Notas iniciais
Estou realmente muito feliz por todos que estão acompanhando minha FIC e deixando seus comentários, muito obrigada de verdade!

Yamcha desceu do carro acompanhado de uma garota linda. Bulma sentiu um aperto no peito ao vê-lo com ela, a menina era muito mais bonita do que ela com aqueles cabelos negros cortados num chanel curto, usava um vestido tomara que caia azul e sandálias de salto alto, ela tinha o porte elegante e sorria bastante para todos ao redor. Era difícil não se impressionar com a aparência dela.

Yamcha foi até onde estava Goku e Chi-chi e a apresentou.

— Esta é Sayuri, minha namorada – Yamcha a apresentou com um sorriso.

— SUA NAMORADA? – Goku gritou – MAS E A BULMA? – ele não entendia nada e olhava do Yamcha para Sayuri e depois para Bulma sentada do outro lado da arquibancada que observava a cena.

— Ah Goku, não gostaria de falar nisso, mas a Bulma me deixou, ela terminou comigo algumas semanas atrás – ele disse com o semblante triste.

Chi-chi achou a jovem muito bonita, porém vulgar, e embora ela sorrisse, Chi-chi percebeu uma sombra de preocupação no seu rosto e não pôde deixar de notar que próximo à raiz dos cabelos havia uma marca roxa, como se tivesse batido a cabeça ou algo assim. Sabendo do histórico do Yamcha e como ele poderia ser dissimulado, pensou que a marca poderia muito bem ter sido feita por ele.

— Venha querida, é um prazer recebê-la na minha casa – Chi-chi a chamou para a mesa – já comemos, mas a comida ainda está quente, vou servi-los.

Chi-chi serviu uma generosa porção para Yamcha, mas Sayuri aceitou apenas alguns docinhos.

Depois de comer, Yamcha resolveu assistir ao torneio junto com os outros, era ali mesmo que aplicaria sua vingança. Viu que onde Bulma estava sentada ainda havia lugares vagos, e foi sentar-se ao lado dela junto com Sayuri. Ao vê-los se aproximar, Bulma ficou apreensiva, mas resolveu que encararia a situação como uma dama.

— Bulma-san, que surpresa você por aqui, não tinha te visto ainda! – Yamcha dizia alegremente enquanto se sentava – deixe-me apresentá-la à minha namorada, essa é Sayuri.

— É um prazer conhecê-la Bulma-san. — Sayuri fez uma leve reverência com a cabeça e recebeu o mesmo de Bulma.

— O prazer é todo meu, Sayuri-san – Bulma respondeu educada.

De perto, Bulma pôde ver como o rosto dela era extraordinário, a pele branca e lisa, os cabelos negros, lisos e brilhantes. Sentiu-se péssima diante daquela beleza.

Yamcha abraçou Sayuri e logo começou a beijá-la de maneira amorosa e suave. Bulma olhava espantada, queria sair dali, mas estava sentada no canto e teria que passar por eles, Yamcha com certeza não daria passagem. Resolveu aguentar firme.

Ele parou de beijá-la e virou-se para Bulma.

— Veja, Bulma – ele começou estendendo a mão de Sayuri na direção dela, onde ela pôde ver um lindo anel de ouro com um diamante solitário – Sayuri e eu ficamos noivos na semana passada, mas ainda não divulgamos para todos, você não vai nos parabenizar?

O lábio inferior de Bulma tremia.

— Parabéns, Yamcha. Parabéns , Sayuri – Bulma disse calmamente – mas ficaram noivos rápido assim? Deve ser um amor muito forte o de vocês.

— Ah sim, estou loucamente apaixonado. Eu e Sayuri já nos conhecemos há bastante tempo – Yamcha sorria de canto.

Foi aí que Bulma notou que a jovem usava um batom vermelho, no mesmo tom que ela havia visto naquela noite no deck da piscina. Então era ela? Yamcha a estava traindo com Sayuri e agora iria se casar com ela? Depois de tê-la enrolado durante dez anos? Bulma não pôde aguentar isso, seu corpo começou a tremer, ela tentou lutar, mas lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto. Yamcha olhava para ela triunfante e resolveu dar o golpe final.

— Veja Bulma, poderia ser você no lugar de Sayuri, se agisse como uma mulher de verdade e não como uma criança birrenta. Sayuri me completa... em tudo, entendeu?

Agora as lágrimas rolavam livremente pelo rosto de Bulma, ela olhou para Yamcha que sorria com um estranho brilho nos olhos. Sayuri somente ouvia com o rosto abaixado, ela se sentia péssima por participar de tudo isso, Bulma não era nada do que Yamcha dizia, ela achou que iria encontrar uma patricinha mimada, mas ela parecia tão simples, embora com uma beleza única, usava calças jeans e uma camiseta fechada, os cabelos curtos atrás da orelha. Bulma era uma moça simples e estava visivelmente arrasada com a situação, Sayuri pensou. Mas ela sabia que se falasse algo para tentar amenizar a situação, Yamcha não a perdoaria e depois a machucaria na primeira oportunidade, e ela estava cansada de apanhar daquele monstro.

Bulma pediu licença e passou por eles, Sayuri deu passagem, mas Yamcha foi atrás dela. Bulma correu para o interior da casa com Yamcha a seguindo. Entrou no banheiro e quando foi fechar a porta, Yamcha a segurou e impediu.

— O que foi, Bulma? Por que chora?

— Saia daqui, Yamcha, me deixe em paz – sua voz demonstrava dor, porém estava controlada.

— Saiba que Sayuri é uma mulher muito melhor do que você – Yamcha continuou a provocá-la – ela é quente e doce e satisfaz todos os meus desejos. Não é uma criança mimada como você, não é uma virgem inútil como você.

Bulma olhava para ele sem acreditar. Como alguém poderia ser tão cruel?

— Por que faz isso comigo, Yamcha? Não vê como estou sofrendo? Não sabe que eu te amei de verdade? Por que quer esfregar seu novo amor na minha cara? Me deixe sofrer em paz, me deixe sozinha – as lágrimas escorriam livres pelo rosto de Bulma.

Yamcha ria debochado.

— Isso é para você aprender, para saber como me senti por ter sido dez mil vezes rejeitado por você. Agora sabe como me sentia quando me dizia não depois de me excitar ao extremo.

— Você nunca vai entender, Yamcha, nunca vai entender como me sentia. Sendo constantemente enganada e tendo que fechar os olhos para suas traições. Tenho certeza que Sayuri não foi a única.

— Quer saber mesmo, Bulma? Ela não foi a única. Cada vez que você me rejeitou eu transava com uma garota diferente, sempre mais bonita do que você. E você sempre caía no meu papo depois, você foi muito burra mesmo.

Aquelas palavras feriram Bulma muito profundamente, ela chorava pela humilhação vinda de Yamcha e por ter sido usada por Vegeta. Não se aguentando nas pernas ela deixou-se escorregar para o chão, ali ficou chorando baixinho.

Em pé, sem ao menos olhar para ela, Yamcha disse.

— Quem é o lixo agora? Que é o esgoto? — E saiu sorrindo vitoriosamente.

*********

Vegeta chegou tarde à festa. Não quis aparecer antes para ter que confraternizar com aqueles terráqueos inúteis, então resolveu que iria no final somente para lutar contra Kakarotto. Antes de chegar ocultou o seu ki, pois sabia que Kakarotto anunciaria a sua presença se o percebesse, e ele não queria isso. Ao chegar viu uma cena muito estranha, Bulma estava sentada na última fileira no canto da arquibancada improvisada, ao seu lado o inúltil do Yamcha beijava outra garota. Vegeta percebeu o ki de Bulma, estava magoada, sentiu ciúme de pensar que ela realmente ainda tinha sentimentos pelo Yamcha, mas ele não poderia fazer nada. Depois daquela noite ele estava a evitando ao máximo, ela poderia muito bem sentir o que fosse por quem fosse, isso não era problema dele.

Viu quando Yamcha parou de beijar a garota e começou a falar com Bulma, mostrando um anel na mão da jovem, trocaram mais algumas palavras e Bulma começou a chorar, logo ela se levantou e correu para casa com Yamcha atrás dela. Temendo que Yamcha pudesse tentar machucá-la como da última vez, Vegeta voou rapidamente até eles e ficou escondido no quarto em frente ao banheiro, lá ele pôde ouvir toda a conversa dos dois.

Então era isso, o maldito estava noivo de outra mulher e foi fazer ciúmes para Bulma. Ele resolveu que se Yamcha tocasse nela ele o mataria imediatamente, do contrário não se envolveria na intriga dos dois. Ouviu toda a conversa, Yamcha confessou suas traições e ofendeu Bulma ao extremo. Vegeta sentiu o ki de Bulma murchando ante aquelas palavras, ela deitou no chão e ficou chorando enquanto Yamcha saía.

— "O que faço agora? Vim para lutar contra Kakarotto, mas Bulma está assim, sofrendo desse jeito por outro homem."

Esse miserável magoou-a de uma maneira que Vegeta não acharia possível alguém fazer.

— "Ah! Que se dane o Kakarotto! Posso derrotá-lo em outras ocasiões, ele não perde por esperar".

Pensando assim, Vegeta foi até Bulma que soluçava com o rosto no chão. Pegou-a gentilmente no colo e saiu da casa voando com ela.

Uma terceira pessoa assistiu a tudo em silêncio. Era Chi-chi que ao ver Bulma correr para casa chorando seguida por Yamcha, correu para lá também, temendo o que pudesse acontecer. Ao chegar viu Vegeta e ocultou sua presença também. Ouviu tudo o que o miserável do Yamcha disse para Bulma e observou quando o saiyajin a pegou nos braços e levou para fora da casa. Chi-chi se perguntou como Bulma poderia ter alguma dúvida sobre os sentimentos daquele homem.

Notas finais
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