Notas iniciais
Pessoal, depois do massacre do Yamcha no cap. anterior, ele vai deixar a FIC, tudo o que eu queria fazer para ele foi feito, eu sei que muitos odiaram ele, mas ele deu um certo "tempero" na história. Eu também sei que esse Yamcha que criei não tem nada a ver com o Yamcha do anime, mas de alguma maneira eu senti que tinha que fazê-lo desse jeito. Anyway, eu adorei tudo o que escrevi para ele, ele era um dos meus personagens favoritos nessa FIC (mesmo sendo o mais canalha deles). No anime dá a entender que ele aceitou pacificamente ser trocado pelo Vegeta, mas eu não acredito nisso, por isso coloquei as ações dele tão extremadas. A partir de agora a FIC tomará um novo rumo, continuem acompanhando e enviando seus reviews, estou gostando bastante do retorno de vocês, kissu!

Bulma e Chi-chi passaram o resto da tarde conversando agradavelmente, sobre coisas triviais como culinária e cuidados com a casa, essa parte Bulma não iria usar muito, mas mesmo assim queria aprender. Chi-chi, queria saber dos detalhes íntimos da relação, insistiu tanto que Bulma contou algumas coisas, com a narração, ela constatou que os saiyajins eram todos iguais mesmo, apaixonantes na cama e frios fora dela. No caso de Goku, a frieza aparecia na distância e como ele estava sempre treinando, eles só tinham a noite mesmo para ficarem juntos.

Quando Goku voltou do treino, ele e Gohan levaram Bulma de carro de volta para a casa dela, já que sua moto tinha sido destruída junto com o carro do Yamcha. O Goku tão inocente nem quis saber como ela tinha chegado lá, o que foi um alívio pois Bulma não conseguiria inventar nenhuma história.

Vegeta ainda não havia terminado seu treino, Bulma ficou tranquila, pois ele com certeza notaria o fato de ela ter ido de moto e voltado de carona com Kakarotto. Goku por sua vez, não querendo ser alvo do assédio da Sra. Briefs nem quis descer do carro, então ninguém soube exatamente como ela voltou pra casa.

Ela subiu para o quarto e imediatamente tomou um banho. Se perfumou mais do que o normal, temendo que o Vegeta pudesse sentir qualquer cheiro diferente no corpo dela.

Logo, ele abandonou o seu treino e após tomar seu banho foi procurar a Bulma para jantar. Encontrou ela na cozinha como sempre, servindo o prato dele. Ela agiu naturalmente, contou que passara uma tarde agradável com Chi-chi, enquanto comia em silêncio. Bulma não sabe se de alguma maneira havia conseguido se controlar, mas Vegeta aparentemente não sentiu nenhuma diferença no ki ou no comportamento dela.

Passaram a noite juntos, como sempre faziam. Vegeta acabou adormecendo na cama dela, ele a abraçava possessivamente. Ela se sentiu completamente segura e em paz, depois dos momentos terríveis que tinha passado naquele dia.

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Bulma acordou antes de Vegeta e foi preparar o café da manhã dele. Era bastante cedo quando se levantou, ela se sentia indisposta, mas achando que era devido às emoções do dia anterior, insistiu em levantar, afinal, não queria que ele pensasse que ela era uma esposa preguiçosa.

Ela nunca tomava o café da manhã junto com ele, pois sempre voltava a dormir depois que ele saía, mas permanecia à mesa com ele até ele terminar. Naquele dia, somente preparando os alimentos, Bulma sentiu-se terrivelmente enjoada com o cheiro da comida, achou estranho pois eram basicamente frutas e pães, nada que a pudesse deixar daquele jeito.

Antes mesmo de ele terminar de comer, ela correu para o banheiro e vomitou, Vegeta se preocupou com aquilo, mas ela garantiu que estava bem, que ele poderia ir treinar tranquilamente. Passou o resto da manhã enjoada, mesmo sem ter comido nada. Preocupada, a Sra. Briefs resolver abrir o jogo.

— Bulma, você está tendo relações com esse homem há vários meses, não é verdade?

Bulma estava envergonhada, a mãe sabia, pois ela mesma havia contado sobre a primeira vez, mas depois que eles realmente começaram a ficar juntos quase todos os dias, ela não sentia a vontade de falar com a mãe sobre aquilo. Ela simplesmente concordou.

—Filha, você está se protegendo?

— Às vezes, mãe. – Bulma estava envergonhada de ter que falar sobre aquilo.

— Bulma, a sua mestruação está normal?

Na verdade, ela estava com a menstruação atrasada, mas nem havia se importado com isso, pois sempre atrasava um pouco. Dessa vez, ela se lembrava que era pra ter descido há duas semanas, mas não havia descido.

—Não, mãe. Eu estou atrasada, já tem umas duas semanas.

—Bulma, você está grávida! – A Sra. Briefs sorria alegremente.

— Não, mãe, não é possível... você está feliz?

— Mas é claro! Sempre quis um netinho você sabe! E já estava quase perdendo as esperanças.

—Mãe, fique calma. Não sabemos nada ainda. Minha menstruação sempre foi bagunçada e esse enjôo de hoje cedo pode muito bem ter sido pela comida que comi na casa da Chi-chi.

—Eu duvido muito Bulma. Eu já fiquei grávida, sei como é. De qualquer forma, vamos ao médico hoje mesmo para confirmar.

—Mãe. – o olhar de Bulma era apreensivo – não vamos falar nada para o papai nem para o Vegeta enquanto não tivermos certeza.

— Ok.- respondeu a Sra. Briefs cruzando os dedos e beijando por cima deles.

Quando a mãe saiu do quarto, Bulma ficou em pânico. Grávida? Isso era ao mesmo tempo maravilhoso e terrível, como pudera ter sido tão descuidada? O que o Vegeta faria quando soubesse? Ele vai odiar, com certeza, ela pensou. Um filho não era algo que parecia estar nos planos dele, ainda mais naquelas circunstâncias.

Foram ao médico naquela manhã mesmo, fizeram os testes e Bulma ouviu em pânico a notícia.

— Parabéns, Srta. Briefs, a senhora está grávida de quatro semanas. – o médico dizia alegremente enquanto a Sra. Briefs batia palmas e sorria.

Bulma não sabia o que fazer com aquela novidade.

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Quando Vegeta voltou do treino , soube que a Bulma estava no médico, ele ficou preocupado, pois ela esteve indisposta mais cedo, mas resolveu aguardar. Observou quando ela chegou com a Sra. Briefs que cantava e batia palmas alegremente, enquanto Bulma estava com a expressão arrasada.

Bulma havia feito a mãe prometer que não contaria para o pai nem para o Vegeta, mas ela não conseguia segurar a emoção, logo todos saberiam e do pior jeito, Bulma pensou. Mesmo assim, a Sra. Briefs não contou nada, ficou curtindo sua felicidade com o que ela considerava silêncio.

Vegeta quis saber o que ela tinha pra ter ido ao médico.

— Não era nada, somente uma indisposição.

— Causada pelo quê?

— Algo que eu comi talvez, sabe que a Chi-chi faz umas comidas malucas, deve ter sido isso. – sua voz era evasiva.

Vegeta não estava totalmente convencido, mas resolveu não forçar a barra. Deixaria ela em paz e depois do treino da tarde conversariam com calma. Porém ao tocar no assunto naquele mesmo dia a noite, Bulma desconversou dizendo para esquecer o ocorrido, que ela estava bem e que não tinha sido nada.

Três dias haviam se passado desde que descobriu que estava grávida e Bulma ainda não se sentia disposta para falar sobre o assunto com Vegeta, algo nela dizia que ele odiaria a situação. Por outro lado, os enjôos pioraram e ela agora o evitava abertamente, alegando estar doente e não querer contaminá-lo.

Ao mesmo tempo, o Dr. Briefs havia finalmente terminado a nave. Depois que a Bulma abandonou o projeto, ele assumiu e concluiu a construção rapidamente.

Uma noite, cansado de não ter notícias de Bulma, Vegeta voou até o quarto dela e entrou pela janela. Ela tomou um susto quando o viu.

—O que faz aqui?

— Vim ver minha esposa, que parece que está me evitando. – ele respondeu friamente.

Vegeta estava em pé ao lado da cama, com os braços cruzados na altura do peito e olhava Bulma seriamente. Ela sabia que não poderia se alongar mais, uma hora teria que contar pra ele, e que fosse logo, antes que ficasse evidente demais. Fosse o que fosse, o filho era dele também, ela não poderia ocultar isso dele.

—Vegeta, aconteceu uma coisa, eu preciso te contar. – a voz de Bulma era quase um sussurro.

— Sim, eu quero ouvir, me conte o que aconteceu. – ele disse sentando-se na cama em frente à ela.

Sabendo que não tinha o que inventar, Bulma disparou:

— Eu estou grávida.

Vegeta não entendeu ou não queria entender o que aquilo significava, a Bulma estava grávida? Ele seria pai? Como isso era possível? É óbvio que ele sabia a resposta, mas não conseguia processar a informação.

Bulma olhava para ele, temendo o que ele pudesse fazer. O rosto dele não demonstrava emoção nenhuma, nem alegria, nem raiva, nada, estava sério e frio como sempre.

— Vegeta, diga algo! – Bulma pediu apreensiva.

Mas Vegeta não respondeu nada, ele simplesmente levantou-se e saiu voando pela janela. Bulma já havia imaginado que aquela poderia ser uma reação dele, deitou-se na cama e chorou baixinho. Acabou adormecendo e teve sonhos terríveis onde se via sozinha, já em estágio avançado da gravidez, num local estranho, parecia um outro planeta, mas estava completamente destruído e em chamas. De repente, alguém se aproximava dela e soltava um raio que atingia sua barriga, ela caía no chão chorando com a dor e ao olhar para a pessoa que a havia atingido, era o rosto do seu marido que ela via.

Notas finais
Como será que o Vegeta vai lidar com a paternidade? Veremos no próximo capítulo, kissu!