O romance que eu posso te dar
13 O mais longo discurso
Notas iniciais
Vegeta colocou Bulma deitada na cama gentilmente. Bulma tinha os olhos cheios de lágrimas, estava machucada por inteiro, não havia mais nada ali, somente um buraco negro. Vegeta ficou olhando para o seu rosto e não disse nada, ele não sabia o que dizer e fazer, na verdade ele nem sabia porquê fez aquilo, trazê-la de volta para casa. Ela não era problema dele, nada do que acontecesse com ela era da conta dele, ele pensava, mas desde aquela noite, mesmo tentando apagar tudo da memória, não pensar nela, a única coisa na sua mente era a Bulma, ele estava ficando louco, lembrando o tempo todo daquela noite que a teve, querendo mais daquele corpo. Ele não tinha nada a oferecer à Bulma, nada, só aquela vontade louca de tê-la e ficar perto dela, tocando e beijando aquele corpo, sentindo o cheiro daquela pele macia.
— Vegeta, eu estou muito cansada, eu quero dormir – Bulma falou com a voz triste.
— Ok, vou sair.
— Não, fique aqui, eu não quero ficar sozinha, mas quero dormir.
Vegeta deitou-se ao seu lado e ela pousou a cabeça no seu peito e adormeceu rapidamente. Vegeta ficou acordado ainda por um bom tempo sentindo o ki dela se normalizar enquanto dormia, ficou satisfeito por poder proporcionar algum conforto à ela no meio de toda aquela loucura, e se sentiu muito estranho por isso.
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No dia seguinte, ele acordou cedo, mas decidiu que não treinaria, decidiu ficar com Bulma. Ao mesmo tempo que ele se repreendia a si mesmo por perder uma dia de treino, ele não conseguia ficar longe dela, não depois de tudo o que aconteceu, de alguma forma ele sentia que parte daquilo era culpa dele, que parte daquelas lágrimas tinham sido causadas por ele.
Ficou observando o seu rosto enquanto dormia, a respiração suave, o peito subindo e descendo calmamente. Logo ela acordou e ao perceber que estava nos braços dele, olhou-o e deu um sorriso triste.
— São quase nove horas da manhã. Você vai perder seu treino.
— Eu não vou treinar hoje – sua voz era fria.
— Por que não?
Ele somente olhou para ela intensamente, ela pôde ver o desejo nos olhos dele, ele se inclinou e buscou sua boca em um beijo, primeiro suave, depois mais apaixonado. Suas mãos percorriam o corpo dela com urgência, fazia mais de duas semanas desde que ele a teve pela primeira e inesquecível vez. Bulma estava ofegante com os beijos dele, mas estava muito triste não poderia deixar ele ir adiante.
— Vegeta eu... – ela tentava começar mas não conseguia, tinha medo da reação dele – Vegeta, eu não quero...
Ele parou atônito, nos seus olhos ela pôde ver a decepção.
— Eu sinto muito – ela continuou. – eu não posso, simplesmente não posso.
— É ele ainda? Você o ama, certo? Você queria estar com o Yamcha? – a voz dele era seca e fria.
— Não, é que... – lágrimas começaram a escorrer dos seus olhos – é que você destruiu meu coração... Você entrou aqui e ficou comigo apaixonadamente, me deu sensações que eu nem sabia que existiam, me fez crer que sentia algo por mim e depois... depois você simplesmente sumiu, passou a me evitar, a fugir de mim, sabendo que eu queria mais de você, que eu estava te desejando novamente.
Aquelas palavras perfuraram o coração dele. Ele sentou-se na cama de costas para ela e permaneceu com a cabeça baixa, ouvindo calado.
— Vegeta, como posso acreditar em algo? Estou destruída, não tenho mais nada, tudo o que eu acreditava era uma mentira e agora você surge, me dá novas esperanças e tira tudo de mim. Não posso mais ficar com você sabendo que você não me quer de verdade, que você só está me usando – as lágrimas rolavam soltas pela face dela – não posso me entregar denovo e correr o risco de passar pelo o que eu passei ontem.
Vegeta estava de costas para Bulma, pois não podia permitir que ela visse aquela fraqueza. Ele sentia uma dor que apertava seu peito, era uma dor semelhante a quando viu seu planeta ser destruído. Não, era pior. Era algo novo, ele estava sendo rejeitado por aquela mulher que ele tanto desejava, uma vez não tinha sido suficiente, ele queria mais dela, ele queria ela inteira para ele.
— Bulma eu... – ele começou – eu não tenho nada para te oferecer. Mas ainda assim eu quero ficar perto de você, quero te ter, mesmo sabendo que você quer outra pessoa.
Nem ele acreditava que estava falando aquilo, esse foi o discurso romântico mais longo de toda a sua vida. Bulma ouviu tudo com lágrimas nos olhos, ajoelhou-se na cama atrás dele e o abraçou pelas costas. Aquelas costas fortes com os músculos desenhados, começou a beijar as costas dele, depois a nuca, enfiou a mão por aqueles cabelos negros, escorregou-se até seu colo, sentou de frente para ele, com as pernas em volta da sua cintura, ele a olhava profundamente, ela se aproximou do seu rosto e o envolveu em um beijo, longo e doce.
— Não Vegeta, agora quem não entende é você, eu quero você.
As mãos de Vegeta percorreram seu corpo e a trouxe para mais perto dele, ele retirou sua camiseta e tomou os seios nas mãos, beijou-os ao mesmo tempo com delicadeza e luxúria, Bulma gemia e repetia o nome dele baixinho. Já louco de desejo, ele a apertou firme nos braços o que a fez gemer mais alto e disse.
— Bulma, seja minha, seja minha mais uma vez – a voz dele estava rouca de desejo.
Ela tirou a calcinha, estava completamente nua no colo dele, ela era linda e deliciosa, ele pensou. Rapidamente ele tirou a calça e a cueca, e gentilmente colocou ela sentada sobre o seu membro rijo. Bulma gemeu com a dor, tinha esquecido como era aquela sensação de tê-lo dentro de si. Ela enroscou as pernas nas costas dele e ele a segurou pelo quadril, trazendo-a para mais perto e entrando completamente nela. Todo o corpo de Bulma pegava fogo, aquela sensação dolorida e ao mesmo tempo gostosa.
Vegeta estava mais exigente dessa vez, trazia o quadril dela para cima e baixo dando o ritmo que ele queria, Bulma somente o envolvia com os braços e gemia seu nome, ela estava prestes a desmaiar de tanto prazer. Ainda com ela no colo, ele levantou-se e colocou-a sentada na penteadeira, os quadris ficaram na mesma altura e ela pôde soltar o peso das pernas no móvel. Vegeta apoiava uma mão na parede enquanto com a outra trazia as pernas de Bulma para a altura dos ombros dele. Nessa nova posição, ele pôde penetrá-la mais profundamente. Bulma fechou os os olhos gemendo, porém agora mais alto. Vegeta estava alucinado de desejo, começou a aumentar o ritmo, o suor do seu corpo caía sobre ela, ela delirava de prazer, aquilo era um sonho, era mágico o amor daquele homem.
Intensificando mais o ritmo da penetração, Vegeta chegou ao ápice derramando-se sobre ela, num longo e quente jato, que a deixou extasiada de prazer. Ela saiu de dentro dela e ficou a olhando. Sua pele branca rosada estava avermelhada de desejo, os seios com os bicos rijos subiam e desciam com a respiração acelerada. Bulma olhou para Vegeta e seu olhar era de puro desejo, sentiu-se envolvida por aqueles olhos negros e estendeu os braços para alcançar aquele corpo, ele segurou suas mãos e as beijou, depois os braços, subia para o pescoço, desceu para os seios e para a barriga dela, começou a dar leves mordidas em todo o corpo dela. Novamente a levou para a cama e ficaram se beijando por longos e deliciosos momentos. Ele deitou a cabeça sobre o peito dela e descansou, não havia mais nada no mundo exceto aquela estranha e deliciosa sensação de se sentir aceito.
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