O romance que eu posso te dar

28 Você está me matando


Notas iniciais
Bulma levando Vegeta ao delírio... Será que esses dois vão conseguir fazer as pazes?

Bulma continuou ignorando sumariamente o Vegeta. “Uma hora ele vai cansar e vai embora”, ela pensava. Ele é claro, já havia sacado a jogada dela, ela simplesmente o estava ignorando e depois levando-o a loucura com aquele corpo. Ela de fato conhecia as fraquezas do saiyajin, primeiro atingia seu orgulho ferindo-o com a sua indiferença, depois estraçalhava o amor próprio dele, ao simplesmente ignorá-lo quando ele ía procurá-la no quarto, e ele sempre ía. Ela sabia que se gritasse, brigasse, chorasse ou demonstrasse qualquer coisa, ele ganharia a batalha, então mostraria que ela era a melhor, simplesmente ignorando-o e ficando em silêncio. Ela não fazia idéia de onde isso iria parar, mas adorava vê-lo perdido daquela maneira.

Vegeta por sua vez estava a ponto de perder a cabeça, ele estava constantemente procurando por ela e quando se aproximava, ela saía. Se ele chegasse perto de Trunks ela o pegava no colo e saía, o menino chorava estendendo os braços para o pai, mas nem assim ela cedia. Ela não deixava brecha alguma para ele se aproximar.

Em uma manhã bastante agradável, o Dr. e a Sra. Briefs resolveram que levariam o Trunks ao parque infantil. Bulma não quis ir mas permitiu que eles o levassem, assim ela poderia descansar um pouco e cuidar de si própria, pois o menino tomava-lhe todo o tempo e além disso ela vivia driblando o saiyajin, isso tudo consumia uma energia danada. Resolveu que tomaria sol na piscina e depois um banho de banheira bem relaxante. Fecharia a tarde com um bom cochilo antes de todos voltarem.

Colocou o seu menor biquíni, pois queria um bronzeado completo e levando seu protetor solar e óculos de sol, estendeu uma toalha na espreguiçadeira e sentou, passou o protetor solar, colocou o óculos, verificou o tempo no relógio e deitou-se relaxadamente.

Vegeta obviamente acompanhou todo o movimento matutino sem dizer nada, viu os velhos saírem com o Trunks e com isso Bulma e ele ficariam sozinhos na casa. “Será uma boa chance”, ele pensou. Observou-a na piscina, com aquele biquíni minúsculo que deixava seu corpo à mostra, ele passava mal de tanto desejo, queria possuí-la imediatamente, mas para isso ela teria que querer também, e ele não tinha idéia de como seduzir a Bulma, ela estava tão fechada e o ignorava tão abertamente, ele não sabia como se aproximar. Mas se aproximou mesmo assim, postou-se à frente dela cobrindo os raios de sol que a bronzeavam, ela já sabendo de quem se tratava falou sem abrir os olhos.

— Está atrapalhando o meu bronzeado saiyajin, saia daqui.

Ele permaneceu calado, em pé a frente dela com os braços cruzados. Alguns minutos passaram e como ele não saía ela finalmente abriu os olhos, imediatamente corou ao olhar para ele. Ele estava completamente nú diante dela, seu membro enrijecido apontava para o alto e o olhar de luxúria que antes a derretia parecia queimar sua pele. Ela fez menção de levantar e sair mas em menos de um segundo ele já estava sentado na espreguiçadeira inclinando-se sobre ela. Ela insistiu em tentar sair, mas ele a segurou firmemente pela nuca e aproximando-se mais ainda começou a cheirar seu pescoço, a respiração quente dele e denovo aquela camada espessa de poder, que ela podia sentir claramente como que esmagando qualquer resistência dela.

Ela sempre pôde sentir uma intensa energia sexual nele, mas agora, depois dele ter atingido o tal poder do super saiyajin, ele parecia muito mais faminto por sexo doque antes, além disso, ao sentir aquele poder, ela começava a duvidar seriamente do seu livre arbítrio, era como algo que a prendia e a fazia ceder aos desejos dele, que eram os dela também, por mais que ela quisesse negar.

Vegeta estava agora deitado sobre ela, mas sem soltar seu peso. Um dos joelhos dele estava no meio das pernas dela, de modo que essas estavam abertas, ela tentava comprimir as pernas para fechar, e isso só aumentava o atrito das coxas dela com a dele. Com as mãos à frente do corpo, ela tentava empurrá-lo, mas isso não surtia efeito algum. Vegeta passava a língua delicadamente pelo pescoço dela, cada respiração dele queimava a pele da Bulma e aumentava a lubrificação dela. Ela odiava o próprio corpo, por responder tão rapidamente a qualquer toque dele.

Lentamente ele foi descendo com a língua por toda a extensão do pescoço e logo estava nos seios, com os dentes ele arrancou a parte de cima do biquíni e ela inutilmente tentou cobrir os seios com as mãos, ele pegou seus pulsos e manteve-os ao lado do corpo, com isso os rosados e suculentos seios dela ficaram livres para ele, rapidamente ele tomou um dos bicos nos lábios e sugou com toda a luxúria, ficou muito feliz em ouvir um abafado gemido escapar dos lábios dela.

Vegeta beijou os seios dela e dava leves mordiscadas nos bicos, sentindo a resistência dela diminuir, ele soltou um dos punhos e com a mão livre começou a acariciar sua cintura, logo soltou a outra e agora apertava sua cintura com todo desejo enquanto distribuía beijos e leves mordidas nos seios. Bulma tentava a todo custo lutar mas ele era delicioso demais, aquele homem tinha todo o domínio sobre o corpo dela e a pior parte é que ele sabia disso e como tirar proveito disso.

Sentindo mais segurança ainda, Vegeta levou a mão até a calcinha do biquíni e começou a desfazer os delicados lacinhos que a prendiam. Com Bulma completamente nua diante dele, ele colocou um dos dedos na sua fenda e pôde sentir toda a sua lubrificação, “ela está desejando isso mais doque eu”, ele pensou. Lentamente ele começou a afastar as pernas dela e posicionar-se no meio, ambos estavam com a respiração ofegante e ele começou a beijá-la, aquela boca doce com lábios carnudos que levava-o à loucura. Dessa vez nada de beliscões, cuspe ou indiferença, Bulma entregou-se naquele beijo do jeito que ele queria, Vegeta estava feliz porque ela havia finalmente entendido e perdoado ele, “tudo será como antes”, ele pensou.

Bulma sentia-se fraca e entregue, era e seria sempre assim, ele faria o que quisesse com ela e depois a deixaria quando se cansasse, ela queria parar mas não conseguia, sentia-se atada com à um imã, não conseguia sair. Pensando no prazer momentâneo que teria, Bulma começou a se entregar mais naquele beijo, suas mãos lentamente subiram para a cintura dele e o abraçava. Então ela se lembrou e como num filme, todo o sofrimento que a partida dele causou voltou à sua mente e ela revoltou-se muito contra si própria em como podia ser tão fácil e fazer tudo o que aquele homem queria. Sentiu os olhos arderem e algumas lágrimas começaram a escorrer, logo ela estava chorando abertamente, os soluços cresciam na sua garganta enquanto Vegeta pressionava os lábios contra os dela. Percebendo seu choro ele abriu os olhos e viu que ela chorava abundantemente, como se estivesse verdadeiramente ferida. Ele afastou-se um pouco dela e segurando seu rosto, secou suas lágrimas.

— Bulma, eu... eu te machuquei? – sua voz era baixa e rouca.

Ela não respondeu nada, simplesmente chorava enquanto virava o rosto para o lado. Ele forçou que ela olhasse para ele, os olhos dela estavam escuros, nada daquele brilho radiante de antes, somente mágoa e dor poderiam ser vistos ali.

— Bulma, me diga, você não me deseja mais?

Controlando-se muito para não explodir em prantos, Bulma respondeu.

— Não Vegeta, eu o desejo como nunca, eu te quero mais que tudo. Eu estou aqui entregue à você, pode fazer o que quiser comigo e depois certifique-se de jogar-me fora.

— Bulma não, nunca! Eu nunca a jogaria fora, você é minha esposa, nós temos um filho juntos.

— Não Vegeta, nós não temos nada juntos. Eu achava que tínhamos, mas quando o comuniquei do nosso filho, você partiu sem dizer uma palavra, você me abandonou com toda a frieza. Agora que está de volta, você vai me usar mais um pouco e depois me jogar fora.

Vegeta olhava incrédulo para Bulma, o que era aquilo que ela estava falando? Ele nunca a tinha jogado fora e nunca faria isso. Sim, ele havia partido em busca de mais poder, mas ela esteve nos seus pensamentos todo o momento, ela foi a força que o permitiu controlar o poder que havia conseguido, ela agora, era tudo para ele. Vegeta afastou-se dela e sentou-se ao seu lado na espreguiçadeira. Ela estava com os olhos e o rosto vermelhos. Sua respiração estava cortada.

— Vamos Vegeta, o que está esperando? Não veio aqui para me comer? Faça isso. Você sabe como eu sou fácil, é só você chegar que eu já vou abrindo as pernas para você, eu não tenho respeito algum por mim mesma, você sabe disso e se aproveita dessa fraqueza.

Vegeta ouvia calado, ele queria mesmo possuí-la o mais rápido possível, mas não podia vê-la se autodestruindo daquela maneira, ele sabia que ela o queria e agora ela achava que ele a estava usando, por mais que ele tentasse, não conseguiria explicar os motivos de tê-la deixado naquele momento tão importante para ela, para ambos. Por mais que ele a quisesse, ele não podia ferir seus sentimentos, isso não era digno de um saiyajin. Olhou mais uma vez para aquele corpo tão delicioso que ele desejava desesperadamente, mas não foi capaz de ir adiante com seus instintos, se ela o considerava um canalha, possuí-a agora, mesmo com a permissão dela, só reforçaria essa idéia, e ele não queria que sua esposa se machucasse.

— Vamos, o que está esperando? – ela disse sentando-se ao lado dele segurando-o pelo braço – vem aqui fazer sua refeição, depois pode jogar meus ossos para os cães.

— Chega Bulma. – a voz dele era fria – Já entendi. Não vim aqui para usá-la, eu vim aqui porque te quero, mas você ainda está fechada e não acho que eu possa mudar isso. Só o tempo vai te mostrar o porquê doque eu fiz.

— Vegeta, se é o tempo que vai me mostrar pode ter certeza que não vou esperar para ver. Não pretendo ser sua esposa mais, não sei como funciona no planeta dos saiyajins, mas aqui temos uma coisa chamada divórcio. Quando um não quer mais o outro, ou quando um é tão maltratado e consumido pelo orgulho do outro, ele pode ficar livre, e é isso mesmo o que eu quero, quero minha liberdade de volta.

— Eu não faço idéia do que você está falando, nenhum saiyajin se separa, isso não existe, porque nenhum saiyajin fica preso ao outro, ninguém rouba a liberdade de ninguém.

— Que seja, de qualquer forma não vou cair nessa sua filosofia de outro planeta que não funciona aqui. Já disse, se quiser usar meu corpo pode fazê-lo mais essa vez, mas não sou mais nada sua, ao deixar-me não ficará aquele buraco que ficou da outra vez. Vou dedicar minha vida ao meu filho e aos meus inventos, se eu tiver vontade vou arrumar um namorado, quem sabe alguém que possa me fazer feliz.

Vegeta olhou com ódio para ela. Ele nunca permitiria ela com outro homem, nunca.

— Bulma, enquanto eu estiver vivo, você não será de outro homem, isso posso te garantir.

— Você é um imbecil Vegeta. Acha que fiquei esse tempo todo sozinha te esperando? Depois de algumas lágrimas que a idiota aqui derramou, logo percebi que tinha sido usada por você, então levantei-me e segui minha vida. Já tenho outra pessoa, ele me completa e está 100% comigo.

Vegeta olhou para ela com raiva, mas logo começou a rir. Uma risada sinistra e pesada.

— Você está mentindo, posso ler o seu ki, está alterado e apreensivo. Você elaborou essa mentira, ensaiou ela diversas vezes, e agora está apreensiva para eu acreditar em você. E tem mais, você não sabe disso, é claro, mas os saiyajins sabem marcar o seu território muito bem. Deixei meu cheiro em você, então, se você tivesse feito sexo com outro homem, o cheiro mudaria e eu saberia. Os guerreiros fazem isso antes de ir para longas batalhas.

Bulma estava com raiva de ter sido pega tão facilmente. Aquele saiyajin maldito com os métodos rudimentares dele. Marcar território? Parecia coisa de um bicho, era isso o que ele era um bicho predador sanguinário, e ela não sabia o que fazer para se livrar dele agora.

— Tá seu demônio, você me pegou! Não transei com outro homem, eu fiquei meses chorando por você, mas resolvi que não seria mais enganada e não vou permitir isso. Se eu quiser ir pra cama com outro homem, eu vou, se você quiser matá-lo, mate-o. O que não vai acontecer mais é eu chorar por você, aconteça o que for.

— Por que você diz isso Bulma? Você acha que eu fiz de propósito? Acha que eu queria magoá-la? Não sabe que em pouco tempo os andróides estarão aqui? Eu tinha que me tornar mais forte para proteger você, lembra que combinamos isso? Ficando aqui eu estava perdendo tempo, um tempo precioso que eu não tinha.

— Então foi isso o que eu fui pra você? Uma perda de tempo? Porque não vai embora logo e me deixa em paz? Deixe-me voltar a ser eu mesma, não quero mais ser usada e humilhada por você.

— Eu não vou te explicar mais nada, você é uma mulher inteligente, logo vai perceber o erro que está cometendo ao me rejeitar assim.

— Não Vegeta, eu não sou nada inteligente, eu sou muito burra na verdade, por ter acreditado em você. Mas tenho os meus instintos também, e agora eles me dizem para me afastar de você. Eu quero que você vá embora daqui e não volte nunca mais, nunca mais apareça aqui, nem para ver o Trunks, não chegue perto dele, entendeu?

Vegeta virou-se para ela e segurou-a pelos ombros, seu rosto estava bem próximo e ela podia sentir a respiração dele.

— Você é minha esposa, Trunks é meu filho, vocês são meus entendeu? Não vou deixar ninguém.

— Tudo bem, não faça isso então. Se quiser me ver morrer aos poucos fique aqui, porque é isso que a sua presença me causa, você está me matando aos poucos, está roubando tudo de mim... eu não vou suportar você aqui, vou morrer pelas suas mãos, mesmo se você não as estender para me matar.

Vegeta estava chocado com aquelas palavras, o choque maior era porque no momento que ela disse aquilo, o ki dela revelou toda a intensidade daquele sentimento, ela estava mesmo dizendo a verdade, ela pode ter exagerado nas palavras, mas a presença dele causava mal à ela. Seus olhos estavam fixos no dela, então pôde ver quando finas lágrimas começaram a escorrer, a culpa era toda dele, ele a estava machucando e não tinha percebido ainda, o desejo dele o cegou completamente. “Ela está sendo muito forte para não sucumbir”, ele pensou.

Constatando que o melhor seria deixá-la para que ela pudesse viver em paz, ele se retirou. Bulma cobriu-se com a toalha e chorou durante bastante tempo. Depois levantou-se e tomou um banho. Passou o resto do dia na cama.

Ao retornar para casa, a Sra. Briefs foi procurá-la para contar como Trunks se divertiu no parque. Encontrou a filha na cama com uma febre muito alta.

Notas finais
Buááááááááááááá :( isso nunca vai acabar? Dá uma chance pra ele Bulma!