Oblivion - Novo mundo

4 Capítulo 4 - "NÃO SUA ANTA!!!"


Notas iniciais
Demorou esse Capítulo mas chegou. Novo capitulo espero que gostem.

–Oque você tem de tão especial em Brand? Estou aqui a meia-hora tentando falar com ela... E você só diz. “Vamos sair dessa”. Isso aqui não é uma história onde você é o principal tá certo? –Disse Koud irritado.

–Quem iria querer responder alguém irritante como você? –Retrucou Alyna voltando ao normal... Bem, o normal dela.

–Desculpe por ter que ouvir isso... Eles normalmente brigam menos... Qual é o seu nome? –Perguntou Amanda.

A garota virou seu olhar para Amanda. Pareceu que a pergunta mexeu com ela. Mas com a cabeça erguida, ela respondeu.

–Diana Dremora, eu sou... Era, filha de Axel e Sigel Dremora. Meus pais foram Sacerdotes do templo de Akiro. Depois que o reino se dividiu, sem ninguém para comandar, a barbaridade dos Imanitys só vem aumentando, esses atrasos de vida invadiram o templo, mataram a maioria dos homens, incluindo o meu pai, estupravam as mulheres e os restos foram feitos de escravos, minha mãe foi vendida a três noites... E ainda dizem que somos uma raça superior...

Brand ficou atordoado, de primeira ele pensou que fosse uma brincadeira de mau gosto, mas o olhar triste e sério da garota, fez com que ele percebe-se que as palavras ditas eram verdadeiras. Mas oque responder a essa situação? Oque pensar sobre isso tudo? Ele só teve certeza de uma coisa. Ele não estava mais no acampamento Luz da alvorada.

Koud e Brand se entreolharam, Brand já percebeu que seu irmão estava tão confuso quanto ele, mesmo Koud parecendo não ligar para nada, ele sabe o quão seria era a situação em que estavam. Eles só podiam tentar não deixar que as garotas entrassem em pânico.

–Akiro? Imanitys? Reino? Do que você esta falando? Você esta dizendo para mim que esses caras invadiram um templo de Ak-sei-lá-das-quantas. Que a fizeram de escrava, mataram não sei quantas pessoas. E ninguém chamou a policia? Que Pais é esse afinal?

Diana a massacrou com os olhos, parecia querer estrangular Alyna, ninguém a culparia se o fizesse. –É AKIRO!! Mais respeito com o primeiro Imanity a domar um dragão. Se não fosse ele, não estaríamos aqui.

Alyna rio. –Claro, se não fosse ele você não estaria aqui presa...

–Cala a boca Alyna!!! –Disse Koud sério, a garota revoltada não ousou dizer outra palavra. Ele olhou para a garota dos cabelos brancos. –Diana não é... Você por acaso disse...

–Dragão. –Completou Brand. Ele não havia percebido, mas estava suando mesmo não estando com calor, Brand sempre gostou de dragões, porem, ele sabe que se um deles existir, não seria nada bom... Há pouco tempo atrás ele estava totalmente confuso, mas agora ele já estava começando a juntar às peças... Mas no que ele estava pensando era impossível.

Diana olhou para eles confusa, como se fosse estranho ver alguém duvidar da existência desses seres mitológicos. –Claro que eu disse dragão, de que mundo vocês vieram?

E com essa pergunta Brand engoliu a seco, ele sabia oque ele precisaria fazer para sanar sua duvida, mesmo parecendo loucura. –Diana... Em que mundo estamos?

–Isso é sério? Estamos em Oblivion obviamente. Que mundo achou que estivéssemos?

Era só oque faltava, além de estar preso, acorrentado, mantido como escravo, Brand estava em outro mundo. Koud pareceu ter chegado ao mesmo pensamento.

–Cara... Você que assiste aqueles desenhos chineses do capeta, que droga esta acontecendo aqui? Estamos em outro mundo? –Perguntou Koud a seu irmão.

–Espera. –Interrompeu Amanda. –Do que vocês estão falando? Como assim outro mundo?

Brand tentaria colocar a mão no ombro de sua amiga, mas com os pulsos acorrentados seria difícil. –Calma Amanda... É que...

–Vou ser direto. –Disse Koud interrompendo seu irmão abruptamente. –Não entrem em pânico. Amanda principalmente, você sempre é muito histérica, não venha contestar... –Amanda ameaçou reclamar, mas ficou quieta, parecia que as palavras que não saíram deixaram seu rosto vermelho. –Bem... Vocês já jogaram Digimon World não é?

–Digi oque? –Perguntou a ex-garota revoltada.

Os olhos de Koud fitaram Brand como se perguntassem “Você mata ou eu mato?”. Brand fez que não com a cabeça, Koud prosseguiu. –Bem... Era um jogo, onde o personagem era “Sugado” para dentro de um jogo... Um mundo Digital.

–E oque que isso tem haver?

–Tem certeza que não posso matar ela? –Perguntou Koud a seu irmão, que se segurava para não dizer sim. –Alyna... Lembra-se na floresta? Quando colocamos todas aquelas pedras no circulo, ele começou a brilhar e depois acordamos no meio do nada?

–Você não esta querendo dizer que estamos dentro de um jogo?

–NÃO SUA ANTA!!! –Koud bateu a nuca contra a jaula. –Chega, pra mim já deu, e Brand continue por mim. Não consigo conversar com uma pessoa tão burra, eu desisto...

–Pare de gritar Koud, porra! –Disse Brand com a voz baixa olhando para os atrasos de vida, aqueles os prendiam e depois voltando sua atenção para a conversa. –Não esqueça que ainda estamos presos aqui, e esses caras não parecem muito amigáveis, ou você acha que com você gritando eles vão nos soltar?

–Ele tem razão. –Concordou Diana. –Normalmente eles estripam os...

–Ok! –Brand conseguiu interromper. –Agora vamos voltar ao assunto... Oque Koud quis dizer foi. Se pegarmos tudo que vem acontecendo, e pensarmos em algo como explicação, vamos chegar à conclusão de que... Simplesmente estamos em outro mundo.

–Outro mundo? Como assim outro mundo? Como podemos voltar? –Disse Amanda com cara de desespero.

–Eu disse que você é muito histérica. –Lembrou Koud.

Se as suas mãos não estivessem acorrentadas, ele já teria dado um soco em seu irmão, como de costume. -Koud cala a boca, você não esta ajudando em nada.

–Me expliquem, por favor, vocês estão dizendo que acabamos sendo enviados para outro mundo, não conhecemos ninguém, Zane e Helena sumiram, estamos presos como escravos. E vocês estão calmos? –Indagou Amanda claramente incomodada com uma situação perfeitamente normal.

–Basicamente isso. –Respondeu Koud. –Entrar em pânico não ajudaria em nada, não nos faria achar Zane e Helena, muito menos nos levaria até nossa casa. Enquanto você fica ai chorando, eu fico tentando pensar em alguma maneira de tirar a gente daqui.

Todos calaram a boca, porque não importa em que mundo eles estavam, se seus amigos estão bem se eles não conseguissem sair dali. E eles sabiam disso, Brand havia prometido para Diana que tudo iria ficar bem, que ele iria tirar eles de lá, só que Brand ainda estava acorrentado, e não fazia ideia de como sair dali.

–Eu não faço a mínima ideia do que vocês estejam falando, sobre terem vindo de outro mundo ou coisa parecida. –Disse Diana. –Mas eu sei que não quero ficar aqui por muito tempo... Vejam. –Ela apontava para as montanhas que ficavam maiores a cada metro que eles avançavam, Brand conseguia enxergar um caminho entre elas, onde as mesmas escondiam o que havia no outro lado. –Aqui é o limite poente do Reino, depois dessas montanhas é o lugar para onde os ladrões, assassino, bárbaros em geral vão. Mas agora que tudo esta desmoronando, eles não ligam mais para as fronteiras e começaram a invadir nosso território... Só aumentando o Caos.

–Brand suspirou. -Então você quer dizer que se não conseguirmos fugir antes de passarmos pelas montanhas...

–Adeus Liberdade. –Completou Koud.

–Sim, basicamente isso. –Respondeu Diana.

Brand olhou para ela, seus cabelos pareciam fitas prateadas. –Diana... Eu sei que não é da minha conta, mas você viveu em um templo certo? Não deveria estar acostumada com essa situação... Mas você parece perfeitamente calma... Quando te vi você parecia completamente abalada...

Ela ergueu a palma da mão pedindo que parasse. Lançou um olhar que dizia tudo, mas ainda assim ela falou. –Eu já entendi oque você quer dizer... Se conseguirmos escapar, direi tudo oque você quer saber.

Alyna forçou-se a tossir, querendo voltar à atenção da conversa para ela. –Se os dois pombinhos já terminaram. Vocês me disseram que estamos em outro mundo, e ainda por cima estamos presos, se não conseguirmos sair provavelmente seremos escravos o resto de nossas vidas. E vocês estão conversando sobre o psicológico dela? Faça-me o favor de dar em cima dela depois ok?

–Ela tem razão Brand... –Koud Parou por um segundo. –Não acredito que eu disse isso...

–Eu também não. –Disse Alyna com cara de quem comeu e não gostou.

–Ok pessoal... Mas como vamos sair daqui? –Disse Amanda com a voz fraca, como se a situação estivesse deixando-a nervosa. Pelo menos alguém é normal nessa turma.

–Acho que eu posso resolver essa parte. Eu tive uma ideia. –Disse Koud com um sorriso malicioso no rosto.

Faltando pouco para eles chegarem na montanha, depois de ouvir o plano de Koud, Brand ficou apreensivo, realmente não acreditou que daria certo, não porque o plano era complexo e elaborado, que teria mil passos a serem seguidos como nos filmes. Não, era puramente simples.

–Então resumindo, o plano é a gente se soltar, depois libertar Jack e Kari, e em seguida fugir correndo como se nada tivesse acontecido? –Indagou Brand com a voz baixa o bastante para não deixar os bárbaros escutarem, e alta o bastante para que todos pudessem entender o sarcasmo em sua voz.

–Yep. –Respondeu Koud com o sorriso no rosto.

–E você acha que isso vai dar certo?

–Vocês tem alguma ideia melhor? –Ninguém ousou dizer uma palavra. –Foi oque pensei.

–Infelizmente... Acho que essa é a nossa melhor escolha... –Comentou Diana, todos conseguiram perceber como foi difícil ela dizer essas palavras.

Koud sorrio. –Calma pessoal, se essa fosse uma história de um livro, filme, ou seriado, eu provavelmente seria o protagonista, e o plano do protagonista sempre da certo, isso é oque chamam de poder do protagonista.

–Se essa droga der certo... E eu sobreviver... Tenho certeza que ele vai me encher o saco depois... –Disse Brand Balançando à cabeça, como se o plano der certo fosse a pior coisa que poderia acontecer.

–Koud... –A voz de Amanda estava mais baixa que o normal, explicitamente preocupada com tudo, como se a falta de medo do Koud, foi recompensado na preocupação dela. –E se conseguimos fugir... Para onde iremos depois? Não conhecemos nada sobre esse lugar.

Diana levantou levemente a mão. –Acho que eu posso cuidar disso... Já que eu vivi no templo, me mandavam estudar muito, acabei lendo muitos mapas do Império, eu sei que á uma vila muito próxima daqui, onde podemos nos abrigar.

–Mas como vamos conseguir tirar essas correntes? –Disse Brand as balançando.

–Bem... Eu acho que consigo resolver isso. –Disse Alyna tirando uma presilha do cabelo. Foi até Brand, e antes que ele pudesse perceber, seus pulsos estavam livres.

–Alyna? –Os Olhos de Koud se encheram de brilho. –Você não é uma garota rica? Onde uma patricinha como você aprendeu a fazer isso?

Alyna corou. –Não sou essa patricinha que você pensa... E não importa onde eu aprendi a fazer isso, só venha aqui para eu tirar a droga dessas correntes.

–Não precisa falar desse jeito... –Comentou Amanda. Como a garota inocente do grupo, Amanda faz jus ao titulo, ela não gosta de palavrões, se sente acuada com pessoas que falam gritando.

–Calma Amanda, é agora que tudo vai acontecer. –Koud passava as mãos sobre seus pulsos, onde o metal gelado das correntes já não estava mais. –Até que você pode ser útil para alguma coisa, Sem-Patricinha. –Disse Sorrido.

–Ok pessoal. –Brand estava sério, ele viu que estavam perto demais das montanhas, o tempo havia acabado. –É agora, temos todas as chances contra noz, mas se vamos tentar o plano retardado de meu irmão, vai ter que ser agora. –Todos o olharam, respiraram fundo e concordaram com a cabeça. –Então esta bem, que os deuses desse novo mundo nos protejam.

–Calma meu irmão, meu protagonismo irá nos salvar. –Disse Koud colocando seu braço entorno do pescoço de seu irmão.

–Por Akiro. –Disse Diana.

Notas finais
Comentem oque acham, oque gostaram, oque não gostaram. Sejam sinceros comigo, eu aguento :D