O voluntário
16 O plano
The Call
"Now we're back to the beginning
It's just a feeling and no one knows yet
But just because they can't feel it too
Doesn't mean that you have to forget..."
– Regina Spektor
Acordo com o barulho de passos. Onde é que ela vai?
– Onde é que você vai?- pergunto a Helena, que saia de fininho, com a lança nas mãos.
– Lembra que disse que iria caçar, então, to indo.
– Você não vai sair sem ninguém saber, vai que morre lá fora.
– Agora você está sabendo, então eu vou indo.
Me levanto correndo, enquanto ela saia da árvore, e seguro em seu pulso.
– Você não vai, pelo menos agora não.
– Me solta- ela diz com cara de psicopata, mas eu não a obedeço. Ela faz força para se tentar soltar, mas sou mais forte, e a seguro com mais força.
Ela gira o corpo, me fazendo largar seu pulso, mas consigo segura-la pelos braços e a empurro para a parede da árvore.
– Você não vai sair ai sozinha.
– Pode fazer o que quiser, mas não vai me prender aqui para sempre- ela diz rangindo os dentes, e tentando se soltar.
– Se você não para, vou pegar seu pulso e torcer seu braço para trás- ameaço.
– Você está blefando, não irá fazer isso- então pego seu pulso e torço para trás, ela e ela geme.
– Ai, me larga- ela grita, acordando Nick.
– Oque está havendo?
Helena consegue soltar uma mão, e me da um soco, mas não solto seu braço, fazendo um pouco mais de força, e ela dá um gritinho.
– Austin, porque você...
– Ela quer ir caçar, isso é uma ideia suicida.
– Mas se eu não for, então quem vai, que comida não dura para sempre- ela fala, e eu torço um pouco mais seu braço, começa a sair lágrimas de seus olhos.
– Solta ela- diz Nick.
– Se eu solta-la ela me mata agora.
– Eu vou te chutar Austin- ela me ameaça, e eu força mais seu braço, ela começa a chorar.
– Você já passou por tanta coisa até agora, e vai chorar por causa que estou torcendo um pouco seu braço?
– Vai, solta ela.
Patrick começa a se levantar, e me vê torcendo o braço de Helena para trás.
– Austin o que você está fazendo?
– Ela quer sair para caçar, sem ninguém saber, isso é suicídio.
– Austin, solta ela.
– Mas...
– Solta ela- ele diz e a largo.
Eu a largo, ela passa a mão no pulso onde a segurei, e vejo que ficou bem vermelho.
– Helena, pode ir se quiser...- Patrick se vira para Nick- eu tenho um plano, sei onde podemos sobreviver.
Olho para trás, e Helena ainda estava lá, só que sentada no chão, e enxugando as lágrimas. Senti pena dela, por um segundo me arrependi de ter torcido seu braço.
Nick vai acordar Ártemis e Harry, enquanto Patrick me encara.
Helena se levanta, passa por mim e bate no meu ombro, vai até a mochila e pega a tesoura.
– O que você...
Ela só me encara, se senta, levanta um pouco a blusa e começa a tirar os pontos.
– Quer uma ajuda?- pergunto, tá me arrependi de torcer um pouco seu braço para trás.
Ela apenas me encara. E eu me sento perto dela, e pego a tesoura de suas mãos.
– Por que você fez isso?
– Isso o que?
– Por que não me deixou sair?
– Não queria que você se se matasse.
– Posso?- pergunto, já que iria tirar seus pontos, é bom perguntar se pode ou não ficar tocando nela.
– Pode, é difícil tentar tirar os próprios pontos.
Ela levanta a blusa e começo a tirar seus pontos. O corte que ela tinha feito, era bem grande, conforme ia tirando ela ia subindo mais a blusa, até porque tinha pegado do meio de seus peitos até abaixo da costela.
– Pronto- digo quando acabo, e lhe entrego a tesoura.
– Então né, como estava dizendo eu tenho um plano- começa a falar Patrick, e sentamos perto dele para ouvir.
– E qual é?- pergunta Ártemis, com os cabelo super bagunçados.
– Essa é a Era Jurássica, tem mais três, que são, era dragoniana, era do gelo e dos Homo Sapiens, a que tem mais formas de viver, é a era dos Homo Sapiens, mas é que já está tomada pelos homens das cavernas. A dragoniana, é a dos dragões, que não é o melhor lugar pra se viver, por ter todos aqueles dragões e tudo mais. A do gelo, é a nossa segunda opção, lá tem mais água, animais menos assassinos que esses, o mais difícil é arrumar alguma lugar para ficar, mas podemos fazer um iglu de gelo.
– Já que não temos outras opções...- eu digo.
– Na verdade temos a opção de ficar aqui, mas vocês quem sabem- diz Helena.
– Vamos para outro lugar- diz Ártemis- qualquer lugar é melhor que aqui. Com esses insetos enormes, dinossauros e tudo mais.
– Vamos arrumar nossas coisa e vazar então- diz Nick.
– Vamos primeiro ver o tanto de comida e água que temos...- começa a falar Harry. E eu nem presto mais atenção, deixa que eles se virem.
– Onde é que você vai agora?
– Vou pegar lenha para fazer uma fogueira- responde Helena.
– Pra que, me tacar dentro?
– Até que não seria má ideia.
Ela sai, eu a sigo para fora.
Depois de atingir o chão, ela some. Essa garota é um espirito se movendo.
Ela brota com sussurrando alguma coisa no meu ouvido.
– Por que você me seguiu?
– Não faça isso, de brotar atras das pessoas e sussurrar coisas no ouvido.
– Ainda não me respondeu.
– É que é um pouco perigoso você ficar ai, andando sozinha.
– Oh, que fofo, você sabe que é mais frágil que eu né?- ela diz, provocando.
– Será?- pego o pulso dela e torço seu braço para trás, ela geme.
– Para- ela diz gemendo, e com voz de dor, então a solto.
– Isso é golpe baixo- diz passando o mão no pulso.
– Tá, vamos logo.
Saímos andando, para procurar, madeira para uma fogueira. E não, ela não me diz o que quer fazer com a fogueira.
– Vamos arrumar qualquer graveto e voltar logo- eu digo.
– Atá, pega logo esses do chão mesmo.
– Então porque você me fez andar tanto para pegar gravetos que se acha no chão?
– Foi você que quis vir atrás de mim, eu só queria andar um pouco.
– Há, como você é legal, vamos pega logo esses gravetos, e vamos voltar
Ela se senta no chão, me ignorando completamente.
– Porque você é assim?- pergunto a ela, de pé.
– Assim como?
– Tipo: a foda-se se algo der errado, pelo menos fiz o que eu quis- faço uma imitação da ridícula da voz dela.
– Eu não tenho a voz assim- ela se levanta, rindo. Ela olha para os meus olhos, estávamos a poucos centímetros de distancia.
Por um segundo, tive o desejo de beija-la. E que droga de segundo, nesse momento, eu a empurrei devagar para o tronco da árvore e a beijei.
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