Obsession

2 Capítulo 1 - Deception...


Notas iniciais
Oiiie Cupcakes ♥! Estou de volta *-*!! OMG, eu quase surtei de animação quando eu vi que tantas pessoas aceitaram esse meu novo projeto!!! Muito obrigada May Moranguinho da Titia (Dreams And Wishes), Cacamila, Luaah Docinho de Caramelo da Titia (Hard Feelings), Lêhzinha (Letícia Merlo), Milazinha 90, Lala Sobrinha Talentosa e Linda da Titia (Gabs), Mamis Confeiteira e Poderosa (Jade), Jéh Princesa Algodão Doce (Jess Jackson), Morete328, Josy Vovó Diva e Seduzente (Auslly s2), Lary Joaninha da Titia (AllyGata Lynch), Isa Santos, Divademi22, Jenny Filha Diva, Linda e Curiosa da Mamãe (Gatinha MÁ), Bea Mana Gata Sexy (Reader Secret), Jujuh (Juliana Lorena), Palominha Sobrinha Raio de Sol (Paloma Coutinho) e Carolzinha1107 pelos lindos e divinos comentários *0*! Sério, vocês são as melhores! Obrigada pelo apoio!! Boa leitura...

6 de Abril de 2013 – Miami

POV Ally

Olho minha imagem refletida no grande espelho a minha frente, mais uma vez. Eu estava satisfeita com o que via. Tudo estava perfeito, para o meu alivio.

Toc Toc

– Entra. – falo com o tom de voz alto.

Observo minha mãe entrar e analiso a bela mulher se colocar atrás de mim. Ela encosta seu queixo em meu ombro e começa a encarar-me com emoção.

– Você está tão linda, querida. – comenta com a voz emocionada.

– Olhe para mim, mãe. – digo, sorrindo com um misto de emoção e felicidade. – Eu irei me casar e com o homem que eu amo.

A morena fica calada por um tempo, como se pensasse em minhas palavras. Ela olha para o espelho mais uma vez e suspira um pouco derrotada.

– Você tem certeza que é isso que você quer, Ally? – pergunta, com seriedade. – Ainda está em tempo de desistir desse casamento.

– O que? – pergunto, incredulamente. – Mãe! Mesmo depois de tudo, ainda insiste em dizer que não devo me casar com Gavin? Hoje é o dia do meu casamento, então, poderia, por favor, ficar feliz por mim?

– Sinto muito, querida. – sussurra, tristemente. – Eu sei que sonha em se casar com Gavin desde que começaram a namorar, mas entenda o meu lado. Você é uma garota tão incrível. Acredito que mereça alguém melhor...

– Mãe... – começo, mas sou interrompida pela mesma.

– Tudo bem. – fala sorrindo. – Eu não vou mais tentar convencê-la a desistir. – ela me abraça com carinho e, ao se separar, continua: — Agora nós precisamos ir. Existe uma igreja lotada de pessoas loucas para vê-la. Além disso, aquele ser está te esperando lá embaixo.

– Não entendo o motivo de você continuar tratando meu pai dessa forma, mãe. – comento, caminhando até o sofá do quarto, indo pegar o meu buquê de rosas mescladas de vermelho e branco.

– Isso não importa. – fala minha mãe, abrindo a porta e me ajudando a andar com o longo vestido.

Descemos as escadas e não demoro a ver meu pai na sala da nossa antiga casa. Ele lança um olhar maravilhado ao me ver. O mesmo se levanta e caminha ao meu encontro.

– Você está tão linda, minha princesa. – fala meu pai, beijando a minha testa após me analisar por alguns instantes. – Gavin tem muita sorte de estar se casando com a garota mais bonita do mundo.

– Não exagere, pai. – falo, não contendo a minha felicidade. – Agora, vamos, por favor. – viro-me para a minha mãe. – Você virá conosco, mãe?

– Não, querida. – responde, terminando de descer as escadas. – Irei no meu carro. Não quero ter o desprazer de compartilhar o mesmo veículo que esse indivíduo.

– Não se preocupe, Penny. Eu jamais desejei isso. – retruca meu pai, com o mesmo tom sarcástico que foi usado por minha mãe. A mulher o lança um olhar furioso e caminha até o lado de fora da casa.

– Será que vocês poderiam controlar a vontade de matar um ao outro, ao menos, por hoje? – digo a meu pai, um pouco chateada. – Hoje é um dia especial para mim. Por favor, não estraguem tudo.

– Desculpa, Ally. – pede meu pai, abrindo a porta do carro para que eu entrasse. Eu via a tristeza em seus olhos. – Prometo tentar diminuir as briguinhas com sua mãe.

– Obrigada. – agradeço e o mesmo se senta ao meu lado, balançando a cabeça em negação e segurando minha mão com carinho.

– Nós já podemos ir. – avisa ao motorista que dar a partida e começa a seguir rumo local da cerimônia.

A viagem foi tranquila e não demoramos a chegar. Meu pai desce do carro primeiro e pede para que eu permanecesse ali até que ele voltasse com o fotografo para tirar as primeiras fotos do casamento. Ele conversa com um homem loiro que se encontrava na entrada da igreja e logo os dois voltam a caminhar até o carro.

– Filha, este é Austin Moon. – apresenta meu pai. Olho para o loiro e sinto uma corrente elétrica percorrer meu corpo quando o mesmo me encara de volta. — Ele é filho de um grande amigo meu de infência e será o responsável por tirar suas fotos hoje.

– Prazer em conhecê-la, futura Sra. Young. – diz sorrindo. Não posso negar, Austin é um homem muito bonito e simpático.

– Digo o mesmo, Austin Moon. – respondo sorrindo, animada por ter me dado bem com o fotografo da cerimônia que mudaria para sempre a minha vida.

Ele concorda com um rápido sorriso e começa a tirar fotos minhas descendo do carro e algumas do meu pai. Caminhamos até a entrada da igreja, tendo Austin sempre ao nosso lado, tirando inúmeras fotos.

Faço os últimos ajustes em meu vestido e espero a música de entrada começar a tocar para que fizessemos o pequeno percurso até o belo homem que se encontrava no altar a minha espera.

Conforme eu ia me aproximando, eu não conseguia olhar para outra pessoa que não fosse Gavin que sorria de maneira maravilhada para mim. Assim que chegamos ao altar, meu pai entrega minha mão a Gavin e beija minha testa. Entrego meu buquê para minha mãe, que já chorava de emoção, como era de se esperar.

– Cuide bem de minha princesa. A faça muito feliz. – pede meu pai a Gavin, apertando sua mão e sorrindo.

– Não se preocupe, Sr. Dawson. Eu farei Ally a mulher mais feliz do mundo. – promete Gavin, mas havia algo de errado com ele. Eu o conhecia muito bem para saber diferenciar seu estado.

Meu pai balança a cabeça, positivamente, e coloca-se ao lado de minha mãe. Os dois sorriem para mim e começam a prestar atenção as palavras do padre.

Durante a fala do homem a nossa frente, Gavin estava agindo de maneira estranha. Ele parecia nervoso. Tentei me convencer que tudo não passava de ansiedade devido ao casamento, no entanto, eu sentia que não era apenas isso.

Alguns minutos depois, a hora de dizermos “sim” havia chegado. Apesar das belas palavras que o padre usava, eu estava ansiosa e não via a hora daquele sentimento de que alguma coisa não estava certa sair de mim.

– Gavin Adams Young, você aceita Allycia Marie Dawson como sua legitima esposa, prometendo ser fiel, amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, e todos os dias de sua vida? – pergunta o padre, levando, em seguida, o microfone para próximo de Gavin.

Esperávamos a resposta de meu noivo, mas o mesmo parecia indeciso. O medo começa a se apossar de mim. Seus olhos deixavam claro a sua insegurança em responder a pergunta.

– Gavin...? – incentivo, tentando acabar com aquela tensão.

– Sr. Young? – chama o padre, esperando a resposta de meu amado, mas o mesmo parecia estar passando mal.

– Eu... Eu... – ele parecia tentar falar, mas a resposta não saia.

A igreja toda nos encaravam com curiosidade e apreensão. A demora em saber se ele queria se casar ou não fazia com que todos começassem a comentar e cochichar sobre a atitude de Gavin.

– Gavin! – chamo, cansada de tanta demora. Ele me olha assustado e balança a cabeça negativamente.

– Eu sinto muito, Ally, mas eu não posso me casar com você. – responde Gavin, surpreendendo a todos.

– O que? – pergunto, sem acreditar. Os comentários começam a ficar mais altos e ninguém parecia saber como reagir a resposta de Gavin.

– Eu... Eu não posso. Eu amo outra pessoa. – explica, fazendo meu sangue ferver. Como ele podia estar fazendo isso comigo?

– Você... Você ama outra pessoa? – repito a fala de Gavin, sorrindo com incredulidade. – Você só pode estar brincando. Me diz que isso é mentira, Gavin! Diga que isso é apenas uma brincadeira de mal gosto.

– Eu tentei esquecer a pessoa na qual eu amo, mas não consegui. Você é uma mulher incrível e eu tentei me convencer de que eu aprenderia a te amar, no entanto, foi em vão. – diz, com a voz embargada de tristeza. – Eu a admiro muito, muito mesmo, mas não posso me casar, sabendo que você me ama tanto e eu jamais corresponderei aos seus sentimentos. Eu sinto muito.

– Quem...? – sussurro, sentindo meu orgulho se ferir cada vez mais. Eu não conseguia acreditar. Eu não podia acreditar. Qualquer um poderia me trair, menos Gavin. Não ele, não o homem que eu amo.

– O que? – pergunta. Ela não havia entendido a minha pergunta.

– Quem é a pessoa que você ama? – falo, reunindo todas as minhas forças para olhar em seus olhos.

– Ally...

– Responde Gavin! – grito, assustando a todos. – Quem é a pessoa?

– Eu não... Olha, Ally... – ele desconversa, não querendo revelar a verdade por completo. – Vamos conversar às sós, sim? Assim é melhor e..

– Fala! – a minha paciência já tinha se esgotado. Parto para cima de Gavin, chorando em desespero. Meu peito doía de maneira avassaladora. Começo a bater em seu peito, tentando descontar a minha raiva. – Quem é ela?

– Não é ela. – responde baixo, segurando meus pulsos com firmeza. Paro de bater em seu peito e o encaro, surpresa. Como assim não é ela?

– O que...? – falo, tentando entender o que ele estava querendo dizer com isso. – O que quer dizer com “não é ela”?

– Eu não estou apaixonado por uma mulher. – revela, assustando a todos. – Ally, eu sou gay.

A surpresa foi ainda maior. Ele é gay? Como ele pode esconder algo tão importante assim de mim? A fúria começa a tomar conta de mim. Agarro a primeira coisa perto de mim e parto para cima dele.

Gavin, assustado, começa a correr, com medo do que eu poderia fazer com ele. A igreja estava dividida entre ajudar o rapaz ou apenas observar o desenrolar da história.

– Seu imbecil! Impostor! Como você pode me enganar por tanto tempo? Eu te amei e em troca você mente para mim? – começo a gritar, enquanto bato nele com um castiçal do altar. Eu não conseguia me controlar. Ele tentava fugir, mas eu ainda conseguia acertar vários golpes. – E as juras e promessas? Como foi tão covarde a ponto de me iludir por quatro anos?

– Ally, eu sinto muito...

– Sente? – interrompo, rindo ironicamente. – Não minta! Se você realmente sentisse alguma coisa não teria me feito de idiota!

Vendo que não conseguiria conversar comigo, Gavin corre até a avenida de frente a igreja e entra em um táxi, que para a sorte dele, estava passando naquele momento.

Eu não conseguia controlar as minhas lágrimas de raiva. A pessoa em que eu mais confiava e amava havia me traído da maneira mais dolorosa que eu conhecia.

Ouço o som de flashes e viro-me em direção ao barulho. Ao entender o que estava acontecendo, não consigo evitar a vontade de matar o fotografo. O loiro continuava a tirar fotos mesmo depois do que havia acontecido.

– O que pensa que está fazendo? – pergunto, colocando a mão sobre o rosto, para evitar que mais fotos minhas fossem tiradas.

– Sinto muito, mas fui contratado para tirar foto de todos os momentos de seu casamento. – diz, parecendo estar sendo sincero. Encaro o loiro, sem saber como reagir ao seu comentário.

– Você só pode estar brincando comigo. – digo, observando minha família na porta da igreja. Faço sinal para que não se atrevessem a vim conversar comigo. Provavelmente, eu mataria alguém ainda hoje. – Por acaso você é idiota? Não viu o que acabou de acontecer?

Ele me encara confuso e perdido. Ele olha para a minha mão, na qual ainda segurava o castiçal com força, e coça a nuca, parecendo nervoso em relação a situação em que nos encontrávamos.

– Não se preocupe. – disse, sorrindo de maneira encorajadora. – Talvez, seja só uma fase e ele logo voltará para você.

A cólera se apodera sobre mim. O que esse idiota tem na cabeça? Uma fase? Será que ele não entendeu que meu ex-futuro marido é gay? Ele teve quatro anos para confirmar essa hipótese. Como isso poderia ser uma fase?

Sem conseguir me controlar mais, dou um forte chute nas partes intimas do fotografo que cai no chão, gemendo de dor e respirando com dificuldade.

– Fase? – grito, sentindo meu corpo tremer de raiva. – Você acha mesmo que um cara que se diz ser gay está passando apenas por uma fase?

– Sin... Sinto muito. – geme, se contorcendo de dor.

Observo a cena e caio de joelhos, jogando para longe o castiçal, permitindo que as lágrimas rolasse pelo meu rosto, livremente, cansada de tentar entender.

Eu sempre fui uma mulher forte, decidida e que nunca deixei que os desafios me parassem, no entanto, agora, me sinto uma tola por ter acreditado por tanto tempo em Gavin.

Sacrifiquei tanto, doei-me por completo para apenas receber a traição em troca. Agora, sem emprego e sem nenhum objetivo de vida, eu não sei como agir.

Eu fiz tantos planos, tantos objetivos e tudo foi por água abaixo. Minha mãe tem razão: o amor é a forma mais cruel de se machucar uma pessoa. Eu deveria ter ouvido os seus avisos.

Olho para o céu em tom alaranjado de Miami. Suspiro com pesar e continuo a chorar. Minha mãe se aproxima de mim e me abraça com carinho. Retribuo ao gesto, com intensidade, na intenção de tirar toda a dor que eu possuía em meu coração.

– Não fique assim, meu amor. – pede minha mãe, enquanto acaricia minhas costas, algo que sempre faz comigo desde que eu era criança. – Vai passar. Você vai ver.

– Está doendo tanto, mãe. – confesso, sentindo um enorme peso se apossar de meu coração. – Céus, como eu estou me odiando agora.

Minha mãe se separa de mim e coloca suas mãos em meu rosto, obrigando-me a olhar em seus olhos. Ela, assim como eu, chorava, parecendo entender a dor que eu sentia.

– Não importa o que as pessoas te façam, Ally, nunca deixe que elas destruam seu amor próprio. Sei o quanto está sofrendo, mas, sendo você, tenho certeza que conseguirá erguer a cabeça e dar a volta por cima. – diz com determinação.

– Obrigada, mãe. – sorrio, fracamente, sentindo-me um pouco melhor. – Eu te amo.

– Eu também te amo. – fala, dando um demorado beijo em minha testa. – Agora vamos procurar um médico para esse pobre rapaz. – ela se referia a Austin que continuava a agonizar em dor. Acho que peguei um pouco pesado. – Pobrezinho, ele deve estar sofrendo muito.

– O... Obrigado. – sussurra, chorando de dor.

Enquanto minha mãe vai buscar alguma ajuda para o loiro, volto a encarar o céu que já começava a mostrar alguns sinais de que a noite já se aproximava.

Suspiro frustrada. Esse, com certeza, será o pior verão da minha vida. Muito obrigada, Gavin Young, por fazer, totalmente, ao contrário do que você me prometeu: “Eu prometo te fazer feliz...!”. Droga, no fim, foram apenas palavras.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! Sorry pela fracassada tentativa de fazer comédia, mas eu queria por a cena da confissão de Gavin!! Desculpe qualquer erro otigráfico!! Amanhã responderei a todos os reviews!! Beijocas ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !!