O romance que eu posso te dar
9 Novo mundo
Notas iniciais
— Está doido? Quer me matar de susto? – o peito de Bulma arfava – O que faz aqui?
— Nada, mulher. Quantas perguntas – a voz dele era seca.
— Bom, se não é nada, então pode me dar licença? Quero descansar, tive um dia cheio hoje – sua voz saiu mais dura do que gostaria.
— Eu vi, foi visitar Kakarotto – havia uma ponta de ciúme na voz dele.
— Não, eu não fui visitar o Goku, fui visitar Chi-chi, a esposa dele.
— Humf – ele somente resmungou.
Ficaram se olhando em silêncio. Vegeta estava com os braços cruzados na altura do peito, sua respiração era suave. Bulma ao contrário, estava nervosíssima, sua respiração estava entrecortada, o coração batia acelerado. Depois de ter estado naquela situação com Yamcha e visto como um homem poderia ser violento, ela não se sentia à vontade com o homem mais violento que ela jamais conheceu dentro do quarto dela.
— "Violento e lindo" — ela pensou — O quê? Tira esse pensamento da cabeça sua idiota, ela censurou-se."
— O que foi, você parece nervosa – ele se aproximou calmamente.
Bulma foi recuando até enconstar na parede. Vegeta estava bem próximo, ele colocou a mão na parede ao lado da cabeça dela, de modo que ela não poderia fugir.
— Não foi nada, só quero que saia do meu quarto – ela disse bruscamente sem olhar para ele.
Ele estranhou isso, ela sempre tinha respostas ardidas que ela sempre dava com todo orgulho olhando firmemente para ele. Com a mão livre ele pegou no seu queixo, segurou delicadamente o queixo fino, as linhas do rosto eram suaves e bem desenhadas, ele ficou analisando seu rosto. Não era um rosto comum afinal, tinha uma beleza ao mesmo tempo selvagem e pura.
— Porque não olha pra mim? O que há de errado? – Sua voz era fria e rouca.
— Não tem nada de errado, só quero que me deixe em paz, saia do meu quarto.
Ela olhou para os olhos dele, eles estavam fixos na boca dela, aquela boca rosada e carnuda. Sempre rindo e falando coisas ousadas.
— Abra a boca – ele ordenou.
— O quê?
— Isso o que você ouviu: abra a boca – a voz dele era firme e rouca, ela se arrepiou.
Bem lentamente ela separou os lábios, ele olhava fixamente para aqueles lábios carnudos, passou os dedos suavemente sobre eles. Bulma tentou esconder um gemido, ele sorriu malicioso. Sua mão foi deslizando pelo queixo e parou no pescoço, aquele pescoço branco que tantas vezes ele quis apertar até vê-la perder o ar, agora estavam ali bem nas mãos dele, bem frágeis e indefesos, ele poderia fazer o que quisesse, poderia matá-la agora se quisesse, e ela não faria nada, não teria como se defender. Começou a deslizar os dedos desenhando linhas no pescoço dela.
— Vegeta, pare – ela disse baixinho.
— Ainda não. Você sempre foi tão durona, o que aconteceu agora?
— Nada aconteceu, me deixe em paz. Não quero que você toque em mim.
Aquelas palavras doeram profundamente no peito de Vegeta. Então era isso, agora ele entendia. Ela sofria pelo maldito Yamcha, era dele que ela gostava, mesmo depois de tudo.
— "Mas afinal, o que eu estou pensando? O que eu tenho com o que essa mulher sente e por quem ela sente?" — ele pensava com ódio de si mesmo.
— Aquele dia você queria se deitar com aquele maldito, não queria? Você me impediu que eu o matasse não foi? Você deve estar se encontrando com ele em segredo, é isso, agora entendo tudo – a voz dele era fria e pontuada pelo ódio – Se você estiver se deitando com ele eu vou matar os dois, vou matar vocês dois.
— O que você tem com isso afinal, hein? E se eu estiver mesmo me encontrando com ele? Eu não te devo satisfação alguma! – Bulma ficou irritada.
— Mulher, você não entende, você não entende nada mesmo.
— Não, eu não entendo nada mesmo! Não entendo o que faz aqui no meu quarto, o que você quer de mim? O que quer de mim, afinal? – ela parecia ter retomado a coragem.
Ele olhava fixamente para ela, os olhos brilhavam ousadamente e o lábio inferior tremia levemente, ela parecia tão atrevida, mas ao mesmo tempo indefesa. Ele se aproximou bastante do corpo de Bulma, tanto que a comprimiu contra a parede. Ele pôde sentir a maciez dos seios contra o seu peito, o cheiro dela penetrava o seu nariz, era o mesmo cheiro que ele sentiu no dia em que a trouxe no colo até o seu quarto, um cheiro doce e refrescante. Seus rostos estavam bem próximos, ela podia sentir a respiração dele no seu rosto, quente e úmida. Ela o desejava também, estava claro, mas sabia que não era certo, na sua mente ainda havia um compromisso com Yamcha, afinal foram mais de dez anos. Ele começou a cheirar seus cabelos e depois o pescoço, abriu a boca e começou a beijar o pescoço dela, ela tentava reprimir o gemido em cada toque.
As mãos fortes do saiyajin percorriam sua cintura e apertavam firmemente. Bulma o envolveu em um abraço pelo pescoço e o puxava para si. Já louco de desejo, Vegeta a levantou, ela envolveu a cintura dele pelas pernas e pode sentir o volume na calça dele, isso fez ela tremer de prazer. Ele a levou até a cama e deitou-a de costas, tirou a fina camiseta dela, e depois a sua própria. Ela tinha seios lindos, os bicos rosados, rijos e macios. Ele tocou em ambos massageando suavemente, ela nunca havia sentido tanto prazer. Tirou a própria calça e ela pôde ver o volume na cueca dele. Suavemente ele deslizou as mãos pelos quadris dela até retirar a bermuda que ela usava, ela ficou só de calcinha e ele somente com a cueca, somente aquele tecidos finos separavam seus sexos. O corpo do Vegeta sobre o dela, enquanto ele beijava seu pescoço, ela gemia.
— Vegeta, eu... – ela começou a dizer, mas estava com vergonha, aquele homem delicioso estava a seduzindo, fazendo-a ter sensações loucas, ela queria ter alguma razão e interromper mas não poderia parar ainda, não antes de ter mais um pouco dele – eu ... essa é a... essa vai ser a...
— A sua primeira vez? Eu sei... – na voz dele havia a malícia de saber que ele seria o primeiro, Bulma sentiu um arrepio com aquele tom, como se aquilo fosse uma sentença a qual ela não pudesse escapar.
Como que buscando algum refúgio, algum traço de um sentimento romântico, ela virou o rosto procurando a boca dele para um beijo, ao se aproximar ele recuou.
— Quer um beijo meu, terráquea?
Vegeta sabia a resposta, mas queria ouvir dela, queria fazê-la implorar por ele. Ficaram em silêncio, e, por um leve momento Bulma pensou no absurdo que era aquela situação, aquele homem seminu sobre ela, aquele corpo delicioso, o cheiro dele, a pele dele... ela estava sendo seduzida, não ela já estava seduzida. Ele com aquela arrogância típica, querendo que ela pedisse por ele, sua vontade era expulsá-lo do quarto mas quando abriu a boca para dar sua resposta, ouviu sua voz rouca e sussurrada dizendo o seguinte:
— Quero.
Dizendo isso seus lábios se tocaram suavemente, depois eles entraram um no outro, primeiro com suavidade, depois com urgência, com desespero. Vegeta devorava a boca de Bulma, foi o beijo mais apaixonado que ela já recebeu. Ficaram assim por um longo tempo, se conhecendo através de suas bocas, um beijo longo e único. Bulma estava muito excitada, mas Vegeta estava mais, ela podia senti-lo pulsante entre as pernas dela, ela tremia com a expectativa de como aquilo iria terminar.
— Vegeta, eu não posso – Bulma disse baixinho.
Agora era Vegeta que estava apreensivo. Quando ele tocava uma mulher inevitavelmente a coisa terminava como ele queria. Nunca houve essa história de não quero, podia não parecer mas o Vegeta era um amante como poucos e ele sabia disso, sabia que uma mulher que estivesse na cama com ele não poderia resistir àquela animalidade, àquele sexualismo que ele exalava por cada poro. Como elas sempre se rendiam à ele, ele nunca recebeu uma negativa, então esse “não” da Bulma era novo pra ele. Ele pensou em sair daquele quarto antes que perdesse a cabeça, afinal ele não poderia ficar em falta mas também um príncipe nunca poderia forçar uma mulher. Seu pensamento era um só, ela tinha que ser dele, de qualquer forma, ele sentia um desejo incontrolável por aquela mulher.
Sem dizer nada, ele tomou-a novamente em um beijo, dessa vez mais possessivo, era como se disesse que ela não poderia resistir, ela teria que ceder. Bulma tentava em vão se afastar daquele braços tão fortes que a prendiam e ao mesmo tempo exploravam todo o seu corpo. Sua cabeça começou a girar, ela estava tonta de tanto calor. De repente toda idéia de “só depois do casamento” tornou-se tão inadequada, naquele momento tudo parecia ser tão quente ela se sentia líquida sendo pressionada daquela maneira tão poderosa. Vegeta estava prestes a perder mesmo a cabeça, ao forçar uma sedução quem acabou mais perdido ainda pelo desejo foi ele. Aquela mulher tinha um cheiro e um gosto tão apetitosos, ele não poderia não tê-la. Contrariando toda a sua natureza, foi que ele ouviu sua própria voz num sussurro dizer:
— Seja minha.
Ele voltou a beijá-la e começou a retirar a calcinha dela lentamente, porém com as mãos firmes. Depois ele retirou a própria cueca, Bulma viu seu membro viril e grosso, estava completamente rígido. Ele tocou naqueles pêlos finos e logo escorregou os dedos para a entrada dela, sentiu ela úmida, bem molhadinha, ele ficou mais excitado ainda. Não se contendo mais, ele se posicionou em cima dela e muito lentamente começou a penetrá-la, ela era bem apertada, ele constatou, era delicioso estar ali. Bulma sentiu uma dor terrível, ela puxou os cabelos dele, mas não conseguiu pedir para parar. Ele foi soltando o peso do corpo em cima dela com bastante calma e isso fez a pressão da penetração aumentar, ela gemia de dor e lágrimas finas escorriam dos seus olhos, ele secou todos com a boca e envolveu-a num abraço aconchegante e firme, ela se sentiu segura com ele, e começou a relaxar os músculos das pernas, logo estava completamente entregue, ele estava inteiro dentro dela, a dor não havia diminuído, pelo contrário, mas os beijos e carícias dele a faziam suportar e querer mais dele.
Vegeta estava no mundo dos sonhos, onde não havia dor ou morte, só o prazer de estar com Bulma, aquele corpo, aquele cheiro, aquela cor. Tudo nela era um sonho, ele mantinha a penetração firme enquanto dava beijos pelas mãos e os braços, o rosto, a boca o cabelo, os ombros, os seios, queria compensá-la da dor dando a ela todo o carinho que ela merecia. Aos poucos ele começou a aumentar o ritmo e ela gemia mais alto, suas mãos estavam nas costas dele e o puxavam para mais perto de si. Ficaram nesse ritmo por um tempo, até que Vegeta falou:
— Eu não posso mais resistir – a voz dele estava entrecortada pelo prazer.
— Sim, venha – ela entendeu que ele queria derramar seu líquido nela.
Ele aumentou mais o ritmo, a dor estava insuportável para Bulma, mas para ele era o puro prazer, ela gemeu alto e rapidamente Vegeta se derramou completamente nela. Ela sentiu o líquido quente no seu corpo e ondas de prazer percorreram toda a sua pele, era mágico, afinal.
Ele deitou a cabeça no peito dela e ficou até a respiração se normalizar. Vegeta sentiu-se completamente perdido, nunca havia estado com uma mulher daquele jeito, não com tanto ardor e prazer, sempre que terminava, ele rapidamente as deixava sozinhas, mas daquela vez ele sentiu-se completo, como se não houvesse mais outro lugar para ir, ele sentiu que era ali mesmo que tinha que permanecer. Ele encontrou sua casa, e era ali no corpo de Bulma, junto à ela, àquele calor, àquele cheiro, ali seria o seu novo mundo.
— Bulma... – seu nome foi a última coisa que ela ouviu ele dizer antes de adormecerem um nos braços do outro.
Fale com o autor