Obsession

15 Se importar


Notas iniciais
Olá gente~ Quanto tempo, não é? ;_; ME DESCULPEEEM~~~~~~
Eu fiquei em um terrível bloqueio essas semanas aí, tive que espremer meu cérebro para que pudesse sair algo decente nesse capítulo e não postar apenas em dezembro (apesar que amanhã já começa né :'D) e corri para escrever.
O capítulo em si ficou um pouco - muito - lixosinho, mas relevem, já que eu estava block até agora, pls ;_; E o capítulo saiu até grande demais ;_;
Boa leitura ♥

Já passava das onze horas da noite. MinHo e JongHyun estavam sentados em um canto do bar, tomando o que restava de suas cervejas. Para uma primeira saída “de verdade” com o Choi, Jjong até que tinha se divertido bastante. MinHo, mesmo tendo sua língua afiada, era alguém que sabia — ou não, realmente — o momento e as palavras certas para dizer quando se precisava. Naquela noite o rapaz cumprira o que havia prometido para o Kim: não o abandonara nenhuma vez para se pegar com alguém. Ou melhor, talvez tivesse ido sorrateiramente algumas vezes; quando JongHyun se via entretido pela apresentação da banda local e voltava o rosto para o maior, notava que este estava conversando com uma garota ou rapaz. Mas não se importava.

Era algo bom ter alguém com que passar o tempo. MinHo era uma boa companhia, quando lhe convinha. Ele fitou o próprio copo, ponderando sobre todas as palavras que já haviam saído da boca do Choi desde quando se viram pela primeira vez. Aquilo era tão irônico, não era? O mesmo Choi MinHo que havia dito ser melhor JongHyun procurar outro amigo, dizendo coisas sem sentido como “não queremos que perca sua inocência nesse jogo”, era agora o que lhe “oferecia” de certa forma uma amizade um tanto quanto estranha. Mas não seria algo ruim aceitar, não é? Pensando bem, talvez já tivesse aceitado fazia tempo, só não queria admitir.

Suspirou.

– Certo, aceito sua proposta, Choi. — disse JongHyun com um sorriso resignado. — Acho que não é algo tão ruim afinal, aceitar sua amizade. – o maior o fitou.

– Eu sabia que você aceitaria. — MinHo virou o restante da bebida em seu copo direto em sua boca e sorriu levemente. O menor fez cara feia. — Não estou “me achando” ou algo do tipo, se é o que pensa. Apenas sei o quão sozinho você ficará se sentindo, agora sem JinKi.

– Me sentir sozinho...? Eu não me sentiria sozinho apenas por “não ter mais o Onew”.

– Ah, não? – perguntou MinHo em um tom que beirava a ironia.

– Claro. – torceu o nariz – Hum, sabe, eu fiz o que você disse para fazer. Contei meus sentimentos para ele.

– Finalmente? — quis saber, virando o rosto para encarar JongHyun. – E como foi?

– Onew disse que algo como “é tarde demais”, “você teve outros momentos para dizer isso”... Coisas assim. — bebericou de sua bebida com uma carranca. — Estraguei nossa amizade.

– Não diga isso, Jjong. É apenas por um tempo, vai ver. – ergueu a mão para acariciar o topo da cabeça de JongHyun.

– Choi MinHo está tentando me reconfortar, é isso mesmo? — o Kim fez uma expressão de espanto e levou um leve empurrão de MinHo.

– Eu sei que você queria ouvir que com JinKi ou sem JinKi, você ainda tem à mim. — zombou — Mas vocês dois são muito idiotas. Isso é falta de sexo, sabia?

– Cala a boca! — resmungou, mas terminou por gargalhar. — Seu estúpido.

– Ainda não entendo o motivo para Onew ter escolhido Joon e não eu. É apenas por eu ser um pouco oferecido ou algo do tipo?

– Será que é porque além de vadio, você também é irmão dele? — ironizou — Quem ficaria com um irmão?

– Eu?

– Você é um caso perdido, não adianta nem te contradizer. Eu que não entendo o motivo para ele não me querer.

– Fala sério. — MinHo bufou — Com Joon se adiantando e fazendo o que desejava sem medo, é óbvio que você foi muito atrasado. E não foi por falta de avisos.

– Humpf. — JongHyun deu de ombros e se levantou do banco onde estava. MinHo terminou sua bebida e também se levantou, seguindo o menor que estava saindo pela porta do bar sem explicações. Kim enfiou as mãos nos bolsos da calça jeans e fez um bico conforme MinHo foi até ele.

– O que foi?

– Nada.

– Olha, se está com... Sei lá, raiva de si mesmo por não ter contado para Onew antes...

– Não é isso. — retrucou. — Quero dizer...

– Então o que? Pode se abrir para o MinHo aqui — MinHo tocou o rosto de JongHyun com gentileza, beijando-o no pescoço quando este tentou se afastar dele. — Hum?

– Sai daqui, Choi! — reclamou, as bochechas se enchendo de ar. — Para de ficar fazendo essas viadagens no meio da rua!

– O que tem? Não tem praticamente ninguém além de nós aqui, Jjong. – beijou-o novamente, mas desta vez nos lábios, segurando o rosto de JongHyun com uma mão. Sorriu. – E é apenas com você que faço esse tipo de viadagem, JongHyun.

– Cai fora – resmungou, mas seu tom de voz não foi firme o suficiente e MinHo não se importou de tomar-lhe os lábios outra vez, ficando estranhamente satisfeito quando JongHyun não fez que se afastaria novamente. Passou o polegar contra a bochecha do menor, aprofundando o beijo.

E aquele encontro de lábios, parecia tão diferente dos outros que JongHyun já havia trocado com MinHo antes que o Kim ficou um pouco atônito. Mas seria errado dizer que apesar de gostar dos beijos urgentes e ansiosos, também gostou da forma como os lábios quentes e macios do maior tocavam os seus com vagar naquele momento? Pela primeira vez, JongHyun realmente sentia que não existia apenas o desejo físico por parte de MinHo. Não que se importasse sobre como o Choi se sentia sobre ele, mas notara a sutil mudança até mesmo em como o moreno lhe falava. Aquele tão comum sarcasmo misturado à malícia ainda não haviam sumido; acreditava que talvez nunca se fosse completamente, mas talvez, de alguma maneira, até mesmo a malícia das palavras de MinHo tinha se tornado doce aos ouvidos de Jjong.

Mas o que estava pensando, afinal? Talvez, por ambos serem “renegados”se sentissem bem um com o outro. Talvez, por se sentirem bem um com o outro, alguma coisa tenha os unido de uma forma diferente da que imaginaram. Não tinham passado muito tempo juntos, comparando aos anos de amizade que tinha com JinKi, mas isso realmente significava alguma coisa? Sempre que se encontravam era para discutir ou “ficar” rapidamente, e não era JongHyun quem pedia por isso, mesmo que quisesse fazê-lo. Era engraçado e ao mesmo tempo estranho.

Passou os braços ao redor da cintura estreita de MinHo, puxando-o mais de encontro ao próprio corpo, entreabrindo os lábios para que a língua do Choi entrasse na cavidade úmida de sua boca. Sentiu o suave afagar em seus cabelos e se retesou um pouco quando sentiu a mão livre de MinHo descer até suas nádegas que estavam deliciosamente aderidas ao jeans colado que passara a gostar de usar.

– O que está acontecendo? – perguntou MinHo com um mínimo sorriso ao findar o beijo – Parece que...

– Parece que algo mudou. – disse JongHyun franzindo o cenho.

– Eu diria algo como “parece que não existe mais tesão entre nós”. – falou simples. – Mas não creio que esse seja o caso. – para provar o que dizia se afastou minimamente de Jjong, apenas para colocar uma mão entre os corpos de ambos, descendo à altura de seus membros meio flácidos. – Não faltava muito para ficarmos duros, acho que isso não mudou.

– Que? – o menor gargalhou e empurrou Choi – Você não sabe quando parar, hein!

– Sabe Jjong – começou –, eu poderia dizer que estou agindo “assim” com você por não sei, pena. – contou – Mas seria mentira.

– E por que está agindo “assim”, então?

– Não sei se começou a partir daquele negócio entre Joon e Onew, mas comecei a notar que eu meio que... Me importo com você. – suspirou – Eu ficava pensando em como você ficaria caso JinKi decidisse ficar com Joon, se ficaria triste ou mal.

– E o que quer dizer com isso? – MinHo começou a caminhar, passando o braço ao redor dos ombros de JongHyun para fazê-lo acompanhá-lo.

– Não que eu quisesse isso, na verdade. Mas confesso que fiquei aliviado quando JinKi me disse que escolhia Joon. Talvez porque assim eu poderia me focar um pouco apenas em você.

– Isso é algum tipo de declaração de amor? – zombou JongHyun – Eu sei que na verdade você apenas me queria fora da jogada.

– Me deixe refletir sobre isso, ok? – brigou e cruzou os braços – Eu não te queria fora da jogada, realmente. Você mesmo disse que sou ganancioso e é verdade. Não me importaria em acabar com a amizade entre você e Onew, não se isso facilitasse meus propósitos.

– Agora não precisa mais querer fazer isso. Não acredito que ainda haja algo assim entre o hyung e eu.

– Aí está algo que eu discordo completamente. – retrucou MinHo – Acho que por mais que algo esteja abalado entre vocês, sei que logo tudo estará bem novamente. Não penso que o relacionamento dele com Joon hyung durará muito tempo.

JongHyun olhou de relance para MinHo que apenas deu de ombros e fitou o céu noturno. O maior sorriu torto e depois fez um bico, alongando os braços. Ele olhou para o Kim e riu pelo fato deste estar o encarando com os olhos semicerrados.

– Que tal darmos uma passadinha na casa do Onew, ver se ele está com Joon?

– Não estou com vontade. – pronunciou indistintamente. Não queria ver Onew sorrindo afetuosamente para Joon, trocando aqueles olhares cheios de segredos que já vira os dois trocando.

– Vamos lá... Caso algo esteja acontecendo entre os dois, eu tampo seus olhos com minhas mãos. – brincou – Não seja covarde agora, JongHyun.

– “Não seja covarde agora”? – repetiu – Eu sou covarde sempre, Choi.

– Por favor – rolou os olhos e deu um tapinha no ombro do menor. – Vamos logo. Seja covarde mais tarde, ok?

Soltando o ar que estava prendendo, JongHyun fez um bico desaforado, mas foi para o lado de MinHo que já estava caminhando à sua frente. O maior riu quando o Kim se aproximou, o que fez com que JongHyun lhe desse um soco no ombro.

– Fica quieto e vamos logo, então. – resmungou com um tom de voz raivoso. Mas a sombra de um sorriso estava em seus lábios.

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– Seu punk!

Yang SeungHo sorriu levemente quando Joon lhe deu um empurrão assim que pagaram os bolinhos que compraram em uma barraca de comidas. Não se lembrava de como era bom passar um tempo com o mais novo, já que quando este começara seu namoro com HyunA, fora completamente monopolizado por ela. Enquanto pensava nisso, sentia uma pitada de felicidade pelo término do relacionamento dos dois, e não era apenas porque finalmente Joon tinha se livrado de uma relação que poderia ser futuramente destrutiva. Sempre soube que talvez, sentisse por ChangSun um carinho maior do que o normal; eles eram como irmãos, nos tempos escolares. SeungHo era o incrível e rebelde irmão mais velho, enquanto Joon era um jovenzinho nerd que após se formar decidiu viver a vida de uma maneira mais radical.

Mas para ChangSun, radical era faltar um dia na faculdade para passar a tarde jogando videogame. Tão bobo...

– Sério, hyung! Nunca fui um cara que podia ser controlado por mulheres, HyunA foi apenas um...

– Se é o que você diz... – gargalhou. – Por falar nela, TaeMin disse que você está saindo com outra pessoa, agora. – falou com descaso – Foi bem rápido.

Joon ficou em silêncio e concordou com a cabeça, ficando um pouco corado. Ele suspirou, olhando para os próprios pés e logo em seguida sorriu para SeungHo.

– É verdade. Estou saindo com outra pessoa. – disse. – Acho que foi mesmo um pouco rápido demais, não é? – gracejou.

– Não sei, se você acha que foi uma decisão boa estar com alguém, não importa se foi rápido demais ou não. — acenou levemente, ponderando que era realmente isso – E como ela é?

– Ah, ela? – o mais novo mordeu o lábio inferior. – Bom... Eu teria que dizer isso uma hora ou outra, não é mesmo? A verdade é que... não é uma garota.

– Um rapaz? Você está querendo dizer que...

– Sim, eu estou saindo com um rapaz. Muito bonito e legal, por sinal.

– Isso meio que... Não me surpreende. – começou a rir – Você sempre teve esse jeitinho...

– O que quer dizer com isso?! – deu um empurrão no mais velho. SeungHo apenas deu de ombros e começou a comer um dos bolinhos em sua mão. – Mas enfim.

– Quando vai me apresentar a ele? – quis saber. – Estou curioso, meu sexto-sentido diz que é um provável menor de idade.

ChangSun lançou um olhar pasmo para o Yang. Desde quando estudavam juntos SeungHo sempre descobria tudo o que ele estava fazendo ou pensando, chegando a ser assustador. ChangSun achava que era por SeungHo ter vários espiões em todas as turmas, mas não sabia que a razão na verdade era que mesmo sem perceber, o homem o observava todo o tempo. Mesmo que a culpa disso tenha sido do próprio Joon, que era um estudante completamente problemático em um bom sentido; se é que se tinha um bom sentido nisso.

– Por que acha isso? – perguntou Joon. SeungHo riu e deu-lhe um tapinha na nuca.

– Porque você sempre teve tendência a ser um pedohyung.

– Humpf. – bufou. – Bom, você já o conhece.

– Mir? – exclamou o mais velho com um tom completamente chocado. – Não acredito nisso, Joon.

– Que, claro que não! – gargalhou. — Você não conhece há tanto tempo assim.

– Hum... Um jovem menor de idade que não conheço faz muito tempo... — mordeu o lábio inferior, pensando sobre quem poderia ser — Não conheço muitos garotos jovens, além de seu irmão e do Mir, pelo menos.

– Pense um pouco, porque eu não falarei nada. – disse Joon, balançando a cabeça.

– O garoto da lojinha na frente do seu prédio? – brincou SeungHo, recebendo em resposta um olhar maligno de ChangSun – O que, ele é bem bonitinho.

– Cala a boca, hyung. – resmungou – Não é o garoto da lojinha.

– Bom, acho que não preciso descobrir quem é agora. Você me apresenta a criança depois.

– Ele não é uma criança! Onew já tem dezoito anos, ok. – retrucou o mais novo, enchendo a boca de ar quando SeungHo ficou com a boca moldada em um “O” de surpresa.

– Onew...? Você está falando que aquele rapazinho que estava com você no hospital no dia em que TaeMin sofreu o acidente, é o seu namorado? – questionou abismado. – E tem apenas dezoito anos? Você pode ser preso, sabia? Pedofilia é crime, ChangSun. – zombou.

– Ah, me deixa em paz! – reclamou enfezado. – Mudando de assunto agora...

– Mudando de assunto? Nada disso, quero saber mais sobre o seu relacionamento. – o maior entrou na frente de Joon, impedindo-o de passar. – Porque tem algo que me deixou curioso, sabe.

– Uh, lá vem. O que é?

– Vocês são... Homens. – sussurrou o Yang, erguendo uma sobrancelha – Você pensa em... Vocês dois...

– Hum?

– Pare de fingir que não sabe do que estou falando, por favor. – pediu, parecendo também um pouco constrangido. –Você é um cara mais velho, Joon. Mais... Experiente.

– E o que tem?

– Ah, como assim “e o que tem”? – bufou – Você sabe como homens fazem “aquilo”, não sabe?

– Espera, você está querendo dizer... Sobre “aquilo”? – fez uma careta estupefata – Aish, hyung! Por que todos vocês só querem saber disso?

– Eu falei que é a curiosidade, oras. – falou SeungHo – Não vai me responder? Por exemplo... Se pretende ser ativo do garoto ou... Passivo? – sussurrou a última palavra propositalmente, rindo alto em seguida, o que apenas fez as bochechas de Joon corarem furiosa e constrangidamente.

– Ah, cala a boca! – o mais novo cruzou os braços e fitou o chão – Isso não é da sua conta!

– O que você quiser – disse de modo irônico – Você não tinha que buscar TaeMin na casa do Mir?

– Uh, é mesmo! – Joon ajeitou a postura e exalou, puxando o mais velho pelo braço – Vamos, você que vai me levar lá, hyung.

– Por que eu?

– Nós viemos no seu carro – recordou para o amigo, que concordou com um aceno de cabeça. – olhou em seu relógio de pulso – Está mais do que na hora, vamos logo!

– Mas não pense que o assunto de ativo ou passivo foi deixado de lado, hein. – alfinetou o Yang com um sorriso zombador. ChangSun não respondeu, apenas correu na frente do mais velho.

O sorriso que SeungHo esboçava aumentou. Era algo bom... Estarem retomando a amizade. Algo muito bom.

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JinKi se revirou na cama mais uma vez, o corpo confortavelmente coberto por dois cobertores e a cabeça apoiada pelo fofo travesseiro. Tinha se deitado fazia mais ou menos trinta minutos, e por alguma razão, o sono não vinha de maneira nenhuma. Ele estava completamente inquieto, e parecia que não conseguiria dormir tão logo quanto pensava. Seus olhos se abriram e ele fitou o aparelho de celular sobre o criado-mudo ao seu lado. Naquele horário, JongHyun deveria ainda estar acordado, talvez jogando ou fazendo alguma outra coisa que, para JinKi era inútil, mas ao mesmo tempo divertida. Se ainda estivessem se falando normalmente, o Lee ligaria para o amigo e o convidaria para uma partida online como costumavam fazer às vezes. Mas não, dessa vez não poderia fazer isso. Suspirou intensamente e se virou novamente, ficando agora de barriga para cima. Que droga.

Aquele dia fora todo errado. Decidira ir ao cinema com KiBum porque queria esvair um pouco os pensamentos sem sentido que viera guardando consigo a semana toda e Joon não estaria com ele, já que sairia com SeungHo. JinKi tinha ficado tão surpreso e aliviado quando Key o chamara para sair que nem sequer pensou duas vezes e aceitou o convite, aproveitando-se de que ele e o mais novo agora tinham algo que talvez virasse futuramente uma poderosa amizade. E não era porque se arrependia de tê-lo aceitado que agora os pesados suspiros insistiam em sair de seus lábios. Na verdade, nem ele sabia o motivo.

Deu outra rápida olhada no aparelho celular e fechou os olhos com força, se sentindo frustrado pela falta de opções que tinha para ocupar sua mente. Tentou pensar um pouco em ChangSun, e em como ele estava bonito e sorridente na última vez que tinham se visto, na tarde do dia anterior; não adiantou. Mudou seus pensamentos para o quão entediante era ficar no escritório da empresa durante as tardes, enquanto outros jovens de sua idade saíam ou faziam algo do tipo para se divertir. E sem querer, se pegou pensando no começo da semana, quando fora entregar alguns papéis para MinHo e encontrara a porta da sala do Choi trancada, e JongHyun estava com ele, ali dentro.

– Que droga – praguejou baixinho, tirando o travesseiro de debaixo de sua cabeça e apertando contra o rosto. Quase deu um grito assustado quando seu celular começou a tocar, pegando o aparelho e ficando um pouco alegre e ao mesmo tempo um pouco decepcionado quando viu que quem ligava era MinHo. – Alô?

– Onew, está em casa? – perguntou o Choi do outro lado da linha – Estou entrando.

– Entrando? Aqui? – sentou-se na cama – Espera-

Não se preocupe com nada, ok? Já estou entrando, só liguei para avisar. – e desligou.

JinKi jogou o aparelho celular sobre a cama e se levantou da mesma, calçando suas pantufas e saindo do quarto. Desceu as escadas com passos hesitantes, se perguntando o por que de MinHo ter decidido ir ali naquele horário. Talvez fosse para dizer algo sobre JongHyun... Chacoalhou a cabeça, afastando os pensamentos estúpidos e girou a chave na fechadura, ficando completamente surpreso ao ver não apenas MinHo, mas também JongHyun à sua frente.

– Olá, JinKi. – sorriu o maior, entrando e passando pelo Lee que apenas piscou, dando espaço para que um hesitante JongHyun fizesse o mesmo. – Eu e Jjong ficamos com saudades e viemos te ver.

– Oi, hyung – murmurou JongHyun.

– JongHyun, MinHo... Que inesperado vocês dois vindo juntos. – disse JinKi, fechando a porta e se virando para os dois rapazes que o encaravam.

– É que eu e Jjong ficamos muito próximos esses dias, sabe. – JongHyun estreitou o olhar e depois rolou os olhos para o muxoxo que o Choi fez.

– Ah, claro. – esboçou um sorriso – Sentem.

– Hm... Você estava dormindo antes do Choi ligar? – perguntou o Kim, olhando para o já conhecido pijama verde de bolinhas que JinKi usava quando ia dormir, e que este vestia naquele momento.

– Não, eu estava tentando, na verdade.

– Estou com fome, que tal o dono da casa trazer algo para as visitas comerem? – propôs MinHo, levando um tapinha na nuca por JongHyun. – O que?

– Eu também estou com fome, esperem aqui que já volto. – concordou Onew, com uma expressão estranha no rosto afável.

– Você bem que poderia ajudá-lo, não é Jjong?

– Você está aprontando o que, agora? – questionou. – Eu não vou para aquela cozinha novamente, não tão cedo.

– Para de ser chato, Jjong... – e puxou o menor em direção à cozinha. – Todos nós temos que ajudar aqui.

E no comecinho da madrugada, os três rapazes estavam sentados no comprido e felpudo tapete da sala, pratos com fatias de pizza sobre os joelhos, algo que decidiram pedir ao notarem o desastre que eram cozinhando juntos. As luzes estavam apagadas, apenas a luz que vinha da televisão clareava suavemente seus corpos relaxados. MinHo estava sentado entre JongHyun e JinKi, que comiam em silêncio enquanto fingiam estar prestando atenção no filme de suspense que estava passando. Rapazes difíceis.

Se espreguiçando, MinHo esticou os braços e passou ambos pelos ombros dos outros rapazes, trazendo-os de encontro ao seu corpo.

– E-ei, MinHo. – reclamou JinKi – Assim eu não consigo prestar atenção no filme.

– É o que você tá fazendo? – JongHyun ergueu um pouco a cabeça –Será que dá para me soltar?

– Não. – respondeu MinHo – Aproveitem que hoje estou com um forte sentimento de união e amor para com todos. Quero ficar assim.

– Mas eu não quero.

– MinHo, o filme...

– Shiu vocês. – sussurrou e fechou os olhos.

Onew mordeu o lábio inferior quando tentou afastar-se do mais alto e este apertou-o ainda mais contra seu corpo. Ele olhou para JongHyun, que estava com uma careta e franziu levemente a testa, enquanto ponderava sobre o menor. Queria falar com ele como antes, mas o Kim não parecia aberto para isso. Então por que ele viera com MinHo, se sabia o quanto as coisas estavam estranhas entre ambos? Abriu a boca, pensando no que poderia dizer.

– E então, Onew – Jjong falou antes dele, em um tom baixo – Tudo bem? – voltou-se levemente para fitar o rosto de JinKi, que estava muito próximo do seu já que MinHo não o deixara se afastar.

–... Sim e você, como está?

– Estou bem. – respondeu – Então... Hoje a tarde você não se encontrou com Joon hyung?

– Não, só com Key mesmo. – exalou – E você passou o dia todo com MinHo?

– Bem... É. – disse – MinHo me chamou para beber algo depois que... Nos vimos no shopping.

– Vocês parecem bem próximos agora. – comentou JinKi, erguendo o olhar para fitar o rosto de MinHo que ainda continuava com os olhos fechados, parecendo não ouvi-los – Eu estou feliz por isso.

– Está mesmo? – indagou Jjong – Isso quer dizer que você... Não se importaria se Choi virasse meu melhor amigo? – o Lee abriu levemente a boca, se afastando do corpo de MinHo que por sua vez, não fez nada para impedir; nem ao menos se mexeu.

– Agora MinHo está virando seu melhor amigo? – se ergueu e deu um pequeno passo para trás quando JongHyun também se afastou do Choi e fez o mesmo.

– Não, mas e se ele virar? Você não vai se importar? – dessa vez, MinHo abriu os olhos e dirigiu seu olhar para o menor.

– Vão começar a discutir relacionamento? – inquiriu em tom entediado – Apesar de que eu também estou curioso para saber, você não se importaria, JinKi? De JongHyun dar mais atenção para mim, agora?

–... Eu não sei, acho que não. – JinKi deu um sorriso nervoso. — Eu ficaria feliz, acho, por vocês.

– Mentira. – sussurrou MinHo para que os dois rapazes não puderam ouvir, e se levantando e tirando o celular de dentro do bolso de sua calça. – Acho que está na hora de eu ir.

MinHo olhou o visor do celular que mostrava o sinal de nova mensagem de texto em sua caixa de entrada. Ele ficou um pouco inseguro de abrir, ainda mais depois que viu que quem havia enviado era KiBum. Mas não demonstrou e apenas ergueu o rosto novamente para lançar um curto sorriso para JinKi que estava encarando a televisão ainda ligada.

– Vou indo, Onew.

–... Já?

– Eu vou junto. – Jjong se pronunciou, indo até MinHo. O maior fez que não com a cabeça.

– Você fica dessa vez, Jjong. Tenho um lugar para ir... Sozinho, sabe.

– Vai se prostituir? – zombou JongHyun — Estou brincando.

– Suas brincadeiras são pelo motivo de você me amar muito, não é Jjong? — o maior notou a estranha careta que tomou rapidamente o rosto de Onew e rolou os olhos, suspirando, pensando que realmente o melhor que faria era deixar aqueles dois sozinhos para resolverem seja lá que tivessem para resolver. — Cuidado com o que farão enquanto eu estiver fora, crianças.

E sem mais palavras, ele calçou seus coturnos rapidamente e se dirigiu até a porta, acenando levemente para JongHyun que balançava a cabeça como se ficar sozinho com JinKi fosse como entrar em uma terrível “roubada”. MinHo pegou novamente o celular, abrindo a mensagem e sentindo uma estranha apreensão tomar conta de si ao lê-la: “Preciso falar com você, Min. É sobre o seu tão querido... “Jogo”. Sei que tá tarde, mas poderia vir até minha casa? O endereço é...”

Jogo? MinHo acreditava que depois do que tinha acontecido naquela tarde, KiBum não iria querer fazer parte do “jogo” tão rapidamente assim, então o que o rapaz poderia estar querendo falar com ele sobre? Mordeu o lábio, saindo da casa de JinKi e fechando a porta atrás de si. Sabia também que era idiotice ir na casa do menor, poderia muito bem dizer que não iria e continuar com JongHyun e JinKi; mas tinha a leve sensação que aquele clima estranho entre os dois só piorava em razão de estar por perto. Bem, que eles se resolvessem de uma vez. Se não fosse possível eles se acertarem... A posição de MinHo como o “consolador aproveitador” continuaria, como sempre.

Riu secamente. Sim, ser um “consolador aproveitador” nunca parecera algo tão bom a se fazer, não até aquele momento.

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Na sala da casa de JinKi, o ambiente parecia um velório. Assim que MinHo saíra, JongHyun simplesmente sentara novamente e enfiara a fatia de pizza mais próxima que vira, em sua boca. Não sabia o que dizer, não sabia o que fazer. Quando perguntara para JinKi se ele não se importaria com o fato de Choi vir a ser seu novo melhor amigo, perguntara sem realmente querer saber a resposta. Não queria saber que para Onew tanto fazia se ele estava longe ou perto, se tinha outros amigos ou não. Achava que o mais velho se importaria, sim, mas ouvi-lo dizer que na verdade achava que ficaria feliz, destruíram todas as esperanças — se é que ainda tinha alguma — de JongHyun.

Onew não ousara sentar do lado do amigo, apenas ficara em pé no mesmo lugar onde estava quando Choi dissera que ia embora. Ele olhou para o lado, querendo dizer algo para JongHyun, dizer o quanto era legal ele estar ali, mas não conseguiu. Porque não era legal JongHyun estar ali. Era qualquer coisa, exceto legal. Tudo o que queria era pegar o Kim pelos ombros e gritar, pedir que voltasse a agir com ele como antes, mas não era possível fazer isso e nem teria coragem para tanto; não quando ele mesmo agia da mesma forma.

– JongHyun...

– Eu acho que é melhor eu ir. — disse o menor abruptamente, se levantando. — Foi uma ótima noite, hyung.

– Mas você nem terminou de comer sua fatia de pizza — murmurou JinKi, cabisbaixo.

– Ah — riu — Acho que estou cheio, já. Bem, valeu.

– Mas... — O menor apenas sorriu levemente, ajeitando o moletom que usava no corpo esguio.

– Tchau, hyung. — falou, passando uma mão nos próprios cabelos castanhos, tomando o cuidado de não olhar muito para o rosto de JinKi e balançou a cabeça, pronto para ir embora. — Até qualquer dia. — o mais velho cerrou os punhos e foi até JongHyun, segurando-o pelo braço quando este se aproximou da porta.

Seu coração perdeu uma batida enquanto seus lábios se abriam para que pudesse dizer as palavras.

– Não... Não vá.

Notas finais
Então, né... Esse final ficou horrível :'D
O capítulo todo ficou estranho, me perdoem os diálogos fail, pls ;__;
Deixem reviews para eu saber o que acharam, sim? :'3
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Beijinhos e até a próxima (prometo que demorarei menos, ou tentarei) ;***

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[editado] E gente, a fic também está sendo postada no AS, então, quando dia 3 de dezembro chegar, já sabem. Estarei atualizando lá. ♥
Aqui o link http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-shinee-obsession-410747 [/editado]
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.