindo contra minhas coxas foi uma das melhores sensações que já tive na vida- Como também não pode gostar nadinha... E seria uma pena, não acha? Perder certos gozos da vida.

–Vo-Você é maluca! Ahh... Com mil demônios!- eu gemia forte perante o orgasmo esmagador que se formava em meu corpo. Ela sorriu de lado, sacana, e mordeu meu queixo enquanto saia de meu colo e abria minhas pernas sem um minimo de pudor e as apoiou nos braços da poltrona. Acrescentou mais um dedo e eu arfei forte, tentando juntar as pernas novamente, mas ela se pos entre elas pra impedir e assim colocar mais pressão dos dedos em mim e o outro polegar que agora se esfregava sem dó em meu clitóris que já se encontrava no seu limite de excitação. Assim, sem demora, eu soltei um grito desesperador que ardeu por meus pulmões. Senti um liquido quente escorrer por minha vagina “surrada" que já estava no seu limite de abertura pela forma que minhas pernas foram pras alturas. Tão a mercê dela que me deixava tonta. Aqueles olhos agora ficando cada vez mais engrandecidos a minha direção, só me deixavam cada vez mais intimidada sexualmente por aquele ser a minha frente.

–Wow... Esse foi dos grandes, não?- aquele sorrisinho gabola sempre me fazia ter vontade de esganá-la. Ela se achava demais quando o assunto era eu e meu corpo. Então se apoiou a meus joelhos antes que eu dissesse qualquer coisa (como se eu pudesse dizer algo depois de quase estourar em um orgasmo daqueles), ela desceu até meu sexo inundado em meu gozo e o lambeu como se fosse a fruta mais gostosa do universo.

–Santana, espere... Oh céus!- tentei evitá-la, mas a mesma me ignorou e deu aquela lambida de cão guloso em meu clitóris já tão sensível. Meu corpo se encheu de espasmos, onde todo meu vocabulário coerente se afundou nas profundezas do inferno e eu só sabia gemer e soltar uns “ah" “oh" e um monte de outras expressões que só alguém em um alto grau de excitação consegue entoar- Por- Por favor, Santana... Eu ainda estou m-muito sen-sensível, ohh. Droga de língua gostosa!- senti que ela deu uma fungada, como um riso lisonjeiro e foi com a lingua por minha intimidade, abdomên, pelo vale de meus seios até ameaçar tomar minha boca, porém com as mãos apoiadas a meus joelhos, ela se ergueu e afastou-se de meu corpo quase pegando fogo.

–Ainda não provou da terça metade do que essa língua é capaz, senhorita Pierce.

“Demônia!" resmunguei em pensamento enquanto a via andar pela extensão da grande sala mais antiga que meu passado até um armário que continha bebidas visivelmente caras e o abriu, pegando uma garrafa e lendo o rótulo. A tatuagem negra de asas parecia cada vez mais escura e real... Seria a luz da Lua responsável por isso?

–Humm... É francês- sorriu de canto, debochada, e devolveu a garrafa ao armário- Odeio franceses... Frescos demais.

–Já foi a França?- sério que vai bater papo com ela agora, Brittany? Ela é sua algoz! Algoz... Ri por dentro agora.

–Morei lá.

–Morou?- ergui uma sobrancelha e a encarei questionadoramente. Santana não me parecia daquelas que amava viagens.

–Sim, morei. Mas foi há muito tempo- parou, fitando as bebidas em reflexão- Há muito, muito tempo.

–Fala como se tivesse mais de 100 anos- eu ri, zombeteira. Ela continuava naquele seu sério reflexivo.

–Não se deixe levar por minha aparência... Eu posso ser mais velha que essas bebidas- soltei uma gargalhada estrondosa.

–Ah, OK... Desculpe ofendê-la, Matusalém- continuei rindo e ela sorriu de canto, pareceu achar graça. Escolheu outra garrafa, tirou a rolha, testou o aroma, fechando os olhos em apreciação. Então recolheu um copo, despejou a bebida até a sua metade e devolveu a garrafa pro armário, tomando um longo gole do líquido amarronzado- Hey, você é menor de idade... Não deveria beber.

–Você é adulta e está presa a uma poltrona. Estou te julgando por isso?- safada!

–Foi VOCÊ que me prendeu aqui... Trate de me tirar logo dessa poltrona, Santana Lopez- me debati com força pra sair da poltrona, porém o máximo que consegui foi machucar meu pulso sem cor.

–Vai acabar se machucando dessa forma- disse da forma mais calma do mundo, degustando de sua bebida imprópria pra sua idade e saúde.

–Santana!

–Senhorita Pierce- tomou de seu último gole, colocou o copo de volta a seu lugar e fez reverência a mim, cordialmente.

–Por favor... Me tire daqui- pedi calmamente a ela, que simplesmente pegou algo novamente na capa (que desconfiava ser um buraco negro) e vestiu. Algo parecido com um cinto... Espera!- Não vai fazer o que estou pensando, não é?

–Coloque as pernas no exato lugar que eu as havia colocado antes, por favor!- usou de sua educação refinada para se dirigir a mim enquanto terminava de apertar o “acessório" a sua cintura.

–Não!- disse com uma firmeza que até eu mesma desconhecia.

–Como?

–Eu disse não!-mais firme ainda. Boa Brittany!

–Não seja indisciplinada, querida professora- se agachou e eu nem me importei do por quê. Ia mostrar o quão decidida eu era- Faço o que lhe pedi, por favor.

–Vá para o inferno se acha que eu vou fazer o que você quer.

SHITAH

Fez o barulho do chicote que ela estralou dali mesmo, me assustando. Quase caio da poltrona na hora.

–Já vi que com você reina em mim minha parte mais bruta. Aonde se escondeu meu doce anjo?

–Depois de uma estralada de chicote dessas, ela saiu correndo, pode ter certeza- coração dançando break no peito.

–Você é engraçada!

–E você conhece essa palavra? Nem rir sabe- ela sorriu de canto.

–Claro que eu sei rir.

– E por que não ri naturalmente como uma pessoa normal?- Santana entortou levemente o queixo.

–Não sou uma pessoa normal- deu de ombros- Nem tenho motivos pra rir.

–Por que você é tão cheia de conflitos? Esses mistérios que me enchem a cabeça?- a latina então olhou pra Lua por alguns segundos. Estava tão cheia... Tão brilhante e ostentosa. Santana sorriu irônica pra mesma e se voltou pra mim novamente.

–Não lhe passou pela cabeça que eu possa ser interessante para seus sentidos a ponto de tira-la da tranquilidade dessa forma?

–Não, não é. Você só é, hum, estranha de mais pra qualquer um.

–Devo levar isso como um elogio?- ela ergueu uma sobrancelha e uma das mãos se repousou em sua cintura milimetricamente bem formada.

–Não mesmo- neguei fazendo careta e pude a ver dar um sorriso mais aberto, verdadeiro? Que seja! Só sei que foi muito lindo. Aquelas covinhas, eu deveria concordar que eram muito fofas.

–Ok, mesmo assim obrigada- voltou a fazer reverência e me olhou pecaminosa- Agora eu como você.

–Oh céus!- gemi, mordendo o canto dos lábios, já adivinhando o que viria pra mim agora. Santana então consertou a postura e veio andando banhada em sensualidade até mim. Deslizou as mãos sugestivamente por minhas pernas já tocando o chão e as pescou com as unhas, erguendo-as até que voltassem a sua posição nas alturas novamente, onde eu parecia aquelas mulheres prontas pra parir. Nota mental: rir muito da minha situação.

–Quero essas pernas aqui, OK?- Nem ousei dizer nada pelo olhar dominador e em um sério sexy que ela me enviou, só concordei num balançar de cabeça assustado- Essa é minha garota!- ela salpicou um beijinho bajulador a meus lábios e ficou me olhando ardendo em desejo, enquanto eu sentia mexer por entre minhas costas, a procura de seu artefato escondido ali. O que muito estava me assustando. Foi então que a vi pegar aqueles brinquedinhos sexuais que simulam um orgão genital masculino e o encaixar no tal cinto. Arregalei os olhos, assustada- Que foi? Medo de pau, anjo?

–Sua sem graça. Vai usar isso em mim?

– É o objetivo da noite- disse sacana, testando a segurança daquele troço na cinta.

–WOW... não, você não vai enfiar isso em mim não. Nem pensar- me agitei na poltrona e antes que eu abaixasse as pernas, ela se colocou entre elas, onde pude sentir seu “troço" tocar meu ventre. Gemi assustada. Ela se aproximou do meu rosto e me encarou bem de perto.

–Nunca foi penetrada por um pênis?

–Claro que já. Eu não era bem virgem quando fizemos sexo pela primeira vez.

–Então?

–Isso me parece desconfortável. De que material é feito?

–Foda-se o material, quero saber de apenas de ter novamente e assim me soa bem excitante. Pois vou ter acesso livre nas mãos para poder te tocar- ela passou a acariciar ternamente meu rosto e eu a encarei pensativa.

–Por que toda essa necessidade de me tocar que você desesperadamente transpassa?- e mais uma vez, como no automático, ela escondeu seu olhar do meu.

–Sabe quando algo te falta a ponto de você não se sentir mais viva? Como se respirar fosse uma mera função do corpo?

–Só resta um vazio- eu complementei como se algo me tocasse agora vindo de suas palavras, como sempre, distantes e reflexivas.

–Isso, meu anjo- escondeu uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha- Isso não te diz nada?

–Deveria?- respirei devagar, agradada a suas carícias a meu pescoço agora.

–Talvez. Há tanta coisa aqui e você nem se dá conta! Por que?

–Porque talvez eu não deva querer isso.

– Eu te sufoco com minhas investidas?

–Você me assusta, de fato- vi lhe decair um olhar um tanto triste, onde a senti também se retesar de mim.

–Me desculpe- fez menção de se afastar, mas eu a segurei com as pernas por sua cintura.

–Não vá.

–O que disse?- Santana me olhou surpresa, como se aquilo fosse algo extremamente importante.

–Eu pedi que você ficasse- mordi o canto dos lábios, desconcertada- Pode parecer loucura de minha parte agora, mas eu quero que fique comigo e me tenha novamente. Já estamos aqui, não é?- a latina sorriu de canto, e dessa vez percebi algo de felicidade vindo daquele sorriso com covinhas.

–Sim. Então farei valer a pena sua retrocida a seus princípios.

–Por favor!- tentei me sentar melhor na poltrona, mas ela me parou.

–Espera... Vou te tirar isso- com apenas uma mão, ela desfez o nó da gravata, e eu pude agora ter as mãos livres pra tocá-la.

–Obrigada!- pedi com uma doçura na voz que eu desconheci de mim, massageando os pulsos marcados por meu próprio esforço sem sentido de querer me soltar.

–Desculpe por isso. Eu deveria ser mais suave com você... Pois é tão delicada, mas...

–Mas...?- a incentivei continuar, porém ela demorou um tempo pra sair de seu transe reflexivo.

–Você desperta o meu lado mais selvagem, sabia? Como um predador.

–Então eu sou sua presa?- a olhei sedutoramente, se fosse dar a cara a tapa, que fizesse jus ao momento. Ela me olhou fugaz, e pude sentir seu desejo bater no meu corpo e ricochetear pra ela novamente, fazendo-a soltar um gemido baixo, mas perceptível.

–Você quer ser minha presa?

–Por hora- a encarei sugestiva e passei a riscar os dedos por suas coxas fartas prensadas agora por minhas pernas- O que acha?

–O que eu acho?- afirmei com um gesto de cabeça e ela apoiou as mãos aos braços largos da poltrona enorme que eu jazia deitada de mau jeito, e se aproximou de mim, faceira- Acho que estamos falando demais.

–Hum... Você não é muito de conversa, não é?

–Gosto de fluar em meu silêncio- Santana poderia ser mais sorridente. Só acho. Só fala tudo num sério que assusta pacas. Embora excite mais ainda.

–OK... Pois me deixe agora lhe dar algo melhor pra flutuar- e de repente, aconteceu. Eu a puxei pra um beijo intenso... Daqueles que arde até alma pela veracidade que se envolve. Meus braços envolveram seu pescoço e meus lábios se afundaram mais contra os seus carnudos e tão macios de beijar. Senti logo ela levar as mãos a meu quadril e o apertou com força contra si. Deslizou seu corpo mais pra cima do meu, atritando nossos abdômens, onde puxe sentir o “troço", que ainda me assustava,pairar entre a gente. Ela o tirou rapidamente dali e afundou seu corpo latino ao meu no couro macio da poltrona cara da sala do diretor (que eu estava tão maluca pelos efeitos de Santana que esqueci desse fato, onde provavelmente mais tarde eu me flagelaria no chocolate no Amargo de meus pecados). Não sabia que efeitos aquela garota exercia em mim, mas ela me deixava descontrolada. Pois eu me nego, e me nego mais a Santana em cada dia de minha vida desde que cheguei em NY, mas é só aquela latina sem pudores me tocar, estimular meu libido há tempos apagado, que meu corpo me trai... E me trai por ela, me ATRAI pra ela.

–Você me deixa louca, anjo... AHH, essa sua pele, esse seu cheiro, seu olhar de menina assustada me deixa louca- Santana expôs a meus lábios, me olhando com volúpia, onde senti aqueles olhos castanhos me queimarem de desejo, lá do alto (ou debaixo, lá do inferno) como pudesse me sugar completamente como um furacão e nunca mais me soltar. Eu funguei exaltada de prazer de seu beijo... Deus, ela beija tão bem... Tão erótico... Gostoso...UAU, cheguei a ficar tonta! Senti uma de suas mãos deslizar por meus seios ainda cobertos e descerem por meu abdômen, em um calor de toque ousado que eu arqueei meu corpo para cada vez mais perto do seu.

–San!- gemi agrada e ela me olhou estranho.

–Me chamou de quê?- opa!

–Hum-hum desculpa... É que...-e a latina me beijou fundo, tampando meu desconcerto.

–Tudo bem... Eu gosto que me chame assim- nos olhamos intensamente, como se um precipício de pensamentos nos afastassem, mas um fio minimo era o que separava de nosso querer forte uma pela outra. Logo seus lábios se fecharam contra os meus em um beijo forte, lascivo, sem freio. Enlaçou as mãos por minhas costas e me ergueu um pouco mais pra cima. Logo senti dois dedos passarem a estimular meu clitóris com uma calma que sempre lhe imperava, porém que acabava me irritando todas as vezes. Éramos dois pólos opostos que tinham um valor terrível de atração.

–Sem tortura, San... Já esperei de mais por você dentro de mim- seus lábios agora se grudaram a meu pescoço, deixando o ardor de chupadas por onde passava- Humm, San!

–Eu esperei séculos por você... E ainda espero.

–Deixe de ser vaga comigo, por favor. Eu fico achando que é louca.

–E talvez eu seja, meu anjo. Desde muito de seu aguardo- ela parou com as carícias e se inclinou pra trás, pra me olhar de seu alto. Então pegou-me a mão e a levou até o peito. Deus... Seu coração pulava como um louco- Sinto isso... Ele só bate quando em mim repousa teu corpo, anjo.

–Deus... Isso é insano!- passei delicadamente o polegar pela pele acima de seu coração e ela fechou os olhos, como se degustasse do prazer de meu toque.

–Insanamente real, anjo... Eu te...- antes que ela terminasse a frase que provavelmente me assustaria, eu lacei seu pescoço e me afundei a seus lábios. Foi tão forte que a senti gemer entre o beijo. Logo minha pelviz havia ganhado vida e roçava contra seu quadril forte. Santana deu uma puxada em meus lábios com os seus, que eu senti que os meus logo saltariam da minha boca. Ela soltou-os logo, ofegante- Anjo...

–Shii... Faça logo, San... O que você quiser agora- notei que algo lhe incomodou, que lhe ferveu em ponderações sofridas, porém salpicou alguns beijos em meus lábios enquanto se movia mais embaixo, onde provavelmente posicionava o “troço estranho" da maneira correta em si.

–Pode ser desconfortável no início- Santana adverteu, segurando o pênis borrachudo bem próximo da minha entrada.

–Só faça- tirei minha vista dali, fechando os olhos com força, mordendo o lábio de baixo temendo pela sensação que aquilo me traria.

–Hey!- Santana puxou meu queixo, me forçando delicadamente a olhá-la- Não há por quê ter medo. Você vai gostar...verá.

–Eu só acho isso muito bizarro.

–Bem verdade- ela fez uma careta fofa e eu ri- Mas não tira o quão sexy e gostoso é a sensação de usar isso em alguém. Ou de receber tal inserção de prazer.

–Já usaram em você?

–Não gosto de ser tocada- franzi o cenho, mais intrigada ainda.

–Isso é engraçado vindo de alguém que não consegue ficar com as mãos longe de mim- helloooooo... Que porra de mulher mais doida! Deus te crie, minha filha. Cruzei os braços em uma pose “bitch" e ela deu o que pareceu o princípio de um sorriso gabola.

–Se tiver te incomodando, eu paro por aqui e...

–NÃOOOOOO!- eu falei de um jeito tão agoniado, que jurei a qualquer momento Santana dar uma gargalhada mediúnica pela careta que ela fez- Hã, eu, bem... Veja bem, você...

–Por isso que eu prefiro o silêncio- passou a fazer desenhos imaginários a meu abdômen, o que muito me arrepiou, e me encarou naquela sua firmeza de despudor de sempre- Ele não entrega tanto as nossas vontades.

–Realmente- eu sorri, percebendo ela vir se aproximando vagamente do meu rosto, acariciando meu sorriso.

–Gosto quando você sorri. Te deixa mais linda e me trás paz... A que eu nunca conquisto em mim mesma.

–Não sabia que tinha um lado romântico.

–Não tenho... Deixo isso pra quem se importa, hum... Eu agora prefiro somente sentir o gosto do teu gozo na minha boca novamente... Passou a ser meu sabor preferido- acabei mordendo o lábio, desconcertada, e isso pra ela soou como uma afronta a seus sentidos. Agora sua mão se perdeu atrás de minha nuca e me puxou com violência pra sua boca, em um beijo aterrador de zerar os pulmões. Senti que algo tocava por meu clitóris e logo descia para minha entrada, que a essa hora estava quase em seu limite de molhada, e logo deduzi que era o tal brinquedo sexual. Então eu fui tendo aos poucos a sensação de violação de meu interno sexual. Fui sentindo toda extensão do strap on ir me explorando por dentro, e logo eu estava preenchida e arfante. Fazia tempo que eu não tinha algo dessa espessura (e vivo por sinal) me dando prazer.

–Nossa!- gemi em despreparo.

–Gostoso?

–Uma sensação diferente- ela encolheu os ombros.

–Relaxa... A noite está só começando-dito isso ela se apoiou nos joelhos ao início da poltrona, segurando na minha cintura dos dois lados com firmeza, passando a fazer movimentos lentos de vai e vem. Santana já havia me deixado tão molhada antes que o consolo deslizava facilmente por minhas dobras encharcadas e eu já gemia como se não houvesse amanhã. Logo ela aumentou a velocidade das estocadas e eu me agarrei forte ao estofado da poltrona.

–Céus... Não lembrava o quanto isso é gostosoooooo- um disnivel de voz me tomou na última palavra, quando ela agora fazia círculos com o quadril, fazendo assim a ponta do strap on tocar no meu ponto mais sensível- Ah ahhhhh- eu lacei sua cintura usando as pernas com força. Santana tomou meu pescoço em beijos quentes enquanto me puxava um pouco pra si no intuito de desfazer o fecho de meu sutiã, só que pela posição estava ruim, então o que ela fez?

RASSSSSG

Sim, ela rasgou meu sutiã!

–Céus... O que você realmente tem contra minhas lingeries?- passei a dar socos em seus braços e ela sorriu, pegando os meus e os colocando acima de minha cabeça, sem parar com as enfiadas fundas e rápidas no meu interno- Se você não fosse tão boa no que está fazendo, eu te mataria por isso. Ahhhhh .

–Você seria a primeira a conseguir- eu RI, mas seu jeito sério denunciou não se tratar de um brincadeira. Ela sempre tinha esses momentos estranho de perturbações, que por fim, acabavam me deixando confusa e intrigada ao mesmo tempo. Porém nesse momento eu nada consegui argumentar... Meu centro já gritava de prazer pela forma precisa que Santana se movimentava a mim.

–Oh céus... Isso, ahhhhh...Estou... Estou... Ai que loucura! — levei as mãos ao rosto já suado infernalmente, ouvindo o que parecia um suspiro gabola da latina. E Santana estava cada vez mais fundo em mim... Tanto que nossos abdomens já estavam se unindo, em uma mistura de suores que chegava a ser excitante.

–Geme pra mim com vontade, professora safada- Santana ordenou da maneira mais cafajeste dos cosmos. Mordi o canto dos lábios, tentando segurar para não lhe dar esse gostinho, porém não pude obter tal feito pois ela deu uma estocada forte em intervalos curtos de outras. Logo suas mãos estavam se apossando de meus seios em uma pressão excitante de ardente. Ela tinha meus mamilos entre os polegares e indicadores, dando aquelas apertadinhas pra gelar a alma de prazer. Depois desceu para chupar um deles com ferocidade.

–San... Vão está tão faminta! Jesus!- meu corpo já dava pequenas batidas fortes contra a poltrona pela violência das estocadas.

–Você me deixa louca, senhorita Pierce...Completamente fora de mim- passou a lingua lentamente por minha barriga, rodeando em seguida um de meus mamilos ouriçados, ficando ali por um bom tempo. Eu agarrei sua cabeça e puxei forte seu cabelo, fazendo-a me beijar. Não demoramos muito nisso, pois logo senti seus braços rodearem meu bumbum e bem supus o que ela pretendia. Me agarrei a seu pescoço e Santana me ergueu, girando-nos pra que ela ficasse sentada na poltrona comigo no seu colo. Me olhou banhada em luxúria- Agora rebole em mim... Gostoso... Quero que me excite mais.

–Oh céus, garota... Você é tão... Urrrr- quis socá-la, mas ao invés disso, impulsionava o corpo forte e sinuante contra o dela, contra o troço a sua cintura. E eu arfava forte... Minha respiração parecia pesada como se uma bigorna houvesse caído sobre o meu peito e me impedia de respirar direito. Eu via aquele troço entrar e sair de minha vagina, rapidamente, e apesar de achar horrivelmente estranho, a sensação era divina... Nunca havia me sentido tão satisfeita comigo mesma- Ah San... Estou quase!

–É? Então goza pra mim, loirinha... Goza forte no meu pau.

–S-Safada!- golpeei forte seu ombro e ela sorriu sacana. Meus olhos estavam fortemente fechados, mas algo me dizia que eu deveria encará-la agora. Quando o fiz, os olhos castanhos estavam presos a mim com luxúria e iam ficando cada vez mais escuros, beirando o preto com carvão. Os lábios parcialmente separados, davam um ar de menina sapeca agradada com sua arte. Aquela garota era um conjunto destrutivo de sensualidade e prazer que às vezes eu tinha a sensação de estar enlouquecendo de tanto desejo por aquelas feições perfeitamente latinas. E o pior: eu queria tocá-lá, Deus sabe o quanto, mas ela não gostava de ser tocada. E eu necessitava de mais contato com sua pele- WOW...Desliza mais, San- praticamente implorei quando ela passou a estimular meu clitóris enquanto eu cavalgava loucamente em seu colo, contra o strap on da cor de sua pele caramelada.

E ela me atendeu... Esfregava cada vez mais forte o polegar em meu montinho de nervos, e agora meus gemidos e gritinhos estavam casa vez mais fortes e altos. Santana se agradava desse meu descontrole... Percebia naqueles sorrisinhos de gente sem vergonha que ela exibia nos lábios carnudos avermelhados. Em questão de segundos meu corpo pareceu entrar em colapso e se estremeceu por completo, eu cai contra seu peito e me apertei ali forte, enquanto era assolada por espasmos violentos de prazer inundando todo meu corpo magrelo.

Santana respirou fundo e alisou a linha da minha coluna com o indicador até alcançar os fios molhados de suor do meu pescoço. Eu me arrepiei. Por além de estar sensível pelo orgasmo, sua pele quente mexia com minhas estruturas e me fazia perder a capacidade de controle do meu corpo. Quando notou que eu estava mais calma, tirou delicadamente o strap on de mim e o soltou da cinta, colocando-o na mesinha ao da poltrona. Nem acredito que aquilo me deu tanto prazer ainda agora... Troço estranho e horroroso! Santana respirou fundo, e me beijou na testa, com um certo carinho. Ela e sua capacidade de me confundir com seus gestos inesperados.

–Você é muito linda, sabia?

–Hum... Obrigada!- desconcertada eu lhe agradeci e resolvi dar a louca- Me deixe tocá-la agora?

–Não- foi seca.

–Santana!- ralhei, me sentando direito em seu colo- Você faz o que quer de mim e não me deixa simplesmente tocá-la?

–Você me toca sim.

–Você sabe do que estou falando- tirei um pouco de cabelo que me agoniava por cair em olhos. Santana estava agora toda seriamente posuda, olhando pra qualquer canto da sala.

–Já disse pra não tocar ali.

–Por que?

–Eu não gosto, simplesmente.

–Ah é assim? Você pode transar comigo como bem entender, mas eu não posso sentir as suas costas ou retribuir o prazer?

–Não... Agora pare com isso.

–Você não manda em mim.

–Poderia ser menos infantil, por favor. Não já basta eu te foder e satisfazê-la assim?

–Vá pro inferno!- dei um tapa forte em seu rosto e ameacei sair de seu colo, porém ela me segurou forte pelo pulso e me puxou de volta- Me solte, cafajeste miserável.

–Não... Deixe de fugir.

–De que parte de “Vá para o inferno" você não entendeu?- ousei lhe acertar um tapa novamente, mas dessa vez ela segurou minha mão.

–Pare, já! Não teste minha paciência, senhorita Pierce- Santana me olhou séria e com uma certa chateação impregnada em suas orbes escuras. De certa forma me assustou, porém algo além disso conversava comigo naqueles olhos sempre de aparência misteriosa e assustada.

–Vai fazer o que? Me bater?- a latina trincou o maxilar com tanta força que eu jurei que ela quebraria meu pescoço ali mesmo. Porém, ao fechar os olhos e esperar o ataque, ela me puxou com força pra si, e me beijou intensamente. Pude sentir muitas coisas naquele beijo... Coisas que eu desconhecia e outras que me assustava pensar que fosse verdade. Eu a sentia tremer contra mim, em um abraço forte e quase infantil.

–Não me deixe, por favor... Meu anjo... Eu preciso de você comigo novamente- e me beijava novamente, com força... Desespero... Medo? Deus... O que era aquilo?

–San... Você sabe o que isso significa, não é? Nunca daria certo entre a gente.

–Como sabe se nem quer me dar uma chance de eu te mostrar o contrário?

–Eu sei porque é errado. Pense a respeito e me diga.

–NÃO, DROGA!

–Hey... Pode se acalmar? Você está tremendo e ficando muito quente- adverti, tocando em seus ombros.

–Eu preciso ir- ela me ignorou e me tirou de seu colo com cuidado.

–Agora você quer ir? Volte aqui. Está parecendo mal- Santana apenas tirou a cinta e a jogou forte em alguns vasos na mesinha que quebraram no mesmo instante, me assustando- Hey... O que foi? O que você tem? Volte aqui agora.

E ela continuou me ignorando. Foi então que eu corri e a abracei forte por trás. Senti que seu corpo mudou bruscamente de temperatura. Ela ficou estática, em um silêncio assustador, como se qualquer movimento brusco algo explodisse. Eu senti as misteriosas cicatrizes escondidas sob a tatuagem sexy e negra tocarem minha pele. Não consegui segurar a vontade e as toquei. Bem mais fundo e preciso que dá última vez. Elas pareciam mais fortes, dolorosas que da ultima vez que as senti. Em fração de segundos só escutei a voz de Santana gritando um “não" e então mergulhei na escuridão das asas sombrias. Tudo se apagou e não restou nada apenas a voz de Santana ficando fraca a cada “não" que soava.

Acho que desmaiei... E isso não foi a única coisa estranha. Eu agora havia acordado em algo macio... Era grama. Verdinha e com cheiro do orvalho da manhã que acabara de nascer. Cavalos corriam por perto e uma área rústica tomou conta de minha vista... Assim como a paisagem de uma terra distante, antiga e linda como a da criação dos tempos. Ouvi risos de crianças e mais a frente algo me fez gelar até a alma. Era eu... Eu estava acompanhando aquelas crianças... Eu. De roupas antigas, como uma dama da antiguidade... Como aquelas donzelas de contos infantis. As crianças dançavam ao meu redor e eu me divertia com aquilo. Era tão real que... Deus... Aquilo era um sonho? Aonde eu estava?

Notas finais
E a muriçoca soca soca soca soca... Gostaram? Espero que tenha valido a pena a demora do capeta muntado num unicórnio. Estamos indo, galera.. O que estão achando desse mistério todo da Santana? Vamos, me contem. Beijo no capô do fusca. Brigada aos que ainda estão por aqui. Obs: se quiser participar do grupo The Mafagafas, ainda será super bem vindo. Quanto mais gente melhor. Só me procurar ou uma de nossas revendedoras jequiti mais próxima de sua residencia. Obs: tem uma santinha que me manda mensagens no PV daqui e se não ta obtendo retorno não é porque eu não quero te responder, mas vc mesma me bloqueou. Se foi sem querer, desbloqueei que a gente bate aquele papo. Bjocas pra ti.