O romance que eu posso te dar
18 Unido
Notas iniciais
Ao retornar, Vegeta colocou Bulma gentilmente na cama, ficaram se olhando por um tempo, enquanto ela passava as mão sobre os cabelos dele, ele a beijou romanticamente.
Bulma estava no céu. Vegeta sabia satisfazer uma mulher como ninguém. Ela estava total e completamente apaixonada por ele, cega de amor e desejo. Pensava nele o dia todo e não via a hora da noite chegar para amá-lo apaixonadamente.
Quando ele se levantou para partir, ela segurou a sua mão e disse.
— Durma aqui comigo.
— Não posso, amanhã começo meu treino cedo. Se eu ficar aqui mais um pouco não terei coragem de partir amanhã . – Foi a resposta dele.
Ela sorriu tristemente.
— Vegeta, você não sabe o que fez comigo, preciso de você o tempo todo. Mesmo sabendo que você esta naquela sala o dia inteiro, fico louca de saudades, não posso mais viver assim.
— O que você quer Bulma? Me diga que eu faço. – Ele perguntou enquanto segurava as suas mãos e as beijava.
— Eu quero você, é isso que eu quero.
— E você já tem . – Ele respondeu calmamente.
— Não, eu quero ter certeza que você nunca vai me deixar, nunca vai partir.
— E eu não vou, porque eu faria isso?
— Vegeta, você não entende onde quero chegar?
— Não Bulma, eu não entendo. – sua voz era calma, porém fria como sempre – o que mais posso te dar? Você é minha mulher, eu sou seu marido, o que mais você pode querer além disso?
— O que disse? – ela estava estupetada.
— Isso que você ouviu: você é minha mulher e eu sou seu marido.
— Desde quando? – ela agora ria com a ingenuidade dele.
— Desde que você me aceitou e eu te aceitei. – sua voz era tranquila.
— Vegeta, não! É claro que não! Nós somos no máximo amantes! – Bulma ria enquanto ele olhava sério para ela.
— Quem definiu isso? – sua voz era fria e séria. — Bulma, eu sei que vocês humanos são tão... – ele censurou a palavra – ... tão inseguros nas suas relações, todas elas não só as românticas, que para tudo que fazem precisam de um papel assinado e uma apresentação pública como prova. Mas nós os saiyajins não, quando um guerreiro escolhe uma mulher e decide ficar com ela para sempre, quando eles se aceitam mutuamente, o compromisso é selado. Ninguém precisa saber de nada, não temos que provar nada a ninguém. É assim simplesmente que fazemos as coisas.
— Mas, como pode ter certeza? Na primeira vez que ficamos juntos era essa a sua intenção?
— Não, eu não queria admitir nem pra mim mesmo o que estava sentindo, mesmo te querendo como nunca quis ninguém. E eu também sabia que você ainda não me queria, não completamente. Então esperei nosso tempo. Na verdade, eu considero que aquela noite que você me procurou no meu quarto, você se tornou minha esposa. Pois foi naquele dia que eu tive certeza que você havia me aceitado, e eu já não tinha mais dúvidas.
Bulma estava encantada demais, seus olhos brilhavam de alegria.
— Quando pretendia me contar? – ela deu um leve tapa no braço dele.
— Eu imaginei que você já tinha percebido. Eu sei que você não dá valor à isso, mas eu sou mesmo um príncipe, faço parte da extinta realeza dos saiyajins. Não posso permanecer tanto tempo com uma mulher sem ter um compromisso com ela. Se não fosse sério pra mim, teria sido somente uma vez.
Lágrimas brotavam nos olhos dela.
— Isso é tão... isso é tão... maravilhoso! Não acredito, não minta pra mim, Vegeta. – seus olhos tinham uma súplica.
— Não posso mentir, não seria digno de um príncipe. – ele sorriu olhando para ela.
Agora Bulma estava exultante de alegria. Aquilo parecia tão irreal e ao mesmo tempo tão verdadeiro. Simplesmente querer o compromisso e ele já existia?
— Mas e agora? O que faço? Como devo agir com você? – Bulma perguntou alegremente.
— Do mesmo jeito que você sempre agiu, oras. Não há necessidade de nenhuma demonstração externa do nosso compromisso, ele é entre nós dois, somente nós dois. Não é isso o que realmente importa?
— Não consigo entender Vegeta, na verdade não consigo acreditar que seja tão simples assim. Acho que isso tudo faz parte do seu jogo de sedução.
— Bulma, você tem como parâmetro homens humanos, que são vis e mentirosos, e você sabe que é verdade. Se soubesse o grau de nobreza com que outros serem conduzem a vida ao longo do universo, você entenderia. – Vegeta falava friamente. – É por isso que falo em matar todos os seres humanos, vocês dizem se preocupar tanto com a vida, mas não sabem nem lidar com algo tão natural como um relacionamento.
Bulma estava chocada, mas ao mesmo tempo impressionada com a verdade que continha naquelas palavras.
— Mas então, isso quer dizer que os saiyajins têm somente uma mulher ao longo de toda a vida? – Ela perguntou curiosa.
— Muito pelo contrário, tanto um guerreiro como uma guerreira saiyajin podem ter quantos parceiros sexuais quiserem ao longo da sua vida.
Bulma começou a ficar preocupada com aquilo.
— Porém – Vegeta olhava fixamente para ela — quando um reconhece estar movido por um sentimento maior, que aqui vocês chamam erroneamente de amor, e se o outro aceitar, eles se tornarão únicos um para o outro a partir daquele momento.
— Porque chamamos erroeamente de amor? – ela estava intrigada
— Porque não existe nome para esse sentimento, não no meu planeta. Nós simplesmente sentimos. Matar e destruir é comum para um saiyajin, esse é o normal da nossa natureza. Mas quando existe algo mais motivando as ações de um saiyajin, dizemos que ele está unido.
— Unido?
— Sim, unido à força maior do universo. Que não sabemos o que é, por isso não perdemos tempo tentando dar nomes.
Bulma estava encantada por descobrir aquela filosofia tão peculiar dos temíveis guerreiros saiyajins, um novo sentimento de admiração nasceu dentro dela.
— E você Vegeta, me responda sinceramente, você está unido?
— Você ainda tem alguma dúvida? – dizendo isso ele simplesmente sorriu e a beijou. Ela não tinha dúvidas que ele era verdadeiramente o seu marido.
**********
As semanas se passaram e agora que era oficialmente uma mulher casada, Bulma tratou de modificar várias coisas na sua rotina. A primeira coisa que fez foi modificar o guarda roupa, nada mais das roupas curtas e provocantes que usava antes. Resolveu que não mais exporia o seu corpo, somente o seu marido poderia vê-lo. Também passou a servir o almoço e o jantar dele, além de acordar cedo para preparar o café da manhã antes do treino. Além disso, ela passou a cuidar das roupas dele e fazia longas massagens nas costas dele depois do treino. Vegeta sabia que toda aquela atenção era devido à história de serem marido e mulher, algo que para ele era completamente normal, ela queria criar novos rituais. Na verdade ele achava o máximo ser de fato o único centro de atenção dela, ele havia ganhado a batalha, conquistou finalmente o coração de Bulma.
Na cama, Vegta era o amante mais apaixonado, mas no dia-a-dia procurava manter uma certa distância dela, ele queria que cada um continuasse com as suas rotinas, além disso não queria que sua vida particular fosse alvo dos comentários humanos.
A mãe e o pai notaram as mudanças, mas Bulma não queria contar nada a eles. Estava adorando a idéia de ter “casado escondida”, era uma aventura. Quando perguntou se ela podia contar à alguém ele disse que sim, desde que não virasse um circo. Ela entendeu perfeitamente o que ele queria dizer, se ela própria não havia entendido a filosofia dos saiyajins quanto a estar unidos, imagine os outros? Resolveu manter em segredo a decisão de ambos. Era melhor assim. Deixava a coisa mais bonita. Às vezes ela pensava no seu antigo sonho de casar de véu e grinalda fazendo uma grande festa, mas agora achava aquilo tudo tão banal perto doque o que ela tinha. Ela estava realmente vivendo um grande amor com o seu marido e ninguém poderia dizer o contrário.
Somente uma pessoa ela queria manter atualizada das notícias. Já fazia mais de seis meses desde a tinha visto pela última vez, então resolveu que visitaria Chi-chi naquela tarde. Antes ligou para avisar e a amiga adorou a idéia.
Durante o almoço avisou Vegeta que iria até a casa da Chi-chi, mas que estaria devolta a tempo de servir-lhe o jantar. Ele simplesmente assentiu com a cabeça, com os olhos fechados e a expressão fria de sempre. Sua vontade era beijá-lo e mordê-lo inteiro, mas ele era tão fechado durante o dia... Melhor assim, ela pensou, a noite ele vai ver só uma coisa. Ela sorriu maliciosamente pensando em tudo o que fariam juntos.
Arrumou-se e quando foi partir com o helicóptero, viu que ele estava sem combustível. Achou estranho pois tinha certeza que ninguém tinha o usado desde a última vez. Tentou o carro voador, mas estava sem os freios. Irritada, acabou optando pela antiga motoneta. O trajeto seria mais demorado, mas era o que tinha, então não tinha jeito.
Após cerca de vinte minutos de percurso, a motoneta deu indícios de que estava acabando a gasolina. Bulma não acreditou, ao sair de casa, certificou-se que o tanque estava cheio. Agora estava ali, no meio do nada, sem gasolina. Tentou ligar para casa, mas o celular estava sem sinal. O que faria, iria andando? Iria levar horas para chegar. Checou as cápsulas e não tinha nada que pudesse ajudar, só o kit completo de maquiagem, treze trocas de roupas, 25 pares de sapatos, secador, shampoo, creme para os cabelos e todo o conjunto de toalete feminina, além disso uma casa completa e mobiliada, com banheira, camas macias e comida para três meses. Nossa, como eu sou fútil, Bulma pensou, não tem nada que preste aqui, porque afinal ando com essas quinquilharias? Só essa casa pode ser útil caso eu nunca mais consiga voltar para a minha...
Resolveu ir andando mesmo, chegaria morta de cansaço, mas pegaria o carro voador da Chi-chi emprestado para voltar. Andou por cerca de 10 minutos, quando ouviu o som de um carro se aproximando, ficou temerosa, mas continuou andando calmamente, e se fosse algum conhecido? Posso pedir uma carona, ela pensou.
O carro parou ao seu lado e ela ouviu a voz da última pessoa que ela esperaria encontrar.
— Bulma, há quanto tempo! – Yamcha sorria alegremente olhando para ela.
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