Obsession

29 Capítulo 28 - Godparents


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥!! Hoje consegui postar o capítulo em dia kkk. Eu estou mega feliz!! EU RECEBI UMA LINDA RECOMENDAÇÃO DA VIIH LENNA E É ANIVERSÁRIO DA MINHA GÊMEA SAMY ♥!! CAPÍTULO DEDICADO A VOCÊS, MINHAS PRINCESAS *-*!!! Quero agradecer também a minha amada italianinha Fran, a fofa da Bella, a divertida Good Girl, a princesa da Vííh Lenna, a minha doce Jujuba (Juliana Lorena), a Ronny, a fofa da Divademi22, a divertida Shaah, a princesa da Bia (Inocente), a minha Jujuba ao Leite Condensado JuuhLima Grande, a fofa da Maria, a divertida Cycyr5, a fofa da Leleh (Nothing Is Impossible), a anjinha da Evellyn Maddox e a minha vaquinha chata Josynha pelos lindo comentários no capítulo passado ♥. Muito obrigada a todos! Espero que gostem desse capítulo. Boa Leitura...

1 de janeiro de 2014 – Nova York

POV Austin

Após assistirmos ao show de fogos de artifício, Ally e eu decidimos ir para sua casa. A temperatura da cidade caia cada vez mais, piorando a visão e a nossa locomoção, que já não era fácil, devido a grossa camada de neve abaixo de nossos pés.

Sem nos importarmos com nada, andávamos abraçados, conversando sobre banalidades. A cidade estava incrivelmente bonita, com seus enfeites natalinos e a neve caindo para embelezar ainda mais o lugar. E mesmo sendo madrugada, as ruas de Nova York continham um intenso fluxo de carros e pessoas, fazendo jus à fama de cidade que nunca dorme.

E quando finalmente chegamos ao prédio de Ally, suspiro aliviado. Mesmo estando bem agasalhado, o frio intenso fazia meus ossos doerem. Ao entrarmos no edifício, é notável a diferença de temperatura, ainda que estivesse fazendo uns dois graus na entrada do prédio.

– Feliz Ano Novo, Ally. – Deseja o porteiro, sorrindo com simpatia.

– Feliz Ano Novo, David. – Fala Ally, correspondendo ao sorriso, enquanto me guiava pela mão ao elevador do prédio.

O homem balança a cabeça em cumprimento e eu faço o mesmo, sem saber o que dizer ao porteiro. O elevador não demora a chegar e logo estávamos subindo em direção ao sexto andar. Quando chegamos ao andar desejado, Ally procura suas chaves dentro da bolsa, enquanto caminha em direção ao apartamento 604.

Ela abre a porta e entra no apartamento, ligando as luzes em seguida. Entro e fecho a porta, observando cada detalhe daquele lugar. Ally liga o aquecedor e sorri, fazendo sinal para que eu entrasse mais. Tiro meu casaco, cachecol, toca e luvas e deixo estendido no cabideiro da entrada, sabendo que molharia a casa inteira se seguisse com as peças molhadas.

– Então é aqui que você mora? – Pergunto, analisando a sala de estar e as fotos espalhadas pelo lugar, enquanto colocava a minha mochila ao lado da porta de entrada.

Apesar de pequeno, o apartamento era bonito e aconchegante. Ao lado, consigo ver a bela cozinha de Ally. De alguma forma, aquele espaço me lembrava bem a morena. A sala possuía moveis coloridos e vários livros em uma estante, além da prateleira com alguns prêmios da mulher.

– Sim. – Afirma, dando de ombros. — Quer conhecer o lugar? Não é tão grande quanto as casas em Miami, mas tem o seu encanto. – Brinca, pegando em meu braço.

– Claro. – Concordo, sorrindo, enquanto passo meu braço por cima dos ombros de Ally e beijo sua testa.

Ally me mostra os dois quartos do apartamento, dos quais um era o seu e outro o de visita, os banheiros, lavanderia e por último a cozinha, o seu lugar favorito. Moderna, como era de se esperar, a cozinha continha vários eletrodomésticos industriais. O lugar não era muito grande, mas acomodava bem a mesa de jantar e os outros móveis.

– Ainda não está da maneira como quero, mas aos poucos vou trocando os móveis e moldando esse lugar com a minha cara. – Explica a morena, apoiando-se as costas na pia da cozinha.

– Impressionante. – Admito, admirado com a beleza do lugar.

Ally havia comprado o apartamento junto com Gavin, com planos de se mudar para o lugar assim que se casassem, mas com os problemas, o mesmo foi deixado aos cuidados da mãe de Ally, até que houvesse uma decisão por parte do casal.

Quando Ally voltou para Nova York, Gavin abdicou de sua parte na casa, passando-a por completo para o nome da ex-noiva. Desde então, Ally tem morado e decorado o apartamento a sua maneira.

– Irei preparar chocolate quente para nós. – Fala a mulher, batendo as mãos, sorrindo.

– Ótimo. – Digo, sorrindo. – Estou morrendo de fome e frio.

Ally ri e balança a cabeça, concordando. Sento-me em uma das cadeiras da mesa de jantar e observo Ally preparar o chocolate quente, cantarolando uma música qualquer. Era impossível não sorri, imaginando como seria nosso futuro quando estivéssemos finalmente juntos.

– Minha mãe me ligou e disse que seu pai estar passando o Ano Novo na casa de praia da minha família. – Comenta a morena, concentrada na panela que estava no fogo.

– Ele me contou. – Respondo, apoiando meu cotovelo sobre a mesa e encostando minha cabeça em minha mão, enquanto continuava a encarar Ally. – Parece que seu pai não ficou feliz ao saber que ele passaria a virada do ano sozinho e o obrigou a ir junto com Brooke e Trent, que também não tinham onde passar o Ano Novo. Acho que essa é a primeira vez que passo o Natal e o Ano Novo longe dele.

Ally desvia o olhar da panela e passa a me encarar. Vejo preocupação em seus olhos. Ela desliga o fogo e se aproxima a passos lentos, como se pensasse o que deveria fazer.

– Você está bem? – Questiona, sentando-se a minha frente e pegando minhas mãos com carinho.

– Estou sim. – Afirmo, sorrindo, enquanto entrelaço nossos dedos. – Apesar de estar longe dele e seja difícil me acostumar com a falta de um abraço paterno, eu estou exatamente onde deveria estar.

Ally sorri e aperta ainda mais nossos dedos. Após alguns segundos, ela se levanta e volta a preparar o saboroso chocolate. Quando termina, Ally pega duas xícaras em seu armário e as enche com o líquido quente. Com cuidado, ela caminha em minha direção e me estende uma das xícaras quando para à minha frente.

– Vamos para a sala. – Fala Ally, sorrindo discretamente.

– Tudo bem. – Concordo, levantando-me da cadeira e a seguindo até a sala. Sento-me em um dos confortáveis sofás da sala e coloco a xícara sobre a mesa de centro.

– Vai escolhendo um filme, enquanto pego um cobertor para a gente. — Ally pede, colocando sua xícara ao lado da minha e apontando para a estante.

Sorrio, concordando, passando a procurar um filme qualquer, enquanto Ally ia para o quarto buscar um cobertor. Olho para a janela do apartamento e vejo o vidro embaçado, mas ainda assim era possível ver a neve cair com intensidade por Nova York.

– Voltei. – Anuncia Ally, colocando seu grosso cobertor sobre o sofá. – Já decidiu qual filme vamos ver?

– Prefere comédia ou terror? – Pergunto, olhando para dois filmes em minhas mãos.

– Comédia. – Responde Ally, sentando-se no sofá e pegando sua xícara de chocolate quente.

Pego o filme e coloco no DVD. Volto a me sentar ao lado de Ally, pegando minha xícara. Assim que terminamos de tomar o delicioso chocolate, Ally e eu nos deitamos no sofá, abraçados e continuamos a assistir ao filme, aquecendo-nos com o cobertor e o calor de nossos corpos.

A festa de Ano Novo ainda rolava com animação pela cidade, mas estarmos juntos era tão bom que nem nos importávamos em termos nos isolado do resto do mundo dentro daquele apartamento, enquanto assistíamos um filme qualquer de uma comédia sem importância.

Na verdade, a última coisa que eu conseguia prestar atenção era no filme. Ally estava em meus braços, aninhada ao meu corpo, enquanto eu acariciava seus cabelos e a cada minuto que se passava, mais lenta se tornava sua respiração, ao ponto da morena dormir sem perceber.

Haviam sido longos sete meses longe um do outro. A saudade havia nos maltratado de maneira severa. Mesmo sem perceber, estávamos nos focando cada vez mais no trabalho para evitar pensar na distância que nos separava. Era visível o cansaço de Ally e eu não estava muito melhor. Noites sem dormir, trabalhando sem parar. Desde a volta de Ally para Nova York, eu não sabia como dormir bem.

E a medida que eu acariciava os longos cabelos de minha morena, o sono começou a me pegar. Finalmente, eu me sentia em paz. Foram preciso meses de sofrimento para que eu entendesse que Ally era única capaz de trazer a paz espiritual que tanto procurei a minha vida inteira.

Agora, mais do que nunca, eu lutaria por nós. E em meio a esses pensamentos, entrego-me ao sono, aconchegando Ally ainda mais em meu peito, enquanto inspirava seu suave perfume.

[...]

O dia não demora a chegar em Nova York. O som do toque do celular de Ally faz com que despertássemos do prazeroso sono que estávamos tendo. A garota se remexe em meus braços, enquanto parecia tentar criar coragem para levantar.

– Bom dia. – Digo, beijando a testa da mulher.

– Bom dia. – Sussurra meio rouca, abrindo um doce sorriso, permanecendo de olhos fechados.

– Seu celular estar tocando. – Aviso, apertando-a contra mim.

– Eu sei. – Responde, abrindo os olhos. Ela se vira para mim e me abraça com força. – Mas eu não quero atender.

– Pode ser importante. – Sugiro, rindo da infantilidade da garota.

Ela ronrona em meu peito e por fim suspira, separando-se de mim. Seu celular para de tocar e ela abre um grande sorriso, mas logo o mesmo se fecha quando o aparelho volta a tocar. Ally fecha os olhos e sorri, levantando-se. A morena se espreguiça e caminha em direção a bolsa que estava sobre a pequena mesa próxima a porta de entrada.

– Alô. – Fala mulher, atendendo a ligação. – Oi Piper.

Ally sorri e volta para o sofá, acomodando-se ao meu lado. Observo a garota com atenção, enquanto parecia ouvir uma bronca da loira.

– Eu estou viva, Piper. – Diz Ally, dando de ombros. – Eu tinha uma razão para não ter atendido sua ligação no primeiro toque. – A morena revira os olhos e ri da amiga. – Piper...me escuta. Quer saber...

Ally afasta o celular do ouvido e aperta um botão na tela, tornando audível a voz de Piper e o a música baixa vinda do rádio.

– ...você sabe o quanto eu fiquei preocupada? Depois de várias tentativas de falar com você, Thomas e eu decidimos voltar para casa mais cedo. E mesmo sem você querer, iremos passar aí no seu apartamento para conferirmos se você está realmente bem.

– Oi Piper. – Digo a mulher, ouvindo-a se calar no mesmo instante.

Austin? – Pergunta, parecendo não acreditar. – Ai meu Deus! Não pode ser.

– Ele veio passar o Ano Novo comigo. – Fala Ally, sorrindo. – Incrível, não?

– Muito. – Concorda a mulher, rindo. – Quando você chegou, Austin?

– Ontem à noite, mas só consegui me encontrar com Ally meia-noite em ponto. – Conto, fazendo Piper ri com descrença.

– Isso é loucura! – Exclama Piper, feliz. – Vai ficar até quando?

– Até as onze horas da noite de hoje. – Respondo, sentindo a realidade acertar-me com força. Olho para Ally e a vejo sorri tristemente.

– Só isso? – Pergunta Piper, deprimida. – Por que não fica mais tempo?

– Tenho trabalho para fazer em Londres. Alonso está adiantando as coisas, mas ele precisa da minha ajuda para terminar as fotografias que estarão em exposição. – Digo, suspirando, enquanto abraço Ally com força.

– Isso é tão triste. – Afirma a mulher, parecendo entristecer-se com o fato. – Vocês ficaram tanto tempo longe um do outro e, agora que se encontraram, terão menos de um dia juntos.

– Ao menos estamos juntos, Piper. – Fala Ally, tentando soar positiva. – Por que não tomamos café da manhã juntos antes que eu vá trabalhar? Vocês já estão vindo para o meu apartamento mesmo. Assim, Austin pode conhecer a Ellie e ainda colocamos o papo em dia.

Ótima ideia, Ally. – Concorda Piper, animada. – Estaremos aí em no máximo quarenta minutos. Vamos levar o pão, então precisa se preocupar em ir à padaria.

– Tudo bem. Estaremos esperando por vocês. – Despede-se Ally, desligando o celular em seguida. – Parece que teremos que nos levantar.

– Parece que sim. – Concordo, rindo. – Que horas você tem que está no restaurante?

– Em dias normais, entro sete e meia, mas em datas comemorativas como Ano Novo, eu entro nove horas. – Responde, aconchegando-se em meu peito.

– Então hoje é o nosso dia de sorte. – Concluo, sorrindo com malícia.

– Pode se dizer que sim. – Responde Ally, rindo, ao notar a minha aproximação repleta de segundas intenções. – Mas, ainda assim, precisamos levantar. Tenho um café da manhã para preparar, enquanto isso, você pode ir tomar um banho e se arrumar.

– Eu iria adorar...ter uma companhia...no banho. – Incito, em meio aos beijos que eu dava em Ally.

A morena ri e me puxa para um beijo mais intenso. Eu apertava sua cintura, enquanto a mesma acariciava meus cabelos, causando pequenos arrepios em minha nuca.

– Eu iria adorar dividir o banho, mas estamos sem tempo. Piper e Thomas devem estar quase chegando e eu ainda preciso me arrumar para ir para o trabalho. – Explica a garota, assim que nos separamos. Ela me olha com carinho e beija com suavidade os meus lábios.

– Tudo bem. Você venceu. – Digo, sorrindo, enquanto me levanto de cima da mulher. – Onde fica o banheiro mesmo? – Questiono, caminhando em direção a minha mochila que continuava ao lado da porta.

– Pode usar o do meu quarto. Tem toalhas no armário debaixo da pia, caso precise. – Avisa, arrumando o cobertor, no qual, havíamos usado para dormir.

– Certo. – Respondo, indo em direção ao quarto de Ally.

Entro no chuveiro e sinto a água quente cair sobre meu corpo, me relaxando. Apesar de ter dormido bem, as várias horas na mesma posição ocasionou em muitas dores nos ombros e costas. Sorrio, feliz por ter passado, ao menos, à noite juntos.

– Austin? – Chama Ally, batendo na porta. – Estou entrando.

– Entra. – Digo, debaixo do chuveiro.

Ally abre a porta do banheiro e começa a escova os dentes e a arrumar o cabelo. Assim que termina de se arrumar, ela me encara com um sorriso malicioso moldando seus lábios e me lança uma piscadela.

– Nada mal. – Brinca, fazendo eu ri. – Bem, eu já tomei banho e me arrumei. Vê se não demora. A Piper já deve estar chegando.

– Já estou terminando. – Afirmo.

A garota balança a cabeça, concordando e sai do banheiro. Desligo o chuveiro e, após me secar com a toalha e a colocar na cintura, vou para o quarto de Ally e procuro por roupas limpas dentro da mochila.

Enquanto eu terminava de me arrumar, ouço a campainha do apartamento tocar e as vozes de Piper, Thomas e Ally vindo da sala. Coloco as roupas sujas em uma sacola dentro da mochila, estendo a minha toalha e volto para a sala de estar do apartamento.

– Adivinha quem chegou? – Anuncio, assim que chego ao cômodo.

– Austin! – Diz Piper, animada, entregando a filha para o marido. Ela move-se devagar em minha direção e me abraça com carinho. – É muito bom ver você aqui.

– É muito bom estar aqui. – Afirmo, sorrindo, enquanto me separava da mulher. – Thomas.

– Austin. – Cumprimenta o homem, andando em minha direção e me abraçando da melhor maneira que podia, segurando a filha com cuidado. – Quanto tempo! Como anda a vida?

– Cada dia mais corrida. – Confesso, enquanto encarava a linda garotinha de seis meses. – E essa princesa? – Pergunto, mexendo com a mãozinha delicada de Ellie.

– Ela não está linda, Austin? – Fala Ally, se aproximando e pegando Ellie do colo do pai. – Oi princesinha. – Ellie abre um grande sorriso para Ally e se joga para cima da mulher, fazendo a morena ri ainda mais.

– E pelo visto ela é tão risonha quanto Diana. – Digo, vendo o lindo sorriso da linda criança de olhos azuis.

– Ellie é a criança mais alegre que eu conheço. – Fala Piper, orgulhosa, enquanto era abraçada pelo marido. – A cada dia que passa, mais esperta ela fica.

Ellie ri para a mãe e estende seus pequenos bracinhos para a mulher. Ally entrega a criança para Piper e me abraça, encarando a garotinha com encanto. Era impossível não sorri com a felicidade da família. Eles com certeza mereciam a boa fase que estão vivendo.

– E então? Vamos comer? – Pergunta Ally, apontando para a cozinha.

– Com certeza. – Fala Thomas, animado. – Estou morrendo de fome.

Ally prepara a mesa com rapidez e não demora muito para que estivéssemos sentados à mesa. A refeição estava deliciosa e meu estômago agradeceu por voltar a provar da incrível comida de Ally.

– E como vai indo o tratamento, Thomas? – Pergunto, após tomar um gole do saboroso café.

– Estou melhorando aos poucos. – Diz, sorrindo discreto. – Não é fácil. Por ser um tratamento teste, ele se torna cansativo e não possui nenhuma garantia de cura.

– Mas ao menos a doença parou de avançar, não é? – Questiono, preocupado.

– Segundo os médicos, o meu caso se estabilizou, agora resta saber se terei alguma melhoria. – Explica o homem, dando de ombros. Piper encara Ally e sorri com cansaço para a amiga.

Após usar seus contatos, Gavin conseguiu inscrever Thomas em um experimento que alguns pesquisadores estavam fazendo para o tratamento da Prosopagnosia. Mesmo que não houvesse garantias de sucesso, somente a possibilidade de que poderia ser criado um tratamento contra a doença que atormentava o homem a tantos anos, Piper e Thomas se agarraram a chance dada.

– Bem, aproveitando que ambos estão aqui, Thomas e eu queremos conversar com vocês. – Fala Piper, mudando de assunto.

– E sobre o que vocês querem conversar? – Pergunta Ally, curiosa.

– Piper e eu andamos conversando sobre o futuro de Ellie. – Começa Thomas, sorrindo. – Principalmente em quem iriamos colocar como padrinhos dela, e chegamos à conclusão que vocês são as melhores pessoas para se tornarem o segundo pai e mãe do nosso maior bem.

– Vocês aceitam ser padrinhos de Ellie? – Pergunta Piper, sorrindo em expectativa.

Olho para Ally surpreso e a morena parecia muito feliz com o convite. Sorrio para o casal e pego na mão da mulher ao meu lado. Ally entrelaça nossos dedos e suspira, encarando-me, como se quisesse conferir se eu estava de acordo com sua decisão.

– Claro que aceitamos. – Afirmo, sorrindo, enquanto encarava a doce criança que brincava no colo do pai. – Será um prazer.

– O que acha da tia Ally como sua madrinha, Ellie? – Pergunta Ally, brincando com a bebê de seis meses. Ellie ri e bate as mãos na mesa com alegria. Rimos da reação da criança e Ally dá de ombros, satisfeita. – Parece que ela gostou da ideia.

– Temos certeza que sim. – Fala Thomas, sorrindo.

Continuamos a tomar nosso desjejum em meio aos risos. Quando terminamos, Piper e Thomas foram embora, alegando cansaço pela noite mal dormida, e Ally e eu seguimos para o restaurante onde a morena trabalha. Essa seria a primeira vez que eu conheceria o famoso Carbone.

Devido a festa da virada do ano, Nova York se encontrava mais calma e, até mesmo, mais silenciosa. Ally dirigia seu carro com tranquilidade, enquanto ouvíamos uma música qualquer, e por causa do fluxo menor de carros, não demoramos a chegar ao restaurante.

Benvenuti a Carbone! – Fala Ally, sorrindo com orgulho.

Grazie. – Agradeço, sorrindo.

Entramos pela porta dos fundos, indo direto para a cozinha. Ao notarem nossa presença, os colegas de trabalho de Ally, nos encaram, parecendo saber quem era aquele que acompanhava uma das mais novas funcionárias do lugar.

– Pessoal, quero que conheçam Austin Moon, meu... – Ally para de falar, parecendo tentar identificar nossa relação.

– Eu sou o namorado dela. – Respondo pela garota, sorrindo.

Ally me encara com um sorriso amoroso em seus lábios e desvia o olhar para os colegas de trabalho. A primeira pessoa a se aproximar é uma bela mulher de longos cabelos castanhos e olhos esverdeados.

– Então você é o famoso Austin? – Fala a mulher, sorrindo. – Ouvimos falar muito sobre você. – Admite, lançando um olhar brincalhão para Ally. – Jade Panza. Chefe e amiga de Ally. – Jade me estende a mão, sorrindo com simpatia.

– Prazer em conhecê-la, Jade. – Digo, sincero, apertando sua mão em cumprimento.

– Aquele é o meu marido, Marco Panza. – Jade aponta para o marido, que sorri e caminha em minha direção. Trocamos um breve aperto.

– Seja bem-vindo a nossa segunda casa, Austin. – Diz Marco, sorrindo de maneira gentil. Apontando para a equipe atrás de sim, ele continua as apresentações. – E esses são meus funcionários, respectivamente, da direita para a esquerda, Stacy, Alan, Benjamin, Dimas, Pietro, Maggie, Paul, Jenny e Amanda.

– Olá. – Cumprimento a todos, acenando e sorrindo.

– Pelo visto, você não passou a virada do ano sozinha, como tinha dito que passaria, Ally. – Comenta Jenny, sorrindo maliciosamente.

– Austin resolveu fazer uma surpresa. – Explica Ally, rindo e revirando os olhos, enquanto entrelaçava nossas mãos. – Ele não ficará muito tempo na cidade, por isso, eu o trouxe para conhecer o restaurante e ficar o resto do tempo que tem aqui comigo.

– Vai embora ainda hoje? – Pergunta Alan, surpreso.

– Infelizmente. – Concordo, dando um meio sorriso triste. – Preciso voltar para Londres para terminar um dos meus trabalhos.

– Uma pena que ficará tão pouco tempo conosco, Austin. – Lamenta Jade, olhando com preocupação para Ally.

– Vamos ficar bem. – Garante Ally, encostando sua cabeça em meu braço e sorrindo com confiança para a chefe.

Após nossa rápida conversa, sou expulso da cozinha. A equipe de habilidosos cozinheiros começa a trabalhar e só me resta observá-los, enquanto mando mensagens para Alonso, meu pai e todos os meus outros amigos.

Em poucas horas o restaurante começou a receber os clientes, assustando-me com o movimento. Apesar de sempre estar cheio, Evan’s não chegava a atender por dia nem metade das pessoas que entravam no Carbone. Ao notar em como o nível de Ally havia subido, sinto meu peito se encher de orgulho da mulher.

O dia se passa mais rápido que o desejado e quando menos percebo o horário de ir para o aeroporto havia chegado. Comovidos e preocupados com Ally, os chefes da garota a liberaram mais cedo para que ela pudesse me acompanhar.

Como previsto, o engarrafamento do restaurante ao aeroporto havia sido enorme, mas, de alguma forma, Ally e eu estávamos agradecidos por poder passar mais um tempo juntos. Conversávamos sobre o restaurante e outras banalidades, durante o trajeto, no entanto, em momento algum tocamos no assunto da nossa separação.

Assim que chegamos ao gigantesco aeroporto, demoramos bastante tempo procurando por uma vaga no estacionamento do lugar. Quando finalmente conseguimos estacionar o carro, Ally e eu seguimos abraçados para dentro do aeroporto.

Quanto mais nos aproximávamos da hora de partir, mais difícil era para controlarmos nossos corações. Piper e Thomas conseguem chegar ao aeroporto minutos antes do meu embarque.

– Faça uma boa viagem, Austin. – Deseja Piper, abraçando-me com emoção. – E não esquece de nos mandar notícias e lembranças de todos os lugares que você visitar.

– Obrigado, Piper. – Agradeço, correspondendo ao abraço. – E eu prometo te enviar fotos dos lugares mais bonitos que eu tiver a oportunidade de visitar.

Separo-me da loira e sorrio para a criança que estava nos braços do pai e dormia com tranquilidade. Aproximo-me de Thomas e beijo a testa de Ellie, observando com carinho a pequena menina.

– Tchau, Austin. – Despede-se Thomas, dando um meio abraço. – Espero que venha nos visitar mais vezes e com mais tempo.

– Com certeza farei isso. – Afirmo ao homem, com determinação. – Cuide delas por mim. – Peço, apontando para Ally, Piper e Ellie.

– Não se preocupe. – Fala Thomas, sorrindo confiante. – Elas ficarão bem. Eu prometo.

– Obrigado. – Sorrio para o homem e me afasto, restando despedir-me somente de Ally.

Nos encaramos por alguns instantes e não demoramos a nos abraçar. Eu não queria ficar longe de Ally mais uma vez. Era difícil saber que talvez demoraríamos mais sete meses para nos vermos novamente. Com nossas carreiras em ascendência, seria ainda mais complicado de nos encontramos pessoalmente.

– Eu vou sentir tanto a sua falta. – Afirma Ally, apertando-me com toda a sua força.

– Eu também vou sentir muita falta sua. – Digo, afastando-nos somente o suficiente para nossas testas se encostarem. – Por favor, se cuida. Não se esforce demais e trate de dormir e se alimentar bem.

– Tudo bem. – Fala a mulher, rindo de minhas recomendações. – Eu te amo.

– Eu também te amo. – Declaro, beijando sua testa.

Voltamos a nos encarar, sentindo nossos corações se apertarem, cientes que a hora de ir havia chegado. Beijo Ally com paixão, tentando matar a saudade que já começava a crescer dentro de mim. Inspiro seu perfume e a analiso por mais um tempo, guardando cada traço seu em minha memória.

– Eu preciso ir. – Digo, a contragosto, quando anunciam ser a última chamada para o embarque.

– Até logo, namorado. – Despede-se Ally, sorrindo com lágrimas em seus olhos.

Beijo sua testa e ando em direção ao portão de embarque, acenando para os três que me observavam. Ally estava certa. Aquele não era um “adeus” e sim um “até logo”. E isso era o bastante para incentivar-me a não entregar o jogo. Ainda que fosse doloroso, conseguiríamos suportar a saudade, mais uma vez.

Notas finais
Ellie: http://007blog.net/fotos/2009/03/Menina-com-touca-rosa-300x229.jpg oOo O que acharam, pessoal? Críticas? Elogios? Alguma sugestão? Oi Cupcakes ♥! Mais um capítulo para vocês, meus amores. Ele foi mais parado, então desculpa se tiver ficado meio chato. Lembrando mais uma vez que estamos na reta final de Obsession, então deixem a opinião de vocês e ajudem a autora a ter mais inspiração com os comentários, recomendações e favoritos. Beijocas ♥ oOo PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !! Unlike Cinderella: http://fanfiction.com.br/historia/514701/Unlike_Cinderella/ Fire Scars (Fic Prielle): http://fanfiction.com.br/historia/578178/Fire_Scars/ Unfaithful: http://fanfiction.com.br/historia/630878/Unfaithful/