Notas iniciais
Aproveitem o capítulo!

Assim que Yamcha a deixou, Bulma subiu correndo para o seu quarto. Na sala a Sra. Briefs gritou quando a viu.

— Bulma, meu amor, venha jantar!

— Não tô com fome mãe! – Bulma respondeu mais seca do que queria.

— Ah, deixa ela – disse o Dr. Briefs – deve ter discutido com o Yamcha, esses dois não têm jeito.

— Oh, meu pequeno anjo, depois vou lá ver se ela precisa de algo. – disse a Sra. Briefs aflita.

— Sim, sim. Depois você vai, agora deixe ela descansar – o Dr. Briefs conhecia Bulma mais do que ninguém.

Já no quarto, Bulma deitou-se na cama e começou a chorar. Aquele idiota! Não entendia nada dos seus sentimentos, ela era a piada do círculo social, sendo enrolada há mais de dez anos! Como ele não entendia? Ela queria casar e ter filhos, ter uma vida de luxo e amor. Ele só pensava em carros e jogos e sempre aparecia alguma fofoca de que ele fora visto com alguma mulher, ele negava tudo e ela acreditava porque não havia provas e além disso sabia que essas revistas aumentavam um pouco as coisas. Como ele podia exigir qualquer coisa? Forçá-la a qualquer coisa? Ela queria ser dele, mas não confiava nele.

E agora com esse Vegeta na história, tudo se complicava. O Vegeta havia matado ele, ela sabia, e o Yamcha tinha muita raiva dele, mas mesmo assim, ele ainda era alguma esperança para quando os androides chegassem, não podia simplesmente descartá-lo. O mais seguro a fazer era manter Vegeta do seu lado, como um aliado, ele poderia ajudar a salvar a Terra. Ficou pensando nessas coisas e quando viu já eram quase dez horas da noite. Levantou-se e tomou um banho, lavou os cabelos e se ensaboou, passou óleo perfumado depois se enxaguou e saiu se enxugando. Vestiu seu conjunto de dormir, um baby-doll rosa com rendas brancas. Resolveu descer para ir à cozinha, iria pegar um leite e alguns biscoitos, sua mãe e o pai não estavam mais na sala, já deveriam ter ido se deitar. Ao sair da cozinha, trombou em um algo duro que a fez cair para trás e derramar todo o leite sobre si própria, ela deu um grito ao ver que o algo duro era na verdade o Vegeta, que estava de braços cruzados na frente dela, com aquele olhar frio e penetrante.

— Seu idiota! Olha o que me fez fazer, derramei meu leite! Ainda bem que estava frio, senão teria me qu eimado!

Vegeta agora olhava para a região do busto, ao cair e derramar o leite, o mesmo molhou o fino tecido do baby-doll o que fez revelar as formas fartas e arredondadas dos seios de Bulma, esses por sua vez, estavam com os bicos entumescidos,devido à temperatura fria do leite. O curtíssimo shorts do baby-doll mostrava as longas e torneadas pernas. Era algo agradável de se ver, ele pensou.

— Humf, mulher vulgar – e disse passando ao lado dela, quase pisando em seus braços.

— Seu estúpido, nem pra me ajudar a me levantar! – disse Bulma levantando-se e pegando imediatamente um pano para se secar, depois com o mesmo pano secou o chão e atirou ele na pia.

Foi até a geladeira e pegou mais leite. Só então se deu conta de que Vegeta ainda estava lá, encostado no balcão da cozinha, com os braços cruzados e a observando.

— O que está olhando, imbecil?

— Olha como fala, terráquea. Sou da raça suprema dos saiyajins, posso te matar a qualquer momento.

— Nossa, já ouvi tanto isso hoje, se você conseguisse cumprir algo que diz, eu estaria morta e enterrada dez vezes.

— Maldita! Vou lhe ensinar uma lição – ele disse se aproximando dela muito rapidamente.

— Vai me matar? Me mata então, me mata! Minha vida está um inferno mesmo, faça isso! – ela olhava ameaçadoramente para ele.

Por algum motivo ele não conseguiu fazer nada. Ficou só olhando pra aqueles olhos azuis, a boca carnuda e rosada.

— Vou fazer isso terráquea, mas antes quero que arrume roupas adequadas à um príncipe – disse ele com um sorriso tenebroso.

— Não vou arrumar nada! Você usa o que temos aí e pronto.

— "Essa mulher vulgar é impossível! Ela não tem medo!" — ele pensou.

Nunca na sua vida alguém ousou se dirigir à ele dessa maneira. Um simples olhar de soslaio já era o suficiente para ele matar qualquer um, quanto mais responder assim tão ousadamente, ela não tinha mesmo noção do perigo.

— Maldita! Como ousa? Eu não posso usar essas roupas ridículas!

— Então ande pelado pela casa, vai ser um espetáculo! — ela riu.

— Mulher vulgar! – ele disse mas estava envergonhado com o comentário. Apertou os braços dela sem muita força, mas foi o suficiente para fazê-la gemer de dor.

— Me solta! Você está me machucando!

Mas ele não soltou, queria mostrar para ela quem é que mandava, e se ela não o respeitasse por bem, seria por mal, nem que tivesse que agredi-la.

Foi então que algo inesperado aconteceu, Bulma levantou firme os joelhos e acertou-lhe nas partes íntimas, não foi por dor mas por espanto que ele a soltou e a viu sair correndo pela cozinha porta a fora, antes de ela subir o primeiro lance de escada, ele já estava à frente dela, foi tão rápido que ela não percebeu e trombou nele, caindo novamente pelos degraus que tinha subido, com o impacto, derramou novamente o leite sobre si e o copo caiu e quebrou ao lado da sua mão, causando um pequeno ferimento.

— Miserável, olha o que fez! – apertando a mão que sangrava, Bulma começou a chorar.

Choro nunca havia comovido o Vegeta, era comum antes de matar as pessoas, elas chorarem e implorarem por sua vida, mas dessa vez ele se sentiu desconcertado. Ela estava caída no chão, todo molhada de leite e seu choro não era desesperado, era baixo e sentido, era diferente, tinha uma certa dignidade naquele choro.

— Isso é pra você aprender a não querer medir forças comigo, ouviu? Eu sou infinitamente mais forte do que você, sou superior à você em muitas coisas, posso matá-la e posso deixá-la viver, se achar que você tem alguma serventia pra mim, entendeu? Eu te aconselho a fazer o que eu mando, senão arrancarei seu braço da próxima vez – sua voz era fria e ameaçadora.

Ele ficou em silêncio na frente dela, esperando que ela falasse algo, mas ela não o fez. Simplesmente se apoiou na mão que não estava machucada e levantou, o rosto estava vermelho e uma lágrima fina escorria na sua face. Ela olhou firmemente para ele, e subiu as escadas em silêncio.

Vegeta não acreditou no que havia acontecido, ele falou, falou e a mulher aparentemente não havia entendido nada. Será que ela era burra? Ele teria que encontrar uma maneira de fazer ela obedecê-lo ou senão não conseguiria concluir seus objetivos, afinal ela tinha os recursos que ele precisava. Ela provavelmente tinha mais coisas que ele precisava.

*********

Bulma correu para o quarto e imediatamente lavou as mão e fez um curativo.

— Que diabos, esses homens! Um machuca meu coração e o outro o meu corpo! – falou baixinho.

Trocou a roupa, colocando um baby-doll verde água, o outro estava que era leite puro. Enquanto se trocava ela pensou que deveria arrumar uma maneira inteligente de lidar com o Vegeta, ou ele realmente a mataria. E isso era a última coisa que poderia acontecer, afinal, ela queria ele como seu aliado pois ele tinha os meios para protegê-la. Talvez nem isso ele tivesse, ela pensou antes de adormecer.

Notas finais
Aguardo reviews, kissu!