Oak
4 Capítulo 4
ӏV
Passaram-se três dias e Matheus já se arrumava para ir à Hogoi. Era inverno, o sol estava tímido e iluminava seu quarto confortável, diminuindo o frio. Arrumava sua bolsa e sempre ficava olhando para o lado de fora, pela janela que tomava um vértice de seu quarto, vendo Bernard que era o seu cavalo cordial. Seu quarto tinha paredes de pedra, madeiras seguravam o telhado, havia uma prateleira com muitos livros, o quarto era só seu, e era bem organizado. Colocou sua cape e foi até o quintal de sua casa onde sua família o esperava.
Sever acariciava Bernard, enquanto seu irmão foi em sua direção.
– A partir daqui é com você. – Apertou sua mão. — Boa sorte.
– Obrigado Vann. – E Matheus respondeu com um sorriso de confiança.
– Estaremos torcendo por você meu filho! – Ivon o beijou na testa como de costume.
Matheus abraçou seu pai e subiu em Bernard. Acariciou seu cavalo, e seu pai chegou perto e falando.
– Dê o... – Foi interrompido por uma tosse. – Dê o seu melhor. – Deu dois tapinhas em Bernard.
Matheus orientou as rédeas, virou sua cabeça e fez um sinal como se fosse uma continência que Sever e Vann fizeram de volta.
Matheus começou a galopar. Aquela vila que parte de suas ruas eram de pedra, dava a sensação de impulso que fazia-o sentir a adrenalina correr em suas veias. Passou por baixo de um pessegueiro, apanhou sua fruta e continuou a galopar. Quando chegou a saída, comendo o pêssego, já encontrou todos lá vestidos com as capes. Trocaram olhares de seriedade e Andrew se pôs a falar:
– Bom, são três dias de viagens. Pararemos a cada três horas... Alguns grupos já saíram. O mapa está com Beatriz. Eu vou à frente, Beatriz e Johny logo atrás de mim, Matheus e Ricardo ficam por ultimo. Fiquem atentos e não desfaçam a formação. Pela posição do sol já devem ser 9:45, ... Acho que é só isso. – Andrew fez como se estivesse tentando lembrar-se de alguma coisa. – Ah! Se caso chover não iremos parar.
Todos concordaram e saíram. Era uma viagem longa e estavam ansiosos.
No meio de todo aquele campo já não se dava mais para ver OAK, via-se árvores altas e grandes, mas com poucas folhas e montanhas ao norte, para onde estavam indo. O sol já tinha mudado de posição e as sombras já estavam ficando cada vez mais compridas. Andrew, que estava na frente apontou com os dois dedos para pararem ao lado esquerdo, entre uma pequena floresta. Beatriz passou o sinal para os que estavam atrás, até que pararam.
Todos desceram dos cavalos e se alongaram.
– Vamos fazer um lanche rápido e partiremos já já. – Disse Andrew entregando algumas frutas que pegara em sua casa.
Comeram e logo em seguida tomaram água, os cavalos descansavam ali perto. Matheus foi até Bernard e o entregou uma folha de almeirão que seu cavalo gostava muito.
Matheus ouviu um barulho na floresta, parou de comer e olhou para os outros que estavam descansando e pareciam não ter escutado. Matheus começou a caminhar em direção de onde vinha o som. Era uma mulher alta, magra e com cabelos longos e pretos, estava com um vestido longo, vermelho e com mangas longas. Começava a levantar as mãos. Matheus se escondeu rapidamente atrás de uma árvore, e percebeu que ela iria fazer um feitiço.
Matheus apareceu e colocou as mãos no chão, olhou para ela e viu seu rosto surpreso, troncos marrons começaram a crescer nos pés dela a fim de prendê-la, mas ela revidou com feitiço de ataque que Matheus desviou rolando para o lado e a árvore que foi atingida ficou um estrago, e escorreu um suor no rosto de Matheus. Ela tirava os troncos de suas pernas e percebeu que Matheus já corria fazendo a volta para pega-la por trás, mas ela invocou duas cobras que saíram das mangas de seu vestido, ele conseguiu se esquivar das cobras que avançaram em sua direção, mas quando se esquivou e as matou, percebeu que ela saiu correndo entre a floresta. Matheus foi atrás a persegui-la e tentou atacá-la corpo a corpo a corpo, mas ela desviou e o acertou, e continuou a correr. Matheus se levantando do tombo que tomou, parou e começou a fazer o feitiço quando foi interrompido pela Beatriz que vinha correndo atrás:
– O que houve? Que barulho foi aquele. – Matheus já havia perdido de vista.
– Uma mulher ia nos atacar... Não sei quem era.
– O que aconteceu? – Chegou Andrew, observando o ambiente.
– Tentou nos atacar, uma mulher.
– Vamos voltar. — Andrew virou e foi embora.
Matheus voltava, e Beatriz reparava que seu rosto estava muito pensativo. Pensou também “Quem iria nos atacar?”.
Chegando onde estavam, Johny e Ricardo estavam em posição para defender o lugar.
– Que merda foi aquela? – Johny perguntou falando para Matheus.
– Tentaram nos atacar. Uma feiticeira tentava nos causar ilusão.
– Não consegui perceber nada. – Ricardo ficou meio confuso com a situação.
– Vamos sair daqui. – Andrew se colocou em seu cavalo. – Vamos para Hernavia.
– Acha que conseguiremos chegar até Hernavia? – Interrogava Ricardo, Andrew dissera que pousaria lá naquele dia.
– Sim... Precisamos ir agora. – Disse Andrew, e todos já se arrumavam em seus cavalos. — Vamos.
Certamente Andrew poderia muito bem ter reconhecido que iriam ser atacados. Afinal ele era da elite dos ministros?
Fale com o autor