OTH - Dias de Luta

13 Ao Que Devo Agradecer parte 1


Notas iniciais
Atendendo a pedidos, inclui dois personagens antigos; esses acontecimentos são resultados do capitulo anterior. Espero que gostem...

#Narrador

Em algum lugar da bela Tree Hill, há uma familia reunida em uma casa, seja na praia ou na cidade, com alguém vigiando o forno para o frango não queimar, enquanto alguém arruma a mesa de jantar para reunir toda a familia em volta para um belo jantar de ação de graças. Em algum lugar de Tree hill, havia um grupo de pessoas felizes. Esse foi o pensamento que Ellie fez questão de pensar para si mesma, enquanto roia todas as unhas de suas mãos na sala de espera de um hospital.

Ela havia recebido um telefonema ás cinco da manhã, solicitando sua presença no hospital com maior urgência. Ela queria poder descobrir quem ligara pedindo urgência, já que desde que chegou no hospital, ninguém havia ido falar com ela. Mas, apesar de seu desespero, haviam duas coisas que ela sabia: que em algum daqueles quartos, Logan, o amor de sua vida, lutava para voltar para ela, enquanto, em algum lugar de Tree Hill, alguém comia frango em meio a um jantar de ação de graças.

Mas não era só ela que rezava baixinho por um milagre. Na casa do seu irmão, numa desconfortável cama ao lado da de seu sobrinho, Lydia se arrependia de ter sido uma verdadeira vagabunda para aqueles que a amavam e que ela amava de volta. Sequestrar uma pessoa, enquanto outras sofriam por sua falta foi a coisa mais egoista que já fez.

Na noite anterior, ela havia pego o celular e ligado para o número de Davis. Por um momento, ela achou que ele não atenderia, mas quando ouviu a voz dele, sentiu uma tremenda vontade de chorar.

– Você atendeu? — disse, com um tom abobado.

Para você ver o grau da minha burrice... O que quer?

– Te ver. Conversar. Te abraçar. Podiamos nos encontrar, não podiamos? — sorriu imaginando como era bom sentir o cheiro de Davis, tocá-lo, ouvir sua voz pessoalmente, saber que ele era o único que a amava.

É sério? Quer me encontrar? Você acha mesmo que eu ainda me importo com você? Eu fiz de tudo para você se sentir amada e você vai e sequestra uma pessoa. Não viu como meu irmão ficou? Por que fez aquilo?

– Eu não sei se você entenderia, Davis...

Ainda se fazendo de vitima? Pelo amor de Deus. Você não é a vitima, é a bruxa vadia que só pensa em si mesma. Tenho que ir.

Ele desligou, fazendo-a passar a noite inteira mergulhada, quase afogada, em suas próprias lágrimas.

Sarah, feliz da vida, jantava ao lado de seu noivo e seu futuro cunhado, enquanto pensava em como seria seu casamento perfeito.

– Podiamos fazer uma cerimônia no New Tric, já que foi lá que tudo começou. O que acham? — perguntou. Jude havia acabado de colocar um pedaço de frango na boca.

– Ótima ideia, cunhada... — Davis respondeu por ele — Vem cá! Porque mudaram a data do casamento?

– Decidimos casar em janeiro. Ano novo, vida nova, certo? — ela brincou. A campainha tocou — Fiquem na mesa. Eu atendo a porta. Isso é hora de se aparecer na casa de alguém.

Quando abriu a porta, se surpreendeu ao encontrar Julian e Brooke parados na porta, com um sorriso de orelha a orelha e braços abertos.

– Querida... como vai? — Brooke abraçou-a.

– Ótima. Que surpresa maravilhosa — beijou-a e beijou Julian também — Entrem e peguem um prato. Estamos no meio do jantar de ação de graças.

– Então chegamos em ótima hora — Julian finalmente abriu a boca.

– Filhos... — Jude e Davis se levantaram da mesa e cumprimentaram os pais — Gostariamos de ter vindo antes, mas o trabalho... sabem como é. Estamos aqui por um motivo especial, mas só falo depois de ganhar uma taça daquele vinho — Brooke apontou para uma garrafa na mesa.

Sarah foi até o armário da cozinha e pegou duas taças limpas. Ela despejou uma boa quantidade de vinho nas taças e entregou a ambos. Brooke cheirou o vinho, sorriu e tomou um gole, antes de tomar folego e voltar a falar.

– Vocês escolheram casar em janeiro, por isso eu vim oferecer meu presente de casamento — ela abriu a mala vermelha de rodinhas no chão e tirou uma pasta. Abriu a pasta em cima da mesa e tirou o esboço de um desenho — É só um esboço, caso queira mudar alguma coisa — e entregou o esboço a ela — é seu vestido de noiva. Não deixe os meninos olharem.

Sarah examinava o desenho, em silencio, enquanto todos os olhos da sala estavam na direção dela. Quando finalmente olhou para cima, seu sorriso de satisfação falava mais do que qualquer palavra.

Quando aquele rapaz com o olhar de quem ainda devia, pela ordem natural das coisas, estar na faculdade, se aproximou de Ellie, ela quase não acreditou quando ele abriu a boca...

– Sou o dr. Stanfield. Eu atendi Logan Evans. É parente dele? — sua voz era calma e suave, dando a ela mais tranquilidade.

– Sou a... namorada dele — algo dentro dela estava incontrolavel. Enquanto dizia que era a namorada de Logan, ela desejava que fosse verdade. Desejava tê-lo deixado beijá-la quando tiveram a chance. Ellie torcia para não ser tarde demais para sentir os lábios dele nos seus novamente — Como ele está? O que aconteceu?

– Não serei delicado e nem mentirei para você. Quando ele chegou aqui, eu não acreditava que ele sobreviveria a uma cirurgia, até mesmo me questionei se seria melhor não fazer, mas não seria, então fiz. Ele tem uma bela ferida na cabeça, também levou uma surra bonita, tem marcas de amarras nos pulsos e ainda levou dois tiros no peito. Foi trazido para cá através de uma ligação anonima, sem documento algum. Só descobrimos você porque seu número estava escrito a caneta no braço dele.

– Mas ele ficará bem? — seus olhos se encheram de lágrimas. Ela queria poder fazer algo, mas só podia esperar e chorar.

– Só saberemos quando ele acordar. Ele entrou em coma, desde a cirurgia. Não temos previsão de quando acordará. Ligue para os familiares, para que não fique aqui sozinha, esta bem? — ele se afastou, enquanto ela se jogava na cadeira fria da sala de espera e deixava as lágrimas escorrerem.

Lydia colocou um vestido curto, até o joelho, azul claro, passou uma maquiagem fraca e seguiu para New Tric. Fazia alguns dias que havia voltado a funcionar e havia aberto algumas vagas para novos empregados ao evento que se estava organizando. Ela sabia que era um tiro na água, devido ao seu passado, mas tentaria de qualquer maneira. Davis estava atrás de um balcão recém reformado quando ela apareceu.

– Um fora por telefone não é o suficiente? — disse, ao reconhecê-la.

– Não vim por sua causa, Davis. Quero saber se Ellie está ai? Preciso falar com ela urgente — disse, mas Davis não fez nada além de dar uma gargalhada.

– Não posso ajudá-la e nem quero. Deixe meus amigos em paz, vadia — respondeu.

– Me dê o número dela de uma vez, Davis — tentou novamente, mas ele gargalhou novamente — Davis, é importante. É sobre a Jen — havia uma coisa que a Jen estava planejando que Ellie precisava saber — Enquanto eu andava com a Jen, ela me contou uma coisa e a Ellie precisa saber disso.

– Me diga o que é e eu avalio isso — Davis tinha um bom coração, mas quando ele se magoava, era dificil voltar a confiar.

– Eu quero mudar. Quero me importar com as pessoas, Davis, mas também quero um emprego. Você acha que ela me contrataria? — Davis bufou — Tudo bem. Eu também duvido. É que a Jen quer obrigá-la a sair da cidade de qualquer jeito. Ela andou pesquisando e encontrou o registro de uma mulher chamada Rita. Essa mulher é a mãe biológica de Ellie e, acredite, a mulher vai ajudá-la em troca de dinheiro.

– Então temos que fazer alguma coisa...

– Fazer o que? — Ellie entrou na New Tric a tempo de pegar o final da conversa — O que está fazendo aqui, Lydia? Depois do que fez a minha melhor amiga.

– Vim te alertar! Ellie, a Jen contactou sua mãe biológica. Uma tal de Rita Anders. Ela deve estar a caminho de Tree Hill. Jen ofereceu a ela uma boa grana para tirá-la da cidade. Lembro que ela disse que se a Rita não conseguir o resultado esperado, ela vai te varrer do mapa — Lydia contou.

– O que é isso? Parece um curriculo daqui — Ellie ainda estava de cara feia — Davis, quero que vá a casa de Sarah e avise que Logan está internado no hospital. Jen deu dois tiros nele. Deixe-me lidar com essa aqui.

Davis saiu correndo de trás do balcão, deixando-as sozinhas.

– Ellie...

– Então quer um emprego? É por isso que resolveu dar uma de amiguinha? — Ellie coçou queixo, pensativa — Está bem...

– Não. Não foi por isso. Quero ser uma pessoa melhor e... Está bem o que? — disse, nervosa.

– Posso contratá-la, mas terá um preço...

Notas finais
Qual será o preço? Dividi em duas partes para deixar um suspense. Semana que vem vocês descobrem...