Notas iniciais
Heyyyy, mafagafos... To viva, grazadeus, como vão esses traseiros? Mais um cap de obsessiva e, espero que gostem. Peço desculpas pela demora, mas estou indo me graduar novamente, então, sabem o quanto isso é agoniante na minha pobre vida... Pobre mesmo, saporra. Quero deixar aqui um feliz aniversario para a senhorita Lana Lina (Lua). Cara... Se tiver alguem mais doce que essa menina, ces peguem e coloquem no café, porque a moça adoça a vida legal. Lua... Te amo demais. Você é alem de minha melhor amiga, é minha irmã e te amo demais. Dedico esse cap inteiramente a você. Te amo. Beijo também pra minha branquela, Dani Mara. Te amo, amor! E beijo pra todos esses lindos mafagafos que me aturam. Vocês são melhores que gelo nas costas... Beijocas... Curtam ai.

Como um dia tão lindo pode me trazer tantos tormentos?

Por que eu estava alí, parecendo alguém de séculos atrás quando eu estava bem aqui, me olhando?

Deve ser um sonho... Só isso pode explicar essa coisa louca que está acontecendo. Mas eu estava com Santana, não estava? Não me lembro de estar com sono ou ter dormido. Mas o que cargas d'água está acontecendo?

—Aqui, crianças. Esse pomar está repleto das mais deliciosas maçãs do reino. Andem, aproveitem, mas sejam rápidas- eu ou sei lá quem era aquela songamonga boazinha, falei ou falou com a molecada que me cercava onde as mesmas saíram gritando animadas na direção da árvore carregada de maçãs. Cheguei mais perto, pra observar melhor tomando cuidado pra que ninguém me visse ali e a coisa ficasse mais feia ainda. Olhando meu “clone" de perto, percebi que ela estava mais pra uma camponesa que princesa. Seu vestido era simples, mas bonito. Quem sabe trabalhava pra realeza? Mas acho que, sei lá, ela parecia feliz vendo aquelas crianças maltrapilhas se esbalderem naquelas frutas que pareciam ótimas... Cara, deu até fome agora... Ela estava sorrindo grandemente... Bom, pelo menos até agora.

—Peguei você, sua ladrazinha barata- um cara gordo, com uma cara de capivara me segurou pelo braço... Quer dizer, segurou ela pelo braço... Seja lá quem fosse a dita cuja... E a puxou com violência pra prendê-la melhor em si- Então é você que anda roubando de minhas maçãs?!

—Não, pare. Me solte, por favor. Eu não fiz nada de mal... Só queria alimentar aquelas crianças famintas. Há tantas maçãs ali que nem sentirá falta de algumas, apenas- ela apontou pras crianças que nesse meio tempo já tinham vazado de lá. Coitada, vai se lascar sozinha agora.

—De minhas maçãs cuido eu. Agora vai pagar por isso- ele a olhou da forma mais suja e nojenta do mundo, então a atirou no chão, pisando no seu vestido pra que ela não pudesse correr dali- Sabe qual é a punição pra roubo, não é, senhorita ladra? Sim, eu teria que cortar uma de suas lindas mãozinhas- o cara de capivara então começou a desatar o nó da sua calça com uma cara de pervertido asqueroso que me enojou- Só que, seria uma pena estragar alguém tão lindo... Então ao invés de cortar sua mão, vou dar algo melhor pra ela fazer- ele ia tirar a coisa murcha de dentro das calças sujas de esterco que fedia de longe e fazer algo de muito ruim pra minha cara metade lá...Essa seria a hora pra uma loucura de eu correr até lá e chutar a bunda daquela capivara até ele nunca mais conseguir defecar de novo? Que Deus me ajude!

—Hey... Largue ela, seu fedorento a bosta- pulei com tudo encima dele, mas sabe o que eu ganhei? Passei direto por ele como se fosse feito de vento e fui cair do outro lado, de mal jeito. Mas que droga...Doeu!- Mas que... — eu estava no chão, toda torta, vendo agora o cara pegar a mão da outra eu e tentar colocá-la na própria calça, porém ela, eu, pro inferno, acabou chutando o saco furado dele, depois correu. Ele gemeu de dor, mas correu atrás dela com um pedaço de madeira. A coitada como estava de vestido nem deu pra ir longe, acabou tropeçando e caindo no chão com tudo, se sujando inteira de lama.

—Agora você não tem pra onde ir- o capivara misturado com porco se aproximou como demônio em pessoa e mais uma vez pisou no vestido da pobre loira que parecia ter um azar pior que o meu. Talvez fosse minha parente mesmo. Esse azar é tão pesado que só sendo hereditário, só não sabia que vinha de tão longe. Isso é o que, Escócia? Espera... Eu sei falar escocês? Achei que era descendente de Franceses- Eu não ia te machucar, só iria me fazer um trabalho no feno e depois eu te soltaria em qualquer beco imundo. Mas, agora, mocinha... Usarei-te tão sem dó, que vais desejar por sua morte mais rápida- ele levantou então o pedaço de madeira pra acertar a loira, porém, vejam só... É um pássaro? Um avião? Uma barata voadora? Não... Um ser vestido todo de branco, branco mesmo que estava quase me cegando pela luz que refletiu , surgiu do nada e partiu a madeira do homem (sem trocadilho maldoso) como se fosse um palito de dente. Fiz careta com a luz, levantei e saí correndo até lá pra ver aquilo de perto. O homem havia caído no chão e a coitada da outra eu estava boquiaberta com a aparição bem avisada da tal pessoa, que eu percebi se tratar de uma garota. Ela tinha cabelos bem pretos soltos que davam até quase seu bumbum bem empinado (olha a safadeza, Brittany) e uma pele caramelada, que se acentuava do seu vestido que parecia ser feito de alvejante, por tão branco que era. Então a latina foi... Espera!

—Meu pai... Do céu. SANTANA LOPEZ!- eu praticamente caí dura ali, olhando pra pintura daquela safada numa versão mais feminina e mais linda ainda dela, parada bem ali...( Isso é possível, meu Deus?) olhando pro cara de capivara no chão, da maneira mais tranquila do mundo.

—Você está bem, senhorita?- ela perguntou a loira que parecia mais besta que eu, porém acho que a mesma estava maravilhada com a visão da latina. Acho que se um anjo não for que nem nas pinturas da caneca da minha mãe, eles devem se parecer com Santana dessa forma- Senhorita?

—E-Estou bem... Sim... Eu... — a loira se atrapalhou toda, ganhando um sorriso aberto da morena. Gente... Era o mais lindo de todos. Chegou a fazer o dia ficar mais brilhante. Será que o Sol também se encantou por seu sorriso e passou a brilhar mais? Estendeu a mão e ajudou a garota a levantar... Agora que a vi mais de perto, ela aparentava a mim quando eu tinha uns 18 anos. Meu corpo era legal assim... Que vontade de voltar no tempo agora e continuar tendo esse traseiro durinho- Está trêmula. Passa bem?

—Receio por ele me fazer mal.

—Quem? Esse camponês amigável?- ela virou pra ele, que se levantou rápido e foi na direção das duas com muita raiva.

—Quem você pensa que é pra me atrapalhar assim?

—Fique ai- a latina pediu, paciente- Por favor.

—Ora, sua medíocre. Ninguém me manda ficar.

—Cuidado!

—Não se mova- a morena pediu mais uma vez, olhando agora diretamente nos olhos do cara de capivara, que os arregalou, congelado. Algo não permitiu que ele se movesse- Por favor, peça desculpas a moça e a deixe ir.

—Mas ela me roubou.

—Dê aos pobres que Deus lhe dará em dobro, caro irmão. Ela fez por uma causa justa. Por que tens tanto de suas frutas... E tantas outras nesse vasto terreno e não queres dividir com nenhum necessitado? Seu irmão de espírito?

—Não posso alimentar o mundo.

—Mas podes tentar alimentar uma das criatura de Deus... Vosso pai- o homem ficou pensativo.

—Tudo bem, peço-lhe sinceras desculpas, senhorita. Podes ir... Mas não queira pisar novamente em meu terreno. Não serei tão cordial da próxima vez. Passais bem, as duas- deu as costas e saiu, mancando.

—Como você conseguiu isso? Ele quase me mata- a loira tentou limpar o vestido, mas acabou desistindo, bufando zangada- Eu tinha acabado de ganhar esse vestido.

—Sou uma mulher de Deus... Ele me dá os instrumentos certos- a latina sorriu, e dava pra perceber que olhava bem dentro dos olhos da branquela, que parecia se desconcertada por isso. Essa Santana era bem diferente mesmo- Vai sair quando lavar.

—Minha mãe vai me matar.

—Não vai, não. Tenhas fé.

—Você é engraçada... E estranha, não sei. De onde veio?

—De onde os olhos não podem alcançar... Só o coração.

—França?- a latina soltou uma risada que fez meu coração palpitar por tão fofa. Céus, será se a Santana da minha realidade ri assim? A outra eu fez uma expressão engraçada- Como você se chama?

—Bem... Em sua língua, pronuncia-se: Santana.

—Que diferente! E seu sobrenome?

—Não preciso de um.

—É ainda mais estranha com o passar dos minutos.

—Depende de quem está vendo- a loira franziu o cenho. Então aquela era mesmo Santana? Isso só pode ser um sonho.

—Agradeço pela ajuda, Santana. Não sei o que seria de mim se você não aparecesse.

—Fique longe de confusão... Você dá muito trabalho.

—Luto por ideais de um mundo igual para todos.

—Isso pode matar-lhe.

—Eu sei... Mas pelo menos minhas próximas gerações não passarão fome ou se prostrarão na frente de um igual que se acha melhor.

—Acho linda sua determinação... Mas é suicida.

—Não és uma mulher de Deus? Vamos, tenhas fé!- disse brincalhona, colocando a mão na cintura- Vejas bem quem fala... A estranha que aparece do nada pra salvar uma ladra.

—Todos são iguais aos olhos de Deus... A ajuda vem em igual.

—Fala como se o conhecesse.

—Sou uma simples porta voz, senhorita... Bem, não disseste vosso nome.

—Não falo meu nome para estranhos, senhorita.

—Eu vos disses o meu.

—Mas se pode confiar a mim vossa santidade.

—Tenho cá minhas duvidas, mas... Espere... Aonda vais?

—Pra casa... Tenho a quem alimentar- a morena pareceu triste com a possibilidade da outra ir.

—Tem uma cesta atrás da árvore. Leve algumas frutas pra alimentar sua mãe e irmãos... Podes vender algumas pra arrecadar algumas moedas.

—Como sabe que tenho mãe e irmãos apenas?- a outra lhe olhou intrigada e ela apenas sorriu lindamente.

—Me foi revelado por um pequeno pássaro azul.

—Tudo bem... Essa prosa está já por me assustar- foi até a cesta que incrivelmente já estava cheia de maçãs, pegou com um pouco de dificuldade e andou alguns metros, porém, virou-se para a estranha salvadora que ainda lhe observava tranquilamente- Brittany.

—O que disses?- a latina parecia ter se perdido e retomou agora a consciência.

—Meu nome... Brittany. Nos veremos novamente?

—Basta um fechar de seus lindos olhos- a loira abriu um sorriso envergonhado e confirmou com a cabeça.

—Até mais ver, estranha- acenou de longe e sumiu por entre as árvores.

—Até mais ver... Meu anjo... Doce anjo Brittany.

—Que viagem!- eu disse mais atrás, pasma por tudo que meus olhos agora haviam captado. Tudo isso pareceu tão louco... Tão... Deus do céu!- Isso é perturbador!

—Não devia estar aqui. É perigoso!

—Como?- peguei um susto que me gelou a alma, virando-me até a latina que ainda estava observando para onde a outra loira tinha ido. Ela estaria falando comigo? Impossível!

—Não pode estar aqui. Eles podem ver você.

—Eles quem?- questionei, me aproximando. Ela me ignorou ainda sem sequer se virar- Eles quem? Por favor, me diga.

—A escuridão- senti por todo meu corpo, hã, espectral, se arrepiar. Era como se tudo que fosse feliz em minha vida tivesse me abandonado só restando o medo... O pavor. Meu corpo inteiro estava paralisado e eu nem sabia porque tanto medo.

—I-Isso tudo é...- parei um instante, tomando fôlego- É real?

—Fique longe- ela passou a andar e logo corri atrás, tentando segurar sua mão, mesmo que a minha atravessasse por ela ,porém, pra minha surpresa, foi firme o toque. Ela parou e me olhou. Em seu olhar eu puder ver medo... Totalmente diferente do olhar alegre que vi há pouco com a outra Brittany- Fique longe daqui, por favor.

—O que tem aqui que você não quer que eu veja?- Santana pareceu avistar algo mais atrás, o que a inquietou. Segurou em meus dois braços com uma força a mais, o que senti começar a arder o local-Santana?

—Volte agora, senhorita. E não deixe que eles a veja.

—Como? Eles quem?

—As sombras- ela procurava algo em nosso redor.

—Dá pra ser mais específica?

—Agora! Vá agora... E não volte mais.

—E eu achando que você era a Santana legal- me emburrei e senti que o ardor em meus braços só aumentava. Quando olhei para os mesmos, estavam desfocando... Como se tivesse apagando-Mas o que...?- eu estava apagando como um desenho rejeitado. Santana a minha frente então olhou para o céu e depois pra mim, deixou um sorriso tenro e seu corpo ganhou uma luminosidade irreal. Era como se algo no céu tivesse focado-a com um olofote de intensidade de uma bomba atômica. Ela deu as costas pra mim e algo enorme tomou minha vista... Era branco e largo... Pareciam... — O que está acontecendo comigo?- senti meus pés formigarem e logo vi o verde da grama me envolvendo... E , por fim, apaguei naquele infinito de cor esperança.

—Senhorita?- senti meu rosto ser acariciado e funguei, sentindo minha cabeça rodar- Fale comigo, por favor. Meu anjo...

—San...

—Grandes céus... Você está bem?- abri aos poucos os olhos... Santana me encarava com aquele olhar de infinitas preocupações... O que entregava enfim seu lado mais humano e que se importa- Não devia ter feito isso. Eu disse pra não fazer.

—Eu... Minha cabeça. Não grite- tentei me firmar no chão, mas vacilei. Santana me amparou nos seus braços e me colocou no colo. Pude sentir seu coração acelerar comigo assim... Seu colo exposto parecia cada vez mais quente e convidativo...porém, eu nao consegui raciocinar sobre nada depois daquela experiência estranha em não sei aonde- San... Eu vi você... Linda... Como um... Como um...

—Shiii, descanse- nos encaramos por um instante, onde os olhos negros e sempre imparciais pareciam agora tristes.

—Você era um anjo- senti que seu coração errou algumas compassadas- Eu vi suas asas... Linda e...

Dai em diante tudo ficou escuro... Assim como os olhos do meu anjo negro.

*----*

—Não pode estar aqui. Eles podem ver você.

—Eles quem?- questionei, me aproximando. Ela me ignorou ainda sem sequer se virar- Eles quem? Por favor, me diga.

—A escuridão!

Aquela luz forte tomou minha vista novamente o que me fez levantar sobressaltada. Devo ter gritado muito alto, porque a pobre da minha mãe chegou correndo feito um foguete no meu quarto e logo estava me abraçando, e depositando vários beijos por minha cabeça. Como quando eu era criança e tinha pesadelos.

—Shiii... Estou aqui, meu amor. É a mamãe... Estou com você.

—Mamãe?- abri os olhos e minha linda e preocupada mãe estava lá, com seus olhões azuis tenros me encarando em avalia.

—Oi, filha. Tudo bem... Relaxe... Foi só um pesadelo- ela olhou ao redor e notou a bagunça que estava por minha cama e por perto, onde haviam algumas coisas pelo chão- Um dos grandes, pelo visto. O que houve, Susan?

—Eu... — fiquei uns instantes observando a zona em que eu estava no meio e tudo veio na minha cabeça novamente ... Aquele momento incrível com Santana.

—Você me deixa louca, senhorita Pierce...Completamente fora de mim- passou a lingua lentamente por minha barriga, rodeando em seguida um de meus mamilos ouriçados, ficando ali por um bom tempo. Eu agarrei sua cabeça e puxei forte seu cabelo, fazendo-a me beijar...

E ela me atendeu... Esfregava cada vez mais forte o polegar em meu montinho de nervos, e agora meus gemidos e gritinhos estavam casa vez mais fortes e altos.

—Brittany?!

—Oi?- saí de meus devaneios (bem excitantes por sinal) onde eu já mordia os lábios ao lembrar da sensação gostosa... A melhor que já tive... Onde Santana me mostrou que pode me deixar pior com seus efeitos. E falar nisso... Cadê ela?

—Filha, você está estranha... Vou ligar pra seu pai.

—O que? Não... Nada de papai- ele estragaria minha estadia em NY. Sim, mesmo depois de tudo que está acontecendo, não pretendo sair daqui tão cedo. Quando que eu iria ter uma oportunidade melhor que aquela na Memphis?- Está tudo bem, mamãe. Acho que é minha enxaqueca voltando a apertar- ela olhou pra mim desconfiada, mas acabou cedendo.

—Tudo bem... Vou lhe fazer um chá que aprendi ontem e que é ótimo pra isso.

—Tudo bem... Mamãe, espera!

—Sim?

—Como eu cheguei em casa?- tinha que tirar isso a limpo.

—Oras como... Você veio com o menino Sam.

—Pera... Como? Com o Sam, mas...

—Sim... Você veio com ele. Foi um fofo ficando aqui até que você dormisse. Não saiu um instante de perto da sua cama. Ah, inclusive ele que me ensinou um chá bom pra quando você acordasse com dor de cabeça e... — mamãe ficou lá, dizendo um zilhão de coisas sobre como Sam era maravilhoso enquanto minha cabeça estava dando um nó gigantesco. Eu não estava com a Santana antes de tudo? Não me lembro de ter voltado e visto o Sam depois que encontrei Santana. Espera... Espera... Alguém pode me explicar que droga de confusão é essa?

Caí de costas no colchão bufando de raiva e ali mesmo adormeci. Depois de toda aquela confusão que eu sequer sabia se era real, estava extremamente cansada.

@∆@

Acordei por volta do meio dia. Minha cabeça ainda doía, mas não estava tão arisca quanto na madrugada. Realmente o chá que o “Sam" ensinou a minha mãe era milagroso. Bem... Isso eu ainda descobriria como ele fora me deixar em casa.

Levantei de minha cama, percebendo estar de roupas intimas, apenas. Também não lembro de tê-las trocado. Deixei isso de lado e fui para o banheiro. Fiz minha higiene matinal e tomei um banho demorado... Do tipo bem demorado mesmo. Quase uma hora e eu estava enrugando debaixo d'agua. Saí de lá com pelo menos 60% das minhas forças recuperadas e então desci pra tomar café quando era hora de almoçar. Mamãe estava assistindo algo na cozinha... Parecia novela. Fui até ela... Dei-lhe um beijo rápido na testa e fui ate a geladeira atrás de algo que nao piorasse o embrulho no meu estômago. Porque, nossa... Parecia que eu tinha entornado todas ontem à noite.

—Mãe, tem café ai?- ela apontou para a garrafa e pra lá fui me servir. Mamãe era uma das poucas pessoas que conheço que gostava dela mesmo coar o café. Dizia achar melhor o gosto assim. Fiz um sanduíche de frango e queijo acompanhado só do café puro mesmo e me sentei ao lado da mamãe à mesa de granito que ficava bem no meio da cozinha. Estava presa em pensamentos quando uma notícia me perturbou- Aumenta o volume, mãe!- mamãe fez o que pedi e meu queixo arrebentou bem ali.

“A estudante Marissa Swan estava desaparecida desde um baile de máscaras dado pela escola centenária de Nova York, Memphs Academy, onde foi palco também de um cruel assassinato onde o corpo da adolescente fora encontrado mutilado, sem roupas, com muitos sinais de tortura e terror há uma hora, dentro de uma lixeira no central Park. Os pais da vítima estão em choque e não puderam ainda prestar depoimento no departamento de polícia. Ainda não se tem notícias do assassino ou do que levou o mesmo a efetuar o crime, mas os policiais estão...".

—Minha nossa senhora! Eu não estou acreditando!

—Pobrezinha! Que monstro faria isso?- mamãe levou a mão a boca e ameaçava chorar. Ela era muito frágil pra essas coisas. Eu estava pasma do outro lado.

—Pobre Marissa!

—Você a conhecia?

—Sim, era minha aluna.

—Oh querida, sinto muito- minha mãe veio até mim e me deu um abraço apertado e reconfortante, que me deixou mais tranquila, porém eu me sentia triste e ao mesmo tempo pasma pela morte daquela garota. Certo que ela não era uma santa, mas não merecia um fim tão macabro. Foi uma das que perturbava Marley no colégio. Lembro até de um dia que peguei ela e algumas outras líderes de torcida atazanando a coitada.

"-Hey, quatro olhos!- Quinn empurrou Marley contra os armários, onde a pobre garota acabou derrubando as coisas que trazia consigo- A gente veio aqui te agradecer pela advertência que tomamos do diretor por sua miserável causa.

—O que vocês vão fazer co-comigo?- Marley perguntou assustada.

— O que vocês vão fazer co-comigo?- Marissa imitou com zombaria pela gagueira de Marley- 'Ta saindo com a Santana Lopez, né?

—Ela é só uma amiga.

—Amiga?- Marissa se aproximou nervosa de Marley e era como se eu visse ela estapeando a coitada. Me preparei pra intervir caso acontecesse- Santana Lopez nunca será amiga de uma perdedora como você. Toda estranha e sem sal- tomou os óculos de Marley e enfiou por dentro de seu casaco- Aqui, seu lixo de saias horrorosas- apontou para Marley com aquela unha vermelha demais pra sua idade- Você pode andar com um de nós, mas nunca sera uma de nós. Fique longe da San.

—Ela não gosta de vocês- Marley foi corajosa em rebater, apesar de parecer querer chorar- Não prestam para ela.

—Como é? Repete, idiota!- Marissa estava prestes a estapear mesmo Marley e eu já tinha posto um pé pra frente para intervir, mas Santana foi mais rápida. Tanto, que ninguém nem viu a hora que chegou.

—Vocês são fúteis... Oferecidas. E não se importam com ninguém, a não ser com vocês mesmas- ela se colocou na frente de Marley e pegou os óculos dela que estavam caídos no chão agora, colocando-os de volta em seu rosto. As líderes encaravam tudo com certo desgosto no olhar- Vocês atacam a Marley porque têm inveja dela e do que ela pode se tornar.

—Espera... Você foi longe demais com isso, San. Nós...

—O que? Não é como vocês não tivessem mais nada o que fazer. Deveriam ao invés de ficar importunando uma garota que tem futuro na vida, irem procurar um pra vocês na biblioteca. Sei que atrás de arquibancada com algum jogador tarado não é lá algo de melhor a se fazer- ai... Doeu em mim. Santana é calada... Mas quando abre a boca... -Não vou negar... Vocês são lindas, todas vocês. Bem gostosas, por sinal- Santana as olhou de cima abaixo e percebi que as líderes, principalmente Quinn e Marissa se encheram de si- Mas não têm conteúdo algum... Como um frasco vazio.

—Claro que temos conteúdo. Somos líderes de torcida- Marissa fez pose e Quinn completou.

—Nós mandamos nisso tudo.

—E quando acabar o ensino médio? Não terão 17 pra sempre- Santana fez aquele gesto que tanto odeio de dar os ombros- Não atinjam quem sequer liga pra seu mundo.

—Mas e quanto a você?

—Eu não estou aqui... Ela está- apontou para Marley- E digo a todas, espero que avisem seus colegas jogadorem, que se tocarem em Marley, estarão tocando em mim. E não vão querer me tocar... — as olhou sombriamente- Eu odeio que me toquem.

—Isso não vai ficar assim- Quinn bateu o pé e saiu, irada. Marissa ia segui-la, porém parou e voltou até Santana.

—San, e aquela vez...

—Vem, Marissa... Temos torcida agora. Sue nos mata se faltarmos- uma outra líder, Linn, saiu arrastando a amiga, que parecia chateada.

—Precisa aprender a se defender. Nem sempre estarei aqui- disse séria, numa postura até dura.

—Sinto muito, eu travo.

—Pessoas fracas não sobrevivem a isso, você sabe.

—Desculpa, San. Elas são cruéis.

—Não... São adolescente mimadas precisando de um bom corretivo. Um dia te mostro o que é cruel — Marley pareceu assustada com as palavras da “amiga"- Não fique assim... Não gosto que chore. Isso não nos serve.

—Desculpa.

—Tudo bem- Marley então abraçou o braço esquerdo da latina, que respirou fundo e sairam de lá, me deixando mais confusa que já sou de normal."

—Brittany?- minha mãe atirou um pano de prato na minha cabeça que me assustou e quase Caio da cadeira.

—Credo, mãe, quer me enfartar?

—Teu celular, menina... Faz tempo que vibra ai encima e você está ai, pra entrar mosca na boca. Achei que seu pai tinha acertado na sua criaçao. Mas voltou de lá meio retardada- fiz cara feia para ela, que saiu rindo de mim. Atendi o telefone nervosa... Era a quinta ligação de Sugar.

—Oi, Su.

—Loira... Viu o jornal hoje?

—Se estiver falando da morte da Marissa Swan, sim. Como foi isso?

—Não sei... Só que está o maior bafão pela cidade inteira. Mais falado do que o padre lelé que quis voar em balões de gás hélio no Brasil. Trouxa! Nem se fossem camisinha de gás hélio... Porque tem umas pra negões que segura até tiro de fuzil.

—Sugar... Mais respeito pelos mortos!

—Foi mal! Que Deus tenha o pobre padre e a patricinha morta- suspirei assustada com a morte da jovem- Sei que isso não tem nada a ver com a conversa, mas que horas você saiu da festa? Não te vi sair.

—Pior que eu nem lembro, Su. Acordei com uma puta dor de cabeça e mamãe me disse que Sam me trouxe de madrugada.

—Antes ou depois da Kayla aparecer aqui e fazer o maior barraco?

—Como?- agora danou-se.

—A ex do Sam, aquela rodada da vida, rodou literalmente a baiana no meio da festa e o Sam ao invés de matar ela com uma guitarra, que nem eu tentei com a Rachel mas os seguranças me impediram, ele segurou ela pela asa e saiu arrastando escola à fora. Soube que foi embora com ela e depois não vi mais ele. E acho que não era meia noite- paralisei ali... Minha mãe não era louca... Pelo menos eu achava que não... Como o Sam veio aqui se foi embora com a ex? Isso esta estranho- Hey, Pirulitona... Dormiu em pé?

—Desculpa, Sugar. Estava pensando... Você viu quando a Santana foi embora?

—Bem, sim... Ela sumiu até umas três da manhã depois voltou, falou com Lalo e foi embora. Parecia nervosa... A vi chutar uma lata de lixo quando saiu. Algo parecia tê-la chateado.

—Tudo bem... Obrigada, Su... E, ah, vamos depois falar desse fator Rachel Berry.

Tu tu tu tu tu

O que? Ela desligou na minha cara? Ahhhh... Aí tem, Sugar Motta. Depois cuido de ti.

—Mãe... Que horas o Sam veio me deixar?

—Acho que eram umas duas, filha. Saiu daqui perto das três.

Bingo!

Agora é ela que encabeça minha lista de problemas a apagar... Santana Lopez.

:(

Por que não ligar? Mandar um email? Esperar chegar segunda feira? Oras... Porque eu sou Brittany S. Pierce! Prefiro o difícil e adoro me estrepar por isso. Isso me faz uma valente? Não, mas uma bela idiota.

—Obrigada- entreguei algumas notas ao taxista e pedi que me permitissem a entrada no casarão Lopez. O porteiro me mediu de cima àbaixo e mesmo eu dizendo que era professora de Santana e Lauro, ele disse que teria de falar com os patrões para me deixar entrar. Se tivesse uma pedra perto... 15 minutos depois.

—Você pode entrar... A senhorita Santana a aguarda na piscina.

—Obrigada- ótimo! Aproveito e afogo ela lá mesmo.

Parece que eu demoraria um século pra chegar até a casa. Um segurança veio me buscar num carrinho muito sofisticado. E ao avistar a grande casa dos Lopez, meu queixo veio a baixo. Ser político rende mesmo, hein!

Na porta, uma mulher enorme abriu a porta. Tomei um puta susto e quase saio correndo... Ela parecia uma múmia de tão velha... E a cara? Parecia uma capivara empalhada. (Reparou que tenho fissura por capivaras? Deve ser porque, quando criança, meu pai me levou ao Brasil uma vez e uma correu atrás de mim e mordeu meu traseiro).

—Levarei você até a senhorita Lopez!

—Tudo bem... Leva quantos dias pra atravessar essa sala?- brinquei, mas ela nem moveu um fio de cabelo de seu bigode branco pra imitar uma emoção humana de sorrir. Só me olhou de canto e eu a segui, admirando tudo que eu via pela frente. Se era grande por fora e por dentro?

—Ela esta ali- me apontou a piscina e para lá fui. A próxima visão que tive quase me fez cair de cara no chão... E não, não foi só a linda paisagem mais atrás, do grande jardim... Mas de Santana saindo lentamente das aguas estupidamente claras da piscina, como em um filme em slowmotion, onde ela emergiu dali, de cabelos soltos e um biquíni que marcava perfeitamente seus seios maravilhosos e um short curto de banho, preto. Ela me avistou, passando a mão no pescoço da maneira mais sexy do mundo, caminhando como uma cobra sinuosa prestes a me dar o bote. Seus olhos estreitaram e sua boca gostosa se alinhou em um sorriso diabolico e malicioso.

—Senhorita Pierce...Bem vinda a meu mundo!

Será que eu fiz o certo mesmo vindo aqui?

Notas finais
Estou desesperadas por opiniões. Deixem suas lindas palavras naquela caixinha que diz...nao lembro agora, só sei que é pra comentar... E vão deixar esse ser humano com problemas mentais feliz Bj e me desejem boa sorte em mais essa batalha.