Obsession

27 Capítulo 26 - Proposal


Notas iniciais
Oiii Cupcakes ♥!! Por muito pouco esse capítulo não sai hoje. Por contar do meu trabalho, eu quase não tive tempo para escrever. Provavelmente, o texto está cheio de erros, mas eu não consegui verificar todos os erros. Enfim, como amanhã é sábado e é possível que o dia seja pior que o de hoje, talvez eu só poste capítulo de madrugada, então já fiquem avisados. Quero agradecer especialmente a SaahMaryLynch, a Mamis Confeiteira e Poderosa Jade, a minha princesa Vííh Lenna, a fofa da Divademi22, a doce Bia (Inocente), a divertida Cycyr5, a minha Jujuba (Juliana Lorena), a fofa da Leleh (Nothing Is Impossible), a linda da Shaah, a minha Jujuba ao leite condensado JuuhLima Grande, a mais nova Cupcake Doreh Lynch Simpson, a minha amoreco Pequena Miss, a linda da Evellyn Maddox, a minha italianinha Fran, a princesa da Sleeping Beauty, a fofa da Vicvieira e a linda da Babi Farias pelos lindos comentários no capítulo passado ♥. Muito obrigada mesmo, meninas. Espero do fundo do meu coração que gostem do capítulo. Boa Leitura...

13 de junho de 2013 – Miami

POV Austin

Já se passavam das três da manhã, quando meu celular começa a tocar. Assustado, acordo procurando pelo aparelho. O nome de Ally desperta ainda mais a minha curiosidade e preocupação pelo o horário da ligação.

– Ally? Aconteceu alguma coisa? – Minha voz se encontrava rouca e meus olhos pesavam devido ao sono.

Oi Austin. Desculpa te acordar. – Diz a garota, parecendo envergonhada. – Mas, eu tenho uma grande notícia e não consegui esperar amanhecer para te contar.

– E qual seria essa grande notícia? – Pergunto, voltando a me deitar, enquanto continuava a segurar o celular em meu ouvido. A voz suave de Ally me acalmava. Fecho meus olhos, concentrando-me na melodia de sua respiração que batia contra o celular.

Ellie nasceu. – Conta Ally sem conter sua felicidade.

Abro meus olhos de uma vez e volto a me levantar, sorrindo. Começo a ri, sem acreditar na notícia e Ally parecia sentir o mesmo que eu.

– Mentira? E como a Piper está? E a bebê? Como ela é? – Pergunto, ansioso por respostas.

Elas estão bem. Ellie é a bebê mais linda do mundo. Loira e branquinha como os pais. – Diz, controlando um pouco mais a sua animação. Noto a sua voz falhar levemente, como se fosse difícil de contar como tudo aconteceu. – Mas o parto foi muito complicado. Eu acompanhei tudo e...e eu ainda estou em estado de choque pelo que vi.

– O que aconteceu durante o parto? E você que assistiu? Pensei que Thomas era que queria ver o nascimento da filha.

Ele queria, mas seu celular descarregou e ele ficou preso em um acidente que aconteceu quando ele estava a caminho de casa. – Explica a garota, dando um suspiro em seguida. – Piper quase morreu duas vezes, Austin. Ellie por muito pouco não resistiu ao parto. Foi tudo tão...eu ainda não sei como reagir. Eu as vi entre a vida e a morte e não pude fazer nada.

As palavras de Ally vinham carregadas de dor. Meu coração se aperta ao imaginar o quanto mãe e filha sofreram. Todos estavam cientes dos riscos, é claro, mas saber que por pouco as duas não sobreviveram é atordoante.

Eu queria que estivesse aqui. – Sussurra Ally, fazendo a saudade dentro de mim gritar com ainda mais força.

– Eu também queria estar aí. – Afirmo, suspirando, frustrado.

O silêncio se instala entre nós. As frases pareciam presas em minha garganta. A distância nos corroía sem piedade. Eu queria poder a consolar nesse momento. A acolher em meus braços e acaricia seus cabelos. Queria poder estar perto dela, mas sabia que não podia.

Eu preciso desligar. – Avisa a morena, com a voz cansada. – Thomas está me chamando. Acho que as visitas foram liberadas. Ligo à noite para vocês e mando fotos de Ellie.

– Estarei esperando. – Digo e volto a me deitar, ainda conectado a ligação. – Eu te amo.

Eu também te amo.

Desligo o celular e encaro o teto, sabendo que seria impossível voltar a dormir. As informações se misturavam em minha mente. Ao mesmo tempo em que eu estava mais do que feliz pelo nascimento de Ellie, eu não conseguia evitar odiar ficar tão longe de Ally.

Suspiro, frustrado, e me levanto. Visto uma calça e uma blusa de manga longa qualquer e saio de casa. Ainda que fosse por volta das quatro da manhã, era possível se ver alguns carros e pessoas espalhadas pela cidade.

Fazia frio e o céu estava repleto de nuvens, alertando sobre a tempestade que estava por vir. Continuo a andar até chegar ao Evan’s. Em algumas horas, Manu e seus funcionários chegariam para abrir o lugar.

Sento-me nas escadas da entrada e encaro o mar, perdido em pensamentos. De repente, os primeiros pingos de chuva começam a cair, não demorando a se tornar uma tempestade. Foi inevitável não lembrar do dia em que amei Ally pela primeira vez.

“– Shiii... – Sussurro no canto dos lábios dela. Minha mão escorrega em direção à sua nuca e meus dedos se emaranharam em seus cabelos. Dou alguns beijos suaves em seu rosto, têmpora e sobrancelha. – Não chore mais, Ally.

Ela me encarava, parecendo duvidar que conseguiria, mesmo se quisesse. Enquanto a chuva caia com intensidade no lado de fora de casa, a garota começa a se acalmar um pouco, mas ainda era possível ver a sua angústia. Beijo seu nariz e, então, aproximo-me de seus lábios, mais uma vez, sussurrando em seguida:

– Você precisa pensar em outra coisa. — Puxo a cabeça de Ally, levemente para trás e a mesma entreabre os lábios. – Não precisa ter medo. Eu estou aqui”.

Trovões e relâmpagos se propagam pela cidade com intensidade. Observo o nublado céu de Miami, sentindo alguns pingos da chuva caindo sobre mim. Apesar do cenário depressivo, eu me sentia bem, visualizando cada detalhe daquela noite. Sorrio, enquanto fecho os olhos e entrego-me as lembranças.

“– O que estamos fazendo? – Sussurra Ally, encarando meus olhos com luxúria. – Isso é loucura.

– Eu sei. – Afirmo, colocando uma mecha do seu cabelo atrás de sua orelha.

– Austin... – Murmura Ally, como se não soubesse o que fazer. Encaro seus lábios e sinto vontade de tomá-los para mim, mais uma vez. Eu sei que devo parar, mas meu corpo não obedece minha mente. Eu a queria e eu não conseguia mais negar isso.

– Eu desejo você, Ally. – Confesso, surpreendo a garota. – Eu a quero, Ally. Aqui e agora.

–Austin... – Seu sussurro repleto de desejo me enlouquece. E quando ela me puxa para um beijo insano, todos os meus sentidos gritam, desejando desvendar todos os segredos daquela mulher que me atraia como nenhuma outra havia sido capaz”.

Desejo. Sofreguidão. Amor. Era difícil controlar os três sentimentos quando eu estava perto de Ally. A morena possuía um brilho no olhar diferente. Único como sua maneira de encarar o mundo. Rio, lembrando de nosso primeiro encontro. Eu havia gostado da noiva. Ela era bonita. Muito bonita. Mas o sorriso gentil e adorável escondia muito bem a sua personalidade forte e, diversas vezes, assustadora, que conheci poucas horas depois ao receber seu forte chute, após ter sido abandonada no altar pelo noivo e ter descoberto que o mesmo era gay.

Aos poucos a chuva diminuía sua intensidade, dando lugar aos poucos raios de sol. Vejo Manu, segurando Diana em seus braços, enquanto caminhava em direção ao restaurante, sendo acompanhada do marido e da cozinheira auxiliar, April. Ao notarem a minha presença, os três me olham surpresos.

– Austin? Aconteceu alguma coisa? – Questiona Prince, enquanto coloca a cadeirinha da filha e o guarda-chuva que usara a poucos instantes no chão. Ele ajeita a bolsa rosa bebê em seus braços e me olha com curiosidade.

– Ellie nasceu. – Respondo, sorrindo, enquanto encarava as nuvens cor de chumbo que cobriam o brilhante céu de Miami.

– Ellie nasceu? – Repete Manu, sorrido com animação. – Que notícia maravilhosa! – Diana resmunga um pouco, ameaçando acorda. A mulher começa a balançar a filha e a sussurrar uma cantiga qualquer. – Pronto, pronto. Volte a dormir, por favor. – Sussurra a mulher.

Rio de seu desespero. Manu e Prince suspiram aliviados ao notar que a filha havia voltado a dormir. Observo-os mais atentamente e noto o visível cansaço sem suas faces. A garota, com certeza, havia dado trabalho aos pais a noite inteira.

– Não ria, Austin. Não sabe o quanto essa menininha chorou essa madrugada. – Repreende Prince, enquanto entregava as chaves do restaurante a April. Rio ainda mais, sendo acompanhada pela funcionária do casal. – E você também não tem esse direito. – Fala o homem, olhando seriamente para April. – Você já passou por isso.

– Mais vezes do que eu gostaria. – Concorda April, com um sorriso nostálgico em moldado em seus lábios. – E recomendo que se acostumem, pois ainda não viram nada.

– Nem me fale. – Diz Manu, sorrindo cansada. A mulher parece se lembrar de algo e volta a me encarar. – Mas, voltando ao assunto. Como Piper está?

– Ally me disse que tanto Piper quanto Ellie estão bem, apesar das diversas complicações no parto. – Respondo, enquanto me levanto. – Ela assistiu ao parto da bebê e disse que foi assustador.

– Eu imagino que tenha sido mesmo. – Comenta Prince, trocando a bolsa de Diana de uma mão para a outra. – Se o parto da Diana que foi rápido e sem problemas foi traumático, imagina um com diversas complicações.

– O parto da Diana foi lindo. Não sei porque ainda insiste em dizer que foi assustador. – Fala Manu, assim que entramos no restaurante.

Prince me olha com cara de nojo e balança a cabeça, como se tentasse afastar as cenas de sua cabeça. Ele coloca a bolsa da filha em cima de uma das mesas e a cadeirinha no chão, em seguida, puxa uma das cadeiras para que eu me sentasse.

– Lindo, porque você não viu como ela saiu do...da...daquele lugar estranho. – Responde Prince, fazendo careta, ao tentar explicar o parto.

– Foi um parto normal, Prince. Por onde queria que ela saísse? – Pergunta a esposa, revirando os olhos, enquanto coloca a filha na confortável cadeirinha.

– Por que não mudamos de assunto? Sabe o quanto foi difícil olhar para minha filha naquela semana e não me lembrar daquelas cenas... – Prince faz cara de nojo, novamente. – Enfim, vamos mudar de assunto.

– Fresco. – Fala Manu, recebendo um olhar irritado do marido. A mulher ri e beija os lábios do marido. – Apesar de suas frescuras, eu ainda te amo.

– Não é frescura. – Reclama Prince, enquanto observa a mulher caminhar em direção a cozinha do restaurante. – A cena foi realmente nojenta.

– Tchau, querido. – Despede-se Manu, rindo. Prince suspira e ri, puxando a cadeira da filha para mais perto.

Rio da discussão infantil do casal. Olho ao redor do restaurante e suspiro aliviado. Mesmo com a volta de Ally para Nova York, Manu e Prince não permitiram que o Evan’s fosse fechado antes do prazo. Mesmo tendo que abrir mão dos momentos com a filha de dois meses, Manu voltou a assumir o posto de chefe do restaurante.

Todos haviam comemorado o retorno da mulher, mas ninguém negava que sentíamos falta de Ally brincando e entretendo os clientes com seus deliciosos pratos ou histórias de Nova York. Ainda que tivesse convivido naquele ambiente por pouco tempo, Ally havia se tornado parte do Evan’s e era difícil olhar para restaurante e não lembrar dos momentos com ela.

– Você já contou aos outros a novidade? – Pergunta Prince, olhando-me com curiosidade.

– Ainda não. – Digo, dando de ombros. – Mandarei uma mensagem para eles virem para o Evan’s antes de irem trabalhar.

– Seria ainda melhor se Ally fizesse uma vídeo-chamada. – Sugere o homem, sorrindo. – Não acha?

– Concordo, mas não sabemos se ela terá algum tempo. O trabalho no restaurante está tomando todo o seu tempo. – Respondo, não me importando de demonstrar a minha insatisfação. Eu estava muito feliz por ela ter conseguido o emprego dos sonhos, mas era horrível não conseguirmos conversar com tanta frequência devido a sua falta de tempo.

– Por que não manda uma mensagem sugerindo isso? – Pergunta Prince, encorajando-me com um grande sorriso.

Pego meu celular e o encaro por um tempo. Prince continuava a me observar, esperando que eu tomasse uma atitude. Suspiro e balanço a cabeça, concordando.

“Ally, o que acha de uma vídeo-chamada com a turma? Os únicos que sabem do nascimento de Ellie são Prince e Manu. Acho que todos ficariam felizes se você mesma contasse a novidade. Austin”.

– Pronto. – Digo, assim que aperto no botão de enviar. – Mandei a mensagem sugerindo o que você havia dito.

– Muito bem. – Fala o homem, sorrindo com satisfação.

Instantes depois, meu celular vibra sobre a mesa. Olho surpreso para o moreno, que dá de ombros e faz sinal para que eu lesse a mensagem. Desbloqueio o celular e vejo que a mensagem era a resposta de Ally.

“Eu amei a ideia. Acha que consegue reunir a turma em trinta minutos? Saio em uma hora para o Carbone. Beijos, Ally”.

– Será que conseguiríamos reunir todos em trinta minutos? – Pergunto a Prince, indeciso.

– Se disser a todos que Ally deseja conversar por uma vídeo-chamada, tenho certeza que sim. Todos estão morrendo de saudades. – Garante o homem, sorrindo.

– Mas e Dallas, Cassidy, Kira e Elliot? – Pergunto, lembrando-me da diferença de horário entre as cidades.

– Bem, em Copenhagen são... – Prince olha em seu relógio e pensa por um momento, como se contasse as horas. – Por volta das onze da manhã. Em Washington sabemos que é o mesmo horário que o daqui.

– Pode avisar Dallas, Cassidy, Kira e Elliot, enquanto eu aviso Dez, Trish, Gavin, Brooke, Trent e meu pai? – Pergunto, sorrindo sem graça. – Não temos muito tempo sobrando.

– Claro. – Concorda o homem, sorrindo com sinceridade.

E após vinte minutos de reclamações por parte de meus amigos, finalmente, Prince e eu havíamos comunicado a todos sobre o desejo de Ally. Cassidy e Dallas, assim como Kira e Elliot já estavam conectados na chamada de grupo. Aos poucos, todos os que moravam em Miami vão chegando, sem esconder a ansiedade que estavam por falar com Ally e descobrir sua surpresa.

Oi pessoal. – Ally finalmente havia se conectado. Ela sorria lindamente e era possível ver Piper e Thomas ao seu lado, sorrindo felizes. – Quanto tempo!

Ally! Piper! Thomas! – Grita Cassidy, animada, sentada ao lado de Dallas. – Que saudades de vocês.

Estamos muito curiosos para saber qual é a notícia que você tem para nos dar, Ally. – Fala Elliot, dando um bocejo em seguida. Ele estava sentado em sua cama junto com Kira. O moreno estava sem camisa e Kira trajava um roupão de seda. – E eu espero que seja algo muito bom para ter me acordado seis horas da manhã, sendo que eu estou de férias.

– E é uma excelente notícia, Elliot. – Responde Piper, sorrindo animada.

– Por que vocês não param logo de enrolação e nos contam o que aconteceu? – Questiona Trish, colocando-se ao meu lado.

– E é com muita alegria que apresentamos a mais nova componente da família Wally. Ellie Jena Wally. – Fala Thomas, após pegar a filha no colo e a colocar de frente para a webcam. – Diz oi para seus mais novos tios, filha.

– Ai meu Deus! Eu não acredito! – Exclama Kira, encantada. – Que princesa!

– Quando ela nasceu? – Pergunta Dez, animado. – E por que ninguém nos avisou antes?

– Ela nasceu essa madrugada, Dez. – Conta Ally, rindo e sendo acompanhada por Piper e Thomas. – Por conta da correria, eu só consegui falar horas depois com Austin.

– Ah, claro. Você preferiu avisar ao namorado que as amigas, não é mesmo, dona Allycia Marie Dawson? – Diz Cassidy, balançando a cabeça em negação. – Está vendo como as coisas são, amor? Só porque voltou para Nova York, já começou a se esquecer dos amigos.

– Essa é a nossa triste realidade. – Fala Dallas, entrando na brincadeira com a namorada. – Eu esperava isso de qualquer um, menos de você, Ally.

– Nossa. Quanto drama. – Responde Ally, rindo. – Deixem de ser bobos. Piper e Thomas estão de prova que eu não tive tempo de ligar para todos, então liguei para Austin, esperando que ele contasse a notícia para vocês.

– Isso é verdade. – Concorda Piper, enquanto pega a filha que começava a querer chorar. – Se quiserem culpar alguém, culpem o Austin.

– Nem para dá notícias você serve, Austin. – Fala Gavin, fingindo estar magoado.

– Você é uma desonra para a sociedade, Austin. – Diz Dez, levando a mão aos olhos, os cobrindo. – Algo incrível assim acontece e você simplesmente esconde isso de todos?

– Verdade, filho. Deveria ao menos ter mandado uma mensagem. – Diz Mike, balançando a cabeça em negação.

– Como você pôde esconder isso de nós, Austin? – Questiona Brooke, abaixando a cabeça, como se estivesse mesmo decepcionada.

– Pisou na bola, Austin. – Fala Trent.

– Você me decepcionou, Austin. – Brinca Trish, enquanto Piper, Thomas e Ally riam, divertindo-se com as brincadeiras.

– Você é um ingrato, Austin. Depois de tudo o que fizemos por você é assim que você nos retribui? – Fala Dallas, incentivando ainda mais o pessoal a continuar a me perturbar.

– Eu liguei para vocês para terem a oportunidade de verem a Ellie por vídeo-chamada e é assim que vocês me agradecem? – Dramatizo, fazendo todos revirarem os olhos. – Muito obrigado pela consideração.

Uma discussão de brincadeira entre o grupo começou. Era como se todos estivessem reunidos no Evan’s, exatamente como no dia do casamento de Elliot e Kira, um pouco antes de ambos seguirem viajem para Holanda.

Durante trinta minutos, foi como se não existisse distância. Até mesmo Manu, Prince e meu pai haviam se envolvido na brincadeira, tornando tudo ainda mais engraçado, mas sabíamos que aquilo não duraria para sempre.

Quando a chamada foi finalizada, pois Ally precisava ir trabalhar e Piper descansar, cada um seguiu seu caminho, restando apenas Manu, Prince, eu e os clientes do restaurante no estabelecimento. Todos sentiam que somente aqueles trinta minutos não fora o bastante. E o que mais me incomodava era a distância entre Ally e eu.

Observo a movimentação do Evan’s. Faltava uma hora para o estúdio ser aberto e eu ainda precisava passar em casa para trocar de roupa, mas a falta de ânimo só me faz permanecer no mesmo lugar. Novamente, as lembranças de Ally voltam a invadir minha mente. Pego meu celular e procuro pela foto da porta rosa que Ally considerava seu amuleto da sorte quando mais nova.

Ao encontrar a imagem, a encaro por longos minutos. De alguma forma, quanto mais eu encarava a imagem, mais sentia a “magia” na qual Ally acreditava e descrevia com tanta admiração em seu diário.

– Será que um dia eu te encontrarei? – Sussurro a mim mesmo, sorrindo, sem desviar o olhar da imagem. Talvez, aquela porta pudesse ser a solução que eu tanto procurava.

[...]

– Austin, Alonso está aqui. – Anuncia Brooke, após bater na porta e entrar na sala.

Desvio meu olhar da tela do computador e encaro a morena, por alguns instantes. Suspiro, cansado, e me espreguiço, sentindo as costas reclamarem das horas sentado, editando algumas fotos, enquanto esperava o próximo cliente chegar.

– Diga para ele entrar. – Peço e ela assente em concordância. – Ah, Brooke. – Chamo, um pouco antes da secretária sair. – Poderia me trazer mais café? – Pergunto, sorrindo sem graça, mostrando meu copo descartável vazio.

– Claro. – Responde a mulher, rindo.

Volto a encarar a imagem na tela do computador. Salvo o trabalho e fecho a janela do programa, no mesmo instante em que Alonso entra na sala com seu típico sorriso convencido.

– Austin Moon. – Fala Alonso, abrindo os braços.

Levanto-me de minha cadeira e caminho até o homem, cumprimentando-o com um forte abraço. Apesar de ter o visto semanas antes, era sempre divertido e exagerado os nossos encontros.

Alonso Harper. – Digo, afastando-me de meu amigo. Aponto a cadeira a sua frente e volto a me sentar na minha. – E eu posso saber o motivo da sua visita inesperada?

– Assim você me ofende, Austin. – Diz Alonso, levando a mão ao peito, fazendo uma careta de decepção. – Não posso mais visitar um amigo sem ter um motivo?

Olho com ironia para Alonso e sorrio, concordando. Eu o conhecia bem o bastante para saber que nenhuma de suas visitas são em vão. Dou de ombros e me aproximo mais da minha mesa, colocando os cotovelos sobre a mesma, encarando-o.

– Quando se é Alonso Harper, um dos mais famosos e requisitados fotógrafos do mundo, é impossível se fazer uma visita sem motivos. – Digo, aumentando ainda mais o sorriso de Alonso.

– Tudo bem, você me pegou. – Admite Alonso, levando as mãos em sinal de rendição. Ele sorri de maneira misteriosa, sentando-se da mesma maneira que eu. – Eu vim aqui, porque tenho uma proposta interessante para você.

Brooke bate na porta e entra, trazendo consigo um copo grande de café e uma xícara para Alonso. Após deixa o copo e a xícara sobre minha mesa, a mulher sorri e sai da sala, deixando-nos à sós novamente.

– E qual seria essa proposta? – Pergunto, curioso, enquanto pego meu copo de café. Tomo um gole do líquido amargo e observo meu amigo com atenção.

– Você conhece Bill Berkson¹? – Questiona Alonso, após tomar um pouco do café e colocar a xícara sobre a mesa.

– Claro. Ele é filho de Eleanor Lambert², criadora da Fashion Week. – Respondo, dando de ombros. O homem é conhecido mundialmente por suas críticas e poesias, além de ter herdado o talento artístico de sua mãe. – O que tem ele?

– Eu fiz um trabalho recente em Paris a pedido de Louis Girard, um de seus melhores amigos do cara. – Começa Alonso, encostando-se por completo na confortável cadeira. – Quando Bill viu a exposição de meus trabalhos, ele se interessou e me procurou alguns dias atrás.

– E ele te contratou para um grande trabalho. – Concluo, tomando mais um gole de meu maior vício.

– E ele me contratou para um grande trabalho. – Responde Alonso, orgulhoso. – E não é somente um trabalho. É o projeto mais extravagante e caro que eu fiz em minha vida. Se o plano de Bill for um sucesso, meu trabalho atingirá um nível ainda maior.

– Meus parabéns. – Parabenizo o rapaz com sinceridade. Coloco meu copo sobre a mesa e volto a encarar com desconfiança. – Mas ainda não entendi aonde eu me encaixo nessa história.

– Quero que se torne meu sócio nesse projeto. – Explica Alonso, indo direto ao ponto. – Berkson quer que fiquemos responsáveis por uma exposição em comemoração ao aniversário dos setenta anos da Mercedes-Benz Fashion Week³. Ele quer algo grande e marcante. E eu preciso da sua ajuda.

– Alonso... – A indecisão em meu rosto faz Alonso me olhar sem acreditar. Era uma oportunidade única. A Mercedes-Benz Fashion Week, ou New York Fashion Week, foi a primeira semana de moda realizada no mundo. A oportunidade de participar dessa comemoração é sonho de qualquer pessoa que mexe com a área da moda de alguma forma.

– Não me diga que você ainda está pensando na possibilidade de recursar, Austin. – Repreende Alonso, olhando-me com seriedade. – Austin, me escuta, por favor. Você já fez a idiotice de recursar a oferta dos empresários de Paris e Tóquio. Por favor, não seja burro para recursar Bill Berkson. Cara, estamos falando do ícone do mundo da moda. Sabe quando terá essa chance novamente?

– Nunca. – Respondo, suspirando cansado.

– Nunca, Austin. Nunca. – Fala Alonso, indignado.

– Tudo bem, Alonso. Eu entendi. – Digo, sabendo que o moreno estava se preparando para um longo discurso. – A exposição será somente em Nova York?

– Não. Como você já deve estar sabendo, em comemoração ao septuagésimo aniversário do evento, eles decidiram que iriam prolongar a semana por mais alguns dias, passando por todas as capitais da moda. Bill quer que o mundo possa presenciar a essência do evento através de nossas fotografias, então a exposição será feita em Londres, Milão, Paris e, por último, em Nova York. – Responde Alonso, parecendo um pouco mais calmo ao notar o meu interesse por mais informações sobre o projeto. Ele estende sua mão e sorri, esperançoso. – E então? Você vai me ajudar ou não?

Encaro a mão de meu amigo por alguns minutos, pensando em todas as vantagens que eu teria se aceitasse a proposta. Sorrio e a aperto, concordando.

– Será um prazer ajudá-lo. – Afirmo, sentindo a animação do rapaz pela oferta grandiosa oferecida por Bill Berkson.

– Seja bem-vindo a equipe. – Fala o homem, com um sorriso sincero. – E prepare-se para a fama, brilho e fortuna, meu amigo. A partir de hoje, nossos destinos estão traçados ao topo de nossa carreira. O mundo verá o talento de Austin Moon e Alonso Harper em ação.

– Ao sucesso. – Digo, levantando meu copo de café, enquanto sorria, imaginando o que o futuro me aguarda.

– Ao sucesso. – Responde Alonso, pegando sua xícara de café e batendo na minha.

Ally e eu teremos a oportunidade de nos encontrar em seis meses. Sei bem que é um erro tentar ver muito longe no futuro. A corrente do destino somente pode ser puxada um elo por vez* por isso, seguirei em frente, lutando pelo presente e acreditando em nosso amor será capaz de superar o tempo e qualquer outra barreira que possa enfrentar.

Notas finais
Bill Berkson¹: Poeta, crítico, professor e filho único de Eleanor Lambert. Eleanor Lambert²: Criadora da semana da moda mais famosa do mundo a Fashion Week. Mercedes-Benz Fashion Week³: Semana da moda realizada em Nova York. Criada em 1943, pela fashionista Eleanor Lambert, foi a primeira semana da moda do mundo. "É um erro tentar ver muito longe no futuro. A corrente do destino somente pode ser puxada um elo por vez." - Winston Churchill oOo Porta rosa: http://s1127.photobucket.com/user/larissa3010/media/Decnet-portas-coloridas-17_zps8nxce8a3.jpg.html Alonso Harper: http://www.patriciaalvim.com.br/site/uploads/img_noticias/79/g_132457696553.jpg oOo O que acharam, pessoal? Críticas? Elogios? Alguma sugestão? Oi Cupcakes ♥! Sejam sinceros: O capítulo ficou muito ruim? Eu escrevi na correria e não duvido que o texto tenha ficado confuso. Peço perdão por qualquer coisa. Me digam se encontrarei algum erro, por favor. Espero que tenham gostado. Então, talvez, até amanhã. Beijocas ♥ oOo PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !! Unlike Cinderella: http://fanfiction.com.br/historia/514701/Unlike_Cinderella/ Fire Scars (Fic Prielle): http://fanfiction.com.br/historia/578178/Fire_Scars/