Notas iniciais
Oi gente ♥ Tudo bem com vocês? Desculpe o atraso para postar, mas é que tive um bloqueio terrível com Joonew ;___; /se esconde/
Mas estou aqui agora e :3 O capítulo ficou pequeno, na minha opinião, porque eu queria colocar mais umas duas cenas... Só que acabou que deixei do jeito inicial. Espero que gostem ♥3 (não liguem para o nome sem sentido do capítulo, pls XD)
Beijos meus ;***

– O que você tem que poderia me interessar?

– Na verdade, a pergunta certa é: o que eu tenho que poderia não lhe interessar?

JongHyun bufou com as palavras petulantes de MinHo. Aquele sorrisinho debochado ainda permanecia no rosto bonito do mais alto, e tudo o que o Kim desejava era poder apagá-lo, nem que fosse com um golpe. Não queria admitir, mas realmente, um dos motivos para ter ido para o apartamento do Choi era pelo o que ele ‘poderia lhe oferecer’. Sentia-se um pouco estranho de estar ali apenas por aquela razão, mas estava seriamente começando a pensar que deveria desistir de ter algo com JinKi e ‘se abrir para MinHo’, como o próprio rapaz dissera.

- Você vive com seu ego inflado, não é, Choi? — resmungou — Deveria parar com isso, ou alguém pode fazê-lo murchar...

E então se perguntava, estava ali por ciúmes de JinKi? Que fosse. O amigo agora parecia estar bem, JongHyun não poderia cobrar nada dele já que ele mesmo não tinha criado coragem para contar seja lá o que sentia pelo mesmo. MinHo parecia não se importar com isso, ou melhor, não parecia se importar com nada. Se havia alguém em quem pudesse descontar suas frustrações, o Choi era a melhor opção, tinha certeza.

Mesmo que sabendo que para o Choi tanto fazia se estava com ele, JongHyun não pode evitar se levantar da cadeira onde estava e rodear a mesa, indo até MinHo sem mostrar em expressões faciais o que iria ou planejava fazer. O sorriso no rosto do maior foi desaparecendo aos poucos, e quando seus olhos voltaram a se encontrar com o de JongHyun ele ficou consciente do que o menor queria. Não esperou pela ação do Kim, simplesmente se levantou e o puxou para si, colando as bocas de ambos com possessão.

Em meio a passos grogues, mas ainda sem separar os rostos um do outro, JongHyun foi colocado sobre a bancada da pia, as pernas grossas rodeando a cintura esguia de MinHo que no momento abaixava o rosto para beijar-lhe o pescoço, as mãos passeando nervosamente sobre seus corpos. Antes que pudessem notar, ambos já estavam nus da cintura para cima, as peles se tocando e logo as bocas se encontraram novamente, os lábios já vermelhos e inchados se tocando com uma rudeza que era excitante.

- Eu ainda... — começou MinHo, por entre o beijo — Ainda estou digerindo o fato de que você veio aqui apenas para me comer, mesmo não parecendo. — terminou com um suspirou falsamente ofendido.

- Podemos revezar, se preferir. — MinHo ergueu a cabeça para encarar JongHyun, fazendo um ‘O’ de surpresa.

- Tudo isso porque Joon levou JinKi para sair, depois do trabalho? Na próxima espero que eles transem na sua frente, então...

- Você fala coisas que podem acabar com o tesão de qualquer um, sabia? — resmungou JongHyun, fazendo uma careta enfezada.

- Ok... Não falarei mais nada. — riu. — Hm... Faremos aqui mesmo ou prefere ir para a cama?


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ChangSun não soube se estava surpreso ou feliz quando a mão de JinKi se prendeu entre os fios claros de seu cabelo da nuca e o puxou para a direção dele. Eram muitas emoções e pensamentos juntos para poder assimilar, mas tudo se perdeu quando a boca do menor tocou a sua. Não era um beijo como os outros que Joon já havia trocado antes, por alguma razão, com JinKi, tudo era diferente.

Alguns instantes atrás, ele estava preocupado, preocupado de que o mais novo o acusasse de diversas coisas, como ser pedófilo – pois querendo ou não, ChangSun tinha 23 anos -, péssimo hyung, o que fosse. Afinal, ele era em parte um péssimo hyung. Certo, não tão péssimo, mas não era aceitável um rapaz de vinte e três anos querer ter algo com seu dongsaeng menor de idade. Menos aceitável ainda por ambos serem homens, mas com esse fato, Joon estava pouco se importando com o que poderiam dizer dele; a única coisa que importava era o bem estar de Onew.

Assim que o beijo terminou, tão rápido quanto começara e seus olhos instintivamente procuraram pelo olhar do outro, perguntas e respostas foram trocadas com aquele ato. E quando JinKi abaixou a mão hesitantemente, as bochechas rechonchudas ficando mais coradas do que já estavam, Joon soube que nunca poderia resistir a ele. Em sua mente, queria saber o porquê de ser tão difícil ser um ‘’adulto’’ comum quando estava perto daquele garoto. Queria saber a razão para apenas o sorriso dele conseguir tirar toda a atenção que ChangSun tinha em qualquer outra coisa.

Se JinKi permitisse, teria todo o tempo do mundo para descobrir.

– Isso foi um sim. – disse JinKi, mordendo o lábio inferior – Quero aceitar seus sentimentos hyung, mesmo que eu ainda esteja um pouco confuso quanto aos meus.

– Eu já sabia... Que você aceitaria.

– Oh, mesmo? – questionou, com expressão de surpresa.

– Mas é claro, eu ainda não te disse que sou irresistível? — Joon sorriu, tentando deixá-lo confortável. Seu coração estava quase saindo pela sua boca, mas se sentiria melhor se Onew não soubesse o quanto ele o afetava.

– Humpf, bom saber. – riram. O clima entre eles nunca parecera mais leve.

– Mas... – ChangSun começou – Você não está preocupado pelo fato de ter aceitado os sentimentos de... Outro rapaz?

– Eu que pergunto isso, você não está? – quis saber – Afinal, você estava namorando uma garota até ontem...

Os dois riram das próprias expressões confusas. ChangSun realmente ainda não tinha parado para encarar profundamente o fato de que não era hétero, mas de certo modo ele não ligava muito. Sabia que seu irmão lhe encheria a cabeça com comentários maldosos, mas que acabaria aceitando. Seus pais moravam longe, teria tempo para pensar em como contaria aquilo para eles... Quanto às outras pessoas, estas não tinham nada a ver com o assunto e pronto.

– Não tinha parado para pensar nisso, realmente. – respondeu o mais velho – Na verdade me perguntava era sobre você.

– Bom, eu meio que já suspeitava a algum tempo que tinha atração por garotos. – contou baixinho – Só não sabia como lidar.

– Eu não sei, sobre mim. – falou Joon, suspirando – Mas agora que penso sobre isso, acho que já tive algumas paixonites por caras, antes.

– Eu não duvidaria disso. – comentou JinKi rindo. – Acho que muitos garotos devem ter ficado te secando por aí, mesmo sem querer.

– Uh... Suas palavras fazem meu ego inflar, cuidado.

JinKi rolou os olhos e se levantou do banquinho, com um pequeno salto. Ele pegou Joon pela mão e fez com que o maior também se levantasse, mesmo sem ainda terem terminado os sorvetes que estavam sobre o balcão, agora esquecidos. Se sentia um pouco idiota por querer entrelaçar seus dedos aos do maior, mas não conseguia evitar. Perguntava-se se o mais velho também sentia o mesmo, se também estava nervoso, com um pouquinho de medo mesmo que não sabendo do que, exatamente.

– Vamos caminhar por aí? – propôs fazendo beicinho. ChangSun riu baixinho e passou o braço ao redor do ombro de JinKi, sem soltar a mão do mesmo.

– Claro.

Todos os medos e questões que o coração de JinKi ainda guardava poderiam ser deixados para mais tarde. Assuntos como sua amizade com JongHyun, os imprevistos causados por MinHo, a empresa, tudo isso seria esquecido por enquanto. Agora tinha coisas mais importantes para fazer, como beijar Joon novamente.

E foi o que fez. Com a mão livre, segurou o queixo do mais velho, fazendo com que este abaixasse a cabeça para fitá-lo. Foi como se estivessem com os mesmo pensamentos, pois não foi preciso nenhuma palavra ser trocada e ChangSun já estava o beijando, profundamente, com carinho. Não era como quando MinHo o beijava, que mesmo sendo bom, não tinha significado, nem sentimentos.

Sua língua tocou a de Joon com um pouco de hesitação, mas assim que a sentiu entrando em sua boca a hesitação se foi. O sabor adocicado do sorvete de baunilha não terminado ainda permanecia em sua boca e estava tirando JinKi de seu estado mental normal. Completamente viciante.


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KiBum saiu do elevador com um suspiro pesado, mas resignado. Ele quem tinha aceitado aquilo, para começo de conversa, então teria que ir. Estava até um pouco exaltado, pensando no que poderia estar esperando por ele quando chegasse, mas já esperava a mesma maldita expressão maliciosa que vira desde que chegara, no rosto do Choi. Seus passos foram vagarosos até a porta do apartamento do maior, e não conseguiu conter mais um suspiro meio triste ao alcançar a porta e apertar o botão de campainha.

Esperou a porta ser aberta, mas isso não aconteceu, então apertou o botão novamente. MinHo havia lhe dito para ir naquele horário para o apartamento dele, havia dito que estaria, não poderia ter desistido agora do próprio jogo, poderia? Apertou mais uma vez, agora ficando um pouco nervoso, talvez pelo Choi estiver, mas tentar fingir que havia saído.

– Não vou entrar nos seus joguinhos, Min. – falou KiBum,com firmeza.

– E por que não? Será um jogo divertido, tenho certeza que você saberá jogar. – seus lábios se juntaram aos de KiBum, em um beijo mais afetuoso, mais carinhoso do que pretendia, do jeito que não queria, do jeito que jurara não fazer.

Mas KiBum, este também não queria. Não era um frágil garotinho apaixonado, como no passado. Empurrou MinHo, que bateu com as costas contra a parede atrás de si. Ele cruzou os braços, e mesmo não vendo os olhos de MinHo no meio daquela penumbra dentro do armário em que estavam, sabia que em sua face deveria estar uma expressão de surpresa. O Choi achava ser irresistível, não é? Mas não era, pelo menos não mais para ele, Kim KiBum.

– Agradeço o seu pedido para me trazer ao seu joguinho, mas já tenho meu próprio jogo, não quero entrar no seu. – disse.

– Eu já imaginava. – sorriu – Por isso, pensei em te propor algo.

– Não sei o que é, mas já imagino que não seja coisa boa.

– Na verdade, KiBum, eu tenho que admitir. – falou – Sinto... Desejo por você. – KiBum franziu o cenho. MinHo continuou – E não quero sentir. Então gostaria de saber... Está a fim de transar comigo, às vezes?

– O que? – KiBum bufou – Você quer acabar com o desejo que sente por mim, transando comigo?

– Mas é claro – tocou o ombro do menor suavemente – Não concorda que é a melhor forma?

–... Não concordo.

– Te farei mudar de ideia. – disse, completamente seguro de si, o que fez KiBum suspirar estupefato. – Vá ao meu apartamento, durante noite estarei lá. E você verá.

– Não quero, obrigado. – abriu a porta do armário e saiu – Então não me espere.

Dissera aquilo, mas ali estava. Mas não era porque queria que MinHo provasse que poderia fazê-lo mudar de ideia. Não era porque queria tê-lo beijando-o novamente, o tocando... Ou era? Claro que não era. Não sentia nenhum tipo de interesse ou emoção por MinHo, era apenas desejo, assim como o mesmo admitira. Seria interessante experimentar o que MinHo lhe propusera, afinal, seria apenas algo casual...

Apertou a campainha, pela quarta vez seguida, e nada. Aquele maldito.

– MinHo? – chamou, enquanto tirava o dedo da campainha e cruzava os braços nervosamente. Suspirou exasperado –... MinHo?

A porta se abriu não muito depois, e MinHo o encarava completamente surpreso. Mas o que realmente era surpreendente, era o seu estado. Sua calça estava com o zíper fechado, mas os botões não estavam encaixados, seu torso estava nu e estranhamente avermelhado em algumas partes. Podia ver as gotinhas de suor em sua testa que fizeram com que os cabelos de sua franja curta grudassem na pele sensualmente.

– KiBum? – pronunciou o nome do menor com assombro. Não esperava vê-lo ali, ainda mais em uma hora tão inapropriada. Havia se esquecido que tinha o chamado para ir ali e por essa razão convidara JongHyun, mas agora brigava consigo mesmo em pensamentos – Achei que não viria.

– Eu não ia vir. – analisou o corpo do maior com um olhar excruciante, depois se detendo nos lábios inchados para logo cruzar os olhares de ambos – Estava ocupado?

– Ahm... Não. Espere um minutinho. – ele fechou a porta novamente, mas mesmo assim foi possível ouvir algumas risadas, seguidas de alguns xingamentos e a porta foi aberta novamente. – Pode entrar, eu estava com um amigo, mas...

– Claro. – retrucou, com uma carranca. Ficou um pouco admirado ao ver o amigo de JinKi, Kim JongHyun, saindo por uma porta, aparentando estar levemente ofegante, mas ao mesmo tempo, no mesmo estado que MinHo se encontrava. – JongHyun hyung, você por aqui?

– Ah, KiBum? – JongHyun sorriu nervosamente – Que... Surpresa.

– E não é? – riu da expressão que o mais baixo fez, mesmo ficando um pouco irritado pelo cara de pau de MinHo. – Já está indo?

– Sim... Eu não sabia que você conhecia o Choi.

– Não o conheço, ele apenas me convidou para...

– Imagino para o que seja. – balançou a cabeça e se dirigiu até a porta. – Até mais, KiBum. Ah! – voltou o rosto para Key novamente – Não sei qual a sua relação com Onew hyung... Mas...

– Hum?

– Nada, deixa para lá. – e saiu apressado. MinHo saiu pela mesma porta que JongHyun tinha saído ontem, mas continuava do mesmo jeito de antes e suas calças continuavam meio abertas.

– Espero que não tenha ficado incomodado do Jjong estar aqui. – disse – Eu meio que tinha me esquecido do que tinha falado com você.

– Não me incomodei. – respondeu.

– Pensei que tinha dito que não viria, que não era para eu te esperar. – MinHo sussurrou. – Parece que suas palavras não foram verdadeiras.

– Verdadeiras ou não, aqui estou. – resmungou.

O mais alto se aproximou de KiBum, lhe empurrando contra o sofá, o fazendo cair deitado e sentou-se sobre suas pernas. Pegou uma das mãos do rapaz e a levou até as próprias coxas, fazendo com que ele tocasse, apertando a carne sob o tecido da calça. KiBum tentou puxar a mão e se levantar, mas MinHo não permitiu, segurando-a com um pouco mais de força e depois colocando-a sobre o volume entre suas pernas, resultado do que havia começado com JongHyun pouco tempo atrás. E quando KiBum desviou o olhar, sentindo a ereção debaixo de seus dedos, o Choi usou a mão livre para tocá-lo gentilmente no rosto, fazendo com que seu rosto se direcionasse para o dele quando se inclinou para a frente.

Os lábios se tocaram com cortesia, com carinho. KiBum sentiu seu coração pulsar com mais rapidez, a ponto de deixá-lo um pouco zonzo. Percebera que MinHo tinha muitos daqueles momentos em que suas ações eram completamente diferentes de suas palavras; ele dissera que não queria sentimentos entre eles, mas então por que agora, enquanto o beijava, parecia que estava... Era algo inexplicável. E também pela mistura de tudo com aquela atitude devassa de segurar a mão do menor sobre seu membro coberto, como se tentando KiBum a fazer algo a mais, um convite praticamente explícito.

– Está aqui, mas para o que? – disse MinHo, separando as bocas e sorrindo afetadamente. – Decidiu jogar comigo?

– Talvez.

MinHo apenas passou a língua pelos próprios lábios e ergueu a mão livre para passear com ela por dentro da roupa de KiBum. O mais baixo usou a mão que não estava sendo segurada pela do Choi para pará-lo quando este chegou com seus dedos em um de seus mamilos, MinHo riu.

– Deveria saber... Sou um perseguidor. – seus olhos se entrecerraram. – Não há como fugir de mim.

– Não estou mais pensando em fugir. Espero que você também não fuja.

– Por qual motivo eu fugiria?

– Me responda você. — propositalmente, KiBum apertou o membro de MinHo com força, gargalhando quando o maior o soltou e saiu de cima dele com uma careta de dor. — Você gosta muito de jogos, não é? Eu também gosto. – contou — Se prepare, porque nesses jogos que você planejou, eu serei o ativo.

– Veremos – gemeu MinHo e o encarou – Se prepare você também para o que virá a partir de agora.


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JinKi foi deixado na frente de sua casa e deu um aceno tímido para Joon enquanto se dirigia para o portão. Abriu o mesmo e entrou, parando no lugar ao ouvir a voz conhecida o chamando do lado de fora.

– Onew hyung!

JongHyun chamou, ao ver o amigo saindo do carro de ChangSun e se dirigir para o portão da casa. Se sentia um tanto quanto tolo por estar ali, àquela hora da noite e sem explicações, mas estava com vontade de ver JinKi.

Depois que saíra do apartamento de MinHo, ficara vagando por aquela região, tentando se convencer que era apenas porque estava entediado e nem um pouco cansado, mas a verdade era outra. Tinha pensado que seria bom passar um tempo com MinHo, o Choi tinha alguns métodos obscenos mas bem efetivos de se distrair e já fazia um tempo que JongHyun também queria provar do maior de outras maneiras. Mas agora que estava ali, na frente da casa de JinKi, se perguntava o que realmente queria fazer.

– Jjong, você por aqui há essa hora? – falou JinKi, abrindo novamente o portão para deixar o Kim entrar.

– Eu estava por aí e me deu vontade de vir aqui, te ver.

– Que bom, então vamos entrar. – disse sorrindo, o que fez Jjong franzir o cenho. Algumas horas atrás, JinKi parecia o mais mal-humorado do mundo, chegando ao ponto de chamá-lo de traidor. No entanto, agora o mais velho estava com aquele sorriso tão característico dele, o sorriso que tinha o poder de abalar as defesas de qualquer um.

– Você está parecendo bem feliz – comentou – Se divertiu muito com Joon hyung?

– Muito. Foi ótimo! – respondeu JinKi, abrindo a porta e entrando. – Ele é alguém completamente... Fascinante. De um jeito engraçado, mas fascinante. – o semblante do rapaz escureceu um pouco – E você... Estava com MinHo até agora?

– Ah, não... – murmurou JongHyun, mas fez uma careta – Na verdade, sim. Jantei com ele.

– Hum. – fez o Lee.

– É.

– Ah, então... – JinKi se virou e tirou os sapatos na entrada – Quer beber alguma coisa? – perguntou, apenas para não ficarem com um clima estranho.

– Aham, quero sim.

O mais velho balançou a cabeça e tirou a blusa que usava, jogando-a sobre o sofá antes de correr para a cozinha. JongHyun também tirou seus sapatos e foi para a mesma direção que o amigo havia ido, o encontrando procurando algo em sua geladeira lotada. O Kim encostou-se à parede e cruzou os braços, observando a maneira quase graciosa que JinKi se abaixava para pegar uma caixa de suco natural.

Tão fofo, parecia até uma criança.

JinKi pegou a caixa de suco e fechou a geladeira, para depois se virar para o lado onde estavam os armários de aço inoxidável chiques que quando viva, a mãe do Lee era apaixonada. Agora que pensava sobre isso, não devia estar sendo fácil para JinKi viver “sozinho”, com tantas responsabilidades. Desde o dia que ocorreu o velório de seus pais, ele não falava sobre eles, nem parecia querer falar. JongHyun ainda se lembrava de como Onew chorara naquela noite, como pela primeira vez, o sorriso que o amigo sempre tinha no rosto fora trocado por lágrimas.

– Onew, você está bem? – perguntou suavemente. O maior virou um pouco o rosto para olhá-lo.

– Perfeitamente! E você, Jjong? – o menor arrumou a postura e caminhou até JinKi.

– Não foi isso que quis dizer. – falou – Quero saber se você está bem... Com tudo isso.

– Com tudo isso?

– Sim. Agora você mora sozinho, tem que trabalhar em um escritório mesmo sendo inexperiente e menor de idade...

– Estou lidando. – JinKi terminou de servir o suco nos copos que pegara e entregou um copo para JongHyun – E você? Gosta de ser o “garoto do café”?

– Para falar a verdade, eu não faço nada. – tomou um gole do suco – Na maioria das vezes, a sua secretária diz que ela mesma cuidará de tudo que você precisar. – resmungou com uma carranca – Não me deixa te servir nada. Alguns dias nem preciso ir trabalhar, quando vou, fico fazendo coisas aleatórias...

– Você reclama muito para alguém que há pouco tempo atrás ficava chorando pelos cantos por não ter dinheiro. – revidou JinKi – Tudo isso é por não poder me servir um cafezinho?

– Claro que é. – Jjong fez um suspiro teatral – Meu sonho é te servir um cafezinho sem aquela mulher por perto.

– Que fofo, Jjong. – riu e terminou de beber seu suco, colocando seu copo sobre a bancada da pia. – Falarei com a noona para ela deixar você fazer isso, ok? E sabe por quê? Porque mesmo você sendo um baixinho reclamão e afetado, gosto de você.

– Humpf. – bufou Jjong.

O Lee pegou o copo já vazio das mãos de JongHyun e o levou para a pia, ligando a torneira para ensaboá-los rapidamente. Geralmente deixava para a empregada lavar, mas naquela noite estava muito enérgico, queria algo para ocupar suas mãos. Com JongHyun ali, poderiam jogar algo na internet ou assistir algum filme de terror que mesmo odiando, não conseguia deixar de assistir.

Terminou o que fazia e começou a enxaguar suas mãos, mas prendeu a respiração ao sentir os braços de JongHyun rodeando sua cintura, a cabeça do menor se apoiando contra suas costas.

–... Também gosto de você, hyung. Mais do que você pensa, a mais tempo do que eu imaginava.


Notas finais
JOONEW É AMOR ♥33333 mas preciso de JongYu também, como faz? :'D
E o que acharam? Ficou bom, ficou ruim? Mereço reviews? ♥
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Ah, caso alguém esteja confuso sobre isso, JongHo não transou, ok? :3 Algum dia, se eles o fizerem, escreverei o negócio completo~ É que precisava botar o Key de algum jeito naquela parte e o lemon teve que ficar para depois (sim, teria lemon deles nesse capítulo), como sou meio inexperiente com lemons, fiquei insegura também e deixei sem :B
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Cristix, obrigada pela recomendação, sua linda ♥ Fiquei muito guei quando vi :'D ♥333
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Agora vou indo, beijos meus ;****