O romance que eu posso te dar
22 Festa na floresta
Notas iniciais
No chão, tentando se afastar do carro em chamas, Yamcha só pensava em quão azarado ele era. Tanto trabalho pra nada! E ainda por cima teve o adorado carro destruído.
— Não há mais jeito... é melhor esquecer de vez essa mulher, antes que a coisa piore ainda mais para o meu lado.
Ao dizer isso, ouviu o barulho de uma moto se aproximando. Um jovem com modos tímidos aproximou-se dele e disse.
— Rapaz o que foi isso? Estava passando na estrada quando ouvi um barulho de explosão, você está bem? – o rapaz perguntava amigavelmente.
— Estou sim, mas meu carro não, ele já era... – Yamcha olhou para o jovem com um sorriso triste, no final daria tudo certo, ele voltaria são e salvo para casa.
— O que fazia aqui? Não tem nada aqui, é um lugar escondido.
— Só estava tratando de um assunto particular, mas até nisso não tive sucesso. – Yamcha usava a sua conhecida cara de inocente.
— Eu estou voltando para a cidade, se quiser posso te dar uma carona.
— Amigo, se fizer isso por mim, ficarei muito grato. – Yamcha dizia humildemente. – Depois posso até recompensá-lo, eu tenho algum dinheiro comigo.
— Que nada, não se preocupe com isso, o seu dinheiro é a última coisa que quero.
Dizendo isso, o rapaz deu um forte soco no rosto de Yamcha, que caiu no chão desnorteado. O rapaz era forte, mas ele caiu mais pelo susto doque pelo dano. Antes de se levantar sentiu vários chutes no estômago, não eram tão fortes, mas incomodavam bastante. No próximo chute que iria tomar, Yamcha segurou a perna dele, e perdendo o equilíbrio este caiu no chão, Yamcha subiu em cima dele e começou a esmurrar seu rosto com toda a força. Quando estava prestes a deixar o rapaz inconsciente, ouviu mais barulhos de motos se aproximando. Logo estava rodeado por sete rapazes, todos fortes e mal encarados que olhavam para ele com bastante ódio.
— Oe Yosuke, já começou a festa? Deixa um pouco pra gente também. – um deles disse enquanto descia da moto.
Os outros rapazes imitaram seu gesto e desceram também, ficaram em volta de Yamcha, ele estava completamente cercado, mesmo sendo forte, contra oito era provável que não tivesse chance.
— Amigos, isso é tudo um mal entendido, ele me agrediu primeiro e sem motivos. – Yamcha começou desculpando-se, enquanto saía de cima do Yosuke.
— Sem motivos? Seu maldito! Eu tenho motivos para matá-lo umas três vezes se eu quiser. – Yosuke disse levantando-se e limpando o sangue que escorria da boca.
— Não, você deve estar se confundindo com alguém, eu nem te conheço! Como pode ter algo contra mim? – Yamcha dizia com voz apaziguadora.
— Eu não te conheço mesmo, mas tenho tudo contra você! E hoje mesmo vamos acertar nossas contas.
Yosuke aproximou-se de Yamcha o olhar dele era frio e cheio de ódio. Yamcha sabia que poderia derrotá-lo facilmente se estivesse sozinho, mas eram oito contra um, ele poderia se machucar seriamente.
— Vamos conversar então e me dê a chance de entender o que está acontecendo. – Yamcha disse calmamente, iria tentar reverter a situação a seu favor, como sempre fazia.
— Ah, você quer uma chance? Você deu alguma chance para ela? Deu alguma chance pra Kaoru? – Yosuke gritava.
Kaoru? Aquele nome não era estranho, Yamcha tentava se lembrar, mas não conseguia.
— Enfiar a garrafa nas pernas dela foi alguma chance que você a deu? Chance de sangrar até quase morrer? Seu maldito, desgraçado! – Yosuke continuou.
Então era isso, agora Yamcha se lembrava, Kaoru era a virgenzinha que ele havia fodido naquela noite na praia, esse deve ser o namoradinho da puta que veio atrás de vingança, ele pensou. Bom, se eles não me matarem, posso me recuperar com a senzu depois.
— Sim, me lembro de Kaoru, tivemos momentos inesquecíveis juntos. Ela era mesmo muito gostosa, eu passei na sua frente, não foi? – Yamcha ria com desprezo.
Ao ouvir isso, Yosuke partiu pra cima de Yamcha e começou a socá-lo, Yamcha desviava-se facilmente com agilidade, e acertava socos no estômago e no rosto do Yosuke. O maldito é muito rápido, Yosuke pensou, não terei muita chance. Vendo que o amigo não tinha chances contra o Yamcha, um dos rapazes pegou um tronco no chão e bateu com toda a força que podia na nuca de Yamcha, que desequilibrou-se e caiu, com isso, todos os rapazes foram pra cima dele, dando chutes violentos. Temendo que não pudesse sair-se daquela, Yamcha pegou impulso para voar, era algo que requeria ki e treino, coisa que ele não fazia a bastante tempo, mas ainda não tinha perdido totalmente o jeito, quando tentou erguer-se, foi detido pelos rapazes, tomou mais algumas pauladas na cabeça e acabou desmaiando.
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Quando acordou, estava nu e completamente amarrado e amordaçado, ele era mantido em pé com cordas finas que o prendiam numa árvore. Sua cabeça rodava, com resto do ki que ainda tinha não poderia soltar-se. Com dificuldade abriu os olhos, sentiu o gosto de sangue na boca. Ele estava cercado pelos oito rapazes. Ao ver que ele abria os olhos, Yosuke aproximou-se.
— Então, a donzela acordou? Que bom, porque agora vamos nos divertir bastante com você. – a voz dele era tenebrosa.
Yamcha não disse nada, não havia escapatória. Os rapazes ainda bateriam mais um pouco nele e depois o abandonariam ali na floresta, era isso o que aconteceria, ele pensou. Porém, ao ver Yosuke tirar uma grande faça da bolsa que trazia, começou a temer.
— Sabe, Yamcha. – ao ouvir o próprio nome, Yamcha tremeu, esse maldito deve ter pesquisado sobre mim, ele pensou. – Kaoru não é somente uma bela menina, gostosa né? Foi o termo que você usou e eu concordo, ela é gostosa mesmo, mas além disso ela é minha namorada, a mulher que eu amo, vamos casar e ter filhos, por isso não gostei nem um pouco de saber que você a machucou daquele jeito.
Yosuke se aproximou e colocou a faca entre as pernas de Yamcha.
— Se você tivesse somente transado com ela, eu perdoaria, afinal você estava pagando né? E por tristes circunstâncias ela estava ali para isso mesmo. Mas não posso perdoar aquela garrafa quebrada entre as pernas dela. Sabe que a rasgou por dentro? Ficou um pedaço de vidro enorme dentro dela, foi difícil de tirar, ela perdeu bastante sangue, quase morreu.
Yamcha tremia com a faca entre as pernas, ele podia sentir o aço frio no seu membro. Se Yosuke fizesse o que ele estava pensando, talvez as senzus não adiantassem muito depois. Um outro rapaz se aproximou e disse.
— Oe Yosuke, vamos deixar o melhor para o final, ainda tem algumas brincadeiras que temos que fazer com ele.
Yosuke soltou uma risada maligna e passou a faca pela perna do Yamcha, fazendo um corte superficial.
— É verdade, vou deixar vocês brincarem com ele primeiro, depois será a minha vez.
Com isso, soltou as cordas que o prendiam na árvore, deu um soco no Yamcha e o empurrou para frente, ele caiu de quatro no chão, quando tentou virar-se, o rapaz o segurou pelos quadris e deu forte tapa na sua nádega. De alguma forma Yamcha sentiu que aquilo não era para doer.
— Ainda não, tenho uma coisinha aqui para você.
Os outros rapazes ao redor soltaram gargalhadas. Yamcha estava em pânico, será que ele iria...? Por Kami-sama, aquilo seria demais para ele, não poderia permitir. Ouvir o som de uma braguilha sendo abaixada, e logo sentiu o membro do homem atrás de si encostando-lhe nas nádegas.
Os outros rapazes levantaram e rodearam-no, não havia por onde fugir, não daquele jeito. Yosuke afastou-se e deixou que os amigos continuassem com a nojeira, era bem feito para aquele maldito.
Sem aviso, o primeiro rapaz penetrou Yamcha, com tamanha violência, que um grito abafado saiu pela mordaça. Yamcha tentava livrar-se mas havia outros dois caras segurando-o, mantendo o firme no chão, enquanto um terceiro chutava seu rosto. As investidas atrás dele rasgavam a pele, que queimava com a brutal dor que sentia, ele aumentou o ritmo pressionando a carne do Yamcha com força.
— Hum, é bem apertadinho... é a primeira vez que você faz assim? – o rapaz dizia com a voz pegajosa.
Lágrimas escorriam dos olhos de Yamcha, era humilhante demais, ele não poderia suportar mais um minuto daquilo, mas infelizmente para ele estava somente começando. Com o mesmo furor que entrou o rapaz saiu e deu espaço para outro. Novamente a terrível dor seguidas de investidas violentas. Ele podia ouvir a risada de todos eles, e sentia um ódio terrível, ele estava acabado. Socos e chutes no estômago e rosto enquanto um rapaz após o outro violentava-o.
Ao longe Yosuke olhava tudo com ódio, Kaoru já estava vingada, mas ele não estava nem um pouco feliz.
Cerca de uma hora depois, os rapazes o largaram. Quem visse o Yamcha daquele jeito não o reconheceria, seu rosto estava completamente inchado e cheio de sangue, um dos olhos não podia ser aberto, tamanho o dano que havia sofrido. Por todo o corpo hematomas e marcas de arranhão. Vários esguichos de sêmem pelo corpo e seu a ânus estava sangrando, quem visse não diria que seu diâmetro voltaria ao normal.
Yosuke aproximou-se e ao ver como Yamcha estava disse.
— Nossa, foi uma festa e tanto! Será que vou poder me divertir ainda?
Com isso, dois rapazes pegaram Yamcha pelo braço erguendo-o, colocando-o de frente para Yosuke, ele mantinha a faca na altura dos olhos de Yamcha, ele faria e não se arrenpederia, mataria o maldito.
Firmemente ele introduziu a faca na região do estômago do Yamcha, o sangue jorrou. Um grito abafado pela mordaça e lágrimas podiam ser vistas.
— Agora você chora? E quando Kaoru chorou? Você teve pena?
Yamcha olhava suplicante para Yosuke, aquilo tudo já era demais, ele sangraria até morrer, com certeza. Yosuke tirou a mordaça.
— Vamos maldito, diga suas última palavras, vou te dar essa chance.
Yamcha estava destruído por dentro e por fora, não restava mais nenhum orgulho ali, nada, somente o medo essencial pela própria vida.
— Eu não queria feri-la, eu juro... mas eu perdi o controle, eu sou um doente, eu sempre fui.
Ao ouvir isso, Yosuke soube que não valeria a pena tirar a vida de um miserável daquele. Deu-lhe um chute muito forte que o derrubou no chão, com a faca, cortou-lhe a carne próxima á virilha, queria arrancar-lhe o membro, mas ele morreria com o sangramento. Yamcha gritou com dor e foi deixado chorando no chão.
As motos passaram bem próximas dele, soltando suas fumaças. Os gritos dos rapazes eram ouvidos ao longe e Yamcha desejou nunca ter nascido.
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