Obsession

15 Capítulo 14 - Remembrance...


Notas iniciais
Oiiiie Cupcakes ♥! Eu sei que demorei, mas darei as devidas explicações nas notas finais ^^!! AAAAAAA, EU QUERO MUITO AGRADECER A MINHA NETINHA PUJU LARY, A LIA PERVERTIDA E A MINHA BISNETA FÊH PELAS RECOMENDAÇÕES DIVAS ♥! CAPÍTULO DEDICADO A VOCÊS ♥!! Quero agradecer também a Maly (Ally Mônica Moon), Isa (Dreamy Girl), Italianinha (Fran), Lelêh (Letícia Merlo), Vida Brilhante, Mamis Diva Confeiteira Heroína Poderosa (Jade), Shah, SaahMaryLynch, CQC, Ally Faria, Dreamy R5er, Nara Lynch Filha Poderosa, Bea Mana Gata (Reader Secret), Divademi22, Mandy Docinho de Coco (Suicidal), Little Secret, Jujuba (Juliana Lorena), Pequena Miss Amoreco, CoelhinhaG, Vondyrauslly, Little Lynch, Babi, Taah Sobrinha Poderosa (Empty Thoughts), Kah (LoveR5), Nanda Marano Lynch, Josynha Minha Vaquinha, Camila Diva Purpurinada (Uma Direção), Milazinha (Dreamer), Raura e Jenny Diva da Mamãe (Gatinha MÁ) pelos divinos e perfeitos comentários no capítulo passados XD! 33 Comentários, babies *o*!! Enfim, esse não é o melhor capítulo do mundo, mas gostei de tê-lo feito. Assim como sou louca por Auslly também amo Dassidy, então espero que gostem. Ah, avisando que o capítulo tem Hot, por isso, quem não gosta do gênero, já está avisado ^^! Eu sou péssima escrevendo o gênero, então relevem a minha tentativa fail kkk!! Não tive tempo de revisar, por isso, se encontrarem algum erro, avisem!! Boa Leitura...

29 de Abril de 2013 – Miami

POV Cassidy

Não era preciso que eles dissessem uma palavra sequer. Seus olhos assustados e repletos de insegurança e medo deixava clara a resposta. Ally e Austin haviam transado.

Eu não conseguia me mover. Meu corpo estava paralisado. Eu havia perdido meu chão e a mágoa e a decepção eram inevitáveis. E o pior de tudo era sentir que eu era a intrusa nessa história. Como se eu fosse a vilã do conto de fadas.

Ally e Austin continuavam a me encarar, espantados com a minha aparição repentina. E antes que eu percebesse, as lágrimas já desciam com intensidade pelo meu rosto.

– Cassy, eu... — Ally tenta falar, mas parecia tão perdida quanto eu. As palavras morreram em sua boca e as lágrimas não demoraram a vir. Eu via a culpa estampada em seus olhos, mas eu estava tão magoada que, naquele momento, eu já nem me importava.

– Não fala nada, Ally. Eu já entendi. — digo, tentando limpar as lágrimas em meus olhos. Não me permitiria chorar na frente dela. — Parabéns. Você foi capaz de conseguir o amor de Austin em apenas algumas semanas. Algo que tenho tentado fazer a 10 anos. Felicidade ao casal!

Eu rio irônica e bato palma para os dois. Doía tanto a traição. Em apenas alguns meses, Ally havia se tornado minha melhor amiga. Eu compartilhei sonhos, segredos, incertezas e todas as coisas que eram importantes para mim e, agora, eu a vejo frente a frente com Austin, parecendo viver em um mundo completamente diferente do meu.

– Cassidy, não é assim! Eu... — Ally tenta falar mais uma vez, enquanto caminhava com cuidado em minha direção. Austin tenta impedi-la, mas a garota estapeia seu braço, o forçando a afastar.

– Não, Ally. Para. — peço, controlando-me ao máximo. Eu não queria desmoronar na frente do casal. Austin estava sério e parecia não querer interferir em nada de nossa discussão. — Acho que todos estavam certos. Era inútil lutar por Austin. No fim, eu sou só a tola que esperou por 10 anos, alguém que jamais a enxergou.

– Não vem com essa, Cassidy. — fala Austin, parecendo irritado. — Você sabe que...

– Eu vou embora. — digo, interrompendo Austin. — Desculpem pela intromissão na discussão da relação de vocês. Não se preocupem. Isso não vai voltar a acontecer. Eu desisto. Não insistirei mais em algo que não tem futuro. Sinto muito por tudo, Austin.

Lançando um último olhar para Ally, saio do quarto e fecho a porta com força, ocasionando em um grandioso estrondo. Olho para o corredor e vejo Dallas no final dele. Sem esperar nem mais um minuto, corro ao encontro do rapaz, entregando-me ao choro e a dor que se apossava de mim.

Eu o abraço com força e não demoro a ser correspondida. Ele acaricia minha cabeça e me aperta ainda mais de encontro a si. De alguma forma, eu sentia que ele sabia bem o que eu precisava.

Ficamos alguns minutos naquele mesmo jeito. Dallas não dizia nada, apenas ouvia o meu choro e lamentos em seu peito. Eu queria tanto odiar Austin e Ally, mas eu não conseguia. Eu os admirava e, no fundo, torcia para a felicidade dos dois.

– Como eu fui idiota. Tantos anos perdidos para nada. — sussurro, tentando controlar minhas lágrimas.

– Vamos lá para fora. — diz Dallas, preocupado. — Lá você me conta o que aconteceu.

Escolhendo o caminho mais calmo do hospital, chegamos ao lado de fora com rapidez. Eu já não chorava mais, no entanto, as lembranças ainda estavam vivas em minha mente. Dallas e eu andávamos abraçados, em silêncio, perdidos em pensamentos.

Assim que ficamos de frente a um banco mais afastado do movimento, nós nos sentamos. Em algumas horas o sol apareceria e eu duvidava muito que dormiria aquela noite. O céu estava estrelado e a lua se mostrava tímida em meio as nuvens. Não havia dúvidas de que o dia seguinte seria um dia de tempestade.

Fecho meus olhos e aproveito a brisa noturna, aconchegando-me ainda mais nos braços de Dallas. Eu me sentia segura próxima ao corpo do belo moreno. Eu não negava a mim mesma que considerava o homem mais bonito que já conheci em minha vida. Seus olhos azuis eram intensos e misteriosos. Pareciam guardar os segredos do universo dentro deles. Eu simplesmente amava aqueles olhos.

– O que houve? — pergunta Dallas, após notar que eu já havia me acalmado.

Solto-me do moreno e suspiro tristemente. Limpo as lágrimas acumuladas nos cantos dos meus olhos e passo a encarar o belo céu de Miami. Eu nem sabia por onde começar, com tantas coisas em minha mente.

– Ally e Austin estão juntos. — anuncio, surpreendendo o garoto.

– Você tem certeza disso, Cassy? — pergunta Dallas, com cautela.

– Sim... Quer dizer, eu acho. — digo, demonstrando um pouco da minha incerteza no fim. — Bom, na verdade isso nem importa tanto. A única coisa que eu tenho certeza é que eles já transaram. Eu... eu me sinto tão... tão... — suspiro, por não encontrar uma palavra para definir como eu estava. — Ah, eu nem sei dizer o que eu sinto.

Dallas me encara sem dizer nada. Parecia pensar no assunto. Por fim, ele passa a observar o céu e fecha os olhos, balançando a cabeça, como se rejeitasse uma ideia. Após um longo suspiro, ele volta a abrir os olhos e, com intensidade, encara-me, dando um sorriso triste.

– Deixa eu adivinhar. Você está chateada, mas não com eles e sim com você. — diz, sorrindo compreensivo. — Pela a sua cara, eu acertei.

– Como...? — sussurro, surpresa.

– Eu poderia te dizer inúmeras coisas, mas nenhuma delas vai fazer você melhorar. — afirma Dallas, desviando o olhar. — E eu queria ser alguém que pudesse te ajudar, no entanto, eu não posso.

– Do que está falando? — pergunto, preocupada.

– Cassy, eu vou me mudar. — anuncia Dallas, mexendo em suas mãos, enquanto as encara.

– O que? Como assim? Para onde? Quando? — digo, atordoada, sem realmente saber como reagir. — Quando... quando você volta?

– Eu recebi uma proposta de emprego na Dinamarca. É uma oportunidade única que eu não posso perder. — fala, suspirando cansado. — Eu não posso continuar aqui.

– Por quê? — sussurro, sentindo minha garganta secar. — Você... você não pode ir embora. — digo, levantando-me do banco de uma vez, assustando o garoto.

Um enorme desespero se apossava de mim e o medo de perdê-lo era aterrorizante. As lágrimas começavam a descer e eu nunca havia me sentindo tão apavorada como naquele momento. Minha mente gritava para que eu implorasse que ele não fosse. Meu coração doía só de imaginá-lo longe de mim.

Dallas olha para mim e arregala os olhos ao notar a maneira como eu chorava. Dando um sorriso triste, ele se levanta, aproxima-se de mim e beijando a minha testa, passa os dedos, com delicadeza, sobre minha face, limpando as lágrimas que desciam. Ele cola sua testa na minha e fecha os olhos, como se aquela situação fosse dolorosa demais.

– Eu sinto muito. — sussurra, abrindo os olhos azuis que tanto amo. Carregados de dor e sofrimento, eles estavam opacos e quase sem vida. — Eu só não suporto mais isso.

Separo-me de Dallas no mesmo instante. Eu não conseguia entender o que ele queria dizer com aquilo. O que ele não suportava mais? Por que ele precisava ir embora? Diversas perguntas viam a minha mente e a única coisa que eu conseguia fazer era chorar.

– O que você quer dizer com isso? — grito, desesperada. — Por que não me diz com clareza?

– Você nunca vai se lembrar, Cassy. Eu estou esperando por isso há anos. Talvez, seja inútil continuar a insistir em algo incerto. — sussurra o rapaz, contendo dor em sua voz. Era como se aquilo o estivesse matando por dentro. Vejo uma lágrima discreta descer e foi como se meu coração estivesse se partindo em mil pedaços. — Enquanto eu estiver perto de você, eu permanecerei cultivando essa maldita esperança dentro de mim.

– Dallas... — sussurro, chorando ainda mais.

– Eu sinto muito, Cassy, mas eu não conseguirei ser feliz perto de você. — confessa, olhando-me com dor e tristeza.

Eu queria gritar, implorando por explicações, mas nem mesmo isso eu conseguia fazer. No fim, a minha única reação é chorar como nunca chorei na vida. Talvez fosse exagero da minha parte, mas eu sentia que Dallas e eu possuímos uma ligação muito mais forte e intensa do que com qualquer pessoa que eu conheço. Ele iria embora e jamais voltaria. Eu conseguia sentir isso.

Dallas solta um alto suspiro e parecia angustiado com a situação. Ouço seus passos e quando menos espero, estou sendo envolvida por seus calorosos braços. Correspondo ao abraço e inspiro fundo, sentindo o seu forte perfume me embriagar.

– Eu te amo, Cassy. — sussurra em meu ouvido.

Surpreendo-me com sua revelação e quando estou prestes a questionar quão verdadeira é aquela afirmação, Dallas me puxa para um beijo. Meu corpo reage no mesmo instante. Correspondo de maneira intensa, sentindo sensações que jamais havia experimentado antes, no entanto, havia algo familiar naquele alucinante beijo.

Uma de suas mãos segurava minha cintura, puxando-me para ainda mais perto de si, enquanto a outra estava em minha nuca, fazendo Dallas comandar toda a insanidade que ocorria ali. Meus braços rodeavam seu pescoço e, inconscientemente, eu soltava suspiros e gemidos de êxtase e prazer.

Entretanto, minha cabeça começa a doer com intensidade. Separo-me de Dallas e, automaticamente, aperto o local que doía. Uma enorme fadiga se apossa de mim e flashes começam a invadir minha mente. A dor intensa fazia com que eu me sentisse fraca. Eu tinha certeza que gritava, pois conseguia visualizar a face apavorada do moreno a minha frente.

“O sol brilhava com intensidade naquele dia. Fazia-se um calor agradável em Miami, trazendo calmaria a todos que aproveitavam o dia na praia. Eu andava pelo lugar, vendo a diversão das crianças e os sorrisos apaixonados dos casais que estavam no local.

Suspiro ansiosa. Finalmente, Dallas e eu teríamos o nosso primeiro encontro sem nossos amigos. O nervosismo era tanto que acabei chegando a praia cedo demais. Eu preocupada com a possibilidade de sermos descobertos pelo pessoal e eles acabassem ficando chateados. Havíamos decidido que ninguém, além de nós, saberíamos desse encontro.

Sorrio, divertindo-me com a ideia de agirmos como criminosos. Eu sempre amei a sensação de perigo e de estar fazendo algo proibido. Não havia dúvidas que isso deixavam as coisas ainda mais interessantes e talvez tenha sido essa paixão pela adrenalina que fez com que eu me apaixonasse por Dallas.

Meus pais sabiam do meu amor pelo rapaz e não pareciam muito felizes. Eles conheciam Dallas e sua família e os adoravam, mas insistiam que eu era nova demais para me envolver de maneira tão intensa com alguém. No entanto, o que meus pais não entendiam era que a nossa atração era inevitável.

– Cassy? – fala Dallas.

Viro-me, no mesmo instante, e encontro os belos olhos me encarando com carinho e admiração. Ele estava lindo. Seus cabelos arrepiados, combinavam perfeitamente com sua calça jeans clara, seu all star branco e a camisa quadriculada azul.

– Dallas. – sorrio encantada, quando ele se aproxima.

Nos abraçamos e discretamente inspiro o seu perfume. Quando nos separamos, ele lança um belo sorriso e me encara de cima a baixo, avaliando-me e deixando-me um pouco ansiosa por saber se ele havia gostado de como eu estava vestida.

– Você está linda. – afirma. Ele estende sua mão e contendo um sorriso misterioso em seus lábios. – Vamos indo. Vou te levar em um lugar incrível.

– Onde nós vamos? – questiono curiosa, enquanto pego em sua mão e começamos a andar.

– Surpresa. – diz, rindo de minha careta.

– Você sabe que eu detesto surpresas. – arqueio a sobrancelha e o encaro com seriedade.

Ele apenas ri e me puxa para mais perto. Ao ver aquele lindo sorriso, desisto de ficar brava com ele. Eu apenas aproveitaria o momento, sem me preocupar com bobagens...”

– Cassy? – chama Dallas, desesperado. – O que houve? Fala comigo? O que você está sentindo?

“– Isso aqui é incrível. – digo, deslumbrada pela a linda imagem de Miami a noite.

– Eu sabia que iria gostar. – afirma o moreno, sorrindo feliz.

– Obrigada por ter me trago aqui. – agradeço, encostando-me em seu peito. Estávamos na cobertura do arranha-céu mais alto de Miami e a vista do local era magnifica. – Como conseguiu acesso a esse local? pergunto curiosa.

– Isso não importa. – diz, rindo. Ele coloca a mão no bolso de sua calça e pega algo. Ele estende sua mão e nela havia uma chave igual à que havíamos usado para entrar na cobertura. – Esse lugar será o nosso lugar. Quero que o Four Seasons Hotel Miami¹ seja o local onde tudo começou.

– Onde tudo começou? – questiono, virando-me para o moreno.

Ele coloca suas mãos em minha cintura e me puxa para mais perto. Coloco meus braços entorno de seu pescoço e passo a encarar seus olhos, sorrindo apaixonada. Dallas cola sua testa na minha.

– Escute, Cassy, eu sei que seus pais não concordam com o nosso envolvimento, mas eu amo você e se for preciso esperar mais para ficar com você, eu não me importo. – sussurra, sorrindo para mim.

– Para que esperar mais, se podemos ficar juntos agora? – sussurro e selo meus lábios nos seus. Não havia dúvidas. Eu o amava como jamais amaria alguém...”

– Cassidy! Cassidy! – Dallas continuava a me chamar, desesperado.

– Eu...eu estou me lembrando. – sussurro, estática, sentindo o impacto de ter os quinze anos perdidos de minha memória retornando de uma vez.

– O que? – diz Dallas, sem acreditar. – Você está falando sério?

“Todos nos encaravam sem reação. Eu nunca estive tão nervosa quanto naquele momento. No entanto, logo os sorrisos moldaram seus lábios e o suspiro de alívio escapou de minha boca.

– Vocês estão namorando? – grita Kira, animada. Logo sinto a garota se jogar em cima de Dallas e eu. – Finalmente! – rio com a animação de minha melhor amiga. – Felicidades ao novo casal.

– Obrigada, Kira. – agradeço, feliz por saber que tinha seu total apoio.

– Finalmente! Mais um casal para o grupo! – grita Elliot, tão animado quanto Kira. – Parabéns!

– Não coloque sua namorada no nosso grupo. – repreende Kira, olhando feio para o amigo. – Não somos amigos daquela patricinha metida, fofoqueira e barraqueira.

– Não começa, Kira. A Hope é legal. Por que você não dá uma chance para ela? – questiona Elliot, olhando seriamente para a morena.

– Porque quando eu fiz isso, ela derrubou suco de uva na minha blusa branca, inventou história sobre meu envolvimento com o Anthony e entrou nos tapas com minha irmã por causa de bobagem. – responde a garota, furiosa.

– Logo a loira oxigenada, Dallas? – brinca Dez, aproximando-se de nós. Ignorando a discussão entre Elliot e Kira que havia começado. – Eu pensei que você tinha um gosto melhorzinho.

– E eu pensei que você tivesse um cérebro. É uma pena, amigo, mas todos nós nos enganamos. – contra ataca Dallas, sarcasticamente.

– Vou ignorar essas suas palavras de carinho e amor. – diz o ruivo, sorrindo brincalhão. – Parabéns, cara! – os dois trocam um rápido cumprimento. – Vocês merecem toda a felicidade do mundo.

Sorrio para o ruivo e não era preciso dizer mais nada. Dez e eu éramos como irmãos que vivem se provocando, mas que torcem como ninguém pela felicidade do outro.

– Acho que chegou a minha vez de desejar parabéns a vocês. – fala Austin, com um largo sorriso. – Demorou, mas finalmente vocês se entenderam, não é mesmo?

– Não exagera. – digo, revirando os olhos, dando um discreto riso.

Austin ri e balança a cabeça negativamente. Ele abre os braços e anda em minha direção. No mesmo instante, eu o abraço. Sinto o garoto bagunçar meu cabelo e resmungo contrariada, fazendo o loiro ri ainda mais.

– Cuida bem da minha irmã caçula, Dallas. – pede Austin, sorrindo para o moreno. Quando meu namorado, assente, concordando com o pedido de Austin, o loiro se afasta de mim e olha em meus olhos com seriedade. – E você, trate de cuidar muito bem de um dos meus melhores amigos e fazê-lo feliz. Esse cara já sofreu demais por você.

– Não se preocupe. – digo, voltando para o lado de meu namorado e passando a segurar sua mão, olho sorrindo para o loiro. – Eu o amo demais e, não importa o que aconteça, ele sempre será o dono do meu coração. – viro-me para meu namorado, que sorria brilhantemente. — Eu vou cuidar muito bem dele.

– Eu acho bom mesmo. – fala Trish, dando um sorriso carinhoso. Ela me abraça com força e sussurra em meu ouvido: — Cuide bem dele. Dallas é o cara mais incrível que eu conheço e é completamente apaixonado por você.

– Eu sinto muito, Trish. – sussurro de volta. Eu sabia muito bem do amor da latina pelo meu namorado. – Eu não queria...

– Pare de se preocupar com bobagens. – diz a garota, sorrindo compreensiva para mim. – Existem coisas que são inevitáveis e eu estou mais do que feliz por ver que meus amigos estão tão felizes. Só me prometa, Cassidy, que o amará como ninguém e o fará o homem mais feliz do mundo.

– Eu prometo. – sussurro em resposta...”

– Tudo está retornando...a minha mente. – sussurro, encolhendo-me de dor. – Minha cabeça dói tanto...

– Fique calma. – pede o moreno, assustado, enquanto me pega no colo. – Essa dor já vai passar. Eu prometo.

“- Você só pode estar brincando, Cassidy! – meu pai gritava, furioso. A notícia de que eu estava namorando não agradou muito ao homem.

– Querido, fique calmo, por favor. – pede minha mãe, preocupada com reação do marido. Ele estava incrivelmente vermelho e parecia estar prestes a entrar em colapso. – Perder a cabeça não vai resolver nada.

– Senhor Turner, eu... – Dallas tentar dizer algo a meu pai, mas o homem não permitia que nenhum de nós abríssemos a boca.

– Calado! – ordena o homem de cabelos claros com alguns fios grisalhos espalhados pela cabeça. Seus olhos verdes pareciam estar em chamas. – Vocês vão terminar esse namoro imediatamente!

– O senhor não tem o direito de exigir isso, pai! – grito, inconformada. – Eu já tenho quatorze anos e sei muito bem o que estou fazendo. Eu amo o Dallas. Não pode me proibir de ficar com ele.

– Amor? – Vincent Turner ri, ironicamente, sem acreditar no que eu dizia. – Você não entende nem metade do que é amor. Não me venha com essa, Cassidy. Olha esse garoto. Acha mesmo que ele te ama?

– Senhor Turner, peço desculpas por minha grosseria, mas não permitirei que duvide do que sinto por sua filha. – fala Dallas, seriamente. – Entendo que não esteja satisfeito com o nosso namoro, mas eu a amo. Nós somos jovens, eu sei, mas não somos burros. Sabemos diferenciar os sentimentos. Então, por favor, peço que não nos julgue e tente entender o nosso lado também. O senhor pode proibir o nosso namoro, mas continuaremos lutando até ter a sua aprovação. Eu quero algo sério com a Cassidy e por esse motivo vim até o senhor e sua esposa para pedir a permissão de vocês para namorar com ela.

Meu pai o encarava surpreso. Ninguém esperava essa reação de Dallas, alguém que é incrivelmente tímido e reservado. Minha mãe sorria encantada e eu tinha vontade de pular em cima do garoto. Ele havia acabado de enfrentar meu pai apenas para defender o nosso namoro. Pego em sua mão e sorrio para o garoto.

Vincent suspira, frustrado, dando-se por vencido. Não havia o que ser feito. Meu pai me conhecia bem o suficiente para saber que eu não desistiria fácil e tendo Dallas ao meu lado, eu sabia que valia a pena.

– Querido, nossa garotinha está crescendo. Devemos dá uma chance a ela. – sugere minha mãe, sorrindo docemente. – Dallas é um ótimo garoto e sua família é maravilhosa. Você sabe que uma hora ou outra isso iria acontecer.

– Existe alguma possibilidade de você mudar de ideia? – questiona meu pai, esperançoso.

– Nenhuma. – afirmo, abraçando Dallas.

– Tudo bem. – diz o homem, suspirando cansado. Ele olha para Dallas e o encara com intensidade. – Faça minha garotinha feliz ou eu juro que mato você.

– Não se preocupe, Senhor Turner. — Dallas sorri e olha para mim. – Farei o que for preciso para fazer de Cassidy a mulher mais feliz do mundo...”

[...]

“- Você tem certeza disso, Cassy? – pergunta Dallas, direcionando um olhar compreensível para mim. – Não precisa se forçar a nada. Eu posso esperar até que esteja pronta.

Sorrio com sua preocupação. Eu estava nervosa e era impossível negar, mas eu estava certa da minha decisão e não voltaria atrás com ela. Inspiro, profundamente, tentando acalmar minhas emoções e volto a encarar meu namorado. Coloco minha mão em seu rosto e colo nossas testas.

– Está tudo bem. – sussurro, dando um beijo de esquimó no rapaz. – Eu te amo e confio em você.

– Cassy... – dou um selinho no moreno e sorrio para o mesmo.

– Shiii... – murmuro, sorrindo. – Eu quero que seja com você. – beijo-lhe mais uma vez. – Eu estou pronta.

Os pais de Dallas estavam viajando e só voltariam na próxima semana. Tínhamos a casa inteira para nós e era quase impossível que alguém nos atrapalhasse.

Dallas me beija com carinho e paixão. Aos poucos, ele foi me deitando em sua cama e, com cuidado, coloca-se em cima de mim. Meu nervosismo logo é trocado por prazer ao sentir as caricias de meu namorado.

A sensação era completamente diferente do que eu já havia experimentado. Seus toques pareciam fazer meu corpo entrar em chamas e ter seus lábios em meu pescoço não estava fazendo muito bem a minha sanidade.

– Dallas... – suspiro, sendo tomada pela luxuria.

– Apenas relaxe. – sussurra Dallas, com a voz um pouco mais rouca. Olho em seus olhos e o azul cerúleo estava mais escuro e brilhante. De alguma forma, eu consegui me apaixonar ainda mais por eles. – Eu não quero te machucar.

– Você não vai. – garanto, sussurrando, puxando o garoto para mais perto de mim. – Só me faça sua.

Dallas toma meus lábios com veemência e passa a desabotoar minha blusa. Assim que ele retirou a peça, passa a distribuir beijos pelo meu pescoço, seios e barriga, fazendo com que eu delirasse ainda mais. Eu puxava seus cabelos, deleitando-me em prazer.

Quando o garoto volta a dar atenção aos meus lábios, começo a puxar sua blusa para cima, desejando sentir mais de seu corpo. Separamo-nos apenas para jogar a blusa de Dallas para longe. Não demoramos a ficar apenas com as peças íntimas.

Dallas tira o meu sutiã e passa a massagear meus seios, fazendo com que eu suspirasse mais e mais. Eu já não suportava mais aquela tortura. Eu queria e precisava de mais. Queria senti-lo por completo. A cada segundo que se passava, seus toques e carinhos não parecia ser o suficiente para mim.

De repente, o garoto se separar de mim. Olho assustada para Dallas e o vejo me encarando. A malícia e o desejo estampados em seus olhos despertaram um desejo incontrolável dentro de mim. Era como se meu ego inflasse apenas por ver que era desejada e amada na mesma intensidade que eu sentia.

– Cassy, a partir daqui, eu não vou conseguir parar nem me controlar. Você tem certeza que quer seguir em frente? – pergunta o garoto, parecendo fazer um grande esforço para isso.

Em resposta, puxo o garoto para a cama e subo em cima de si. Dallas me olha assustado, mas parecia ter gostado da minha ação. Eu o beijava e o acariciava de uma forma que jamais pensei em ser capaz. Eu estava sendo tomada pelos meus instintos mais primitivos e o que mais me surpreendia era que eu estava amando perder o controle e me deixar levar por aquela insanidade.

Imprevisivelmente, Dallas volta a assumir o controle e a retirar as últimas peças de roupa que ainda restavam em meu corpo. Ele torna a se separar de mim, mas antes que eu protestasse, sinto os lábios de Dallas sobre minha barriga, distribuindo uma trilha de beijos por aquele lugar. Eu me derretia e enlouquecia a cada segundo que se passava.

– Dallas...

– Isso pode doer um pouco. Apenas relaxe seu corpo. – sussurra.

Não demoro a senti-lo dentro de mim. O garoto avançava cuidadosamente, parecendo temer me machucar. Ele tinha razão. Aquilo doía, mas, surpreendentemente, eu ainda sentia prazer. Era algo inexplicável, incrível e deliciosamente prazeroso.

E antes que eu notasse, estávamos nos entregando em sincronia ao prazer. O ritmo em que estávamos era único e delirante. Os pingos de suor se misturava entre nossos corpos. O ritmo daquela loucura aumentava cada vez mais, assim como os gemidos e sussurros.

– Eu te amo... – sussurra Dallas, em meio as estocadas.

– Eu também te amo. – respondo, entorpecida em um misto de paixão e prazer carnal.

Não demoramos muito a chegar ao limite. Respirávamos com dificuldade, mas nunca estivemos tão felizes como naquele instante. Foi naquele dia que eu tive certeza que somente Dallas seria capaz de me fazer sentir-me completa...”

– Dallas... Espere... – peço, sentindo-me um pouco zonza pela quantidade de informações em minha cabeça.

O moreno estava prestes a entrar no hospital, quando para de correr, comigo em seus braços, e me olha confuso e assustado. Passo a encará-lo com mais atenção e percebo que aqueles mesmos sentimentos ainda permaneciam intactos. Eu ainda o amava e com mais força ainda do que naquela época.

– O que foi? – pergunta, preocupado. – Você está bem?

Faço um pequeno esforço e desço de seus braços. Cambaleio um pouco quando coloco meus pés no chão, mas sou amparada por Dallas, que ainda continha uma expressão séria e coberta por preocupação e angustia.

– Eu...eu confesso que ainda estou bem confusa. – digo, sorrindo sem graça. – Eu me iludir por tanto tempo que é difícil de aceitar tudo o que estar em minha mente.

– Cassy...

– Não. Deixe eu terminar. – peço, interrompendo o rapaz. – Eu... – inspiro profundamente. – Eu amo você, Dallas. Durante dez anos, eu acreditei que esse sentimento intenso e sem sentindo dentro de mim era só uma admiração e atração que eu sentia por meu melhor amigo. Por algum motivo, eu fechei meus olhos para a realidade que estava bem de frente para mim. – rio, sem acreditar em mim mesma. – E é algo tão estranho que eu não sei explicar. É como se junto com as minhas memórias, todo aquele amor incondicional tivesse retornado e ainda mais intenso do que antes. E o mais estranho disso tudo é que eu sinto que, pela primeira vez, em anos, eu estou fazendo a coisa certa. Dallas, eu sinto...

Dallas não permite que eu continue. Ele me beija com intensidade e amor. Sinto o rapaz me levantar e me abraçar com força, sem permitir que nos separássemos. Rio em meio ao beijo, quando sinto Dallas me rodar.

– Não sabe o quanto eu esperei por esse momento. – fala o moreno, assim que nos separamos. Continuávamos abraçados, sentindo o coração bater mais rápido e as respirações descompassadas. – Por favor, não faça mais isso comigo. Não sei se vou suportar, mais uma vez, ficar perto de você durante dez anos e não poder tocá-la como antes.

– A última coisa que eu quero é me esquecer de você. – afirmo, abraçando-o com mais força. – Eu te amo.

– Eu também te amo. – fala, beijando minha testa e, em seguida, minha boca.

– Cassy? Onde você está? – grita Ally, enquanto chorava e arfava, parecendo sentir dor.

– Ally, você precisa voltar para a cama. – pede Austin, desesperado. – O seu corte vai abrir. Deixa para conversar com a Cassidy quando ela estiver mais calma.

– Não! Eu preciso me desculpar com ela. – fala Ally, apressando os passos.

– Ally! Por favor! – implora o loiro. Vendo que a morena não sucumbiria ao seu desejo, ele corre até ela e a pega como uma boneca de pano e joga sobre os ombros. – Eu sinto muito, mas eu fui obrigado a isso.

– Austin! Me larga! Agora! – grita Ally, se debatendo.

– Ally, pare com isso, por favor. – peço, preocupada, enquanto correndo até o casal. Austin não aguentaria por muito tempo, além do perigo de seus pontos romperem.

– Cassy... – sussurra a garota. As lágrimas passaram a descer ainda mais ao me ver. Ela limpa os olhos, rapidamente e para de se mexer. Seus olhos mostravam a culpa que Ally sentia e ela parecia estar preste a entrar em desespero. – Me perdoa, por favor. Eu...

– Eu recuperei a memória. – anuncio, interrompendo a morena.

– Isso é sério? – questiona Austin, surpreso. O loiro coloca Ally no chão e parecia perdido sobre como reagir a informação.

– Sim. – respondo sorrindo. Dallas pega em minha mão e a aperta com firmeza. – Eu me lembro de tudo o que aconteceu antes do acidente e confesso que ainda não sei como reagir, mas garanto que continuo amando Dallas. Por isso, não se preocupem, Dallas e eu estamos juntos novamente.

– Uau, isso é incrível! – fala Austin, sorrindo animado. – Eu...eu nem sei o que dizer. Parabéns, casal! – ri e olha para Ally. A garota estava incrivelmente pálida e encarava um ponto distante, assustada. — Ally? Está tudo bem?

– Gavin. – sussurra Ally, assustada.

– O que? – questiona Austin, parecendo ainda mais surpreso do que a morena. O loiro passa a encarar o mesmo ponto que Ally e logo se surpreende ainda mais.

Olho para trás e vejo um belo e alto homem vindo em nossa direção. Não demoro a reconhecê-lo. Ally havia me mostrado as fotos de Gavin e não havia dúvidas que ele era o homem que deixou uma grande ferida em seu coração.

– Ally, podemos conversar? – questiona Gavin, seriamente, encarando a garota com intensidade.

Continua...

Notas finais
Four Seasons Hotel Miami¹: Está no 130° lugar na lista dos maiores arranha-céus do mundo.Ele possui 70 andares e foi terminado em 2003. Se eu não me engano, ele é o maior arranha-céu de Miami ^^! oOo Heeey, Cupcakes XD! O que acharam da volta de Gavin, os momentos Dassidy e o hot? Quero a opinião sincera de vocês! Alguma sugestão ou crítica? Erros ortográficos? Enfim, quero saber tudo ^^! Bom, agora vamos as explicações. Eu não postei antes, porque eu estava sem inspiração e um pouco chateada com algumas leitoras. Deixando claro que nem todas são assim ^^! Eu recebo muita cobrança para continuar OB e que é para fazer hot e afins. Eu até gosto das cobranças, mas eu acho que para me cobrar da maneira como estavam fazendo é preciso que a pessoa fala sua parte e deixe comentários e essas coisas. Eu sei que demorei com a postagem, mas eu tenho uma vida social e diversas coisas para fazer durante o dia, então apenas em meu tempo livre eu consigo escrever. Eu peço que tenham paciência comigo, principalmente agora que minhas aulas vão voltar (amanhã para ser mais exata T_T!) e que UC está em sua reta final. Então, gente. eu não quero ser chata, mas precisam entender o meu lado. E não é só isso. Existem diversos fatores que às vezes me desanimam a continuar a escrever Obsession, mas esses eu prefiro deixar apenas para mim. Peço desculpas pelo meu desabafo, mas eu precisava fazer isso! E aquelas que comentam, "participam" da fic e cobram nas postagens, por favor, não se sintam mal. Quero deixar claro que esse "sermão" é apenas para os leitores fantasmas ^^!! Beijocas ♥ oOo PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !! Unlike Cinderella: http://fanfiction.com.br/historia/514701/Unlike_Cinderella/ Parachute: http://fanfiction.com.br/historia/554366/Parachute/ Fire Scars (Fic Prielle): http://fanfiction.com.br/historia/578178/Fire_Scars/