Obsession

3 Capítulo 2 - Offer...


Notas iniciais
Oiiie Cupcakes ♥! Muito obrigada May Moranguinho da Titia (Dreams And Wishes), Filha Rainha/Princesa (VacuumCleaner), Pequena Miss, Luaah Docinho de Caramelo da Titia (Hard Feelings), Lêhzinha (Letícia Merlo), Milazinha 90, Lala Sobrinha Talentosa e Linda da Titia (Gabs), Mamis Confeiteira e Poderosa (Jade), Jéh Princesa Algodão Doce (Jess Jackson), Mandy Docinho de Coco (Apenas uma garota comum), Morete328, Josy Vovó Diva e Seduzente (Auslly s2), Lary Joaninha da Titia (AllyGata Lynch), Isa Santos, Divademi22, Jenny Filha Diva, Linda e Curiosa da Mamãe (Gatinha MÁ), Bea Mana Gata Sexy (Reader Secret), Tia Biaa Diva Linda (Biiah Lynch), Jujuh (Juliana Lorena), Docinho de Cereja (Thata), AusllyRaura, ItsTheBest, Fran, Palominha Sobrinha Raio de Sol (Paloma Coutinho), Cupcake de Chocolate com Morango (Roxy Rocket), Love Music e Carolzinha1107 pelos lindos e divinos comentários *0*! Sério, vocês são as melhores! Obrigada pelo apoio!! Boa leitura...

POV Austin

O dia já havia se iniciado com muito agito. A filha de Prince e Manu, finalmente, havia nascido. Estávamos, Cassidy, Dallas e eu, ao redor da recente família.

– Diana é tão linda. – diz Cassidy, encantada pela beleza da pequena garotinha. – É uma pena que Kira e Elliot não estejam aqui para conhecê-la. Tenho certeza que se apaixonariam por essa princesa.

– Ela é, realmente, encantadora. – concorda Dallas, sorrindo. – Durante a última conversa que tive com Elliot, ele avisou que voltaria para Miami quando entrasse de férias. Parece que as coisas andam agitadas em Washington e, por isso, não conseguiu ser liberado mais cedo.

– E Kira? – pergunto, enquanto coloco minha bolsa com meus materiais de trabalho em um canto do quarto. – Ela te disse alguma coisa, Cassy?

– Conversei com ela ontem, Aus. – responde, sorrindo. – Disse que voltaria a morar aqui, mas só chegaria a cidade quando o Evan’s abrisse. Estou tão ansiosa para ter minha amiga de volta!

De repente, somos surpreendidos pela entrada escandalosa de um ruivo vestido de roupas extravagantes. Pela maneira como estava arrumado, eu tive certeza que ele tinha acordado a pouco tempo.

– Adivinha quem chegou?! – grita Dez, indo ao encontro de Diana.

– Será que poderia parar de ser tão escandaloso, Dez? – repreende Dallas, com mal humor. – Estamos em um hospital, idiota!

– Tão chato... – cantarola Dez, enquanto estende os braços para pegar a bebê. – Deixa eu pegar a Di?

– Não sei se é uma boa ideia, Dez. – responde Prince, preocupado.

– Não seja bobo, Prince. – diz Manu, estendendo a garotinha de pelagem escura na cabeça e pele clara para o ruivo. – Aqui, Dez. Apenas tenha cuidado para não apertar o pescoço e a cabeça da bebê.

Dez segura a criança com cuidado, prestando atenção em cada movimento que a garotinha fazia. Ele olha abobalhado para Diana e depois para nós, como se estivesse comemorando uma grande vitória.

– Ela é tão linda e pequena. – fala, fazendo os pais da menina se olharem, sorrindo satisfeitos pela resposta. Dez entrega a bebê de volta para a mãe e se coloca ao meu lado. – Parabéns!

– Obrigada por terem vindo. – agradece Manu, aninhando a recém-nascida em seus braços. – É muito bom estar cercada de tantos amigos.

– Não precisa agradecer, Manu. – digo, acariciando a bochecha da criança. – Estamos felizes por vocês. Mesmo que não quisessem, nós iriamos vir de qualquer jeito.

O casal se olha, sorrindo e voltam a encarar a garotinha. Vejo a felicidade estampada nos olhos de meus amigos e é impossível não me lembrar de Piper.

“- Olha, querido, que crianças lindas. – aponta a loira, para um menino e uma menina que brincavam na areia da praia.

– Sim, elas são lindas. – concordo, apertando a garota, mais ainda, contra meu corpo.

– Um dia, nós nos casaremos e teremos dois filhos. – fala sorrindo, enquanto olha em meus olhos.

– Só dois? – brinco, enquanto passo o nariz pela a curvatura do pescoço de Piper, absorvendo o suave cheiro de seu perfume. A garota ri e balança a cabeça em sinal de negação.

– Teremos vários filhos. – diz, sorrindo com animação.

– Mesmo? – falo, fingindo duvidar de sua resposta. – Como eu vou saber se estar falando a verdade?

– Eu prometo nunca sair de perto de você, mesmo que você tente fugir de mim, eu não vou desistir de nós. – afirma, olhando em meus olhos.

– Eu também nunca desistirei de nós. – digo, com sinceridade. A beijo, em seguida, sentindo meu mundo em meus braços...”

– Austin? – ouço o chamado de Prince, fazendo-me despertar de minhas lembranças.

– Sim? – digo, encarando o moreno.

– Você ouviu o que estávamos falando, Austin? – pergunta Manu, preocupada.

– Não. Sinto muito. – respondo sem graça. – Algum problema?

– Prince disse que tinha algo de importante para falar. Depois eu é que sou o lerdo. – responde Dez, sorrindo com ironia. – Ou será que o chute foi tão forte assim que afetou seu cérebro?

– Como você está sabendo disso? – pergunto, olhando desconfiado para o ruivo.

– Todos da cidade estão sabendo do casamento mais agitado do ano, Austin. – responde Cassidy, rindo, parecendo se lembrar da fofoca. – Estão comentando, inclusive, sobre o forte chute que a noiva te deu.

– Ótimo. – resmungo, chateado. – Agora, além de me perturbarem sobre Piper, vocês vão ficar falando daquele demônio?

– O que você tinha na cabeça quando foi mexer com uma mulher que tinha acabado de ser deixada no altar? – pergunta Dallas, rindo, sendo acompanhado por todos os outros do quarto.

– Eu só quis ajudar, ‘tá legal? Pensei que se dissesse coisas positivas, ela se sentiria melhor, mas aquele demônio é louca! – explico, sentindo um arrepio em minha espinha só de recordar o momento em que a louca me chutou.

– Coitado. – fala Dez, fazendo cara de pena. – O pouco que você tinha se perdeu no momento em que ela te atingiu. Eu sinto muito, amigo. Sei que era seu sonho ser pai, mas isso já não será mais possível.

Lanço o meu pior olhar para o ruivo e sinto uma enorme vontade de matá-lo. Olho para os outros, em busca de algum auxílio, mas, como era de se esperar das cobras que eu chamo de amigos, eles apenas riam com mais intensidade.

– Que tal voltarmos ao assunto do anúncio importante que Prince tinha para fazer? – sugiro, enquanto controlo minha vontade de esganar o ser que chamo de melhor amigo.

– Austin tem razão. – concorda Cassidy, recuperando-se de sua crise de riso. – O que houve, Prince?

– Bem, como vocês sabem, todos os anos, abrimos o restaurante na praia durante a alta temporada de verão aqui em Miami. – começa Prince, olhando para a criança que estava no colo de sua esposa. Ele acaricia a bochecha de Diana e volta a falar: — No entanto, sinto informa que, esse ano, isso não acontecerá.

– O que? – a interrogação foi inevitável.

– Mas... Por que? – questiona Cassidy, desolada.

– Prince! – repreende Manu, lançando um olhar de insatisfação para o marido. – Eu já disse que iremos abrir o Evan’s de qualquer maneira.

– Como iremos fazer isso, Manu? – pergunta o homem, com cansaço em sua voz. – Diana acabou de nascer. Você precisa se recuperar do complicado parto que teve e não temos ninguém para substituí-la. Sem contar que eu preciso cuidar do bar, então não posso ficar me preocupando com o que está acontecendo no Evan’s.

– Não podem fazer isso. – diz Dez, tristemente. – Desde que éramos pequenos, temos a tradição de passar o verão indo ao Evan’s.

– É verdade. – concorda Cassidy. – Sem o Evan’s, o nosso verão não é um verão de verdade. Vai ser apenas uma estação do ano qualquer.

– Sinto muito, meninos. – fala Prince, com desanimo. – Eu queria muito abrir o Evan’s esse ano, porque com a chegada da minha princesa, eu realmente vou precisar de um ganho a mais, no entanto, não existe ninguém com quem podemos contar para substituir Manu na cozinha do restaurante.

[...]

Após o anúncio de que o Evan’s não irá abrir esse ano, todos resolveram voltar ao trabalho. Por mais que quiséssemos fazer alguma coisa, não havia nenhuma solução para o problema.

Desde pequenos, Dallas, Dez, Cassidy, Kira, Elliot e eu frequentávamos ao Evan’s durante as nossas férias, junto com as nossas famílias. Mesmo depois de tantas tragédias e problemas pessoais, nunca deixamos que a tradição acabasse. O Evan’s era o nosso cantinho. O lugar onde podíamos ficar até o final do dia, olhando o mar e admirando a movimentação de turistas.

A tristeza é inevitável. Como poderíamos deixar de passar o verão sem a nossa tradição? Suspiro frustrado e volto a prestar atenção no caminho no qual eu estou seguindo. Passo por um outdoor, paro e desço da bicicleta, na qual eu usava como meu meio de transporte, no mesmo instante.

Observo a propaganda que está no mesmo lugar a cinco anos, lembrando a todos os moradores da cidade que ela já esteve aqui. Mesmo que tenha passado por Miami como um furacão, Piper jamais seria esquecida.

– Bom dia, Piper. – começo a falar, enquanto encaro a imagem da mulher que continua em meu coração a quase cinco anos. – A filha de Manu e Prince nasceu. Diana é tão linda. – sorrio ao lembrar da criança. – Tenho certeza que você vai adorar conhecê-la quando voltar. – suspiro um pouco, cansado. – Eu preciso ir, querida. Ainda tenho que trabalhar.

Permaneço observando o outdoor por mais alguns instantes e continuo o meu caminho, indo em direção ao estúdio no qual eu trabalho. Por sorte, o lugar é próximo ao centro da cidade e da praia. Em poucos minutos chego ao MM Photographic Studio.

– Bom dia. – digo, sorrindo simpaticamente para Brooke.

– Ah, bom dia, Austin. – responde, sorrindo, enquanto termina de arrumar as flores que estavam no vaso em cima do balcão. – Como você está? Soube do que aconteceu no casamento de sábado.

– Estou bem, obrigado. – respondo, colocando meus materiais sobre minha mesa. – Bem, pelo visto, a cidade inteira já está sabendo.

Ela balança a cabeça, concordando e ri baixinho, achando graça da minha expressão facial. Suspiro cansado pelo dia ter começado de maneira tão intensa.

– Soube que Diana nasceu. – comenta, sentando-se na cadeira em frente a minha mesa, observando os meus movimentos. – Como Manu está?

– Ela e a criança estão bem. – digo, terminando de arrumar as coisas, sentando na confortável cadeira onde trabalho. — Onde está Mike?

– Ele teve que sair. – responde, enquanto arruma alguns cartões espalhados por minha mesa. – Algum cliente pediu que ele fosse tirar algumas fotos para um evento que vai acontecer no final de semana. Parece que tanto a sua agenda quanto a dele está lotada.

– Certo. – concordo, enquanto observo a garota começar a mexer nas canetas que estavam sobre a mesa. – Será que dá para você parar com isso?

– Como? – questiona, concentrada no que fazia. – Do que está falando?

– Brooke, para. – digo, pegando nos pulsos da garota e a olhando nos olhos. – Essa sua mania de limpeza me irrita, às vezes.

– Ah, me desculpa. – fala, sorrindo sem graça. Ela recolhe os braços e os cruza, como se tentasse controlar um vício. – É que quando eu dou por mim, já estou arrumando as coisas.

– Como seu marido aguenta? – pergunto, rindo, enquanto conecto o cartão de memória da minha câmera ao meu computador. – Não sei se aguentaria conviver com você arrumando as coisas vinte e quatro horas por dia.

– Pergunto-me a mesma coisa. – responde, rindo. – Acho que Trent acabou aprendendo a conviver com as minhas loucuras. Apesar de tudo, ele é um ótimo marido.

– Vejo que sim. – falo, observando o olhar distante da mulher ao citar o nome marido. Sorrio ao ver o quanto eles são felizes. – Pena que nem todos são assim.

Brooke me encara confusa. Abro a imagem no computador e mostro para a morena. Ela não demora a entender sobre o que eu estava falando. Na foto, a noiva demônio aparece ao lado do pai, entrando na igreja. Ela continha um belo sorriso no rosto e seus olhos brilhavam com intensidade.

– Ela é tão bonita. – comenta Brooke, encantada com a imagem. – E parece ser bem jovem. Quantos anos será que ela tem?

– Lester, o pai da noiva, havia falado para o chefe que ela tem 22 anos. – respondo, olhando para a garota com mais atenção.

– Como eu imaginei, ela é, realmente, bem jovem. – concorda, sorrindo. – As fotos devem ter ficado boas, afinal, a noiva é bem bonita.

– Sim. – concordo, enquanto passo as fotos das cenas do casório. – A maior parte delas ficaram muito boas.

– O que vai fazer com elas? – pergunta, enquanto se coloca trás de mim para observar as coisas que eu fazia, enquanto editava uma foto ou outra. – Ao mesmo tempo que parece ser um desperdício apagá-las, tenho a impressão que ela nunca mais vai querer se lembrar desse dia.

– Não sei. – digo com sinceridade. Suspiro, confuso, sem saber se devo continuar a editar as fotos ou, apenas, apagá-las. – Acho que irei esperar Mike. Talvez, ela saiba o que fazer.

– Você deve ter razão. O chefe já deve ter passado por isso e, provavelmente, é o melhor para tomar essa decisão. – concorda Brooke, voltando a encarar as fotos. – Por que não envia uma foto para ela? Essa aqui – ela aponta para uma imagem onde só aparece a noiva sorrindo. – está linda.

– Você acha? – pergunto, enquanto observo a imagem da bela garota.

– Claro. – fala, sorrindo. – Talvez, a foto dela sorrindo possa ser um incentivo para que continue a seguir em frente com esse belo sorriso no rosto.

– Tudo bem. – concordo, enquanto volto a editar a imagem. – De qualquer forma, eu teria que lhe enviar um e-mail mesmo.

– Por quê? – pergunta, enquanto caminha ao balcão da loja.

– Mike exigiu que eu enviasse o comunicado, informando que mesmo tendo ocorrido a infelicidade do noivo ter fugido, eu ainda trabalhei, por isso, devemos receber o pagamento. – explico, concentrado no que eu fazia.

– Isso é inacreditável. – fala Brooke, sem acreditar. – Você vai mesmo cobrar a noiva, depois de tudo o que aconteceu? Não acredito nisso, Austin!

– Não me culpe, Brooke. – falo, sentindo a revolta em mim, também. – Acredite, eu não queria isso. Acho essa atitude tão absurda quanto você. No entanto, eu não tenho escolha. Mike ainda é o chefe. Se eu não fizer, ele fará. – digo, suspirando, cansado, na sequência. – Prefiro fazer isso. Ao menos, serei mais cuidadoso com as palavras do que o chefe.

– É, eu sei. – fala a mulher, sentando de frente para o computador da recepção. — Só que ainda me sinto mal pela garota. Ela já foi abandonada pelo noivo, porque o mesmo era gay e agora terá que arcar com despesas por algo que nem valeu a pena.

Concordo com sua fala e volto a trabalhar. Não demoro a terminar de fazer a edição da foto. Analiso a imagem por um momento e, por fim, resolvo escrever o e-mail para a noiva demônio, relatando a decisão do meu chefe e escrevendo uma mensagem de incentivo para a mesma.

Leio e releio o e-mail. Mesmo relutante, envio a mensagem, esperando que a garota entenda que eu não estava nenhum pouco satisfeito com aquilo e que eu desejava que a mesma conseguisse seguir em frente e ser feliz.

[...]

As horas no estúdio se passam com rapidez. Quando dou por mim, a noite já havia chegado. Fecho a loja junto Brooke, já que Mike havia saído mais cedo, e sigo rumo ao bar, no qual frequento a tantos anos.

Ao chegar ao local onde o outdoor com a foto de Piper estava, paro e encaro a imagem da mulher por um tempo, sem dizer nada. Sinto meu peito se comprimir ao lembrar da imensa saudade que a loira me faz.

– Oi querida. – falo, descendo da bicicleta e sentando no chão, de frente para o grande outdoor. – Eu passei o dia pensando em uma solução para os problemas do Evan’s, mas nada veio a minha mente. Eu não quero desistir da nossa tradição, no entanto, eu não sei o que fazer. Todos estão contando com o reencontro anual da turma. – paro de falar, suspirando. – Mas, não foi apenas isso que eu não consegui tirar da minha cabeça. Aquela noiva demônio, por algum motivo, causou-me uma certa curiosidade.

Levanto do chão e limpo a minha roupa. Recolho os meus materiais e levanto a bicicleta. Olho para a bela mulher que assombra minha mente e meu coração por quase cinco anos.

– Piper, esse ano completa cinco anos desde a última vez que nos vimos. – digo, suspirando, mais uma vez. – Espero que possa cumprir com todas as promessas que você me fez. Eu te amo.

Olho o outdoor pela última vez e sigo em direção ao bar de Prince. Eu precisava de uma boa bebida para melhorar o meu humor. Não demoro a chegar ao estabelecimento. Deixo a minha bicicleta encostada no poste próximo ao bar e prendo a mesma.

Ao entrar no lugar, percebo que meus amigos já estão bebendo e conversando com Prince. Eles gargalhavam alto, como de costume, e pareciam estar conversando sobre idiotices.

– Boa noite. – cumprimento a todos e me sento no balcão, ao lado de Cassidy.

– Austin! – grita Dez, escandaloso como sempre, jogando um braço, de modo exagerado, envolta do meu pescoço e se escora em mim. – Finalmente, você chegou! Onde você estava?

– Trabalhando, idiota. – digo, dando um tapa em sua nuca. – Deveria parar de beber. Amanhã você trabalha, esqueceu?

– Eu estou triste, então não enche. – responde, fazendo cara de coitado. Dez não estava bêbado, mas sempre que está bebendo, ele faz questão de fazer mais barulho que de costume.

– Triste? – pergunto, rindo. – Pelo quê?

– Eu estava tentando convencer o Prince a abrir o Evan’s, mas ele faz questão de me ignorar. – fala, fazendo Prince gargalhar da péssima tentativa do ruivo de fazer drama. – E, para piorar, ele ainda fica rindo. Você é muito mal, Prince!

– Deixa de ser bebê chorão, Dez! – grita Cassidy, em resposta, rindo do amigo. – Todos estão triste. Não se faça de coitado.

– Calada, loira oxigenada. – grita Dez, fazendo com que a garota, que tomava sua bebida, engasgasse.

– Como vocês são escandalosos. – reclama Dallas, tentando ler seu livro. – Será que poderiam ficar quietos? Eu estou tentando ler.

– Você é idiota, por acaso, Dallas? – pergunta Dez. – Que tipo de pessoa tenta ler um livro em um bar?

– Eu. – responde Dallas, friamente. – Agora cala a boca, que sua voz já está me incomodando.

Dez e Dallas iniciam uma discursão infantil, arrancando risadas de todos que estavam no bar. É sempre assim. Não importa quantos anos se passe, todas as vezes que nos encontramos, as conversas sempre acabam dando em boas risadas e gritarias.

– Oi Aus. – fala Cassidy, animada, ignorando aos escândalos de Dallas e Dez. – Como foi o trabalho?

– O mesmo de sempre. – respondo, sorrindo discretamente. – Prince...

– Um copo de chope? – complementa o homem, limpando um copo. Sorrio, balançando a cabeça, concordando. – Já está saindo.

– Obrigado. – agradeço.

– Prontinho. – Prince coloca o copo a minha frente. Tomo o gole da bebida e sinto meu corpo relaxar no mesmo instante.

– Aus... – chama Cassidy, enquanto brincava com a taça de vinho. Olho para a garota, esperando que continuasse. – Eu ganhei alguns ingressos para ver a estreia de um filme muito bom e eu...

Cassidy é interrompida por meu celular, que tocava uma música chamativa. A loira suspira fundo e lança um sorriso forçado, como se não estivesse satisfeita com isso, mas deixaria passar.

– Desculpa. – falo, pegando o aparelho do meu bolso da calça. Analiso o número desconhecido e pondero sobre atender ou não. Por fim, decido que atenderia. – Eu...

– Não. Tudo bem. – responde Cassidy. – Pode atender.

Aceno e saio do bar, indo para um lugar distante da bagunça. Analiso o número mais uma vez e atendo. Fico calado por um tempo, esperando alguma reação da pessoa do outro lado.

– Alô? – ouço uma voz feminina.

– Quem é? – pergunto, tentando lembrar de onde conheço essa voz.

Eu sou Allycia Dawson. – responde a garota, surpreendendo-me. – Você é Austin Moon?

– Sim. – respondo, sem acreditar que a garota estava me ligando. – Algum problema?

Oh, não. – ela nega, rapidamente. – Na verdade, eu... Eu vi o e-mail que você me enviou. Eu... Eu quero agradecer.

– Pelo que? – digo, sem entender.

Primeiro, quero me desculpar por ter batido em você naquele dia. Eu estava nervosa e acabei descontando em você. Com tanta coisa acontecendo, eu meio que perdi o controle. – fala, sem graça. – E agradecer pela foto que me enviou.

– Não se preocupe. Eu é que me precipitei em me envolver em um assunto que não tinha nada a ver comigo. – digo, com sinceridade. – Mas, como você está?

Eu... – ela suspira do outro lado da linha. – Não sei dizer, para falar a verdade. Eu ainda estou tentando me convencer que ele não vai mais voltar, mas... Ah, eu sou uma idiota! – fala, um pouco alterada. – Por que eu ainda tenho esperanças? Por que eu não posso, simplesmente, esquecê-lo? E, para piorar, eu não estou encontrando emprego e tudo parece estar indo por água abaixo.

– Eu não sei o que te dizer. – falo.

Oh, Austin, me desculpa. Eu estou jogando meus problemas para cima de você, sendo que nem nos conhecemos. Sinto muito. – diz, fazendo-me achar graça de sua espontaneidade.

O silêncio se instala por um tempo. De repente, uma ideia vem a minha cabeça. Por mais que eu estivesse sendo louco, isso poderia dar certo. Seria bom para os dois lados.

– Allycia? – chamo, tentando ter certeza que a mesma ainda continuava do outro lado da linha.

Sim? – responde.

– Você estar precisando de emprego? – pergunto, mesmo sabendo a resposta.

Hãn... Sim, eu estou. Por quê? – pergunta, estranhando o que eu havia perguntado.

– O que acha de visitar Miami, mais uma vez? – solto, sorrindo por ter encontrado alguma solução. – Tenho uma oferta tentadora para lhe fazer.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! Sorry pelo capítulo ruim, mas eu estava sem inspiração --'! Muito obrigada a todas que comentaram no capítulo anterior e a todas que leem UC e estão me acompanhando aqui! Desculpa pelos erros, mas não tive tempo de corrigir o capítulo!! Deixem a opinião de vocês, ok? Beijocas ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !!