Notas iniciais
Pessoal, estou reduzindo a frequência de postagem, pois comecei uma nova FIC e estou muito apaixonada por ela :3 Ainda tem muita água pra rolar nessa FIC e me comprometo a finalizá-la da mesma maneira que comecei, só peço um pouquinho de paciência. Kissu!

No dia seguinte Bulma acordou com Trunks brincando ao seu lado. Ele estava sentado ao seu lado e muito entretido com um dos brinquedos que o Dr. Briefs havia feito para ele. Ela logo se levantou e foi cuidar da sua rotina de mãe solteira, dar banho e dar de mamar para ele, depois levá-lo para tomar sol, preparar papinha de frutas, brincar com ele, fazer o almoço dele, dar banho denovo, colocar pra dormir, dar de mamar novamente, trocar as fraldas, medir a temperatura, mais papinha de frutas, brincar denovo, outro banho, dar de mamar, ler historinha, colocar para dormir e assim o dia acabava. Trunks tomava todo o tempo dela, mas ela de maneira alguma se queixava por isso, amava o filho tão ternamente que não se importava em doar-se completamente nos cuidados com ele. Isso até era bom, porque a fez esquecer rapidamente do Vegeta, mas agora ele tinha voltado, ela o odiava completamente, ou pelo menos era isso o que ela acreditava. Lembrou-se da noite anterior, com ele daquele jeito tão diabólico e tão apaixonante ao mesmo tempo, sentiu o gosto do beijo dele e lembrou-se que ele esteve dentro dela, mesmo que por pouco tempo... Ai pára! Pára tudo! Ela pensava com raiva de si mesma, era assim mesmo que a coisa tendia a desandar, era só lembrar do Vegeta na cama que tudo o que ele fazia fora dela era esquecido, e Bulma não estava disposta a esquecer que fora abandonada no momento que mais precisou dele.

Algumas semanas se passaram rapidamente e Vegeta não deu sinal de vida. Bulma nem ligou, passava todo o tempo com Trunks, cuidando dele, passeando, brincando, fazendo suas compras, estava curtindo muito a maternidade e não deixaria nada atrapalhar aquele momento.

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Vegeta passou algumas semanas nas montanhas, lá procurou se acalmar e pensar no que faria, ainda havia algum tempo até os Andróides chegassem, então queria passar esse tempo com Bulma, agora que havia conquistado e aprendido a dominar o poder do super saiyajin, ele sabia que não fraquejaria mais, era uma técnica que ele havia dominado, não esqueceria nem que quisesse, então não havia motivo para se preocupar. Além do mais, ele precisava relaxar um pouco, tinha sido mais de um ano e meio treinando duro, nos lugares mais tenebrosos do universo, ele merecia algum momento de paz, antes não ligava para isso, mas depois de ter tido Bulma sabia o quanto era importante estar com uma pessoa que realmente se importasse com ele, isso dava um novo gosto às suas vitórias.

Mas a Bulma não parecia disposta a dar-lhe uma chance, ele teria algum trabalho para domá-la. O sabor do desafio era gostoso para ele, mas sentia uma ponta de medo lá no íntimo, e se fosse definitivo? E se ela não o quisesse nunca mais? Além dela, tinha seu filho, pelas suas contas ele já deveria ter mais ou menos um ano, era um menino forte, igualzinho a ele, não pôde deixar de sentir orgulho quando o pegou naquela noite, e mesmo transformado em super saiyajin o menino não pareceu se incomodar, continuo dormindo tranquilamente. Provavelmente ele tem esse poder dentro dele, só está esperando a hora certa para despertar, ele pensou. Imaginou alguns anos à frente, os dois treinando juntos, sentiu um sentimento novo e estranho, que aquecia o coração de um jeito diferente. Ele havia aprendido a dar valor à esse tipo de sentimento, pois embora o ódio tivesse feito com que ele atingisse o poder do super saiyajin, foi o amor por Bulma que o ajudou a controlar o poder, então o amor pelo filho também traria algo de bom.

Amor. Ele estava pensando muito nisso ultimamente, essa fraqueza dos humanos que antes para ele não tinha nome, era somente o estado de estar unido à algo maior doque ele próprio. Mas mesmo assim, a palavra não causava mais asco, as experiências que teve foram válidas.

Resolveu que voltaria para a casa de Bulma, dane-se se ela o expulsasse, ele ficaria ali por perto, observando-a e tentando achar uma brecha novamente para reaproximar-se, de preferência sem que ela fizesse algum escândalo.

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Pousou a nave no quintal e logo o Dr. e a Sra. Briefs correram até lá para ver o que tinha acontecido, os velhos não sabiam que ele já havia retornado e feito contato com a Bulma, ela mesma não falou nada sobre o que havia acontecido naquela noite. Imediatamente, a Sra. Briefs correu até ele, como sempre ele estava com uma bandeja de refrescos na mão, dessa vez, ele não negou, tomou dois copos do refresco gelado. O Dr. Briefs fez várias perguntas à respeito do funcionamento da nave, ele respondeu simplesmente que poderia entrar e checar as gravações e arquivos, foi o que o velho fez.

Olhando para o estado deplorável de Vegeta, a Sra. Briefs, ofereceu um novo quarto para ele, pois o anterior Bulma havia destruído tudo o que tinha dentro, fato esse que ela não ocultou dele, contando de maneira exageradamente empolgada os meses que a filha havia chorado por ele e depois como num acesso de raiva tocou fogo em tudo. Vegeta que costumava ignorar a velha, dessa vez prestou bastante atenção em tudo o que ela falava, mas nada comentou. Então era isso, Bulma sofreu durante muito tempo por ele, depois cansada de esperar resolveu retomar a própria vida. Ele usaria aquelas informações na melhor ocasião possível.

Já no novo quarto, Vegeta aproveitou para tomar banho e descansar, ficaria ali e depois de comer procuraria Bulma, queria vê-la e ao filho. Logo a Sra. Briefs o chamou para a refeição, ao subir, deu de cara com a Bulma na cozinha que fazia aviãozinho para Trunks comer sua papinha.

— Mas que palhaçada é essa? – Bulma estava possessa por vê-lo ali – o que faz aqui saiyajin? Pensei ter sido clara quanto a você aparecer na minha casa.

— Bulma, deixa disso, o rapaz precisa comer e descansar, ele fica aqui por enquanto. – A Sra. Briefs o defendeu.

— Ele não vai ficar nada! Quero você fora daqui imediatamente! – Bulma olhava com ódio para Vegeta, ele por sua vez estava com a expressão séria de sempre e olhava para Trunks.

Vegeta levantou-se calmamente e foi até o menino. Trunks parou de brincar com os talheres e olhava fixamente para o pai, aquela pessoa era nova para ele, por isso estava bastante curioso. Sentindo confiança, Trunks estendeu a pequena mão para ele e entregou o talher que segurava. Vegeta pegou o talher e olhava para o filho, logo Trunks começou a sorrir para o pai e agitou os braços em direção à ele querendo que ele o pegasse no colo. Em pânico, Bulma viu Vegeta pegar o menino igual naquela noite, segurando-o somente com uma mão e levantando-o no ar na altura do seu rosto, embora aquilo parecesse extremamente desconfortável, Trunks parecia adorar, pois ficava com os braços e pernas livres, ele os agitava livremente no ar enquanto ria bastante. Odiando-o mais ainda, Bulma retirou Trunks das mãos de Vegeta e saiu apressada da cozinha.

— Deixe-a, logo ela te perdoará e tudo ficará bem. – a Sra. Briefs dizia sorridente.

Vegeta a ignorou e foi logo para as panelas. Comeu aquela comida deliciosa, que fez muita falta durante sua longa viagem.

Bulma correu para o quarto e lá ficou. Aparentemente Trunks não se assustava com a presença do pai. Será que só eu sinto que ele se tornou um diabo? Ela pensava desconsolada. A mãe e o pai também não colaboravam muito, dando casa e comida para o infeliz, como ela poderia se afastar dele, com ele ali ao lado? Resolveu que simplesmente o ignoraria total e completamente, não entraria em disputas e discussões, o silêncio e indiferença seriam sua arma, já que todos aparentemente estavam sob algum domínio maligno dele, ela não bateria de frente nem com ele, nem com ninguém, simplesmente o ignoraria, essa era uma coisa que ela era boa em fazer, assim não haveria erro.

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Durante os dias que se passaram, Vegeta não fez nada além de descansar, comer e ficar procurando pelo ki de Bulma, quando a encontrava ía até ela, vendo-o chegar, ela simplesmente pegava Trunks e saía, sem dizer uma palavra, sem ofendê-lo, sem agredí-lo, simplesmente saía em silêncio. Ele claro, a seguia e ela invariavelmente ía para o próprio quarto ou para o quarto de Trunks, nessas ocasiões, ela dava de mamar para o menino, Vegeta ficava observando escondido, ocultando o seu ki, era uma cena maravilhosa de se ver, havia algo de tão puro em vê-la alimentar o filho daquela maneira, ela parecia uma deusa santificada, tão linda e serena com a pele rosada dos seios exposta, ela se inclinava para o rosto de Trunks e ele tocava o rosto dela com as mãozinhas enquanto ela sorria. Vegeta queria fazer parte daquele quadro também, eles eram dele, sua esposa e filho, ele queria participar daquele momento, que fosse para ficar olhando somente, mas queria estar perto de ambos.

Ao terminar, Bulma levantou-se e colocou ele no berço, com a voz muito suave cantou uma canção de ninar, logo Trunks adormeceu, ela o cobriu e deixou o quarto. Ao sair trombou numa parede que não era pra estar ali.

— Bem que eu senti um cheiro de enxofre. – ela falou secamente enquanto olhava furiosa para o Vegeta.

Ele ignorou a ofensa e olhou-a fixamente nos olhos. Novamente aqueles olhos azuis tão claros e límpidos, mas agora com faíscas.

— Deixe-me passar. – a voz dela era seca.

Ele deu passagem mas a seguiu, ela foi até o próprio quarto, antes de trancar a porta ele já havia entrado.

— Mas que diabos! O que pensa que está fazendo? – ela estava furiosa.

Sem dizer nada, ele agarrou-a pelos braços, sem pressionar, sem forçar, somente a segurou e a trouxe para perto dele, cheirou os cabelos dela, aquele mesmo cheiro de sempre, desceu para o pescoço e ficou sentindo a pele dela, tão macia e suave, logo estava beijando seu pescoço. Bulma não reagia, então ele achou que ela estava querendo o mesmo que ele, logo tomou sua boca e começou a beijá-la apaixonadamente, porém ao invés de retribuir como ele imaginava, ela simplesmente ficou como estava, parada e imóvel, totalmente apática. Isso deixou-o completamente desnorteado, se houvesse alguma reação pelo menos, uma mordida, um xingo, mas não havia nada. Afastou-se e olhou-a nos olhos, eles estavam frios e seu rosto era uma máscara de seriedade, nenhum sentimento podia ser lido ali. Não é assim que a Bulma é, o que está acontecendo? Ele pensou.

Soltou-a e ficou a observando, ela simplesmente entrou no seu banheiro, depois de alguns minutos ele ouviu o chuveiro sendo ligado, imaginou que ela estaria nua e toda molhada ensaboando-se, sem conseguir se conter, ele entrou no banheiro, foi até o box e afastou o porta. Ela aparentemente não se importou com ele a observando, não houve nenhuma reação. Ele cruzou os braços e ficou observando o corpo nú dela, não havia mudado nada, mesmo depois da gravidez, só os seios que estavam maiores e por isso mesmo mais suculentos. Bulma ensabouo-se tranquilamente, ignorando completamente a presença dele, Vegeta estava excitadíssimo em vê-la daquela maneira, mas não se sentia mais seguro em tentar nada, a frieza daqueles olhos era o pior castigo, muito pior doque o cuspe que tomou na cara.

Ao terminar, Bulma afastou mais a porta do box e esticando o braço, pegou sua toalha, Vegeta estava a poucos centímetros dela, mas não fez nada, ela enxugou os cabelos e depois o corpo e saiu do banheiro enrolada na toalha. Já no quarto sentou-se na cama e começou a massagear a pele com um creme hidratante, tinha um cheiro diferente era algo novo para ele, parecia um cheiro de cerejas que entrava no seu nariz e deixava ele com mais desejo ainda. Bulma estava completamente nua na cama massageando o próprio corpo na frente dele e ele incapaz de fazer qualquer coisa, permaneceu calado observando com a expressão séria de sempre. É claro que em um dado momento Bulma encarou-o e pôde ver os lábios ligeiramente abertos, enquanto o brilho de uma gota se formava no lábio inferior. Vegeta estava literalmente babando por ela, mas ele não faria nada e se tentasse fazer, ela já sabia o que funcionaria contra ele.

Ela levantou-se e passou bem próxima dele. Ele quis agarrá-la firmemente e beijá-la até que ela gemesse seu nome, mas nada fez, observou-a desfilar nua pelo quarto supostamente terminando de fazer alguma coisa muito importante, depois ela apagou as luzes e deitou-se na cama. Ele queria pular na cama junto com ela, mas simplesmente não conseguia, sentiu-se completamente inadequado ali. Saiu voando pela janela, enquanto Bulma sorria para si mesma debaixo das cobertas.

Vegeta voltou ao seu quarto, ele suava frio, não entendia como toda a coisa tinha acontecido, mas sabia que a Bulma tinha aplicado alguma tática muito inteligente contra ele. Pensou naquele corpo, naquela pele tão macia, aquele cheiro... Teve sonhos eróticos a noite toda pensando nela, acordou constatando que em um dado momento durante a noite teve um orgasmo, algo indigno de um príncipe mas mesmo assim completamente incontrolável.

Notas finais
A Bulma como sempre levando o Vegeta ao limite. Reviews?