Obscure Side

2 Capítulo 1- A culpa não é minha.


Notas iniciais
algum leitor ai?

– Oregon – Salém

Eu estava ali no beco a espera dele, vestindo jaqueta de camurça e calça detonada, tirando a fumaça do meu cigarro o beco estava repleto de névoa, eu parecia estar em um daqueles filmes do Drácula, apoiei minha cabeça na parede de tijolos e dei um ultimo trago em meu cigarro depois o joguei no chão pisando nele, uma moto chegou iluminando o beco sombrio, meu servo havia chegado, ele apagou os faróis da moto e veio até mim em um andar conquistador, chegou perto de mim e me puxou pela cintura, cravei minha mão em seu pescoço e lhe dei um beijo devorador, um beijo com sede e com sensualidade, o beco se iluminou novamente só que não era uma moto e sim uma explosão, ele se jogou em cima de mim me protegendo e assim que houve silencio ele saiu de cima de mim e me ajudou levantar, olhamos para o beco, um homem em meio a sombras segurava um bastão de ferro em sua mão e sua pose era ameaçadora, com todos meu sentidos pude sentir quem era aquele desgraçado, sua forma humana se transformou em um tipo de fantasma negro, envolvidos por nuvens cinzas, sua boca era uma espécie de órbita profunda que sugava almas e então outra explosão surgiu.

– Oregon – Salém – 15 dias antes.

O sinal para o intervalo tocou, meu estomago se revirava só de pensar que eu tinha quepassar mais um dia naquele reformatório, onde adolescentes foras da lei tinham uma lista de ocorrência sendo desde assassinos á assaltantes de farmácia de esquina, eu estava ali junto a eles, sendo condenada a ter matado meu namorado, eu não me lembro de nada, meus únicos depoimentos a policia se resumia há “eu desmaiei, não me lembro de nada” agora eu aguardava as investigações, não me julgaria culpada, mas também já me torturei com pensamentos de que também não seria inocente, ninguém sabe o que aconteceu naquela noite, muito menos eu.

Cheguei ao refeitório recebendo os olhares de “olhe, criminosa novata”, sentei-me ao lado de Blair minha colega de quarto cuja se dizia inocente, ela segurava um bloco de notasque ela anotava seus dias restantes naquele lugar, ela me parecia ser uma boa pessoa, eu sei que era uma boa pessoa.

Ela prendeu seu cabelo loiro em um coque alto e me olhou sorridente.

– Exatamente dois meses para eu me ver livre daqui. – Disse ela arqueando as sobrancelhas e dando um largo sorriso, depois percebeu minha cara de cão sem dono e fez um beiçinho. – Sinto muito, sei que é seu segundo dia aqui, mas o tempo passa e se você for inocente em um estralar de dedos você sai desse lugar Nanda, ai vamos poder sair para dançarmos até nossos pés doerem nas noitadas.

– O julgamento está muito enrolado, creio que não vai ser tão breve – Falei me lamentando.

Blair olhou para meu cabelo e puxou uma mecha em sua mão:

– Ele é liso dessa forma mesmo?

Revirei os olhos simpaticamente:

– Não ele não é liso, assim que eu o molhar uma juba de leão com cachos no estilo Dorothea do mágico de Oz reaparece – Abaixei a cabeça lembrando das vezes que minha mãe arrumava meu cabelo, eu só a viria durante aos sábados agora, e meu pai é ocupado demais com a outra família dele pra poder vir me visitar.

– Mudando de assunto, quer vir conhecer o fantástico Reformatório Louvre Municipal comigo? Aqui parece um museu de tanta coisa velha e interessante que se pode ter. – Disse Blair percebendo meu desanimo.

– Mas e a aula de... – Peguei meu folheto dos horários e o revirei procurando a próxima aula. – Biologia?

– Poxa, to vendo que se preocupa com os estudos, to começando a achar que você é uma santa, enfim, as aulas voltam cerca de vinte minutos depois do intervalo, os professores fazem um tipo de terapia antes de entrarem nas salas, barra pesada ser professor neste lugar. – Ela disse fazendo outro beiçinho.

Depois de um tempo sentada ouvindo Blair cantarolar e palavrões obscenos por toda a cantina o sinal enfim tocou, tínhamos vinte minutos para conhecer um pouco do meu mais novo e querido lar, andamos por uma área coberta de grama mal cortada por fora dos grandes prédios de tijolos– Ali fica o ginásio de esportes e ali a biblioteca – Disse Blair apontado uma grande cobertura com quadras e um prédio solitário com um letreiro meio apagado onde era a biblioteca, ela pegou meu braço e me virou para termos uma visão melhor dos prédios:

– O prédio do meio é aonde dormimos e... – Um garoto alto de cabelo curto e castanho escuro passou entre nós com um ar arrogante mais logo em seguida sorriu para nós, seu caminhar era preciso e elegante, ele chutou uma pedra e saiu resmungando alguma coisa, logo depois entrou no prédio onde havia as aulas e sumiu.

– Nanda, lhe apresento um dos caras mais gatos e possivelmente perigoso deste lugar, se não me engano ele se chama... – Ela estralou os dedos — Nicholas Masen, lindo não? Nem precisa responder olha só você babando – Ela riu de um jeito contagiante.