Notas iniciais
Oi gente!!! Voltei depois de um longo processo de bloqueio criativo. O que eu escrevi , escrevi de acordo com o que eu queria transmitir enquanto assistia a novela. Espero que gostem do capitulo que vai lembrar daquele em que Felipe e Lívia se encontram na festa e dançam. Leiam . E divirtam- se .

Atravessando as ruas movimentadas pela multidão em passos largos e apresados , Pedro sentia em seu peito a pulsação da alegria lhe invadindo todo o seu ser. Queria muito ver Letícia. Seus ouvidos escutaram a musica italiana que estava sendo tocada na festa contagiando todos os moradores para vivenciar a alegria, a prosperidade das colheitas e das terras saudáveis que davam frutos .

Ainda se lembrava o que aconteceu durante o dia. Estava com a cabeça se concentrando em colocar a cobertura de chocolate num lindo bolo branco de rosas recém – assado no forno, quando foi interrompido pelo barulho de alguém rindo . Virou-se e viu uma senhora vestida de amarelo dos pés à cabeça olhando para ele no balcão.

— Olá .- disse após limpar as mãos no avental branco manchado .- Eu estava só...

— Pedro... queria muito conhecer você pessoalmente, meu filho. Minha neta Letícia fala maravilhas de você.Agora vejo porquê.

Pedro nunca havia se preparado para ouvir tais palavras. Aquela senhora falou enquanto observava ele com um brilho no sorriso. E na voz.

—Bom, — continuou ela. – vou querer uma fatia bem grossa daquele bolo de morango que parece estar com uma cara e um cheiro divino.

Pedro assentiu e abriu a vitrine , tirando o bolo escolhido. Cortou uma fatia do gosto que a senhora havia pedido enquanto observava ela com o seu melhor sorriso.

—Meu nome é Linda e adoraria que você me acompanhasse .

—Como?

—Em me acompanhar numa fatia de bolo.

—Mesmo?

A senhora acenou com a cabeça , confirmando.

Resolveu pegar um pratos de brownies de chocolate. Sem esquecer da sua xicara de cafeína .

Respirou fundo enquanto dava a volta no balcão e seguiu a senhora até uma mesa. A mesa escolhida ficava num lindo jardim verde e com uma linda vista das montanhas , que havia sido montado para os clientes que queriam refletir ou escrever.

Ficaram sentados em silêncio comendo . Linda havia devorado a fatia de bolo com muito gosto.

—Minha neta estava certa. Seus bolos são todos divinos.

—Obrigado. –disse desconfiado da senhora. – Por que a senhora está me olhando assim?

—Assim como, querido?

—Como se quisesse me contar de alguma coisa que eu mesmo não sei.

—Estou olhando você assim porque você é absolutamente belo, meu filho. Perfeito,tão sensual e observador com minha neta. Vim aqui para aprovar você. Por tudo que fez por ela até hoje.

Pedro ficou vermelho.

—Mas a senhora fugiu completamente da minha pergunta. – retrucou.

—Tem razão. – Ela ergueu a bolsa de couro amarelo e tirou dela um baralho cigano.

Para Pedro, a idéia de que aquela avó doce e gentil de Letícia ser uma cartomante era radical , um choque enorme para o seu sistema de pensamentos , que não viu que já havia separado o maço de baralho em três partes. Como se já soubesse o que teria que fazer.

—Você é o valete de espadas. Um samurai que procura proteger todas as pessoas que estão ao seu redor. Nessa existência .

Haviam mais três cartas que estavam expostas na mesa que simbolizavam Compaixão, Coragem e Conexão.

—Essas são a chave para o seu destino. Elas irão destrancar a felicidade que tem desejado à séculos aí dentro de você.

Ela não precisava dizer mais nada. Ele sabia. Tinha sonhado com esse desfecho dês de que viu Felipe e Lívia casados.

—Mais uma coisa.A carta Conexão não está só relacionada a eles. Está relacionada com a minha neta, também. A carta do coração. A sua alma-gêmea.

Ele riu. – Não. Se Letícia se apaixonasse por mim...

—E por que não?! – Linda levantou as sobrancelhas e seus olhos brilharam.

Pedro fechou os olhos procurando um bom argumento para responder, mas,aquela senhora havia sumido como num passe de mágica.

Todos os moradores aguardavam sempre esse dia como se fosse um aniversário especial para eles. A festa era sempre tão linda, tudo saia perfeito e havia sempre uma novidade em cada ano .

Naquela noite havia muitas gulodices , estripulias para quem queria se divertir.

E as danças que derramavam o amor e a felicidade.

Meus caros moradores e visitantes de Belarrosa... sejam muito bem-vindos.- disse o prefeito Luis referindo-se aos moradores e turistas. Seus discursos contagiava com boas novas feitas para a cidade. Nesse ano ele agradecia à Família Santarém pelas doações feitas para a Escola das Carmelitas . E pediu para subir ao palco Felipe e Lívia , representantes da família para agradecer e receber as homenagens com a diretora da escola.

Enquanto isso Pedro procurava Letícia na multidão.

Letícia sentia o ar alegre vibrando, a pulsação da vida correndo na ponta dos dedos , e o riso brotando dentro de si mesma. Seu coração foi tomado pela alegria , e em seu corpo, pela excitação.

Ela mal podia esperar para encontrar o Pedro.

Foi então que Pedro viu a flor mais linda entre as milhares de pessoas da cidade procurando ele na multidão.

“Será que é a mim que você está procurando? Será mesmo verdade ... você me ama? ” , pensou ele admirando Letícia com aquele vestido vermelho que combinava com os seus olhos castanhos e calmos, seus lábios virgens e castos e o riso terno como o sopro do vento.

Alice foi para ao lado de Matheus reclamando da roupa que estava usando para apresentar quando eles viram Letícia andando com passos leves pela rua como se fosse um anjo num lindo vestido vermelho procurando por alguém.

Matheus conhecia Letícia na agência de viagens de sua mãe, Dona Gema . Ela sempre recomendava bons animes para ele assistir. E muitas dessas recomendações ajudavam a ele melhorar cada vez mais os seus traços nos desenhos. E de uns tempos para cá , Matheus notou que ela estava mais radiante e linda. Foi quando ele viu Pedro olhando para ela , reconhecendo-a , indo em direção à ela... então teve uma visão.

Um rígido samurai, Pedro admirando uma linda gueixa que estava cantando em japonês uma linda canção de amor no meio de um teatro .

A dor de cabeça. Uma leve tontura . Matheus nunca pensou que voltaria a ter mais uma daquelas visões outra vez.

—Matheus , você está bem?

Seu rosto ficou pálido e pediu para Alice ajuda-lo a se sentar em alguma cadeira. Por precaução Alice chama Afonso e o Doutor Roberto para levarem Matheus até o restaurante de sua mãe Rosa.

Roberto checa o estado de Matheus e dá algumas recomendações para à Rosa e a Alice .

Quando Roberto termina , pergunta ao irmão dele, Afonso , quem era a linda japonesa tão linda .

Afonso ri do irmão.

—Ela já tem dono, Roberto. – diz como se lesse os pensamentos cafajestes do irmão.

—Quem?

— O Pedro, seu otário !

O queixo do Roberto cai enquanto olha um lindo olhar de amor nos olhos de Pedro brilhando enquanto ia em direção à ela.

E sendo muito gentil, Matheus pede para Alice achar um pedaço de papel, e com dez riscos ele faz o desenho do samurai e a gueixa de mãos dadas.

Sem como explicar Matheus começa a chorar quando termina o desenho pela emoção que conseguiu sentir enquanto desenhava. A emoção do amor no olhar daqueles dois seres, o quanto sabiam que aquilo que sentiam era proibido, um samurai se envolver com uma mulher e a vida dele junto de sua amada sempre assassinando os nobres e feiticeiros sem piedade .

Emocionado Matheus pede aos anjos para que mais nada de mal aconteça ao casal que já haviam sofrido tanto no passado.

Letícia vira-se. Pedro abre um sorriso deslumbrante. Seu coração dispara de imediato quando vê o quanto estava lindo .Os dois primeiros botões de sua camisa laranja estavam abertos revelando um pouco de seu peito e um uma tatuagem que gostaria de ver mais de perto.

Ela morde os lábios diante desse pensamento .

—Você está em todos os lugares onde tem alegria , não? Será que você é o meu anjo da alegria?! – resolve dizer isso, em vez daquele pensamento, carinhosa como uma amiga. Não como se isso fosse um flerte.

Isso fez os dois rirem.

“Bem que gostaria de ser chamado assim.”, pensou ele olhando profundamente nos olhos dela.

Pedro baixou o olhar para os lábios dela.

—Você...- Ele olha Leticia nos olhos, aparentemente mudando a pergunta.- Você quer dançar no meio das uvas?

Ela acena um sim.

—Mas serei uma péssima espremedora de uvas. – acrescentou.

— Iremos devagar até pegar o ritmo.

Depois de tirarem os sapatos e lavados os pés, Pedro pega na mão de Leticia e juntos começam a pisar nos frutos úmidos e macios.

—Vem , vem Letícia! – disse como se a música chamasse os dois para viver aquele momento tão especial. Os cantores começam a cantar mais alto, os instrumentos repercutem com mais força chamando o casal .

Pedro puxa Leticia para perto dele e põe a mão em volta da cintura dela. O toque suave do corpo de Leticia produziu nele uma embriaguez melhor do que tivera ao sabor do espumante do Felipe no sangue . Um incompreensível delírio. E ela segurou com a sua mão delicada o grosso pulso do rapaz.

Eram amigos que não queriam ficar mais longe um do outro. Lógico que eram diferentes em diversos sentidos, mas , ao mesmo tempo , tinham almas muito parecidas.

Leticia não sabia como definir ao certo o que sentia por ele naquele momento: amor , algumas vezes “ ódio” quando estava certo das coisas. Mas na maior parte do tempo, a palavra certa que os definia certamente era a sintonia. Ele sempre procurou dar o que era preciso para Leticia , um carinho ou uma palavra sem hesitar.

Eles giraram e esmagaram as uvas com a musica .E Leticia acaba descansando sua cabeça no peito dele durante a dança sentindo que todos os seus problemas haviam sido apagados e restara apenas a inocência daquele momento.

Mas quando a musica se acaba os rostos dos dois se encostam um no outro. Conectados e felizes naquele momento que esqueceram tudo o que estava ao redor deles.

Notas finais
Tão apagados das caretas que o povo fazia de espanto. O eleito a ser o eterno solteirão do clube dos solteiros do Massimo . KKKKK Gente , devo ressaltar também que demorei porque eu gosto de escrever mantendo tudo à perfeição. DESCULPEM- ME. Bjs . E a gente se vê no próximo capitulo .