Obsession

11 Capítulo 10 - Hallucinations...


Notas iniciais
Heeeey Cupcakes *0*!!! Eu demorei, mas cheguei XD!! Primeiramente, quero dedicar esse capítulo a mim mesma, porque é meu aniverário U_U! kkkk' Brinks (Não a parte do meu aniversário, porque é verdade XD!)! AAAAAAAAAAAAAAAAAA, EU ESTOU SURTANDO PELAS RECOMENDAÇÕES DA MINHA LINDA ITALIANINHA FRAN E DA DIVA DA MINHA TAY *0*!!!! MUITO OBRIGADA MENINAS, PELAS MARAVILHOSAS RECOMENDAÇÕES! EU SIMPLESMENTE AMEI ♥!!! CAPÍTULO DEDICADO TOTALMENTE A VOCÊS! ESPERO QUE GOSTE *-*!!!! Obrigada também a Manu Filhota Sexy (VacuumCleaner), Lêh (Letícia Merlo), Lary Puju linda da titia (Lary Potter), Taah Sobrinha Poderosa (empty thoughts), Tay Docinho da titia, safira cullen, Milazinha, love music, Juuh (Juliana Lorena), ItsTheBest, Vovó Galega Sedução (Josynha), Jenny Filha Diva (Gatinha MÁ), Bea Mana Gata (Reader Secret), May Moranguinho (Dreams And Wishes), Dreamy R5er, Pequena Miss, Thuany, a fofa da Happy, Rafa Chocolate da Prima (Roxy Rocket), Shamara Lynch, Vida Brilhante, a linda da Cyntia (lacyis), a Diva Purourinada da Camila (Uma Direção), a princesa da Karina (LoveR5), CqC, Mamis Confeiteira e Poderosa (Jade), a Babi Farias e a Ally Faria pelos maravilhosos comentátios de incentivo ♥!! Eu tenho um agradecimento especial a Barbs, minha melhor amiga/irmã, a Karol, minha outra irmã (kkkkkk' a gente entende) e a Cássia, por terem me dado as sugestões e opiniões para me ajudar a construir esse hot! Deixando claro que eu tive ajuda de todas que comentaram e conversaram comigo, mas essas três meio que me deram um enorme empurram e falaram que eu estava no caminho certo!! Tenham em mente que esse é o meu primeiro Hot e eu não queria que ficasse tão pesado U_U. Agora, sem mais delongas, vamos ao capítulo *-*! Espero que eu tenha feito algo decente XD! Boa Leitura....

23 de Abril de 2013 – Miami

POV Ally

– Eu desejo você, Ally. – diz Austin, surpreendendo-me. – Eu a quero, Ally. Aqui e agora.

– Austin... – sussurro, observando seus olhos, agora incrivelmente escuros, tomados pelo desejo.

Meu corpo estava em chamas. Suas mãos seguravam minha nuca e cintura com firmeza. Eu sabia que o que eu estava prestes a fazer seria loucura. No entanto, eu nunca desejei alguém tanto quanto eu estava desejando o homem a minha frente.

Sem dizer mais nada, eu o puxo, fazendo nossas bocas se chocarem de maneira intensa. O calor que nos consumia parecia não acabar mais. Os dedos se insinuaram sob uma tira esmeralda do sutiã e, depois de abandonar minha boca, o loiro beijou meu ombro.

Um jorro de prazer percorreu meu corpo todo, me fazendo estremecer. Quando sua boca recapturou a minha, eu já tinha dificuldade para respirar, mas me apertei ainda mais contra ele. Porém ainda não era perto o bastante.

Seguindo as ordens de meu corpo, passei as pernas ao redor de seu quadril. A maneira como Austin me beijou depois disso foi selvagem, ousado. Ele me apertava ainda mais contra si, ansiando por acabar com qualquer distância entre nós.

Um gemido de puro desejo e satisfação escapou de meus lábios ao sentir sua mão percorrer meu corpo com agilidade e muita habilidade, causando sensações que jamais imaginei que pudesse sentir.

Deixei que minhas mãos percorressem seu peitoral definido e tentei abrir alguns botões de sua camisa, mas sou interrompida pelos dedos de Austin que dedilhavam minha barriga, enquanto levantava minha blusa, nunca separando nossos lábios, exceto quando tive que retirar minha peça de roupa pela cabeça.

A satisfação foi inevitável quando senti suas mãos sobre meus seios, massageando-os, em seguida, de maneira intensa, levando-me ao delírio.

Seus lábios deixaram os meus para criar um rastro de fogo em meu pescoço. Sua barba recém-cortada pinicava prazerosamente a minha pele. Austin não parou de me beijar. Continuou descendo um pouco mais, até alcançar as curvas de meus seios. Não pude conter um gemido de prazer quando seus dedos retiraram, com delicadeza, o tecido que ainda cobria meus seios e seus lábios acolheram a parte exposta. Arqueei as costas, me oferecendo ainda mais a ele, enquanto enroscava os dedos em seus cabelos macios.

Austin, de repente, ergueu a cabeça para me olhar. A única luz que iluminava o ambiente era o da luminosidade dos relâmpagos e trovões. Por algum motivo, o som exagerado causado pela forte tempestade não me causava mais medo. No lugar do pânico, o desejo e o prazer me possuíam de maneira inexplicável.

Seus olhos esfomeados percorreram cada linha de meu corpo e o sorriso malicioso surgiu em seus lábios, fazendo uma carga elétrica de prazer me sufocar.

– Ally. – sussurra, com a voz tomada pelo desejo. – Você é tão linda.

Suspiro em deslumbre. A tempestade aumentava cada vez mais em Miami, no entanto, a minha atenção estava voltada à Austin. Nem mesmo meu medo era capaz de diminuir a vontade que eu tinha de atacá-lo. Algo completamente insano, mas muito real.

Fui incapaz de resistir ao impulso de abrir o restante da sua camiseta com violência, arrancando alguns botões em minha urgência. Assim que me livrei do tecido, deslizei as mãos por seu peito duro, sentindo o calor de sua pele afugentar todos os receios que eu tinha de estar prestes a me entregar ao homem no qual minha melhor amiga acha está apaixonada. Naquele instante éramos apenas Austin e eu. Nada mais.

Ele deslizou as mãos por meus braços até alcançar as minhas, e a necessidade que sentia dele me tomou por completo. Lancei-me contra Austin e esmaguei sua boca com desespero, enquanto seus dedos febris percorriam sem pressa as curvas de meu corpo, enviando pequenas ondas de eletricidade até o centro de meus ossos.

– Austin. – sussurro, tomada pelo calor insano que se apossava de mim. – Aqui não. Vamos para o quarto. – completo, estando por um fio da loucura.

Tão rápido que não pude ver como, Austin passou um dos braços por trás dos meus joelhos, me pegando no colo e tomando cuidado de recolher as blusas que estavam espalhadas no sofá. O loiro seguiu em direção ao corredor onde ficavam os quartos. Aponto para a porta ao lado do quarto de minha melhor amiga e não demoramos a entrar no cômodo.

Austin fecha a porta e caminha com pressa até a cama, onde me colocou com delicadeza, cobrindo meu corpo com o seu. Sentir seu peso sobre mim era quase insuportável, pois impossibilitava que eu o tocasse mais. Seus lábios exploravam cada milímetro de meu corpo.

Assim que todas as nossas roupas estavam espalhadas pelo quarto, observei minunciosamente o seu corpo com a pouca iluminação existente no quarto. Austin possuía o corpo incrivelmente definido, mas nada exagerado. Cada detalhe era perfeito. Os pelos loiros de sua barriga, guiavam, de maneira sensual e deliciosa, a um caminho pecaminoso.

Admirei cada mínimo detalhe e aspecto do homem, sem qualquer vergonha ou tentativa de disfarçar o meu interesse pelo corpo do loiro. E para ser franca, Austin tinha aspectos enormes a serem admirados.

Ele voltou a me beijar, enquanto suas mãos continuavam a me acariciar de forma intensa, selvagem, insana. Eu precisava de mais. Eu queria mais daquela sensação prazerosa e, de certa forma, perigosa e ele pareceu entender a minha urgência.

Austin se levantou, rapidamente, procurou no bolso de sua calça a carteira e retirou da mesma um pacote de preservativo. Após garantir que estava protegido, o loiro voltou a se posicionar em cima de mim.

E quando finalmente nossos corpos se uniram em um encaixe perfeito, como se tivéssemos sido feitos um para o outro, pensei que fosse perder minha sanidade, que gritaria de tanto prazer. Ter Austin dentro de mim era inexplicável. Era intenso e chocante. Cada parte de mim, até mesmo as mais ínfimas, se transformava enquanto ele me beijava, me tocava, me possuía.

– Ally. – Austin sussurrava vez ou outra ao pé de meu ouvido, alucinando-me ainda mais.

A onda de prazer se aproximou rápida e intensa. Agarrei-me aos seus ombros, a única coisa estável naquele turbilhão de sensações. Ele notou quando eu acelerei o ritmo e correspondeu com igual intensidade. Fui tomada pela explosão de prazer, após alguns minutos. Segundo depois, Austin deixa um grave gemido de prazer carnal escapar, enquanto se entregava ao limite daquela insanidade. O loiro desabou sobre mim, vencendo-se ao cansaço.

Ainda respirando com dificuldade, Austin saiu de dentro de mim e foi ao banheiro que havia no quarto. Todos os quartos da casa de Cassy são suítes e enormes, deixando evidente a classe na qual sua família pertence.

Austin volta a aparecer instantes depois, não se importando em está completamente nu. Ele pega o lençol que está aos pés da cama e nos cobre, enquanto deita ao meu lado.

Não dissemos nada, no entanto, não estávamos preocupados. A expressão de êxtase estava evidente em nossas faces. Os únicos sons audíveis no cômodo era o da tempestade que continuava a cair com intensidade e da nossa respiração descompassada.

Um forte barulho de um trovão toma o local, assustando-me um pouco. Surpreendentemente, Austin notou o meu receio e me puxou para deitar minha cabeça sobre seu peito.

Ficamos ali, arfando um pouco e flutuando na imensidão de pensamentos e sentimentos que nos cercavam, tentando normalizar nossa respiração, enquanto encarávamos o teto branco do quarto.

E foi assim, protegida pelos calorosos braços de Austin, deitada de maneira relaxada e com receio de pensar na loucura que havíamos acabado de fazer, que eu adormeci.

[...]

Desperto assustada com os raios solares entrando pela janela. Austin dormia tranquilamente ao meu lado, ainda com os braços em torno de mim. Eram cinco e meia da manhã e eu precisava levantar para ir ao Evan’s.

Confesso que não tinha nenhum ânimo para levantar. Há muito tempo eu não dormia tão bem como havia acontecido. Fazia quase um mês que eu não conseguia fechar os olhos sem ter alguma lembrança de Gavin e eu quando namorávamos.

A tempestade havia acabado e o céu não apresentava nenhum indicio do que ocorreu durante a madrugada. E isso me fez ter recordações do que aconteceu entre Austin e eu.

No entanto, algo faz com que eu me assustasse. O barulho da porta da casa de Cassy fez com que eu me lembrasse de que a loira precisava chegar cedo em casa para ir trabalhar.

– Austin! – sussurro em desespero, balançando o loiro. – Austin, acorda!

O rapaz continuava dormindo e a única coisa que fez foi me abraçar ainda mais, resmungando algo que não consegui entender. Tento levantar, mas estava sendo quase impossível me mover.

– Ally? Está acordada? – ouço o grito de Cassy da sala de estar.

– Austin, seu idiota! – falo um pouco mais desesperada, me movimentando. – Acorda!

– Me deixa dormir, Ally. – resmunga o loiro em resposta.

– Ally? – volta a gritar Cassy, aproximando-se do quarto. – Você está acordada?

Eu não sabia o que fazer. A loira estava cada vez mais próxima do quarto e provavelmente iria abrir a porta assim que chegasse em frente ao meu quarto. Austin e eu ainda estávamos sem roupa e em uma posição bem comprometedora. Seria impossível negar a Cassy o que havia acontecido.

– Austin. Acorda agora ou eu juro que faço um belo estrago no seu amiguinho de baixo. – ameaço, fazendo o loiro despertar no mesmo momento.

– O que houve? – pergunta confuso.

– Você precisa ir embora, agora. – explico, afastando-me do loiro. Levanto-me da cama, sem me importar pela falta de vestes e recolho as roupas de Austin.

Ele me encarava com a confusão estampada em sua face. Os passos de Cassidy chamam a nossa atenção. Ele me olha assustado. Suspiro frustrada, irritada pela lerdeza do homem.

– Ally? – Cassidy estava em frente a minha porta, batendo na mesma de leve. – Você está ai?

– Estou, Cassy. – respondo, receando que a mesma entrasse no quarto. – Espere um pouco antes de abrir a porta. – continuo. Olho para Austin e começo a sussurrar: — O que você está esperando? Se vista e vá embora.

– Como é que eu vou embora? – pergunta o loiro, levantando-se da cama. Jogo as roupas que eu havia recolhido e o mesmo começa a se vestir.

– Você está bem, Ally? – pergunta Cassy. — Parece que está sussurrando. Aconteceu alguma coisa?

– Eu estou bem. – respondo, pegando as minhas roupas espalhadas pelo chão e vestindo as mesmas.

– Eu vou entrar. – avisa.

– Não! – digo em alerta, assustando Austin e Cassy. – Anda logo. – sussurro para o loiro, apressando Austin a se vestir.

– Por onde eu vou sair? – pergunta assustado.

– Ally, o que está acontecendo? Você está me deixando preocupada. – diz Cassy, com preocupação evidente. – Eu vou entrar.

– Se esconde no armário. – falo, empurrando Austin para dentro do guarda-roupa, sem dá chances do mesmo reclamar ou comentar qualquer coisa, enquanto Cassy abria a porta.

No instante em que eu consigo fechar o guarda roupa, a porta do quarto é aberta. Olho para Cassy, assustada, sem saber se a mesma iria perceber o que estava acontecendo.

– Você está bem? – pergunta desconfiada.

– Estou. Por que não estaria? – pergunto nervosa.

– Não sei. – diz, analisando-me. – Você está estranha. Por que não me deixou entrar?

– Eu estava me vestindo. Não gosto de ficar sem roupa na frente das outras pessoas. Sou um pouco tímida. – digo, sorrindo sem graça.

Ouço a risada de Austin saindo de dentro do guarda-roupa. Dou um leve chute no mesmo e o loiro para de ri. Cassy me olha desconfiada, como se soubesse que eu estava escondendo algo.

– Por que chutou o guarda-roupa? – pergunta, arqueando uma de suas sobrancelhas. – E por que está apoiada nele?

Eu não sabia o que dizer a loira. Seu olhar desconfiado sobre mim, fazia com que eu ficasse ainda mais nervosa. Austin permanecia em silêncio, mas, provavelmente, estava tão nervoso quanto eu.

– Ah... Então... É que o guarda-roupa está extremamente bagunçado. – rio nervosamente. – Se eu o abri agora, todas as roupas irão cair.

Cassy me encara, parecendo não acreditar nenhum pouco em minha história. No entanto, alguns segundos se passaram e ela, de repente, parece entender a situação, ou quase isso. A garota sorri maliciosa e lança uma piscadela para mim.

– Sei. – ela fala rindo, divertindo-se com o meu pânico. – Diga a suas roupas que eu irei me retirar e que elas podem cair à vontade. – ela solta uma risadinha e continua a falar, mas em sussurro: — Desculpa atrapalhar.

– Tchau Cassy. – digo, apressando a loira a sair do meu quarto.

Cassy me olha com malícia mais uma vez e faz sinal de rendição, saindo do quarto em seguida, mas, antes de fechar a porta, ela pisca mais uma vez para mim e volta a ir para seu quarto, rindo do que estava acontecendo.

– Ela já foi. – digo a Austin, abrindo a porta do guarda-roupa.

O loiro sai de dentro do pequeno espaço e, dessa forma, pude prestar atenção em sua aparência. Rio ao ver seu cabelo todo despenteado e sua cara de sono, demonstrando que havia dormido pouco.

– O que foi? – pergunta, olhando para mim, confuso.

– Seu cabelo está todo bagunçado. – digo, rindo, enquanto o mesmo passa a mão pelo lugar. No entanto, lembro-me de que ele não poderia permanecer ali. – Você precisa ir embora.

– Jura? – pergunta irônico. – Agora me fala como, gênio. Cassidy é a pessoa mais curiosa que eu conheço e ela deve está esperando para ver quem estava aqui no quarto.

Olho para o quarto e vejo a enorme janela do lugar. Agradeço aos céus pela casa de Cassy ser térrea e mais ainda pelo tamanho de suas janelas. Sorrio maldosamente para o loiro e vejo seus olhos ficarem preocupados.

– O que você está planejando? – pergunta Austin, parecendo saber que o meu plano não era algo muito confiante.

– Você vai sair pela janela. – respondo, apontando para a mesma. – Você consegue passar pela entrada e se seguir pelos fundos e pular o muro, conseguirá chegar à avenida.

– Você está brincando, não é? – pergunta incrédulo. – Por favor, me diz que você está brincando.

– O que você está esperando? Vai logo! – ordeno, enquanto empurro o mesmo em direção à janela.

– Você é louca. – afirma, se recusando a continuar a ser empurrado por mim. – Se acha mesmo que eu vou agir como um criminoso ou amante, pode esquecer.

– O que? – pergunto, sem entender o que o outro estava dizendo. Solto Austin e continuo a encará-lo. – Do que você está falando?

– Sério que você ainda não percebeu como essa situação está sendo completamente insana e sem cabimento algum? – fala, sem acreditar. – Ally, você e eu não devemos nada a Cassy. Não temos compromisso com ninguém e somos adultos. Sendo assim, por que eu preciso agir como se seu marido tivesse chegado em casa?

Suspiro frustrada. Eu sabia que Austin estava certo, no entanto, eu não estava pronta para encarar o olhar acusatório da pessoa que mais vem me dando apoio nos últimos tempos. Como eu poderia dizer a Cassidy que eu havia dormido com Austin? Tudo bem, ela não o ama, mas acredita que sim.

– Você não sente nenhum pingo de culpa? – pergunto, demonstrando o meu temor.

– Culpa do que? – questiona confuso. No entanto, sua expressão se torna sombria, instantes depois. – Você se arrependeu do que aconteceu?

– Eu nunca disse isso. – falo, suspirando cansada. – Austin, tivemos uma noite maravilhosa. Eu diria, até, que foi a melhor da minha vida, mas sabemos que isso não deveria ter acontecido. Olhe para mim! Eu acabei de ser abandonada no altar e você está a espera de sua namorada a cinco anos. Eu não quero me iludir. Conhecemo-nos a menos de um mês. Dormir com um cara, praticamente, desconhecido é insanidade. Não quero decepcionar Cassy. Mesmo não te amando, ela gosta muito de você e acaba confundindo os sentimentos. Ela, sim, seria a que mais se machucaria se soubesse o que aconteceu aqui.

– Eu sei. – concorda, seriamente.

– Ótimo! Agora você precisa ir! – volto a dizer, ignorando o olhar de culpado que Austin estava carregando e assustando o mesmo, quando comecei a empurrá-lo, mais uma vez.

– O que? Você vai mesmo me obrigar a fugir pela janela? – pergunta Austin, surpreso. – E eu acreditei que tivesse te convencido dessa loucura.

– Austin, querido, você vai precisar de muito mais que palavras, olhos de cachorro sem dono e um rostinho bonito para me fazer mudar de ideia. – falo rindo. Assim que abro a janela, aponto para o lado de fora. – Você já sabe o que fazer. Agora, vai!

Inconformado, Austin sai do quarto pela janela, sem nem ao menos olhar em meus olhos. Eu sabia que ele estava chateado, mas eu estava aliviada por saber que eu não precisaria ter a típica conversa após o sexo.

Tudo o que eu havia dito a Austin era verdade, mas o que mais me apavorava era saber que eu poderia está sentindo algo além de atração. A noite em que passamos juntos mexeu e muito comigo.

Eu podia está agindo como se fosse algo comum para mim, dormir com um cara e expulsá-lo de minha casa na manhã seguinte, mas Austin foi meu segundo homem, apenas.

Eu estava com medo do que ele poderia me dizer. Com Gavin, as coisas eram diferentes. Ele era meu namorado, eu o amava, tinha a plena certeza que iriamos nos casar. Mas, Austin... O que pensar sobre alguém que ainda ama uma mulher que o abandonou a cinco anos? A resposta por sua parte era bem óbvia: Eu apenas deveria esquecer o que aconteceu entre nós e seguir em frente, enquanto eu não o amasse.

[...]

– Você o que? – grita Trish, não acreditando no que ouvia. — Você transou com Austin e o expulsou de sua casa no dia seguinte?

– Da casa de Cassy. – corrijo, agradecendo por estarmos somente eu e ela no Evan’s. – E o pior foi ter que enfrentar o interrogatório de Cassy. Deus! Eu nunca imaginei que ela fosse tão curiosa assim.

Eu precisava de uma amiga para desabafar, mas não sabia em quem confiar. Pensei em Manu, mas a mesma passou o dia na casa de uma amiga. Trish passou o dia passeando pela cidade e quando retornou ao Evan’s junto com a prima e o futuro marido da morena, ela não demorou a perceber que eu não estava bem.

– O que você esperava dela? É claro que ela ficaria curiosa para saber quem foi o cara que você levou para casa dela. – comenta Trish, cruzando os braços e lançando um sorriso convencido. – Mas o que você disse para ela?

– Disse que ela não o conhecia e que eu preferia não revelar detalhes da minha intimidade. – respondo, encostando-me na cadeira que estava sentada e jogando a cabeça para trás. – Eu detesto mentir, mas não poderia contar a ela o que houve. Para dizer a verdade, o melhor mesmo é esquecer o que aconteceu. Fingir que nada aconteceu entre nós.

– Qual o seu problema? – pergunta, indignada. – Você dorme com um Deus Grego como Austin e depois quer fingir que nada aconteceu?

Levanto minha cabeça e volto a encarar a morena. Trish continuava a insistir e isso me incomodava. Eu nunca fui do tipo de garota a me iludir fácil e essa situação deixava claro que eu não poderia criar esperanças, pois isso só me faria sofrer ainda mais.

– Trish, acorda! Austin ainda ama Piper e eu não me esqueci de Gavin. Cassy acredita que está apaixonada por ele e não existe a menor chance de nos envolvermos sem causar qualquer tipo de dor física ou sentimental. – explico, cansada.

– Ally, você está sendo infantil! – alega a morena, sorrindo tristemente. – Será que você não consegue ver o que você foi capaz de fazer?

– Do que está falando? – questiono, estranhando a pergunta de Trish.

– Austin nunca mais se envolveu com qualquer mulher desde que Piper foi embora. Ele nem mesmo mostrou interesse em qualquer garota que aparecia na frente dele. – explica, olhando com carinho para mim. – Não se engane. Austin não é o tipo de cara babaca que vai para cama com a primeira que se oferece. Se ele dormiu com você, foi porque sente algo por você.

– Esqueça isso. – peço, suspirando frustrada, colocando a cabeça entre as mãos. – Você pode está certa, mas eu ainda não estou preparada para me envolver novamente.

– Tudo bem. Eu não vou mais incomodar você com esse assunto, afinal, você ainda tem muito que pensar. Apenas, não se esqueça do que eu disse. – fala, passando a mão em meus cabelos com carinho. – Não se pode lutar contra o destino, Ally. É inútil. É como tentar nadar contra a correnteza de um rio. Haverá uma hora que você irá se cansar e será levado ao seu caminho original.

Antes que eu respondesse ao conselho de Trish, a porta do restaurante é aberta, revelando um ruivo animado na entrada do local. Assusto-me com a entrada brusca de Dez.

– Oi Ally! – grita Dez, animado, mas logo sua expressão muda para a de desdém quando percebe a presença de Trish. – Ah, você está aqui.

– Não, não. O que você vê aqui é apenas uma representação minha. – responde Trish com ironia.

– Sempre tão doce. – comenta Dez, revirando os olhos, enquanto se aproxima de nós.

– Oi Dez. – digo, rindo da carranca que o ruivo carregava, enquanto encarava Trish com fúria.

Dez se aproxima de mim e beija minha testa, quando chegou a minha frente. Sorrio com a demonstração de carinho do ruivo, mas logo começo a ri, ao perceber que Trish fingia que iria vomitar.

– Quem olha, acredita que você é um perfeito cavalheiro. – diz Trish, com cara de nojo. – E por que ainda continua aqui? Não vê que eu estava tendo uma conversa importante com Ally?

– Primeiramente, fecha a matraca, que ninguém aqui está pedindo a opinião de uma jararaca. – alfineta Dez. – Segundo, eu vim acompanhar Ally até em casa.

– Jararaca é a mãe. – responde Trish, irritada. – Filhote de Satanás. – sussurra a garota para si mesma, não percebendo que tanto Dez quanto eu havíamos escutado. – É incrível como você continua o mesmo imbecil de sempre, Dez.

– Mesmo? – fala Dez com ironia. – É uma pena que eu não possa dizer o mesmo de você. O seu nível de veneno só aumentou durante esses anos.

– Escute aqui, seu... – vendo que a briga estava piorando cada vez mais, resolvo interromper.

– Ok, Trish. Já chega. – peço, chamando a atenção dos dois. – Por que vocês não aproveitam o reencontro para fazerem as pazes? Essa briga de vocês é tão infantil.

Trish e Dez começam a se encarar, analisando o que eu havia dito. Por um momento, eles pareceram querer ceder ao que eu havia dito, no entanto, logo eles fecham a cara, deixando clara as suas respostas.

– Nem pensar. – fala Dez.

– Nunca. – responde Trish. – Desculpa Ally, mas existem coisas que não podem ser mudadas. Dez e eu nascemos para nos odiar e morreremos assim. Somos como óleo e água. Não nos misturamos. Somos incompatíveis.

Rio com a afirmação de Trish. A infantilidade usada em suas palavras, demonstrava um lado da personalidade da morena completamente diferente do que eu conhecia. Eu poderia esperar isso de Dez, mas não de Trish e isso me surpreendia ainda mais.

– Não sejam bobos. – falo, levantando do meu lugar, colocando a cadeira em cima da mesa. – Está na cara que vocês são amigos ou até mais do que isso. – insinuo com um sorriso malicioso, fazendo o casal me olhar assustados.

– Do que você está falando? – pergunta Dez, arregalando os olhos. – O calor afetou seu cérebro, Ally?

– Eu nunca me envolveria com esse idiota. Nunca! N-U-N-C-A! – fala Trish, furiosa. – Olha para mim. Acha que eu perderia meu tempo com um “galinha” como ele?

– Quem você está chamando de galinha? – dita Dez, furioso.

– Adivinha. – responde a baixinha, sorrindo ironicamente.

Paro de prestar atenção na conversa de meus amigos ao perceber a entrada de Austin. Nossos olhares se encontraram e foi inevitável não sentir uma corrente elétrica ao reparar a intensidade com que eu era encarada.

Trish e Dez continuavam a discutir e não pareciam ter notado a presença do loiro. Austin faz sinal para que eu fosse a seu encontro, olhando-me com seriedade. Confirmo com a cabeça, voltando a encarar meus amigos. Como se encontravam um de frente para o outro, o ruivo e a morena não perceberiam meu desaparecimento se eu saísse disfarçadamente.

Tentando controlar o coração e as emoções, caminho calmamente em direção a Austin. O homem me lança um último olhar, antes de retornar para o lado de fora do Evan’s. Sigo o loiro, sem me importar com a possibilidade de meus amigos notarem que eu não estava mais ao lado dos mesmos.

Ao colocar os pés para fora do restaurante, respiro fundo antes de encarar Austin. Ele estava pensativo e carregava um ar meio sombrio e cansado. Percebendo meu olhar sobre si, o loiro levantar o olhar e, assim, voltamos a nos encarar.

– Ally. – fala Austin, parecendo um pouco nervoso.

A preocupação tomou conta de mim. E o que mais me incomodava era o fato de não consegui evitar que as lembranças da noite que passamos juntos voltassem a minha mente.

Cada toque, sorriso, suspiro ou beijo compartilhado ainda permanecia vivo em mim e isso me assustou ainda mais. Eu não conseguia olhar para Austin e não me lembrar do calor de seus braços, das alucinações que o mesmo foi capaz de me fazer ter.

– Austin. – digo em resposta, desviando o olhar.

Meus instintos continuavam a me dizer que eu deveria fugir, no entanto, meu coração parecia discordar. A confusão em mim causava ainda mais medo.

O loiro caminha até ficar de frente a mim. Seus olhos me encaravam com intensidade. Ele me observava com curiosidade e parecia enxergar todos os meus segredos.

– Ally, nós precisamos conversar. – e a frase que eu mais temia saiu dos lábios de Austin. – E precisa ser agora.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! Aqui estou eu, mega apreensiva para saber a reação de vocês ao meu primeiro hot *-*!! Eu quero a opinião de vocês sobre como eu me sai XD!!! Eu sei que o final do capítulo ficou meio bobinho, mas eu já não tinha mais criatividade, já que a mesma foi gasta no início do capítulo kkk'! E então? Que tal darem um presente para autora? Comentem, favoritem, recomendem.... Enfim, expressem a opinião de vocês kkk'!! ~Medo de ter decepcionado~ kkk'! Bom, avisando que daqui a pouco sai mais um capítulo de UC e PC (Parachute), portanto, preparem os coraçãozinhos para as surpresas em ambos os capítulos!!! Beijocas ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !! PS.3: http://fanfiction.com.br/historia/514701/Unlike_Cinderella/ PS.4: http://fanfiction.com.br/historia/554366/Parachute/