Oak
5 Capítulo 5
V
A viagem se tornou rápida e estavam todos muito atentos. Depois daquele ataque, sempre ficava um de vigia enquanto os outros descansavam.
Já era à noite quando chegaram em Hernavia. Era uma vila simples e extensa, com varias barraquinhas de comercio nas ruas de terras. A lua era cheia e iluminava a cidade com o céu quase sem nuvens, gatos nos telhados das casas corriam brincando de um lado para o outro. Passaram em frente ao bar onde as pessoas davam risadas e cumprimentavam eles que passavam a cavalo.
– Que pessoas maravilhosas! – Beatriz achou maravilhoso aquele lugar simples, mas onde habitava a verdadeira felicidade na companhia daquelas pessoas.
Deixaram os cavalos na casa onde alugaram para dormir. A casa era pequena, mas confortável. Começaram a arrumar os quartos. Andrew estava na cozinha quando Matheus passou perto da lareira e criou um fogo nela.
– O senhor não se apresentou direito. – Matheus perguntou olhando fixo para ele.
Andrew olhou para ele e continuou preparando os temperos.
– Andrew... Andrew Scott. Sou formado em combate. O grupo de vocês é interessante, mas não sei se vão conseguir... Já tenho um pouco de experiência. – Parou de mexer nos temperos e olhou para Matheus que o continuava olhando. – Hogoi, aquela cidadezinha montanhosa, tem uma sociedade mal-educada. Na guerra foram eles os responsáveis pelos combates... Falaram que aquela floresta é uma desgraça! Vocês precisam tomar o máximo de cuidado. Não fiquem longe um dos outros. Hogoi foi a vila que mais desclassificou grupos.
– Entendi. Parece que Ricardo está um pouco preocupado... Mas isso não interfere em nada.
Matheus saiu e Andrew o ficou observando por um tempo e pensou, “ele certamente é bem inteligente”.
Os temperos que Andrew acabara de preparar servia para a conservação de alimentos, pegou as compotas e colocou na bolsa. Comeram algumas coisas, logo todos pegaram no sono e foram dormir.
Matheus acordou de noite, estava sem sono e foi para fora no campo ao lado da casa. Agraciava Bernard que já dormia no mato, perto de uma pedra. Ricardo caminhando, se encostou à pedra e falou:
– Também não consegue dormir?
– Não estou com muito sono... Vai saber quem pode nos atacar novamente. Ele merece descansar bem. – Disse desviando a conversa para seu cavalo.
– É... Também estou sem sono.
Matheus observou Ricardo e viu que estava relaxando e observava o céu. Quando se despediu, a camisa que Ricardo vestia subiu um pouco pela aspereza da pedra, logo, Matheus observou alguma coisa na parte de suas costas.
– O que é isso em suas costas?
Ricardo parou e não fez mais nem um movimento... Ficaram um tempo sem falar nada. E Ricardo quebrou o silencio.
– Não é nada. – E simplesmente foi para a casa.
Matheus achou estranha aquela marca preta em suas costas, parecia um símbolo que tinha estudado ano passado em um livro.
***
Nascia o sol, e todos já estavam de pé. Matheus se lembrava daquela imagem de Ricardo parando e falando secamente que não acontecera nada.
Quando todos já estavam em seus cavalos, Andrew disse:
– As mesmas regras da viagem anterior.
E todos saíram na direção que Beatriz indicara. Ficou um clima apreensivo entre Matheus e Ricardo, e os outros não perceberam porque estavam atentos para ataques e eles iam atrás. Deixaram então, Hernavia.
***
Passaram por mais duas cidades antes de chegarem ao seu destino. Hogoi era uma cidade montanhosa, quase nada plana, mas se tornava linda por todas as construções de pedra e seriedade das pessoas que passavam nas ruas. Alunos saiam de uma escola conversando, quando Matheus olhou e lembrou quando tinha aquela idade.
– Bem vindo à Hogoi. – Saudava um guerreiro que pegava um papel de Andrew. – Entrem.
Eles entraram num campo bem vasto, que tinha uma mansão grande e bela de madeira, ficava bem abaixo de uma encosta gigante de pedra e com muito pinheiros. Havia Janelas grandes para aqueles três andares, e uma entrada de duas portas bem altas.
– Bem, vamos nos hospedar aqui. A prova já começa daqui a dois dias... Façam o que quiserem hoje, amanha já será de total atenção. – Andrew falou para eles.
Havia pessoas andando pelos corredores. Cada grupo ganhara um quarto para os quatros integrantes. Colocaram as suas coisas e se acomodaram.
– Que tal conhecermos a Vila? – Beatriz perguntava já se arrumando para quem iria sair.
– Demorou. – Respondeu Johny.
– Vamos então. – Ricardo concordou.
Todos estavam saindo. Matheus olhou para Ricardo, os dois se lembraram daquela noite que conversaram em Hernavia.
Andaram pelas ruas, comeram em vários restaurantes, fizeram algumas compras e foram para mansão. Já estava no final do dia. Todos foram até o salão da Creed, como era chamada a mansão, e havia vários lugares e pessoas conversando com musicas tocando. O grupo se sentou.
– Vão querer alguma coisa? – Perguntou um garçom.
– Vinho, pode ser? – Perguntou Matheus e todos concordaram.
A noite tinha sido ótima e estava quase acabando. Matheus percebendo que Ricardo tinha se retirado para ir ao jardim, o seguiu. Quando Ricardo já caminhava no jardim, olhou para trás e perguntou para Matheus.
– Está querendo saber de alguma coisa?
– O que era aquilo? O selo de Frige.
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