O terror das águas
1 Prólogo
Notas iniciais
O garoto se aproximava devagar do lago.
Estava feliz, em um passeio de escola. E, para ele, tudo ficara ainda melhor quando avistara um belo cavalo na beira do lago.
O animal tinha uma bela pelagem com várias nuances de cinza e preto. Suas crinas e cauda eram negras com cinza escuro. Os olhos eram azuis e seus pelos estavam molhados e pingando água na grama.
Ele estava selado e com uma cabeçada e rédeas. Todo o equipamento era negro.
O menino foi andando até o cavalo, que relinchou baixinho, como se o chamasse para mais perto.
Chegando próximo do animal, ele afagou seu pescoço, acariciando de leve seus pelos, que eram bons de passar a mão. O garoto nunca havia conhecido um cavalo com pelos tão macios.
O cavalo cinzento se virou, expondo as costas para o menino, como se dissesse: “monte-me!”
Foi o que o garoto fez. Pisou no estribo, deu um impulso e saltou para as costas do cavalo.
Repentinamente, o animal deu um salto para o lago e desapareceu nas águas.
Submerso, o menino se separou do corcel. Ele abriu os olhos debaixo d’água e viu o cavalo nadando em frente a ele enquanto assumia uma aparência monstruosa – dentes afiados, olhos vermelhos e chifres curvos entre as orelhas e no focinho.
O garoto gritou, e foi a última coisa que fez.
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