Obsession
7 Para mim
Notas iniciais
Mas hoje dei uma de ninja e passei tudo, revisei, mas como eu estava meio que correndo talvez ainda tenham alguns erros, mas logo vou arrumar ok?
Espero que gostem deste cap, pois ele ficou maior do que eu esperava, muito, muito maior do que eu esperava. Infelizmente, ele deu mais de 8mil palavras e tive que tirar uma cena Joonew TTTT/cry
Agora vou indo! Boa leitura!
O que poderiam estar fazendo...?
Pela situação da mesa e os tantos objetos no chão, as alternativas não eram muito boas. Não, não podia ser o que JinKi estava pensando. MinHo e Jjong não poderiam estar a ponto de transar antes dele chegar no escritório, Jjong teria contado se fosse do tipo que gostasse de homens, assim como MinHo também contaria... Não é mesmo?
Era o que JinKi queria acreditar.
A porta do banheiro se abriu e de lá saiu JongHyun, uma expressão aliviada no rosto moreno, mas que logo mudou para um sorriso torto quando viu o amigo.
– Ei, Onew hyung — falou ele. JinKi retribuiu o sorriso mas depois fez beicinho e franziu a testa.
– Oi, Jjong.
Não era para pensar no que eles poderiam estar fazendo antes dele chegar, mas era inevitável. Onew estreitou os olhos ao ver que a gola da camisa de JongHyun estava desarrumada, deixando à mostra uma mancha avermelhada que só poderia ser de...
– Um chupão. — sussurrou JinKi para si mesmo, incrédulo. MinHo começou a recolher as coisas que estavam no chão e Jjong fez o mesmo.
– Bom, vou deixar vocês dois conversarem ok? — disse JongHyun rapidamente passando pelo Lee.
– Não, Jjong. — chamou Onew, segurando o Kim pela mão. — Quero falar com você sobre algo, pode me esperar na minha sala?
– Ah, claro. — concordou o outro sem olhá-lo, se soltando do agarre de JinKi e saindo da sala a passos largos.
– Você parece preocupado com algo. — comentou MinHo, enquanto o mais velho fechava a porta atrás de si e se dirigia para uma das cadeiras frente à mesa do Choi.
– Não é nada demais. Quero dizer, eu prefiro pensar assim.
– O que é? — o mais alto estreitou os olhos. Queria saber se JinKi tinha um pouco de noção sobre o que interrompera minutos atrás. Afinal, ele não era tão idiota a ponto de não saber... Ou era?
– Deixa para lá.
– Hm... — pelo visto JinKi ou era idiota ou preferia se passar por idiota. — Você gosta de rapazes, Onew?
– Hã? — fez JinKi, a pergunta o pegando desprevinido. — Se eu gosto de rapazes?
– É, estou curioso para saber. Afinal, você nunca teve nenhuma namorada, não é?
– Só porque eu não tive não quer dizer que eu goste de caras. — falou dando de ombros. — Por quê? Você gosta de caras?
– Isso não vem ao caso. — disse MinHo dando uma curta risada.
– Você é cheio de segredinhos, acho que eu não ficaria surpreso se você não fosse... Normal.
– Ah é? — sorriu — E quanto a você? É normal o suficiente?
– Não sei se sou normal o suficiente. — confessou — Na verdade não sei o que a sociedade realmente considera normal.
Aliás, o que era ser normal?
Após aquela estranha conversa que não fora bem uma conversa, JinKi saiu do escritório do meio-irmão, agora com mais uma dúvida preenchendo sua mente: Seria ele, um garoto normal? Agora que parara para pensar, Onew nunca tinha demonstrado sentir desejo por nenhuma garota. Ele as achava lindas e delicadas, como flores em um arranjo para se apreciar, mas nunca ficara realmente sentindo aquela vontade de ter alguma garota perto de si, de ter uma namorada.
Isso era estranho, não era?
Suspirando pesadamente, ele acenou para a secretária de MinHo e virou o corredor, chegando rapidamente em sua sala, onde um nervoso JongHyun o esperava agitado.
– Jjong. — disse JinKi entrando e fechando a porta. JongHyun estava andando pelo lugar, mas parou ao ouvir a voz do amigo.
– Onew hyung. — falou Jjong. — Achei que você demoraria na sala do Choi.
– Ah, não. Eu queria era falar com você. — disse contornando sua mesa de trabalho. — Sabe, fiquei meio que curioso para saber o que você e MinHo estavam fazendo antes de eu chegar.
– Hm? — quando o Lee não disse nada, Jjong virou o rosto para a janela — Você sabe hyung, Choi e eu nem nos falamos direito. O que eu poderia estar fazendo com ele?
– Me diga você. — retrucou JinKi — Porque realmente não me pareceu que vocês estavam fazendo nada quando eu cheguei.
– Estavamos conversando. — mentiu. — Ele me chamou na sala dele para que...
Antes de Jjong terminar, JinKi o empurrou levemente de costas contra a estante atrás dele, colocando seu corpo perigosamente perto do corpo do Kim, que se assustou com a reação brusca do amigo. Ele podia jurar que Onew nunca desconfiaria de nada, que acreditaria em qualquer coisa que ele dissesse, talvez até mesmo pensando que ele e MinHo estavam brigando no momento que ele chegara e pegara os dois.
Mas não. O olhar acusatório que o mais velho lhe lançava era diferente do que já tinha visto antes e mostrava o quanto JongHyun pensara errado.
– Onew hyung?
– Me fale a verdade Jjong, e talvez eu não fique com raiva por você e MinHo ficarem se pegando pelas minhas costas. — disse, e o Kim engoliu em seco. — Afinal, aquela não foi a primeira vez, foi?
– Primeira vez do que? — desviou o olhar — Do que você está falando, hyung?
– Mais quanto tempo quer fingir, Kim JongHyun?
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Na manhã de sábado, Choi MinHo estava muito entediado e também inquieto. Não fazia mais que dois dias desde que havia recebido uma mensagem dele.
KiBum, ou como gostava de ser chamado, Key.
Não queria encontrá-lo, pelo menos não tão cedo, preferia se preparar psicológicamente antes já que o apelido 'Key' não era à toa. Muito pelo contrário, na maioria das vezes, no passado KiBum era a chave para deixar MinHo sem razão a ponto de fazer uma loucura; agora Key traria junto consigo memórias também.
Memórias de acontecimentos que pareciam ter sido ontem que aconteceram e não anos atrás.
"–Sua mão é mesmo uma puta, não é Choi?
– Ouvi falar que ontem ela estava dando para o zelador da escola. — riu outro.
– Ela cobra muito caro? Queria que ela fizesse um servicinho para mim e me deixasse comer aquela bunda gostosa dela.
MinHo cerrou os punhos diante dos comentários maldosos vindos de seus colegas, mas não teve coragem suficiente para dar nenhuma resposta às insinuações que faziam sobre sua mãe. Afinal, era verdade. Sua mãe era uma puta.
Os garotos o intimidavam todos os dias na escola por esse fato. KanGin e seu grupo eram os valentões da escola de ensino fundamental e adoravam usar as fraquezas dos estudantes contra eles mesmos. Com MinHo não fora diferente. Mal havia entrado na 7ª série e já começaram as brincadeiras e insinuações para com ele e a mãe.
No começo, o Choi estava decidido a não se importar com o que eles diziam. Não eram coisas muito irritáveis, e MinHo também não era uma pessoa fácil de se irritar. Mas então, certa tarde quando saiu da escola, viu que perto do parque do bairro, KanGin e seu grupo estavam batendo em um garotinho qualquer que também passava por ali.
O garotinho era apenas uma criança, que não queria dar o pacote de doces que estava em suas mãos e era por ele não querer entregá-lo que naquele momento levava socos e pontapés, caído no chão e chorando. Em sua mente, tudo se nublou e antes que percebesse, MinHo tinha ido até os garotos, dando um soco na face do líder do grupo, usando de toda sua força.
– Sai daqui, corre! — gritou para o garotinho caído no chão, que em meio às lágrimas, obedeceu e saiu correndo.
Mas depois que o garoto já estava longe o bastante, Choi soube que dessa vez ele não escapava. Bem, quando decidira 'salvar' o garotinho ele sabia que depois da distração mômentanea no grupo, KanGin não ia deixar barato e foi isso mesmo que aconteceu. Logo, era MinHo quem estava no chão, levando chutes raivosos por parte dos garotos.
– SERÁ QUE DÁ PARA VOCÊS PARAREM COM ISSO?!?
Todos os garotos pararam de chutar MinHo e olharam surpresos para o outro que estava a poucos metros deles, com uma expressão de fúria e ao mesmo tempo medo.
– Ora, ora. Se não é aquele trouxa que a gente sempre rouba o lanche. — zombou KanGin cruzando os braços.
– Deixem ele em paz! — gritou o garoto correndo até o Choi, que estava com vários machucados, a roupa toda rasgada e suja. — Você está bem?
– O que é? Agora você está com pena do filho daquela puta?
– Cala a boca, KanGin! — reclamou o mais novo, os olhos se enchendo de lágrimas. — Por favor, vão embora.
O grupo saiu, mas não sem antes KanGin dar outro chute em MinHo e o ameaçar, falando que na próxima não teria quem o tirasse dessa.
– Ei, você está vivo? — perguntou o garoto e MinHo respondeu com um gemido de dor — Vem, vou te ajudar a se levantar. KanGin parece que adora causar dor nas pessoas... Não suporto ele e sua gangue.
– Q-quem é você? — questionou o Choi em um fio de voz.
– Meu nome é KiBum, mas pode me chamar de Key."
MinHo suspirou e pegou uma garrafa de suco de laranja na geladeira, saindo de seu apartamento enquanto pensava se outros filhos de puta tiveram a mesma sorte que ele.
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Onew se olhou no espelho novamente. É, ele estava bonito e bem arrumado. Parecia que iria mesmo em um encontro. Em um encontro com um rapaz.
Para ele não era realmente um encontro, era apenas um dia marcado para passear com seu novo amigo, assim como nas vezes em que ele e JongHyun saíam nos fins de semana. A única coisa que mudava era que desta vez não era Jjong, mas sim com Chang Sun ou como decidira chamá-lo, Joonie hyung.
Joon era fofo. E tinha uma cara de quem fazia muitas besteiras, mesmo sendo mais velho que Onew. Além disso, era bonito também, mesmo com aquela estranha cor caramelada de seus cabelos.
JinKi queria ser amigo dele. Era estranho, mas de algum modo ele meio que se sentiu atraído por Joon. Atraído, da mesma maneira que um garoto fica por uma garota bonita e vice-versa. E aquilo era muito estranho.
Afinal, que cara fica atraído por outro cara? Já não bastava ter ficado que nem um louco pensando a noite sobre o assunto depois de ter visto JongHyun e MinHo quase transando. Não que ele tivesse visto realmente, mas até uma criança saberia que eles estavam a ponto de fazê-lo. E isso era ainda mais estranho, já que ele nunca imaginaria que JongHyun fosse gay. Ou até mesmo bisexual, pois não fazia muitos meses que Jjong estava namorando uma garota.
E parando para pensar, não era a primeira vez que sentia atração por um garoto. Na verdade, ele já se sentira assim antes... Em relação a MinHo.
Mas o sentimento passou rapidamente, já que em sua mente era errado — e é mesmo muito errado — nutrir essa espécie de desejo por um irmão; mesmo que eles fossem apenas meio-irmãos.
Ás vezes, JinKi também se sentia um pouco atraído por JongHyun. Talvez pelo amigo ser meio louco e de certa maneira conseguindo ser fofo quando não tinha a intenção, principalmente quando estava envergonhado. E Jjong ficava muito bonito envergonhado...
– Vai sair?
O Lee se virou ao ouvir a voz de MinHo, saindo de seus devaneios existenciais. O Choi havia chegado cedo naquele dia, geralmente ele ia para a casa de JinKi apenas depois do horário de almoço ou simplesmente ia direto para a empresa, almoçando lá.
– Vou me encontrar com o Joonie hyung. — contou Onew dando uma última olhada no espelho e depois se voltando para o mais alto com um sorriso.
– Hm... Você está tão bonito. — comentou — Se eu não te conhecesse, diria até que se arrumou assim porque gosta do Joon hyung e quer impressioná-lo.
– Hã? Como assim gostar? — suas bochechas atingiram uma fofa coloração avermelhada. — É claro que eu gosto do hyung, assim como eu gosto de você e do Jjong.
Concordando com a cabeça, MinHo se jogou na cama de JinKi e encarou o teto, enquanto o mais velho procurava algo em seu guarda-roupa.
– Ah é. — lembrou — Por falar em Jjong... Você gosta dele, JinKi?
– Sabe, eu gostaria que você me chamasse de hyung. — falou JinKi — Mas gostar... O que você quer dizer?
– Então, hyung, quando eu digo gostar é no quesito acima da amizade... Entende?
– Não.
– Não entende ou não gosta?
– Não entendi.
MinHo bufou exageradamente.
– Quero dizer, você já sentiu por JongHyun algo a mais? Sabe, algo além da amizade, como... Paixão, desejo?
– ...Paixão? Acho que não.
– Desejo?
– Bem, eu... — o celular começou a tocar interrompendo o que JinKi iria dizer. — Um minutinho.
Ele correu até sua escrivaninha e pegou o celular, fazendo uma expressão de sutil encantamento ao ver quem ligava, Joon.
– Alô, Joonie hyung?
– Oi Onew! Cheguei na sua casa e já estou aqui em baixo te esperando. — falou Joon.
– Oh, já? Nossa, já estou descendo. Tchau.
– Joon hyung já chegou? — perguntou MinHo erguendo as sobrancelhas. JinKi fez que sim e guardou o celular no bolso do jeans.
– Sim, vou indo agora. — respondeu — Vou chegar no fim da tarde, qualquer coisa liga para o meu celular.
– Vou te levar até a porta.
O mais alto se levantou da cama e foi até o Lee, contornando os ombros do rapaz com um de seus braços e indo com ele para fora do quarto. Em menos de 5 minutos eles estavam fora da casa, logo podendo ver o carro de Joon parado do outro lado do grande portão.
Ao ver JinKi saindo da casa, Joon acenou animado para o mais novo que sorriu radiante.
– Tchau MinHo! Até mais tarde! — se despediu Onew correndo para o portão.
Joon acenou para MinHo que fez o mesmo e em seguida entrou no carro. Cruzando os braços, MinHo fez beicinho e voltou para dentro da casa assim que o carro de Joon entrou em movimento e seguiu o fim da rua.
Ele se jogou no sofá e ficou resmungando mentalmente, já que não adiantara nada ter ido para a casa de JinKi sendo que este acabara de sair. Se soubesse antes que o mais velho não ficaria em casa teria ido para algum outro lugar, talvez até para a casa de JongHyun.
Ficou assim jogado no sofá por alguns minutos, mas logo ouviu a campainha tocar e se levantou novamente, indo relutante até a porta, mas sorrindo malicioso ao abrir a porta e encontrar ninguém mais ninguém menos que JongHyun.
– Oi Choi. Cadê o Onew hyung? — MinHo sorriu ainda mais largamente para o mais baixo e abriu mais a porta para que este entrasse.
– JinKi saiu faz 15 minutos. — contou — Ele foi em um... Encontro.
– Encontro? Que garota chamou ele para sair?
– Eu não disse que ele saiu com uma garota.
JongHyun virou o rosto para encarar o Choi que estava com uma expressão cínica na face bonita. O rapaz deu de ombros para a cara que Jjong fazia e fechou a porta atrás de si, em seguida indo se sentar no espaçoso sofá.
– Com quem ele saiu...?
– O irmão mais velho do pequeno pônei. Não acredito que JinKi não te contou que ia sair com ele, sendo que estava tão feliz com isso.
– Você fala como se fosse um encontro de verdade. Daqueles românticos....
– E não é? JinKi parecia muito animado quando saiu e estava até mais bonito que o normal.
– Claro. — ironizou Jjong, tentando não se importar com o que MinHo dizia.
– As bochechas dele estavam tão vermelinhas, que tive que me segurar para não mordê-lo, sabe. Eu nunca tinha pensado que uma pessoa pudesse ficar tão sexy quando envergonhada. — continuou — Mas você sempre achou ele sexy né?
– Cala a boca. — retrucou JongHyun — Já que Onew hyung não está vou embora.
– Awn, mas já? A casa está vazia, eu queria ter alguma companhia, se é que você me entende.
– Não, obrigado. Use a sua mão para te fazer companhia.
Falando isso, o Kim se dirigiu para a porta, bufando. MinHo se ajoelhou no sofá e se virou para ver o mais velho sair.
– Você está perdendo ele aos poucos, Jjong.
– O que quer dizer? — perguntou, ficando estático onde estava.
– Conforme o tempo passa, mais pessoas vão vendo o quão interessante e bom JinKi pode ser. — respondeu o Choi. — Alguns já estão dando seus passos para tê-lo, Joon hyung é um exemplo.
– Joon hyung não o quer.
– Você é apenas alguém tão cego quanto JinKi. — JongHyun franziu a testa. — Quando eu disse que era melhor você procurar outro amigo eu não estava brincando.
– Diga logo o que quer dizer, Choi.
– Eu estava esperando você 'se declarar' para JinKi, mas cansei. Não vou mais esperar você começar a sua vez. — explicou — Se não conseguiu encontrar a melhor maneira de entrar no jogo, azar o seu. Mas, eu não ficarei parado aqui deixando JinKi ir para outra pessoa quando meu objetivo é tê-lo para mim.
– Isso é algum aviso?
– Talvez. — concordou — Só quero que saiba que agora também estarei jogando. E não tenho nenhuma intenção de perder.
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– E então, qual sua comida preferida?
– Hm... Frango frito.
– Por que frango frito? — quis saber sorrindo.
JinKi deu um tapinha nas próprias pernas e sorriu ao lembrar do porque começara a amar frango frito.
– Minha mãe costumava fazer quando eu estava no fundamental. — contou — Era gostoso... Nunca comi nenhum frango frito melhor dos que ela fazia.
– Woh~~ Então a sra. Lee era a rainha do frango frito? — brincou Joon rindo.
– Ela também me dizia que quando comemos com uma pessoa, nos tornamos mais próximos.
Com um grande sorriso, Joon virou um pouco o rosto para JinKi, tendo o cuidado de ainda continuar prestando atenção na pista movimentada.
– Mesmo? Que bom, porque comeremos juntos muitas vezes a partir de hoje.
Em resposta, JinKi apenas sorriu para o mais velho docemente. E Joon quase que não conseguiu afastar os olhos do rosto sorridente de Onew, se perguntando porque que ao vê-lo sorrindo seu coração subitamente acelerara.
Ele chacoalhou a cabeça e voltou a atenção para a estrada, mas quase deu um pulo no banco quando sentiu uma das mãos de JinKi tocando suavemente seus cabelos.
– Seus cabelos são bonitos... Essa cor faz você parecer ainda menos com o seu irmão. — comentou JinKi, depois tocando os próprios cabelos — As vezes me pergunto como posso ser irmão de MinHo se não me pareço em nada com ele.
– MinHo? Você está falando daquele garoto que acenou para mim quando fui te buscar? — perguntou.
– Sim. — respondeu — Mas ele é filho do meu pai com outra mulher.
– Hum... Bom, eu também sou realmente diferente do TeMin. Enquanto ele é chato e adora estudar, eu prefiro assistir TV e sou muuuuuuuito legal. A única coisa que ele 'puxou' de mim foi minha íncrivel beleza, porque né.
– Nem se acha, hein! — ironizou Onew rindo.
Joon acompanhou o riso de JinKi e estacionou o carro em frente a um grande prédio chique. JinKi franziu o cenho ao reconhecer o lugar.
– Você mora aqui?
– Sim, mas não vamos comer aqui. É que enquanto estávamos conversando me lembrei que saí mas deixei minha carteira...
– Oh... Meu irmão mora nesse prédio.
– Quer vir comigo ou prefere me esperar?
– Vou com você.
Concordando com a cabeça, Joon tirou o cinto de segurança e JinKi fez o mesmo, ambos saindo do carro. Mas quando entraram no prédio, JinKi se arrependeu imediatamente. Ele não tinha se lembrado que teriam que pegar o elevador para chegarem ao apartamente onde Joon morava.
– Vamos? — chamou Joon atravessando o saguão e indo até o elevador.
– Ahm... Eu acho que mudei de ideia e prefiro te esperar aqui. — recusou JinKi abraçando o próprio corpo.
– Ah, para. Vem que eu quero te mostrar meu apartamento. — falou o mais velho, indo até JinKi e o puxando para dentro do elevador que fechou as portas logo eles entraram.
A mudança foi sutil, mas Joon percebeu que assim que as portas do elevador se fecharam, a postura relaxada de JinKi mudou para uma tensa. Seu corpo parecia retesado, suas mãos estavam fechadas em punhos e com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos.
– ...Onew, você está bem? — perguntou preocupado.
O modo como os olhos castanhos de JinKi olhavam de um lado para o outro nervosamente enquanto pequenas gotículas de suor se formavam no rosto redondo assustou o mais velho. O que estava acontecendo?
– Estou bem, Joonie hyung. — respondeu Onew após um profundo suspiro. — Só não gosto muito de elevadores.
– Relaxa, já estamos chegando no...
Antes que Chang Sun terminasse a frase, o elevador parou com um solavanco, ao mesmo tempo em que as luzes se apagaram. Onew correu para Joon com olhos arregalados, uma expressão de total horror tomando conta de seu rosto.
"Olha pai! Ganhei um troféu!"
– Não, isso não pode estar acontecendo... — murmurou baixinho, colocando o rosto contra a curva do pescoço de Joon que sentiu de novo seu coração acelerar.
– Onew, o que foi? A luz deve ter acabado, já sairemos daqui.
– Não gosto de elevadores...
De elevadores, closets pequenos, armários onde cabiam uma pessoa, nenhum lugar que tivesse menos de dois metros de largura e não tivesse muitos meios de sair.
"– Olha pai! Eu consegui um troféu por ter ganho o jogo da escola! — exclamou animado, entrando no escritório do pai.
O homem encarou o filho com raiva. O que fazia aquele menino insistir em sempre atrapalhá-lo quando estava trabalhando? Era como uma maldição. Garoto maldito.
– O que você quer agora?! — gritou estressado — Já não falei para você não vir quando eu estiver trabalhando?!
– Eu só queria mostrar meu troféu... — choramingou o garoto, abaixando a cabeça para não ter que sustentar o brilho de raiva nos olhos do pai.
– Cala a boca! Parece que você nunca aprende! Caralho de menino! — falando isso, o pai do garoto se levantou.
Ele rodeou a mesa e pegou o garoto pelo braço, em seguida pegando o pequeno troféu dourado de suas mãos.
– Olha só o que eu faço com essa porcaria! — e jogou o objeto no chão com ódio, fazendo-o quebrar.
– Meu troféu! — os olhos do garoto se encheram de lágrimas. — Você quebrou ele...
– Fica quieto ou então vou quebrar você também, filho da puta!
Imediatamente o menino se calou. O pai o puxou para fora de seu escritório, levando-o pelo extenso corredor até o cômodo já tão conhecido e assustador.
– Não pai, não me prende lá! — pediu ao ver que estavam se aproximando da porta vermelha que dava no quarto vazio que não tinha nada além de um armário. — Prometo que não vou mais te atrapalhar! Por favor, não me prende lá!
– Cala a sua boca! — abriu a porta e adentrou no cômodo, puxando o filho consigo. — Eu te avisei que te colocaria aqui novamente caso me irritasse, você não escutou.
Abriu o pequeno armário e empurrou o garoto para dentro, em seguida trancando o móvel à chave. Ficou olhando com um sorriso satisfeito como o armário balançava de um lado para o outro conforme o garoto se debatia dentro dele.
– Me tira daqui! Por favor, me tira daqui! Pai, me tira daqui!
Sem se importar com o choro e pedidos do filho, o homem saiu do quarto, trancando depois a porta atrás de si.
– Eu te avisei, JinKi."
As lágrimas começaram a descer pelas bochechas de JinKi antes que este se desse conta. O medo, por estar naquele lugar pequeno, somado às lembranças que escolheram a hora mais incoveniente para tomar conta de sua mente, quase o enlouqueceram.
– Não posso mais ficar aqui, tenho que sair! — se afastou de Joon — Estou ficando sem ar...
O mais velho sentiu seu coração se apertar. Não queria ver Onew daquele jeito, tão frágil, parecendo tão assustado. E quando JinKi fechou os olhos, sua respiração ficando mais curta e rápida, Joon também começou a sentir medo. Medo do que poderia ter acontecido para que JinKi ficasse daquele jeito.
E em um movimento inconsciente, o rapaz puxou JinKi para seus braços, tentando passar segurança a ele. Mesmo não sabendo se claustrofobia podia ser curada de uma hora para a outra, queria que naquele momento Onew o olhasse alegremente com um de seus lindos sorrisos e dissesse que tudo estava bem.
– Não precisa ficar com medo... — sussurrou. — Respira fundo, estou aqui com você.
– E-eu sei. — fungou e obedeceu ao mais velho, respirando fundo.
Os dois ficaram ali abraçados, enquanto os minutos passavam, na espera de alguém aparecer para tirá-los dali. E logo a respiração de JinKi estava normalizada, apesar de seu corpo estar tremendo sem parar e a pressão que suas mãos faziam nos braços de Joon também foi suavizando.
– Ahm... Se sente melhor? — quis saber o mais velho, recebendo um aceno de cabeça como resposta.
Lentamente, JinKi ergueu o rosto para poder olhar Joon, que passou os dedos sobre uma das bochechas de Onew, secando o que restava das lágrimas.
– Acho que gosto de você, Joonie hyung. — falou JinKi com um pequeno sorriso.
– G-gosta de mim? — gaguejou Joon, tomando um susto quando seu coração acelerou subitamente. — O-o que você está dizendo? É óbvio que você gosta de mim, ninguém resiste ao meu charme.
Com outro solavanco, as luzes se ligaram e o elevador voltou a se movimentar, logo parando no andar onde o apartamento de Joon ficava. JinKi correu para o corredor como se sua vida dependesse disso e chegou até a se ajoelhar enquanto agradecia aos anjos da guarda por não terem deixado ele ficar no elevador por mais tempo.
– Vem, meu apartamento é logo ali. — chamou Joon rindo.
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O dia passara tão rápido! E antes que pudessem perceber, já era 18 horas da tarde.
Onew e Joon estavam tomando sorvete quando Joon recebeu a ligação de uma garota raivosa que depois, contou o mais velho, era sua namorada. Namorada. Nunca antes para JinKi esse fora um termo tão odioso. E o pior é que ele não sabia por qual razão não gostara de saber que Joon tinha uma namorada.
Estacionando o carro em frente à casa de JinKi, Joon se espreguiçou relaxadamente e fitou o rapaz ao seu lado. Onew era tão divertido, que com ele nem viu o tempo passar. Pena que HyunA estragou tudo. Até já imaginava a briga que teria quando a encontrasse, mas também não era a toa, Joon havia esquecido de buscá-la no balé e as aulas dela haviam terminado fazia duas horas.
– Obrigado pela ótima tarde, Joonie hyung! — se despediu Onew tirando o cinto de segurança e abrindo a porta do carro. Joon fez o mesmo, sem conseguir deixar de sorrir bobamente sempre que fitava o mais novo.
– A gente se vê qualquer dia! — falou acenando e logo voltando para dentro do carro.
– Claro! Peça desculpas para sua namorada por mim! — disse JinKi acenando de volta com um sorriso enquanto Joon colocava o carro em movimento e ia embora.
MinHo semicerrou os olhos ao ver a expressão feliz no rosto do irmão. Não que Onew não estivesse sempre estranhamente feliz, mas aquele sorriso era como o de alguém... Apaixonado? Não, apaixonado não. Mas um olhar encantado, era isso o que via.
Os olhos do Choi foram para a direção onde o carro de Joon fora. Não podia ser que o rapaz gostasse de Onew, não é? Eles se conheciam a apenas alguns dias, e pelo que acabara de ouvir o mais velho dizer, Joon tinha uma namorada...
Então, talvez quem estivesse interessado era o próprio JinKi? O irmão nunca tinha demonstrado qual seria seu interesse, se por homens ou mulheres.
Intrigante.
– Ei, MinHo — cumprimentou JinKi se aproximando do mais alto que estava com as costas apoiadas no alto muro do jardim.
– JinKi. — falou — Parece que você gostou do hyung.
– Ele... É um cara legal. — respondeu, as bochechas ficando levemente coradas.
Aquilo já estava ficando ainda mais curioso. O que poderia ter acontecido entre os dois para JinKi ter aquele tipo de reação?
– Ele também parece ter algum interesse em você. — comentou — Assim como JongHyun.
– Interesse em mim? O que está dizendo...? — riu o mais velho, passando uma mão nos cabelos curtos — Joonie hyung e Jjong são meus amigos.
O Choi cruzou os braços contra o corpo, tentando ver por entre o sorriso bobo de JinKi. Gostaria de saber se o mais velho era assim mesmo tão desligado do mundo ou apenas se fazia ser para ninguém saber o que realmente pensava, pois eram óbvias as intenções de Jjong e pelo sorriso sonso de Joon ao se despedir dele, também.
Quanto à si próprio... Bom, qualquer pessoa com um pouco de inteligência e tato poderia saber que o sorriso doce dele era apenas fachada.
– Você por acaso se dá conta das coisas ao seu redor, Onew? — perguntou MinHo se aproximando do mais velho.
– O que quer dizer?
– É incrível o modo como você deseja ser o CEO da empresa, quando nem ao menos percebe as intenções das pessoas ao seu redor.
– MinHo, eu não estou entendendo onde você quer chegar.
– ...Onde eu quero chegar? — repetiu — Me diga JinKi, através de tudo o que você já me viu fazer até agora, somando ao eu aqui na sua frente, quais você acha que são minhas intenções para com você e a empresa?
– Hm... Eu acho que você parece querer ficar mais próximo de mim e...
O Choi pegou as mãos de JinKi suave mas firmemente e empurrou o Lee contra o muro, segurando as mãos do rapaz acima de sua cabeça. Ele abaixou o rosto para perto da face confusa e meio assustada de JinKi, deixando suas respirações se mesclarem.
– Você quase acertou. — disse — Mas na verdade, as minhas intenções desde o princípio foram...
– Foram...?
– Ter você e a empresa, só para mim. — e tomou os lábios de JinKi nos seus.
E enquanto isso, atrás deles, fitando os próprios pés, estava JongHyun.
Notas finais
Pfvr, estou mandando spoiler aqui inconscientemente USHUAHAUSHUAHS
Agora vou indo.... Mas e aê? Mereço reviews? Ficou um cap bom, ruim ou mais ou menos?
Beijos~~
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