Obsession

9 Capítulo 8 - Accident...


Notas iniciais
Oiiie Cupekaes ♥! Bem, eu atrasei um dia para postar, mas aqui está! E, eu tenho a felicidade de dizer que: OBSESSION RECEBEU MAIS UMA RECOMENDAÇÃO *0*!!! MUITO, MUITO, MUITO OBRIGADA TAUANE ALISON TAYLOR *0*!!!EU AMEI A RECOMENDAÇÃO ♥! ESSE CAPÍTULO É DEDICADO A VOCÊ! Enfim, obrigada também Lêh (Letícia Merlo), Milazinha, Pequena Miss, Tay, Manu (VacuumCleaner), Vida Brilhante, Isa Santos, Camila Linda e Diva (Uma Direção), Italianinha (Fran), Jujuh (Juliana Lorena), Carolzinha1107, Sôh (Sophia Stephane), May Moranguinho (Dreams And Wishes), Lary (AllyGata Lynch), Safira Cullen, Mamis Confeiteira e Poderosa (Jade) e Bea (Reader Secret)! Eu amei os comentários, meninas ♥! Boa Leitura...

22 de Abril de 2013 – Miami

POV Ally

Meu corpo todo estava quente. Um desejo inexplicável me consumia de maneira intensa enquanto eu tinha os lábios de Austin sobre os meus. Eu nunca me senti dessa forma e isso me assustava. Não era amor, eu sabia, mas não deixava de ser intensa essa atração que eu tinha pelo belo loiro de pele bronzeada e um sorriso encantador.

Quando nos separamos, eu não sabia o que dizer e tudo piorou ao ver que não estávamos sozinhos. Uma garota baixinha nos encarava sem graça. Percebo, então, que Austin e eu estávamos atrapalhando a passagem para o banheiro feminino.

O loiro, percebendo o meu olhar assustado, vira-se e parece reconhecer a garota. A surpresa fica evidente na expressão de morena, que arregala os olhos e abre a boca, não acreditando no que havia visto.

– Austin? – fala a garota dos longos cabelos cacheados de cor escura, ainda assustada.

– Trish? – questiona Austin, surpreso. – Trish De La Rosa?

O clima de suspense fazia meu estômago se revirar. Eu poderia estar errada, mas algo me diz que essa garota é a prima de Kira. Eu sabia pouca coisa sobre a morena, no entanto, Cassidy me falou muito bem da mesma, confirmando que as duas são grandes amigas.

Eu não sabia o que fazer. A minha vontade era de correr para um lugar onde eu poderia me esconder pelo resto de minha vida. A vergonha só piorava o meu estado emocional.

– Hãn... Eu acho que vou... – tento falar algo para poder escapar de qualquer problema que viesse acontecer, mas sou interrompida pela garota.

– Ela é sua namorada, Austin? – pergunta a garota, desconfiada, andando ao nosso redor, como se analisasse qualquer sinal de mentira de nossa parte.

– Não. – falamos Austin e eu, ao mesmo tempo, de maneira um pouco escandalosa.

– Mesmo? — Trish ergue uma de suas sobrancelhas e nos encara divertida.

Percebendo que ainda não havíamos a convencido de que nosso relacionamento estava longe de ser o que ela estava pensando, Austin e eu começamos a tentar achar alguma desculpa.

– Nós não estamos tendo nada. Na verdade, duvido muito que conseguiria namorar com ele. – afirmo, tentando parecer o mais convincente possível.

– Nosso relacionamento está longe de ser namoro. – fala Austin, extremamente vermelho. – Nossa relação é quase de inimizade. Eu jamais namoraria essa noiva demoníaca.

– E eu não conseguiria ter algo com esse idiota. – complemento, forçando uma risada, assim como o loiro ao meu lado.

– Sabe, para pessoas que se odeiam, vocês pareciam estar se divertindo muito, enquanto quase se engoliam. – fala Trish, rindo. – Eu estava quase gritando para vocês procurarem um motel.

– Trish! – repreende Austin.

Com a fala da garota, eu não consigo evitar ficar mais envergonhada. Apesar de ser bem extrovertida em diversos momentos, sempre fui muito tímida quando o assunto era vida amorosa. Geralmente, eu evitava ficar beijando Gavin quando estávamos em público, justamente pela minha timidez.

– Eu estou brincando. – fala Trish, fazendo sinal de redenção. Por um momento, ela parece se lembrar de algo e isso me assustou um pouco. – Espere um minuto. Você disse “noiva demoníaca”?

– Sim. – concorda Austin. – Não vai me dizer que você já está sabendo da história?

– As notícias voam, meu querido. – debocha Trish. Ela se aproxima de mim e pega minhas mãos com entusiasmo. – Qual é a sensação de ter namorado com um gay? Ele era bom de cama? Espera, vocês tinham relações sexuais?

– Trish! – Austin volta a repreender a garota, parecendo envergonhado pelas perguntas da amiga. – Será que pode parar com isso?

– Desculpa, mas eu sou curiosa. – responde a morena, não parecendo estar arrependida. Ela volta a olhar para mim, novamente. – Como nunca desconfiou que ele fosse gay? Quer dizer, soube que namorou com ele durante quatro anos. Ele era tão bom ator assim?

Penso nas palavras de Trish. Por mais que eu evitasse pensar no assunto, eu não poderia fazer isso para sempre. Observo as expressões curiosas de Austin e da garota. Não havia mais motivos para esconder a verdade. Ainda doía, é claro, lembrar de minha história com Gavin, afinal, eu ainda o amava, mas eu precisava superar. Talvez, falar sobre o assunto fizesse a minha dor diminuir.

– Não vou negar, Trish, no fundo, eu sempre soube que havia algo de errado com Gavin. Ele era gentil, via em mim muito mais que alguém para reproduzir. Tinha uma obsessão por suas unhas e isso era bem estranho. No geral, não íamos para cama com tanta frequência, mesmo morando juntos há um ano. Imaginei que ele, apenas, não fosse tão viciado assim... – digo sem graça.

– Tão viciado assim? – pergunta Trish. – Meu amor, eu posso não ser uma expert sobre o universo masculino, mas uma coisa eu posso garantir: Se ele mora com você e não tem vontade de fazer filhinhos, pode ter certeza que ou ele está te traindo ou ele é gay. Pode perguntar para Austin.

Quando ela diz a última frase, automaticamente, viro-me para Austin. O loiro me encara, parecendo não saber o que dizer. Rio do embaraço do mesmo e sou acompanhada por Trish.

– Não me envolvam nesse assunto. Não quero ser o “machista” da história. – fala Austin, levantando as mãos.

– Por que consideraríamos você um “machista”? – pergunto, debochada.

– Não sei. Você mulheres têm a péssima mania de modificar o que nós falamos. Se eu digo “a”, vocês entendem “b” e formam uma frase com sentindo completamente diferente do que eu queria dizer. – explica com ironia.

– Tão dramático, Austin. – cantarola Trish, fazendo Austin revirar os olhos e eu começar a ri ainda mais.

– Ally? – ouço Christian me chamar. Viro-me para o adolescente e ele continua: — Ocupada?

– Algum problema? – pergunto preocupada.

– Os pedidos estão aumentando e o pessoal não está dando conta. Sei que está na sua pausa, mas não conseguimos fazer nada sem você. – fala Christian, quase implorando por ajuda.

Rio da cara que o garoto estava fazendo. Balanço a cabeça concordando e bagunço seu cabelo arrepiado, ouvindo o mesmo resmungar.

– Eu já estou indo. – aviso.

Christian concorda com a cabeça e não demora a sair. O garoto trabalha como nosso lavador de louças. Devido o grande movimento do Evan’s, os ajudantes e eu não conseguiríamos dar conta de fazer tudo sozinhos.

– Você é a substituta da Manu, não é mesmo? – pergunta Trish. – Desculpa, eu ainda não sei seu nome, apenas o apelido.

– Allycia Dawson. Mas, pode me chamar de Ally. E sim, eu estou substituindo a Manu por um tempo, respondendo a sua pergunta. – digo, sorrindo da maneira mais simpática possível. – Bom, eu preciso voltar ao trabalho. Foi um prazer conhecê-la, Trish.

A garota me surpreende quando me puxa para um forte abraço. Correspondo, pouco tempo depois, achando graça de sua ação. No entanto, ela me surpreende ainda mais com o que sussurra em meu ouvido.

– Voltarei no final de seu expediente para conversarmos. Não pense que eu esqueci da cena que presenciei. Existem coisas que preciso esclarecer com você. – apesar de sua frase ter tudo para me fazer temer, Trish fala de maneira tão doce que pareceu ser apenas uma amiga querendo que a outra revele seu segredo.

– Até mais tarde. – sussurro de volta.

Não permaneço ao lado dos dois por muito tempo. No entanto, antes de sair, não consigo evitar de olhar para Austin. Desvio meu olhar no mesmo instante, voltando ao meu caminho, tentando controlar o pouco que me resta da minha sanidade.

[...]

O dia estava transcorrendo de maneira agitada. O Evan’s, cada dia que se passava, mais recebia visitantes. Além dos clientes frequentes, o número de turista só aumentava.

Eu não tinha o que reclamar. Trabalhar fazia com que eu evitasse pensar em coisas que não deveria. Sem contar que a equipe que estava trabalhando comigo era extremamente divertida e, o que era para ser um trabalho desgastante, acabava sendo um escape para o estresse.

Conforme eu ia cortando os ingredientes, mais minha mente processava possíveis receitas. Eu sempre fui apaixonada pela culinária e, desde criança, eu me divertia criando receitas. Até hoje, essa paixão reside em mim de maneira intensa.

– Ally. – fala Dylan, um dos garçons. – Seus amigos estão ai.

– Amigos? – pergunto, olhando confusa para o moreno. – Todos deveriam está no trabalho a essa hora, não é?

– Não sei. – afirma, parecendo não saber se eu havia feito uma pergunta retorica ou não. – Mas, os únicos que estão no restaurante são Cassidy e Dallas.

– Cassidy e Dallas? – repito um pouco surpresa.

O rapaz deixa os pedidos de algumas mesas e retorna para o restaurante. A minha curiosidade aumentava a cada instante e minha mente começava a imaginar inúmeras cenas dos dois em um encontro. De alguma forma, eles fazem um belo casal. Se não fosse pela paixão que Cassidy tem por Austin, provavelmente os dois estariam juntos.

– Ally! – grita Dez, entrando na cozinha.

Com o susto, acabo deixando a faca escapar da minha mão, cortando meu dedo em seguida. Solto um leve gemido de dor e percebo que meu dedo estava sangrando.

– Oi Dez. O que faz aqui? – pergunto, levando o dedo na boca.

O ruivo parece notar que eu havia me machucado e me olha assustado. Exageradamente, ele corre em minha direção e puxa minha mão para ver o que havia acontecido.

– Você se cortou. – afirma, levando minha mão até a torneira para lavar o machucado. – Onde tem curativo por aqui?

– Está tudo bem. – rio de seu desespero. – Foi só um cortezinho. Eu já estou acostumada.

– Não seja boba. – repreende seriamente, fazendo-me ri ainda mais. – E quer parar de ri? Você está sangrando.

Os outros funcionários nos encaram divertido. As garotas pareciam encantadas com Dez e os rapazes apenas riam, balançando a cabeça de maneira negativa.

– Deixa de exagero, Dez. – afirmo. – Ossos do ofício, ruivo. Eu trabalho há anos com cozinha. A coisa que eu mais faço é me corta e me queimar. Isso aqui não é nada.

– Aqui, Dez. – fala Mae, uma das cozinheiras auxiliares, entregando um curativo para o ruivo. – Coloque isso no machucado dela. – antes de voltar ao serviço, a loira me lança um sorriso malicioso e uma piscadela.

– Traz sua mão aqui. – pede Dez, como se estivesse falando com uma criança. Sem alternativa, acabo colocando minha mão sobre a dele. Em poucos instantes, ele já havia colocado o curativo e sorria satisfeito pelo trabalho. – Prontinho. – ele então, beija o local do machucado.

Sorrio e quando levanto meu olhar para a porta, Austin nos encarava. Ele estava sério e estranho. Antes que eu tivesse a oportunidade de dizer algo, ele sai da cozinha. Estranho seu comportamento, mas não digo nada.

– Obrigada. – agradeço, rindo. – Mas, o que está fazendo aqui? Sabe que não pode entrar na cozinha sem usar touca.

– Eu tenho um convite para te fazer. – fala sorrindo.

– Convite? Que convite? – pergunto curiosa.

– Não sei se você sabe, mas no meio do mês que vem, a praia realiza um evento para atrair mais turistas. O prefeito chama algumas bandas para tocar e a festa é bem divertida. Tem muita comida e eles montam um parque de diversões, além de alguns concursos que são realizados. Enfim, eu queria te chamar para me acompanhar nesse evento. – fala Dez, pegando na minha mão.

Olho para o belo ruivo e não sei bem o que dizer. O evento parece ser bem divertido, mas algo me diz que não é uma boa ideia concorda com isso.

– Eu não sei...

– Eu não aceito “não” como resposta! – interrompe Dez. – Além disso, não precisa se preocupar. Todos os nossos amigos irão. No entanto, eu quero que você vá comigo. – vendo que eu ainda não havia me convencido, ele continua: — Vamos, Ally! Não é todo dia que um ruivo gostoso como eu aparece na sua frente te convidando para o evento mais esperado do ano.

– Tudo bem. – rio, concordando com o rapaz. – Agora, volte para o restaurante que eu ainda tenho muito que fazer.

– Isso! – grita ele, fazendo uma dancinha idiota da vitória.

– Deixa de ser escandaloso. – falo rindo, enquanto o empurro para fora da cozinha.

Quando ele já estava na porta, Dez vira de repente e me dá um rápido selinho. Surpreendo-me com sua ação.

– Vejo você depois. – fala Dez, dando um sorriso de canto.

Ele se vira para sair, no entanto, acaba esbarrando com Dylan, que carregava vários pratos e copos na sua bandeja. Com o esbarrão, o moreno derruba a bandeja, quebrando todas as louças e causando um enorme barulho no local, chamando a atenção de todos.

Levo minha mão a boca, não acreditando no que tinha visto. Dylan lança um olhar furioso para o ruivo a sua frente, que parece revoltado.

– Droga! Lá se foi a minha retirada perfeita de filmes. – fala Dez. – Ótimo momento para você aparecer, Dylan. — A fala do ruivo deixa Dylan ainda mais irado. O moreno dá um forte cascudo em Dez.

– Seu idiota! Olha só o que você fez! – repreende Dylan.

– Ai, Dylan. – reclama Dez, passando a mão no local onde recebeu o cascudo. – Você tem sorte de eu ser um cliente muito bom e não reclamar do seu tratamento para comigo com os donos desse restaurante.

Não consigo evitar levar a mão a testa, não acreditando no que estava ouvido. Dylan fica colérico e ameaça de ir atrás do ruivo, no entanto, Dez é mais rápido e sai correndo, gritando um até logo para mim.

– Inacreditável. – resmunga Dylan, entrando na cozinha.

Controlo a minha vontade de ri, enquanto observo o moreno pegar uma vassoura e começa a recolher os restos de vidro que estavam espalhados pelo chão.

Resolvo voltar ao trabalho. Quando estava prestes a sair, sinto alguém me encarar. Viro-me e encontro o olhar de Austin sobre mim. Ele continuava com a sua expressão estranha e séria.

Encolho-me diante de sua analise. Ele parecia ver além de mim, como se visse a minha alma, soubesse meus segredos. De alguma forma, seu olhar me incomodou de maneira surpreendente.

O loiro estava acompanhado de Dez, Elliot, Kira e uma mulher muito bonita que eu nunca havia visto. Foi justamente essa mulher que comentou algo que fez com que Austin desviasse seu olhar do meu para encará-la.

Aproveito o seu momento de distração e volto para cozinha. Percebo, então, que estou enlouquecendo cada vez mais. Eu nunca me senti tão atraída por alguém como estou por Austin. Por que eu tenho que atrair tantos problemas para mim?

[...]

O dia havia chegado ao fim e como havia dito Trish apareceu. Ele esperava eu terminar de limpar as coisas, tranquilamente, nem parecendo a garota agitada de mais cedo.

O silêncio que habitava entre nós era confortável e relaxante. Depois do intenso dia que eu tive tudo o que eu mais desejava era um pouco de calma e tranquilidade.

No entanto, eu estava um pouco nervosa com a conversa que Trish queria ter comigo. Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, eu só conseguia pensar no pior.

Quando termino de arrumar a última mesa, a garota me encara, sem demonstrar qualquer emoção. Ela aponta para a cadeira de balanço que, por algum motivo, ficava no lado de fora do restaurante.

Sentamo-nos e começamos a encarar o agitado mar. O céu estava coberto de nuvens, ameaçando chover. A suave brisa marinha agitava nossos cabelos e trazia certa tranquilidade.

– Eu não esperava aquela cena. – diz Trish, quebrando o silêncio. – A última vez em que falei com Austin, ele parecia quebrado, incompleto. Havia sido abandonado há pouco tempo por Piper. Enquanto eu o via pela webcam, eu sentia que ele não se recuperaria tão cedo. Estava tão obcecado por aquela mulher, que a única coisa que conseguia fazer era chorar e chamar seu nome.

– Ele ainda é apaixonado por ela. – digo, olhando para Trish. – Ainda cumprimenta o outdoor e continua a dizer que ela vai voltar.

– Ele já foi bem pior, Ally. – fala Trish. – Sabia que ele alugou um filme a cinco anos atrás e continua a mantê-lo em sua casa a espera de que um dia ela vai voltar e vai assistir ao filme junto com ele, como havia prometido? A única coisa que ele faz é pagar a taxa de atraso. Assim como nunca mudou de casa, na esperança de que quando ela voltar, Piper saiba onde encontrá-lo.

– Isso é sério? – pergunto surpresa.

– Infelizmente, sim. – responde. – Austin parou de viver por causa de Piper. Assim como uma chuva forte de verão, Piper chegou, de repente, em nossas vidas e nos mudou por completo. No entanto, partiu sem se despedir. Em um dia qualquer, a cidade amanheceu e ela já não estava mais ao lado de Austin. Piper arrumou suas coisas de madrugada e foi embora, levando consigo o nosso antigo Austin. O que você conhece dele é só a casca de quem um dia ele já foi.

– Por que está me contando isso? – pergunto, cautelosamente.

– Quero que saiba no que está sendo envolvida, Ally. – fala Trish, docemente. – Quando eu me encontrei com Cassidy, mais cedo, ela me contou do quanto já é querida por todos do grupo. Infelizmente, você está pisando em ovos.

– Austin e eu não temos nada. – digo, sabendo aonde ela queria chegar. – Somos apenas amigos. Eu fui abandonada, recentemente, pelo meu noivo no altar e não quero me envolver com ninguém. Além disso, Cassidy o ama. Eu jamais poderia interferir no caminho dos dois.

Trish me encara surpresa. Parecia que eu havia dito a maior besteira do mundo. Após alguns instantes, ela suspira, balançando a cabeça de maneira negativa.

– Eles não te contaram, não é mesmo? – pergunta Trish.

– Contaram o que? – questiono confusa.

– Do acidente de Cassidy. – responde, surpreendendo-me.

– O que houve com Cassidy? – pergunto curiosa.

– Quando Cassidy tinha quinze anos, a, exatamente, dez anos atrás, ela sofreu um grave acidente enquanto subia uma trilha rochosa perto daqui. – começa a fala, com pesar. – Ela, Dallas e Austin estavam atrás de uma boa paisagem para o loiro tirar uma foto para um trabalho da escola. No entanto, no dia anterior, uma tempestade tomou conta da cidade. O caminho no qual eles percorriam estava muito escorregadio e, como havia muitas pedras no lugar, qualquer erro poderia ser fatal. E como você deve ter entendido, Cassidy escorregou e caiu de uma altura bem alta. Ela bateu a cabeça e por muito pouco não morreu. Após seis meses em coma, ligada a vários aparelhos, ela finalmente acordou. O problema foi que a única pessoa na qual ela lembrava era Austin. E foi justamente ele a socorrê-la primeiro. Automaticamente, ela achou que estivesse apaixonada por ele e continua com essa obsessão até hoje.

– Como assim, ela “achou”? Por que ela não poderia está apaixonada por Austin? – questiono, sem saber ao certo sobre o que pensar.

– Porque ela ama Dallas. – responde, sorrindo tristemente. – Assim como ele a ama.

– Dallas? – pergunto surpresa. – Mas, como?

– Antes do acidente, eles eram namorados. – explica Trish. – Eles eram o casal perfeito. Eu nunca conheci pessoas que se amassem tanto igual a Dallas e Cassidy. Foi muito difícil para os dois começarem a namorar, porque a família de Cassidy é a mais rica de Miami e a de Dallas era uma família comum. Não que os pais de Cassidy fossem malvados ou algo assim, pelo contrário, são ótimas pessoas. No entanto, achavam que era cedo de mais para a filha de quatorze anos começar a namorar e só queriam o melhor para a loira. Depois de muita insistência por parte dos dois, as famílias permitiram o namoro. – Trish sorri, lembrando-se da história dos amigos. – Você pode pensar que é uma historinha boba de amor, mas eles realmente se amavam. Não imagina o quanto Dallas sofreu quando aconteceu o acidente.

– Por que ele não diz nada para ela? – pergunto, comovida pela história.

– Na hora do acidente, Dallas havia ido atrás de algo para Cassidy comer, porque ela estava reclamando de fome. Austin nos disse que quando ele chegou ao local, tudo já havia ocorrido. Durante o tempo em que Cassidy ficou em coma, ele a visitava todos os dias e ficava o máximo de tempo possível ao seu lado. Dificilmente, ele estava em outro lugar que não fosse no hospital. – continua Trish a contar. – Quando a loira acordou, ela não se lembrava dele. O choque em todos foi inevitável. Como ela podia se lembrar de Austin e não de Dallas? Todos queriam contar a Cassidy que ele era seu namorado, mas o moreno não permitiu.

– Por quê? – questiono novamente.

–Dallas quer que ela se lembre dele sozinha. Disse que a conquistaria mais uma vez se fosse preciso. Ele a ama demais. – comenta Trish, sorrindo tristonha. – Chega a ser doloroso vê-lo sofrer tanto por ela. Durante todos esses anos, ele vem aguentando Cassidy falar de sua paixão por Austin, enquanto é o único a se lembrar dos momentos em que eles tiveram.

Surpreendo-me com sua fala. A maneira como ela estava falando, deixava claro que Dallas não era o único a sofrer por amor. Olho para a garota e, por algum motivo, eu a abraço com carinho.

– Você o ama, não é mesmo? – pergunto, sabendo a resposta.

– Eu já desistir de Dallas há muito tempo, Ally. – revela, limpando uma lágrima que descia de seus olhos. – Diferente de Austin e Cassidy, eu não sou forte o suficiente para lutar por um amor impossível. Um dia, Cassidy pode se lembrar de seu passado e voltar a ficar com Dallas. Mas, e eu? Como eu ficaria nessa história? Sei que o amor deles é forte demais. Eu jamais poderia competir com Cassidy.

– Mas isso não a impede de continuar amando-o, não é? – digo, separando-me de Trish.

– Acredite, os meus sentimentos por ele já diminuíram consideravelmente. Pode passar muitos anos, mas um dia eu irei superar por completo esse amor platônico. – fala sorrindo. – Mas, agora, vamos falar sobre você.

– Falar sobre mim? – pergunto, temendo o que estava por vir.

– Sim. Você. – responde, sorrindo maliciosamente. – O que você sente por Austin, afinal?

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! Espero que tenham gostado da história de Cassidy e Dallas! Eu não sei se ficou tão bom, até porque eu estou sem tempo para escrever direito! Enfim, eu estou postando mais uma história, mas dessa vez é na categoria Originais. A fic é completamente diferente do que eu escrevo. Possui muita linguagem imprópria e hot. kkkk' Sim, eu estou escrevendo essas coisas, mas é que eu quero testar meus limites, saber até onde eu posso ir. Bom, quem quiser ler e acompanhar Parachute, aqui está o link: http://fanfiction.com.br/historia/554366/Parachute/ Eu ficaria muito feliz se quem ler a história deixar sua opinião, pois como eu disse, eu estou testando até onde eu posso ir e a opinião de vocês vai me ajudar e muito nisso! Beijocas Cupcakes ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !! PS.3: http://fanfiction.com.br/historia/514701/Unlike_Cinderella/