Objeto Perdido

19 Capítulo dezoito


Notas iniciais
Bom dia/Boa tarde/Boa noite, leitores mais lindos do mundo. Sabe, sem querer puxar saco de ninguém, mas eu amo tanto o fato de ter vocês aqui, a minha "família". Muito obrigada por estarem sempre, SEMPRE a me apoiando, por mais louca e sem sentido que a história possa ser, vocês estão aqui [mesmo vocês, leitores fantasmas]. Agradeço, como de costume, as minhas leitoras mais lindas e amadas do mundo: Katherine e Party Poison, que são campeãs por não terem desistido de mim ainda. Agradeço extremamente à Jéssica St por estar entrando em minha louca família, seja muito bem-vinda!!! Mesmo de férias, o ritmo do trabalho aumentou, ou seja, mais um obstáculo para eu superar. Mas, prometo que estarei aqui sempre que possível! Por último, queria contar a vocês, que enquanto revisava esse capítulo, a energia de casa simplesmente terminou, e eu quase perco TUDO! Imaginem meu ataque do coração... Peço perdão por qualquer erro, tanto gramatical ou de concordância. UMA ÓTIMA LEITURA A TODOS!!

– Os super heróis estão chegando para salvar a donzela em perigo. – escuto a voz de Alan, seguida de sua risada que faz minha cabeça doer mais ainda. – Isso é tão previsível, não é? – ele ri mais alto, e ao fundo de sua risada, escuto alguém chorando, Cora.

Chego ao local das vozes e um grito se prende em minha garganta. Alan segura Cora pelo cabelo, literalmente o puxa para trás, ela chora e se debate na tentativa de sair mais isso apenas piora a situação. O medo está nítido em seus olhos, nunca vi a dona dos cabelos mais lindos do mundo com essa feição, os soluços de choro são incontroláveis. Jessie apoia sua mão sobre meu ombro, como um sinal de que ele está ao meu lado. O cheiro de floresta se mistura com o odor do medo e da morte nesse instante, fazendo meu coração doer profundamente mais uma vez.

– Porque está fazendo isso? – pergunto tentando parar de chorar, com seriedade em minha voz.

– Estou apenas me divertindo. – Alan responde, tirando uma grande faca da parte de trás de sua roupa. Noto que em sua mão, há luvas, nitidamente para que não haja pistas futuras do que ele está querendo fazer. A dor em minha barriga triplica, e solto um suspiro alto, tentando fazer com que isso passe. – Me sinto tão entediado na terra de vocês, humanos idiotas.

– Alan, não precisa ser assim. – a voz de Jessie paira no ar. – Eu tenho aqui o anel, lhe entrego se você soltar Cora.

– Jessie, não... – eu sussurro, tentando me equilibrar enquanto a dor vai se tornando cada vez mais insuportável.

– Eu não quero essa porcaria agora. – ele aponta a faca em direção a nós dois. – Pois sei que o conseguirei de qualquer forma. Apenas estou querendo realmente me divertir um pouco. – seus olhos negros me fitam e seu sorriso é extremamente maligno. – Apenas torturar a pequena Melanie não é o bastante para mim. – ele passa levemente a faca pelo pescoço de Cora. – Será uma pena, porque eu realmente gostei dessa ruivinha enxerida.

– Se você quer matá-la. – lentamente me aproximo de Alan, controlando a respiração, tentando não me entregar às lágrimas. Tenho que fazer alguma coisa, não posso simplesmente deixar que machuque minha amiga desse jeito. – Terá que me matar primeiro. – ao estar a centímetros de distância de Alan, pego seu braço que segura a faca e o levo até o meio da minha barriga, tirando o objeto do pescoço de Cora. Surpreendo-me ao perceber que ele não relutou, nem fez o menor esforço para que eu não movimentasse seu braço.

– Humana burra! – Alan grita e ri ao mesmo tempo. – Você acha mesmo que eu vou matá-la agora?– ele pressiona suavemente a ponta da faca em minha barriga e a dor aumenta. – Eu preciso de você, esqueceu?! Jessie, você não explicou tudo para ela, ou ela é burra assim mesmo?

– Jessie me explicou tudo! – exclamo, respirando fundo e tentando manter o controle. – Eu nunca irei ajudá-lo, porque você é um monstro!

– Ok, você não é tão burra quanto eu pensava... – ele ri ironicamente. Sinto um leve toque em meu ombro e noto Jessie ao meu lado novamente, sua presença exala segurança.

– Eu não vou falar de novo, Alan. – a voz de Jessie é grave e exala seriedade. – Solte-a, eu te dou o anel e pronto.

– O herói da história resolveu se pronunciar, que previsível. – sua risada é cada vez mais carregada de ironia e sarcasmo. — Se eu não fizer o que o amado anjo está dizendo, o que você vai fazer? Quem ira me impedir de matá-la? – fecho meus olhos, já podendo sentir a faca perfurar meu abdômen, mas outro grito corta o ar e Cora cai ao chão.

A sua volta se forma uma poça vermelha, uma poça de sangue. Uma pontada ainda mais forte acaba comigo e eu vou ao chão de vez. Em meio ao meu devaneio de dor, consigo ver Jessie e Alan ao chão, provavelmente brigando, não consigo distinguir muito bem, tudo gira ao meu redor.

– Melanie... – escuto Cora sussurrar. – Obrigada... –sai um rio de sangue de sua barriga, onde há uma faca profundamente enfiada. Tento me levantar, mas meu corpo está fraco demais para tal ato.

– Cora, não... – arrasto-me até seu corpo. – Não, você não vai morrer, mantenha os olhos em mim, por favor, Cora, eu sei que você pode resistir. – não consigo conter as lágrimas, os soluços, o desespero. Apoio sua cabeça em minhas pernas e aliso seu rosto. – Por mim, fique acordada.

– Cora, olhe para mim. – Jessie ajoelha-se ao meu lado, com um pano que retira de seu bolso, retira a faca da lateral do abdômen de Cora, causando-lhe mais um grito agonizante. Apoia as mãos sobre o ferimento de Cora, a pressão que exerce sobre o corpo de Cora é completamente notável. – Eu preciso que você não entre em pânico, você confia em mim? – ela apenas concorda fracamente com a cabeça. O olho e noto o que ele está prestes a fazer, é nítido que ele ira tentar retirar toda a dor de seu corpo, sei que isso o fará mal, mas também tenho em mente que esse, talvez, seja o único método de salvar a vida de Cora. – Melanie, preciso que você ligue para uma ambulância e para Dan o mais rápido possível. Dentro da pequena bolsa de Cora, jogada logo atrás de nós, deve haver algum telefone celular. – olho para trás e noto uma pequena bolsa de festa jogada. Como não tinha percebido aquilo antes? Com extrema dificuldade, retirando com muito cuidado a cabeça de Cora da minha perna, levanto-me e pego a bolsa. Como previsto por Jessie, há um celular dentro de tal objeto. Com as mãos trêmulas, disco o número da ambulância, seguido do número de meu padrasto.

Após tal tarefa, que por sinal não demorou, volto para perto de Cora. Noto que seus olhos estão fechados, mas ainda respira, com extrema dificuldade, mas ainda assim, há vida em seu corpo. Percebo que Jessie improvisou uma espécie de curativo com o pano que usará para retirar a faca do abdômen de Cora, percebo também, que Alan não acertou perfeitamente a barriga de Cora, como provavelmente havia planejado, a faca atingira a lateral de seu corpo, meio que em sua cintura.

– Jessie, onde o Alan foi? – percebo que ele simplesmente sumira, meu coração se aperta ao notar isso.

– Ele fugiu, não podemos esquecer que seu ego é grande, mas ele é um covarde.. – Jessie responde fracamente. Ajoelho-me ao seu lado e noto que suas mãos tremem, há suor escorrendo por sua testa, eu sei que tudo isso está lhe fazendo mal. – Não perderia meu tempo correndo atrás dele sabendo que poderia salvar a vida de Cora.

– Jessie... – começo a me deixar levar pelas lágrimas. – Ela vai morrer, não vai?!

– Ai está você, novamente duvidando dos meus poderes. – ele responde com um sorriso fraco em seus lábios. Mas, mesmo com seus olhos fechados, noto uma lágrima escorrendo por seu rosto.

Notas finais
Pois é, parece que a festa ainda não acabou, amados leitores... Não sei muito bem o que acontecera, apenas os próximos capítulos poderão nos explicar. Muito obrigada a todos vocês que chegaram até aqui, beijo no coração de cada um!!!