Obsession

8 Capítulo 7 - Wild....


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Segundo capítulo postado, como prometido! Eu estou morrendo de sono e a minha criatividade chegou ao nivel abaixo de zero. Sinto muito pelos erros, mas é que estou escrevendo no escuro e não vou corrigir o capítulo, porque estou cansada demais para fazer isso hoje!! JADEE, MAIS UM CAPÍTULO DEDICADO A VOCÊ, PORQUE VOCÊ É A MINHA MAMIS CONFEITEIRA E PODEROSA ♥! Obrigada Lôh (Paloma Coutinho), Italianinha (Fran), Isa Santos, Tay, Camila Linda e Diva Purpurinada (Uma Direção) e a May Moranguinho (Dreams And Wishes) que comentaram no capítulo passado *-*!! Obrigada mesmo, meninas ♥! Boa Leitura...

22 de Abril de 2013 – Miami

POV Austin

O dia amanhece ensolarado, como de costume no verão de Miami. A minha cabeça doía e minha boca estava extremamente seca, comprovando que eu havia ultrapassado os limites do álcool.

Levanto da cama improvisada em que eu estava deitado e olho em volto. Percebo, então que estou na casa de Dallas. Dez estava deitado, de maneira desengonçada, no grande sofá que ocupava a maior parte da sala.

Dallas estava na cozinha tomando seu café quando me aproximei do lugar. Ele me olha com seriedade e me estende uma xícara que estava próxima de si. Pego a peça e encho com café.

– Toma. Acredito que vai precisar de um pouco disso. – diz Dallas, entregando uma cartela com um remédio para dor de cabeça.

Agradeço fracamente e bebo a pílula com o café que eu havia colocado. Lanchamos em meio a um silêncio agradável. Tudo o que eu menos precisava no momento é de agitação.

– Bom dia. – fala Dez, entrando na cozinha. Ele parecia um zumbi. Seus olhos estavam inchados, assim como seu rosto. Os cabelos bagunçados e a roupa amassada completavam a sua péssima aparência matinal. Dallas entrega outra cartela para o ruivo e o mesmo pega o remédio com desânimo.

– Sente-se e tome seu café. – fala Dallas, enquanto lia seu jornal. – Vocês irão trabalhar hoje?

– Infelizmente. – respondo, sentindo a cabeça latejar um pouco mais.

– Eu só irei a noite. – responde Dez. – Por sorte, meu chefe precisa que eu cubra um funcionário noturno, por isso, recebi uma folga extra.

Permanecemos em silêncio depois disso. O lado bom de ter o Dez de ressaca é que o ruivo fica extremamente calmo e calado o dia todo, dando-nos um descanso da sua personalidade hiperativa.

Dallas saiu mais cedo para o trabalho, deixando bem claro que deveríamos arrumar sua casa antes de sairmos. O moreno, para a minha sorte, havia passado em minha casa e pegou algumas peças de roupas para eu usar, dessa forma, eu não precisaria passar em casa para trocar de roupa.

– Eu já vou indo. – aviso a Dez, que estava deitado no sofá de Dallas, tampando a visão com o braço.

– Bom trabalho. – fala, sem olhar para mim. – Nos vemos no Evan’s na hora do almoço? – pergunta.

– Claro. – respondo, pegando meu óculos de sol e coloco sobre o rosto. – Eu não estou com estômago para comer as besteiras que consumo normalmente na hora do almoço.

Devido a grandiosa dor de cabeça que eu estava sentindo, resolvo ir andando para o trabalho. Provavelmente, no fim do dia, eu me arrependeria da escolha, mas eu não conseguiria dirigir nas condições em que estou.

Apesar do sol está forte pelo horário, ainda era possível sentir o vento com intensidade, refrescando o ambiente. Em alguns minutos, chego em frente ao outdoor de Piper.

Suspiro cansado pela noite mal dormida. Tiro o óculos e, rapidamente, arrependo-me de minha ação. A claridade faz minha cabeça doer ainda mais. Coloco, no mesmo instante, o objeto de volta sobre os olhos.

– Bom dia, querida. – digo, fracamente. – Eu não estou muito bem hoje e não lembro de nada do que fiz depois de ter tomado a quarta dose de tequila. Você sempre teve razão, álcool não é o meu forte.

Encosto-me na placa que estava próxima de mim. Eu estou tão fraco que nem ao menos ficar em pé, eu consigo. Meu estômago arde e minha garganta doía, assim como o resto do corpo.

– Ontem, por muito pouco, Dez falou o que não deveria. – continuo, lembrando-me de alguns fatos que ocorreram na noite anterior. – Às vezes, eu me pergunto se o melhor a fazer não é revelar a verdade a Cassy.

– Que verdade seria essa? – a voz de Ally se manifesta, fazendo com que eu levasse um susto. – Sinto muito pelo susto.

– Você escolheu um péssimo dia para brincar de fantasma. – falo, mal humorado.

– Parece que alguém acordou de mal humor. – comenta Ally, comicamente. – Ressaca?

– O que você acha? – respondo com ironia.

– Pegue. Isso deve ajudar um pouco. – fala a garota, estendendo-me um copo. – Isso é chá. Eu também estou com um pouco de ressaca. Estava tomando para fazer os sintomas passarem.

Não discuto com a morena. A minha agonia era tanta, que se alguém dissesse que pular de um pé só e se jogar em frente a um caminhão ajuda a passar a ressaca, eu faria sem reclamar.

Enquanto eu tomava o amargo chá, Ally encarava a foto de Piper, demonstrando curiosidade. Imaginei que a mesma iria fazer alguma pergunta, mas nada saiu da boca da morena.

Assim que termino de tomar a substância que ela havia me entregado, jogo o copo fora e olho em meu relógio. Ainda era cedo. Faltavam mais de uma hora para o estúdio abrir.

Ponho-me ao lado de Ally e volto a encarar o outdoor. Suspiro cansado. A morena se vira para mim e sorri. Tento entender a ação da garota, mas meu cérebro parece geleia e nada vem a minha mente.

– Algum problema? –pergunto, desconfiado.

– Sabe, ontem, pela segunda vez desde que vim para Miami, eu quis matar você. – admite, ainda sorrindo.

– Você, por acaso, é psicopata? Está falando de morte, como se estivesse comentando sobre o dia e ainda ri como se não fosse nada demais. – digo, afastando-me da garota.

– Cassidy disse que eu sou uma das pessoas que ela mais tem certeza que nunca a trairia. – comenta, olhando para o outdoor. – Eu me senti muito mal. Foi como se ela estivesse jogando na minha cara, mesmo que sem querer, que eu havia feito algo de errado.

– Do que está falando? – pergunto, confuso. – O que você fez que teria traído a confiança de Cassidy?

Ally me olha como se não acreditasse no que eu havia dito. Seu rosto fica vermelho e tive que me segurar para não ri de sua expressão. Nunca vi uma garota ficar tão bonita quando está brava como ela ficou.

– Esqueceu do nosso beijo? – perguntou, demonstrando sua clara irritação. – Cassidy é completamente apaixonada por você. Eu tentei contar a ela sobre o que aconteceu entre nós, mas então ela veio com essa de confiança e eu não tive coragem de desapontá-la.

Não, eu não havia esquecido de nosso beijo. Por mais que eu tenha tentando, o sabor dos lábios da garota continuava em minha boca e a sensação de sentir a maciez de sua pele próxima de mim ainda me causava arrepios ao lembrar.

A minha ressaca era, justamente, porque eu queria esquecer o que aconteceu na madrugada de sábado para domingo. Eu não sabia como reagir. Minha mente, vez ou outra, traia-me com as lembranças daquela noite.

– O que quer que eu faça? – pergunto, sem ânimo para procurar uma solução. – Não posso voltar no tempo e impedir que nosso beijo aconteça.

– Eu sei. – fala, tristemente. – Eu só queria não me preocupar tanto com a reação dela quando descobrir.

Olho para a garota, penalizado por seu desespero. Por mais que eu quisesse ajudar, não havia nada que eu pudesse fazer. E não adiantaria eu dizer que havia me arrependido, pois, por mais que eu odeie admitir, eu havia gostado e muito de ter beijado Allycia Dawson.

Ela olha para mim e suspira cansada. Observo seu rosto, detalhando cada traço de sua face. Os grandes olhos castanhos curiosos e encantadores são os detalhes que mais chamam atenção. Sua boca, agora que eu sabia o sabor, brilhava de maneira surpreendente e parecia deliciosamente provocante.

O último pensamento fez com que eu percebesse que eu estava perdendo a razão. Como eu poderia me sentir tão atraído pela baixinha a minha frente. Sim, ela é bonita, mas não é a primeira mulher bonita que eu vejo no mundo.

Por que eu não conseguia evitar pensar em seus lábios e em seu corpo? Eu nunca me sentir tão frustrado como me sentia quando eu estava próximo de Ally.

Provavelmente, eu passei tempo demais fechando meus olhos para as mulheres que me cercavam que quando Ally apareceu, acabou chamando a minha atenção. Não, eu não a amo, mas não posso negar o desejo que tenho de senti-la novamente.

– Eu preciso ir. – digo, deixando a morena confusa.

– Hãn... Tudo bem. Até mais. – fala, como se não soubesse o que dizer.

Caminho com pressa até o estúdio. Eu preciso ocupar minha mente com outras coisas que não sejam olhos cor de chocolate, pele macia como pêssego e lábios sabor morango. Uma combinação extremamente doce e que estava mexendo com a minha sanidade.

– Bom dia. – cumprimenta Brooke, sorrindo, quando ver eu me aproximando da loja. Sem perceber, eu havia chegado ao MM Photographic Studio.

– Bom dia. – digo, desanimado.

– Aconteceu alguma coisa? Você está tão desanimado. – comenta a mulher, dando espaço para que eu entrasse.

– Nada de importante. – respondo. – Onde está Mike? Pensei que ele iria vir mais cedo hoje.

– Você sabe que o cedo de Mike é o mesmo que dizer que ele vai chegar na hora do almoço. – fala Brooke, rindo, enquanto pega alguns materiais de limpeza para cuidar da bagunça que estava a loja.

– Algum trabalho para hoje? – pergunto, enquanto coloco minhas coisas sobre minha mesa e alongo-me um pouco.

Brooke caminha até a agenda que estava no balcão de atendimento e analisa a mesma. Depois de alguns instantes, ela sorri e balança a cabeça, concordando.

– Você vai tem uma prévia de casamento e um ensaio fotográfico de um garotinho de seis anos. – responde. – Ambos os compromissos é apenas na parte da tarde.

– Para uma segunda-feira, nós estamos bem agitados. – comento, ligando meu computador. – Mais alguma coisa?

– Lembre-se que hoje você precisa confirmar se vai ou não cobrir o evento que vai acontecer em Agosto lá em Nova York. – diz Brooke, enquanto limpa minha sala.

– Não sei se vou aceitar. – admito. Observo a morena limpar com todo o cuidado do mundo as prateleiras de minha sala. – Se eu for para Nova York, permanecerei por lá por tempo indeterminado. Quem irá me substituir aqui no estúdio?

– Não seja tolo. – repreende Brooke. – Você tem uma grande oportunidade em suas mãos e não vai aceitar por medo? Não use desculpas esfarrapadas. Se quiser ir, não vejo nada te prendendo aqui.

– Eu tenho meus motivos, Brooke. – digo, massageando minhas têmporas.

– O único motivo de você continuar nessa cidade se chama Piper. – fala Brooke. – Pense com carinho nessa proposta, Austin. Não é sempre que um fotografo tem a chance de crescer nessa profissão. Se está em dúvida sobre ir ou não, peça um prazo maior aos organizadores do evento para dá uma resposta, só não tome uma atitude na qual possa se arrepender depois.

Após dizer isso, Brooke sai da sala, deixando-me sozinho com meus pensamentos. Por mais que eu quisesse ir para Nova York tentar crescer na profissão pela qual eu sou apaixonado, Piper ainda é uma parte de mim que me prende a essa cidade.

[...]

Após uma manhã agitada, resumida por ensaios fotográficos, revelação de fotos 3x4 e edição de foto, finalmente sou liberado para a horário de almoço. Mike, meu chefe preguiçoso, resolveu dar o ar de sua graça e ir trabalhar.

Ligo para Dallas e Dez e confirmo o nosso almoço. Caminho sem pressa pelas ruas de Miami, esbarrando vez ou outra contra alguns turistas que andavam admirados pelo lugar.

Corto caminho pela parte mais deserta da praia, onde era longe do outdoor de Piper. Eu queria falar com ela, mas eu estava tão esgotado mentalmente que a única coisa que eu precisava era andar pela praia, ouvindo apenas o som das ondas do mar e dos pássaros que sobrevoavam próximo a mim.

Algum tempo depois, vejo Evan’s a uns metros de mim. O local estava lotado, como era de se esperar. Durante todas as férias em que eu já passei nesse restaurante, era rara as ocasiões onde o estabelecimento estava vazio.

Entro no belo lugar e não demoro a encontrar um ruivo, que por estar de ressaca, estava quieto e um moreno que lia algum livro que eu não soube identificar qual era.

– Olá. – cumprimento, enquanto sento-me ao lado dos dois. – Já pediram?

– Ainda não. – responde Dez. – Estávamos esperando você chegar.

Um dos garçons do restaurante vem nos atender e logo anota os nossos pedidos. Após confirmar nossos pratos, o jovem sai em direção a cozinha do restaurante.

– Você está melhor? – pergunta Dallas, deixando seu livro de lado.

– Um pouco. – digo, enquanto observo os clientes que estavam no restaurante. – Você parece estar com o humor pior que o normal. Isso é por causa de Cassidy?

Dallas não diz nada, o que só faz com que minhas suspeitas fossem comprovadas. Dez suspira cansado e dá um tapa nas costas do amigo, assustando o moreno com a atitude.

– Eu sei que quase estraguei seus planos ontem a noite, mas eu realmente não aguento mais ver você agindo como se nada do que ela diz te atingisse. – explica o ruivo.

– Estamos preocupados com você, Dallas. Tem certeza que não quer contar para Cassidy toda a verdade? Já se passaram dez anos desde que tudo aconteceu e ela ainda não se lembra de nada. – complemento, sabendo a resposta do garoto.

– Eu quero que ela se lembre de tudo sozinha. – dita Dallas, dando o assunto por encerrado.

Permanecemos em silêncio, assim como no café da manhã, aproveitando o momento para relaxar um pouco o cérebro. A comida não demora a chegar. O sabor único da deliciosa comida de Ally preenche meu estômago de maneira prazerosa.

– Elliot não vai vim? – pergunto, tomando um gole de suco.

– Ele disse que precisava resolver umas coisas do casamento com Kira. – responde Dez. – Eu nunca imaginei que aqueles dois seriam capazes de marcar um casamento para acontecer em três meses. Loucura, tenho que dizer.

– A agenda dos dois é cheia. – fala Dallas. Ele come um pedaço de carne, engole e continua a falar: — Cassidy me disse que esse foi o único período que eles conseguiram conciliar.

– Não sei se seria capaz de fazer algo assim. – comento. – Ainda faço o tipo tradicional.

– O que está me preocupando de verdade é fazer par com a prima de Kira. – confessa Dez, exausto. – Aquela garota e eu nunca nos demos bem quando criança. Agora que somos adultos, ela deve ser mais louca do que era antigamente.

– Ou pode ter acontecido ao contrário. – sugere Dallas. – Nem todos crescem e permanecem infantis como você, Dez.

– Antes que vocês comecem a brigar, eu vou ao banheiro. – alerto, tentando fugir da provável discussão que estava por vir, entre os dois amigos.

Levanto da mesa e caminho até o banheiro. Olho para a minha aparência no espelho e vejo que hoje não é um dos meus melhores dias. Meus olhos estavam vermelhos e inchados. Minha boca ressecada, demonstrava que eu havia tido uma noite difícil.

Lavo o rosto e volto a me encarar. Não havia nada que eu pudesse fazer a respeito disso. A única forma que eu tinha para acabar com a cara de quem chupou limão e não gostou seria uma boa e longa noite de sono.

Após secar o rosto, saio do banheiro masculino, mas esbarro em um corpo bem menor que o meu. Por impulso, seguro a pessoa pela cintura e evito que a mesma caísse no chão.

Não demoro a encontrar os belos olhos cor de chocolate que vem mexendo tanto com minha cabeça. Ela me encara assustada, como se tentasse entender o que estava acontecendo.

– Você já pode me soltar. – fala, com a voz roca, olhando em meus olhos.

Sem graça, acabo libertando a garota, que ajeita a roupa que usava e os cabelos. Ela suspira cansada e quando estávamos prestes a sair, novamente, esbarramos um no outro.

– Ok, isso está sendo ridículo. – falo, cansado de ir para o mesmo lado que ela ia.

Seguro-a pelos ombros e a viro para o sentindo oposto ao que eu ia. O problema nisso foi que eu fiquei perto demais dela. A situação piorou ainda mais quando nossos olhares se encontraram.

De alguma forma, eu estava com uma vontade insana de beijá-la e ela não melhorava a situação encarado minha boca e mordendo os lábios, como se estivesse se segurando para não fazer uma besteira.

E antes que eu desse por mim, lá estávamos nós, de novo, nos beijando. O corredor que dava direto ao banheiro, por sorte, naquele momento, estava vazio.

Diferente do primeiro beijo, dessa vez, beijávamo-nos de maneira selvagem e intensa demais. Estávamos agindo como dois animais selvagens e, o mais assustador nisso, era que eu não conseguia me separar dela.

Suas mãos em minha nuca, puxando-me para baixo, fazia com que nossos corpos se colassem ainda mais e causasse arrepios prazerosos.

Quando o ar se fez necessário, afastamo-nos um pouco assustados. Mais uma vez havíamos caído em tentação. Mais uma vez estávamos naquela situação de não saber o que fazer. E o pior de tudo era que a única coisa que a vinha na minha mente era: “Eu quero beijá-la mais uma vez.”

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! Bem, eu cumpri com a minha parte e postei dois capítulos hoje! Não foi nada legal escrever três capítulos em um dia só, mas por vocês, Cupcakes, faço até o impossível kkk'!! Deixem a opinião de vocês, ok? Beijocas ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !! PS.3: http://fanfiction.com.br/historia/514701/Unlike_Cinderella/