Obsession
9 Avançando
Notas iniciais
O capítulo ficou maior do que eu queria e espero que gostem!
Beijos meus e nos veremos nas notas finais.
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Mas não ousou se mexer, assim como o próprio JongHyun também não. Parecia que em um instante, toda a atmosfera do local mudara drásticamente para algo entre tensão e temor. E essa tensão era porque mesmo querendo beijar JongHyun, JinKi sabia que não devia; não era certo.
- Hyung? — perguntou Jjong em um fio de voz. E ouvir o menor falando naquele tom quase manhoso, com as bochechas rubras e seus olhos fixados no dele foi o suficiente para sumir com o que ainda havia de sanidade na mente de JinKi naquele instante.
E em um único movimento, beijou JongHyun que piscou, surpreso. Mas logo a surpresa deu lugar a um vazio, já que todos seus pensamentos evaporaram e tudo o que Jjong conseguia pensar e sentir eram os lábios de JinKi sobre os seus.
JinKi sugou vagarosamente o lábio inferior de JongHyun, nem ao menos precisando forçar entrada na boa do menor com a língua, pois Jjong deu-lhe passagem de bom grado.
As mãos de JongHyun, que até então estavam ocultas sob os cobertores, foram para os ombros de Onew, apertando-os com certa força, as línguas de ambos fazendo uma espécie de dança erótica que era viciante. Apenas quando se separaram em busca de ar que JinKi realmente se deu conta do que havia acabado de fazer.
- ...Jjong, me desculpe eu... — pediu com a respiração entrecortada.
JongHyun passou a língua pelos próprios lábios, fitando a parede atrás de JinKi, mas logo seu olhar se dirigiu para o amigo.
- Você me beija do nada e depois me pede desculpas? — questionou com falsa irritação — Sinto muito cara, mas eu não quero suas malditas desculpas.
O mais velho abriu a boca para dizer algo, mas voltou a fechá-la, se sentindo naquele instantes um péssimo amigo. Seu plano inicial nunca fora 'atacar' Jjong, ele tinha ido até a casa do amigo porque estava preocupado com ele, porque realmente sentia que os dois precisavam de mais tempos juntos. Não foi porque queria fazer outras coisas.
Com um pequeno sorriso diante da expressão que JinKi fazia, JongHyun puxou o mais para cima de si, sem se importar com os pequenos tremores que tomavam conta de seu corpo febril. Na verdade, ele estava se importando com qualquer coisa naquele momento, exceto seu corpo. Tudo o que ele queria fazer era beijar JinKi outra vez, sem que dessa vez o mais velho se sentisse impelido a não continuar por achar que era errado.
- Me beije novamente, hyung. — pediu com a voz um tanto quanto rouca — Se sinta culpado mais tarde.
Boquiaberto, o Lee olhou para o outro que estava deitado embaixo de suas pernas e hesitou. Hesitou porque sabia que realmente se sentiria culpado mais tarde, que se arrependeria. Mas o olhar convidativo que JongHyun lhe lançava fez com que uma a uma suas desculpas parecessem idiotas.
Antes que pudesse pensar em alguma desculpa realmente válida, JongHyun puxou o rosto de JinKi em direção ao seu, e colando os lábios deles com uma ousadia que até então ele não sabia ter, colocou as pernas ao redor dos quadris do maior, já podendo sentir a ereção do Lee que não estava nem um pouco oculta pelo tecido da calça social.
E naquele momento, Jjong quis saber como seria ter JinKi dentro de si.
Ficou assustado com tal pensamento, pois jamais se imaginara sendo o passivo de alguém. Apertou ainda mais o corpo do mais velho contra o seu, ganhando um gemido rouco de JinKi em resposta conforme as ereções de ambos eram pressionadas uma contra a outra.
Separou as bocas uma da outra apenas para descer com sua língua pelo maxilar e pescoço de JinKi, deixando uma quente trilha molhada naquelas regiões. O sabor da pele de JinKi era viciante, assim como sua textura macia.Também querendo sentir a pele de Jjong, JinKi colocou as mãos por dentro da camiseta do menor, sentindo o quanto era macia ao toque e logo ficando com vontade de senti-la sob o toque de sua boca, de sua língua.
Nada poderia atrapalhar aquele momento.
Os rapazes se separaram assustados quando o celular de JinKi começara a tocar insistentemente. JongHyun se afundou no colchão com um suspiro irritadiço enquanto JinKi levantava de cima dele e saía de cima da cama, o rosto ficando da cor de um pimentão e tirou o celular do bolso traseiro de sua calça.
O Kim respirou fundo. Havia acabado de finalmente avançar um pouco com JinKi, mas ainda assim se sentia nervoso. O que fariam agora? Colocou uma mão sobre o próprio peito, sentindo a pulsação acelerada sob seus dedos e seu membro já inchado latejando dentro da calça. Doce tortura.
Onew apertou o botão de aceitar chamada e lançou uma breve olhada por sobre o ombro, vendo JongHyun estirado em sua cama, os olhos fechados.
- Meu Deus, Onew...! — era Joon — Ai cara, aconteceu uma coisa terrível! — exclamou em tom urgente.
- Joonie hyung? — JinKi piscou confuso — O que aconteceu?
- Caramba, eu não sabia mais pra quem ligar, meus pais não moram aqui na Coréia faz um tempo, Tae e eu não temos nenhum outro familiar por aqui... — falou Joon com medo, deixando JinKi ainda mais preocupado.
- O que? — questionou — Hyung, eu não estou entendendo. O que aconteceu? — do outro lado da linha, Joon suspirou exasperado.
- Acabaram de me ligar do hospital, TaeMin sofreu um acidente.
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Quando terminou de falar com Joon, JinKi guardou o celular de volta no bolso da calça e fitou Jjong que tinha se levantado e o encarava preocupado.
- Quem sofreu um acidente? — perguntou o Kim.
- TaeMin. — respondeu JinKi — Ele foi atingido por um carro desgovernado enquanto ia para casa. Já estão com ele no hospital.
- TaeMin... Sofreu um acidente?
"Vou eliminá-lo.". As palavras de MinHo vieram em sua mente, fazendo-o ficar assustado. TaeMin sofrera um acidente no mesmo dia que MinHo dissera que eliminaria o garoto. Era muita coincidência. Será que havia sido ele então quem... Não, não podia ser.
Ou podia?
- Onew, vá para o hospital fazer companhia ao Joon hyung. — falou.
- Mas e você...?
- Estou ótimo, Joon quem precisa de você agora. — disse firmemente — Vou tomar algum remédio para febre, não se preocupe comigo.
- Tem certeza que...
- Vai logo! Daqui a pouco encontro vocês lá. — mas antes, ele iria conferir uma coisa.
Balançando a cabeça e assentindo, JinKi alisou suas roupas e sorriu para JongHyun rapidamente, logo correndo para fora do quarto. E Jjong pôde ouvi-lo gritar um "A gente se vê!" antes da porta da sala ser fechada.
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Depois daquele pedido silencioso para que MinHo prosseguisse em sua investida na boca de JinKi, o Choi soube que um contrato estava selado. E isso o deixou feliz, mais do que deveria.
Agora, JinKi estava mais adepto aos seus toques, e por mais que com MinHo as coisas fossem agindo primeiro e conversando depois, ele sentiu que deveria falar sobre o ocorrido com o meio-irmão.
E foi o que fez. Mesmo que JinKi já tivesse uma ideia disso, MinHo falou que o desejava e que não deixaria outras pessoas 'levá-lo' tão facilmente. E mesmo que o mais velho não aceitasse, uma hora aquilo mudaria e JinKi cederia completamente a ele, ainda que o rapaz pensasse que MinHo estivera apenas brincando quando dissera e fizera aquelas coisas.
- Hm... — suspirou e se revirou no tapete de sua sala de estar. Estava ansioso, queria saber se JongHyun teria sucesso em dar seu próximo passo.
Aos poucos, estava se sentindo mais próximo do Kim, quase como se fossem amigos, o que era estranho já que nunca tivera aquela intenção. Estava começando a se importar com como Jjong ficaria caso ele ou Joon começassem a ter algo com JinKi. Queria saber se o rapaz sofreria com isso.
Alguém bateu na porta e ele se levantou com preguiça, indo até a mesma e destrancando-a. Sua boca se abriu em um 'O' de surpresa ao abrir a porta e encontrar a última pessoa que esperava ver naquele momento.
- MinHo, como vai?
KiBum.
Tão bonito e sorridente como se lembrava. O rapaz sorriu docemente para o mais alto, passando uma mão nos próprios cabelos castanhos, a pele clara ainda lhe dando uma aparência delicada e quase feminina.
- Key. — sussurrou MinHo, sem ainda acreditar no que via.
- Não vai me convidar para entrar? — KiBum passou pelo Choi, entrando no apartamento.
Ainda meio perplexo, MinHo fechou a porta e se virou, vendo KiBum vasculhar a sala de estar como se realmente fosse interessante.
- Aqui é bem chique. — comentou Key — Você sempre quis morar num lugar assim, não é, Min?
- ...Como você me encontrou? — perguntou MinHo ignorando o que o menor dissera antes.
- Tenho meus contatos. — ele cruzou os braços e fez um bico — Vai ficar me olhando com essa cara? Eu sei que você não estava a fim de me ver, mas eu senti sua falta sabia?
Subitamente, os olhos de MinHo se encheram de lágrimas e ele piscou tentando afastá-las, sem entender como que, depois de tanto tempo ainda parecia sentir algo pelo doce KiBum. Ou talvez, não fossem os sentimentos que tinha pelo menor, talvez as lembranças do que vivera com ele que o deixassem melancólico. Por isso que durante os últimos dois anos, havia feito o possível para não ver Key novamente.
"O garoto de quinze anos se escondeu atrás de um dos pilares que sustentavam o teto do pátio e tentou não fazer barulho ao ouvir as moças do orfanato fofocarem sobre ele:
- Aquele garoto que acabou de ser mandado para cá... Fiquei sabendo que a mãe dele era uma... Prostituta.
- Nossa, mesmo? Tadinho... Tão bonito. E a mãe dele morreu de que? AIDS?
- Não, não. Parece que ela também usava drogas e teve uma overdose enquanto fazia um 'servicinho'.
- Que horror...! O garoto sabe disso?
- Mas é claro que não! Imagina, ele já perdeu a mãe. Se descobrisse que além de puta ela também era viciada em drogas...
O garoto quase gritou assustado quando sentiu um cálido toque em seu ombro. Ele se virou de olhos arregalados, colocando a mão no peito e fitou o amigo que lhe sorria sorrateiramente.
- O que você estava fuxicando ali? — perguntou Key dando alguns passos para contornar o pilar, mas MinHo o segurou.
- Não é da sua conta, sai daqui. — retrucou.
- Humpf. Seu chato. — resmungou — Ainda não sei como você consegue ser tão azedo.
- Velhos hábitos demoram para mudar, KiBummie. — respondeu o Choi, pegando KiBum pelo braço e o levando para longe das duas moças que continuavam fofocando.
- Acho que você deveria parar de ser tão insensível. — o olhou — E grosseiro.
- Estou tentando parar, ok? Já fui pior antes, pode acreditar.
- Sei.
Porque realmente era verdade. Antes de KiBum 'entrar' na vida de MinHo, o rapaz não tivera nenhum outro amigo. Ele viveu em seu próprio mundo, aturando as brincadeiras e ameaças de seus colegas sem se queixar, já que para ele, não tinha razão para responder às palavras maldosas das crianças que de certo modo diziam a verdade.
Sua mãe havia morrido quando tinha oito anos, e tivera que aprender a se vira sozinho. Apesar de não gostar de ser rude com as pessoas, aprendera a usar isso para se proteger, tivera que absorver a malícia que os outros ao seu redor tinham para não ser usado. Mas não fez muita diferença.
Afinal, o que uma criança pode fazer contra um adulto? Um adulto que dizia ser o namorado da sua mãe, mas que MinHo sabia que não era verdade. O que aquele homem queria mesmo? Era apenas abusar dele. MinHo vivia se perguntando o por que do homem pagar pelos 'serviços' de sua mãe todos aqueles anos se ele estava interessado era nele mesmo, Choi MinHo.
- Você sabe, não é? Amanhã, minha nova família virá me buscar.
- Ouvi falar.
- Novamente este tom...
- Desculpe. — suspirou pesadamente, mas em seguida sorriu — Estou feliz por você ter sido adotado. Parecem ser boas pessoas, aquele casal.
- Queria que eles não morassem tão longe daqui. — se sentou no banquinho perto da parede, MinHo fez o mesmo — Acho que não nos veremos mais.
- ...Talvez... Talvez eu vá te visitar.
- Mesmo? — perguntou KiBum animado, os olhos brilhando.
- ...Sim. — concordou MinHo, olhando o chão sob seus pés. — Você sabe, tenho recebido algum dinheiro do meu verdadeiro pai. Não usei nada até agora, então estou quase rico. — riu.
- Quero só ver!
— Amanhã, eu estarei no aeroporto para me despedir de você, também.
— Promete?
- Uh?
— Promete que, mesmo que eu more há milhas e milhas de distância daqui você não vai me esquecer?
- Por que tenho que prometer isso? — questionou estupefato.
- Promete ou não?
- Tá... Eu prometo. — ambos se olharam e ver o sorriso radiante de Key fez o coração de MinHo se apertar.
Seria trágico, dizer que demorara tanto tempo para encontrar um verdadeiro ponto de paz para si em uma pessoa e essa pessoa ser seu melhor amigo. Um amigo que seu coração reconhecia como algo a mais, como um amor; que era de certa forma, inocente.
E esse amor, iria embora no dia seguinte, sem nunca saber a verdade. Mas era melhor assim, MinHo não queria que quando KiBum tivesse que ir embora, se sentisse mais deprimido. Ele queria ver o menor sorrindo docemente, como sempre.
- MinHo... Eu tenho que te contar uma coisa.
O maior olhou para KiBum novamente, no instante em que este tomava sua mão na sua.
- Não sei se você vai me achar estranho ou sei lá, mas...
- O que? — ele apertou um pouco a mão de MinHo.
- Eu... Eu te amo, Min. — confessou — Mais do que como um amigo ama outro. Há muito tempo.
MinHo piscou, boquiaberto e sem saber o que dizer. Queria falar que também o amava, que faria tudo para que não se separassem mesmo que KiBum fosse para outra cidade, mas não disse nada.
Porque KiBum não poderia amá-lo.
E o Choi não queria que dentre todas as boas pessoas que existiam naquele mundo, KiBum tivesse logo a ele em seus pensamentos. MinHo era apenas um adolescente que crescera sendo maltratado e molestado por outros, desejado por sua beleza, mas que de forma alguma recebera realmente algum tipo de carinho. Ele não pudera nem ao menos desfrutar da companhia da própria mãe, já que esta era uma prostituta.
- Pois não deveria me amar. — retrucou secamente — Existem outras pessoas por aí Key, não vou deixar você ficar querendo criar sentimentos logo por alguém como eu.
- Alguém como você? — repetiu — Eu não me importo nem um pouco sobre o que ‘alguém como você’ é, nunca me importei. Gosto de você, MinHo. Eu te amo.
- Então não ame! — se levantou, tirando a mão de KiBum de sobre a sua — Você vai embora amanhã, sua vida será diferente daqui pra frente, não tente deixar as coisas mais difíceis.
- Eu não estou querendo deixar as coisas mais difíceis! Estou falando o que sinto!
- Amanhã... Eu não verei você ir embora. — murmurou MinHo, sem olhar para a face triste de KiBum. — Então, adeus. — falou e se dirigiu a passos largos para seu dormitório.
- Você vai se arrepender disso, MinHo!! — exclamou Key — Por não deixar ninguém gostar realmente de você!
Mas MinHo não ouviu ou tentou não ouvir.
No dia seguinte, enquanto passava pelo portão do aeroporto para pegar o seu vôo, KiBum insistiu em dar uma última olhada nas pessoas que estavam por ali, tentando encontrar o rosto que mais precisava ver. E seus olhos se encheram de lágrimas ao perceber que não adiantaria, MinHo não fora se despedir dele.
Enquanto isso, no quarto que usava com outras crianças no orfanato, com a cabeça afundada contra o travesseiro, MinHo chorava, o mesmo tanto que KiBum ao entrar no avião."
- Também senti sua falta. — admitiu MinHo. Porque ele sentira, mais do que podia, mais do que deveria.
E com isso recebeu em troca um sorriso radiante de KiBum que em seguida correu até ele e o abraçou. MinHo não correspondeu ao abraço,ele não sabia como e se deveria fazê-lo. Pela primeira vez em tempos, o Choi estava indeciso sobre que decisão tomar.
Será que era isso que JongHyun sentia quando estava perto de JinKi? Essa indecisão, esse medo de que se fizesse algo, estragasse tudo sem ter mais volta?
MinHo quase riu de si mesmo.
Sempre ficara zombando de Jjong, por ele não criar coragem e fazer logo o que queria fazer, mas ali estava ele, fazendo a mesma coisa. Mas depois de alguns segundos, ele decidiu o que deveria fazer.
- Key... Vá embora. — falou, afastando gentilmente KiBum.
- ...Eu já ia mesmo. — murmurou — Só queria saber como você estava.
- Agora já sabe. — disse em tom mais rude do que pretendia.
KiBum balançou a cabeça e ergueu o olhar. Só naquele momento que MinHo pôde ver que o menor estava chorando, um choro baixo que se transformou em um sorriso em poucos segundos.
- É. — concordou — Mas não pense que essa será a última vez que nos veremos.
- O que quer dizer?
- Passei esses dois anos pensando, tentando entender o porque de você não aceitar que merece ser amado também.
- E daí?
- E daí, que ainda não descobri. Mas vou mudar isso MinHo.
- Eu já mudei o bastante, KiBummie. Você não imagina o quanto.
- Farei você aceitar, te mostrarei que não é tão ruim assim.
- Posso até aceitar que posso ser amado, como você diz. — ele sorriu, um sorriso desprovido de humor — Mas isso não quer dizer que aceitarei os seus sentimentos.
O menor limpou as lágrimas de seu rosto e se dirigiu para a porta. Ele a abriu, mas antes de sair deu uma última olhada em MinHo que o encarava sem expressão.
- E quem disse que ainda tenho sentimentos por você?
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JinKi abriu a porta que dava no segundo andar do hospital e exalou, passando uma mão na testa que continha algumas gotas de suor. Ele olhou ao redor e se dirigiu até o fim do largo corredor onde várias outras pessoas, tanto pacientes e seus familiares quanto médicos caminhavam calmamente ou com certa urgência.
Pouco mais a frente, pôde ver de pé, conversando com uma moça loira, um rapaz de cabelos cor de caramelo que JinKi reconheceria em qualquer lugar. Sorrindo, ele correu até Joon.
- Joonie hyung! — chamou. O mais velho se virou com um olhar triste e preocupado, mas que logo se tornou mais suave ao ver JinKi.
- Onew, obrigado por vir.
- De nada. — deu um abraço reconfortante no maior, que suspirou. Um abraço que começou a se estender por mais tempo do que devia, até que alguém pigarreou com irritação e esse alguém era a namorada de Joon.
- Então você é o Onew. — comentou ela, com um sorriso amarelo. — Sou HyunA, a namorada do ChangSun.
- Na verdade, meu nome é JinKi. Onew é apenas um apelido. — falou — Joonie hyung já havia me falado de você.
- É mesmo? Que bom. — HyunA puxou Joon para si, colando os corpos de ambos em um gesto possessivo.
- E como TaeMin está? — perguntou JinKi mudando de assunto.
- Ele quebrou os dois braços e uma costela, mas os outros ferimentos foram leves. — contou Joon com uma careta. — Agora ele está na sala de cirurgia.
- Que horrível. E sabem quem foi que o atropelou?
- Pelo que me disseram quando cheguei aqui, foi um motorista bêbado. A polícia o levou para a delegacia.
- Oh...
- Meu cunhadinho é bem insistente, não deixaria qualquer coisa fazê-lo ficar mal. — falou HyunA um pouco azeda — Alguns morrem em acidentes como esse, TaeMin não.
- Ainda bem. — disse Joon — Venham, vamos sentar.
Os três foram para a sala de espera e se sentaram. Ficaram ali vendo os minutos passarem, JinKi tendo que ouvir vez ou outra HyunA ronronando para Joon e de certo modo se esfregando no mesmo, que não parecia muito confortável com isso.
Não tinha nem maneiras de JinKi não prestar atenção já que a garota se sentara propositalmente entre ele e Joon.
- Hyung. — falou uma voz que JinKi não conhecia. Ele olhou para o lado e viu um garoto que aparentava ter a mesma idade que TaeMin, acompanhado de um rapaz mais velho.
- Mir. — disse Joon surpreso, se levantando e indo até o garoto. — E... SeungHo hyung.
HyunA cruzou os braços com irritação. Ela não suportava SeungHo e Mir. Para ela, os dois estavam sempre atrapalhando o namoro dela com Joon, desde o início. Ela pensava até que depois do que fizera alguns meses trás, os dois não fossem mais amigos de seu namorado mas pelo visto, estava enganada.
- Mir me disse que TaeMin tinha sofrido um acidente, então vim com ele dar um... Apoio. — explicou SeungHo, fazendo beicinho ao ver HyunA sentada pouco atrás de Joon com cara feia.
- Obrigado por virem. — agradeceu Joon — Tae está fazendo uma cirurgia agora.
- Ele se machucou muito? — perguntou Mir assustado — Ai meu...
- Não, até que ele está bem. — Joon cortou suavemente — Mas acho que ficará bem raivoso quando receber alta.
- Imagino. — concordou SeungHo, lembrando da personalidade do irmão do antigo amigo. — Mas já que ele não está tão mal, vou indo.
- Hã? Já? — falaram Joon e Mir ao mesmo tempo.
- Sua namorada não parece muito feliz em me ver, Joon.
- Que nada, vem. Eu quero apresentar alguém para vocês.
E levou os garotos até o banco ao lado de HyunA, que era ocupado por JinKi.
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Passaram-se menos de dez minutos depois que KiBum saíra e logo se ouvia mais batidas na porta. Será que KiBum ainda iria insistir em algo, ou iria brigar com ele...? Será que o menor não percebia que MinHo agora era alguém completamente diferente do que era no passado?
- Key, já falei para você ir embora... — começou, abrindo a porta. Mas se calou ao ver que quem estava ali era JongHyun. — Jjong?
- Oi Choi. Estou entrando. — falou, adentrando no apartamento do maior e fazendo uma careta por sua decoração luxuosa. — Não é a toa que você tem essa maldita cara de mauricinho, uh?
- Que surpresa agradável, você vir aqui. — comentou MinHo, ignorando o que Jjong dissera e trancando a porta. — Mas também muito suspeita. Sobre o que veio se queixar agora?
JongHyun se voltou para MinHo e bufou. Ele se jogou no sofá do rapaz, cruzando os braços contra o corpo em seguida.
- Aconteceu uma coisa.
- O que? Finalmente decidiu desistir do JinKi e se abrir para mim? — o Choi se sentou ao lado de Jjong com um sorriso malicioso e colocou uma mão sobre uma das coxas do rapaz, começando uma carícia — Até que enfim...
- Sai daqui! — o Kim o empurrou, enfezado, mas quase riu, para depois exalar e ficar sério. — É algo sério o que tenho para falar.
- Hm. — fez beicinho. — O que foi então?
- TaeMin sofreu um acidente durante a tarde. — contou. MinHo deu um sorriso zombeteiro.
- O que, o pequeno pônei se machucou enquanto trotava por aí? — brincou. Jjong lhe encarou.
- Ele foi atropelado, ou melhor, quase isso. — o olhar dos dois se encontraram — Uma grande coincidência, já que hoje na escola você disse que iria eliminá-lo.
- Se ele sofreu um acidente isso me poupa bastante trabalho, não concorda? — MinHo falou balançando a cabeça. — Espera um minuto, você está pensando que foi eu quem...
- Você atropelou o TaeMin?
- Por favor né, Jjong. Tenho mais o que fazer do que ficar atropelando pôneis pelas ruas! — exclamou o Choi perplexo. — Nem ao menos tirei minha habilitação.
- Isso não quer dizer que você não possa ter pago alguém para fazer o trabalho sujo.
- Meu coração chora com suas palavras, Jjong. — soltou um suspiro teatral — Saber que nem você acredita que eu possa ser uma boa pessoa...
- Sem brincadeiras, Choi. Foi você ou não?
- Não foi eu, acredite ou não. Que eu saiba, quem estava a ponto de sair batendo em todo mundo na escola foi você, não eu.
- Agora está querendo me culpar? — JongHyun cerrou os punhos, irritado. MinHo se aproximou dele e passou a mão em sua bochecha, numa carícia quase reconfortante.
- Claro que não. — sorriu — Posso ser um puto, cara-de-pau, cafajeste ou o que for, mas não faria algo assim e você... Acho que também não.
O Kim abaixou o olhar para a mão em seu rosto. Será que deveria deixar tudo como estava? Talvez não tivesse mesmo sido MinHo quem atropelou TaeMin, tudo poderia ter sido apenas uma terrível coincidência.
Suspirando resignado, Jjong se afastou do toque de MinHo.
- Sei.
- Não pense no que não é importante, Jjong. — disse ele em tom afetuoso — Vou descobrir se tiver algo errado sobre o acidente do pequeno pônei.
- Claro.
Sorrindo, MinHo tomou JongHyun em seus braços e o beijou.
- Não, MinHo... — JongHyun colocou as mãos nos ombros do rapaz, para afastá-lo.
Havia acabado de avançar um pouco com JinKi, não podia deixar MinHo desviar seus pensamentos logo agora. Parecendo ter lido os pensamentos do menor, o Choi passou a mão pelo pescoço de JongHyun, afundando os dedos nos cabelos castanhos conforme subia a mesma.
- Não lute contra isso, Jjong. — falou, mordendo o maxilar do Kim e logo, Jjong se derreteu sob seus lábios.
JongHyun se deixou ser beijado, sentindo a língua de MinHo descendo pelo seu pescoço e depois subindo, indo até sua orelha e mordiscando. O que Jjong realmente queria era deixar MinHo pensando que acreditara que ele não tinha nada a haver com o acidente de TaeMin. Ele iria descobrir se fora realmente o maior ou não; se não fosse, bem, ficaria aliviado.
Era isso que pensava até que sentiu MinHo enfiar a mão por dentro de sua calça e acariciar seu membro adormecido. O mais alto se separou de Jjong e se ajoelhou frente a ele, começando a abrir o zíper da calça do Kim, que finalmente caiu em si.
- MinHo.. O que você está fazendo?
- O que eu estou fazendo? — repetiu MinHo, com uma expressão nada inocente no rosto bonito. JongHyun tentou se afastar, mas MinHo não permitiu e segurou-o pela cintura — Quero te fazer relaxar um pouquinho.
- Não estou com vontade de relax... — Jjong se calou quando MinHo tomou seu pênis em suas mãos para logo em seguida o abocanhar.
JongHyun fechou os olhos e gemeu conforme o Choi passou a língua por toda a extensão de seu membro, para depois o sugar completamente. Em meio ao delírio, Jjong passou as mãos na cabeça de MinHo, os dedos se enrolando entre os fios escuros, para que o outro continuasse.
E então o celular do Kim tocou no bolso traseiro de seu jeans, fazendo Jjong abrir os olhos rapidamente. Tentou novamente afastar MinHo mas o maior simplesmente deu de ombros, continuando a tortura que sua boca fazia no falo de JongHyun que pegou o celular e soltou uma pequena maldição quando viu quem era.
- MinHo, para. — falou e apertou o botão para atender a chamada. — Onew hyung?
O Choi parou por alguns segundos quando ouviu Jjong falar com JinKi, mas depois sorriu e decidiu que faria de tudo para que o menor não se contivesse e gemesse enquanto falava com o amigo. Seria tão divertido...
- Ei Jjong, liguei na sua casa e ninguém me atendeu... Onde você está? — perguntou JinKi do outro lado da linha.
- Eu... — Jjong segurou um gemido quando MinHo iniciou uma massagem em seus testículos inchados. — Estou por aí.
- Era para você estar na sua casa — brigou JinKi — Você está doente, não pode ficar por aí. — Os olhos de JongHyun quase viraram com a língua de MinHo passando pela sua glande, o rapaz passando as mãos nas coxas do menor, apertando, o gosto do pré-gozo inundando sua garganta.
MinHo aumentou a pressão da sucção, totalmente absorto no que fazia, ficando excitado apenas com os ôfegos que Jjong fazia, os pequenos e baixos gemidos que o menor lutava para não soltar, com medo de que JinKi ouvisse só faziam a libido de MinHo aumentar. Era quase como iniciar uma briga que terminaria em sexo, só a discussão já o deixava em chamas.
- MinHo... — sussurrou JongHyun em advertência.
- Você está com o MinHo? - questionou JinKi em tom acusatório. O Kim engoliu em seco, mas se engasgou com a própria saliva e começou a tossir. MinHo deu uma risada rouca, o som vibrando em sua garganta.
- Que? Não, é que eu pensei ter visto ele ali do outro lado da rua... — mentiu.
Apertou os olhos quando sentiu que estava prestes a gozar. Seu corpo todo se retesou, em uma tensão que não deixou opção para ele a não ser apertar ainda mais o agarre nos cabelos de MinHo e fazer com que este aumentasse ainda mais a pressão.
Seu sêmem se derramou na boca do mais alto, em um jato quente, escorrendo um pouco pelos cantos da boca do Choi que engoliu todo sem nem um pouco de hesitação. Mordendo o lábio inferior com força, JongHyun respirou fundo.
- Jjong? — chamou o Lee com preocupação, do outro lado da linha.
- Ah, Onew hyung. Te ligo mais tarde, ok? — falou Jjong — Estou indo para o hospital, então... — desligou antes de receber uma resposta por parte do amigo.
MinHo soltou o membro agora flácido de JongHyun e se levantou, lambendo os lábios que estavam moldados em um sorriso divertido. JongHyun deu um soco no ombro dele, que começou a rir.
- Você acha isso engraçado? — resmungou o Kim em tom ameaçador.
- Claro que acho. — confessou MinHo, ainda rindo — Sua cara quando JinKi perguntou se você estava comigo... Foi única.
- Idiota. — resmungou, fechando a calça — Tenho que ir para o hospital agora, Onew hyung está me esperando.
- Okay... — concordou e colocou o rosto próximo do de JongHyun novamente — Na próxima, quem vai me chupar será você. — e deu um leve selar de lábios em Jjong, que não soube como responder então simplesmente acenou com a cabeça.
JongHyun brigou consigo mesmo em pensamento, porque nem acreditava que já estava ansioso para essa 'próxima vez'.
Notas finais
Mas sabem né, agora não existirá mais a categoria bandas e tenho que migrar minhas fics para outro lugar :'D O melhor que achei foi o AS mesmo e ficarei lá a partir de agora...
Aliás, foi ótimo ter ficado aqui com vocês, cada review que recebi me deixou muito feliz, agradeço a todos por terem acompanhado a fic até agora, de verdade, meu obrigado a todos.
Aqui é o meu link no AS para quem quiser: http://animespirit.com.br/naruxsakuchan
É isso! Estarei lá, postando e brizando como sempre~~
Beijos meus ;*******
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