Obsession
11 Decisão final
Notas iniciais
Aproveitei e coloquei diversas coisas que eu tinha planejado um tempo atrás que, diga-se de passagem, PD me fez lembrar :'D
Fiquei de tão bom humor que hoje digitei 'like a ninja' tudo o que estava nos meus caderninhos (ok, nem tudo porque a maioria eram apenas porcarias aleatórias)
Enfim, aqui está, espero que dê para entender, e que gostem :D
Boa leitura!
Agora, ele iria até HyunA e terminaria com ela. Mesmo que JinKi não quisesse tê-lo como algo além de amigo, não podia ficar com a garota sendo que não gostava mais dela como antes. Sim, era isso que iria fazer.
Ele ligou o carro e deu partida, vendo a expressão fofa de surpresa que ainda estava no rosto de JinKi pelo retrovisor.
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KiBum se sentou de frente para o balcão do bar tender e pediu uma bebida qualquer. Preferira não andar muito, estava cansado pela viagem até Seoul e aquela matinê fora a melhor opção dentre algumas outras baladinhas e festas regadas a sexo e álcool. Não que KiBum não bebesse ou não transasse, mas alguns lugares simplesmente lhe davam náuseas pela falta de sentimento no ato.
O barman lhe entregou a bebida que pedira e ele bebericou do líquido forte, sentindo a forma como este descia pela sua garganta com uma ardência já um pouco familiar. Alguém se sentou ao seu lado, mas ele não deu atenção, apenas ficou pensando nas diversas coisas que teria para fazer no dia seguinte. Deveria estar na sua casa, não em um lugar como aquele, não quando teria aula durante a manhã na escola nova.
– Por favor, um coquetel de frutas. Sem álcool. – falou a pessoa ao seu lado – Tenha certeza de não colocar nem mesmo uma gota de álcool.
Com um sorriso debochado, KiBum voltou o rosto para encarar o desconhecido. Era um rapazinho, de rosto redondo e bochechas realmente afáveis. Seu cabelo castanho claro tinha algumas mechas douradas e era curto, estaria arrumado se não fosse pelo vento de fora que o desconhecido provavelmente também enfrentara para chegar ali.
– Ei, criança, sua mãe sabe que você está aqui? – zombou KiBum com um risinho.
– O que quer dizer com ‘criança’? Eu tenho 18 anos, sabia? – retrucou o maior, com um bico enfezado.
– Infelizmente, aqui na Coréia isso não te faz maior de idade, queridinho. – disse – Assim como também não me faz.
– Então o caso é que há um sujo, falando do mal lavado.
– Se eu tivesse pais, eles estariam preocupados comigo. – murmurou KiBum – Meus pais adotivos são muito liberais.
– Se eu ainda tivesse pais, minha mãe estaria preocupada comigo e meu pai estaria gritando aos quatro ventos que iria me deserdar.
– Seu pai deveria ser alguém bem extremo, hein.
– É, mas ele também era um pouco vadio. – riu de si mesmo – Traiu minha mãe com uma mulher, aí.
– Pais. – o mais novo sorriu e ofereceu uma mão para o garoto – Não costumo falar com estranhos, mas você não me parece perigoso. Me chame de Key.
– Humpf, posso ser muito perigoso. – resmungou, mas retribuiu o sorriso – Então, me chame de Onew.
Eles riram com os apelidos que haviam acabado de dizer, mas de maneira nenhuma diriam seus nomes verdadeiros, era melhor assim. Não diriam o nome verdadeiro para um jovenzinho esquisito que encontrara no balcão do bar de uma matinê.
Isso era o que ambos pensavam um do outro.
– Okay, Onew. – disse KiBum – O que trás uma criança órfã como você para uma matinê, sendo que não vai beber nem uma gota de álcool?
– Acho que, problemas amorosos. – respondeu JinKi. – Um amigo disse que gosta de mim e não sei o que fazer.
– Problemas amorosos? – o menor gargalhou animadamente – Uma criança, com problemas amorosos?
– Espere só que vou te mostrar a criança. – falou, a voz ficando levemente rouca. – Você não parece mais velho do que eu.
– Isso por acaso é algum convite? – KiBum sorriu maliciosamente – Você não é nada mau, se for, eu topo.
– O que você está falando? – Onew ficou corado da cabeça aos pés.
– Você tem cara de virgem. – Key continuou – Se deixar tiro a virgindade dos seus orifícios, superior e inferior. Ambos, se preferir.
– Eu jamais ficaria de quatro para alguém.
– Eu também não. – concordou – Mas para tudo tem uma primeira vez, sua mamãe não te ensinou isso?
JinKi piscou, abismado pelo o que o menor acabara de falar. Nunca antes tinha feito um convite – mesmo que de forma indireta – para alguém e este aceitara. O único que já o fizera era JongHyun, pois o amigo parecia conseguir ler tudo o que seu olhar dizia, de vez em quando. Apesar que ultimamente não poderia dizer isso.
– Obrigado, Key, mas não estou interessado. – recusou gentilmente.
– Onew, pára. – brigou KiBum – Olha, estou aqui, lindamente me candidatando para tirar sua virgindade e você não quer? Farei devagar, para não doer muito.
– Fará devagar? Meu bom Key, nem te conheço. – bufou, mas acabou rindo – Virgindade é algo para se perder com alguém que você ama ou gosta, pelo menos.
– É aí que você se engana, meu caro. Os conhecidos podem te decepcionar depois. Um estranho pode lhe proporcionar a melhor transa da sua vida e a única coisa da qual você vai se arrepender é de nunca ter descoberto o verdadeiro nome do bendito.
– Você parece experiente no assunto, mas não confio muito.
– Perdi minha virgindade assim.
– O que? Sério? – JinKi quis saber. E estava realmente interessado. Conversar com um garoto de apelido Key podia ser uma boa válvula de escape para sua mente que estava tão confusa naquele momento por causa da confissão surpresa de Joon.
– Eu tinha recebido um e-mail dizendo que o cara que eu gostava estava ‘passando o rôdo’ no pessoal da minha antiga escola.
– E aí?
– E aí que eu chorei um monte e depois decidi beber até cair. – contou – Naquela época eu não era acostumado com bebidas, então...
– Meu deus, quantos anos você tinha, então?
– Tinha quinze anos. – suspirou – Conheci um rapazinho fofo que disse para eu chamá-lo de Draco. – JinKi arregalou os olhos – Era um fã de Harry Potter.
– E você... Dormiu com esse Draco?
– Eu estava com medo... – quando o Lee franziu o cenho, completou – Medo de dar... A bunda. – sussurrou a última palavra. – No fim, acabei nem dando, mas ele sim.
– Não se sente incomodado por estar dizendo essas coisas para mim?
– Me sinto bem com garotos mais velhos que tem bochechões. – brincou KiBum. – Assim você fica sabendo como é a relação sexual entre dois homens... Ou três.
– Hã?– fez uma careta estupefata, mas acabou sorrindo – E quantos garotos mais velhos e bochechudos, você já viu por aí?
– Você é o primeiro.
O maior mordeu o lábio inferior, se sentindo agora ferozmente tentado a aceitar o que Key dissera minutos atrás. Era um pouco injusto para com Joon, na verdade, era muito injusto, mas JinKi estava indeciso. Talvez se fosse um pouco mais ‘experiente’ ele entendesse o que realmente sentia. Apesar de que, por não estar bêbado, não poderia culpar o álcool no dia seguinte.
E KiBum, ele queria esquecer de tudo o que podia, naquela noite. Se aquele garoto bonito ao seu lado poderia ser a pessoa que lhe daria a segunda melhor transa da sua vida, então ele não recusaria. De jeito nenhum.
– Sinto como se você estivesse flertando comigo. – confessou JinKi, tomando um gole de seu coquetel de frutas.
– E eu estou. – passou as mãos nos cabelos do maior, de uma maneira carinhosa demais para um estranho. – Você até que é bem inteligente, sabia? O que me diz?
– Não vou ficar de quatro para você, Key. – disse JinKi, com seriedade. – Nem para ninguém.
– Hum... Tentando parecer firme quando sua cara te trai. – pegou o copo de coquetel de frutas de JinKi e trocou pelo seu, com whisky. – Vamos te embebedar, assim você não ficará com vergonha, se esse é o problema.
– Não farei isso, minha cara me traindo ou não. – Onew tentou pegar seu copo de volta, mas KiBum o colocou o mais longe possível dele.
– Será que não?
A música já alta pareceu tomar conta do recinto. JinKi encheu a boca de ar e lançou o melhor olhar de tédio para KiBum, que apenas lhe sorria afetadamente. Se não estivesse tão enfezado, JinKi poderia começar a pensar que Key na verdade era seu diabinho pessoal, aquele que o levaria para o mal caminho, mesmo que por apenas uma noite.
A pergunta que ficava era: Queria mesmo ser levado?
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– Você demorou a chegar.
Kim HyunA fez uma careta nada doce ao ver o namorado entrando em sua casa. Fazia um tempo que ela estava desgostosa em relação a ele, ChangSun, e por o rapaz tê-la forçado a ir embora com o amigo que ela não suportava, aquele desgosto se intensificou ainda mais.
– Desculpe, eu tive que deixar o Onew na casa dele antes de vir. – explicou Joon, indo até a garota e lhe dando um suave beijo nas bochechas, enquanto pensava na maneira de começar o assunto pelo qual estava decidido a encontrá-la.
– De novo esse Onew. – resmungou – Agora você só se importa com esse garoto.
– De certa forma. – admitiu Joon – Mas isso não vem ao caso agora.
– Sábado da semana passada você se esqueceu que eu tinha balé, Joon. – brigou HyunA – Fiquei te esperando, mas você apareceu apenas duas horas depois do horário combinado!
– No sábado eu levei o Onew para a casa, porque estava tarde. – retrucou – Não podia deixá-lo indo sozinho naquela hora da noite.
A garota o encarou com os olhos faiscando. Joon ousava mesmo dizer que um garoto qualquer era uma prioridade acima dela que era a própria namorada dele? Aquilo já era mais.
ChangSun colocou as mãos nos bolsos do jeans e olhou para o teto com nervosismo. Sabia que HyunA tinha boa razão, em parte, mas não queria prolongar aquela discussão que não teria nenhum fundamento.
– Você sempre esquece que eu existo quando está com um desses seus amiguinhos.
– Amiguinhos? – exalou profundamente – Que amiguinhos, HyunA? Você fez com que eu deixasse de falar com muitos!
– Está se referindo ao SeungHo? Ele me paquerou, Joon! Tentou me agarrar! – gritou alterada. Mas ela não contaria que fora o contrário, que ela quem flertou com o homem mais velho e ele havia lhe dito que não iria querer nada com ela, pois além de ser amigo de Joon, o rapaz gostava muito dele para isso. Além do mais, SeungHo dissera estar interessado em outra pessoa. – Ele dizia ser seu amigo, mas ficou passando a mão em mim!
– Sei. – suspirou o rapaz. Não queria se lembrar daquela noite em que perdera uma amizade que lhe era tão valiosa. Ficara tão surpreso de que SeungHo fora no hospital visitar TaeMin que quase ficou sem reação. – Mas não é sobre isso que quero falar com você, hoje.
– Então o que é? – ela sorriu e foi até o namorado, o abraçando pela cintura, mas o sorriso logo sumiu quando este a afastou suavemente de si.
– Acho melhor a gente terminar.
Os dois se olharam. Joon cruzou os braços, esperando pelo o que a garota diria agora. Em sua mente, entre os diversos pensamentos confusos, um era o de não ter ido para a casa de HyunA e sim ido direto para sua casa, deixar aquele assunto para o dia seguinte.
–... Por quê? – perguntou a moça – Por que você quer terminar comigo?
– Acho que já está passando da hora. – Joon deu um sorriso triste – Não concorda?
– É por eu não gostar do seu amigo...? Onew?
– Apenas quero terminar, Onew faz parte de outro assunto.
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Quando o dia começou a clarear, ainda era seis e meia da manhã. A claridade bateu contra seu rosto aos poucos, mas foi o suficiente para fazê-lo abrir os olhos levemente. Sentiu pernas entrelaçadas nas suas e por alguns instantes se perguntou onde estava e o porquê de estar ali. Era algum tipo de sonho esquisito, por acaso?
Um suspiro doce ressonou perto de seu pescoço e JinKi arregalou os olhos ao ver que era KiBum. Assustado, o rapaz se levantou de supetão, sentando na cama, mas se arrependendo imediatamente.
Seu traseiro estava completamente dolorido. Não era nem apenas ali, mas sim uma parte específica e o susto que levou por esse fato o fez tentar mudar de posição, mas outra pontada o impediu. Olhou para seu corpo nu e franziu a testa para a quantidade de marcas vermelhas que havia em seus braços e peito, fitou KiBum, vendo o menor se espreguiçar e notando as marcas de unhas nas costas brancas do mesmo.
– Hm... – KiBum abriu os olhos e olhou JinKi com um sorriso preguiçoso. – Bom dia, Onew.
JinKi tentou sorrir, mas acabou fazendo outra careta ao tentar se virar. KiBum prendeu a respiração subitamente ao sentir uma onde de dor de cabeça e encarou o maior, para depois fitar o próprio corpo que estava nu sob os lençóis.
– Ai caramba! – ele se levantou e tentou se sentar, mas seu rosto foi tomado por uma expressão dolorosa – Aught!
–... O que? – JinKi falou finalmente.
Assim como o seu, o corpo de KiBum estava todo marcado, desde marcas de unhas à chupões no torso e pescoço macio. JinKi não podia acreditar naquilo. Não podia acreditar que tinha sido ele quem havia feito aquilo no menor.
– Onew! Você... Você tirou a virgindade da minha bunda? – os pequenos olhinhos castanhos se encheram de lágrimas – E eu deixei?
– Do que você está falando? Eu também estou todo dolorido... Lá.
– Também? – KiBum piscou, abismado.
Ambos se encararam, estupefatos.
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– Que cara é essa? – quis saber JongHyun, assim que viu JinKi chegando na escola.
O mais velho não iria para a escola naquele dia, era o que ele planejara fazer assim que saiu do quartinho onde tinha acabado dormindo com Key, no subúrbio da cidade. Mas assim que chegou em casa lembrou que teria trabalho de química para entregar e se arrependeu mortalmente pela irresponsabilidade de dormir fora em um dia de semana.
Na verdade, se arrependia de muito mais do que apenas ter dormido fora, pois toda vez ao se sentar, uma pontada dolorosa o lembrava do que tinha feito na noite anterior com um garoto que conhecera em uma matinê qualquer. Se perguntava quanto deveria ter bebido para a noite terminar daquela maneira.Tinha jurado que não beberia nada de álcool, mas no fim fora praticamente induzido por Key, mas não poderia culpá-lo totalmente.
– Aconteceu alguma coisa? – continuou Jjong. O Lee estava diferente do habitual, seus olhos rodeados por olheiras e quando ele encarou o amigo, não parecia estar com vontade de conversar. Estranho. – Ontem cheguei no hospital e você não estava... Passou a noite com Joon hyung?
– Não aconteceu nada e não passei a noite com Joonie hyung. – resmungou quase com ignorância. Não queria nem pensar no Joon naquele momento, pensar nele o fazia se sentir a pior pessoa do universo.
– Então o que houve? Você parece de mau humor...
MinHo entrou na sala de aula e sorriu de uma maneira meio que maligna ao ver JongHyun e JinKi sentados em seus lugares habituais, mas franziu a testa para o olhar nada amigável que Onew lhe lançou.
– Oi, tudo bem com vocês?
– Sim.
– Mas é claro que está tudo bem. – disse JinKi ao mesmo tempo, mas o tom de sua voz dizia o contrário. Já estava pensando em como faria para ir ao trabalho com aquela dor de cabeça maldita que escolhera aquele exato momento para lhe perturbar.
Os dois rapazes fitaram o mais velho com confusão, sem entender aquele repentino mau humor dele. Mas antes que pudessem perguntar, viram JinKi fazer uma expressão de completo choque e logo bater a testa contra a carteira.
Ambos olharam para a direção onde JinKi olhara segundos atrás a tempo de ver, por entre os outros diversos alunos que entravam na sala de aula, um garoto com óculos escuros de aros cor de rosa e uma expressão tão feliz quanto à de Onew. Ele passou direto por MinHo e JongHyun sem nem sequer olhá-los, querendo apenas sentar e se possível dormir até o fim do dia.
Escolheu o lugar atrás de JinKi e sentou, com um estranho cuidado e lentidão, fazendo uma expressão aliviada ao não ter acontecido nada diferente ao encostar na cadeira. MinHo fez a mesma expressão chocada de JinKi ao reconhecer que o estranho garoto na verdade era KiBum, mas não falou nada e apenas deu um tapinha no ombro de JongHyun, se dirigindo para a carteira mais distante dos três.
– Onew hyung, tem certeza que está tudo bem? – perguntou Jjong, novamente.
– Shh!!!! – fez JinKi, torcendo para que Key não tivesse escutado, mas o menor o fizera.
KiBum abaixou um pouco os óculos por sobre o nariz e sorriu, ao perceber que aquele era mesmo Onew. O sorriso fora até um pouco maldoso, mas ele sabia como o mais velho deveria estar se sentindo naquele momento, já sentira o mesmo antes.
–... Onew? – falou em tom malicioso.
– Ai meu senhor. – sussurrou JinKi e ergueu o rosto para encarar KiBum. – Key? Você por aqui, também...?
– Surpreendente, não é? Será que somos destinados um para o outro? – brincou, apenas para ver a reação de JinKi.
– Não fale besteiras. – disse o maior, nervosamente.
– Vocês dois se conhecem? – questionou JongHyun, enciumado pelo modo quase intimo com que Key falara com JinKi.
– É o que parece, não é? – retrucou KiBum, rolando os olhos. – Desculpe, não costumo ser ignorante com as pessoas, é que estou de ressaca.
– Nos conhecemos, sim. De certa forma. – concordou o Lee, colocando a mão em uma de suas têmporas.
– Nunca me falou desse seu amigo...
– É porque nos conhecemos ontem. – explicou o outro e passou a mão nas costas de JinKi – E então Onew, como está se sentindo?
– Dolorido. – confessou, sem pensar.
– Eu também estou. – choramingou. – Usar essa blusa de gola alta foi uma boa ideia sua.
– Claro, não sou louco.
– O que? Por quê? O que vocês fizeram?
JinKi lançou um olhar de escárnio para JongHyun – que na opinião dele, naquele momento era o baixinho mais idiota do mundo – mas este encarava apenas KiBum que parecia estar se importando com qualquer coisa, exceto com ele.
– O que vocês fizeram noite passada? – repetiu. KiBum lhe olhou inquisitivamente, mas logo sorriu maliciosamente.
– Quer mesmo saber, baixinho?
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O rapaz saiu da sala de aula com um pequeno sorriso. Estava ainda com uma baita dor de cabeça e sentira vontade de vomitar duas vezes naquela manhã, mas era suportável. JinKi passou por ele parecendo estar apressado e KiBum deu-lhe um tapinha no traseiro, vendo com satisfação o mais velho corar.
– Até amanhã, JinKi. – se despediu, ainda com um sorriso nos lábios cheios.
– Tsc. – fez o Lee – Deveria parar com esse tipo de coisa quando estivermos na escola, JongHyun vai me encher o saco mais tarde no trabalho. – reclamou baixinho.
– Você me deixou com a bunda toda dolorida, o máximo que posso fazer é te lembrar que a sua também está. – riu.
– Fala mais baixo! – brigou JinKi, mas não pôde evitar rir também, se por vergonha ou por achar engraçado, não sabia. Quando o rapaz viu que JongHyun se aproximava, deu um pequeno aceno para KiBum – Até amanhã, Key. Vou fugir do Jjong enquanto posso.
Concordando com a cabeça, KiBum viu JinKi sair em disparada com sua mochila nas costas. Sim, só podia ser destino ter encontrado ele.
Jamais imaginaria que o rapaz com cara de criança, de apelido Onew, seria quem procurava. Quase pulara da cadeira ao, na chamada, o professor chamá-lo. Era tanta coincidência que KiBum teria rido mais se não fosse com ele que perdera sua outra virgindade.
Não contaria para ele jamais, mas depois que JinKi correra para sua casa com a face mais vermelha que catchup, KiBum caíra aos prantos. Havia acabado de perder a virgindade com um desconhecido, — fofo e estranhamente sexy por sua ‘inocência’ – mas ainda assim um desconhecido.
E independente do que dissera para JinKi na noite anterior, ainda sonhava em perdê-la – pelo menos aquela – com alguém que gostasse, talvez até mesmo com... MinHo. Aquilo o fazia pensar em quão grande fora a quantidade de álcool que ingerira para deixar o mais velho fazer aquilo com seu corpo.
Pelo pouco que podia se lembrar, KiBum tinha certeza que apesar da aparente inexperiência do rapaz, transar com Onew fora algo do qual ele não se arrependia, não completamente, já que tivera a chance de desvirginá-lo também. Pensar nisso fazia ele rir um pouco mais, JinKi podia ser alguém bem divertido.
Caminhou pelo corredor da escola que agora já estava quase vazio, mas foi tirado de seus devaneios quando alguém o puxou para dentro do armário de produtos de limpeza. O lugar era pouco espaçoso e sentiu o quadril dar uma pontada ao bater contra a parede. Mãos fortes o seguraram pela cintura e KiBum deu um gritinho surpreso ao ser puxado contra um corpo quente e maior que o seu.
– Decidiu me seguir até mesmo aqui, KiBummie? – o menor se sobressaltou ao ouvir a voz de MinHo.
–... MinHo? O que faz aqui? – indagou assustado. As mãos do maior apertaram suavemente a carne de KiBum por sobre a jaqueta de couro e sorriu.
– Eu estudo aqui. Não me diga que ficou sentado o dia todo dentro da sala e não sabia.
– Eu não...
– Você e JinKi pareciam bem próximos. – cortou – Onde o conheceu?
– Isso não te importa. – retrucou, espalmando as mãos contra o peito de MinHo e se afastando.
– Oras, KiBummie. – trouxe o menor novamente para perto de si – Realmente não me importa, mas JinKi não faz aquela cara de paisagem para mim com muita freqüência. – explicou – Queria saber a razão.
– Não sei a razão. – o Choi apertou as nádegas doloridas de KiBum com uma de suas mãos, fazendo o menor arregalar os olhos e dar um soquinho em seu ombro. – O que você está fazendo?
– Estou verificando a consistência. – apertou novamente – Está dolorido aqui, KiBum?
– MinHo, eu agradeceria se você parasse com isso. – pediu, mas sentiu um calafrio passar por sua pele quando o mais alto se curvou para lhe sussurrar no ouvido.
– Achei que você queria me fazer acreditar que posso ser amado. – disse, o fôlego quente batendo contra a pele de Key que naquele instante se sentiu estranhamente vulnerável. – Então me ame, KiBum.
– Achei que não queria que eu o fizesse. – murmurou, a voz saindo um pouco tremente.
– Mudei de ideia.
O armário era completamente escuro, e por isso KiBum não poderia olhar nos olhos de MinHo e descobrir se ele estava apenas querendo fazer uma piada, brincar, como ficara sabendo que gostava de fazer ultimamente.
Mas enquanto esperava o menor dizer algo em resposta, MinHo estava relaxado, solene. Ver KiBum interagindo ‘intimamente’ com JinKi o deixara com um pouco de ciúmes, não podia negar. Mesmo que seu lado possessivo estivesse também o controlando naquele momento, o Choi acreditava que se tivesse alguns minutos de prazer com o menor, este não teria o mesmo efeito sobre ele, não mais.
KiBum suspirou pesadamente. Pelo visto, dois anos não haviam tornado MinHo alguém simples de se compreender.
– Continua bipolar, como sempre.
– Sinto muito por isso. – mas ele não sentia realmente.
– Não vou entrar nos seus joguinhos, Min. – falou KiBum,com firmeza.
– E por que não? – perguntou, passando os lábios pela bochecha macia do menor. – Será um jogo divertido, tenho certeza que você saberá jogar. – seus lábios pararam um milímetro da boca de KiBum, apenas esperando algo, mas que não sabia dizer ainda o que era.
Pôde sentir o doce ofego quase impaciente que KiBum soltara, e por alguma razão seu coração perdeu uma batida. Se movesse seu rosto apenas um pouquinho, poderia beijar Key e aquele seria o primeiro beijo dos dois, o beijo que não tiveram a chance de ter quando mais jovens. Aquela era mesmo a melhor situação para um primeiro beijo? Em um armário de produtos de limpeza, na escola...?
Mas o que estava pensando, afinal? Não queria ter sentimento por KiBum, assim como não queria que o menor tivesse sentimentos por ele. Se o beijasse, era possível que aquilo mudasse e piorasse; não queria isso, queria?
Mas não pôde resistir. Há muito tempo que queria provar daquela boca rosada, muito tempo.
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JongHyun chegou na empresa e foi direto para a sala de JinKi. Não gostara nada do amigo ter praticamente corrido dele depois da escola, sem parar nem um segundo para explicar o que tinha acontecido na noite anterior e Jjong estava realmente curioso sobre isso.
Sem nem ao menos bater na porta, ele entrou na sala, encontrando o amigo com a cabeça apoiada sobre a mesa de trabalho parecendo ainda pior do que estava durante a manhã, tirando o fato de que ele tinha tomado banho e estava vestido socialmente.
– Hyung. – falou, fechando a porta depois de entrar. JinKi ergueu a cabeça um pouco, mas ao ver que era JongHyun, voltou a abaixá-la. – O que houve? Você está bravo comigo?
– Não houve nada, Jjong. – murmurou JinKi, a voz saindo abafada – E não estou bravo com você.
– Não acredito.
O menor se aproximou do mais velho com certo cuidado, se lembrando do que tinha acontecido no dia anterior quando fora para o apartamento de MinHo e se odiou mentalmente. Não tinha o direito de ter ficado enciumado pelo modo como o garoto KiBum falara com JinKi, não quando ele, após JinKi sair, fora correndo encontrar MinHo, mesmo que para falar sobre algo sério.
– Estou apenas bravo comigo mesmo, Jjong. – o maior ergueu a cabeça e apoiou o queixo sobre a mesa, dando um sorriso triste. – Fiquei bravo com você ontem à noite, mas agora percebi que sou tão traidor quanto você.
– O que? – JongHyun abriu a boca para falar algo mais, mas preferiu se calar. Não queria saber o motivo pelo qual JinKi ficara bravo com ele, poderia ser que o amigo tivesse descoberto de alguma maneira o que acontecera no apartamento de MinHo.
– Nada, deixa para lá.
A porta da sala se abriu novamente e por ela entrou MinHo, com a mesma expressão divertida e maliciosa de sempre. Ele ergueu as duas sobrancelhas ao ver JongHyun, mas deu um sorriso aparentemente inocente ao voltar o rosto para JinKi.
– JinKi, Jjong.
– Olá de novo, Choi. – disse Jjong, mordendo o lábio inferior. – Agora que você chegou, é melhor eu sair.
– Já? Não tem problema você assistir a mim e ao JinKi fazendo... – mas parou quando JongHyun lhe fuzilou com os olhos. – Ok, pode ir, assim tenho JinKi só para mim.
O mais velho nem se incomodou pelas palavras ditas por MinHo para JongHyun, apenas se endireitou na cadeira giratória, aguardando por fosse o que fosse que o Choi queria lhe dizer para estar procurando-o. JongHyun deu um leve aceno e saiu da sala rapidamente, fechando a porta atrás de si em seguida.
– E então, — falou MinHo assim que JongHyun saiu – como foi ontem com Joon hyung?
– Foi bem.
– Com bem, você quer dizer...
– Joonie hyung se... Confessou para mim. – contou. MinHo piscou.
– O que? Mas já? – riu baixinho. – Ele deve gostar muito de você ou é muito apressadinho.
– Hum.
– E o que vai fazer? – se aproximou da mesa do maior, colocando a mão sobre ela.
– Vou ficar com ele. – respondeu JinKi, após uma profunda exalação.
O maior respirou fundo, também, e rodeou a mesa de JinKi, ficando por trás do mesmo e colocou os braços ao redor dos ombros do mais velho.
– Essa é sua decisão final?
– Depois de muito pensar, sim.
– Por quê? – quis saber, colocando sua bochecha direita contra a esquerda de JinKi.
– Ele me faz bem e... Parece realmente gostar de mim.
– Te faz bem? De que forma? – espalmou as mãos na barriga do menor, descendo-as até a virilha do mesmo, que prendeu a respiração. – Desse jeito?
– Pára, MinHo. – segurou as mãos do maior quando estas apertaram o membro adormecido dentro da calça. – Não quis dizer que ele me faz bem em um sentido sexual da palavra.
– Então como ele te faz bem? – perguntou o Choi, mas não estava realmente preocupado com a resposta.
Passou os lábios róseos pela pele do pescoço de JinKi, que tentou virar o rosto quando MinHo colocou uma mão em seus cabelos suavemente e fez com que o maior o olhasse.
JinKi fechou os olhos.
Não queria ver a centelha de desejo e escuridão que estavam sempre presentes nos olhos de MinHo. Porque sempre que o fazia, Onew via coisas que alguém comum não entenderia; via toda a solidão do Choi e se sentia sugado por ela.
Se sentia fortemente impelido a aceitá-la.
– Me sinto confortável quando estou com ele.
– Confortável... Essa não é uma razão muito aceitável. – murmurou.
– Para mim, é.
– Então ficará com ele porque realmente se sente bem com ele, ou é apenas tudo uma questão de culpa?
– Por que eu ficaria culpado? – desviou o olhar.
– Pelas coisas que posso fazer com que você faça.
Beijou o mais velho sem esperar resposta ao que dissera.
JinKi tinha que começar a entender que enquanto MinHo estivesse próximo a ele, não poderia simplesmente deixar tudo para o ar como pretendia, todas as pontas soltas que formara com JongHyun e ele e as que ainda estava formando. Se o único jeito de fazê-lo compreender aquilo era corrompê-lo, mesmo que aos poucos, era o que faria.
Com Joon ou sem Joon, JinKi seria seu. Queria isso e descobriria o motivo depois que o tivesse completamente para si. Poderia ser muito triste, mas se a amizade de JinKi com JongHyun acabasse após isso, MinHo não acharia tão ruim assim. Assim teria os dois, o que era maravilhoso e ainda poderia esquecer o sabor de KiBum.
Sim, pois beijar Key fora a pior decisão que fizera em toda sua vida. Nem mesmo o sabor saboroso dos lábios de JinKi podiam tirar o gosto doce dos de KiBum de sua memória.
Isso era tanto verdade, que mesmo enquanto sentia sua excitação aumentar apenas por ter JinKi se derretendo em seus braços e surpreendentemente correspondendo ao beijo possessivo e egoísta que lhe dera, a forma como KiBum se moldou a ele enquanto se beijavam dentro do armário, as mãos dele indo para sua nuca e o puxando mais para perto... Por mais que tentasse, não poderia esquecer tão cedo.
Ao término do beijo, JinKi abriu os olhos, fazendo com que estes se encontrassem com o olhar quente que MinHo lhe lançava. Os lábios já inchados do mais velho se moldaram em um pequeno sorriso.
– Não importa o que, MinHo... Ficar com o Joon... Ainda é minha decisão final.
Notas finais
Mas agora acho que só posto novamente lá pro fim da semana que vem, sexta, sábado... kkkkk não era pra eu estar postando hoje, gente ;___;
Tchauzinho~
Beijos meus ;***** E não pensem que Onyu está virando um puto, é só o Minho :3
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