O sangue do Olimpo
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Pov. Grover
Grover e Rachel discutiam serio um com o outro.
–Rachel, tem certeza que não consegue...
–Ver o que vai acontecer? Não! Eu estou tentando Grover! Mais do que você pode imaginar!
–Tente mais!- ele gritou. Estava cansado de não ter respostas.
Rachel o olhou completamente exausta.
–Tem razão não posso exigir isso de você, é demais. Rachel me desculpe.
–Tudo bem. Sei que está cansado.
–Mais do já estive em toda minha vida. Isso está pior do que a guerra de Cronos. Nunca achei que viveria para ver algo pior que aquilo. – ele suspirou. -Alguma noticia sobre os sete?
–Quer dizer nove.
–Nove?
–Nico agora faz parte dos sete e Thalia está presa com Percy.
–O que!- falou Grover assustado.
Rachel suspirou e ficou em silencio.
–Percy não parece sentir dor física há dois dias. Estou cada vez mais preocupado. –ele disse sem pensar.
–Também estou, com todos eles.-Rachel admitiu.
Grover deu uma olhada no acampamento enquanto o sol descia. Então ele notou uma sombra de alguém vindo em direção a eles. Correndo.
Um dos gêmeos Stoll está indo até Casa Grande, reconheceu Grover.
–Olá, estou interrompendo?- ele pergunta assim que chega a varanda. Eles tá ofegante e apreensivo, mas mantém o sorriso. Grover percebeu que não tinham piadas ou brincadeiras dos irmãos Stolls há um tempo. Sentia fala disso. Pelo menos seu sorriso travesso não sumiu.
–Não. Pode falar Connor. — A diferença de altura era a única coisa que ajuda Grover a distingui-los. Grover antes apoiado na varanda ficou ereto e franze as sobrancelhas.
–Um satiro, uma estatua gigante e uma romana acabarem de chegar ao acampamento. –ele falou ainda ofegante.
–O que?
–É... Melhor me acompanhar.
E eles foram. Correram pela colina até a praia. Grover pode ver de longe a estatua gigantesca... Brilhando?
Assim que chegaram, viram uma multidão de campistas. Grover olhou para trás e viu que Quiron estava vindo.
Grover abriu espaço na multidão até um satiro. Hedge.
–Olá Grover. Nos temos muito a discutir.- ele disse. –Essa é a Reyna. Ela é romana.
Todos os campistas deram um passo atrás, menos Grover. Rachel se aproximou.
–Essa a Atena Partenos? -perguntou Rachel chocada.
Grover encarou a estatua. Atena Partenos desapareceu há milênios... podia nem ser real e estava ali na frente deles.
–Olá Hedge bom tê-lo de volta. Seja bem vinda Reyna. – falou Quiron olhando para ela. Quiron virou-se para a multidão atrás dele. –Reyna está aqui em missão de paz. Ninguém aqui lhe fará mal. Se tentarem algo, sofrerão conseqüências. Entenderam?
Todos assentiram.
–Queiram me acompanhar. Vamos até a Casa Grande, quero representantes, um de cada chalé, Grover e Rachel, vocês vêm também.
–Parece mesmo que temos muito a resolver.
Todos encaravam a figura que se encontrava no final da praia. Grover sabia exatamente quem era.
Hermes. O mensageiro dos deuses.
Pov. Jason
Quando Jason finalmente conseguiu dormir, teve um sonho.
Um sonho completamente inútil a ele, que só serviu para lhe trazer dor.
Jason estava ali. Como um fantasma que não podia se mexer, só observar, como todos os semideuses fazem.
Sua irmã, Thalia, e seu amigo, Percy, estavam ali. Estavam péssimos. Percy apoiava a cabeça na parede. Thalia estava mais para frente olhando para porta da cela.
Então um monstro entrou. Jason não sabia o que ele era exatamente. Ele tinha pernas (usava uma calça jeans) humanas, um corpo de um touro e a cabeça e braços de serpente.
Ele encaminhou-se até Thalia. Ela o olhou assustada. Thalia recuou até a parede batendo na parede gélida. Percy ergueu a cabeça.
A serpente cuspiu na pena de Thalia. Uma coisa acida que começou a queimar sua perna deixando uma queimadura seria de terceiro grau.
–Hey.- gritou Percy.
O monstro deu um tapa em Thalia, fazendo-a cair no chão. A criatura riu de sua dor, deixando Percy completamente pasmo, em choque e indignado.
Jason queria poder fazer alguma coisa. Mas não podia. Ele não era nada, não estava ali. Era apenas um telespectador.
A serpente tirou do bolso de sua calça ( que Jason muito estranho aquela coisa usar calças) um pacote de sal. E jogou na queimadura. Thalia berrou. Era insuportável.
Percy começou a implorar que a serpente parasse.
Ele não parecia dar ouvidos. A serpente retirou as calças, ou melhor, começou a retirá-las com lentidão e sorrindo maliciosamente para Thalia (serpentes podem sorrir? — pensou Jason). Jason percebeu o que ele ia fazer com sua irmã. Não queria mais olhar. Não queria ver sua irmã sendo estuprada. Ele não ia aguentar aquilo, era demais.
Percy se levantou e atacou a serpente por trás antes do ato, antes que a mesma tirasse as calças. Como ele conseguiu se levantar? Era um mistério para Jason.
Percy estava sentado em cima da criatura em seu peito. Como as mãos estavam juntas e atadas. Batendo em sua cabeça.
–Não ouse tocar nela! Criatura imunda, nojenta e desprezível! –ele gritou.
–Percy para!- Thalia sabia as consequências pela aquela ação. Jason também sabia que Percy as conhecia, mas não estava nem ai.
Então as Fúrias( esse bichos não deviam estar no palácio de Hades?) apareceram, três delas. Acompanhado por uma outra criatura que Jason não tinha ideia do nome ou como descrever sua aparência. Ele apenas pensou roxa e grotesca.
As Fúrias retiraram Percy de cima da meia serpente. Que estava irada.
A coisa sem definição roxa ficou no canto.
Jason descobriu o que aquela coisa era capaz.
O cenário mudou. Percy ainda era segurado pelas Fúrias. Thalia não estava mais ali. No canto havia uma mulher bonita. Parecia ter quase quarenta anos.
Ela estava acorrentada, seu cabelo oleoso, ela estava cheia de cortes e parecia completamente exausta.
Percy sabia quem ela era. Jason podia ver pelo seu olhar. Ela era alguém importante para ele.
–Mãe... –ele sussurrou.
O coração de Jason parou por um minuto. A mãe que ele não vê a messes.
Como ela está ali?- se pergunta Jason.
Jason percebe que Percy está pensando exatamente a mesma coisa.
–Está tudo bem. Calma. — disse Percy.
–Você cresceu. Está tão bonito. Eu te amo. — ela sussurra. Está tão fraca que parece que pode quebrar só de falar. Há urgência em sua voz.
A serpente ( que voltou a por as calças), tinha agora uma faca na mão. Com ela começou a fazer uma marca em Percy.
No começo a marca não era profunda. Mas assim que ela chegou no ombro, ela começou a se aprofundar. Percy se contorcia, mas não gritava. Lagrimas de dor caiam em seus olhos. Jason sabia que ele não ia gritar, pelo fato que sua mãe estava assistindo.
Mas,sua mãe gritava.
Jason podia ouvir a voz de Thalia ao longe. Tão longe quase... Inaudível.
Ele tentou gritar, mas nada saiu.
Quando a serpente acabou a marca, Jason viu que ela se parecia com... um olho grego.
–Perseu Jackson, essa marca vai fazer sua dor aumentar. Gradativamente. Vai doer tanto, que você vai implorar pela morte. Mas adivinha, não vamos te matar. –sua voz causou arrepios em Percy.
Serpente começou a socá-lo. Esfaqueá-lo (em lugares como coxas e braços, com cuidado para não matá-lo ou mutilá-lo). Cortá-lo superficialmente. Jason fechou os olhos para não assistir. Era demais, era demais.
Percy não gritou uma única vez.
Como não?
–Grita! Grita. Está só piorando. – ele esfaqueou sua barriga e dessa vez, Percy berrou e soluçou.
A mãe de Percy berrava.
Então, sem explicação, a serpente parou.
–Implora. – ela disse.
Percy vomitou sangue e olhou para sua mãe.
–Desculpa. — ele disse. Percy estava de quatro. Seus cotovelos tremiam e cederam. Percy caiu no cão.
–Semideus, já que não supriu minhas expectativas, vou fazer uma coisa pior que matá-lo.
A criatura arremessou a faca, não em Percy. Do outro lado da sala. Na cabeça de sua mãe.
–Percy, meu filho, eu...
Ela tombou, de lado, morta.
–NÃO! NÃO!- Percy berrava. – Mãe!
A criatura ria do desespero de Percy a tentar chegar até a mãe. Sem forças.
–MÃE! MÃE! POR FAVOR!- ele berra. Lagrimas caem de seus olhos. Jason percebe que Percy está completamente inconformado.
O corpo de Percy treme. Ele soluça como nunca.
Jason nunca conseguiria imaginar essa reação de Percy. Nunca. Ele não consegue olhar para o amigo, destruído. Morrendo.
Percy continua a chorar olhando para sua mãe. Morta no chão.
–PERCY JACKSON!- berra Jason, sem saber, como.
Percy olha para ele, confuso, com os olhos vermelhos.
–Não é real.- diz Jason. Sua voz não deveria sair, mas de algum jeito, ele o ouviu. O que estava causando aquela alucinação é a criatura roxa no canto da sala. A mãe de Percy, nunca esteve ali. O monstro de algum modo sabe que vê-la morta, é pior que a dor física, para Percy.
Então, os olhos verde mar que ele encarava, somem.
Jason acorda na praia, completamente suado.
Ele precisa tirá-los de lá.
Pov. Hazel
Leo estava isolado novamente. Hazel sabia muito bem que Leo amava o Argo II e que foi uma perda dolorosa, principalmente por perder Festus.
Ela queria ir até ele e dizer alguma coisa. Mas ela não sabia exatamente o que.
Eles estavam em uma pequena ilha. A ilha não era inabitada. Hazel descobriu uma estrada mais para frente. Era o tipo de ilha que pessoas super ricas compravam para virem passar as férias. Era uma ilha bonita.
Então. Por que Hazel tinha o pressentimento que alguma coisa ia dar muito errado?
O braço de Piper estava em sérios ricos de infecção. Nenhum deles sabia o que fazer. A única coisa que tirava Leo de seu isolamento era checar se Piper estava melhor. Ela nunca estava. Eles estavam na ilha há um dia e o tempo, estava passando rápido demais. Eles não iam conseguir chegar a Atenas nesse ritmo.
–Podemos mandar uma mensagem ao acampamento. -sugeriu Frank.
–O que eles poderiam fazer?- perguntou Jason.
As ideias paravam por ai. Pois a resposta era: Nada e ninguém precisava dizer isso. Nico tinha sugerido a viagem nas sombras, mas o braço de Piper complicava tudo. Frank estava muito fraco para transportá-los para Atena imediatamente, eles teriam que esperar dois dias.
Os sete, não tinham esse tempo. Mas era a única coisa que podiam fazer, esperar. Hazel notou que isso, estava enlouquecendo Annabeth.
Eles estavam reunidos na praia, novamente, pensou Hazel, inutilmente. Jason estava muito pálido. Desde manhã. Ele tem olheiras profundas. Hazel tentou conversar com ele a respeito, assim como Annabeth e Nico, mas ele os dispensou também. Seja lá o que for, não é algo agradável.
–Quase morremos ao enfrentar o Kraken. Um monstro. Imagine cem iguais a ele e muito mais... — começou Jason. Piper estava branca ao seu lado. Sendo aninhada em seus braços.
–Se está tentando nos encorajar, está fazendo um péssimo trabalho. — observou Nico.
–Na verdade, aquilo não era um Kraken. Não existem relatos de Krakens na mitologia grega. — falou Annabeth. –Não sei o que era aquela coisa.
–Não quero saber. – comentou Hazel. –Mas Jason está certo de certo modo. Não temos chance. Os deuses não nos respondem, somos sete semideuses mortais, não temos o Argo, estamos fracos, machucados e cansados. O que podemos fazer para deter um exercito de criaturas mais poderosas e numerosas que nos?
Ninguém disse nada. Hazel não queria dizer aquilo. Mas ela tinha. Eles morreriam em cinco minutos de batalha.
Annabeth suspirou.
–Eu estou indo pegar galhos antes que escureça. — disse Hazel sem graça se levantando.
Frank segurou sua mão enquanto Hazel saia da praia entrando na mata que havia a sua frente.
–Cuidado, grite se precisar de alguma coisa. – avisou ele.
–Eu vou. — ela sorriu.
Hazel entrou na mata. Não foi longe. Não queria ir tão longe. Começou a abaixar-se para recolher galhos. Ela não pretendia pegar muitos.
Quando achou a quantidade suficiente virou-se para ir embora.
Uma figura brilhante se entendia a sua frente.
Ela gritou caindo no chão deixando todos os galhos caírem.
–Olá Hazel. –ele disse com seus dentes perfeitos.
–Como... sabe meu nome?- ela tinha que pensar em algo a dizer, mas antes que pudesse pensar, saiu isso.
–Você é um dos sete. Como não saber seu nome, filha de Plutão.
Ela recuou para trás assustada.
–Não se preocupe. Sou Apolo. Deus grego. – ele estendeu a mão a ela. Oferecendo sua ajuda a levantar.
Hazel olhou para ele. Ele realmente era lindo. O que fazia sua frase ser engraçada a Hazel.
–Os deuses não estão falando conosco. — ela disse. Se recolhendo ainda mais. E se fosse mentira? Não podia ser enganada.
–Nem todos. Acho que depois de hoje, alguns de nos não são mais... olimpianos.
–Por que não?
–Poseidon iniciou um conflito com Zeus e meio que nos o apoiamos Poseidon contra ele. –disse o deus.
Hazel olhou para ele. Ele realmente era lindo. O que fazia sua frase ser engraçada a Hazel.
Hazel aceitou a mão e levantou. Sua mão era extremamente quente.
Frank chegou correndo. Ele estava ofegante.
–O que aconteceu? Quem é ele?- perguntou Frank.
–Frank Zang, filho de Marte. –disse Apolo.
–Como é esse modelo da Calvin Klein, que brilha, sabe meu nome?- perguntou Frank pasmo.
–Ele é Apolo. – respondeu Hazel olhando desconfiada o deus.
–O deus?- perguntou Frank confuso.
–Poseidon está na praia. Ele me mandou vir até você. Venha. Temos muito a conversar. –disse o deus.
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