Notas iniciais
Pessoal, esse capítulo é um dos que mais amei escrever, leiam e saberão o porquê. Kissu!

Passaram o resto da manhã deitados em silêncio. Nenhum dos dois sentia necessidade de falar, não precisava, eles se entendiam perfeitamente até mesmo em silêncio. Vegeta deitou-se ao lado dela e ficou olhando para seus olhos, estavam azuis transparentes e brilhantes, ela parecia sorrir para ele somente com os olhos, seu rosto estava sereno e corado. Bulma via as linhas bem desenhadas do rosto e ficava admirando a sua extraordinária beleza. A pele lisa, o queixo quadrado, o nariz reto e aqueles olhos negros e profundos, contornados pelas sobrancelhas grossas, os cabelos negros com aquelas duas entradas proeminentes e bem marcadas, tudo nele era masculinidade e poder, era um príncipe, o príncipe dela, ela pensou. Ficaram se olhando por um longo tempo, nenhum dos dois parecia disposto a interromper aquele momento, pode ter durado várias horas ou alguns minutos, ninguém poderia dizer, somente que a aceitação de ambos era verdadeira.

Foi Vegeta que interrompeu o silêncio.

— Está com fome? – ele disse beijando as pontas dos dedos dela, ela adorava aquilo.

— Sim estou, e você?

— Também. Vamos descer e comer algo? – ele perguntou.

— Vamos sim, mas antes, quero tomar um banho.

Ela se levantou da cama e ele ficou admirando seu corpo, já se sentiu excitado denovo, mas sabia que se começasse não iria parar. Ouviu ela ligar o chuveiro e ele ficou pensando naquela pele e cabelos molhados, como seria a pele dela na água? Ele levantou e foi observá-la. Ficou na entrada do box com os braços cruzados na altura do peito, ela estava de costas, a água escorria pelos cabelos azuis e descia em linhas contornando todo o seu corpo, Vegeta estava extasiado com a visão, mas resolveu aproveitar para admirar o corpo dela de longe. Longe? Ele estava a dois passos dela.

Percebendo sua presença, ela se virou para ele, com o sabonete começou a massagear os seios, depois desceu pelo abdomên e parou quando chegou no meio das pernas, suavemente começou a massagear o próprio sexo com o sabonete. Ele olhava para ela com desejo, ela sorriu enquanto continuava a massagear o próprio corpo com o sabonete. Ela olhou para ele, seu membro estava rijo, agora ela podia ver como era grande e grosso, estremeceu de pensar que ele esteve todo dentro dela, ficou rubra com a lembrança, ele percebeu e se aproximou. Suavemente conduziu as mão dela até seu membro, ela começou a massageá-lo com o sabonete, logo estava massageando todo o corpo dele. Ficaram um bom tempo debaixo do chuveiro, somente sentindo a água escorrer pelos seus corpos, ensaboando-se em silêncio.

Bulma desligou o chuveiro e pegou uma toalha, começou a enxugar o cabelo de Vegeta, depois seus ombros, peito e costas, abaixou-se e enxugou as suas pernas, ele somente observava com a expressão neutra. Depois ela se enxugou a si própria enquanto ele olhava para ela.

Saíram e ela se vestiu, ele colocou a mesma roupa que estava usando antes. Ela quis falar para ele trazer as coisas dele para o seu quarto mas ficou calada, não sabia ao certo o que ele diria, não sabia de fato que tipo de relacionamento eles tinham, se é que eles tinham algum.

Ao descer, Bulma notou um bilhete na geladeira, a mãe e o pai estariam fora o dia todo visitando alguns parentes. Ela pensou que poderia usufruir da casa toda junto com o Vegeta, e ficou ansiosa só de pensar. Ele chegou silenciosamente e a abraçou por trás, leu o conteúdo do bilhete e ficou satisfeito pela decisão de não ter ido treinar.

Bulma preparou o café da manhã, pães, frios e salada de frutas, fez uma vitamina de frutas com leite. Vegeta ficou encostado no balcão observando os movimentos dela, sem dizer uma palavra. De vez em quando ela olhava para ele e sorria.

Comeram em silêncio, ao terminar, Bulma iniciou.

— O que quer fazer hoje?

— Ficar aqui com você. – sua voz era fria, mas espontânea.

Bulma pensou que agora que não ficavam mais se atacando e se ofendendo com palavras, o diálogo deles havia reduzido muito. Ela queria conversar e saber da vida dele, mas sentia-se tímida para perguntar, temia que ele pudesse se irritar com a sua curiosidade. Se contentou com a resposta, afinal ele queria passar o dia com ela.

Vegeta puxou a cadeira dela para mais perto dele e ficou acariciando o seu rosto, tomou-lhe e boca e começou a beijá-la com desejo, logo ela estava sentada no colo dele, ele levantou-se com ela no colo e conduziu-a até o salão de jogos. Nem Bulma costumava ir até lá, então se surpreendeu como o local estava diferente, havia várias mesas e máquinas de jogos e uma das paredes era toda coberta por espelhos.

Vegeta pousou-a lentamente no chão e começou a despí-la, ela começou a ficar vermelha, de vergonha e desejo, nua naquele local onde outras pessoas costumavam se divertir e com aquele espelho enorme diante de si. Ele tirou a própria roupa e sentou-se no banco em frente ao espelho, Bulma ficou intrigada com aquilo, o que será que ele queria fazer? Ele fez ela sentar-se no colo dele de frente para o espelho e lentamente abriu as pernas dela, ela ficou totalmente exposta, suas pernas estavam bem abertas e ela podia ver seu próprio sexo, os pêlos finos e loiros que a cobriam não podiam esconder muita coisa, envergonhada ela tentou fechar as pernas, mas ele a impediu com as mãos firmes.

— Eu quero que você veja como você é linda. – ele disse com a voz rouca no seu ouvido.

Ela se arrepiou inteira, nisso ele se ajeitou nela e começou a penetrá-la. Ela sentiu a dor inicial da penetração, mas depois foi passando. Ela estava muito envergonhada e fechou os olhos, ele firme e gentilmente segurou os cabelos próximos da nuca e disse baixinho no ouvido dela.

— Olhe para você, olhe como você é linda.

Ela abriu os olhos e ele olhava pelo espelho em direção à sua vagina, seu olhar era penetrante e malicioso, ela olhou também e pôde ver o membro dele penetrando ela, ele ainda não estava todo nela, mas ela podia ver os movimentos da pele se alargando para recebê-lo. Com a mão livre Vegeta começou a acariciar o seu clitóris, ela gemeu alucinada com o toque, depois ele levou a mão à própria boca e lambeu os dedos sentindo o gosto dela.

— Deliciosa. – ele falou.

Bulma ficou muito excitada com isso, e começou a se mexer com vigor em cima dele, ela se movia para cima e para baixo, para frente e para trás, isso fez a penetração aumentar, ela agora podia sentí-lo quase todo dentro dela. Enquanto isso, Vegeta continuava a segurar os cabelos da nuca, agora com mais força, enquanto passeava com a mão livre pelos seios e a cintura dela.

— Ai Vegeta, eu acho que vou gozar. – Bulma estava alucinada de desejo.

Ao ouvir isso, Vegeta se levantou mantendo-se dentro dela. Ele agora estava em pé segurando-a pelo quadril e ela com o tronco curvado, com o rosto encostado ao espelho. Nessa posição, ele pôde entrar completamente dentro dela, além disso a visão das costas, os quadris e as nádegas redondas deixaram ele mais excitado, ele aumentou bastante do ritmo e a força da penetração, ela olhou para o reflexo dele no espelho e ele estava com o rosto vermelho e o olhar vidrado de tanto desejo. Naquela posição, Bulma se sentiu muito vulnerável e totalmente dominada, queria parar mas não conseguia, o desejo dela era grande demais.

— Ah... Vegeta, vou gozar...

Ele intensificou mais ainda o ritmo e alcançou o céu junto com ela. Pela primeira vez gozaram juntos e foi maravilhoso.

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Ao terminar, Vegeta sentou-se no banco atrás dele. Bulma estava em pé, de costas para ele, encostada no espelho. Seu corpo era magnífico, ele pensou, ela ofegava e estava com o rosto vermelho.

Ele a puxou para perto de si e ela sentou no seu colo. Ficaram se beijando abraçados por um longo tempo. Por fim, ele deitou no banco e ela deitou-se em cima dele. Seu corpo era uma rocha, ela pensou, todos os músculos perfeitamente rígidos e desenhados, ele era muito forte. Ela se aninhou naquele peito e ali ficou, até a respiração se normalizar.

Depois de um tempo, eles resolveram voltar para a casa. Se vestiram e subiram em silêncio. Bulma foi até o sofá e ficou sentada enquanto Vegeta encostou-se no batente da porta, cruzou os braços e ficou olhando para ela.

— Porque você faz isso? – ela perguntou.

— Isso o quê?

— Fica assim, com os braços cruzados me olhando fixamente.

Ele apenas sorriu e caminhou em direção à ela. Sentou ao seu lado e continuou a observar.

— Pára com isso, pára de me olhar! – ela ria nervosa.

—Não consigo.

Ao ouvir isso, Bulma se aproximou dele e deitou-se com a cabeça em seu colo, ele pousou a mão sobre os cabelos dela e ficou massageando, eles olhavam fixamente um para o outro sem dizer uma palavra, Bulma sentiu-se tão relaxada que acabou adormecendo junto à ele.

Notas finais
iá, reviews?