Obsession

6 Recíproco


Notas iniciais
Olá gente!!!!! Aqui mais um capítulo!!! Pois é, foi um milagre eu ter conseguido postar, porque infelizmente eu só consigo ter ideias enquanto faço trabalhos domésticos (?) e depois quando eu fui escrever, parecia que as ideias não queriam mais sair...
Mas enfim, consegui colocar o que eu queria ou uma parte né, porque tive que deixar uma cena pro próximo cap DD: /sooo sad
O nome do capítulo está estranho mas eu nunca fui boa com nomes de capítulo então whatever UASHAUHS
Espero que gostem, mas bom, eu achei que poderia ter feito um cap melhor T_T /cry
Beijos e boa leitura!

- Mamãe? Onde você está indo? — perguntou o pequeno garotinho ao ver a mãe indo até a porta e a abrindo.

A bela mulher, que não trajava nada além de um curto vestido preto que mal cobria suas nádegas, fitou o filho.

– Mamãe está indo trabalhar querido. Tenho que ir na casa do sr. Suk, já que você não gosta quando ele vem aqui. — explicou.

O garotinho franziu o cenho, confuso. Não gostava quando sua mãe ia trabalhar a noite, e o deixava sozinho. E aquele sr. Suk, não era uma boa pessoa, ele sabia pelo modo estranho que olhava para sua mãe, que além de ser um homem gordo que fedia a suor e alcóol, sr. Suk era ruim.

Com um sorriso cálido nos lábios vermelhos, a mulher calçou seus sapatos de salto alto e deu um beijo na testa do garotinho de grandes olhos amendôados que a fitava fazendo beicinho.

– Fique aqui dentro hein, e não faça nada de errado. Mamãe estará de volta daqui a algumas horas. — ordenou a mãe, recebendo um aceno de cabeça como resposta. — Não vá dormir tarde, MinHo.


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MinHo levantou da cama com uma dor de cabeça repentina. Aquela era a primeira vez que sonhava com a mãe desde o dia em que ela morrera, e isso fora há alguns anos. Não gostava da sensação de pesar que tinha sempre que se lembrava dela, por isso sempre tentava arranjar algo para fazer que não o fizesse ter aquele rumo de pensamentos, apesar que só estava 'fazendo parte' da família Lee por ela.

Na cômoda ao lado de sua cama, seu celular vibrou, chamando sua atenção. Se espreguiçou e depois esticou o braço para pegar o aparelho, ficando levemente surpreso ao ver que tinha uma mensagem de alguém que há muito tempo não via. Como será que ele conseguiu seu novo número de celular? Bem, não importava.

Ele leu a mensagem, que não dizia muita coisa, mas ao mesmo tempo dizia quase tudo "Oie!! Saudades de você! Me mudei para Seoul, quando poderemos nos ver?~~ K.". Com aquela mensagem, uma onda de nostalgia tomou conta do Choi, que logo tentou afastar o sentimento pensando em outra coisa. Algumas das lembranças que estavam tomando conta de sua mente não eram de todo boas.


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JinKi se sentou frente à sua carteira, um pequeno sorriso se formando em seus lábios. A partir daquele dia JongHyun trabalharia como assistente na empresa, o que era algo milagroso, já que quando Onew falou com o amigo este recusou. Seria legal ter pelo menos um rosto amigo naquele lugar onde todos os olhares dirigidos a ele e a MinHo eram maldosos.

Ele olhou em seu relógio de pulso e foi para fora da sala, e ficou fitando preguiçosamente as pessoas que estavam no pátio, seu olhar encontrando sem querer o irmão mais novo de Joon, TaeMin.

O garoto estava procurando alguém, dava para se perceber pelo modo como seus olhinhos castanhos se mexiam de um lado para o outro em seu rosto fino. Onew franziu um pouco a testa, curioso, quando viu que TaeMin começou a caminhar para uma direção que, percebeu JinKi, JongHyun estava. Primeiramente, o Lee não achou que o mais novo fosse falar com Jjong, mas viu que estava errado quando TaeMin fez o Kim parar no meio do pátio e o tocou suavemente no ombro, fazendo com que este acompanhasse o garoto para algum lugar.

– O que será que eles estão falando...? — se perguntou, quando TaeMin falou algo no ouvido de Jjong que fez o rapaz se sobresaltar e olhar ao seu redor em visível nervosismo.

TaeMin sorriu docemente ao ver a expressão assustadiça de JongHyun. O garoto chegou na escola já pensando que queria 'brincar' e ficou como um louco procurando pelo hyung que não se mostrou muito feliz em vê-lo.

– Não precisa fazer essa cara, JongHyun hyung. — disse ele passando uma mão nos cabelos do mais velho, numa carícia quase afetuosa.

– O que você quer? — perguntou Jjong. — Se veio aqui para me chantagear...

– Não, não. Chantagem não tem a menor graça, pelo menos não para mim. — explicou o menor sem deixar de sorrir — Só fiquei curioso, sabe. Um dos garotos mais populares da escola... Fazendo coisas indecentes no vestiário com o hyung...

– Chegue logo ao ponto, pequeno Lee.

– Pequeno Lee? — riu — A verdade, hyung é que estou muito entediado ultimamente e quero brincar um pouco.

– E escolheu a mim para ser seu brinquedinho? — questionou o Kim estupefato. TaeMin fez biquinho, ponderando sobre a resposta.

– Não, o hyung é apenas um garoto chato de 3° ano, tão entediante quanto qualquer outro. — falou prontamente, recebendo de Jjong um olhar assassino. — Meu alvo é outra pessoa.

Dizendo isso, seu olhar seguiu para o alto rapaz que se aproximava de JinKi com um sorriso nos lábios róseos. E esse rapaz era Choi MinHo. Jjong balançou a cabeça.

– Se eu fosse você, escolheria outra pessoa para brincar. — advertiu, sua voz subitamente assumindo um tom de divertimento.

– Ciúmes, hyung? Não se preocupe, não sou um viadinho como vocês.

Ao invés de ficar com raiva pela resposta do garoto, JongHyun riu. Era engraçado palavras como aquelas saírem de um rosto angelical como o de TaeMin e Jjong pôs os olhos em branco, imaginando a reação de MinHo quando o mais novo fosse falar com ele. Pela maneira cínica que MinHo reagia aos seus xingamentos e parecia ter um lado meio obscuro além de malicioso... Aquilo até que poderia ser divertido.


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– Ei Jjong! — chamou JinKi ao ver o amigo entrando na sala. — ...Tudo bem?

– Está tudo bem sim, hyung. Por quê?

MinHo, que estava na carteira em frente à de JinKi, olhou para JongHyun com um olhar questionador. O Choi tinha visto quando o outro estava conversando com TaeMin e queria saber porque, já que na tarde anterior o Kim se mostrara super assustado pelo garoto ter visto os dois se beijando.

– Tudo bem mesmo, Jjong? — MinHo reforçou a pergunta e Jjong respondeu com um olhar de "Falo com você depois".

– Fiquei curioso ao ver você conversando com o TaeMin — confessou JinKi — Você parecia estar meio assustado de estar com ele...

– É que eu não gosto de crianças. — zombou Jjong, depois balançou as mãos quando JinKi fez uma careta — Só fiquei surpreso dele ter vindo falar comigo.

– O que ele queria com você? — quem perguntou dessa vez foi MinHo.

– Perguntou se... Se eu podia ajudá-lo a entender o conceito de... Futebol de salão. — mentiu se sentando em seu devido lugar, na carteira ao lado de Onew.

– Oh.. — fez Onew, ainda meio desconfiado, mas aceitando a resposta do amigo.

Sentindo que o olhar de MinHo estava sobre ele, Jjong também olhou para o rapaz que lhe piscou e soprou um beijo, um sorriso malicioso aparecendo em seu rosto. O Choi fez um sinal de "Espere um pouco" com a mão e pegou seu aparelho celular, digitando algo em seguida. No bolso da calça de seu uniforme, JongHyun sentiu seu celular vibrar e pegou o aparelho, fazendo uma careta ao abrir a mensagem que acabara de receber.

"Vamos repetir o que fizemos ontem... Jjong? Queria que o pequeno pônei não tivesse nos atrapalhado, aposto que teríamos transado e seria uma ótima transa, não acha? Hm... Você não se importaria se fosse eu quem comesse sua bunda, ou se importaria?". O número era desconhecido, mas pela expressão maliciosa que MinHo fez, Jjong teve certeza que tinha sido o Choi quem mandara. Maldito.

"Você. É. Um. Filho. Da. Puta." , mandou o Kim em resposta e acrescentou " Como conseguiu meu número? Aliás, o garoto, TaeMin vai te procurar logo, logo."

"Pedi seu número para o Onew e ele me deu. O que o pequeno pônei quer comigo? Por acaso ele quer fazer comigo o que eu quase fazia com você...? kekeke", zombou MinHo apenas para irritar Jjong que bufou enquanto o fuzilava com os olhos castanhos.

"Pequeno pônei? Aff, quer saber, vai se fuder. Descubra sozinho o que o garoto quer com você.", mandou JongHyun, que em seguida desligou o celular e o colocou de volta no bolso da calça.


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Ao término das aulas, MinHo pegou sua mochila e rumou para fora da sala, tentando sem sucesso alcançar JinKi que estava sendo puxado por JongHyun. Ele aumentou a rapidez de suas passadas e estava prestes a alcançar os dois rapazes quando alguém o segurou pelo braço.

– Não vá embora ainda, hyung. — o mais alto sorriu largamente ao ver que quem o segurava era TaeMin.

– Pequeno pônei, que bom te ver! — cumprimentou em tom doce — Me avisaram que você iria vir me procurar... Só queria saber, o que você quer?

Ao ouvir o estranho termo que MinHo utilizara pra chamá-lo, as bochechas de TaeMin atingiram um tom vermelho. Ele cruzou os finos braços e fitou arrogantemente o Choi, inclinando a cabeça para que pudesse olhá-lo diretamente nos olhos.

– Pequeno pônei? — repetiu o garoto — Aish, que seja. Temos um assunto a tratar hyung.

– Hm... Sobre o que exatamente?

– Sobre o que eu vi no vestiário, ontem a tarde.


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– Onde MinHo foi? — perguntou JinKi quando viu que o meio-irmão não estava mais ao encalço dele e de JongHyun. O amigo olhou ao redor e em seguida deu de ombros.

– Provavelmente... Deve ter sido encontrado pelo 'pequeno pônei '. — respondeu

– Pequeno pônei? Isso por acaso é algum apelido?

– Sei lá, o Choi é doente da cabeça. Você deveria saber disso já que vivem praticamente juntos. — disse Jjong. "E também deveria saber que tem que tomar cuidado com ele.", pensou.

JinKi sacudiu levemente a cabeça, rindo do que o amigo dissera. Mesmo JongHyun o tempo todo fazendo comentários rudes sobre MinHo ou até respondendo algo que o Choi perguntara com ignorância, Onew tinha percebido que ultimamente os dois estavam ficando mais 'unidos' do que o normal e um dos motivos para achar isso era MinHo ter pedido o número de JongHyun na noite anterior.

Sempre que MinHo fitava Jjong era como se ele soubesse de algum segredo muito divertido, algo que apenas ele poderia saber. Quando aquilo começara a acontecer? JinKi tinha a sensação de que tinha sido na noite em que o amigo e o Choi tinham ido dormir em sua casa; apesar que Onew não podia ficar especulando demais já que ele percebeu a sutil mudança no comportamento dos dois, mas não ligara muito.

– Vou indo hyung! Tenho que me arrumar para ir para o 'trabalho'. — despediu-se JongHyun sorrindo.

– Okay, a gente se vê lá Jjong! — falou JinKi acenando para o amigo que começou a correr para chegar em casa.


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JongHyun chegou na empresa Parang quando estava prestes a dar 13 horas da tarde. Ele entrou no grande saguão, passando por uma porta giratória e ficando boquiaberto pela atmosfera diferente daquele lugar. Executivos e seus respectivos secretários entrando e saindo, todos parecendo extremamente sérios e ocupados.

Com o olhar procurou saber se entre aquelas pessoas estava JinKi, mas provavelmente o amigo havia chegado antes dele. Se encaminhou para o elevador a passos largos, tentando inutilmente não chamar atenção, mas sentiu os olhares curiosos em direção a ele. Entrou no elevador, acompanhado de mais várias pessoas que olhavam em suas agendas e tablets, parecendo super profissionais.

Quando o elevador parou no andar que ele ficaria, suspirou aliviado e saiu, pronto para começar o trabalho.

– Ei, Jjong. — chamou MinHo. Ele estava à frente, na sala de espera conversando com sua secretária. — Secretária No, até quarta-feira terei o que pedi?

– Sim, sr. Choi. Estará tudo pronto até quarta-feira, como me pediu. — confirmou a secretária.

– Ótimo! — falou sorrindo — Agora vou ali, conversar com o novo assistente.

A expressão de "Quero morrer para não ter que falar com você" que JongHyun fez quando MinHo se aproximou dele só fez o Choi sorrir ainda mais. O mais alto gentilmente colocou a mão nas costas de Jjong, fazendo-o com que este o acompanhasse, mesmo que relutantemente.

– Onde está me levando? — perguntou o Kim. MinHo deu de ombros e abriu a porta do escritório.

– Quero falar algo com você. — disse — Entre.

Obedecendo de cara feia, Jjong entrou no escritório seguido por MinHo que começou a cantarolar uma canção qualquer, fechando a porta atrás de si. Fazendo um sinal para que JongHyun se sentasse, MinHo fez o mesmo, sentando-se em sua cadeira giratória.

– O que quer falar comigo? — quis saber o mais baixo.

– O pequeno pônei veio realmente me procurar, como você falou. — contou MinHo com pouco caso.

– Porque insiste em chamá-lo assim? — JongHyun ergueu uma sobrancelha — E o que ele te disse?

– Bom, acho que ele se parece com um pequeno pônei. — respondeu o Choi — Agora, falando sobre o que ele queria comigo... O garotinho meio que está pedindo para eu foder com a vida dele.

– O que? — Jjong riu, mas parou ao ver a careta que MinHo fazia.

– Ele me... Chantageou.

– Te chantageou? — repetiu JongHyun estupefato — Que maldito, e ele me veio dizendo "Chantagem não tem graça pra mim...".

– Se tem graça ou não para ele, eu não sei. Mas foi o que ele fez, me falou que se eu não fizesse o que ele mandasse, todos na escola saberiam que estávamos nos pegando no banheiro...

– Que merda.

– Também acho. Mas e então, o que você vai fazer?

– Como assim, o que eu vou fazer?

– Oras, foi você quem disse que contaria logo para o Onew que tem vontade de dar pra ele. — disse — Estou apenas esperando para ver...

– Não quero dar para o Onew hyung. — retrucou Jjong — E isso não é da sua conta.

– Uh... — fez o Choi — Então você realmente acha que ele daria para você? Hum... Não sei não, hein. Onew tem cara de ativo.

Soltando um suspiro indignado pelas palavras de MinHo, JongHyun se levantou da cadeira.

– Você fala tanta porcaria que estou ficando com cancêr.

– Estou dizendo a verdade. — falou o mais alto — Se você não falar logo para o JinKi, ele acabará descobrindo de alguma maneira ruim.

MinHo também se levantou e ficou na frente da porta quando JongHyun fez menção de que iria sair. Ele sorriu maliciosamente e puxou Jjong para si, colando seu corpo contra o dele.

– E-ei, o que você está fazendo?

– Sabe o que mais gosto em escritórios? — falou MinHo sem se importar com JongHyun. — Não tem uma cama, mas tem uma mesa. E eu tenho uma fantasia com mesas de trabalho...

– Você está louco? — brigou Jjong, tentando se desvencilhar dos braços que o rodeavam — Alguém pode entrar aqui! Talvez até o Onew hyung!

– Ele não vai. — sussurrou o outro, dando uma lambida no pescoço de JongHyun, seguindo depois com um chupão.

Não era à toa que, de todas as condições para ficar calado MinHo quisera que Jjong fosse dele. Era porque desde quando o conheceu, JongHyun o atraía e toda aquela raiva que o outro parecia sentir por ele só aumentava a vontade que MinHo tinha de arrancar a roupa do mais baixo e abusar dele com todas as suas forças. Por isso que sempre que podia, dizia ou fazia algo para tirar o Kim do sério.

E fora melhor para ambos que Jjong tivesse recusado sua condição, pois assim MinHo se sentia melhor em saber que o desejo que tinha pelo Kim era recíproco.

JongHyun soltou um gemido quando as mãos do Choi começaram a tocar-lhe por baixo da camisa de botões, acariciando os mamilos túrgidos e beliscando-os. Era perigoso os dois estarem ali, afinal, qualquer pessoa poderia entrar a qualquer momento, principalmente JinKi que tinha a mania de entrar no escritório de MinHo as vezes sem bater.

E MinHo, para ele não importava quem poderia entrar e pegá-los. Já havia perdido esse tipo de pudor e medo há muito tempo. Se ele queria alguém, ele diria de uma vez, faria joguinhos as vezes, mas apenas quando a pessoa era tão problemática e facilmente irritável como JongHyun, assim os jogos ficariam mais excitantes.

Os pensamentos de se separar de MinHo e sair do escritório sumiram da mente de JongHyun como fumaça e agora tudo o que ele mais queria era jogar o Choi sobre a mesa. Então, sem querer mais perder tempo, Jjong puxou MinHo pela gravata ao mesmo tempo em que se sentava sobre a mesa do rapaz e empurrava com a mão livre seja lá o que estivesse sobre o móvel.

– Suas ações não combinam com suas palavras Jjong, sabia? — falou MinHo sentando sobre as coxas JongHyun e contornando seu quadril com as pernas, depois colando os lábios dos dois em um beijo possessivo.

– Cala a boca. — resmungou Jjong por entre o beijo, passando a mão pelos espessos cabelos escuros de MinHo, fazendo com que este colocasse a cabeça para trás, expondo o pescoço esbelto e enfiou o rosto na curva entre o ombro, se embriagando com o cheiro de sabonete de menta que desprendia da pele macia.

Tão gostoso.


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Aquelas escadas pareciam que nunca acabariam, era o que JinKi pensava enquanto praticamente se arrastava de um degrau para o outro, tentando chegar no andar onde ficava seu escritório e o de MinHo. Em pensamento ele amaldiçoou o fato de não conseguir ficar em um elevador sem antes ter um ataque de lágrimas ou ficar sem ar e desmaiar. Maldita claustrofobia.

Já estava sentindo o suor escorrer pelo seu pescoço. Maravilhoso, chegaria parecendo ter corrido uma maratona. Em seu bolso interno do casaco, o celular tocou. Aproveitando a ligação para se encostar na parede e respirar profundamente, JinKi tirou o celular de dentro do casaco e franziu o cenho ao ver o número desconhecido.

– ...Alô?

JinKi, tudo bem? Sou eu, Joon. O cara para quem você deu os jogos ontem a tarde.

– Oh, Joon hyung! — falou JinKi animado — Desculpa, eu me esqueci de salvar seu número.

Sem problema, afinal eu tenho o seu agora. – riu — Estou ligando para saber se sábado você estará livre.

– Sábado...? — repetiu Onew e continuou em tom surpreso — Estarei livre sim, por que? Já está querendo me chamar para sair?

Mais ou menos isso.– admitiu Joon — Eu falei que seria bom a gente sair qualquer dia.

– Não achei que 'qualquer dia' chegaria tão rápido — brincou JinKi voltando a subir os degraus, dessa vez tentando ir mais rápido.

Vou te fazer se arrepender de ter doado seus games! – falou o mais velho entusiasmado. — A gente também pode aprovitar para se conhecer melhor, o que acha?

– Jjong já tentou fazer eu me arrepender e não conseguiu — disse o mais novo, com a respiração meio arfante. — Conhecer melhor? Oh~~ O jeito que você falou me fez sentir como se eu estivesse marcando um encontro.

Bom, de certo modo será um encontro mesmo, mas...– confessou e continuou depois de uma breve pausa — Hum, você está bem? Sua voz parece meio cansada.

– Estou tendo que subir alguns milhares de degraus para chegar no trabalho, coisa boba. — respondeu Onew.

Trabalho? Uhm, então além de bonito e nerd, você também trabalha? O sonho de namorado para toda garota...

– Não sei se sou o sonho de toda garota, mas... — falou JinKi, ouvindo Joon rir do outro lado da linha.

Finalmente, JinKi chegou na porta do seu andar, agradecendo silenciosamente por seu escritório não ficar no vigésimo andar. Antes de abrir a porta, ele ajeitou a roupa que de algum modo ainda continuava impecável.

– Joon hyung, terei que desligar agora. — murmurou ele em tom tristonho.

Tudo bem, então sábado eu e você vamos sair, hein. Não se esqueça!– lembrou o mais velho antes de desligar.

Sorrindo, JinKi desligou o celular e colocou de volta no bolso do casaco. Abriu a porta e entrou na sala de espera onde as secretárias ficavam. Algumas pessoas o olharam torto ao ver que JinKi não viera pelo elevador, mas não falaram nada o que deixou o rapaz aliviado.

– Secretária Jin, olá. — cumprimentou Onew — Hum, hoje chegaria o novo assistente... Você o viu?

– Olá, sr. Lee. — respondeu a moça — O sr. Choi levou-o para o escritório dele há alguns minutos.

– Mesmo? Obrigado, então vou lá falar com eles.

Dizendo isso, o rapaz sorriu para a secretária e se encaminhou para o corredor que daria no escritório de MinHo.


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Pressionando ainda mais contra o corpo do Kim, MinHo desceu suas mãos pelo luxuriante corpo moreno do outro, chegando até o cós da calça jeans, abrindo o cinto rapidamente e depois lutando contra os botões, ansiando para chegar logo onde queria.

– Jjong, o MinHo te mostrou a empresa...? — JinKi abriu a porta de uma vez.

MinHo pulou do colo de JongHyun, os dois com as faces rubras e os lábios inchados. A calça de JongHyun semi-aberta, o cinto balançando quando ele correu para o banheiro pessoal do Choi. JinKi franziu o cenho ao ver MinHo fazer uma expressão desconfortável conforme se sentava.

– O que vocês estavam fazendo? — perguntou o Lee, entrando com um olhar um pouco acusatório.

Ele passou os olhos pelo cômodo, vendo as pastas e papéis espalhados pelo chão juntos com lápis e canetas, enquanto a mesa de trabalho estava vazia, exceto por algumas coisas que pareciam prestes a cair. Seu olhar voltou para MinHo que lhe sorriu inocentemente, mas JinKi sabia que havia algo errado.

– Não estávamos fazendo nada demais, apenas conversando. — disse MinHo, levantando a sobrancelha inquisitivamente — Oras... O que mais poderíamos estar fazendo?


Notas finais
E então o que acharam? Ficou bom, ficou ruim? Mereço reviews?
Até a próxima!!
Beijos ;³