Notas iniciais
Hey mafagafos lindos do meu core... Como vão essas bundas gostosas? Bem, estou de volta e vim com esse cap quebra galho procês não ficarem sem um por muito tempo. Motivo: o Chico Cunha me apertou sem me abraçar...fez uma visita e parece que me estrupou pelo estado que estão meus ossos. Kkkkkk acabei pegando chikungunya e to de molho por um tempo, sem conseguir mal deixar os braços muito tempo erguido porque meus pulsos estão rasgando de dor. Mas relaxem, to melhorando aos poucos. Fui escrevendo no pouco que eu tinha de coragem e aqui estou. To postando esse cap mais ou menos porque nao consegui fazer um melhor. Espero que pelo menos teja legalzinho . Recadinhos proces lá embaixo. Quero deixar meu enorme agradecimento a linda Unicorniana pela fofa recomendação à fic. Muito obrigada linda... Quando casar, o marido é nosso kkkkk brincadeira. Muchas gracias

Às vezes eu me achava uma completa topeira... Mas na maioria, eu tinha era a mais completa certeza de que era uma enorme topeira loira.

—Então, vejamos, a senhorita migrou metade da cidade para vir até minha casa, para ficar aí parada, me encarando?- Santana comentou, colocando a mão no queixo ao empregar com sarcasmo aquelas palavras- É realmente interessante vindo de alguém que me quer longe.

—Vim acertar as contas!- disse acordando de meu transe mediúnico ao encarar seu corpo quase desnudo.

—Estou ao seu dispor, jovem dama- fez um gesto cordial para mim, se inclinando para frente, depois me olhou com um sorrisinho dos mais cínicos de todos. Bufei, ela piscou pra mim, indo até uma mesinha ao lado de uma espreguiçadeira para pegar sua bebida que parecia estupidamente gelada- Aceita uma bebida? Pretendo dispor da visita.

—Não, obrigada. E não vim fazer visita.

—Ah não?

—Não. Vim porque quero respostas.

—E acha que eu as tenho, senhorita Pierce?

—Por favor, me chame por meu nome. Brittany... Já disse que pode me chamar assim... Brittany... Meu nome.

Não estamos no colégio- ela crispou os lábios, olhando diretamente para seu copo.

—Isso seria uma sacrilégio.

—Você não cansa de ser estranha?

—Não cansa de ser gostosa? Podemos trocar- piscou marota pra mim e eu me inquietei. Deu vontade de afogá-la naquela piscina- Vamos, queira sentar-se. O Sol está castigante demais hoje para estar debaixo dele sem nada lhe refrescando.

—Já disse que não estou aqui de visita!- disse ríspida. Ela arqueou uma sobrancelha.

—Uau, parece que a rosa hoje dispõe de seus espinhos para mim. O que te aflinge, querido anjo?

—Serei direta porque quero sair o quanto antes daqui, esse lugar me dá arrepios- abracei o corpo, sentindo a espinha gelar.

—Arrepios? Mas eu mal encostei em você- lhe enviei uma olhada mortal e Santana ergueu as mãos- OK, perdoe-me. Só quis descontrair- respirei fundo. Não estava me agradando nada de estar naquele lugar. Não sei, algo aqui me trazia um mau presságio, um sentimento de angústia. Olhei ao redor... Nessa área o casarão parecia maior. Uma arquitetura muito antiga, eu presumia. Os pilares mantiveram-se firmes e creio eu que recentemente fizeram reformas... As pinturas e algumas partes da estrutura pareciam recentes por tão vivas. O lugar inteiro era como um palácio real de séculos atrás. Daqueles que ostentavam belos e brilhantes bailes de gala, reuniões de políticos importantes para época ou até mesmo reis! E romances? Céus, o grande jardim que daqui se avistava poderia ser um maravilhoso cenário de uma noite de amor. Entretanto, apesar do intenso vislumbre literário pelo lugar, isso não o deixava menos sinistro. Algo me dizia que ali também fora palco de tristezas absolutas e até trágicas.

—Essa casa tem quase 700 anos. Fora um grande primórdio para a arquitetura na época. Meus antepassados não ficaram satisfeitos com a primeira construção e demoliram tudo. Disseram que não estava “Real" e “poderosa" o suficiente. Usaram cinco mil pessoas para reconstruí-la, e como eles eram contra a escravidão, pagaram cada pessoa que aqui trabalhou- esbocei um grande Uau, apesar de não entender o por quê de ela estar me contando aquilo- Depois de refeita, foi dado um grande baile no salão principal que fica na ala leste aqui. Soube por minha avó de que a anfitriã, a herdeira de tudo isso, abriu espaço na festa para pessoas de pouco custo também. Vamos colocar como naquela época, “pobres esfarrapados”, isso. E ela fora duramente criticada pelas grandes elites, mas não se importou... Mandou um grande Foda-se para todos.

E eles até quiseram expurgá-la de sua sociedade, de sua classe, mas sabiam que ela tinha dinheiro demais, até mais que eles, para que fizessem isso- despejou agora um pouco de wisky no copo e tomou um gole, tudo com um sorrisinho de deboche- Entre eles estava Joseph, um simples marceneiro que a anfitriã teve prazer de convidar pois fora ele, o talentoso homem, quem fez toda mobília da casa, que muito a deixou satisfeita pela beleza das peças. Cada detalhe, cada simples risco que ele fez em seus móveis- mais um gole da bebida descia por sua garganta. Fiquei pasma dos pais daquela garota não se preocupar por ela beber tanto.

—É uma bela história, Santana, mas, quero de verdade saber algo de você e ...

—Tenho certeza que a história lhe chamará atenção, senhorita Pierce, então exercitaremos agora uma bela virtude humana chamada: Paciência. Relaxe, suas questões serão esclarecidas ao término de meu conto- OK, uma garota de 17 anos está me mandando ter paciência. Esse mundo realmente está perdido- Posso continuar?

—À vontade.

—Não prefere sentar enquanto isso?

—Estou bem aqui, obrigada.

—OK, como queira- não me levem mal. Eu realmente queria ficar mais à vontade, realmente queria um descanso e relaxamento devido a intensa ressaca que estou no momento, mas não aqui... Não com ela. Santana me inspira a tantas coisas ruins da carne que me deixa zonza só de olhar para ela, pro seu corpo perfeito, sinuoso e... Respirei fundo, querendo sugar o complexo inteiro de ar do universo para os pulmões.

—C-Continue- Santana sorriu de soslaio... Eu estava começando a desconfiar que ela adivinhava meus pensamentos... Minhas lutas internas em relação a ela e se divertia com isso. Ah, Santana Lopez, eu juro que vou desvendar você e usar tudo para lhe fazer pagar o que me faz sentir de agonia. Juro que vou- Falava de um marceneiro Joseph, não é?

—Sim, ele não era muito conhecido. A maioria dos marceneiros da época a serviço das elites eram de pura estirpe, treinados e criados só pra isso enquando Joseph era de família simples, que aprendeu o ofício com o pai, morto na guerra quando fora obrigado a lutar nela. Joseph cuidou de sua mãe e mais 8 irmãos apenas como marceneiro e realmente tinha o dom para isso. Suas obras eram tão incríveis que faziam o coração frio da saudosa anfitriã aquecer por um segundo ao vê-las- ela dizia isso com uma propriedade que dava realidade, vida a história. Incrível como uma pessoa tão calada, fechada, quando fala algo tem esse efeito impactante como ela.

—Tem talento para contar histórias.

—Está no sangue- sorri com a careta de desagrado que ela fez- Uns tem a habilidade se encantar... Eu conto histórias.

—Pode encantar assim também- nos olhamos por intensos segundos. Aquele momento que a gente se conectava do nada e eu acabava toda avessa por isso. Limpei a garganta, fazendo um gesto com a mão que era para ela continuar.

—Joseph se tornou uma peça importante para a jovem anfitriã pois acabou transformando sua casa emfim em um lar que a tirasse de suas sombras passadas...que a fizesse lembrar que já fora um ser importante... De encanto... De luz... Que levava a felicidade as pessoas. Não aquilo obscuro que havia se tornado desde sua desilusão terrena- desilusão terrena? Santana tem um jogo de palavras que nem eu como professora de literatura consigo compreender. Mas sigo tentando. Um dia ganho um nobel da paz por esse feito- No dia do grande baile, Joseph trouxe para a casa sua família. Ele tinha uma linda esposa de nome Grettel, dois filhos pequenos, gêmeos, meninos bem travessos e uma encantadora filha que beirava sua fase adulta. Seu nome era Eleonor- esse nome me causou um intenso arrepio- Foram recebidos como convidados especiais na casa e, quando a anfitriã desceu pra vê-los, acabou marcando sua vida inteira com um simples olhar... O seu cruzado ao dos lindos olhos azuis de Eleonor. Joseph realmente tinha capacidade de mexer com o coração da jovem anfitriã, até mesmo com a própria filha, que era a pintura de uma importante parte do passado de sua patroa- um longo e reflexivo gole fora dado por ela agora- Momento da dança... Vários pares formaram-se e muitos convites para dançar foram feitos para a dona da festa, porém ela recusou todos e se retirou para o jardim. Aquele bem ali- apontou para o extenso jardim mais ao fundo- Está vendo aquela cúlpula? Foi ali que ela se refugiou de todos. Ela sim ficava tranquila com a felicidade dos outros, mas não gostava de folia, sempre perdia-se em pensamentos ao observar os efeitos da Lua nas flores do seu jardim. Era a “dança das Rosas apaixonadas" pois a brisa fazia parecer que as flores se abraçavam.

—Que fofo!

—Foi o que Eleonor disse ao notar a patroa do pai sorrindo ao ver isso- sua bebida acabou no copo... Mais álcool ela levava para dentro de seu corpo delicado, mas forte. Aquela parte da história me tocou- Eleonor seguiu a anfitriã... Foi agradecer o que a mesma havia feito a seu pai, pois a família há tempos vinha passando necessidade. A mais velha lhe enviou um sorriso simpático, então Eleonor a agradeceu em um abraço. Abraço esse que esquentou ambos os corações, mas o da anfitriã foi mais forte... Porque o fez renascer. Tão forte o efeito que as duas trocaram um beijo apaixonado sem ao menos se conhecerem melhor. Foi espontâneo... Tanto que com o limiar dos dias, se tornou uma linda e encantadora história de amor.

—Nossa, que lindo. É de verdade bela a história- expus encantada. Nunca tinha ouvido algo do Tipo. E não é só porque é homoafetiva que perde a beleza do amor retratado ali.

—Quem dera fosse tão lindo como pinta.

—Como assim?

—Nem tudo tem seu final feliz- virou o copo inteiro de wisky na boca, limpando-a depois com a palma da mão em um olhar imerso em amargura- Alguém acabou vendo-as juntas e isso veio a público. As duas foram perseguidas... Tentaram prender minha ancestral, mas ela deu uma forma de escapar com Eleonor, seu amor. Porém foram traídas pelo próprio Joseph... A quem ela tanto tinha apresso. Ele abominava a união... Aquilo, aquele amor entre iguais era tido como asqueroso. Mas era tão bom... Deus sabe como é bom amar tanto e ser correspondido de igual forma, pois as duas se amavam por vidas... E mesmo separadas por tragédias, a vida deu um jeito de uni-las. Porém nem tudo que reluz é ouro. Uma emboscada foi feita para elas... Eleonor foi capturada... A anfitriã se entregou para que a liberassem mas só usaram isso de má fé. Chegou a oferecer dinheiro a todos, mas os mesmos só queriam vingança. Ambas foram queimadas, juntas, arderam lado a lado em uma fogueira. Assim como arderam de amor uma nos braços da outra.

—Que trágico. Uma bela história... Triste...Mas não deixa de ser bela- senti um ardor no coração por aquilo que não pude explicar o por quê. Era só uma história trágica, como Romeu e Julieta- Por que me contou isso?

—Parecia algo que você se interessaria em ouvir, levando o fato de que notei sua intriga pela casa. Dizem que as flores murcharam quando as amantes foram mortas e até mesmo a casa, antes vibrante, passou a ter essa aparência de tristeza.

—Triste isso, mas em que me é interessante?

—Eleonor também era uma Pierce... Como você.

—O que?- indaguei, espantada.

—Foi o que ouviu. Joseph Pierce pode ser seu ancestral.

—Isso só pode ser brincadeira sua. Não teve graça, Santana.

—Não é brincadeira. Eleonor Pierce, se apaixonou por minha ancestral. Pode perguntar a minha avó, se quiser. Deve ter algo do tipo na biblioteca, sinta-se à vontade para procurar.

—E como chamava sua ancestral?

—Isso eu não sei te responder. Dizem que sua identidade foi perdida com o tempo e ela só não caiu no esquecimento porque meu falecido avô se interessou pela história e repassou para a família. Mas foi minha avó que me contou quando soube que eu gostava de garotas.

—Isso é insano.

—Destino, querida. Saudoso destino, não acha? Você aqui prova isso. Posso retribuir o favor de sua procura por mim- veio se aproximando perigosamente. Tratei logo de pará-la.

—O que aconteceu com a gente no baile da Memphs?- ela freou, franzindo o cenho.

—O que?

—O que realmente aconteceu naquele baile? Nós dançamos, transamos depois eu apaguei e alguém me levou pra casa fingindo ser o Sam ou foi você?

—Como é que é? Que ideia maluca é essa?- ela deu uma risadinha de deboche- Não aconteceu nada.

—Fala sério... Não estou maluca.

—Quem sabe pode estar? Eu não levei você para casa. Sim, nós dançamos, sim não transamos, mas você me deu um fora logo em seguida e voltou para o salão. Como sempre com seu egoísmo.

—Mentirosa!

—Por que eu mentiria?

—Porque você é uma completa incógnita, uma cafajeste e idiota. E vai dizer a verdade pra mim antes que eu perca as estribeiras e acabe com você- dei alguns cutucões em seu peito e ela me olhou séria, contrita. Santana me escondia algo sim... Tinha coisa errada- Vamos, me diga, o que você é? Por que eu sonhei aquilo?

—Aquilo o quê?

—Ora, você está secando minha paciência- dei dois socos em seus ombros e ela agarrou meus punhos, me puxando para si. Nos encaramos de perto... Seus olhos estavam cada vez mais escuros e podiam me sugar a qualquer momento. A tensão subiu as alturas entre nós e eu não sabia se era raiva ou excitação, mas eu queria quebrar aquela fingida.

—Santana? Filha?- ouvimos uma voz feminina próximo e me soltei de Santana, que já estava por esmagar meus braços. Eu realmente procuro a morte com essa garota. Não demorou muito e uma senhora latina muito elegante apareceu e se aproximou de nós- Filha, faz tempo que chamo por você. Seus tios estão aqui.

—Tudo bem, mãe. Eu subo rápido para me trocar- ela escondeu seu olhar de mim. Fiquei toda desconcertada com o olhar de sua mãe em minha direção.

—E essa adorável jovem, Santana. É sua namorada?

—Ah não... Não mesmo... Me desculpe, sou Brittany Pierce, professora de literatura de Santana, muito prazer, senhora Lopez- estendi a mão a ela que aceitou, com evidente intriga no olhar. Santana estava lá, montada na sua carranca de sempre, como se ignorasse agora minha presença. Nem pra me apresentar para sua mãe que estava achando tudo aquilo muito estranho. Só o que me faltava agora, uma mãe desconfiando que eu estou aliciando sua filha quando era o completo contrário.

—Igualmente. Espera...- ela refletiu por alguns segundos- Pierce, você disse?

—Sim... Brittany Pierce.

—Ah, claro, como não pude perceber, é a filha de Robert Pierce, não é?- confirmei com um gesto de cabeça e ela veio até mim e me abraçou- Minha nossa... Você está linda. Cada vez mais parecida com seu pai e sua mãe. Se tornou uma mulher encantadora.

—São seus olhos, senhora.

—Ora, mas me chame de Maribel, somos quase família. Seu pai é alguém de muito apresso aqui em casa- eu sorri fraco. A mãe de Santana era uma senhora muito simpática. Me lembrava isso em dona Maribel... Já o pai dela era um cafajeste de primeira até dormindo- Não sabia que era professora de minha menina. Algum problema na escola?

—Não, não, eu, bem... Só vim conversar com Santana sobre um projeto que estou desenvolvendo pro grupo de teatro que quero que ela participe. Percebi que ela leva jeito para a literatura... Pode ser ótima em dramatização — desde quando virei tão boa mentirosa? Eu vim foi pra arrancar as orelhas da sua filha com a pinça por me fazer de burra e ser tão gostosa.

—Isso é formidável! O que decidiu, San?- Maribel se mostrou empolgada com a ideia.

—Fiquei de responder em breve- ela respondeu em sua marra que amolece até um poste no meio da estrada. Esse Sol estava me fazendo mal ou seu corpo, seu jeito estava cada vez mais atraente? Droga...eu devia estar odiando ela agora, não querendo uma rodada de sexo dentro daquela piscina.

—Espero realmente que aceite. Minha filha é linda, mas não tem o hábito de socializar com as pessoas como seu irmão. Isso às vezes me preocupa.

—São coisas da idade... Fases da adolescência... Logo passa- eu a tranquilizei e ela me enviou um extenso sorriso.

—Fica com a gente para um jantar? Estamos comemorando um negócio fechado do pai de Santana.

—Não acho certo. É algo entre a família. Mas mesmo assim agradeço. E já vou indo.

—Que nada. Não aceito um não. Precisamos gozar de sua ilustre presença. Fale com ela, San.

—É, senhorita Pierce... Fique... Irá se surpreender- ergueu uma sobrancelha e sorriu de canto, provocativa. Filha da mãe... Pra que tanta sensualidade em uma frase? Você está adorando brincar comigo, não é?

—Bom, não acho que estou vestida adequadamente para a ocasião.

—Que nada, está absurdamente linda. Vamos, San, mostre o lugar pra ela. Estamos esperando no saguão- ela se retirou... Santana me deu as costas e foi beber. Pensando bem, quem sabe eu não possa jogar um pouco hoje também? Precisava desvendar esse mistério e estando aqui, seria uma bela oportunidade.

***

—Ah, oi, Nillo, sim, gato, eu estou com saudades também, você até que é bonzinho no oral e minha pepeca... Agradece o carinho, amém... o quê? Por que eu não retornei a ligação? Não é por nada não. Não, que é isso... Nunca que eu estaria te evitando, eu só estava ocupada. Fazendo o que? Nada demais... Só dando banho no meu peixe. Tenha uma boa noite, filhote de carrapato. Aprenda a ouvir um: é só sexo! Bye!- Sugar desligou o celular, sorrindo maldosa- Gente, como eu sou bandida. Devia fazer teste pra vilã da nova novela mexicana das oito.

—Sugar!

—Ai minha santa Cher, você quer me matar de susto, pirulitona? De onde você surgiu?- ela tinha a mão no peito, com uma cara de espanto por me ver- Agora deu pra botar do chão, cara de palmito?

—Vim falar com Santana sobre um projeto no colégio e a senhora Lopez acabou insistindo que eu ficasse e, bem, aqui estou. Fico feliz de pelo menos ter você aqui para eu me entreter.

—Digo o mesmo, pirulitona. Isso aqui me deixa mais entediada que um gordinho em palestra sobre salada- ela fez bico e se encostou a lareira.

—Algo em você está me intrigando, tampinha- imitei ela, me encostando na lareira, só que de braços cruzados. Sugar cerrou os olhos pra mim.

—Tampinha uma ova... Você que cresceu de mais e ficou parecendo aqueles bonecos de posto de gasolina que ficam se balançando feito loucos. Não sou tampinha... Se tem alguém baixinho, cotoco, é Rachel Berry.

—Está aí a questão que eu queria chegar: Rachel Berry- a ruiva pareceu ter tomado um choque quando eu toquei daquela forma no nome da professora de Espanhol que ela tanto detestava.

—O que... O que- que... Hum... O que tem a Rachel?- ela engasgou, toda avessa.

—Bom, pelo seu jeito realmente tem algo rolando.

—Rolando? Que rolando quê? Tem nada rolando aqui, não... Rolando Rachel e eu? Nunca... Que louco. Coisa de gente tan tan, viu?- começou a rir nervosamente, bebendo um pouco de champanhe e acabou se engasgando. Dei algumas batidinhas em suas costas.

—Vamos lá, Sugar, qualquer um pode deduzir que vocês já tiveram algo. Não importa se foi bom ou ruim... Mas se percebe que já sim. Ouvi umas professoras comentando na sala de professores.

—Aquelas linguarudas filhas da...

—Sugar! Se acalma... O que demais tem nisso?- ela me olhou e pude perceber que tinha raiva e tristeza no olhar.

—Meu coração numa bandeja, loira. Bem fatiado... Assim está bom pra você?- Sugar saiu tropeçando em mim, se dirigindo para uma outra sala, visivelmente transtornada.

—Você sabe que uma hora ou outra vai ter que me contar sobre isso, Sugar- gritei antes que ela saísse. Só havia nós duas naquela sala.

—Eu sei... Mas não agora- aquilo me deixou intrigada... Realmente Rachel tem algum efeito no passado de Sugar... Agora só me resta descobrir o que. Mas já tenho minhas especulações...

Já se passavam das sete da noite... Todos estavam reunidos na sala onde tinha uma enorme lareira para as noites frias que assolavam Nova York, como hoje, diga-se de passagem. Estávamos Sugar e eu sentadas em um pequeno sofá de dois lugares e mais afastado tinha Santana e Lalo em outro. Os gêmeos pareciam conversar, porém, como sempre, o rapaz era quem mais falava enquando Santana apenas escutava ou pelo menos fingia escutar, já que não tirava os olhos de mim e isso começava a me preocupar. Vai que alguém nota essa tensão entre a gente? Céus, não quero nem pensar nisso. Fazia o que podia para não retribuir o olhar, mas às vezes começava a se tornar uma tortura, algo naqueles olhos chocolate fazia eu me sentir atraída a um nível incomodante.

Senti um ardor no pescoço... Olhei para ela... Seu olhar era penetrante, lascivo, às vezes achava que eu lhe causava ódio porque suas feições aparentavam duras como de um carrasco pronto para executar sua vítima. Sua postura era rija, tão cheia de classe, embora assim também tão sensual, de um jeito que poucos já conseguiram me excitar assim, de um jeito inconsolavelmente faminto. Santana cruzou as pernas, notei a calça justa que ela vestia marcar suas coxas trabalhadas pelos esportes que praticava... Meu sangue ferveu... Ela então pôs as mãos detrás da cabeça, como se fosse se alongar, os músculos fortes dos braços se tornaram evidentes... A pele morena cheia de contornos... A rigidez dos bíceps... O sorriso malicioso de canto por algo que o irmão disse me fez morder o canto do lábio inferior. O que acabou chamando sua atenção. “Droga, ela ama quando você faz isso, Brittany... Isso não é bom... Santana pode querer fazer uma besteira e no pior das hipóteses você pode querer deixar... Porque seu centro já está tão úmido só por vê-la nesse jeitão de garota má, que é capaz de ter um orgasmo só de ela tocar em você”. Pensei atordoada, notando a inquietação de Santana que desfez a cruzada de pernas.

“Você me castiga com toda essa indecisão, anjo... Me quer entre suas pernas... Mas tem medo do quão perto posso estar do seu coração".

O que foi isso? Eu ouvi mesmo a voz dela em minha cabeça como se estivesse mesmo falando diretamente comigo? Oh céus... E ela olhava pra mim agora... Com firmeza, à ponto de sequer piscar... Suas pestanas baixas, por que tanta tristeza e indignação no olhar, San? O que você quer de verdade?

A imagem de asas brancas, como em um flash, ofuscaram meus olhos e eu me assustei, dando um pulinho no sofá. Sugar apertou minha mão e me fez olhá-la.

—Hey, Britt, tudo bem?

—Sim, eu estou. Desculpa — olhei para Santana, a mesma virou seu olhar bruscamente quando eu fiz isso. Parecia zangada. Levantou-se e foi até a lareira. Levava um copo de bebida em mão, notei que ela o apertava com uma força desnecessária... De repente o copo rompeu em sua mão e quebrou, causando espanto em todos na sala. Lalo correu até a irmã, falando algo a seu ouvido... Ela olhava para o chão, a mão cerrada em punho, sangrando me fez querer ir lá e cuidar dela. Maribel fez menção de se levantar, porém o filho fez um sinal com a mão para que ela não fosse até lá, que estava tudo bem. Olhei para Sugar, ela retornou o olhar e sorriu fraco. Lalo saiu da sala levando a irmã gêmea, que sequer olhou para mim, mas pude ver a expressão tensa em seu rosto.

—Relaxa- Sugar tocou-me a mão- Ela só está tendo um mau dia.

—Isso não te assustou também?

—Sei lá... Tem certas coisas que a gente se acostuma. Vou te contar uma coisa, mas espero que isso fique entre a gente.

—Claro, não se preocupe- tranquilizei minha amiga e a mesma se aproximou de meu ouvido para falar, levando em conta que os demais da sala estavam mais preocupados conversando sobre a demora de Ernesto Lopez, pai dos gêmeos, para o próprio jantar de comemoração que com nós duas do outro lado da sala.

—Os Lopez estão em crise familiar.

—Como é?

—Foi isso mesmo que ouviu. Fiquei sabendo que o podre do Ernesto está traindo a tia Maribel com uma de suas secretárias e ela acabou sabendo disso e, ao que me parece, parou de ser mosca morta e pediu o divórcio. Só que, como o Zé ruela lá é político e isso não pode causar alvoroço, ele não pode sair de casa e a tia Maribel tem que engolir essa cobra e se fingir de esposa apaixonada por um longo tempo, até o mandato dele vencer.

—Minha nossa, isso é algo terrível, muito injusto. Por que ela não o denuncia, sei lá, por que não se opõe a isso?

—Pelos filhos,claro. Não há nada maior na vida que minha tia ame mais do que os filhos. Tanto que sequer contou pra eles sobre essa situação. Mas, como você pode perceber pela reação de Santana e a troca de olhares entre o Lalo e sua mãe, eles já descobriram- agora fiquei abismada e assombrada com essa situação da mãe de Santana. Então é por isso que ela é tão fechada?- Sei que tudo isso só piora a situação de Santana. Ela já tinha se equilibrado mais com a porrada de esportes que pratica, mas algo está a perturbando, eu conheço.

—O que Santana tem?- perguntei, já me preocupando com o rumo dessa conversa.

—Santana tem problemas psicológicos... Já teve depressão e sofre com ansiedade... Com TAG. Você conhece?

—Sim, é um transtorno de ansiedade generalizada, mas isso tem tratamento.

—E ela faz. Muitos.

—Pior que nem parece, ela é tão tranquila- uau, realmente fui pega de surpresa agora. Isso explica muita coisa.

—Porque ela é tranquila, sempre foi. Lalo sempre foi o espevitado, já a San era o bichinho que nem piava quando estava com fome. Ela era muito engraçadinha quando bebê. Uma bonequinha muito séria... Sabe, gostava de fazer dela uma de minhas bonequinhas quando brincava de casinha- disse, demonstrando carinho ao falar da prima. Está aí uma coisa que eu não sabia... Que Sugar gostava tanto de Santana. Elas mal se falavam na escola.

—Ela vai ficar bem?

—Sempre fica, relaxa. É só dar jujubas para ela que já se acalma- eu ri- Sério... Santana ama doces. Não sei como consegue manter esse corpo se come tanto açúcar. Eu como uma balinha e dois segundos depois parece que engoli o Willy Wonka inteiro- caímos na risada, então Sugar deitou a cabeça em meu ombro- A vida não é sacana, minha amiga?

—Põe sacana nisso- um barulho de porta abrindo nos tirou de nossa conversa.

—Boa noite a todos e me desculpem pela demora. O trânsito está de matar- Ernesto com toda sua cara de pau deu essa desculpa e foi até a esposa , tentando lhe dar um selinho, mas a mesma virou o rosto. Não sei como a senhora Lopez aguentava aquele ser asqueroso- Olha só quem meus olhos se agraciam de ver por aqui. Como vai, Brittany?

—Muito bem, senhor. Obrigada.

—Seu pai soube mesmo fazer você, querida. Está um encanto- sorri sem graça, notei que Maribel rolou os olhos quando ele veio até mim e beijou minha mão- Sugar veio também... Não esperava que você tivesse essa simpatia de vir me prestigiar.

—E nem eu esperava que você estivesse vivo com essa demora toda. Fico com pena dos urubus que ficaram sem comida, mas do jeito que você é ruim, ia dar indigestão nos bichinhos- dei uma cutucada em Sugar pela malcriação, mas bem que me deu vontade de rir.

—Obrigada pela parte que me toca, querida sobrinha.

—Disponha, filhote de chupa cabras... Adorei a pista de pouso no meio da testa- Sugar rebateu o cinismo, usando do fato de Ernesto estar ficando calvo, e se não fosse seu pai levar a conversa para outro rumo, aqueles dois iam se alfinetar por um bom tempo.

A noite transcorreu tranquilamente, embora Ernesto ter passado grande parte implicando com Sugar e dando uma de galante para cima de mim. Mas meus olhos estavam voltados unicamente para uma pessoa naquela mesa. Santana... Que mal tocava em seu prato e olhava para qualquer lugar, menos para mim, o que realmente me deixou frustrada. "O que você queria, Brittany, que ela passasse o tempo todo te notando e te querendo? ". Deus, o que estou pensando? Mas eu estava confusa... Querer ou não estar com ela, sabendo que ela me queria... Porém não era certo. Santana era minha aluna... Tenho que parar de dar confiança pra isso entre a gente. Era isso que eu realmente deveria.

Enfim a comemoração teve fim... Sugar me ofereceu carona e acabei por aceitar porque taxi aquela hora seria difícil. Enquanto ela e os pais conversavam com a senhora Lopez, decidi fazer uma loucura e procurar o quarto de Santana onde ela provavelmente se escondia de mim agora. Querendo ou não teríamos que conversar e mais ainda, querendo ou não eu me preocupava com ela, pois o que Sugar contou a mim realmente me deixou perturbada.

Andando pelos corredores extensos do segundos andar, fui tentando me localizar até perceber estar perdida, mas graças aos céus algo me colocou no caminho certo. Ouvi uma música longe e por ela me guiei até estar de frente a uma grande porta cinza, a única de todos os cômodos. Ela possuía alguns desenhos que não pude decifrar de que época se tratava, mas me pareciam runas... Das bem antigas. Um amigo meu, arquiólogo, havia me falado sobre isso uma vez. Ele também havia me dito que as runas faziam parte do tarô dos anjos... Artifícios usados para previsões, boas ou não, usadas por querubins, arcanjos... Mais ou menos isso, não lembro ao certo, mas bem sinistro.

Passei os dedos de leve pelos desenhos... Era algo tão lindo e triste ao mesmo tempo. A porta se abriu... Me assustei mas resolvi terminar de abrí-la. O quarto estava levemente claro... Apenas a luz de um abajur iluminava uma parte dele, exatamente o lugar necessário onde pude ver Santana sentada sobre uma grande cama de lençóis escuros, vermelha por baixo. Ela estava de costas, sem a blusa, parecia concentrada olhando para um porta retratos prateado. As tatuagens negras em suas costas mal davam para ver com a fraca iluminação, mas mesmo assim me davam arrepios. Fui entrando aos poucos, mal pude ver o lugar mas se mostrava pouco convidativo... Sinistro, triste, retraído... O lugar perfeito para alguém como Santana. Porém, apesar de estranho, tinha um cheiro muito bom... De rosas... Um perfume de encantar qualquer um.

—Você não devia estar aqui- ela disse sem sequer se mexer para me notar. Meu coração faltou sair pela boca- Consigo sentir seu perfume mesmo aqui dentro.

—Eu não quis ser indiscreta, só...- dei alguns passos para trás, bati levemente contra algo de vidro. Me virei para ver e quase morro de susto ao notar que se tratava de um aquário com escorpiões. Achei que era brincadeira quando ela disse possuir alguns. Ao me virar, outro susto, Santana já estava a minha frente, com um olhar sério e assustador.

—Por que você não foi embora?

—Precisava falar com você... Estou preocupada...

—Dispenso sua preocupação- ela não me olhava diretamente... Sempre era pra baixo.

—Como você se sente?- ignorei sua arrogância.

—Vá embora, senhorita Pierce- por favor, não me chame assim.

—Por que quer que eu vá embora?

—Porque não há nada aqui para você.

—Não mesmo?- ousei tocar em seu ombro, ela agarrou minha mão- Eu gosto de você, me preocupo.

—Você gosta como te fodo, só.

—Não seja cafajeste.

—Como se você não gostasse de mim assim- ela deu um passo para frente. Dei um para trás, intimidada por sua postura severa, acabei de encontro ao vidro com os escorpiões novamente. Gelei de medo.

—Por que age como se não se importasse com sentimentos?

—Porque realmente não me importo. Sentimentos atrasam alguém... O prazer da carne não.

—Você tem uma visão muito feia da humanidade- me senti triste pela forma que ela falou. Não sei explicar, mas me senti- Quando encontrar a pessoa certa, vai pensar diferente.

—Quem disse que já não encontrei?- gelei de novo.

—Sou mais uma fantasia adolescente para você.

—Quem se importa?!

—Seus pais se souberem que transei com você.

—Meus pais só se importam com o mundo deles.

—Você é o mundo deles.

—Não- segurou minha cintura e pressionou seu corpo contra o meu, fazendo-me esmagar mais ainda minhas costas contra o vidro dos escorpiões. Senhor- Eu sou seu mundo agora.

—Meu mundo?

—Seu universo.

—Sabe que nada mais pode haver entre a gente, não é?

—Não sou de perspectivas.

—E de que você é?- já me sentia zonza aos efeitos daquele corpo macio contra o meu.

—Sou de momento. E esse é perfeito.

—Por que?

—Porque tenho você aqui, no meu quarto... Com uma cama enorme para eu poder te chupar em vários ângulos- soltou uma risadinha abafada pela mordida que deixou em meu queixo.

—San... Precisamos conversar. Preciso saber quem me deixou em casa aquela noite... Que sonho foi aquele que eu tive...

—Certas coisas devem cair no esquecimento- senti uma de suas mãos entrarem no meu vestido por baixo, chegando no vale de meus seios, depois seguindo para um deles, fazendo uma massagem gostosa, excitante, me deixando já tão molhada. Gemi, mordendo o lábio, ela suspirou... Abocanhou a minha boca, puxando meu vestido para o alto, ficando assim um pouco acima de meus seios, e um desses ela pôs na boca e chupou indelicadamente enquanto com as duas mãos ela apertava meu bumbum, esfregando forte sua frente da calça contra minha calcinha, fazendo meu clítoris já inchadinho começar a ser assim esfregado. Comecei a suar de excitação... Gemia baixinho, perdida em minha própria consciência. Segurei em seus cabelos e puxei, não economizei na força, ela gemeu sobre meu seio e o mordeu sem piedade.

—Aaiii... Céus, Santana!- soltei um gritinho e não se enganem, foi mais de prazer do que de dor. Santana se pôs reta novamente, largando meu seio. Levou a mão para dentro da minha calcinha e passou a estimular meu clítoris assim. Chegava a ouvir barulhinhos lá debaixo por tão molhada que eu estava. Tirando a mão de lá, ela levou seus dedos melecados do meu próprio líquido para minha boca e me fez chupar. Olhei para ela enquanto fazia isso... Seus olhos estavam tão escuros quanto um buraco negro de desejos. Santana então me beijou, sua língua afundou em minha boca e capturou a minha em uma exploração quente.... Chupou meus lábios tao forte a ponto de fazer barulho... Em um beijo quente, lascivo, molhado, céus, delicioso.

—Bom, não é?

—Uhum- murmurei embriagada.

—Pois é, agora me imagina beijando sua amiguinha lá debaixo assim- a encarei perplexa... Sorriu perversa- Você não sabe o que eu posso te proporcionar, loirinha- eu fui quem a beijou agora. Agarrei sua nuca e intensifiquei a pegada. Circundei sua cintura com as pernas e me prendi a ela, rebolando em seu quadril... Mordi os lábios carnudos e puxei, a ponto de ficar vermelho. Chupou minha língua, gemi. Arranhei sua nuca, puxei os cabelos negros para ter mais contato com sua língua quente... Santana chupou-me o lóbulo da orelha causando o arrepio mais delirante de toda a minha vida.

—Me chupa!

—Aceite ficar comigo.

—Não posso- fui lhe beijar novamente... Provei de seus lábios... Parei de testa colada a dela, compartilhando a respiração descompassada- Mas eu quero.

—Então decida-se.

—Como?

—Não tenho todas as respostas do mundo.

—E quanto Sam, Santana? Seria justo com ele?

—Então é justo comigo?- ela me desceu de seu colo e se afastou. Corrigi meu vestido e lhe segui.

—Hey, espera- toquei em sua mão... Ela a tirou de mim- Não é assim, Santana... Você é minha aluna.

—Mas fode comigo.

—Não use esse termo.

—Não fazemos amor, fazemos?- sentou-se em um baú perto da cama e olhou para a janela. Pingos de chuva começavam a manchá-las- TIC TAC... Faz o relógio de sua consciência. TIC TAC... TIC... TAC... Querido anjo- ajeitou o cabelo para amarrar, formando um rabo de cavalo- Se me quiser... Sabe onde me encontrar, mas por enquanto... Decida-se!- apontou para a porta e para lá fui, relutante. E agora? O que fazer diante disso?

***

Deitada a minha cama, eu refletia. Coisas demais nesse pouco tempo em Nova York me fizeram repensar se valia a pena estar aqui, com tantas coisas embaralhando meu ser. A conversa com Santana me deixou mais ainda confusa... Conversa? Minto eu, a gente trocou mais saliva que palavras. Céus, que corpo quente era aquele? Me sinto acesa só de lembrar de seus toques, o quão precisos são... Ela sabe cada cantinho que me excita... Poderia ser menos complicada para eu poder usufruir? Claro que não.

Por volta das dez Sam estava em minha casa. Veio me fazer companhia, sentia minha falta, segundo ele. Eu estava agora deitada sobre seu peito forte, morno... O que fazia me lembrar de Santana... Tudo me fazia lembrar ela. Eu odiava minha vida por isso.

Os dedos se Sam caminhando por meus cabelos, nuca, em um carinho tenro que foi me deixaram mais relaxada, porém não 100% tranquila. Aquilo com Santana só piorava minha mente. Me sentia errada por sentir tanto desejo por minha aluna, mas estava entorpecida por seus efeitos de prazer que inundava por todo meu corpo. Me senti quente... E errada. Meu juízo rodou.

“TIC TAC... Faz o relógio de sua consciência. TIC TAC... TIC... TAC... Querido anjo... Decida-se... Decida-se... Decida-se...

DECIDA-SE!".

Preciso me livrar dessa agonia!

—E quanto eu passava pelas provas, meu adversário achou... — interrompi Sam com mais uma de suas histórias sobre esporte sentando sobre seu quadril. Eu nada disse, apenas o beijei com volúpia... Com gosto... Me remexia em seu colo causando atrito de nossas intimidades... Senti que ele ficou excitado, seu membro estava duro embaixo de mim- Britt, o que...?

—Shiii... Eu preciso- olhei para ele, me captou. Eu tinha um olhar de desespero, agonia, Sam de surpresa. Mas mesmo assim, aquilo era algo que ele estava muito querendo desde que nos envolvemos, pois logo girou nossos corpos e ficou entre minhas pernas. Tirou fora meu short de dormir enquanto me livrava da blusinha. Tirei sua caminha... Ele desabotou a calça e a tirou juntamente com a cueca... Seu membro sacou ereto... Sedento de meu centro e foi para lá que se dirigiu, mas antes...- Sam, foi você que me trouxe para casa no dia do baile?- ele me olhou... Cerrou os olhos e engoliu saliva.

—Foi sim, B. Fui eu.

—Mas Sugar disse ter te visto sair com Kayla.

—Assunto rápido. Fiz ela ir embora depois fui até você, que pediu para que eu te trouxesse. Não lembra?

—Não- ele riu, parecia nervoso. Arqueei uma sobrancelha- Sam?

—Oi, B.

—Eu... -parei um instante. Estava firme em contar sobre Santana para ele, mas a covardia foi mais forte- Vem cá- puxei sua nuca, seus lábios grandes cobriram os meus e os tomaram para si.

Sam se posicionou em mim, com o pênis na minha entrada, e entrou com cautela, me preenchendo. Suspirei... Um pênis em mim. Lembrei da noite com Santana e o strap-on, quente... Sam me estocou forte... Abri mais as pernas, ele deslizou cada vez mais para dentro de mim. Avistei suas costas largas, arranhei com força. As morenas de Santana sacaram de minha mente... Senti sua língua em minha intimidade.

—San... Sam!- me corrigi ao gemer o nome de Santana... Sam me olhou esquisito mas não parou... Era sexo, a gente engana as vezes. Virou nossos corpos... Sentada no seu quadril eu rebolei... A cada movimento, posição, eu pensava em Santana. Tinha um homem gostoso, lindo, carinhoso e que tinha desejo por mim, me dando prazer, porém eu só pensava em minha aluna... De 17 anos... Minha aluna sombria, calada, quieta... Mas sinuosa como uma cobra das mais peçonhentas.

Ela me intrigou desde o começo... Depois me excitou... Dois atrelados, desejo e questões, não sei controlar meu corpo. Minha própria sanidade.

O que te intriga realmente te excita? Pergunte para Santana... Ela te dará tal resposta de um jeito que você nunca esquecerá.

Notas finais
E ai? Fico mais ou menos? Ficou bom? Ruim? Péssimo? Urgh? Comente mesmo assim, pra ajudar essa pobre alma. Gente, como to dodói, to de molho aqui infelizmente, queria pedir umas indicações de filmes para assistir e não ficar tao entediada a ponto de me jogar da minha sacada rsrs. Preciso de indicações de filmes: 1- Lésbicos 2- Terror. 3- zumbis (tomara que tenha algum que eu nunca assistir, porque porra... Já assisti filme de zumbi ate dentro de um mangue) 4- De vampiros. Poe favor, aguardo suas indicações. BjaoBjao