Obsession
8 Por água abaixo
Notas iniciais
Espero que gostem! Aliás, não sei se alguém reparou, mas a fic está com uma capa nova *3* UHU! E quem fez foi a Jay Jay unnie! Obrigada unnie ;*
Então, beijos e boa leitura!
Joon abriu a porta do apartamento e entrou, fazendo uma careta. Em sua mente, as palavras de HyunA ecoavam irritantemente, deixando-o cansado.
"Você nunca liga para mim! Só se preocupa com esses amiguinhos idiotas!". Amiguinhos? Que amiguinhos? Por culpa dela perdera todos os que algum dia tivera. Primeiro foi SeungHo e depois Mir, que também era amigo de TaeMin e se não tomasse cuidado, logo até mesmo JinKi não seria mais seu amigo por culpa dela.
Ah, JinKi.
O dia com ele foi tão divertido que nem mesmo a discussão com a namorada poderia tirar aquele sorriso que insistia em se formar em seus lábios. Mas teve uma coisa que o deixou meio confuso enquanto dirigia de volta para seu apartamento e que não o deixara muito confortável. Enquanto estava com JinKi, Joon se sentiu... Diferente. Diferente de uma maneira que ele não sabia explicar, mas que o fez se sentir como um garoto bobo após ver a menina mais bonita de escola lhe sorrindo.
E desta vez, se sentiu bobo porque seu coração acelerou considerávelmente quando o mais novo lhe sorriu. Talvez porque, na sua opinião, aquele foi o sorriso mais lindo que jamais havia visto antes.
– Hm, chegou cedo hoje. Achei que ia para a casa da chata da HyunA. — falou TaeMin ao ver o irmão entrando. O garoto estava sentado em um banquinho de frente para o balcão que dividia a sala da cozinha, vários livros e cadernos espalhados, um óculos de grossos aros vermelhos descansando em seu nariz.
– Pois é, acabei de vir de lá. Mas brigamos, então resolvi vir para casa.
TaeMin rolou os olhos, pensando em como Joon podia ainda estar namorando com aquela garota irritante. HyunA sempre arranjava razões para brigar com seu irmão, que como um idiota aceitava seus xingamentos e reclamações sem dizer nem mesmo um 'A'.
– Você não parece estar triste por ter brigado com ela. — observou o mais novo estreitando o olhar.
Joon deu de ombros e colocou as mãos nos bolsos do jeans, indo até o irmão ainda com um sorriso no rosto.
– Eu passei a tarde com o Onew.
– Onew... Você está falando do JinKi hyung?
– É. — respondeu — Ele é bem divertido e disse que gosta de mim.
– Não me diga que você está a fim dele.
– Claro que não estou.
– Sei. Seu tom foi o de um idiota apaixonado. Não quero saber de ter um irmão viado que adora dar a bunda, ok? — o mais velho semicerrou os olhos e começou a bagunçar os cabelos de TaeMin que deu um gritinho enfezado.
– Olha o modo como você fala, seu punk!
– Falo do jeito que eu quiser, principalmente se for algo que eu penso! — seu cabelo foi bagunçado novamente.
– Você só vai se safar porque estou de bom humor. — disse sorrindo. "E porque Onew falou que gosta de mim.", completou em pensamento.
– Sabe, se ele disse que gosta de você não quer dizer que goste 'daquele jeito'. — falou o menor, como se tivesse ouvido o que Joon pensara.
– Cala a boca. — retrucou Joon — Eu sei muito bem disso, é que...
– Caramba... Meu irmão está virando um viadinho qualquer... — choramingou TaeMin, se esquivando quando o mais velho fez que iria atacá-lo.
– Ok, também não vou ligar para o que você diz. Somos completamente diferentes, assim como Onew e o irmão dele.
– JinKi hyung tem um irmão?
– Sim... O nome dele é MinHo. Choi MinHo. — contou — Acho que ele estuda na mesma escola que você, também.
Arregalando levemente os olhos com surpresa, TaeMin cruzou as pernas. Ajeitando os óculos de leitura que usava, ele fitou os livros sobre o balcão, fingindo estar com a atenção fixada neles.
– MinHo...? Que belo nome. — falou com pouco caso. — E como ele é? O hyung não te contou?
– Não, é que viemos aqui pegar minha carteira e ele disse que MinHo morava nesse mesmo prédio. — explicou Joon fazendo beicinho — Mas acabou acontecendo umas coisas enquanto estávamos no elevador, então...
– Pelo visto, a gayzice está no sangue deles. — murmurou o menor com uma careta, mas ChangSun não ouviu.
Mesmo o assunto sendo o fato de Joon estar todo idiota por ter se encontrado com JinKi, agora que TaeMin descobrira que o outro era irmão de MinHo e que este morava naquele mesmo prédio, as coisas meio que ficaram mais interessantes. Ainda se lembrava do modo como o Choi o ameaçara quando lhe disse que contaria para o mundo que ele estava com JongHyun no vestiário, aos beijos.
Na verdade, sua intenção nunca tinha sido chantageá-lo, muito pelo contrário, queria apenas dar um pouco de medo no rapaz, assim como fizera com JongHyun. Mas MinHo era muito mais astuto do que o Kim.
"Vamos lá, pequeno pônei." havia dito MinHo; "Conte para alguém e eu vou foder com você até que não consiga mais aindar."
– Vou tomar um banho. — falou Joon, mas TaeMin estava mergulhado nos próprios pensamentos.
Sim, TaeMin não era mais um aluno de 2º ano com ideias vagas, mente estúpida e conversas sem nexo. A ameaça de MinHo só fizera com que ele quisesse ainda mais descobrir os pontos fracos do rapaz para usá-los contra ele.
E seria muito divertido.
"Vamos ver quem foderá com quem primeiro, hyung.", pensou com um sorriso alegre e ao mesmo tempo maldoso.
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JinKi piscou sem reação assim que sentiu os lábios de MinHo sobre os seus. O que o Choi estava pensando? Por que estava fazendo aquilo? JinKi não sabia, e seu primeiro impulso foi o de empurrar o meio-irmão e sair correndo como se sua vida dependesse disso, como se tivesse acabado de presenciar a cena mais horrível e tivesse que fugir o mais rápido possível.
Mas aquele foi apenas o primeiro impulso. Em alguns segundos sua pulsação ficou acelerada, ao mesmo tempo que a respiração ficou presa na garganta e seu segundo impulso foi corresponder ao beijo.
Sentiu as pernas fraquejarem quando a língua de MinHo contornou seu lábio inferior, seguindo de uma leve mordiscada. Os movimentos dos lábios de MinHo sobre os de JinKi estavam suaves, sem nenhuma exigência, pois mesmo querendo que o mais velho ficasse surpreso, queria também que ele gostasse da sensação.
O pensamento de que devia afastá-lo de si ainda estava rondando sua mente, mas JinKi não se mexeu; não ousou se mexer. Apenas ficou sentindo a carícia quase carinhosa que os lábios de MinHo faziam nos seus. O Choi mordiscou o lábio inferior de JinKi, pouco antes de separar os lábios de ambos.
Ele fitou o menor com um pouco de surpresa. JinKi não demonstrara nenhuma reação quanto ao seu avanço, simplesmente ficou parado, nem ao menos tentou afastá-lo. E se JinKi tivesse tentado se esquivar de MinHo, mesmo que um pouco, o rapaz teria deixado ele ir, jamais o obrigaria ou o forçaria a algo. Forçar uma pessoa a fazer o que ele queria não era algo que MinHo costumava fazer, pois as pessoas sempre sucumbiam a ele uma hora ou outra.
– Sua reação... Foi diferente do que eu esperava. — confessou MinHo.
– Eu não sabia como deveria reagir.
– Mas era muito simples. — começou em tom quase divertido — Se gostasse, era só colocar a mão na minha nuca e me beijar também. — depois sorriu — E se não quisesse, poderia me empurrar.
– Se eu tivesse te empurrado você não tentaria mais me beijar?
– Por hoje, talvez.
Suspirando pesadamente, JinKi apoiou a cabea contra o muro. Por mais que quisesse, não poderia sair dali, não enquanto MinHo segurasse suas mãos acima de sua cabeça, não quando o rosto do mais alto estava a milímetros do seu.
– Isso quer dizer que você gostou? — perguntou o Choi.
– ...Não sei. — olhou para o lado. — Mas me lembrei de você e JongHyun no escritório e quis saber o por que.
– O por que de que, exatamente? — quis saber — Achei que você não tivesse percebido que eu e Jjong estávamos a ponto de...
– É claro que eu percebi! — exclamou indignado. Por que todos continuavam achando que ele era algum tipo de retardado? — Eu só queria saber como seria... Queria saber por que Jjong gostaria de beijar você.
– Então não me afastou porque estava com ciúmes do JongHyun? — MinHo franziu a testa irritado, se sentindo como se seu ego tivesse murchado em um segundo — Algum tipo de vingança?
– Não. — respondeu com sinceridade. Quando MinHo ergueu uma sobrancelha, completou. — Não foi ciúmes o que senti, apenas curiosidade.
Curiosidade. Realmente, era apenas isso.
JinKi queria entender qual era a razão para JongHyun desejar tanto MinHo. Porque era óbvio que ele desejava, não importava o quanto tentasse negar, sempre que o Choi e Jjong estavam juntos o ar ao redor deles mudava em uma tensão quase palpável, uma tensão que JinKi não tinha notado antes, mas que era completamente sexual.
E isso o deixou confuso. O fez ficar pensando em como seria beijar MinHo, para saber se JongHyun tinha razão em querê-lo, mas também o fazia sentir levemente traído, como se o amigo estivesse o tempo todo traindo ele pelas costas, com o irmão.
Também havia o desejo. O desejo insano de ter os lábios de um deles sobre os seus. De qual deles, não sabia. E por não saber que quase beijara Joon por impulso. Por sorte — ou azar — sua claustrofobia conseguiu fazer com que aquele desejo estranho sumisse de sua cabeça por alguns minutos, mas a cada vez que os lábios rosados do mais velho se abriam em um sorriso, JinKi se perguntava como seria beijá-los. O mesmo acontecera sempre que via JongHyun ou MinHo.
Era isso que iria responder naquela manhã quando MinHo lhe perguntara se sentia desejo por seu amigo. Diria que sentir desejo, talvez não totalmente, mas sentia sim uma certa curiosidade.
– Apenas curiosidade. — repetiu o Choi sorrindo — ...Então, vamos acabar com essa sua curiosidade. — e beijou JinKi novamente.
E como o mais velho não mostrou sinal de que fugiria, MinHo foi soltando-lhe as mãos até que finalmente as de JinKi estavam livres, deixando-o um pouco surpreso e estranhamente feliz quando uma das mãos deste foram parar na sua nuca; em um pedido silencioso para que o Choi não se afastasse, pelo menos não por enquanto.
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JongHyun entrou em sua casa batendo com força a porta atrás de si. As imagens do que vira minutos atrás ainda frescas em sua memória. MinHo havia beijado JinKi. Havia 'avançado no jogo', assim como dissera que faria e enquanto isso Jjong ficou apenas como um tolo telespectador de sua jogada.
O pior fora que JinKi Não fizera nada para impedir o avanço de MinHo. JongHyun sabia que apesar de ser muito cara de pau, MinHo não era do tipo que forçaria alguém a corresponder aos seus toques. Ele não forçava porque sabia que todos sucumbiriam a ele.
E tinha razão. O próprio JongHyun era uma prova disso.
Mesmo não tendo ficado até o fim, JongHyun sabia que JinKi tinha sucumbido também ao Choi. Era óbvio que faria isso, Jjong soube no momento em que o Lee disse o seu tão famoso 'Não sei". JinKi sempre dizia aquelas palavras quando queria ou gostara de algo mas não tinha coragem de admitir.
E só de imaginar JinKi beijando MinHo, imaginar as bochechas dele ficando vermelhas, a respiração entrecortada, e os olhos nublados enquanto fitavam o Choi, era o suficiente para JongHyun querer socar alguém.
– Maldito Choi! — gritou frustrado, e só naquele instante percebeu que os nós de seus dedos ficaram brancos enquanto apertava a garrafa de refrigerante que até então não notara quando havia pêgo.
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Na segunda-feira, o dia estava tudo, menos bom.
Assim que chegou na escola, JongHyun percebeu que os outros alunos estavam lhe lançando olhares estranhos, como se estivessem fofocando dele ou algo do tipo. Se ele se virava por um instante, ouvia as risadas baixas de seus colegas, e eles estavam rindo de quem? Dele.
E no fim das aulas, quando estava saindo da sala com sua mochila nas costas, pronto para ir para sua casa, dois de seus colegas o pararam no meio do pátio.
– Ei, JongHyun! — falou um — Fiquei sabendo que você estava se comendo com o Choi no vestiário esses dias, verdade?
– O que você está falando, patife? — Jjong pegou o rapaz pela gola da camisa.
– Não se faça de trouxa. Todos na escola estão falando que você e o Choi estão loucos para dar a bunda!
– Sempre soube que de machão, você só tinha pose. Na verdade é o maior viado — zombou outro.
Balançando a cabeça, JongHyun largou o garoto. Não iria ficar ligando para o que alguns estúpidos estavam falando tentando deixá-lo com raiva. Ao invés disso, ele cruzou os braços e sorriu, um sorriso que não chegou aos olhos.
– Quem foi que espalhou esses boatos?
– Como se a gente fosse dizer para um viado como você... — JongHyun deu um soco na barriga do rapaz, que se calou com uma careta de dor. O amigo do garoto caído fez que ia avançar sobre Jjong mas parou no lugar quando o Kim lhe lançou um olhar assassino.
– Vão me dizer ou não?
– Vai se fuder, Kim.
O mais baixo ia dar outro soco no rapaz, quando MinHo apareceu do nada e segurou sua mão, lhe dirigindo um olhar sério.
– Vamos, Jjong.
– Você ouviu? Estão falando pela escola que...
– Sei.
Puxando Jjong pelo braço, MinHo saiu do pátio, deixando os outros garotos que ficaram gritando xingamentos. Quando já estavam bem distantes, o Choi soltou o outro.
– Devia parar de querer resolver tudo com violência, Jjong.
– Eles disseram que a gente estava se pegando no vestiário...
– Eles mentiram por acaso? Não.
– Você não está nem aí? Pode ser que você não se importe em ser chamado de viado, mas eu me importo!
– É apenas um boato. Logo encontrarão outro mais interessante.
– Caralho... Deve ter sido o TaeMin quem espalhou isso. — resmungou — Achei que você tivesse falado com ele.
– E falei. Na verdade, meio que o ameacei.
– Será que mesmo assim...?
– Não sei, mas se foi ele...
– O que você vai fazer?
– Vou eliminá-lo. — respondeu em tom firme.
O menor olhou para MinHo com uma careta. O que o Choi queria dizer com "Eliminá-lo"?
– Mas estou feliz de ver você. — falou MinHo abraçando Jjong afetuosamente — Eu fiz uma coisa, e acho que você não vai querer mais falar comigo quando souber.
– E tem razão, eu não quero mais falar com você. — se desvencilhou de MinHo e cruzou os braços. — Antes que pergunte o por quê, é porque eu vi o que você fez.
– Oh... — fez o mais alto. — Bem, eu falei para você que faria.
– Eu sei. Pensei bastante sobre isso e vi que na verdade a culpa disso tudo foi apenas minha.
– E o que vai fazer? — perguntou o Choi — Sabe, se com o tempo JinKi deixar de ser seu amigo, eu posso ficar no lugar dele, como amante também, claro.
– Onew não vai deixar de ser meu amigo. — cortou Jjong — Vou falar com ele sobre a verdade. Não vou perder para você, nem para o Joon hyung.
– Não será fácil. Dentre nós três, eu sou o que mais tem cara de pau para conseguir o que quer.
– Eu sei.
– E dentre nós três, Joon hyung é o único que já teve um 'encontro romântico' que fez JinKi se sentir mais ligado a ele.
– Também sei disso.
– E dentre nós três, — continuou — você é o mais lento e medroso, com a mania chata de ficar secando JinKi quando ele não vê, mas que não tem coragem de chegar nele de uma vez e dizer que o quer.
– Vou mudar isso. — afirmou desviando o olhar.
MinHo analisou o rapaz à sua frente, pensando se deveria ou não pegar leve com ele. Será que Jjong conseguiria declarar... Seus verdadeiros desejos? JongHyun era realmente muito medroso quando o assunto era JinKi, então será que ele conseguiria tendo o Choi e Joon como rivais?
Apesar de que Joon era um rival indiretamente, claro. Mas não era porque ele não conseguia perceber que estava começando a nutrir sentimentos por JinKi que MinHo deveria relaxar; muito pelo contrário.
– Então está combinado, Jjong. — disse MinHo. — Estarei confiando em você para fazer esse jogo valer a pena.
– Isso não é um jogo, Choi.
– Na verdade, sempre foi.
Os dois ficaram se encarando por alguns segundos firmemente, até que puderam ouvir atrás deles, JinKi chamando-os.
– Jjong! MinHo! — chamou JinKi e correu até os dois — Estive procurando vocês a manhã inteira!
– Estávamos resolvendo uns assuntos. — respondeu MinHo, sorrindo docemente para JinKi e em seguida para JongHyun. — Vou indo na frente, tchau para vocês. — passou carinhosamente uma mão nos cabelos de JinKi e deu um tapinha no ombro de JongHyun, depois saiu, deixando-os ali.
JinKi ficou olhando MinHo sair e quando este já estava distante o suficiente, virou o rosto para fitar JongHyun, ficando surpreso pelo olhar do amigo também estar sobre si. Ele fez um bico e ajeitou a mochila nas costas.
– O que vocês estavam resolvendo? — quis saber, tentando não demonstrar o quanto estava ansioso para saber. Jjong deu de ombros.
– Nada demais. — disse o menor, depois ergueu uma sobrancelha. — Mas e você, como foi no sábado?
– S-sábado? — repetiu JinKi ficando vermelho — O que quer dizer com 'como foi no sábado'?
– Eu queria saber como foi sua tarde com Joon hyung. — falou, percebendo o suspiro aliviado que JinKi soltou ao ouvir que não se referia a outra coisa — Choi me contou que vocês saíram.
– Sim... Foi bem divertido. Eu ia te contar, mas me esqueci.
– Hm...
Um silêncio caiu sobre eles. Então em um acordo mudo os dois começaram a caminhar para fora da escola.
JongHyun mordeu o lábio inferior, enquanto pensava em alguma maneira de não deixar mais JinKi perto do Choi e com sorte, de Joon também. Ele tinha que encontrar algum jeito, tinha que pensar logo em algo. Estava pensando que não conseguiria dormir a noite se soubesse que MinHo dormiria novamente na casa de JinKi e foi aí que teve uma ideia.
– Onew, hoje eu vou dormir na sua casa. — falou sorrindo afávelmente para o amigo. — Por isso, não ouse convidar o Choi também.
– Convidar o Choi? Por que eu faria isso? — questionou, as bochechas ficando coradas.
– Vocês são irmãos. – disse Jjong, fazendo uma ênfase proposital na palavras — Seria normal e completamente natural querer chamá-lo. Mas eu juro que te faria sofrer lentamente se o fizesse. — JinKi fitou o amigo que o encarava com uma expressão fofa mas ao mesmo tempo cômica.
– Achei que seu pai tivesse te proibido de dormir fora de casa, já que você dorme praticamente toda semana na minha. — apontou, relembrando o fato ao amigo que balançou a cabeça.
– Ele não precisa saber. — falou — E também, ele irá hoje a noite com minha madrasta naquele buraco onde a família dela mora, para visitar a sogra que vai fazer aniversário.
– "Buraco onde a família dela mora"? — JinKi gargalhou — Como você é indelicado. — colocou um braço ao redor da cintura do amigo. — Ok Jjong, pode ir dormir lá em casa hoje.
– É melhor que realmente não chame o Choi! — exclamou JongHyun, tentando não prestar atenção na pressão que a mão de JinKi fazia em seu quadril.
– Claro, claro. — acenou com a cabeça — Joonie hyung havia me chamado para ir visitar ele, mas já que você vai lá em casa terei que remarcar para outro dia. — lançou um olhar inquisitivo para o amigo — A não ser... Que ele também vá dormir lá em casa!
– O que...? — JongHyun abriu a boca estupefato, o que apenas fez que JinKi risse ainda mais.
– Brincadeirinha. — sorriu — Estamos precisando de um tempo só para nós. Sinto que MinHo está meio que afastando você de mim, meu querido amigo. — confessou, a voz saindo com um tom mais sério do que pretendia.
O menor olhou para o amigo com as sobrancelhas levantadas. Era muito injusto JinKi dizer aquilo como se fosse verdade. MinHo não estava afastando ele de JinKi, estava fazendo era o contrário, tirando JinKi de JongHyun. Apesar que tirar era uma palavra muito forte, Onew nunca fora realmente dele.
– O Choi não está fazendo isso. — disse Jjong passando um braço ao redor dos ombros do mais velho. — E não vai fazer.
Pelo menos, era isso que queria acreditar.
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– Até amanhã, Tae! — falou CheolYong acenando para o amigo que estava saindo. — Estude bastante para a prova!
– Estude você também! — respondeu TaeMin — Até amanhã, Mir!
Era quase dezoito horas da tarde, e TaeMin havia ficado a tarde inteira na casa de seu amigo Mir estudando. Ou melhor, tentando, já que quando Mir começava a falar não parava mais e subitamente começava a querer forçar TaeMin a jogar com ele. Mas jogar video-games não era com o pequeno Lee e sim com seu irmão, o que fazia TaeMin odiar ainda mais HyunA pois se não fosse por ela, Joon e Mir ainda seriam amigos e poderiam jogar e deixá-lo em paz.
Ele pegou no bolso de sua mochila seu cartão de ônibus e rumou para o ponto que ficava a algumas quadras dali. Em seu bolso, o celular vibrou avisando que tinha recebido mensagem e ele pegou o aparelho, vendo que era mensagem de seu irmão. "Vou passar a noite na casa da HyunA. Voltarei no meio da noite, não me espere acordado...!"
Rolando os olhos, TaeMin fechou o celular e colocou de volta onde estava, enquanto pensava em quão grande era a idiotice de Joon para ainda estar com aquela despeitada que chamava de namorada. Mas sentia que não demoraria muito para que eles terminassem, apesar que também achava que Joon gostava de ser capacho dela para ainda aturá-la.
O celular vibrou novamente.
Resmungando sobre quem mais decidira encher-lhe o saco, TaeMin pegou o celular e virou a esquina, ao mesmo tempo que um carro negro desgovernado e em alta velocidade vinha em sua direção, e a qualquer momento o atingiria.
E a última coisa que TaeMin viu antes do carro acertá-lo, foi o visor de seu celular com a nova mensagem dizendo: "Eliminado".
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O mundo era feito apenas de desventuras.
Se alguém conseguia realizar algum desejo próprio era porque teve sorte e os que não conseguiram teriam conviver com o azar de ser um perdedor.
Era isso que Kim JongHyun estava muito tentado a acreditar quando o relógio mostrou ser quatro horas da tarde e conforme os minutos iam passando, seu corpo se encheu com estranhos tremeliques e calafrios.
No começo, pensou que fosse apenas porque estava perto de anoitecer, então cuidadosamente correu por sua casa fechando todas as janelas. Mas os calafrios não cessaram. Logo, começou a sentir um frio estranho, seus dentes batiam um contra o outro por estar tremendo e só então JongHyun percebeu que estava resfriado e com febre.
– N-não p-posso e-estar r-resfriado — gaguejou enquanto tremia, irritado pela hora mais incoveniente que tivera para ficar doente. — M-merda.
Mas mesmo depois de ter se jogado em sua cama, com a maior quantidade de cobertôres que encontrara, a febre não passou. E Jjong decidiu de vez se render, afinal era um azarado, e falar logo para JinKi que não poderia ir na casa dele.
Ele pegou seu celular e digitou o número de JinKi, ficando parado olhando a sequência de números antes de finalmente apertar o botão de inicializar chamada.
– Jjong!– atendeu JinKi logo após o primeiro toque — Ainda bem que você me ligou, estava indo fazer a mesma coisa!
– Onew...
– Acabei de sair da empresa com o MinHo. Quer que passe aí para te buscar ou prefere ir para minha casa sozinho?
– Na verdade... Não vou mais para sua casa. — contou de uma vez.
– Não vai? Por quê? – perguntou JinKi e JongHyun pôde ouvir muito bem quando MinHo falara "Pode deixar que eu passo a noite com você, Onew."
– Peguei um resfriado, estou todo tremendo aqui. Vamos deixar para outro dia.
– Tem certeza?– quis saber JinKi. MinHo falou mais algumas palavras mas Jjong não conseguiu entender. — Não MinHo, você hoje vai pro seu apartamento hein! Ei, para com isso! Ai, MinHoooo! – JinKi riu do outro lado da linha. JongHyun suspirou irritado.
– Sim, tenho certeza. Boa boite, cara. — respondeu.
– Então tá, que pena... Boa noite, Jjong. Melhore logo.– e desligou.
O menor se sentou em sua cama, o cobertor enrolado em seu corpo, o nariz ficando gradativamente vermelho, assim como suas bochechas. E aquilo era uma droga.
Todos os seus planos estavam indo por água abaixo, um por um. Sua mente lhe dizia o tempo todo para assumir a derrota e desistir de querer fazer parte do jogo que MinHo impôs para ele, mas não queria desistir ainda, não podia.
E pensar que aquela teria sido a noite em que tentaria tomar coragem para finalmente falar para JinKi que o desejava. Agora, provavelmente Onew iria para a casa de Joon que também havia o convidado, ou pior, poderia ficar a noite em casa... Com MinHo.
Se ele passasse a noite com MinHo, sem dúvida nenhuma JinKi seria corrompido.
Meia-hora se passou e no andar de baixo, alguém bateu na porta logo após ter tocado a campainha. A pessoa parecia realmente ansiosa, porque apertou a campainha três vezes seguidas sem pausa.
Praguejando e falando todos os palavrões que podia se lembrar, JongHyun saiu de seu quarto e desceu as escadas, o corpo tendo pequenos tremores pela febre. Ele foi até a porta vagarosamente e a abriu, ficando surpreso ao ver Onew parado lhe fitando com uma expressão preocupada.
– Onew hyung? O que você está fazendo aqui?
– Eu disse que estávamos precisando de um tempo só para nós. — respondeu entrando mesmo sem Jjong convidar.
– Não precisava, e-eu estou b-bem. — falou JongHyun, gaguejando graças ao frio que sentia.
– Estou vendo. — zombou JinKi sorrindo e tomou a mão de JongHyun na sua — Vem, hoje eu vou cuidar de você.
JongHyun ficou relutante, mas se deixou ser levado escadas acima de volta para seu quarto, onde JinKi fez com que se deitasse, arrumando os cobertores e ajeitando os travesseiros para que ficasse confortável.
– Hm... Temos que ver sua temperatura. — disse JinKi, mas falando como que para si mesmo. Depois olhou para Jjong — Onde está o termômetro daqui?
– A gente tinha um de vidro, mas meu pai pisou sem querer há algum tempo atrás... — murmurou o menor com uma careta.
– E agora? — o Lee colocou as mãos nos quadris. — Espera, minha mãe tinha um método para saber se eu estava quente demais. Vem aqui.
Fazendo com que JongHyun se sentasse, JinKi fez o mesmo, ficando na beira da cama do amigo. Aproximou o rosto do rosto do Kim, colocando a mão na nuca do mesmo quando este pareceu querer se afastar.
– Fique quieto. — brigou e com a outra mão ergueu sua franja, colocando em seguida a testa contra a de Jjong.
– O-o que você está fazendo...? — Jjong sentiu as bochechas esquentarem ainda mais com a proximidade da boca de JinKi da sua.
Que raios de maneira era aquela? Com tantas outras maneiras para ver se uma pessoa estava febril e JinKi escolhia logo a que era mais perigosa.
O mais velho parecia não ter tido qualquer tipo de pensamento indecente, mas JongHyun não podia dizer o mesmo. Estava sentindo a respiração morna do amigo contra seus lábios, numa carícia tão tentadora que ele se sentiu delirando e não sabia se era pela febre ou por outro motivo.
– Estou sentindo. Mas acho que não sou bom em supôr temperaturas... — começou JinKi, abaixando seu olhar que até então estava sobre a testa do amigo para encontrar os olhos de JongHyun. — Talvez devêssemos...
O restante da frase se perdeu quando seu olhar se encontrou com o do Kim, ao mesmo tempo que inconscientemente prendeu a respiração. Somente agora, enquanto fitava aqueles olhos castanhos e brilhantes que JinKi teve noção de quão perigosamente perto seus lábios estavam dos de JongHyun. E se ele colocasse seu rosto um pouco mais para frente, poderia saber como seria beijá-lo.
Mas não ousou se mexer, assim como o próprio JongHyun também não. Parecia que em um instante, toda a atmosfera do local mudara drásticamente para algo entre tensão e temor. E essa tensão era porque mesmo querendo beijar JongHyun, JinKi sabia que não devia; não era certo.
– Hyung? — perguntou Jjong em um fio de voz. E ouvir o menor falando naquele tom quase manhoso, com as bochechas rubras e seus olhos fixados no dele foi o suficiente para sumir com o que ainda havia de sanidade na mente de JinKi naquele instante.
Notas finais
Comentem, sim?~~
Beijos meus e até a próxima ;*
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