Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOI ♥33333333 Atualizando Obsession com todo meu amor e rapidez -sóqn
Então gente, antes que leiam, quero avisar que o capítulo ficou MUITO grande ;_____;
Tão grande que até fiquei surpresa porque eu tirei um monte de cenas e tals mas continuou grande /chorando/
Enfim... Espero que gostem e não fique muito cansativo de se ler ♥
Boa leitura ♥

-... Também gosto de você, hyung. Mais do que você pensa, a mais tempo do que eu imaginava.

- Jjong...? – os braços afrouxaram em torno dele.

- Quero dizer... – JongHyun desviou o olhar e soltou o amigo, procurando algo para explicar o deslize que cometera. – Bem...

- Você gosta de mim? – JinKi desligou a torneira e se virou para encará-lo, em seu rosto um olhar de completo assombro.

Enchendo a boca de ar, JongHyun deu um passo para trás e riu secamente. Estava surpreso com a própria audácia e tremendo por dentro. Aquelas palavras eram algo que ele queria dizer a JinKi fazia um bom tempo e tivera ocasiões melhores para fazê-lo, estava ralhando consigo mesmo por ter escolhido o pior momento. Mas era porque enquanto via o Lee de costas para ele, tivera a sensação de que acabaria sendo daquela maneira para sempre; ele observando JinKi de longe e sem fazer nada. Fora algo impetuoso, seu corpo agira mais rápido que sua mente e quando percebeu havia dito o que guardava.

Agora, enquanto JinKi o fitava com aquela expressão assustada, JongHyun se arrependia completamente. Tinha consciência de que ChangSun gostava de JinKi e o amigo também sentia algo pelo mais velho, não era justo tê-lo contado agora, fazendo-o se sentir culpado ou algo parecido por uma coisa que na verdade, era culpa apenas dele. Sim, JinKi poderia viver sem saber disso.

- Oras. – deu de ombros – É claro que gosto de você, Onew hyung. Somos melhores amigos, não seríamos se eu não gostasse. – JinKi ficou em silêncio por alguns instantes, parecendo estar pensando sobre isso.

- Ah. – disse por fim. – Entendi. – fora impressão de JongHyun ou JinKi parecia um tanto quanto decepcionado?

Umedecendo os lábios secos com a ponta da língua, JinKi secou as mãos sem falar mais nada. O silêncio se fez mais longo conforme o maior secava e guardava os copos que usaram, e cada segundo parecia torturante JongHyun.

JinKi estava com um bico quando novamente mirou o Kim. Não sabia dizer o porquê, mas achara que JongHyun na verdade estivera se declarando para ele e uma parte dele ficara um pouco triste quando o mesmo disse que gostava dele porque eram melhores amigos. Então o que, estava esperando JongHyun dizer que gostava dele de um jeito mais profundo? Que aquele gostar era apenas outra maneira de dizer que estava apaixonado? Óbvio que não. JinKi não era tão confiante de si mesmo para acreditar que do nada, até mesmo seu melhor amigo descobrira que gostava dele.

O pior era o quanto egoísta se sentia por desejar que JongHyun gostasse.

- Você... – JongHyun começou – Achou que eu diria outra coisa? Que na verdade eu estava apaixonado por você...?

- Hã? Não achei nada, tá louco? – negou enfezado.

- Não sei. – semicerrou os olhos e deu um passo para frente – Seu tom foi um pouco decepcionado.

- Cala a boca, Jjong. – resmungou, olhando para o lado quando JongHyun deu mais um passo para a frente, ficando alguns centímetros dele.

- Será que estou ficando louco, hyung? – sorriu docemente – E estou virando um mentiroso, também.

— Então pare de mentir a partir de agora. – falou JinKi sem olhá-lo. JongHyun colocou as mãos lado a lado com o corpo do maior, sobre a beirada da pia.

- Sobre eu gostar de você porque somos melhores amigos... A verdade é que... Sim. – o maior fechou os olhos com força, esperando as palavras que de certo modo, ele já sabia quais eram. – Eu gosto mesmo de você. Mais do que... Como um amigo gosta do outro.

O coração de JinKi pulou dentro do peito com uma força que o assustou. E ao mesmo tempo em que sentia estranhamente feliz pelo que JongHyun dissera, também se sentia com raiva do menor. Não por ele ter contado apenas quando sua decisão de ficar com ChangSun estava resolvida, mas por não ter contado em outro momento, outro dia. Antes de MinHo ou Joon terem aparecido, antes de tudo ter virado aquela bagunça. As coisas seriam mais fáceis de resolver, principalmente se tivesse sabido quando seus pais ainda estavam vivos, assim não precisaria focar seus pensamentos em algo ainda mais confuso.

Não podia aceitar o que JongHyun dissera. Se fosse aceitar os sentimentos de todos que algum dia se confessassem para ele, ficaria louco. Ainda tinha o fato de que já havia conversado com Joon, contado o que queria; sabia que ficaria bem com ele. Mas não se arrependeria por isso? Pois não podia negar que apenas o pensamento de aceitar os sentimentos desconhecidos que nutria por JongHyun, além da amizade, já o deixavam em estado quase catatônico.

- Você é um idiota, Kim JongHyun. – abriu os olhos, sondando-o com um olhar acusatório. – Um grande idiota.

- O que...?

- Eu não consigo acreditar! Como você pode, só agora...!! Ah, Kim JongHyun!

- Mas eu...

- Aish! Você teve inúmeros outros momentos para me contar isso, e decide dizer logo quando eu-

Foi calado pelo menor que selou os lábios de ambos em um beijo doce. Não teve chances nem de ao menos piscar e JongHyun já estava separado dele, o encarando de perto com seu costumeiro olhar de cachorrinho sem dono.

- Você...

- Eu sei. Joon hyung gosta de você, você também gosta dele. – apontou – Não estou pedindo para que goste de mim também. Só queria que...

- Só queria me fazer te socar como jamais fiz antes. – brigou franzindo a testa, sentindo o coração se comprimir de um jeito quase doloroso dentro do peito – Eu estava tão decidido, tão seguro sobre Joon hyung... Por que, Jjong? Por que agora? – seus olhares se cravaram um no outro.

O menor não respondeu, mas só dissera por estar com medo de que se não dissesse de uma vez, talvez não tivesse mais chances de fazê-lo. Aliás, de que adiantaria esconder mais? Gostava dele e pronto. Mesmo que fosse difícil conviver com isso futuramente, mesmo que JinKi preferisse outra pessoa, já estava feito.

- Desculpe, Onew. – pediu. –... Apenas esqueça o que eu disse, certo? – e se dirigiu para fora da cozinha.

- Como quer que eu esqueça isso? – sussurrou o maior. E ainda que seus pensamentos fossem de correr atrás dele e fazê-lo ficar, JinKi ficou parado onde estava, até que ouviu o barulho da porta sendo aberta e logo fechada.

Se arrependeria futuramente de não tê-lo parado, sabia. Na verdade, já se arrependia.

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A semana seguinte passara se arrastando. Os dias pareciam mais longos que o normal, e a culpa não era apenas do horário de verão. JinKi estava com ChangSun, assim como decidira inicialmente e estava feliz, mas ao mesmo tempo estava triste.

Depois daquela noite em que JongHyun dissera que gostava dele e JinKi não aceitara, a amizade dos dois sem dúvida ficara abalada. Não porque queriam, mas não havia maneira de que se falassem normalmente após o ocorrido, não havia como o Lee convidar JongHyun para ir à casa dele ou algo do tipo sem ficar um clima estranho entre eles.

Já Choi MinHo, este passara a semana incrivelmente quieto. Claro, estava sempre fazendo algum comentário malicioso a respeito de Joon estar com JinKi, chegando ao ponto de perguntar ao mais velho se este já tinha comprado lubrificante para sua primeira vez com Onew. Mas ao mesmo tempo em que ele falava demais, sua mente parecia esquiva; ele próprio estava esquivo, principalmente quando via KiBum. Quando KiBum parecia se aproximar dele, não importando onde, MinHo arranjava uma maneira de fugir dele.

Naquela bela manhã de domingo, TaeMin teria alta do hospital. O menor já estava cansado daquele cheiro de desinfetante que impregnava o lugar e ficara reclamando todos os dias sem parar. Ao saber que ChangSun estava em uma espécie de namoro com JinKi, não ficara triste, mas também não ficara feliz. Ele na verdade, fez aos dois o mesmo comentário que MinHo, fazendo questão de deixar JinKi e Joon completamente constrangidos. Lee TaeMin realmente não sabia quando era melhor parar. E em seu último dia no hospital, descobrira que o antigo amigo de Joon, Yang SeungHo, estaria trabalhando no hospital a partir daquela mesma semana.

-Está confortável? — perguntou SeungHo, olhando a ficha médica de TaeMin. — Parece que ficará usando a cadeira de rodas por algum tempo.

- Não precisa ficar esfregando isso na minha cara o tempo todo, SeungHo hyung. – resmungou TaeMin, enquanto uma enfermeira e CheolYong o ajudavam a se ajeitar na cadeira de rodas. – Não sei por que você tinha que estar logo aqui, não tem nenhum outro hospital onde você possa estar “medicando”?

- Tinham muitos, mas pensei que seria a chance perfeita, cuidar do pequeno Lee TaeMin se viesse para este. – respondeu, ajeitando os óculos sobre o nariz e sorrindo. – Mir, cuidado enquanto leva esse rapaz para casa.

- Pode deixar hyung. – disse Mir – Joon hyung disse que passará lá mais tarde, para buscá-lo.

SeungHo acenou com a cabeça, conforme TaeMin fazia uma careta mas não se movia, já que seus dois braços estavam engessados, e uma perna também. O garoto desviou o olhar, fazendo um bico, mas logo voltou a olhar para o Yang, com um sorriso.

- Sabe... Meu irmão veio aqui no começo da semana passada e me contou uma novidade. – falou – Ele e a despeitada da HyunA... Terminaram.

- Mesmo? Que pena. – disse SeungHo, colocando a prancheta de lado e enfiando as mãos nos bolsos do jaleco. – Espero que ele esteja bem.

- Finalmente o hyung teve coragem para fazer isso, Tae? – exclamou Mir, abismado. – Achei que ele a amasse demais, até porque por ela, deixou de...

- Ele só foi um pouco idiota. – murmurou TaeMin, com descaso. – Todas as noites eu o ouvia choramingando por não poder mais falar com vocês... Principalmente com você, SeungHo hyung. — o mais velho fez uma expressão de surpresa, mas apenas sorriu em seguida. – Acho que a presença que ele mais sentia falta, era a sua.

- ChangSun sempre foi problemático.

- Espero que entenda o que quero dizer. – TaeMin deu de ombros – Ele agora está começando a gostar de outra pessoa, e parece que é sério. Cuidado.

- Vamos indo, tchau, SeungHo hyung. – se despediu Mir, indo para fora do quarto, enquanto a enfermeira empurrava a cadeira de rodas de TaeMin em direção à porta. SeungHo acenou levemente. – Tchau, Joon hyung! – disse o garoto ao ver ChangSun entrando com um sorriso.

- Tchau, Mir. – falou – Cuidado vocês dois, até mais tarde. – e se voltou para SeungHo – Hyung, tudo bem?

- ChangSun. – cumprimentou o Yang, com um meio sorriso. – O que faz aqui?

- Não sei, vim agradecer por cuidar do Tae. – riu. – Mesmo que tendo cuidado dele por apenas cinco minutos.

O maior cruzou os braços e fitou o rapaz que o vivia perseguindo nos tempos de escola. ChangSun não tinha mudado nada desde aquela época, apenas na aparência, pois o sorriso idiota ainda era o mesmo. SeungHo lembrava do quanto fora difícil aturá-lo nos primeiros meses de convivência, mas com mais um pouco de tempo se tornara para ele um maknae que aprendera a gostar. E pelo visto, continuava o mesmo problemático.

- Realmente, eu não fiz nada. – SeungHo admitiu, pondo os olhos em branco.

- Também... Queria pedir desculpas por tudo o que aconteceu entre a gente quando eu namorava a HyunA. – Joon fez beicinho – Eu terminei com ela, sabe.

- Eu diria algo como “já não era sem tempo!”, mas acho que você já deve ter ouvido muito disso. – zombou. ChangSun fez uma careta. – Mas você está bem com isso?

- Estou ótimo. – ChangSun sorriu – Bem, é. A gente pode sair qualquer dia, que tal?

- Hã?

- Ficamos muito tempo sem nos falar, quero retomar nossa amizade. – ergueu as duas sobrancelhas. – Ainda mais agora que meu hyung poderá vir a ser um futuro médico famoso, talvez.

- Olha só, mais que interesseiro. – torceu o nariz – Eu já devia ter imaginado, mas tudo bem. Quando eu estiver com tempo livre, combinamos algo.

- Yeah! – ChangSun cerrou os punhos em um movimento de satisfação, depois piscou. – Então... Você está livre hoje à noite?

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- Vai querer assistir o que? – JinKi olhou para o cartaz à sua frente, que retratava um filme de super-heróis. KiBum apoiou um braço no ombro do mais velho e fitou o cartaz com uma careta.

- Esse daí está bom. – falou. – Gosta de super-heróis?

- Gosto. – respondeu JinKi, rolando os olhos para a expressão que Key fazia.

No dia anterior, enquanto assistia um programa qualquer na tevê, JinKi recebeu uma ligação de KiBum que o chamara para ir ao cinema com ele. De inicio achara o convite um pouco suspeito, mas aceitou; ele e Key estavam se tornando bem próximos. Apesar do mais novo ser um tanto afiado com suas palavras, no geral – ou pelo menos com JinKi – ele era bem amigável e gentil com os outros. Também, nunca mais tocaram no assunto do desconhecido que poderia tê-los molestado e era melhor assim, não queriam pensar nisso.

KiBum sabia de como estava a relação do Lee com JongHyun, não fora preciso nem ao menos JinKi contar os detalhes, o menor deduzira tudo apenas observando os dois. Para JinKi foi engraçado até, KiBum ter deduzido sozinho, pois seu meio-irmão, MinHo, parecera que não havia percebido nada de diferente. Aquilo era tão estranho, MinHo com sua mente astuta e olhos afiados sempre ficava sabendo das coisas até mesmo antes das pessoas que fizeram. Talvez JongHyun não tivesse falado com ele sobre isso.

Os rapazes foram para a praça de alimentação, querendo comer algo já que tinham mais ou menos uma hora até a sessão deles começar. Entraram em uma fila para fazerem seus pedidos e assim que estes estavam feitos, pegaram seus alimentos e se dirigiram para uma mesa vazia. Comeram enquanto conversavam banalidades.

- Hum, então quer dizer que agora você está namorando com aquele cara bonitão? – KiBum comentou rindo, ao terminarem seus lanches.

- Não namorando, exatamente. – contestou JinKi. – Apenas estamos... Juntos.

- Sim, com toda aquela aura gay rodeando vocês sempre que estão perto um do outro.

- Aura gay? – repetiu estupefato, mas começou a rir. – O que você...

- Nada. Vocês combinam de certa forma. – contou – Já pensou em como será a primeira vez de vocês?

- Uh? – o mais velho piscou.

- Não se faça de bobo, vai me dizer que não pensou nisso ainda?

- Eu...

- Shh. – KiBum ergueu a mão, fazendo sinal para que JinKi se levantasse e o seguisse. – Vem cá, eu vi uma garota muito gata indo naquela direção e...

Suas palavras se perderam ao ver, meio que escondido atrás de uma coluna com cestas para reciclagem de lixo, MinHo. O maior parecia estar os observando e pelo visto, não tinha notado que KiBum o vira. Key rolou os olhos e exalou profundamente quando o Choi saiu de detrás da coluna para falar com uma garota.

- Hum... – olhou em seu relógio de pulso – JinKi, pode ir para a sessão na minha frente. – falou – Quero usar o banheiro antes.

- Ah, ok. Quer que eu compre algo para você comer durante o filme? – quis saber o mais velho, se levantando.

- Não precisa... – suspirou, pensando um pouco – Na verdade, quero alguns chocolates.

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MinHo olhou ao redor da praça de alimentação, seus olhos escuros procurando pela forma pequena e de aparência quase delicada que era KiBum. Tinha certeza de tê-lo visto passar por ali em uma das filas para compra de lanches, não fazia muito tempo, mas uma garota o chamara pedindo seu número de celular e depois que falara com ela e se virara novamente, havia perdido o menor de vista. JongHyun, que estava consigo até alguns minutos atrás, entrara em uma loja de eletrônicos e o Choi ficara do lado de fora, mas quando o maior viu JinKi e KiBum passarem juntos saiu sorrateiramente atrás deles.

Ele tinha convidado JongHyun propositalmente para ir com ele, pois sabia que o meio-irmão tinha ido ali com Key. Ao chegar à casa do Lee naquela manhã, o rapaz estava se arrumando para sair e quando perguntara para onde iria, lhe respondera que iria ao cinema com o menor. De primeira, ficara indeciso, mas também curioso sobre o que eles fariam; ambos se conheciam há pouco tempo, era intrigante KiBum chamá-lo para sair mas MinHo tinha notado que eles estavam bem próximos, também.

Caminhou um pouco, prestando atenção nos rostos que via para poder encontrá-lo logo. Não iria admitir em voz alta, mas mesmo que estivesse ansioso para “o jogo” que tanto falava, também estava temeroso. Isso era tanto verdade que passara a semana toda fugindo de KiBum; sempre que o via por perto, corria, e não sabia disso, mas para Key era quase como estar brincando de caça e caçador, e Choi MinHo era a caça.

Entrou no banheiro que estava aparentemente vazio, dando alguns passos em direção a pia, fitando o próprio reflexo no espelho que ia de um canto ao outro da parede de concreto e praguejou baixinho ao ouvir a porta do banheiro ser aberta e fechada novamente. Pôde ver o reflexo de KiBum conforme este se aproximava dele com um sorriso tanto quanto maldoso.

- Estava procurando por mim? – o sorriso aumentou – Ou estava fugindo?

- O que?

- Acho que estava fazendo os dois... Não é?

MinHo se virou, ficando completamente em choque quando KiBum o prensou contra a pia atrás dele, mas mãos de cada lado de seu corpo para que não tivesse como sair. O menor o sondou, esperando por uma resposta que não veio, pois o outro estava muito em transe para dizer algo quando uma das mãos de KiBum o tocou na nuca e se prendeu nos fios de cabelo escuros, puxando a cabeça do maior para trás, expondo o pescoço brando. Passou a língua por toda a extensão do pescoço de MinHo, rindo por este tremer sobre o ataque de sua língua quente.

- KiBum, estamos em um banheiro de shopping, qualquer um pode entrar. – contrapôs o Choi, finalmente voltando a si e tirando a mão de KiBum de seus cabelos. – Não é hora para isso.

- Achei que esse tipo de coisa não impedisse você. – comentou – Não é você o maluco por jogos aqui...? – puxou o rapaz pela mão, levando-o até a parte onde os sanitários eram divididos por paredes e o empurrou para dentro de um, fechando a porta com a tranca giratória de metal da mesma.

- Ainda assim... – sorriu nervosamente.

- Está com medo de que, MinHo? — riu baixinho – É só não gemer muito alto, se o medo é de sermos pegos.

Empurrou novamente MinHo contra a parede ao seu lado. Estavam em um cubículo, os movimentos não seriam totalmente livres, mas aquilo não era problema. O Choi foi trazido de encontro ao corpo de KiBum, que o beijou com lascívia. Ambos não eram novos naquilo; não era como se o maior nunca tivesse transado com alguém em um banheiro antes, então decidiu que se o outro queria aquilo, então faria o que sabia fazer de melhor.

Suas línguas se encontraram rapidamente, molhadas, sedentas. Mãos se prenderam nos cabelos um do outro, enquanto o beijo urgente continuava. KiBum desceu sua boca pelo maxilar bem desenhado do maior, que deslizava com suas mãos por dentro da camiseta branca que Key usava. O menor tinha uma pele que implorava para ser tocada, beijada. E o fez, descendo os lábios pelo pescoço e colo de KiBum, sorvendo do sabor adocicado que esta tinha sob sua língua. KiBum suspirava baixinho, seguindo as próprias palavras de não fazer barulho por estarem em um lugar como aquele. MinHo sorriu em uma mistura de divertimento e malicia.

Há quanto tempo ansiava tê-lo para si daquela maneira? Não se lembrava. Talvez só tivesse começado a desejá-lo fisicamente após reencontrá-lo, anteriormente, o que sentia por KiBum era algo puro. Estivera e ainda estava temeroso do que poderia acontecer, e brigava consigo mesmo por isso. Ele era Choi MinHo, o rapaz que viviam sem medo, sem pudor. Toda a inocência ou vergonha que já sentira algum dia lhe foram brutalmente tomadas naquela tarde quando tinha apenas onze anos e nos outros dias que se seguiram, sem descanso.

As mãos de Key foram para suas nádegas firmes, apertando com uma força dolorosa, mas bem vinda. MinHo sempre teve consciência que a dor fazia um belo par com o prazer, na verdade, aprendera aquilo da pior forma. Calças e roupas íntimas foram abaixadas rapidamente, naquele momento Choi já chegara em um estado em que não se importava sobre quem seria o ativo ou não, apenas queria KiBum e toda sua essência. Latejava por isso. Mais um beijo foi trocado, e seus corpos se tencionaram ao ouvirem a porta do banheiro sendo aberta e passos. Pararam os movimentos, se encarando ao ouvir a voz de quem entrara.

- Choi? – JongHyun chamou. – Você está aqui? – mais passos.

KiBum teve que se conter para não rir ao ouvir a voz do rapaz, mas ao invés disso, ergueu MinHo em seus braços com uma força que não sabia ter e fez com que este passasse as pernas ao redor de seu quadril magro. Sem dúvida, fazer sexo com o risco de ser encontrado por alguém tanto conhecido quanto não, era deliciosamente excitante. Ou talvez, fosse mais excitante por ser com MinHo, que estava demoradamente com o rosto afundado na curva de seu pescoço, trabalhando ali com seus dentes e língua. Seu pênis já estava pulsando, necessitando estar dentro do maior que usava uma mão para masturbá-lo vagarosamente, torturando o menor que jogou a cabeça para trás, cerrando os dentes para não gemer e chamar a atenção de JongHyun que parecia ainda não ter saído dali.

Choi apenas estreitou o olhar, aumentando a pressão que sua mão fazia ao redor do pênis de KiBum, um sorriso devasso em seus lábios vermelhos, apenas estudando o quanto o menor poderia se conter. Por enquanto parecia que bastante, mas e se... Soltou o sexo do menor para se apoiar com os braços nas paredes lado a lado de seus corpos quando Key ergueu sua camisa para lamber seus mamilos escuros e retesados de prazer. KiBum sugou, mordiscando a ponta tesa com vontade, e erguendo o olhar apenas para ver a expressão contorcida de excitação que MinHo tinha em seu rosto bonito, o lábio inferior preso entre os dentes para que nenhum som saísse.

MinHo se sentia prestes a explodir e seu membro nem ao menos estava sendo tocado. Abaixou uma das mãos apoiadas na parede para iniciar uma masturbação em si mesmo na busca de alívio, mas a mão de KiBum tomou o lugar da sua antes mesmo de que alcançasse seu falo, e o apertou em sua glande úmida pelo pré-gozo. O mais alto quase gritou, mas Key abafou o som bem a tempo, colocando sua boca sobre a dele. KiBum arrumou sua postura, pois segurar o Choi em seus braços estava sendo difícil e o corpo esguio do rapaz era pesado, mesmo que não parecesse.

- Ah...

Mais passos do lado de fora de onde estavam, depois o som de uma das torneiras sendo ligadas e água batendo contra a pia de mármore. Novamente som de passos e da porta sendo aberta com um solavanco, para em seguida alguém soltar um “Oh” de surpresa.

- Key, você está aqu- – JinKi parou o que dizia ao ver JongHyun com a mão na maçaneta de metal da larga porta do banheiro masculino. — Jjong?

O coração de JinKi acelerara ao ver o rosto belo de JongHyun, assim como por um instante, se sentiu suando frio. Não trocavam mais que duas palavras há dias, mas sempre que o via, Onew não podia evitar se lembrar de várias coisas, assim como JongHyun também.

- Ah, Onew. – murmurou JongHyun, surpreso. Ficaram se encarando sem saber o que dizer, até que o Kim olhou para os próprios pés rapidamente e depois voltou seu olhar para JinKi – Hmm...

- Err... Que coincidência, encontrar você por aqui – disse JinKi baixinho.

- Pois é – concordou o Kim, meio sem graça – Bem... Vou indo, até.

- Claro – falou num fio de voz, dando espaço para que o menor passasse e em seguida entrando no banheiro, seguido por mais dois rapazes. – KiBum não parece estar aqui... – comentou para si mesmo após olhar ao redor e sair novamente.

KiBum e MinHo estavam em silêncio, ou melhor, tentando ficar. Não era fácil segurar os gemidos e ofegos que queriam sair, causados pelos toques e beijos impacientes. Ainda mais por eles estarem travando uma espécie de batalha – ou um jogo, como MinHo gostava de dizer – para ver qual deles acabaria fazendo um barulho alto e delatando suas presenças. Já estavam começando a achar que um dos homens dentro do banheiro os havia escutado, pois ouviram vagamente alguém se aproximando de onde estavam com passos hesitantes e depois batendo levemente na porta fina.

- Tem alguém aí? – o desconhecido falou, curioso.

- Ah, tem sim – respondeu MinHo com a voz abafada, KiBum o levantou mais um pouco, apoiando ainda mais suas costas contra a parede, fazendo com que o Choi pudesse apoiar ao menos uma perna no vaso sanitário abaixo dele. O barulho de sua perna batendo contra a tampa de plástico ecoou e o maior amaldiçoou baixinho.

- Mas você está bem aí, cara? – o homem quis saber, preocupado. KiBum mordeu o ombro de MinHo para não rir.

- Perfeitamente – proferiu MinHo com uma careta e colocou um braço ao redor do pescoço de KiBum, colando ainda mais seus corpos.

- Ok, então – assentiu o outro do lado de fora e se afastou da porta. Key sorriu.

- Sem preparação, sem mais preliminares – sussurrou Key roucamente, os lábios colados à orelha de MinHo – Topa? – afastou-se do rosto do maior para fitar os olhos negros nublados que lhe sondavam com incitação.

- Topo.

- Será doloroso. – advertiu, ainda em um sussurro. Esfregou a ponta de seu pênis contra as nádegas de MinHo, se sentindo em uma espécie de auto-flagelação por não penetrá-lo de uma vez, mas não queria machucá-lo, também. Choi passou a língua pelos lábios secos e sorriu.

- Eu gosto. – disse. E mesmo que tenha se sentido um pouco hesitante, era apenas isso que KiBum precisava saber.

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JongHyun já não se lembrava de quantas voltas tinha dado em todo aquele shopping na procura de Choi MinHo. Provavelmente umas quinhentas ou algo assim. Aquele maldito. Disse que o esperaria enquanto estivesse na loja de eletrônicos, mas foi apenas Jjong fechar os olhos e o maior desaparecera sem nem ao menos avisar para onde ia. E o Kim não era do tipo paciente, pelo menos, não quando se tratava de MinHo.

Para completar, ele não soubera o que fazer ou dizer quando JinKi aparecera na porta do banheiro. Odiava aquilo. Odiava aquela sensação de impotência que passara a ter depois daquela noite, não que ele já não tivesse antes quando se tratava do que sentia pelo amigo. Sentou em um banco e ficou esperando. Sem dúvida, daria um soco em MinHo quando o encontrasse.

Suspirou.

- Hum... Está esperando alguém? – Onew sentou-se hesitante ao lado do menor. JongHyun se sobressaltou com a voz do mais velho, arrumando a postura automaticamente.

- Ah, sim, eu estava esperando o Choi. – respondeu meio sem jeito, mas sem olhá-lo. – E você?

- Eu estava com KiBum, mas ele me fez ir na sessão do filme que íamos assistir na frente, e não apareceu mais. – disse JinKi, esticando as pernas preguiçosamente. – Estou preocupado.

- Hum... MinHo e KiBum desaparecidos... – murmurou e estreitou os olhos – Já deveria imaginar.

- O que? – quis saber Onew. Ele abriu uma sacola e tirou uma embalagem de olinhas de chocolate -... Quer?

- Não, valeu. – JongHyun quase riu da expressão que o Lee fez ao encher a mão com as bolinhas e enfiar todas na boca de uma vez.

Na verdade, ele quase riu de toda a situação em si. Os dois estavam sem se falar a dias, e do nada o mais velho sentava-se do seu lado para oferecer bolinhas de chocolate? Era tão estranho que chegava a ser cômico, e não gostava daquela estranheza, aliás. Se soubesse que dizer o que sentia faria os dois ficarem daquela maneira, não teria contado jamais.

- Onew...

- Eu sei. – falou o maior, abaixando o olhar para fitar o pacote em suas mãos – Não estamos bem, não é?

- É, não estamos. – concordou o Kim com pesar. – Eu não devia ter te contad-

- Sabe, Jjong – cortou-o – Eu... Gosto de você. – contou baixinho – Mas não é como se...

- Não precisa terminar. – o Kim deu um sorriso triste – Sempre soube que não é porque queremos que teremos nossos sentimentos correspondidos. – Onew franziu o cenho com uma careta. Não era isso que ia falar.

Diria que, sentimentos correspondidos ou não, não era como se JinKi pudesse desistir de tudo o que já havia dito para Joon e correr para o amigo; não queria magoar o mais velho. Mas tinha a sensação de que com isso, talvez outras pessoas, incluindo a si mesmo, ficassem magoadas. Nesses momentos, gostaria muito de saber o que deveria fazer, o que era certo fazer.

- Será? – sussurrou.

- JinKi, vamos ver o filme? – o rapaz se levantou de súbito ao ver KiBum se aproximando com uma expressão de completo descaso. JongHyun se inclinou um pouco e pôde ver MinHo vindo logo atrás .

- O filme já deve estar no final, Key. – respondeu JinKi – O que aconteceu com você? Eu já estava ficando com medo.

- Não aconteceu nada, vamos logo. – passou o braço ao redor da cintura do mais velho, puxando-o – Tchau, JongHyun!

- Tchau, KiBum. – olhou para Onew – E tchau, Onew.

- Até, Jjong. – disse enquanto se deixava ser levando por KiBum.

MinHo caminhou lentamente até o Kim, não parecendo muito enérgico como o normal. Mas se ele pensava que por parecer triste JongHyun pegaria leve com ele, estava muito enganado.

- Onde você tava? – JongHyun deu um empurrão em Choi quando este se aproximou com um semblante que beirava a depressão.

- Por aí. – respondeu o maior, mordendo o lábio – Por aí...

- Por aí? Sei, você estava se pegando com KiBum, não é? – brigou, mas não estava verdadeiramente bravo. Apenas queria descontar sua frustração amorosa em alguém, mas nem MinHo parecia bem o suficiente para isso.

- Hum. – fez o Choi, sentando no banco que JongHyun estava minutos atrás.

Com uma expressão resignada, Jjong sentou-se ao lado de MinHo que naquele momento encarava o chão como se fosse algo realmente interessante. Talvez, o incrível e irresistível Choi MinHo não fosse tão incrível e irresistível assim, pensava o menor. Pois para que o moreno estivesse com aquela expressão trágica, algo realmente tinha atingido o coração de pedra dele.

Poderia ter sido Key o responsável?

- O que aconteceu? – perguntou JongHyun.

- Nada, só queria entender esses homens que tem coração de mulher.

- Hã?

- Sentimentos e mais sentimentos desnecessários. – resmungou – Key se prende tanto a isso... – e por essa razão ainda estava com a virilha latejando.

“- Eu gosto. – disse. E era apenas isso que KiBum precisava saber. Se beijaram novamente e o menor arrumou seu membro contra a entrada de MinHo, que fechou os olhos, esperando pela dor que não veio.

- MinHo... Eu não posso fazer isso. – o maior abriu os olhos com confusão.

Key abaixou a cabeça, cabisbaixo. Não queria aquilo. Na verdade, queria sim, tanto que fora ele quem começara tudo, mas não queria que fosse daquela maneira. Estava com MinHo, seu primeiro amor e mesmo que não quisesse, agora que sentia a “ficha” caindo pesadamente sobre sua cabeça sabia que isso influenciava seus pensamentos, infelizmente.

- Eh? Não pode fazer o que? – suspirando, KiBum tirou as pernas do Choi que estavam ao redor de seus quadris e se separou dele.

- Não posso transar com você, não desse jeito.

- Desse jeito? – ficou ainda mais confuso quando KiBum puxou a própria calça para cima, guardando o falo ainda teso e fechando a peça de roupa rapidamente.

- Em um banheiro de shopping...

- Mas foi você quem me fez vir aqui – apontou MinHo,perdido nas palavras do menor. – Você quem disse que não era para...

- Eu sei o que eu disse. – rebateu – Mas mudei de ideia.

- Eu... Mas... Você tá duro!

- Vou sobreviver. – virou-se para dizer em um fio de voz — Só não quero que nossa primeira vez seja em um lugar assim.

- Mas o que...? – o maior não pôde evitar e começou a rir, mas parou quando percebeu que KiBum estava realmente sério – Mesmo? Isso é tão sentimental... Espera – o outro não respondeu, apenas abaixou os ombros o que fez Choi se sentir ainda mais estupefato. – Você disse que não sentia nada por mim.

- E não sinto! – piscou. Choi ergueu a própria calça e a fechou em seguida, mesmo incomodado com o tecido apertando seu membro. KiBum abriu a porta do cubículo onde estavam e saiu, respirando fundo ao notar que um rapaz o encarava com curiosidade enquanto lavava as mãos. – Tá olhando o que?

- Vocês dois estavam...? – começou o desconhecido, mas se calou quando MinHo lhe lançou um olhar maligno e resolveu sair rapidamente dali.

- Não estou te entendendo, KiBummie. – disse MinHo suavemente, segurando Key pela mão quando este tentou ir para a porta. – Você disse que não iria fugir.

- E não estou fugindo, caramba! – exclamou, bufando. – Só não quero...

- Não quer o que?

-... Nada. — se soltou do agarre do maior e correu para a porta, saindo a passos rápidos.

Estava com medo, mas não sabia do que. O pior é que era tão idiota... Sabia que se aceitasse o que MinHo propusera estaria fazendo o mesmo que brincar com fogo; ter medo de se queimar apenas quando já está com os dedos nas chamas não era muito inteligente de sua parte, mas não podia evitar. Não queria nem ver a expressão do Choi, teria todo o cuidado para que não o visse novamente, porque se acontecesse o que quase aconteceu minutos atrás, se sentiria ainda mais estúpido.

Assim que vira JinKi sentado em um banco com JongHyun não pôde evitar se sentir aliviado e ao mesmo tempo culpado. Mas agora poderia fugir e isso o que contava.”

- Key não te quis? – JongHyun riu. – Isso faz com que eu me sinta melhor.

- O fato dele não me querer faz você se sentir melhor? – MinHo sorriu torto – Só porque agora me terá apenas para você, não é? Quanto egoísmo, JongHyun...

- Na verdade, só me sinto bem porque agora somos a perfeita dupla de renegados que ninguém quer.

- Mas eu te quero, Jjong. – sorriu, erguendo a mão para acariciar a bochecha do menor que bufou e se afastou do toque.

- Você quer todo mundo, Choi. – revidou – Muita ganância para uma pessoa só.

- Sabe... Poderíamos nos casar.

- O que?!

- Acho que nos daríamos bem em muitos aspectos.

- Ficou louco? Não me casaria jamais com um imbecil você, porque meu-

- Se você disser algo como “porque meu coração já tem dono”, juro que te darei um soco, JongHyun.

- Idiota. Eu ia dizer que é porque meu bom gosto não permite que eu cometa um erro como esse. – ergueu uma sobrancelha – Sem contar que eu não suporto essa sua cara.

- Não suporta? O que quer dizer com isso? – MinHo usou um tom falsamente ofendido – Sou alguém perfeito para...

- Para falar porcarias. – completou Jjong sorrindo – Infelizmente, já me acostumei com isso.

MinHo passou o braço ao redor dos ombros largos de JongHyun, que mesmo se retesando um pouco pelo contato não se afastou como das outras vezes que o Choi fizera aquilo. O maior apoiou a cabeça na do Kim e exalou sonoramente. Realmente, ele e JongHyun faziam uma dupla perfeita, mas estavam naquela situação em razão das próprias escolhas... Não é?

- Quero sua amizade, Jjong. – disse. – Vamos ser amigos? – o menor se virou para olhá-lo.

- Você está falando sério?

- Amizade colorida. – concordou – Com direito a brigas ferozes e depois sexo ardente.

- Ugh, estou ficando excitado só de pensar. – ironizou o outro rolando os olhos.

- Está? – MinHo ergueu uma sobrancelha com um olhar malicioso.

- Não.

Acabaram rindo. Como dissera JongHyun, MinHo era um grande falador de porcarias. Mas grande parte do que dizia era da boca para fora; não era de hoje que ele se sentia bem em dizer coisas que irritavam o Kim, já tinha percebido aquilo pouco tempo após terem se conhecido. Era mais forte que ele e sabia que mesmo respondendo no mesmo tom ou xingando-o com um palavrão qualquer, Jjong não se importava tanto. E isso fazia Choi notar que começara a prezar a presença do Kim, além do conceito sexual que ao estar com ele JongHyun impelia inconscientemente.

Não seria de todo ruim se fossem amigos.

- Que tal a gente beber um pouco? – propôs MinHo, se levantando do banco. JongHyun entrecerrou os olhos.

- Não, obrigado.

- Por que não?

- Não estou com vontade de sair com você para depois, no meio da noite, você sumir assim como fez agora a pouco para se comer com alguém. – contrapôs.

- Prometo que não farei isso. – sorriu docemente e pegou o menor pelo braço, fazendo-o se levantar. – Esta noite, serei apenas seu.

Notas finais
O que acharam? Eu tinha pensado que a cena JongYu me daria uma pena de morte, mas não ficou tão trágica, né? /corre/
Ah é, no twitter eu tinha dito que teria lemon, me desculpem ;____; se tivesse o lemon completo não daria certo com uma cena que virá no próximo capítulo ;____;
Mas e aí, ficou cansativo de se ler? O capítulo ficou bom, ruim? Deixem reviews, seus lindos ♥
Beijos meus e até a próxima semana (talvez~) ;**