O romance que eu posso te dar
26 Diabólico
Notas iniciais
Comecei a escrever outra FIC, dessa vez sobre Naruto, se quiserem dar uma olhadinha, aqui está o link: http://fanfiction.com.br/historia/359502/Ano_Baka_aquele_Idiota/
Trunks já havia completado um ano de vida. Além de lindo, ele era saudável e muito risonho. Bulma não se cansava de abraçá-lo e beijá-lo, passava o dia todo com ele no colo, brincando e cuidando dele. Sempre que podia, saía para passear com ele e ficava muito orgulhosa com todos elogiando a beleza e simpatia do menino, ela até mesmo o levava para a casa dos vizinhos para mostrá-lo. O Dr. Briefs inventava brinquedos para o menino, alguns realmente legais, outros um pouco assustadores, mas Trunks adorava a todos. Ele era a alegria da casa, a Sra. Briefs não cansava de mimar o neto o máximo que podia. Diante de tanta felicidade, o pai da criança havia sido de fato esquecido naquela casa.
Outra coisa que havia sido esquecida era a ameaça andróide, uma noite olhando algumas anotações antigas, Bulma percebeu que a data que aquele jovem vindo do futuro havia anunciado como sendo a data de chegada dos andróides, estava muito perto, em pouco mais de seis meses eles estariam lá. Porém, tudo estava tão tranquilo, os dias claros e ensolarados, todos trabalhando com saúde, não havia indício algum de que logo uma ameaça terrível apareceria. Mas Bulma que estivera envolvida em todas as outras crises que o planeta havia passado sabia que era assim mesmo, um tempo de calmaria perfeita que antecedia o horror mais negro. Lembrou da última vez que a terra esteve em perigo, naquela ocasião, vários amigos morreram e depois foram ressuscitados, alguns por Dende-kun o atual Kami-sama, outros pelas Dragon Balls. Sentiu um aperto no peito só de pensar que teria de usar as Dragon Balls novamente, imaginou se teria que usá-las para ressuscitar o próprio filho, com isso um medo genuíno formou-se no coração dela.
Mesmo não querendo, sua mente levou-a até Vegeta, lembrou-se do acordo que havia feito com ele, para ele protegê-los quando fosse necessário, mas o que havia acontecido? Ele covardemente além de ter fugido às suas obrigações de pai, com certeza não viria arriscar a própria pele para ajudar o povo da Terra, o planeta que ele mesmo já havia tentado destruir. Bulma estava pensando nessas coisas com o coração apertado, quando viu uma estranha luz vinda do quarto de Trunks, achou estranho pois já havia colocado ele para dormir, a mãe ou o pai com certeza não iriam acordá-lo.
Andou até lá resoluta e ao abrir a porta a visão que teve fê-la cair de joelhos tamanho o pânico que sentiu. Em pé à frente do berço havia um ser rodeado de uma luz amarela, seu cabelo era loiro e estava muito arrepiado, o corpo era absolutamente forte com os músculos desenhados, e ela sentia que um poder extraordinário e diabólico irradiava dele, tudo isso já seria o suficiente para deixá-la com medo, mas o que mais a aterrorizou foi que aquele ser segurava Trunks no alto com somente uma mão enquanto olhava fixamente para ele. Temendo que fosse um dos Andróides que havia chegado, e pensando somente na segurança do filho, ela rastejou até aquela criatura diabólica e chorando disse.
— Deixe-o, eu imploro, poupe meu filho, ele é só um bebê. Mate a mim, mas poupe e vida do meu filho.
Imediatamente, a luz ao redor da criatura apagou-se, seu cabelo mudou de loiro para negro, e ela pôde reconhecer finalmente o rosto do pai do menino, ele havia finalmente voltado.
**************
Bulma estava chocada, aquele era o Vegeta. Sua mente encoberta pelo pânico recente imaginou que mesmo depois de tê-la abandonado, ele ainda viria matar o próprio filho? Ela levantou-se tremendo muito e com dificuldade firmou os pés no chão. Vegeta olhava fixamente para ela, não havia traço de sentimento algum ali, a mesma expressão fria e dura que ela se lembrava.
— Deixe o meu filho. – a voz dela era um sussuro.
Calmamente ele colocou Trunks no berço e lentamente aproximou-se mais dela. Ela sentiu um medo terrível, a presença dele não era mais a mesma. Antes quando estava próxima dele, ela sentia a sua força, mas de forma alguma parecia ameaçadora, mas dessa vez havia algo de diabólico nele, uma sede de sangue, ele parecia um demônio, um predador. Não posso tirá-lo do sério, se eu tentar algo, ele vai matar a mim e ao Trunks, Bulma pensava aterrorizada.
Instintivamente Bulma recuou alguns passos o que a fez encostar-se na parede. Sua vontade era correr até o berço, pegar Trunks e sair correndo dali, mas lembrou-se da velocidade espantosa do saiyajin e soube que teria que encontrar um meio de convencê-lo a deixá-los em paz, medir forças não era uma alternativa.
Vegeta caminhou lentamente até que ficou muito próximo dela, estava a apenas um palmo de distância. Tão perto assim, Bulma pôde ver que sua roupa estava ensanguentada, além de toda rasgada, as partes firmes da armadura estavam quebradas. Aquele poder diabólico era como uma camada espessa ao redor dele, ela sentia tanto medo que involuntariamente começou a chorar. Sentiu as mãos dele no seu rosto, depois desceu pelo pescoço, com somente uma mão ele podia envolver todo o pescoço dela, sabendo que morreria em instantes Bulma tremia dos pés à cabeça enquanto lágrimas grossas escorriam pela sua face, começou a rezar baixinho pedindo que seu filho fosse poupado.
— Não o mate, por favor, não o mate. – sua voz era um sussuro quase inaudível.
Vendo ela mover os lábios daquela maneira, Vegeta aproximou-se mais, dessa vez o corpo dele colou no dela, um choque percorreu todo o corpo de Bulma, ela sentiu a força dele, era como uma muralha, seu peito parecia firme como aço. A mão que antes estava no pescoço desceu para os ombros, fez o contorno do braço e logo estava na cintura dela, sentiu uma pressão na cintura, ele a estava apertando como fizera tantas vezes antes. Sentiu o rosto dele aproximar-se, ela fechou os olhos em pânico, e então ele afundou o rosto nos cabelos dela, aspirando todo o perfume, ao soltar o ar, ela pôde sentir o hálito quente dele. Lentamente ele desceu o lábios até o pescoço dela e começou a beijá-la. Ele quer me usar antes de me matar, Bulma pensou aterrorizada. Que tipo de monstro ele é?
Uma das mãos envolvia a cintura de Bulma, enquanto a outra descia pelas costas dela. Ele beijava seu pescoço com suavidade, Bulma colocou os braços entre os dois e forçou na direção oposta tentando criar uma distância, mas isso foi completamente inútil. Vegeta a trouxe mais para perto de si num abraço, ela pôde sentir que a respiração dele estava ficando ofegante, embaixo havia um volume muito rígido, ela sabia que era o membro dele. Estremeceu de pensar no que ele faria. A fina camisola de seda não ajudaria em nada, aquilo não era obstáculo algum. Ele deslizou os dedos pelas alças e logo a peça estava no chão, Bulma usava uma calcinha muito pequena, que também não impediria nada. Vegeta ficou olhando para o corpo dela e colocou as mãos nos seus seios, sentiu-os maiores porém rígidos e macios, deslizou suavemente as mãos pela cintura dela, tão fina e marcada.
Logo ele se livrou da própria armadura sem nenhuma dificuldade. Ele ficou completamente nu e Bulma viu que o corpo dele estava muito mais musculoso doque antes. Com as mão nos quadris dela, ele a ergueu no ar e apoiou as costas dela na parede, ela estava completamente nas mãos dele, ele poderia fazer o que quisesse, a ela só cabia chorar e aguardar pelo seu fim. Ele continuou beijando seu pescoço e depois desceu para os seios, a boca era quente e úmida, Bulma não havia esquecido da sensação que ele lhe causava e odiando a si própria, viu que seu corpo respondia às carícias dele, seus bicos estavam entumescidos e uma leve umidade se formava na sua calcinha. Vegeta pressionava Bulma contra a parede, ele respirava alto e ofegante, ela pôde sentir o membro dele crescer mais ainda no meios das pernas dela, então lentamente, ele afastou a calcinha dela para o lado e começou a penetrá-la. A velha e deliciosa dor que há muito tempo ela não sentia, ele pressionava o corpo ao dela e a penetrava profundamente, ela queria gritar mas isso acordaria o Trunks que alheio à tudo dormia calmamente.
Vegeta pegou-a no colo, enquanto trazia as pernas dela de encontro à cintura dele para dar apoio, com isso, foi capaz de deixar o quarto, levou-a até o quarto dela e deitou-a na cama, com a luz que entrava pela janela, pôde ver o rosto dela, ela chorava e havia muito medo no seu semblante. Com mais medo ainda de que a estivesse machucando, ele tomou seus lábios e a beijou com todo ardor e paixão, enquanto continuou a penetrá-la num ritmo suave, queria mostrar o quanto ela era querida para ele.
Bulma não o envolveu com os braços como ele queria, pelo contrário, ela tentava afastá-lo daquele beijo, ele então passou a beijar as mãos e os braços dela, isso irritou Bulma profundamente, aquele monstro iria usá-la depois matá-la impiedosamente, mas mesmo assim queria agir romanticamente com ela? Ela pensou que não morreria sem lutar, isso era algo que havia aprendido convivendo com tantos guerreiros. Quando Vegeta foi dar um novo beijo na mão dela, ela cravou as unhas no lábio dele, tão profundamente que o feriu. Ele olhou para ela atônito, Bulma não sentia medo algum agora, ela já estava perdida mesmo, iria causar-lhe algum dano antes de morrer. Novamente ele foi beijá-la mas sentiu um tapa no rosto, a mão dela era macia e o tapa que para ela tinha sido dado com toda a força, nele foi como uma carícia, mas mesmo assim ao olhar para os olhos dela, ele entendeu que a sua intenção era machucá-lo. Vegeta segurou os braços dela ao redor da cabeça e aproximou-se para um novo beijo, seu lábio estava machucado, mas ele queria mais dela. Quando estava prestes a beijá-la ela deu-lhe uma cuspida no rosto, isso sim machucou-o mais doque o tapa ou o arranhão. Ele ainda estava dentro dela e queria ficar ali para sempre, saciar a sim mesmo e saciá-la como antes, mas entendeu que ele já não era aceito.
Ele recuou saindo de dentro dela e de joelhos na cama ficou a observando. Diferente de antes, ela não chorava mais, havia um brilho estranho nos olhos dela, eles estavam frios e ele pôde sentir todo o ódio. Será que Bulma não me reconhece mais, é possível que eu tenha mudado tanto assim? Ele pensava confuso. Ele voltou a aproximar-se queria tocar aquela pele macia, sentir aquele cheiro, possuí-la e amá-la como antes, ela recuou mais ainda. Ela estava sentada com as costas na cabeceira da cama, enquanto ele se aproximava, parou a alguns centímetros do rosto dela, estendeu a mão para tocá-lo e ela deu um tapa na mão dele empurrando-a para longe.
— Não ouse tocar em mim novamente, seu maldito. – a voz de Bulma era pontuada pelo ódio.
Sem acreditar no que ouvia, ele jogou o corpo sobre o dela para abraçá-la, enquanto ela esperneava batendo nele com as pernas e as mãos, tentando causar qualquer dano que fosse possível. Assustado com a atitude dela, Vegeta finalmente recuou.
— Bulma, o que está acontecendo? Porque está fazendo isso? – a voz de Vegeta revelava a sua decepção.
— Mate-me logo seu filho de uma puta! Mas não vai mais tocar em mim, entendeu?
— Matar... o que está dizendo? Eu não aguentava mais ficar longe de você, nunca poderia matá-la.
— Seu demônio! Cale-se! Não quero ouvir nenhuma das suas mentiras. – Bulma estava ensandecida pelo ódio. – Pensa que vai me usar como bem entende? Não caio mais no seu jogo. Pode me matar, mas se tocar em mim novamente, eu juro que se arrependerá.
— Eu nunca poderia matá-la, nunca...
— É mentira! Você vivia dizendo isso e agora é a única coisa que falta, não é? Já usou de mim à vontade, me abandonou e agora volta aqui para me matar e ao meu filho, seu monstro! Antes disso eu te mostro uma coisa. – ela ameaçava-o.
Então era isso, Bulma estava magoada com a partida dele e agora achava que ele faria algum mal para ela. Ele sabia que sua presença causava medo, esteve perto de outras pessoas, e elas correram dele, assim como animais e outros seres que ele encontrou no espaço. Mas nunca havia imaginado que Bulma o receberia dessa maneira tão hostil. Assim como ele estava louco para tomá-la nos braços, ele imaginou que ela quisesse o mesmo, mesmo que ele tivesse passado esse tempo todo longe.
— Bulma, eu sei que você não vai acreditar em mim, mas eu parti única e exclusivamente para alcançar o poder que precisava alcançar, meu único desejo sempre foi proteger você e agora ao nosso filho.
— Nosso filho? Nosso filho? Você não tem nada aqui saiyajin, esse filho é meu, somente meu! Eu o tive sozinha e vou criá-lo sozinha!
— Bulma, por favor...
— Vegeta, cale logo essa maldita boca e suma daqui! – Bulma agora sabia que ele não faria nada contra ela, mesmo com aquele poder infernal vindo dele, estava se sentindo corajosa, iria aproveitar para humilhá-lo um pouco. – você é um maldito miserável, assassino, ladrão, mentiroso, um canalha, um filho da puta, caia fora da minha casa e não volte aqui nunca mais!
Vegeta estava com raiva, uma maldita raiva queimava no peito dele. Então era isso, mesmo alcançando o poder que ele queria, ele ainda assim tinha perdido sua família. Então era assim que as mulheres humanas eram, Bulma não poderia nunca entender a motivação dele? Será que todo a paixão que ele tinha dado a ela não era suficiente? Ela preferia que ele tivesse ficado e pouco depois todos morressem pelas mãos dos andróides? Não era melhor que ele tivesse se preparado para defendê-los como ele havia prometido?
— Bulma, você tem toda a razão, eu sou tudo isso mesmo, eu sou mesmo. – a voz dele estava fria e obscura. – mas você já sabia disso tudo antes. Você diz que te usei, mas foi você que fez isso comigo. Você me seduziu, me enfraqueceu, me fez te desejar tão cegamente que esqueci todos os meus objetivos, você acabou comigo Bulma, e quando precisei ir em busca da minha verdade, você me recebe assim? Não esperava isso, não da minha esposa.
— Você insiste, não é? – Bulma ria sarcasticamente. – quantas caíram nessa sua história? Essa sua palhaçada de “unidos”, essa sua brincadeira estúpida!
— Eu não vou mais falar nada com você. – Vegeta disse levantando-se. – vou deixá-la se acalmar e teremos uma conversa adequada amanhã.
Ele levantou-se e ficou de frente para ela, ele estava completamente nú, seu membro não estava mais rijo, mais ainda sim era difícil não se impressionar com ele. Denovo aquela aura demoníaca envolveu seu corpo como uma camada transparente, ela não podia ver, mas podia sentir, e voltou a temer, principalmente por ter ido tão longe com suas palavras.
— Mas antes, deixe-me avisá-la de uma coisa. – ele prosseguiu, a voz dele era fria e havia um novo tom que ela desconhecia. — Eu voltei para protegê-la, a você e ao nosso filho, e é isso mesmo o que vou fazer, entendeu? Não vou mais tocá-la se isso se causa tanto nojo, mas você ainda é a minha esposa e vai continuar sendo, quer você queira ou não.
Ela olhava para ele assustada, Vegeta tinha aquele olhar predatório, como um assassino sedento por sangue, a voz era seca e obscura, a velha frieza de sempre, mas tinha algo novo ali, como se alguma coisa tivesse sido despertada dentro dele. Ela se perguntou que tipo de treinamento ele andou fazendo, que raio de poder era aquele que ele tinha. Ela lembrou que o Goku havia ficado daquele jeito uma vez no planeta Namekusei, mas nada nele era semelhante àquilo que o Vegeta havia se transformado, ele era de fato um demônio assassino. Ele aproximou-se dela, com o olhar muito frio, ela recuou mais ainda e quis fugir, mas estava paralisada. Ele segurou um dos punhos dela, só o toque dele já queimava sua pele. Lembrando-se da promessa que havia feito a muito tempo atrás, ele rapidamente a soltou, não queria machucá-la. Ele deixou o quarto saindo pela janela. Temendo que ele pudesse voltar para buscar as roupas, Bulma correu até o quarto de Trunks e atirou as peças pela janela. Fechou e travou as trancas da janela, pegou-o no colo e levou para o quarto dela, lá trancou tudo e até a porta. Abraçou o filho enquanto orava agradecendo por estar viva.
Vegeta viu as roupas sendo atiradas pela janela e correu lá pela pegá-las praguejando entredentes. Era óbvio que não havia mais um lugar para ele na casa de Bulma, então pegou a nave e voou até as montanhas, ficaria lá até a raiva passar, treinaria mais e depois voltaria. Decidiu que a Bulma seria dele, custasse o que fosse, mas não seria a força, seria como nos velhos tempos, com ela se derretendo nos seus braços enquanto gemia seu nome. Pensando assim, ele sorriu maliciosamente, ele tinha conseguido algo que até ele havia considerado impossível: alcançar o poder do super saiyajin, e agora teria mais um novo desafio pela frente: reconquistar a Bulma.
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