Obsession

12 Desconhecido


Notas iniciais
Olá gente~ Tudo bem? :3
Então estou postando agora, 2h da manhã, quando era para eu estar dormindo já que 6h tenho que levantar novamente, por isso me amem -sóqn
kkkk Esse capítulo ficou um pouco sem sentido, mas o pior é o nome dele, só tem um pouquinho de algo a haver com uma coisinha aí.
Espero que gostem~ Revisei muito rápido e provavelmente estará cheio de erros, mas logo arrumo, sim?
Boa leitura!

“- Sr. Suk... O que o senhor está fazendo? — perguntou, ao sentir as mãos ásperas do homem acariciando seu braço.

O homem apenas sorriu maliciosamente.

Fazia muito tempo que queria estar com aquele garoto e só não o fizera antes porque, infelizmente, a mãe dele nunca o deixava se aproximar. Mas agora, ela estava morta. As moças do orfanato onde ele ficara eram muito bobas e não se importaram nem em perguntar o grau de familiariedade que tinha com o garoto, deixaram-no levá-lo para passar a tarde com ele sem cerimônia. O rapaz parecera relutante, mas estava cabisbaixo demais para falar alguma coisa. Pelo que soubera, seu único amigo havia sido adotado na semana anterior e aquilo o deixara realmente depressivo.

Bem, aquilo era melhor para ele.

– Quero te fazer sentir melhor, MinHo. — disse em tom afetuoso — Sua mãe não gostaria se você ficasse andando triste por aí.

– Não precisa, obrigado. — recusou MinHo, se afastando do toque do homem mais velho, mas este segurou-o pelo braço novamente e o fez se sentar no sofá velho de sua sala pequena. — Eu não quero, Sr. Suk. — repetiu o rapaz, dessa vez com mais firmeza.

– Claro que você quer. Estou preocupado com você... — ele acariciou MinHo com o polegar, mas o toque parecia qualquer coisa, exceto inocente ou preocupado. MinHo conhecia o olhar que Sr. Suk estava lhe lançando, já recebera alguns antes e muitos haviam sido do próprio homem, que sempre estava com sua mãe.

MinHo sabia o que o homem queria fazer, e seus instintos lhe diziam para correr assim que tivesse chance, então olhou para a esquerda, na direção onde ficava a porta. Mas se lembrava que esta havia sido trancada assim que entrara com o mais velho e isso apenas o fazia se odiar mais ainda, deveria ter recusado o convite para passear, porém pensara que seria melhor ocupar a mente com alguma coisa que não fosse KiBum e sua péssima despedida para com ele.

Enquanto o toque do sr. Suk descia por suas bochechas e iam para seu pescoço e costas, os olhos do Choi corriam nervosamente de um lado para o outro ao redor da sala, na procura do lugar onde o mais velho poderia ter colocado as chaves da porta. Tinha que sair logo dali. Quando sentiu as mãos do homem vagarem para suas coxas, MinHo se levantou de sobressalto e arregalou os olhos, dando alguns passos para trás quando Suk também se levantara.

– Onde pensa que vai? Não precisa ficar assustado. — falou — Já disse que só quero te fazer sentir melhor...

– E eu já disse que não quero.

– Você vai querer, sim, garoto. — ele cortou a distância que tinha entre si e o mais novo, pegando-o pelo pulso e fazendo-o encarar seu sorriso sem humor. — Estou esperando por isso faz muito tempo.

– Por favor, me solta sr. Suk. — pediu MinHo, a voz saindo tremida. Sua face estava rubra e aquilo fez o mais velho ficar ainda mais excitado. Aquele garoto... Parecia saboroso e inocente demais para simplesmente deixá-lo ir.

– Não. Não vou te soltar. — respondeu — Não até eu tiver gozado o bastante."



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– Oi, Onew. – Joon estava esperando-o na frente da empresa. Ele estava com um sorriso radiante e JinKi se repreendeu por ser tão idiota por ter ido beber com um estranho, mas também agradecia por não se lembrar do que seja lá o que tivesse feito com KiBum.

Algum milagre poderia ter acontecido e talvez os dois apenas beberam muito e acabaram desmaiando em um quarto de hotel barato qualquer, com algumas estranhas marcas no corpo e os traseiros doloridos. Não podia refutar essa probabilidade. Não podia e não iria. Seu coração estava tão apertado que quase não conseguiu encarar ChangSun quando este foi ajudá-lo a entrar no carro.

– Você parece um pouco doente, está tudo bem? – perguntou Joon, com preocupação. JinKi fez que não com a cabeça, o rosto ficando levemente vermelho, ele estava muito fofo, mesmo com aquelas olheiras ao redor dos olhinhos castanhos.

– Não é nada... Só... Tive uma noite um pouco difícil, hyung. – falou baixinho.

– Foi pelo o que eu disse? – não conseguiu deixar de fazer a pergunta. – Desculpe, eu sei que foi muito rápido, e que...

– Não! Não foi por isso! – exclamou JinKi, colocando as mãos nos ombros do mais velho que quase se assustou com a ação súbita do mais novo, piscando, surpreso. – Ai hyung, eu sou uma péssima pessoa...

– Por que você seria uma péssima pessoa, Sr. Lee JinKi? – sorriu e afagou a cabeça de JinKi, quando este apoiou a testa contra seu ombro e pareceu choramingar. – Para mim você não é assim.

Ouvir Joon falar que ele não era assim aos olhos dele, fazia JinKi se odiar ainda mais. Se possível, na próxima vez que encontrasse KiBum faria um pacto de sangue com ele para que nada do que conversaram ou fizeram na noite anterior viesse a tona, de maneira nenhuma. Se ChangSun gostava dele, a última coisa que JinKi gostaria era de fazê-lo sofrer.

O mais velho continuou afagando a cabeça de JinKi por mais alguns minutos, sentindo um dos braços do menor rodear sua cintura suavemente. Não iria tocar em assuntos como sentimentos agora, nem perguntaria o motivo para JinKi achar ser uma péssima pessoa. Ele esperaria. Quando o rapaz mais novo resolvesse conversar sobre isso, ele estaria ali para ouvi-lo e também para provar seus sentimentos, caso ainda não estivessem parecendo muito convincentes. Sim.

– Obrigado, hyung. – disse JinKi, erguendo o rosto e sorrindo. O mais velho sorriu também e deu-lhe um tapinha nas costas, para em seguida se ajeitar no banco do carro e fechar o cinto de segurança.

– Então vamos, hoje quero te levar para um lugar. – consentindo, JinKi fechou o cinto de segurança e deu um aceno para JongHyun ao vê-lo sair da empresa. Com Joon ele se sentia mais leve, queria ter ainda mais dessa leveza, se pudesse.

O carro entrou em movimento e JinKi pegou o seu aparelho celular, que quase não lembrava que existia e fitou o visor com curiosidade, ao ver que havia recebido uma mensagem de um número desconhecido. Abriu a mensagem e quase saltou no banco ao ver as frases inteiras com letras em maiúsculo: “NÓS NÃO TRANSAMOS, NUNCA, NEVER, JAMAIS! ACABEI DE DESCOBRIR QUE NA VERDADE–“ Seus olhos se abriram como pratos e não ousou ler o restante da mensagem de texto, pois com seu sobressalto, ChangSun o fitou novamente.

– Ah, acabei de receber uma mensagem falando que uma das nossas professoras está planejando passar prova surpresa. – mentiu, engolindo em seco levemente. – Fiquei assustado com isso. Não estou preparado.

– Você vai conseguir, pelo que TaeMin me disse uma vez, você é um aluno bem esforçado. – disse.

– TaeMin falou de mim? – quis saber, mas então reformulou a pergunta – Ele está bem?

– Fui vê-lo hoje de manhã. – contou Joon. – Parece que o acidente só o deixou com a língua mais afiada para falar idiotices, mas não é nada do que eu já não aturava diariamente.

– Na próxima vou junto com você, visitá-lo. – falou JinKi, fazendo beicinho assim que Joon voltou a olhar realmente para a pista a frente deles.

Abriu novamente a mensagem que fechara minutos atrás e voltou a lê-la. “NÓS NÃO TRANSAMOS, NUNCA, NEVER, JAMAIS! ACABEI DE DESCOBRIR QUE NA VERDADE APENAS NOS EMBEBEDAMOS E SÓ CHEGAMOS ÀS PREL-“ e a mensagem terminava ali, com aquela palavra cortada. Com um sopro frustrado, JinKi apertou o botão para respondê-la, afinal, era óbvio que aquela mensagem era de KiBum. Como o menor conseguira seu número, não sabia.

O que você quer dizer com: ‘nós não transamos’?????”, mandou. E ficou esperando pela resposta, mas esta não veio. Se o que KiBum lhe mandara fosse verdade, JinKi sentiria como se um enorme peso estivesse sendo tirado de seus ombros. Perder a virgindade com um garoto metido a ativo não era legal. Não quando não se tinha nem certeza se era realmente gay ou bissexual. Apesar de que estava mais do que na cara de que ele sentia atração por homens, há muito tempo.

Seu olhar foi da tela de seu celular para o rosto de ChangSun que estava virado para a frente. O maior era tão bonito, que não se cansaria de olhá-lo, se precisasse fazer isso pela eternidade, o faria com prazer.

– Vou te deixar na sua casa, para tomar um banho e descansar um pouco, ok? – avisou Joon – Virei te buscar em duas horas. Espero que não esteja muito cansado...

– Não estou, não precisa se preocupar — Na verdade estava sim. Mas queria passar mais um tempo com Joon, queria fazer valer a decisão que tomara.



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Assim que JinKi saiu do carro de Joon, ele tirou o casaco que usava e foi a passos rápidos, se dirigindo ao portão de sua casa. Se aproximou e estava indo abri-lo quando KiBum apareceu do outro lado da rua e foi correndo até ele, seu rosto com uma expressão que era um misto de preocupação, medo e alivio.

– JinKi! — falou arfante, e colocou as mãos sobre os joelhos quando finalmente chegou até o mais velho.

– Key, o que faz aqui? — perguntou JinKi. KiBum ergueu o rosto e exalou profundamente, fazendo depois um bico. — Veio me explicar aquela sua mensagem de texto...?

– Era sobre isso mesmo que eu queria falar. — disse ele — Vem comigo, temos que ir até aquele hotelzinho onde a gente dormiu. A coisa foi pior do que eu imaginava.

– O que? Como assim? — KiBum não respondeu, apenas puxou JinKi pela mão e o levou até um táxi que o maior não havia percebido estar estacionado ali.

Durante a viagem toda, KiBum não lhe dissera nenhuma palavra sobre o que o preocupava. Dissera infinidades de outras coisas, mas não tocou no assunto que JinKi queria saber. Em meia-hora, o táxi estacionou em frente à um hotelzinho beira de estrada nos subúrbios, um lugar de aparência tosca que fez JinKi pensar em por que diabos fora passar a noite logo ali. Os dois desceram do carro e Key obrigou JinKi a ajudá-lo a pagar a corrida, mas Onew já iria fazê-lo mesmo que o outro não tivesse lhe dito nada.

Eles entraram no local, indo direto para a recepção, que não era bem uma recepção, pois continha apenas um balcão com alguns papéis em cima, um telefone com o fio aparentemente cortado — que fez JinKi se perguntar em por que não trocaram o aparelho — e uma parede cheia de jornais e panfletos colados. KiBum colocou as mãos sobre o balcão e ficou nas pontas dos pés, procurando por alguma alma viva para atendê-los.

– Ah, você de novo. — eles olharam para o lado e viram um homem de aparência jovem indo até o balcão e passar para o outro lado, para lhes falar. — O que quer dessa vez?

– Por que estamos aqui, KiBum? — questionou JinKi, com confusão.

– Lembra que eu te disse por mensagem que na verdade não transamos? Então, viemos aqui para saber o que realmente aconteceu.

– Você ficou observando a gente, ontem a noite? — JinKi perguntou para o homem, abismado.

– O que? Não...!

– Então como você...

– Poderia dizer agora o que você não queria dizer para mim, antes? — pediu Key, parecendo um pouco rude em seu tom de voz. O rapaz apenas deu de ombros para suas palavras.

– Eu não me lembro do que aconteceu ontem. — disse — Estava muito cansado, sabe?

– O que? Mas você...! — KiBum abriu a boca para falar algo, mas JinKi ergueu a mão.

– Poderia nos dizer? Por favor, preciso saber. — falou, suavemente.

– Já disse que não me lembro... — continuou o atendente — Talvez se me pagarem, eu consiga me lembrar, um pouquinho...

– Quê?! — exclamou KiBum — Olha aqui, eu não vou te pagar nada-

– É sobre a minha virgindade que estamos falando. — JinKi tirou sua carteira de dentro do bolso de sua calça e a abriu, pegando algumas notas — Isso é o suficiente para você? É tudo o que tenho aqui.

– Você está louco? — brigou o menor. Mas JinKi fingiu não ouvi-lo.

– Ok, acho que isso dá para algumas informações — disse o homem. JinKi franziu a testa — Bom, ontem a noite eu estava aqui, assistindo minha novelinha das oito, quando vocês chegaram bêbados, rindo e tropeçando nos próprios pés. — acenaram com a cabeça — O cara que estava com vocês pediu um quarto e eu dei a chave pra ele.

– Espera um minutinho aí... — KiBum piscou algumas vezes, um pouco chocado — Nós não viemos sozinhos?

– Um cara veio com a gente? — JinKi reforçou a pergunta. O homem fez que sim com a cabeça e colocou o dedo no queixo, pensando.

– Sim, isso mesmo. Era um rapaz bonito, até. — contou — Vocês pareciam bem a vontade com ele, não sei dizer se isso era apenas por causa da bebida, mas...

– Ai meu deus...

– E depois, o que aconteceu? Por quanto tempo ele ficou? — indagou KiBum, sentindo-se suar frio apenas por imaginar que pudesse ter sido molestado na noite anterior.

– Ele ficou pouco tempo, acho que apenas uma hora, uma hora e meia. Depois veio aqui, disse que vocês acabaram dormindo, pagou a estadia de vocês e foi embora.

KiBum arregalou um pouco seus olhinhos castanhos e fitou Onew, que estava com uma expressão difícil de se traduzir. Parecia que o rapaz estava a ponto de desmaiar a qualquer minuto, pelo tom pálido que tingira todo seu rosto juvenil. JinKi colocou uma mão sobre o balcão e abaixou a cabeça, ficando assim, a fitar os próprios pés. Ele deu algumas fungadas leves, mas voltou a erguer a cabeça, parecendo melhor do que KiBum imaginava.

– Isso quer dizer, que fui estuprado. — murmurou. — Quero dizer, é a única possibilidade, não é? Afinal meu traseiro estava dolorido essa manhã e...

– Talvez não. — falou o atendente — Vocês caíram bastante de bunda no chão, ontem a noite. Tive que ajudar o cara a levar vocês para o quarto porque não conseguiam dar dois passos sem antes escorregarem e cair.

– Será que foi mesmo apenas isso? — os mais jovens se olharam rapidamente. Bem que poderia ser.

Saíram do lugar ainda meio que tendo tremeliques, pensando no que poderia ter acontecido na noite anterior e também, de alguma maneira, não querendo saber. KiBum se lembrava de ter beijado JinKi algumas vezes, de ter mãos sobre seu corpo e alguém lhe fazendo coisas consideradas obscenas, mas achava que essa pessoa tinha sido Onew. Rezava para que tivesse sido ele, porque pior que perder a virgindade com um estranho, é perder a virgindade com um estranho que você nem ao menos se lembra de estar com você.

JinKi caminhou em silêncio ao lado de KiBum, pensando em quem poderia ter sido a pessoa que estivera com eles, mas ao mesmo tempo, preferindo não saber. Se tivesse mesmo sido molestado... Teria que ir dar queixa na polícia, aquelas marcas de chupões e unhas nas suas costas e restante do corpo poderiam ser uma prova muito importante caso aquilo precisasse ser investigado a fundo.

– O que você vai fazer sobre isso? — perguntou, finalmente. KiBum suspirou, mas deu de ombros.

– Seguirei com a minha vida.

– Mas e se tivermos sido estuprados ontem a noite? — questionou — Não pode simplesmente...

– Algumas coisas tem que ser deixadas como estão, Onew. — respondeu suavemente — Talvez, se ficarmos cavando sobre essa história, podemos descobrir algo que não queremos saber, não concorda?

– Acho que sim, mas...

– Por enquanto, vamos apenas ficar felizes e aliviados por não ter rolado nada de mais entre a gente. — disse. — Fiquei super chocado, pensando que poderia ter... Você sabe... Pra você.

– Também fiquei. Mas você sabe, não é. Mesmo que não tenha feito comigo, pode ter acabado fazendo com o cara que não sabemos quem é.

– Não quero nem pensar nisso, pelo amor de deus. — sussurrou, mas acabou sorrindo — Até porque também me lembro de você... Me tocando intimamente...

– O que? — JinKi abriu a boca em forma de ‘O’ — Eu não lembro de nada disso, ok?!

– Como quiser. — riu. — Vou voltar para minha casa... Tive que seguir você depois da escola para saber onde morava, mas não pense que sou algum tipo de stalker, ok?

– Que horrível. Agora estou ficando com medo.

KiBum apenas riu novamente, enquanto atravessavam a rua para ir até o ponto de ônibus que não ficava muito distante de onde estavam. Quando o ônibus que JinKi pegaria, passou, ele acenou para KiBum e entrou no meio de transporte, sentando-se em um lugar perto da janela e ficando um pouco feliz de não ter dado completamente todo seu dinheiro ao atendente do hotel, ou não teria como voltar para casa.

Quando o ônibus parou no devido ponto onde desceria, JinKi olhou em seu celular e se assustou com o pouco tempo que teria para sair com ChangSun. Teria que correr, não queria se atrasar nem mesmo um minuto.

As pessoas nas ruas o olhavam com o rabo do olho conforme ele corria como um condenado para chegar em casa a tempo de pelo menos pentear os cabelos.


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– E você está aqui de novo.

MinHo sorriu para JongHyun, que estava sentado à mesa da cozinha com um prato cheio de comida e a boca cheia. O menor semicerrou os olhos, mas apenas balançou os ombros, engolindo o alimento após mais algumas mastigações.

– Você que me convidou, afinal. — disse, pegando o copo de água a sua frente e tomando um grande gole. — E eu estava com fome.

– Claro que estava. — MinHo não tocara no bibimbap em seu prato, apenas observava JongHyun comendo, o maxilar bem desenhado do rapaz se movendo enquanto ele mastigava e o modo como seu pomo de adão subia e descia suavemente quando engolia.

Ao saírem da empresa, JongHyun ficara levemente chocado e aparentemente enciumado de ver ChangSun esperando JinKi para levá-lo para sair. MinHo sabia que o mais velho havia decidido que Joon era o melhor para ele e até que respeitava essa decisão — o que não queria dizer que a aceitava — mas se perguntava quando JinKi planejava contar para o melhor amigo. Porque era óbvio que JinKi tinha agora pelo menos uma pequena noção do interesse que o Kim tinha nele.

JongHyun havia lhe contado vagamente sobre quando o amigo lhe dissera que ele era um traidor, mesmo não tendo o direito de fazer isso. Se JinKi também tinha outros sentimentos por JongHyun — a ponto de chamá-lo de traidor sem dizer a razão — não deveria então, ter escolhido o rapaz, ao invés de Joon? Era difícil de entender a mente dele, pois mesmo quando Onew lhe dizia tudo, ao mesmo tempo não dizia nada. Era como obter apenas informações inúteis. Mesmo as tendo, não lhe serviriam de nada.

Quando viram JinKi entrar no carro de Joon e lhes acenar sorridente, MinHo convidara JongHyun para jantar no seu apartamento o que o menor aceitara de bom grado, e isso era muito suspeito. Tinha a sensação de que mesmo mostrando certa hostilidade para com ele, JongHyun estava se sentindo mais a vontade quando ficava com o Choi, chegando ao ponto de estar sentado à mesa da cozinha do maior, comendo um prato cheio de bibimbap e não se importando com os olhares maliciosos que MinHo lhe lançava propositalmente.

– E estava com fome de que, exatamente? — perguntou, sabendo do duplo sentido imposto por essas palavras. O Kim soltou a colher em sua mão e bebericou novamente a água em seu copo que já estava no final.

– Não sei... — sorriu suavemente — Mas pensei que aqui eu poderia comer alguma coisa.

– Resolveu aceitar meus flertes e também flertar comigo, Kim JongHyun?

– E desde quando falar que se quer comer algo é flertar, Choi? — respondeu com outra pergunta. — Se fosse o caso, muitas pessoas estariam flertando agora mesmo, não acha?

– Do meu ponto de vista nada casto, sim. — admitiu — Mas realmente pensei que você tinha aceitado vir aqui apenas por eu ter dito que você quem me chuparia na próxima vez que nos encontrássemos. — aquele comentário fez JongHyun começar a tossir nervosamente, se engasgando com o alimento em sua boca.

– Não está vendo que estou tentando comer? — fez uma careta ao se lembrar da cena — Deveria tentar ter um pouco de bom senso.

– Ué... Mas não era isso que estava pensando quando aceitou vir para cá?

– Desde que te conheci quero saber o porquê de você Choi, as vezes ser tão... — MinHo ergueu as sobrancelhas inquisitivamente -... Puto.

– Eu? Puto? — riu — Só quando estou com você.

– Sabe que estou aqui apenas para passar o tempo, não é? — retrucou Jjong, fingindo não ter ouvido o que MinHo dissera.

– Também sei que veio porque estava com ciúmes do JinKi. — disse — Mas que ficou porque estava interessado no que eu poderia lhe oferecer.

– O que você tem que poderia me interessar?

– Na verdade, a pergunta certa é: o que eu tenho que poderia não lhe interessar?


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– Você está... Bonito. — ChangSun falou, quando JinKi entrou com ele dentro da xícara giratória, que parecia algo muito infantil para outros, mas para Joon era até que... Romântico.

– Ahm... Obrigado. — agradeceu JinKi, as bochechas ficando vermelhas — Você também está muito bonito.

–... Obrigado. — sorriu, achando que naquele momento Onew estava mais fofo do que o normal, talvez por estar envergonhado.

Assim que Joon buscara JinKi em sua devida casa, ficara se remoendo em pensamentos, querendo achar uma maneira de fazer o mais novo não se sentir desconfortável enquanto estivesse com ele, e também tentar, de forma delicada, chegar no assunto da noite passada. JinKi não parecera incomodado de Joon tê-lo ido buscar na empresa, parecia até de certa forma um pouco animado com isso, o que fazia ChangSun se sentir um pouco mais corajoso.

– Por que me trouxe aqui, nesse parque de diversões? — quis saber Onew, olhando para as pessoas e alguns casais que também ocupavam seus lugarem nas xícaras restantes.

– Porque achei que seria interessante se nós nos divertíssemos um pouco. — contou, se acomodando ao lado de JinKi — E gosto muito deste parque.

– Só fui a um desses uma vez. — disse o mais novo — Quando eu tinha acho que 14 anos... E não me lembro muito bem, acho que foi porque JongHyun me obrigou a entrar na roda gigante, mas eu tinha medo e...

A xícara onde estavam começou a girar, primeiro devagar e a velocidade foi aumentando, o que de certo modo era muito divertido. JinKi estava até meio que se sentindo uma criança, ou um jovem em seu primeiro encontro. Já havia saído com Joon antes, e fora algo muito bom, mas dessa vez sentia como se algo estivesse diferente. Alguma coisa havia mudado sutilmente entre eles, e não havia sido apenas na noite anterior, fora um pouco antes.

Em um movimento um pouco brusco do brinquedo, JinKi teve seu corpo jogado um pouco para trás, indo assim, de encontro com o de ChangSun, que o segurou pelos ombros para que se endireitasse. A respiração quente do mais velho, que batia em rápidos intervalos em seu rosto por ele estar rindo, estava causando um estranho formigamento na pele de Onew que também riu, mas por nervosismo.

– Cuidado, JinKi. — falou Joon, pegando a mão de JinKi e colocando-a de encontro à barra de aço que servia como modo deles se segurarem dentro da xícara — Não solte isso, assim não vai ser lançado. — o tom de voz fora o que ChangSun sempre usara com ele, então porque Onew se arrepiara ao ouvi-la?

Aquilo já era perigoso e estava ficando ainda mais, com Joon o chamando pelo nome daquela maneira. O rapaz mais velho sempre havia o chamado apenas por ‘Onew’, desde que haviam se conhecido, se começara a lhe chamar por JinKi, era porque realmente queria algo mais, não era? Sabia que sim, mas agora que estava decidido a ficar com Joon, JinKi estava um pouco temeroso de que o mais velho resolvesse dar um passo atrás com o que dissera e ficar com a HyunA, sua namorada.

Ele dissera que resolveria as coisas com ela... Será que já o havia feito?

Saíram do brinquedo não muito depois, Joon conseguindo aliviar a mente bagunçada de JinKi enquanto conversava com ele sobre coisas banais. Algumas pessoas os olhavam um pouco curiosas, pensando no que dois garotos bonitos faziam juntos com aquela óbvia atmosfera de serem um casal, mas os dois não se importavam.

Sentaram-se nos banquinhos de uma barraquinha de sorvete e se olharam, em silêncio. Um silêncio que não era incômodo, talvez porque os olhares que trocavam no momento estavam falando por si só, os deixando mais confortáveis. ChangSun fez um beicinho com seus lábios cheios e engoliu levemente em seco, quando JinKi piscou com seus olhinhos sorridentes.

– Hm... JinKi, eu... — o rapaz mais novo não o deixou terminar o que iria dizer. Estava se sentindo verdadeiramente determinado e toda aquela determinação tinha que valer de alguma coisa. Afundou uma de suas mãos nos espessos cabelos cor de caramelo de ChangSun e puxou o rosto do rapaz de encontro ao seu, o beijando sem se importar com quem pudesse ver o ou com o que pudessem dizer.

Porque, naquele instante, o importante era apenas a boca de Joon se moldando à sua.

Notas finais
E então, o que acharam?
Ficou bom, ficou ruim? Mandem reviews, porque é amor~ ♥
Beijos meus e até o próximo~ ;****