Notas iniciais
Aproveitem o capítulo!

No dia seguinte, a Sra. Briefs viu o resultado da noite anterior, resíduos de leite no chão e caços de vidro espalhados.

— Bulma, meu amor, você está aí? – ela foi até a porta do quarto da filha.

— Estou mãe, me deixa em paz.

— Oh, meu amorzinho, vamos conversar, deixa a mamãe conversar com você?

Bulma levantou-se mal humorada e foi até a porta, ao abrir sua mãe estava sorrindo alegremente, ela parecia não se abalar com nada. Bulma imediatamente a abraçou e começou a chorar.

— Ah mãe! Me ajuda, me ajuda!

— Anjo, o que está havendo? Me diz – a Sra. Briefs entrou fechando a porta atrás de si, conduziu novamente a filha até a cama.

Bulma deitou-se no colo da mãe e contou tudo, que o Yamcha estava forçando-a a transar com ele, que o Vegeta a assustou e a ameçou. Foi então que a Sra. Briefs viu a mão enfaixada da filha.

— Então foi isso? Eu vi cacos de vidro na sala. Ele te machucou, filha?

— Não mãe, ele só me assustou, então eu cai no chão e acabei quebrando o seu copo, era de cristal, né?

— Não liga pra isso, meu amor. Mamãe compra outro depois. O mais importante é sua mãozinha, deixe-me ver esse curativo.

A Sra. Briefs, desfez o antigo, desinfetou a mão de Bulma e fez um novo, bem melhor.

— Pronto, agora vai sarar rapidinho – disse dando um beijinho em cima do curativo.

— Ah mãe, te amo! Só a senhora mesmo pra me fazer feliz nesse mundo de dor e desilusões.

— Ai quanto drama, Bulma! Você tão linda e inteligente, tem tudo para ser feliz, é só querer!

— Você acha mesmo mãe?

— Acho sim, você vai ver! Vai dar tudo certo na sua vida.

— Mãe, será que eu devo... você sabe... ficar mais intimamente com o Yamcha?

— Só você pode decidir isso, meu bem – A Sra. Briefs não era moralista, mas também não queria que a filha sofresse – Veja, vocês estão juntos há bastante tempo, quando você começou a namorar o Yamcha, era uma menininha tão magricela, lembra?

Bulma sorriu.

— Então, mas agora você se tornou uma mulher linda e sedutora, é normal que o Yamcha queira ter você de outras maneiras. A fase das mãos dadas, os beijos suaves e românticos já passaram, agora ele precisa de mais e você tem tudo o que ele quer, é normal que ele te deseje desse jeito.

— Eu sei mãe, eu também desejo ele – Bulma ficou vermelha – mas não gostei da maneira que ele falou, que eu o provoquei e depois me neguei e assim ele teria que me forçar. Não era isso que queria ouvir dele. Se ao menos ele me pedisse em casamento, ficaria mais segura dos sentimentos dele por mim. Mas assim, sem nada? Não sei se posso confiar nele.

— Bulma, meu amor, você tem razão sobre isso também. Por isso o melhor é dar um tempo, esperar as coisas se acalmarem e depois conversar com ele. Mas uma coisa é certa, siga seu coração, não faça nada que vá contra a sua vontade, e se não confia nele, não se entregue à ele.

— Ah mãe, você é demais, tão sábia, tão amorosa! – Bulma voltou a chorar.

— E quanto ao Vegeta minha filha, eu preciso te dizer: você se arriscou muito ao trazer esse homem para dentro de casa. Ele é um homem perigoso, nem é humano! Vai saber o que se passa na cabeça dele? Ele pode matar qualquer um a qualquer momento!

— Por isso mesmo, mãe! Por isso quero que ele fique aqui conosco. Se ele treinar e ficar mais forte terá que nos proteger, afinal nós que teremos proporcionado isso à ele.

— Eu não sei, filha, será que ele será nobre a esse ponto? De nos proteger quando precisarmos?

— Eu não sei, mãe, mas não sinto medo dele, sinto que podemos confiar nele.

— No Yamcha que você namora há dez anos você não confia, mas nesse homem do espaço que já matou seus amigos, roubou uma nave e fugiu, agora volta assustando a todo mundo, você confia?

— Eu sei que fui idiota. Mas eu confio nele, no fundo não acho que ele seja tão mau assim.

— Cuidado Bulma, tome cuidado. Aja sabiamente com ele, não vá tirar-lhe do sério, seja passiva. Não o ataque com palavras como você fez ontem, o desafiando e tudo o mais.

— Não posso evitar, ele é muito arrogante! Pra quê tudo aquilo? Príncipe dos saiyajins?! Ele só é um homem muito forte, mas não é superior à ninguém como ele acredita.

— Tudo bem, meu amor. Somente procure não tirá-lo do sério. Agora, tira essa carinha triste do rosto que lá fora está um dia lindo, vamos aproveitar para fazer compras mais tarde?

— Vamos sim! Assim resolvo um “problema” do príncipe...

— Que problema?

— As roupas, ele odiou. O bafafá de ontem foi por causa da roupa que dei pra ele vestir.

— Oh, maravilhoso! Vamos todos às compras então!

A Sra. Briefs saiu cantarolando, enquanto Bulma levantava-se. Ela tomou um banho, perfumou-se e colocou uma mini saia jeans, uma sapatilha lilás e uma regata decotada branca. Foi até a cozinha e pegou uma xícara de café e um pedaço de bolo, saiu para o terraço e sentou-se na cadeira embaixo do guarda-sol. Estendeu as pernas e cruzou em cima da outra cadeira

De repente viu a sombra de um homem atrás dela.

— Mas que diabos? Porque não avisa que chegou? – ela perguntou irritada, pois já sabia de quem se tratava.

Vegeta estava atrás dela, com os braços cruzados, com o rosto sério de sempre. Olhava fixamente para as longas e torneadas pernas dela.

— Por que você se veste assim?

— Assim como? – Bulma já estava na defensiva.

— Assim, de maneira tão vulgar.

— E você, porque se veste assim? Parecendo um cafetão cubano? – Bulma ria enquanto olhava por cima do ombro e constatava alegremente que ele estava com a camisa rosa e a calça amarela.

— Maldita! Sabe que é por sua culpa! Ainda quer rir de mim?

— Foi você que começou – ela riu com gosto – bom, mas depois de quase perder a mão ontem, resolvi que vou comprar algumas roupas para você.

— Já não era sem tempo. Traga trajes adequados para um príncipe.

— O que seria um traje adequado para um príncipe? Uma capa vermelha talvez?

— Mulherzinha irritante! Insiste em zombar de mim? Eu sou um príncipe, você me deve honra e respeito.

— Você é tão idiota, Vegeta! Não vê que está em um planeta onde isso que você tanto preza não significa nada? – Bulma disse levantando-se e ficando de frente para ele — Não percebeu ainda, que nós humanos temos como regra tratar todas as pessoas igualmente? Houve príncipes aqui, mas hoje não temos mais, temos governantes mundiais para cada área do globo e esses homens são escolhidos justamente por lutar para proteger a vida e o direito à liberdade das pessoas. Aqui esse seu papo de príncipe, de ser superior da raça saiyajin não significa nada. Vão te achar um tolo se sair por aí falando assim.

Vegeta estava irritado, queria matá-la, apertar aquele pescoço até ela perder o ar.

— E outra coisa, a não ser que você faça mesmo isso, pare de falar que vai me matar a qualquer momento, isso é crime aqui no planeta Terra, sabia?

— É, e quem me puniria? Não há ninguém aqui que posso me vencer.

— Son-kun te puniria! Ele é meu amigo e gosta de mim, se ele souber que você me fez algum mal pra mim, ele te mataria com certeza.

— Kakarotto, né?

— Sim, o Kakarotto, o Goku. Meu amigo de infância, Goku o homem mais forte do universo – Bulma frisou pois sabia que esse era o ponto fraco de Vegeta, ele queria superar o Goku a todo custo.

Goku era realmente o único que podia matar Vegeta, mas era claro que ele não faria isso, não havia matado nem o Freeza, que era verdadeiramente mau, mas ela insistiu nesse ponto, pois sabia que era o único jeito do Vegeta acreditar.

— Entendeu? O guerreiro mais forte do universo é meu amigo de infância. Ele vai querer explicações caso você faça algo comigo ou com a minha família — ela concluiu.

O olhar de Vegeta era de puro ódio, aquela mulher era muito ousada. Mas ele sabia que era verdade, Goku sempre queria proteger os amigos, com certeza iria proteger ela também.

— E tem mais – Bulma continuou – você precisa de mim, não pode simplesmente me matar! Se me matar não vai conseguir alcançar seus objetivos.

— O que disse? Você realmente acha que eu preciso de você para algo? – Vegeta gritou.

— É claro que precisa – o olhar de Bulma era firme – eu sou a única cientista do planeta e possivelmente do universo que domina uma tecnologia especial que pode te fazer ficar mais forte, e atingir novos níveis de poder.

— Explique isso melhor – mesmo não querendo, Vegeta já estava interessado.

— É simples, meu caro. Eu projetei e construí uma sala especial que pode simular a gravidade de diferentes planetas, você pode aumentar e diminuir a gravidade o quanto quiser até o seu limite. Treinando num local assim, você pode até mesmo superar o Goku.

— Mulher tola! A nave que eu roubei tinha essa tecnologia, já a conheço, já a superei e sei que não é nada extraordinária.

— Saiyajin tolo! A nave que construí, poderia simular uma gravidade até 100 vezes maior que a da Terra, essa sala pode chegar até 800 vezes mais! Além disso, essa sala funciona com energia solar, diferente da nave que tinha uma quantia limitada de energia, deve ser por isso que voltou antes, não foi? Acabou a bateria?

— Humf – Vegeta estava realmente contrariado.

— E por último, um detalhe não menos importante. Ficando aqui e se comportanto como gente, você terá acesso à água potável e alimentação de qualidade, nada de lagartos amargos e outros bichos nojentos. Poderá treinar dia e noite se quiser e de brinde uma caminha macia para dormir – dessa vez, Bulma sorria vitoriosa.

— Humf. Ainda posso ter tudo isso e te matar. Essa sala já está pronta, não está? É simples, mato você e sua família agora e vou lá usá-la à vontade e usufruir desses outros recursos que disse – agora era Vegeta que sorria.

— Não, nada disso! A sala é protegida por senha, se me matar, como vai abri-la?

— Eu estouro a porta e entro mesmo assim.

— Se estourar a porta, a sala se autodestruirá e acabou a brincadeira – Bulma ria deliciada.

— Maldita! Você pensou em tudo não é? – Vegeta cerrava os punhos possesso.

— Ah sim, eu pensei. Afinal o que você tem de força eu tenho de inteligência, e eu nunca, nunca mesmo fui derrotada por ninguém. Nesse quesito não há oponentes pra eu superar, eu já sou a melhor do universo.

— Entendi – Vegeta voltou a ficar frio como sempre – Porém há algumas condições para eu aceitar e parar de te ameaçar e à sua família.

— Ah é? E quais seriam?

— Você não vai, nunca mais, rir de mim como está fazendo agora!

— E quem disse que estou rindo de você? Eu estou rindo pra você!

Vegeta calou-se. Aquela mulher novamente com as suas vulgaridades. Virou o rosto e cruzou os braços.

— Eu também tenho uma condição – Bulma continuou — após treinar e ficar mais forte, você deve se comprometer a lutar contra os andróides para proteger as pessoas da Terra. – Bulma estava no ponto que realmente queria chegar durante a conversa toda.

— E por que eu faria algo assim?

— Oras, você é um príncipe não é? Deve haver alguma dignidade aí. Pensa que vai usar nossos recursos de graça? O preço a pagar é defender a Terra e as pessoas desse planeta contra os andróides, depois você fica livre para ir embora.

— Que seja, sua irritante. Suma da minha frente agora – foi o máximo que pôde dizer.

Bulma estava saindo, mas antes virou-se e disse.

— Saímos em trinta minutos. Temos muitas lojas para visitar.

— O que quer dizer?

— Sim, em trinta minutos, vamos comprar roupas adequadas para o príncipe, lembra?

— Eu não vou sair por aí ao seu lado para essa atividade inferior.

— Bom, então eu vou trazer o que eu achar adequado à um príncipe, capas vermelhas e uma coroa dourada talvez. – Bulma gargalhava.

— Maldita terráquea, vou ma...

— Olha, olha! Cuidado com a língua! – Bulma saiu correndo pois sabia que ele estava furioso.

Notas finais
E aí, gostaram? Aguardo reviews, kissu!